quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

[Castle Fic] One Night Only?! - Cap.5


Nota da Autora: Demorei, mas consegui. Este é um longo capítulo. Mesclei três episódios (2x03, 2x04,2x05) e não foquem no caso, ok? Espero que divirtam-se. 


Atenção...NC17!  


Cap.5


Duas semanas se passaram com Castle trabalhando ao lado da detetive no distrito sem maiores problemas. Ou pelo menos era assim que Beckett gostava de pensar. Quando não estava acompanhando-a nos casos, ele estava às voltas com seu próximo livro, “Heat Wave” que seria lançado dali a três semanas. Terminara a história logo após Beckett o aceitar de volta como sombra. A inspiração voltara a povoar sua mente após aquela pequena e quente demonstração de afeto no elevador do distrito. Naquela ocasião, ele ainda tinha um certo receio se o que acontecera fora apenas uma forma de liberar o estresse ou se a atitude da detetive significava mais que uma mera explosão de hormônios.

Eles não conversaram sobre o ocorrido. Sequer mencionaram. Mesmo disfarçando, a imagem não saia de sua cabeça. Tinha vontade de perguntar a ela. Saber se aquilo a incomodava da forma como a ele. Devia agradecê-la, afinal Beckett havia restaurado sua energia possibilitando que o livro fosse terminado. Estava nas mãos de Gina para impressão apesar de já terem cópias rascunhos circulando entre alguns jornalistas como era de costume para obter uma certa atenção da mídia e claro, gerar as resenhas e opiniões criticas com relação ao seu trabalho.

Aliás, nos últimos dias além de toda a pressão pelo lançamento próximo do livro, ainda teve que lidar com uma espécie de TPM com Beckett. Durante seu último caso, a morte de uma modelo, alguns momentos ela implicara com ele de uma maneira diferente. A princípio, ele pensara ser ciúmes pela cena com a modelo que escrevera o número de telefone na mão dele, não era esse o motivo. Após uma dança complicada de egos e provocações, Beckett acabou confessando porque estava tão chateada. A revista com a entrevista sobre Heat Wave fez um excelente sucesso, porém ao ler a reportagem ficou realmente irritada. Como poderia uma repórter chata e de voz fina já ter lido o livro para o qual ela fora a inspiração e ele sequer teve a decência de dar a ela uma cópia? Merecia ao menos isso, não?

Claro que Castle não deixara de notar que ela lera a reportagem e não parecia muito feliz com isso. Ele fez um pequeno alvoroço ao ver a revista aberta sobre a mesa dela.

- Oh, você não pode resistir! Muito bem escrita, não?

- Sim, se você gosta de coisas sem valor.

- Sem valor? A repórter fez você parecer um misto de Sherlock Holmes e Angelina Jolie. E a foto não está tão mal, também. Apesar de que você não precisa cruzar seus braços sempre.

- Está boa.

- Então, por que está chateada?

- Não estou chateada.

- Parece chateada.

- Bem, não estou.

- Mas se estivesse você falaria, certo?

- Não estou.

- Mas se estivesse?

- Não importa porque eu não estou – caramba! Ele pode ser irritante às vezes, pensou Beckett. Ainda bem que os rapazes chegaram e mudaram o foco da conversa para a modelo do dia anterior. 

Independente do seu foco para o caso que acabou sendo resolvido, ela não conseguia esquecer o fato em relação ao livro. Ela era fã dele, fora sua inspiração então seria apenas natural dar uma cópia a ela, não? Exatamente por esse motivo, ela estava tão chata nesses últimos dias. Quem não estaria? O problema era que contar o real motivo da sua raiva poderia fazê-lo inflar ainda mais aquele ego enorme que possuía ou pior, Castle poderia achar que tinha algo a ver com se importar com ele e seu trabalho, por causa das vezes que ela cedera aos gestos e cantadas, ao desejo.

Depois de fechar o caso, apesar de não estar muito satisfeita com o resultado ao descobrir que o marido assassinara a esposa em uma onda de raiva. Sentada em sua mesa, ela puxou uma conversa com Castle sobre Nikki Heat.

- Então, o que Nikki Heat faria depois de um longo dia de trabalho?

- Ela iria para casa, se serviria de uma boa dose de bebida, tomaria um banho quente, leria um bom livro.

- Que pena que eu não tenha um bom livro para ler – Beckett de certa forma estava impressionada por ver como ele a descrevera.

- Eu daria uma cópia de “Heat Wave” a você, mas meu editor não quer nenhuma cópia escapando, vazando por ai.

- Por que deu uma para a repórter da Cosmo ler, então?

- Isso é para publicidade, você quer que a imprensa sinta o gostinho e – só então a ficha cai, era por isso que ela estava chateada – é por isso que anda tão chateada, porque eu a deixei ler antes de você?

- Eu sou a inspiração. Devia ler antes de repórteres.

- Por que você não disse antes? – Castle perguntou surpreso.

- Por que isso não lhe ocorreu? – retrucou Beckett. Agora entendera, ela tinha razão.

- Você o terá amanhã.

- Ótimo! – ele deixou o distrito e o sorrisinho de satisfação não poderia ser melhor no rosto de Beckett.   

Castle acordara cedo. A cabeça um pouco avoada devido à quantidade de champagne ingerida ontem no jantar durante uma entrevista com o jornal New York Ledger. Falaram de carreira, de sua musa e do seu novo livro, Heat Wave. A bebida ficou em sua cabeça o que lhe deu pensamentos e sonhos bem interessantes com Beckett. Isso que dá ficar falando dela durante o jantar mesmo que seja para contar algo interessante de algum caso ou mesmo fazer comparações entre ela e a personagem.   

Com a cabeça tomada por pensamentos que diziam respeito somente a ele e envolviam um misto de Beckett e Nikki Heat, Castle chegou ao distrito torcendo para que um caso muito bom caísse no colo da detetive a fim de desviar sua mente de outras ideias que certamente ela não aprovaria.

Entregando uma caneca de café feito especialmente para ela, Castle a saudou sorrindo.

- Bom dia, detetive. Alguém morreu?

- Não que eu saiba – disse pegando a caneca das mãos dele tomando um longo gole – não se preocupe, o dia está apenas começando. Mal acabara de falar isso, seu telefone tocou – viu? É como se eles soubessem que você está aqui. O desastre parece estar sempre buscando você, Castle – deu um sorriso provocando-o para em seguida atender o chamado – Beckett – então ele percebeu que ela ficara calada por um tempo, porém a expressão em seu rosto era de desagrado. Isso atiçou a curiosidade dele – não, infelizmente essa não é uma boa hora. Preciso sair a campo, estou no meio de um homicídio. Outra hora? Mais cômoda? Eu... eu... certo. Eu aguardo. Bom dia – quando ela bateu o telefone com uma certa força, ele entendera que algo a tirara do sério – droga de repórter, droga! Isso é culpa sua!

- O que eu fiz?

- Você apareceu na minha vida. Não é suficiente? Por que esses jornalistas não vão cobrir as notícias de economia, conversar com o presidente, por que tem que perturbar uma detetive de polícia por causa de um maldito livro?

- Quem era?

- New York Ledger.

- Hum... que chique, detetive! Parece que você está fazendo mais sucesso que eu. Eles não me contataram ainda para falar de Heat Wave. Como isso pode acontecer? – ela percebeu as rugas de preocupação na testa, aquilo parecia realmente incomoda-lo – eles vem aqui? Por que poderíamos dar essa entrevista juntos, o que acha? O escritor e sua musa. Seria perfeito...

