quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.39


Nota da Autora: Curiosos pra saber o que aconteceu? Está aí o resultado. Tem uma pequena sugestão para o futuro que será abordada mais tarde.... e aguentem as pontas porque no próximo capítulo nossa pequena estará de volta :) Enjoy! 

Pitadas de NC17... (light!)


Cap.39

A cara de pânico com a qual Stana fitava Nathan causou-lhe somente uma reação. Ao virar-se para ela, explodiu em gargalhadas. Vendo a cena, ela franziu o cenho sem entender. Ele não parava de rir. Caminhou até ele, o que não fez qualquer diferença, era quase impossível controlar o riso a ponto de formar lágrimas em seus olhos. Ela o esmurrou no braço.

- Por que está rindo? – havia desespero em sua voz – pare de rir, Nathan! Isso é sério! – ela estava vermelha, Nathan podia ver a tensão em sua testa. Tentou controlar-se, mas assim que lembrava, começava tudo novamente – não é engraçado! Por que está gargalhando? Nós estamos presos aqui. Como vamos sair do estúdio? Não podemos... para de rir! – ela o fitou quase chorando. Nathan respirou fundo buscando um pouco de alto controle.

- É engraçado.... viu onde seu lado de tarada nos levou? Foi querer comemorar o prêmio, realizar suas – riu mais um pouco – fantasias... vem cá, amor – ele tentou segurar-lhe o braço, Stana desvencilhou-se com sucesso.

- Não, você está debochando de mim e isso é sério. Estamos presos, Nathan. Por que fomos fazer isso, porque não pudemos esperar e....

- Nós? Foi você quem armou tudo aquilo. Eu não fiz nada.

- Não fez nada? Nada? Então quem transou e gemeu comigo no seu camarim? – ele viu que a provocara do jeito que queria.

- Quem mais? Castle! – e tornou a rir da situação.

- Agora a culpa é minha? Por que quis fazer uma surpresa para você... é isso? Sou motivo de piada? Pare de rir! – ela gritou. Nathan foi ao seu encontro agarrando-a pela cintura terrivelmente sério. Ela prendeu a respiração ao estar cara a cara com seu marido. Então, ele a beijou intensamente. Ela queria recuar, tentou empurra-lo, porém sua vontade de sentir aqueles lábios parecia bem maior. Ao quebrar o beijo, ela perguntou – o que você pensa que está fazendo?

- Aproveitando. Deus! Você fica ainda mais linda quando está brava. Lembro-me de quando encarnava Beckett brigando comigo, tão sexy! Não poderia resistir em beija-la agora que posso. Só Deus sabe o quanto quis fazer várias vezes isso quando estávamos em cena... Staninha, cadê o sorriso? Estamos sozinhos, ninguém para nos espionar, presos no estúdio onde trabalhamos até amanhã, talvez? Relaxe, é engraçado.

- Não é engraçado... – porém dessa vez falou sem raiva, um pouco relutante – eu só queria uma noite especial...

- E foi! Aliás, está sendo.

- Você me chamou de tarada, estamos presos aqui porque não consigo controlar o desejo que sinto por você.

- Você é tarada, minha safadinha. Eu amo que você seja assim – ela deixou a cabeça pender no peito dele, rindo baixinho.

- Seria cômico se não fosse trágico. Estamos presos, Nate. O que vamos fazer?

- Vamos dar um jeito de sair. Estamos em um estúdio de filmagens, tenho certeza que haverá alguma ferramenta capaz de abrir esse cadeado.

- É, você pode ter razão. Só tem um problema. Caso não tenha notado, há poucas luzes de emergência aqui, os demais corredores estão um breu. A chave geral está desligada e não tenho a mínima ideia de onde fica o quadro desse lugar. Como conseguiremos nos virar no escuro?

- Querida, não seja tão simplória. Temos nossos iphones. Usaremos a lanterna deles para achar um alicate para quebrar esse cadeado. Não deve ser tão difícil, estamos no lugar certo, temos todo o tipo de objeto aqui.

- Mesmo? E por acaso tem bateria no seu telefone? Você se lembrou de coloca-lo para carregar quando chegou de madrugada? – não, ele não colocara. Checando o aparelho que estava em seu bolso ele contatou que Stana tinha razão. Sem bateria. Droga! – ah, não! Eu realmente esperava que estivesse errada – o semblante dela voltou a franzir-se.

- E quanto ao seu? – perguntou Nathan. Ela buscou o telefone na bolsa. Checou a bateria. 10%.

- O que podemos fazer com 10%?

- Podemos procurar a ferramenta.