- Castle, por favor! Vem dizer que você não está por trás disso?

- Claro que não. Então, eles vem ao distrito? – claro que isso era um pouco de culpa dele por mencionar que uma conversa com a detetive seria bem interessante. Ao ver o semblante dela, entendeu que Beckett não pensava assim – você os dispensou? Como? É o New York Ledger! Você tem que fazer essa entrevista!

- Não tenho que fazer nada. A estrela aqui é você. Eu sou apenas a policial, esqueceu?

- Oh, espere um minuto. Você não quer atende-los na minha presença. Faço você ficar desconfortável, detetive Beckett? Certo, vamos fazer o seguinte, como não temos nenhum corpo para investigar, deixarei você conversar com os jornalistas sozinha. Assim não se sentirá tão intimidada – ele ergueu-se da cadeira fitando-a com um sorriso.

- Eu não estou intimidada por você e não darei entrevista nenhuma.

- Ligue se algo aparecer – deixou o distrito e Beckett de cara emburrada por ter sido incomodada por repórteres. Nada de entrevistas, já decidira. A menos que o Capitão a obrigasse.

Horas depois, Beckett recebe um chamado. Dessa vez, alguém fora assassinado. Conforme ele pedira, ligou avisando-a para encontra-la na cena do crime. Quando Castle se juntou a eles, foi logo perguntando onde estava o corpo.

-Você não contou? – perguntou Esposito

-Contar o quê? – Castle perguntou ansioso.

-E estragar a surpresa? – Beckett retrucou.

- Que surpresa? – Castle insistiu e Beckett ligou o vídeo. Bem na frente dele, um suposto cientista fora assassinado.

- Isso foi incrível! Claro, foi horrível, mas... Isso não é o ártico. É um apartamento. Mas onde?

- Ryan, rebobine. Acho que vi algo enquanto a câmera caia. Pare. Bem ali. Perto da janela. É arquitetura clássica do Upper West Side. Tire uma foto disso e mande pra delegacia. Veja se um dos tiras reconhece.

A vítima era Steven Fletcher. Veio a escola alguns meses vendendo a ideia de financiar uma viagem ao polo norte, em troca, ele daria aulas de lá para as crianças uma vez por semana com direito à vídeos de sua expedição. A escola topou e a parceria vinha funcionando. A última vez que se viram, fora a duas semanas quando Fletcher veio à escola buscar as cartas que as crianças escreveram para ele. Localizaram o apartamento. 75 com Amsterdã. Eles rumaram até lá acompanhado pelo CSU também.

Após ser examinado pela legista, constatou-se que a vítima levara um tiro na face com arma de grande calibre, isso indicava uma grande raiva por parte do atirador. Era um vigarista, certamente teria outros esqueletos no armário. Havia dedicado muito tempo naquele golpe, Castle pode perceber e apontar os cuidados com os detalhes. Encontraram também vários passaportes com múltiplas identidades. Típico de um vigarista. Provavelmente o assassino fora uma de suas vitimas.    

De volta ao distrito, Castle estava realmente interessado em saber a opinião dela sobre o livro. Na verdade, ele estava quase morrendo de curiosidade. Na primeira chance que teve, assim que ela sentou à mesa, ele teve que perguntar.

- Você leu?

- Li o quê?

- O livro.

- Que livro? – provocando quase sorrindo - Seu livro! "Heat wave".

- E então?

- Não cheguei a ler.

- Como assim, não chegou a ler?

- Desculpe, estou tão ocupada com o trabalho – ela sabia que ele ficaria indignado. Estava adorando implicar com ele, como sempre fazia com ela.

- Ficou no meu pé para conseguir uma cópia dele. Tem ideia do que tive que passar para que meu editor não enviasse um segurança para ficar de olho em você enquanto lia? O mínimo que poderia fazer era...- ele percebeu o quanto ela parecia se divertir enquanto ele reclamava. Cara de pôquer - Sei o que está fazendo.

- Não estou fazendo nada.

- Sim, está. Está tentando me provocar, mas não vai funcionar.

- Mesmo? Porque parece estar funcionando – por dentro ela estava gargalhando de ver a agonia dele - Se me der licença, vou por essas identidades no sistema, para ver se surgem outros Fletchers.                    

Steven Fletcher tinha muitas identidades, seria difícil encontrar a tal vitima assassina. Foi apenas ao fazer a conexão com uma das suas personalidades com Elise Finnegan, herdeira de uma família muito rica em Nova York. Ao visita-la, Beckett descobriu que eles se casariam na próxima semana, se conheciam a seis meses e não concordava com a afirmação de Beckett sobre ele ser um golpista. Ao questionar o pai, ele também pareceu convencido de que Steven era apaixonado pela sua filha.

Ainda revisando todos os possíveis golpes no distrito, Beckett, Castle, Ryan e Esposito divagavam sobre as habilidades de Fletcher. O capitão juntou-se a eles que acabaram falando de filmes de trapaça. Ela não estava muito interessada nos filmes, na verdade era tudo um disfarce para não ceder a tentação de concordar com Castle. Além disso, ela tinha outros planos em mente. Despedindo-se de todos, ela deixaria o distrito.

-Aonde vai? Está cedo.

-Tenho planos.

- Tem um encontro, não é?

- Não.

- Mentirosa. Quem é o azarado?

- Tá bom. Vejo vocês pela manhã.

- Tudo bem, até amanhã.

- Até mais, cuidado.

- Então, quem é? – ele esperou ela sair de suas vistas.

- Não sei.

- Me pegou.

- Então, ela não mencionou ninguém?

- Caso não notou, Beckett não é o que se pode chamar de alguém que goste de compartilhar.

- Por que se importa, Castle? Tem alguns sentimentos não resolvidos? – Esposito provocou.

- Pela Beckett? A mulher odeia filme de trapaça – só que ele estava curioso por saber se ela havia encontrado alguém. A ideia de imagina-la com outro homem não era nada agradável.     

Naquela bela noite em Nova York, a detetive Beckett tinha um encontro muito especial. Usando exatamente a ideia de Castle, ela esquentou a água na banheira, jogou sais, acendeu umas velas, serviu-se de uma taça de vinho tinto. Retirou a toalha e calmamente deixou-se sentir o corpo ser acariciado pela água quente e relaxante. Deitando-se em uma posição adequada, ela esticou o braço alcançando o livro que Castle lhe dera. Sim, seu encontro era com o livro dele.

Saboreando o vinho, Beckett entrava no universo de Nikki Heat. Tivera uma agradável surpresa ao descobrir que seu mundo era bem parecido com o da personagem. Apesar dos comentários vulgares de Castle, ele não transpusera as ideias de trata-la como prostituta ou vadia. De fato, ele a descrevera como uma excelente profissional, alguém que ama seu trabalho e honra suas vítimas. A mulher além da detetive também parecia bem retratada. Tinha que reconhecer, até ali, o escritor acertara em cheio confirmando sua admiração ao estilo de escrita dele, mesmo que não planejasse dizer isso diretamente para ele.

Infelizmente, alguém não estava tendo uma boa noite como Beckett. Após brigar com a filha sobre um motivo bobo, Castle percebeu que exagerara por um único motivo. Estava chateado porque a detetive tinha um encontro. Sendo assim, não conseguiu dormir direito dedicando-se a pensar no caso apenas para ter uma boa desculpa para aciona-la cedo. Para sua surpresa, Beckett chegara ainda mais cedo ao distrito. Estava na academia.

Ele a viu descendo a escada. A roupa colada ao corpo realçava as curvas que ele já experimentara outras vezes. Estava com os cabelos presos e uma toalha no pescoço. Ela estava sexy demais naquelas roupas, o fizera suspirar.    

- Ok, Castle. O que é tão importante que você teve que interromper minha luta?

- Só que desvendei este caso. Pensar em você lutando com outra mulher é estranhamente estimulante.

- Quem disse que era com uma mulher?

- O encontro misterioso.

- Senti um pouco de ciúmes?

- Eu com ciúmes? – fez cara de deboche apesar de estar se roendo por dentro - Até parece! – ela se aproximou ficando centímetros do rosto dele e aplicou sua nova provocação.

- E se eu contasse que meu encontro era com seu livro?

- Mesmo?

- Não. É muito fácil te enganar – ele estava balançado, ponto para mim, pensou Beckett - Dê logo as informações para eu poder pegar café.   
Enquanto o caso avançava complicando cada vez mais a possibilidade de encontrar um assassino, Castle e Beckett encontraram muitos obstáculos. As histórias pareciam loucas. A maior delas foi a que Elise contou. De que Steven era um agente da CIA em uma missão super secreta. O pior fora a reação de Castle, ele estava amando tudo isso enquanto Beckett não acreditava numa vírgula da história de Elise.

- Só estou dizendo...

- Não.

- Não pode negar a chance...

- Ele não é da CIA.

- Aposto um dólar.

- Certo, estou dentro – Beckett o viu pegar o telefone - Para quem está ligando?

- Meu amigo na CIA.

- Você tem um amigo na CIA?

- Quando vai aprender? Tenho amigos em todos lugares. Espera isso não saiu direito...

- Eu não sei Castle, acho que “gatinho” é um apelido que lhe cai bem, ainda mais com todos esses “amigos”... – ela fez questão de simbolizar as aspas com a palavra amigo.

- Se você está insinuando que sou gay, detetive, acho que já provei e fiz você provar algumas vezes essa teoria furada que está sugerindo.

- Castle, o que eu disse sobre não comentar sobre esse lapso?

- Lapso? Se você chama aquilo de lapso, deve gostar bastante de cometê-los, não? Foram excelentes fontes de inspiração – ele provocava testando os limites de Beckett, quem sabe não tivesse sorte? 

- Castle! Quer levar um tiro? – ops, ela estava irritada. 

- Não – ele revirou os olhos – ok, vamos dar o assunto como encerrado. Um acordo. Eu não comento sobre os seus lapsos e você para de me chamar de gatinho.

- Justo – Beckett viu-o fazer novamente a ligação.    

- Comida tailandesa é agradável para a língua. Código secreto. Ele vai me retornar.

De volta ao distrito, Castle contou a Beckett como conhecera o agente.

- Conheci o agente Gray enquanto pesquisava Storm Warning. Agora ele era inestimável por sua dedicação na CIA. Esse cara é uma máquina. Já entrevistei serial killers, assassinos de aluguel. Agente Gray? É de longe o homem mais mortífero que já conheci. Uma vez ele matou um agente coreano com um boleador.

- Foi uma colher de sorvete, Castle. E essa informação deveria ser sigilosa – Beckett reparou no homem baixinho a sua frente. Não parecia nada com um agente, estava mais para contador.

- Desculpa.

- Agente Gray. Não é bem como imaginei baseada na descrição do Castle.

- Vivo num mundo onde nada é o que parece, Detetive. Por uma boa razão. Transparência te mata.

- Você não usou isto em Storm Warning? – Beckett perguntou despreocupada se Castle notaria que ela conhecia frases completas de seus livros.

- Sim. Também usei algumas falas suas em Heat Wave. Mas você saberia se tivesse lido - alfinetou.

- Eu li – respondeu o agente - Achei ótimo, especialmente aquela cena de sexo – ele examinou Beckett de cima abaixo - Falando de obscenidade.

- Tem cena de sexo no livro? – ela ficou preocupada tanto que não se atentou a seu próximo comentário - Entre nós?

- Tem uma cena de sexo entre Nikki Heat e o repórter bonitão que a está ajudando – explicou Castle.

- Então não tem nada a ver com você – Beckett tentou tirar por menos, porém sua curiosidade já estava atiçada. Ainda não chegara nessa parte, o que será que ele escrevera sobre eles?

- Engraçada. Espera aí. Como conseguiu uma cópia do livro? – a cara do agente quase chamava Castle de burro. Tentando colocar foco na verdadeira discussão para eliminar aqueles pensamentos impuros de sua mente, ela perguntou.

- Pode nos dizer que o Fletcher não era agente para prosseguirmos nosso caso?

- Não aqui – Beckett o guiou até a minicopa, mas aparentemente o agente sabia se virar. Chegou dando ordens - Cai fora – o policial que tomava café saiu rapidinho. A sós, ele falou - Oficialmente não posso dizer quem é ou não agente. Mas, informalmente... Nunca ouvimos falar dele.

Enquanto Beckett se gabava para receber seu dólar, o agente sumiu como fumaça.

- Tão legal.

Beckett estava sugerindo conversarem com Elise de novo quando Alexis apareceu no distrito chamando pelo pai. Em uma sala de interrogatório, ela viu a menina dar uma lição de moral no pai. Sim, tendo suas razoes. Ao vê-lo tentar justificar-se, Beckett sentiu pena dele. Não era fácil ser um pai solteiro. Assim que Alexis saiu da sala, Beckett apareceu.

- Ela é boa. Te derrubou como uma profissional.

-Você viu?

- Sim, pelo vidro. Foi até meio difícil de assistir.

- Mais difícil ainda é passar por isso.

- Precisa de um tempo ou podemos trabalhar? – ele estava arrasado, notou - Vou te dar um tempo.

A caminho da casa de Elise, eles continuavam conversando sobre o ocorrido.

- Você a incentiva a quebrar as regras, mas quando ela sai da sua zona de conforto, você pira.

- Eu não pirei, só...Pirei um pouco, não é?

- Bem-vindo ao clube de pais de adolescentes. Como já fui uma, ganhou minha empatia.

Algo estranho acontecia na casa de Elise. Aparentemente, Fletcher estava vivo. O que parecia loucura, mas então quem era o cara morto no necrotério? Beckett retornou até lá e Lanie confirmou seu pior pesadelo. Não tinha como confirmar a identidade dele. Fletcher podia sim, estar vivo. Afinal, não o viram morrer realmente.

- Eu odeio esse caso! – desabafou Beckett.

- Eu sei, não é ótimo? – rebateu Castle.

Pensando em milhares de teorias possíveis, eles protelavam com os motivos, armações e o real desejo de Fletcher. De repente, alguém estava comprando passagens aéreas para vários destinos usando o cartão de credito dele. Era outro golpe para afastar a polícia. Beckett entendeu tudo. Fletcher poderia ser pego desde que eles se mantivessem perto de Elise, ela era a chave.

Chegando a mansão, porém Beckett descobriu que ela havia saído. A mãe não sabia afirmar para onde ela fora, apenas que recebera um telefonema saindo em seguida. Beckett reparou um folder muito similar ao do trabalho do ártico usado na escola. Ao perguntar a mãe de Elise quem fizera o livreto, souberam que foi Sue. Daí fora fácil deduzir o resto como uma dança sincronizada de ideias.

-É a farsa dos namorados.

- Sue é a informante. Ela se aproximou de Elise, aprendeu tudo sobre ela, mostrando o caminho ao Fletcher – diz Castle.

- Que tem o manual com os sonhos e esperanças da Elise. Voila, amor a primeira vista – declarou Beckett.