- Não, Nathan. Se fizermos isso, vamos ficar sem nada. Como faremos para sair daqui? Não podemos passar a noite. Já imaginou o que acontecerá se nos encontrarem aqui sozinhos? Nosso segredo já era. Ninguém vai acreditar que ficamos presos aqui inocentemente. Eu e você sozinhos nesse estúdio. Não soa nada suspeito, certo? Estamos perdidos! – ela se deixou sentar no chão, desolada. Viu que ele examinava o cadeado na luz parca que refletia da lâmpada mais próxima – o que está fazendo? – ele não respondeu, saiu andando de volta na direção dos camarins – hey! Onde você vai, Nathan?

Cinco minutos depois, ele volta segurando alguma coisa. Curiosa, ela levantou-se e foi atrás dele. Nathan mexia com um canivete suíço no cadeado, parecia não estar dando muito certo. Ela o viu guardar o instrumento no bolso e pegar um punhado de grampos de cabelo e chave de algemas.

- Você acha que isso vai funcionar? Olha o tamanho desse cadeado.

- Funcionou para Castle e Beckett quando eles estavam presos, não?

- Nate aquilo era ficção! Isso é vida real ou você seriamente acredita que abriu aquele cadeado?

- Para sua informação, Stana. Abri sim. Eu realmente estudei a técnica de abrir cadeados com grampos. Pratiquei em muitos inclusive os lá de casa.

- É sério? – ela parecia não acreditar na palavra dele – você espera que eu acredite que vai abrir esse cadeado com meros grampos de cabelo?

- Tem uma ideia melhor? – ela entortou a boca e sentou-se para observa-lo trabalhar. Nathan passou quase meia hora tentando abrir o cadeado sem sucesso. Suado e cansado, ele desistiu sentando-se ao lado dela – não funcionou – reparou que ela ia abrir a boca para certamente dizer “eu te avisei”, portanto se antecipou – nem pense em dizer que já sabia.

- Eu ia dizer que estou com fome. Acho que foi todo o nervosismo.

- Podemos usar a lanterna do telefone para ir até a minicopa. Tenho certeza que encontraremos algo para comer lá. Ou podemos nos entreter de outra forma. Já pensou em testar a cama de Castle e Beckett?

- Nathan! Como pode pensar em sexo agora? Estamos presos, seremos pegos e você está pensando em sexo? Quem é o tarado agora? – então foi a vez dela desatar a rir. De simples risadas a gargalhadas, ela não conseguia se controlar. Ria tanto que chegara a perder o fôlego. Nathan não aguentou ver a cena e passou a rir abraçando-a também. Ele adorava o som da gargalhada de Stana. Era deliciosa. Quando seus olhos se encontraram, o riso cessou. Era como se um clique desligasse um interruptor de alegria e ligasse o de desejo.

Stana segurou o rosto dele com as duas mãos alcançando os lábios em um beijo urgente. Nathan a puxou contra o seu corpo deitando-se no chão com o peso dela confortando-o. As mãos deslizavam pelas costas levantando a blusa que usava, sentindo a pele quente e suada com seus dedos. O sinal de alerta fora enviado ao seu cérebro pela virilha. Começara a se animar com a possibildade de possui-la novamente. Girou o corpo mudando de posição deixando-a contra o chão. Vagarosamente deslizava pelo colo, seios e estomago fazendo a viagem de volta ouvindo os gemidos dela. A princípio, não os entendia. Porém, percebeu que ela chamava seu nome. Forçando seu peso contra ela, buscou os lábios em um novo beijo. Stana aceitou o carinho retribuindo o gesto de igual maneira. Assim que ele afastou-se, ela finalmente falou.

- Nate, precisamos parar... temos que ir...

- Parar por que? – ele sussurrou já se entretendo com seus seios, abrira os botões da blusa e sorvia os mamilos com os lábios.

- Nate... pare... por favor... – ela tentava empurra-lo – Nate, pare... – mas quando sentiu o centro úmido, a onda de orgasmo envolver-lhe a pele, ela se entregou a ele. Nathan desfez a calça, abaixo a lingerie que ela usava e a provou levando Stana a um orgasmo delicioso capaz de fazê-la contorcer-se constantemente sob seu corpo.

Ao sentir o corpo acalmar-se embaixo do seu, Nathan deitou-se ao lado dela no chão. Stana ergueu-se sentando para olhar o estado que se encontrava. A blusa branca que usava estava aberta e amassada. Suada e, podia apostar, negra do chão em que estivera deitada. Olhou para o lado. Ele estava de olhos fechados aproveitando o momento ou teria dormido por conta do cansaço. Não isso não podia acontecer.