- Não, não. Algo não se encaixa. Por que fingiriam a morte de Fletcher tão publicamente? Eles sabiam que a polícia se envolveria. Expor a farsa para alguém perigoso.

- A não ser que Fletcher esteja morto – concluiu Beckett - Se o pai dela estiver certo e Fletcher tiver mesmo se apaixonado por Elise...

-E desistiria do golpe... – completou Castle. 

- Sue não ganharia nada pois não terminou o golpe e se Fletcher casasse com Elise, Sue não teria chance de continuar sozinha.

-Então Sue resolveu com suas próprias mãos e matou Fletcher com um tiro no rosto para não identificá-lo.

-Bingo – Beckett disse sorrindo.

- Mas e a ligação do Steven? – perguntou a mãe de Elise.

- Ela deve ter fingido, de alguma forma.

- Por quê?

- Porque... o golpe continua! – disseram os dois em sincronia.

- Se Elise precisasse de dinheiro, onde iria? – perguntou Beckett a mãe.

- No National Bank and Trust, na 84ª com a Lexington.

Felizmente, um trabalho em conjunto com o diretor do banco e Elise foi suficiente para pegar a vigarista. Ao vê-la brincar colocando a mão no nariz típico gesto de filmes de trapaça, Castle reclamou.  

- Espera aí! Achei que você odiava filmes envolvendo golpes!

- Castle, é tão fácil de te enganar, não é mesmo?  

De volta ao distrito, Beckett terminava seu relatório quando Castle se aproximou.

- Sem encontros hoje? – brincou Castle.

- Não, só a papelada.

- Uma das razões para eu não ser policial. Fique bem.

- Você também – respondeu Beckett. Calculando que ele já se fora, ela olhou para sua cópia de “Heat Wave” na bolsa. A curiosidade voltara a tenta-la, desde que o agente Gray comentara sobre a tal cena, ela queria ler, precisava saber. Pegando a bolsa, se mandou de fininho para o banheiro. Trancando-se em um dos sanitários, ela sentou-se no vaso e começou a folhear o livro em busca da tal passagem. De repente, ela foi surpreendida por ele no cubículo ao lado. 

- Castle, o que faz aqui?

- Sabia que você ia ler. Está na página 105, por sinal.

- Quê? – ainda tentando se recuperar do susto e do fato de ter sido pega com a mão na massa.

- A cena de sexo, que está procurando. O agente Gray estava certo. É bem sensual.

- Eu não estava... – mas nada iria desfazer a cara de pânico que ela exibia agora, nenhuma desculpa. Por isso, Castle saiu tão rapidamente do banheiro, satisfeito por embaraçar completamente a detetive.

- Até amanhã.       

Ainda em choque, Beckett não sabia o que pensar. Como se deixou ser pega desse jeito? Então, se lembrou da dica dele. Ah! que se dane, queria ler a tal cena. Abrindo o livro na pagina indicada por ele, as primeiras palavras já a deixaram boquiaberta. À medida que prosseguia com a leitura, ela sentia-se mais envolvida, mais interessada. O corpo já começava a reagir, um calor forte subia pelos seus poros. Rapidamente, ela fechou o livro. Não era o melhor lugar para ler uma cena como essa. Juntando sua bolsa, ela retornou a mesa, pegou o casaco e saiu correndo para casa.

Na sala segura de seu apartamento, a detetive Beckett estava sentada no sofá. Pelo chão estavam o seu casaco, a bolsa, os sapatos e a calça. Com as pernas de fora praticamente deitada no sofá sob uma almofada fofa, o livro de Castle estava aberto sobre seus joelhos. Recomeçara a leitura interrompida antes a partir do capítulo onde parara, o oitavo.

A cada palavra, cada descrição na cena, Kate podia imagina-los. Movimento a movimento, provocação a provocação. O toque, os gemidos, os corpos. A imagem era clara em sua mente. Não se tratava de Nikki e Rook, não. Tudo o que ela vira era Castle e ela.  O mesmo calor estava de volta. O arrepio na pele, a umidade no seu centro. Kate já começava a respirar pesadamente. Ao terminar de ler, deixou-se deitar no sofá, fechou os olhos e a cena repetiu-se em sua mente, uma, duas, três vezes.

Ela e Castle. Juntos em mais um momento de prazer. Inspirada pelos desvaneios de Castle, ela se tocou imaginando os dedos dele, os lábios. O beijo. Kate ofegava quando o orgasmo a atingiu e ela gritou o nome dele. Demorou cerca de vinte minutos para que ela se recuperasse do seu momento erótico.

- Meu Deus! O que aconteceu comigo? Por que ele faz isso? – ela levantou-se do sofá e seguiu para a cozinha. Após procurar por cinco minutos, ela finalmente encontrou o que estava procurando. Colocou a garrafa sobre o balcão, da geladeira retirou o limão e o sal. Tequila. Nunca desejara tanto uma dose de tequila. Depois do primeiro shot, ela suspirou. Serviu-se de mais uma dose amaldiçoando o escritor – Droga! Maldito seja você, Rick Castle.       

Eles voltaram a trabalhar em outros crimes naquela semana. Castle não gostara do fato dela não comentar absolutamente nada sobre seu livro e principalmente sua cena de sexo. Ele sabia que ela lera, tinha certeza que gostara, porém conhecia o quanto Beckett podia ser teimosa, mesmo adorando ela jamais admitiria a verdade. Não tão facilmente. Decidiu não força-la. Em sua mente, ele ainda esperava por uma oportunidade de retribuir seu último encontro, ou como ela mesma gostaria de chamar seu lapso.

Era a semana do lançamento de Heat Wave. Castle estava ansioso por ouvir as críticas e ver a reação dos fãs a sua nova personagem, acreditava que Nikki Heat ia agradar a todos, afinal como não poderia se era inspirada em uma mulher tão especial como Kate Beckett?

Ele mal acordara naquela manhã quando Paula, sua agente, invadiu seu apartamento. Sabia que estavam atolados de trabalho, mas vê-la às sete da manhã no loft era algo incomum. Assim que ela invadiu sua sala, Castle ainda sonolento começou a preparar sua primeira dose matinal de café. Se ia ficar ouvindo Paula a essa hora precisava de café bem forte.

- Ainda não é oficial, mas você, meu caro está no topo da lista deles, e não posso dar mais detalhes do que isso.

- Quer café? Adoraria sentar e não falar mais nisso.

- Te digo isso, é um grande relançamento de uma grande franquia, um acordo de 3 livros e querem você.

- "Heat Wave" sai em menos de uma semana. A festa, que você organizou, é segunda. Estou tentando lançar meu personagem. Por que me envolveria com os dos outros?

- E se disser que o personagem em questão é um certo agente secreto britânico?

- Quer dizer que será...

- Não fale. Vai dar azar.

- Decidi me tornar escritor por ele.

- Eu sei.

- É o melhor espião de todos os tempos - – o celular de Castle começou a tocar, mas ele estava muito absorto na novidade para notar - Ele tem engenhocas, ele tem garotas, ele...

- E um pagamento inacreditável.

- E me querem para três novos livros?

- Sim, vai atender? Telefone tocando me dá agonia.

- É a Beckett. Deve ter um corpo. Ligo de volta – Paula percebeu a forma como ele falava casualmente da detetive, como se fosse sua parceira de verdade - O que não pode me dizer?

Quando Castle finalmente chega à cena do crime, o corpo já havia sido recolhido rumo ao necrotério. Ao vê-lo, Beckett sorriu e acabaram brincando com ele. Ryan e Esposito inventaram um monte de besteiras para pegar Castle. Não acreditando em nada do que eles diziam, apelou para Beckett.

-Tinha um corpo no bueiro?

-Sim.

- Obrigado. Uma adulta.

- Tinha que ver o que mais tinha lá. Uma lata com adesivo de ameaça biológica e um pó amarelo – disse Beckett implicando.

- Abrirarm a...? – ok, estavam zoando com ele - Podem me dizer o que tá rolando?

- Vamos procurar a arma nas lixeiras.

- Qual foi a arma, por acaso? – Castle perguntou.

- Um tipo de raio mortal – disse Ryan.

- Te vira ao avesso – completou Esposito.

Após checarem com o legista, descobriram que a vítima era uma desconhecida. Ninguém parecia ter sentido sua falta. Era da Europa oriental e havia em seu bolso um papel de bala, com escritas do que aparentava ser russo. Castle e Beckett decidiram visitar algumas lojas. De volta ao distrito, Castle parecia entretido com um bando de bonecas russas. Beckett fora falar com o capitão para atualiza-lo do caso.

- Fomos em mais de 12 lojas tentar achar o papel da bala, e ele insistiu em comprar algo em toda loja.

- Em toda loja?

- E nada do papel.

- Algo me diz que se ele colocar essa caçada no próximo livro, dará um final mais feliz.

- Espere, senhor. Próximo livro? Ele vai escrever outro livro da Nikki Heat? O acordo era pra um só. Pensei que...

- Estava livre? Sabe como o prefeito é com ele. Se quer escrever outro livro sobre você...

- Não sou a Nikki Heat, senhor.

- Hizzoner espera sua colaboração nisso – ela não acreditara nas palavras de seu capitão. Não estava pronta para mais um livro e sabe-se lá quantas horas com Castle em seu encalço. Infelizmente, tinha um caso para resolver o que não lhe dava o direito de pensar sobre o assunto naquele momento.

Os rapazes conseguiram rastrear o papel de bala o que os levou ao prédio onde a garota morava. Descobriram seu nome. Eliska Sokol. Parecia uma solitária, sem muitas visitas. Uma foto chamou a atenção deles. Uma criança e uma mulher loira exceto que a mulher tivera seu rosto completamente riscado. Precisariam investigar mais.

No dia seguinte quando Castle estava se arrumando para ir ao distrito, teve uma conversa bastante interessante com a mãe. Mesmo estando empolgado com a ideia de escrever livros sobre o agente britânico, até aquele momento, Castle não tinha pensado em sua relação com Beckett.

- Ainda não tive a oferta oficial. E significaria não fazer outro livro da Nikki Heat.

- Conheço alguém que ficaria muito feliz. Beckett. Ficaria extasiada em não te ter seguindo-a. Certeza que está contando os dias...

- Gosto de pensar que sou útil para ela, resolvendo casos.

- Por favor. Ela se dava bem, antes de você chegar – lembrou Martha e o comentário da sua mãe começou a incomoda-lo. Chegando ao distrito, Castle teve um exemplo do que sua mãe mencionara. Começara a divagar sobre a foto e sua correlação entre a área e os lugares de Nova York. Foi surpreendido por ver que ela já localizara o local.

- Acho que grandes mentes pensam iguais – não querendo dar o braço a torcer.

- Agora vai me dizer que devo ir lá com a foto.

- Não seria uma ideia horrível – ele indagou no momento que o celular de Beckett tocou.

- Olha. Esposito está ligando. Imagino o que ele e Ryan fizeram a manhã toda – sim, definitivamente ela se virava bem sem a ajuda dele por mais penoso que fosse essa constatação.

Eles seguiram para o prédio onde as pessoas identificaram que a mulher da foto morava. Ao perguntar para o concierge sobre quem era, Beckett descobriu se tratar da senhora Talbot e que Eliska trabalhava ali, havia sido mandada embora depois de um incidente envolvendo a mesma mulher. A investigação continuou. Descobriram que a vitima era casada e perdera um filho, a vida tinha sido dura com ela. Beckett sentia-se frustrada por não achar uma pista que explicasse que tipo de problema ela poderia ter se metido. Decidiu que era preciso voltar ao prédio que Eliska morava.

Castle estava pensativo se devia ou não contar a Beckett sobre a sua potencial oferta. No fundo, tinha medo que o que sua mãe dissera torna-se realidade. Não gostaria de saber que a detetive não sentiria sua falta, de alguma forma, isso não o deixava satisfeito, não era o que queria. Durante a nova rodada em busca de informações no prédio da vitima, Beckett aproveita o momento a sós com Castle para questiona-lo sobre o novo livro que seu capitão deixara escapar.

- Posso fazer uma pergunta?

- Já sei o que é. O traje para a festa é passeio completo. Se está confusa, se pergunte o que Nikki vestiria.

- Quando iria me contar sobre o outro livro?

- Ouviu sobre isso?

- Então é verdade?

- Ainda não está fechado.

- Ocorreu a você falar comigo antes?

- Francamente, pensei que ficaria aliviada.

- Não se elogie.

- Estou lisonjeado de ser considerado. Escrever sobre um certo Agente secreto britânico é uma grande oportunidade.

- Estava falando de Nikki Heat. Calma. Um certo agente secreto britânico. Você...

- Se eles me oferecerem. Pode ser que não.

- Certo, mas e se sim?

- Eu certamente consideraria. Como disse, achei que estaria aliviada.

- Estou. Quer dizer, estaria, se eles oferecerem a você – mas o clima ficou bem estranho entre eles.

Conseguiram um novo suspeito, pelo retrato falado era ninguém menos que o Dr. Talbot. Após negar qualquer envolvimento com a vítima, ele cedeu quando Beckett ameaçou algema-lo e leva-lo para o distrito. Disse que eles tiveram um caso. Conheceram-se no hospital onde ambos trabalhavam. Mas a história não parecia tão bem contada assim. Infelizmente, o álibi era sólido. O trabalho estava concluído por hoje, afinal era a noite de lançamento de Heat Wave.

Quando estava em casa arrumando-se, Kate não pode deixar de pensar sobre a conversa que tivera com Castle aquele dia. Enquanto ela pagava de irritada com a possibilidade de tê-lo seguindo-a para mais um livro de Nikki Heat, na verdade ele lidava com a potencial oferta de uma nova historia. Ao falar que pensou que ela estaria aliviada, Kate ficou surpresa por saber que apesar de isso ser a ideia mais coerente, não era de todo verdade. A ideia de não ver Castle todos os dias ou de não trabalhar ao lado dele parecia algo muito errado, distante de acontecer em sua mente até agora.

Tudo bem, ela reclamava de suas excentricidades, seu ego, suas brincadeiras idiotas. Mas, gostava das teorias, das sacadas nos casos, da sincronia e da visão que ele a proporcionava. Estaria pronta para se despedir daqueles olhos azuis?

Terminando de se arrumar, Kate olhou-se no espelho. Esse caso talvez fosse o último deles. Isso lhe proporcionava uma sensação de nostalgia. Mereciam uma despedida adequada no seu ponto de vista. Precisava marca-lo. A ocasião nunca fora tão propícia. E Kate Beckett sabia como tornar-se inesquecível.

O primeiro impacto ao chegar à festa foi chocante. Ela sentiu-se em um evento hollywoodiano, o mais estranho era que naquele ambiente de glamour, ela também era uma estrela. Ao andar pelo tapete vermelho para entrar no local, os flashes quase a cegavam e todos gritavam “é a Nikki Heat!”. O desconforto a princípio era iminente. Ela suspirou em busca de um rosto familiar. O Capitão foi o primeiro a vê-la.

- Está bonita, detetive.

- Obrigada, senhor. Castle ficará feliz em te ver. Leu a dedicatória?

- Não. O que diz?

- Vá ver você mesma. Com licença – Kate olhou na direção de uma pilha de livros. O capitão a deixara curiosa. Aproximando-se, pegou um deles em suas mãos. Ao longe, Castle já notara a presença dela. Estava linda. Elegante e chique. Ele não esperava nada diferente do que vira naquela noite. Ao seguir ao seu encontro, porém, foi interceptado por sua agente.

- É ela?

- É ela.

- Uma grande carta de amor que escreveu para ela. Uma noite em Ibiza, e o que consigo? Um capítulo em Storm Fall?

- Um capítulo muito quente.

- E ela consegue um livro inteiro? Ela deve ser uma garota muito especial. Deixa eu perguntar. Quando ela te liga, você retorna? Claro, porque ela é importante pra você e porque é educado.

- Paula, eu te retorno.

- Três livros, e não consigo te ter no telefone para te contar da oferta oficial?

- Tem uma... – Castle não pode completar a frase. Saber fora impactante.

- Tem.

- Eu...

- Então, posso fechar o negócio?

- Paula, sinto muito. É um grande passo para mim. Não sei se estou pronto pra me afastar de Nikki.

- Quem? A do papel ou aquela ali, com o vestido de Herve Leger?

- A do papel.

- Está dormindo com ela?

- Não – uma mentira branca, pensou.

- O que diabos está esperando? Vá tirá-la do seu radar, volte ao escritório e assine a droga do contrato, certo?

Ele a observava antes de andar alguns passos para encontra-la. Tão linda. Sexy. Até aquele momento, ele nunca estivera tão em dúvida quanto uma decisão em sua vida. Ela abria o livro, virando as paginas calmamente até chegar a dedicatória. “To the extraordinary KB and all my friends in the 12th ”.

- Oi.

- Oi. Eu... Estava só... A... Dedicatória. Obrigada.

- Quis dizer isto. Você é extraordinária.

- Ouça... Estava pensando... – de repente Kate se enche de esperanças para ouvir algo significativo vindo dele - E se a esposa descobriu do caso?

- Melissa Talbot, uma assassina? – nada disso, um banho de água fria, pensou ela.

- Não há fúria como a de uma mulher desprezada.

- Bem... Tudo é possível. Não vejo desta forma.

- Diz isso porque nunca foi desprezada.

- O que te faz dizer isto?

- Qual é. Qual homem já se afastou de você? – ele tinha um ponto, porém ultimamente ela não estava tão certa se sua vida amorosa estava bem. Kate queria muito saber se ele já havia se decidido quantos aos livros.

- Alguma palavra sobre um certo agente secreto britânico que não deve ser mencionado?

- Recebi a oferta oficial.

- WOW! Parabéns.

- Ainda não a aceitei.

- Mas vai, não vai? – ela estava feliz por Castle apesar de por dentro sentir-se apreensiva por não saber o que viria depois. 

- O quê, acha que eu devo?

- Sim. Tem alguma razão pela qual não deveria? – mas ela percebeu que não era isso que queria. Por que ele não via que estava dando uma chance de escolher a ela?  

- Ficaria bem se eu não escrevesse outro Nikki Heat?

- Por que não ficaria? Não é como se tivesse te pedido para escrever um – a raiva começara a aflorar.

- Algumas pessoas ficariam lisonjeadas por alguém escrever um livro baseado nelas.

- Lisonjeada?

- Sim.

- Tem alguma ideia com quanto sofrimento tive que aturar essa coisa de Nikki Heat?

- Deus, sinto muito – ele falou debochado. Qual o problema dela?

- Não estou pedindo para sentir muito. Só... Só faça o que quiser. Você sempre faz mesmo.

- Certo. Está resolvido.

- Certo.

- Farei o outro livro.

- Ótimo.

- Aproveite a festa.

- Irei.

- Melhor assim, pois não tinha o suficiente sobre a personagem para outro romance – ouch! Essa doeu, mas Kate não deixou por menos.

- Tem muito sobre a personagem. Ela só precisa de um escritor melhor.

- Excelente.

- Excelente.

Eles separaram-se indo um para cada lado do salão. Kate espumava de raiva. Pegou uma taça de champagne oferecida por um dos garçons. Virou-a de uma vez na boca. Devolveu a taça já pegando outra. Afastou-se para um dos cantos onde não pudesse ser perturbada.

- Idiota, egocêntrico, narcisista. Como ele pode ser tão irritante? Não há suficiente para outro livro. Besteira! Só pode dizer isso para me provocar. Quem ele pensa que é? Um egoísta com o ego do tamanho dos Estados Unidos. E pensar que eu quase.... – ela virou mais uma taça da bebida – ele se acha indispensável, um verdadeiro detetive andando pelo meu distrito exibindo aquele sorriso convencido e aqueles lindos olhos azuis. Droga, Castle! Por que você tinha que estragar tudo hoje? – ela sentou-se finalmente numa mesa ao canto. Os dedos inquietos batucavam na madeira. A raiva começando a se dissipar deixando somente a sensação de tristeza. O coração apertado. Por que eles não conseguiam passar uma noite tranquila, civilizada? Era um momento de festa, não de brigas. Contudo, Castle parecia saber exatamente como fazer para irrita-la.

Não queria ir embora dali, gostaria de aproveitar a festa, portanto serviu-se de mais uma taça de champagne. Desejava que ele estivesse tão mal quanto ela. Felizmente, para a sorte de Kate, ele estava. A cara fechada com que Castle chegara ao outro lado do salão ainda espumando de raiva, não passara despercebida por sua mãe, nem poderia pelos “elogios” que dissertava sobre Beckett.

- Ingrata, mal agradecida. Depois de tudo que fiz para ela? Teimosa, uma mula empacada é o que ela é. Precisa de um escritor melhor. De quem ela pensa que está falando? Não é qualquer escritor que é convidado para escrever sobre, sobre... arfff! Droga, ela tinha que estragar minha noite. Eu a coloquei no mapa. Ninguém sabia quem era a detetive Kate Beckett antes de eu escolhe-la para ser minha personagem. Ninguém. Ela não merece uma única linha escrita por mim, vou assinar o contrato para os três livros e pronto – virou a bebida de uma vez. Martha que o observava e até então não comentara nada, resolveu mostrar um outro lado dessa história para o filho.

- Essa irritação toda com Beckett é porque ela não implorou para que você escrevesse outro livro de Nikki Heat ou simplesmente porque agora vendo a possibilidade de deixa-la, os livros de um tal espião não lhe parecem tão atrativos? – ele permaneceu calado, Martha aproximou-se dele tocando-lhe a mão – kiddo, já lhe disse que Beckett sabe se virar sem você, ela não pediu para que escrevesse sobre ela, não pode esperar uma reação contrária ao que ela acredita. Afinal o que você quer com ela?  Porque para mim, isso está parecendo uma competição entre dois teimosos dispostos a perder tempo ao invés de seguirem suas vontades. Qualquer que seja sua decisão vou apoia-lo, apenas não a tome de cabeça quente. Isso é uma festa! Deveria estar se divertindo!

Beckett estava sentada no mesmo lugar. A sua frente, um prato de salgadinhos vazios e sua última taça de champagne. Talvez tivesse tomado umas cinco ou seis. Não estava bêbada. Precisava de algo mais forte que champagne para derruba-la. Levantou-se em direção aos banheiros. A bebida dava seu sinal de existência. Após olhar-se no espelho, ela relutava a respeito de seu próximo movimento. Deveria ficar na festa ou ir embora? Queria mesmo sair dali em pé de guerra com Castle? Conhecia-o bem para saber que uma briga não era suficiente para mantê-lo longe do distrito. A menos que ela o ordenasse. Não era uma garantia, apenas algo que poderia funcionar se ela fizesse corretamente.

Ela ainda não estava preparada para desistir do que tinha em mente quando viera até aquele lugar. No entanto, não sabia qual seria a reação de Castle se ela o interceptasse na festa. Teria que ser ao final com o mínimo de pessoas ou apenas ele presente. A questão era, esperaria até o final ou desistiria de tudo e ia cuidar de sua vida?

Ao sair do banheiro, ela esbarrou nele. Por uns instantes, os olhares se cruzaram, fitaram-se como já fizeram tantas outras vezes. Então, Castle a agarrou pelo braço e a puxou para uma espécie de reservado ao lado do banheiro.

- Hey! O que está fazendo?

- Eu não ligo se você é teimosa, birrenta ou está com raiva de mim. Escrevi sobre você porque é a melhor. Não admito sair dessa festa sem ao menos lhe agradecer apropriadamente – não dando chance para ela reagir, Castle a beijou intensamente prensando seu corpo contra a parede. As mãos não podiam manter-se longe do belo vestido que realçava as curvas de Kate. Ela não lutou, não questionou nem sequer lembrou-se da raiva de momentos atrás. Entregou-se ao beijo como um assassino no corredor da morte entrega-se a sua última refeição, como se fosse seu último desejo. Aqueles lábios...

Quando finalmente se separaram, ela pode ver o desejo através dos olhos dele. Permaneceram calados sem quebrar o contato visual. Ao menor sinal de afastamento, Kate pegou a mão dele na sua.

- Espere! Se vamos nos despedir é melhor que seja de maneira mais adequada.

- Não pode resistir, detetive? – ele provocou.

- Uma última noite. Sem compromisso e não o vejo mais no meu distrito. Uma noite para celebrar o final da jornada e nos separamos. Você vai se dedicar ao seu outro livro e eu, a minha vida de detetive. Temos um acordo?

- Temos... – eles apertaram as mãos.

- Ao fim da festa... eu te procuro, então veremos quem não resiste a quem – disse Beckett saindo caminhando calmamente rebolando rumo ao salão enquanto Castle a admirava.  

Duas horas se passaram, as pessoas começavam a se dispersar. Havia poucas pessoas no salão, logo ele estaria praticamente vazio. Castle encarregou-se de pedir a Paula para que dispensasse todos os empregados e deixasse a limpeza do ambiente para o dia seguinte. Também que providenciasse transporte para sua mãe e filha. Vendo que os últimos convidados já saiam pela porta, Kate foi até seu carro pegar uma sacola. Viu Martha e Alexis entrando numa limusine. Podia deduzir que finalmente estariam a sós. Acertara. A última pessoa que deixara o local fora sua agente. Ao adentrar no salão, Kate fingiu não vê-lo próximo a um dos biombos onde seus livros estavam expostos.

Em vez de ir ao seu encontro, Kate optou por seguir até a estrutura onde o bar ficava. Retirou da sacola a garrafa de tequila e um pacote contendo dois copos, vários limões e sal. Arrumou tudo sobre o balcão. Com uma faca, cortou os limões em pedaços generosos próprios para serem usados em boas doses de tequila. Ela fez sinal com o dedo para ele se aproximar. Ao ver as coisas dispostas sobre o balcão percebeu que ela já planejara algo, só podia ser essa a explicação.

- O que é tudo isso?

- Eu tinha comprado um presente para você, algo para se lembrar de mim e de Nikki não importando o que acontecesse. Já que estamos aqui, melhor não desperdiçar nada – ela sorria para Castle enquanto espalhava o sal nas costas de sua mão. Ele serviu dois shots de tequila. Kate segurava o limão entre o polegar e o indicador da mão esquerda oposta a que continha o sal. Mordiscando os lábios, ela ofereceu a mão para que sorvesse o sal. Castle aproximou-se segurando o copo de tequila em uma das mãos inclinando o corpo para encostar seus lábios na mão de Kate sugando-lhe a pele. Virou o copo da bebida e segurando em seu pulso, mordeu o limão.

- Como no livro... – ele sussurrou.

- Nem tanto – ela respondeu melando seu dedo indicador no sal e passando sobre os lábios dele. Então, lambeu a boca com a ponta da língua para suga-la em seguida. Virou o shot de uma só vez, porém assim que mordeu o limão tornou a encontrar os lábios salpicados de sal. O beijo tinha gosto de amargo da tequila com o limão. Kate deixou os abraços envolverem o pescoço dele aprofundando o contato. Sentiu as mãos de Castle acariciarem seu corpo exatamente como ela havia imaginado ao ler a cena do livro.

De repente, ele a suspendeu colocando-a sobre o balcão. O movimento fez a saia do vestido curto encolher-se até a cintura, o que facilitou o trabalho de Castle. Os dedos puxaram a calcinha pela lateral deixando-a nua. Kate livrou-se dos colares fazendo o decote entre os seios realçar. Ele abaixou-se beijando suas coxas. Sabia qual seria o próximo movimento dele, não estava com pressa.

- Hey... não tão depressa.... olhe para mim – ele obedeceu. Kate tornara a melar o dedo no sal, passara bem no decote diante dos seios. Com a cabeça, sinalizou que ele deveria se servir de uma nova dose. Ele tornou a encher os dois copos. Inclinada sobre o balcão com a cabeça para trás, ela dava todo o acesso do mundo a Castle. Ao invés de lamber o sal e tomar a tequila, Castle derramou a bebida entre os seios dela sorvendo a pele salgada e amarga. Uma bela mistura para qualquer paladar, Kate, tequila e limão. Agridoce.

Ela já sentia a umidade em seu centro quando Castle brincava com seus seios apertando-os, mordiscando-os sobre o tecido e lambendo a pele exposta de seu colo. Os lábios fizeram uma viagem para cima em busca do pescoço, da mandíbula e da garganta. Sentiu os dentes dele roçarem sobre a pele fazendo-a gemer. Kate estava entregue a ele, aos seus carinhos e caprichos. Entregou-lhe mais uma dose de tequila, Kate a virou e sentiu descer rasgando-lhe a garganta. O olhar de luxuria tomou conta dos olhos amendoados e ela o puxou contra si envolvendo-o em um beijo louco e sensual.

Kate gritou quando sentiu o membro dele a penetrar de uma vez. Um novo olhar se estabeleceu entre os dois. Conexão. Entendimento. Prazer. Juntos, eles se moviam rápido e precisos. O desejo os consumia. A busca pelos lábios um do outro era inevitável. O calor dos corpos indicava o nível de adrenalina e endorfina que corriam em suas veias. Ficariam conectados até o último suspiro do orgasmo, o último tremor, o gemido final.

Castle tinha o rosto afundado no ombro de Kate. O coração dela batia contra o corpo suado enquanto as mãos se perdiam entre as costas e os cabelos dele. Ela afagava-lhe o corpo. Dava carinho. Eles mal tiraram as roupas. O cheiro do limão misturado ao suor predominava. Não se importava. Talvez quisesse uma nova dose de tequila, talvez quisesse outra rodada de sexo. Ou simplesmente, ir embora. Fechar o capítulo. Era esse o seu objetivo quando chegara ali aquela noite.

Ele se ergueu acariciando seu rosto. Sorriu.

- Eu tinha certeza que não errara ao escrever aquela cena. Combina com você – ele afastou-se um pouco para admira-la. Kate aproveitou para tomar mais uma dose de tequila.  

- É Castle, até que você aprendeu algumas coisas sobre mim. Mas, como toda boa história ela acaba aqui. Fizemos um trato, então... eu sei que não sou páreo para um certo agente britânico.

- Kate, você realmente acha que eu devo escrever os livros?

- Por que não? É o que sempre quis. Mais prestigio para o grande autor de mistérios Rick Castle. Está tarde. Ainda tenho um caso para solucionar – ela pulou do balcão ajeitando o vestido - Foi um prazer, Castle. Em todos os sentidos – ela se aproximou dele, arrumou a gola da camisa, acariciou o rosto com as costas das mãos e vagarosamente sorveu-lhe os lábios. Beliscou o bumbum dele antes de separar-se por completo.

- Ah... Nikki... eu sempre disse que ela era meio vadia... – o olhar sonhador ainda persistia – cuide-se detetive Beckett.

- Você também.... – ela já estava a meio caminho da porta quando tornou a virar-se para fita-lo – e Castle, tinha razão. A cena da pagina 105 foi bem... quente.


XXXXXXXXXX


A bebida da noite anterior dera resultado. A cabeça de Beckett estava explodindo e aquele era a terceira caneca de café que preparava na maquina. Ao retornar para sua mesa, deu de cara com Castle.

- O que faz aqui, Castle? Não tem um peixe maior e mais lucrativo para fritar?

- Na verdade, esqueci meus óculos ontem.

- Por favor. Esta é a pior desculpa que eu já... – então ela é obrigada a se calar ao ver os óculos sobre sua mesa - Sabe o que mais? Enquanto está aqui, não esqueça aqueles – virou-se para os rapazes - Vocês pegaram a ocorrência?

- Pegamos – enquanto conversavam sobre os detalhes do caso, Castle agia particularmente lento para escutar o que eles teorizavam. Ouviu cada argumento e um item chamou sua atenção, o pagamento do aluguel.

- Ainda está aqui – disse Beckett ao voltar para sua mesa. Ignorando a implicância dela, Castle perguntou a outra policial.

- Você disse que o senhorio falou que ela pagou até sexta?

- Foi o que disse.

- Isto não faz sentido. Esses lugares alugam por semana. Ela foi assassinada na quinta – disse Castle.

- Como poderia ter pago até a esta sexta? – a ficha de Beckett caiu. Ela pegou o casaco e se dirigiu até a saída, Castle fora em seu encalço – o que está fazendo?

- Acompanhando-a até o prédio de Eliska. É o mínimo depois de ter lhe dado a pista, não? – ela revirou os olhos – vamos lá, detetive. Comecei a investigar esse caso, preciso termina-lo. Com um longo suspiro, ela cedeu.  

No prédio acabaram por descobrir de uma suposta amiga de Eliska, a descrição batia com a da Sr. Talbot, mas Castle e Beckett acabaram descobrindo que era a enfermeira quem cobria pelo patrão. Não apenas isso, o médico pagara pelo aluguel e a verdade veio à tona da pior maneira possível. Zade era na verdade o filho de Eliska. Eles nasceram no mesmo hospital, no mesmo dia. Ele tinha uma doença genética. O médico trocara os bebês. Também cometera o assassinato. Beckett decidiu dar uma chance ao pai de conhecer o verdadeiro filho. Organizou um encontro com Melissa Talbot e o garoto.

Com a sensação de dever cumprido, eles deixaram o apartamento. Beckett tinha que agradecer a Castle pela ajuda. Ao descer as escadas, havia uma certa paz, talvez até um misto de saudade no ar.  

- Obrigada, Castle. Eu... Nunca seria capaz de resolver este caso sem a sua ajuda. Bem... Boa sorte no novo livro. Sei que o fará maravilhosamente – por alguns segundos, as palavras pareciam ter desaparecido para os dois.

- Obrigado. Se cuide. E... – ele estendeu a mão para ela, um aperto de mão interrompido pelos toques dos celulares de ambos  - Minha agente.

- É... a delegacia.

- Sabe, é melhor você atender.

-Certo.

-Beckett.

-Oi, Paula. Sério?  - ele tapou o celular falando com Beckett - Primeiro dia de vendas de Heat Wave, sucesso absoluto.

- Estou aguardando o Capitão Montgomery.

- As críticas estão ótimas – Castle disse.

- Isso – Beckett comemorou o sucesso dele antes de atender o seu superior - Sim, Capitão.

- Se eu estaria interessado em fazer mais três Nikki Heats?

- Sim, estou ciente que o prefeito está enfrentando uma dura reeleição este ano.

- Eu... Me desculpe. Quanto?

- Não, adoraria ajudar o departamento do jeito que puder.

- Não, não, esqueça a outra oferta. Por esta quantia, farei uma dúzia de Nikki Heats.

- Ele me quer para quê? – ela não acreditava no que ouvira.

- Bem esta foi uma situação única entre ela e eu.

- Três livros? – Beckett exclamou - Isto seria para sempre.

- Você já falou com o prefeito? – Castle repetiu o que a sua agente falara. Sabia que Beckett não ia gostar.

- Eu vou te matar – ela disse - Não, não, não, Senhor. Não estava falando com você.

- Eu...

- Está bem.

- Não precisa agradecer, senhor. Estou feliz em ajudar o prefeito como puder – ela desligou. O olhar era aquele típico da detetive pronta para acabar com seus suspeitos. Naquele momento, Castle não conseguia ordenar seus pensamentos.

- Sabe do quê? Eu acho...Certo, Paula. Eu vou...Eu te ligo...ligo de volta – assim que desligou foi logo se justificando, ela estava  centímetros dele quando o celular tocou novamente - Eu não tive nada a ver com aquela ligação.

- O quê? – atendeu irritada - Certo. Já estou indo – virou as costas para ele caminhando em direção a porta.

- Para onde está indo?

- Era Esposito. Houve um assassinato – parou e virou-se para fita-lo - Você vem ou o quê? – Castle deu uma corrida para alcança-la - Realmente espera que eu acredite que não teve nada a ver com a ligação?

- Eu juro, não tive nada a ver.


- Tente um pouco mais. Eu não acredito em você – então era isso. Kate Beckett teria que arranjar uma forma de se acostumar a uma boa quantidade de dias com Castle ao seu lado.


Continua.... 

3 comentários:

cleotavares disse...

Ah! vai Beckett, tu gostaste, estais reclamando do que? Safadinhos lindos.

Thais Ildefonso Pasquinio disse...

Ai ai esses dois...
Tequila boa essa, deu até vontade de tomar uma hahaha zueira, não bebo. Mas essa cena deles foi maravilhosa!!!
Beckett sempre tentando ser forte, mas ela não resiste a ele. FATO!
Adorando tudo, principalmente, reviver cenas da série.
Parabéns!
Beijos.

Marlene Stanatic Caskett disse...

To amando essa fic,pelo mesmo motivo que a Tata citou reviver momentos e aquele Flashback. Ficar tipo"nossa aconteceu isso? Nem lembrava! " Parabéns Ka, to com dó da Kate a carne é fraca fía coitada,antes era só o corpo que a traía agora ferrou de vez pq juntou com a mente. Sei que ficou com o ♡ na mão só de imaginar sem a presença dele.... sabe de nada inocente,esperando muuuuuuuito o próximo :*