- Nate, hey...Nate... está dormindo? – ela deu um empurrão no ombro dele – Nate!

- Hummm.... – ele gemeu.

- Você não pode dormir. Já sei como sairemos daqui – isso chamou sua atenção, sentou-se para fita-la e ouvir – ficamos tão loucos e nervosos que nem pensamos direito – ele pensou em corrigi-la afinal quem estava à beira do surto era ela, mas resolveu não dizer nada.

- Como? Você teve uma ideia?

- Ainda temos 8% de bateria. Podemos ligar para Dara. Tenho certeza que ela tem a chave daqui, ou sabe de quem pedir.

- Stana, ela não consegue abrir essa porta porque o cadeado está por dentro. Teria que arromba-la.

- Não, Nathan, tem que ser a nossa saída. Somente Dara poderia ajudar-nos sem que arrisquemos nosso segredo. E se ela trouxer um chaveiro?

- Não adiantaria – ele viu o pânico reaparecer no rosto dela – a menos que... – ele estava adorando o clima de suspense. Ela ficava mais ansiosa e linda assim.

- A menos que? Fala, Nathan!

- A menos que Dara tenha a chave do portão principal.

- E Chad deve saber onde fica o quadro de eletricidade! – completou Stana – podem nos achar fácil...

- Basta trazer lanternas – ele disse

- E o nosso segredo estaria seguro – afirmou Stana.

- O que você esta esperando? Liga para Dara logo antes que a bateria atinja 3%! – ela pegou o celular, tinha o número de Dara nos favoritos. Discou. Ao quinto toque uma voz sonolenta atendeu.

- O que é? – Stana acionou o vivavoz.

- Graças a Deus, Dara! – só então ela reconheceu a voz.

- Stana? O que aconteceu? Que horas são? – checando o celular, ela percebeu ser de madrugada – três da manhã? Você não dorme?

- Dara, por favor, preciso da sua ajuda. Eu e o Nathan, nós... estamos presos.
- Presos? Como assim? A polícia pegou vocês? – aquilo acordou completamente a escritora – meu Deus! Vocês estavam dirigindo alcoolizados ou fizeram algo mais, não! Vocês não cometeram atentado ao pudor, cometeram? E agora, estamos ferrados!

- Dara... Dara! Você precisa me ouvir! Não tenho muita bateria. Estamos presos no estúdio. Fomos trancados aqui. Precisamos de você para abrir as portas ou todos vão chegar para trabalhar e nos encontrar aqui. Por favor, diz para mim que você tem essa chave, eu estou implorando!

- Onde vocês estão?

- Estudio D.

- Mas esse estúdio é fechado com um cadeado por dentro.

- E você acha que não sabemos disso agora? – foi Nathan quem falou – eu bem que tentei quebra-lo. Você tem a chave principal não? Ou pelo menos me diga que Chad tem.

- Nós temos sim. Da entrada principal. Não saiam daí, estaremos no estúdio por volta de vinte minutos.

- Como se tivéssemos para onde fugir... – ironizou Nathan. Ao desligar o celular, Stana respirou aliviada. Ainda tinham 5% de bateria e felizmente estavam prestes a sair dali. Olhando para ela, Nathan sorria – você teve uma ótima ideia.

- Só um pouco tarde... – ela abriu um lindo sorriso, por fim. Ele se aproximou dela, acariciando o rosto oferecendo os lábios para um beijo rápido – acho que consertei minha própria besteira.

- Não fique tão aliviada, Dara vai nos lembrar disso por longas semanas. Sabe o que percebi? Estávamos falando que nem Beckett e Castle quando estão resolvendo um caso.

- Acho que eles estão mesmo dentro de nós, não?

- Concordo. Tanto que acho melhor você se vestir antes que o “Castle” tenha mais algumas ideias e decida repetir a dose, se é que me entende – Stana olhou-se até ali ela não percebera que estava com a calcinha no joelho, a blusa aberta e o sutiã desabotoado. Riu da constatação. Ele também ajeitava a própria camisa, rindo também.

Em seguida, sentaram-se um ao lado do outro para esperar por Dara.

- Quão loucos nós somos? – Nathan perguntou.

- Muito.... além da conta – ela respondeu apoiando a cabeça no ombro dele, enquanto Nathan enroscava seus dedos nos dela.

Vinte minutos depois, uma luz muito forte os assustou. Tinham cochilado escorados um no outro. Ao abrir os olhos vagarosamente, lutando contra a luminosidade, Nathan viu Dara com as mãos na cintura sorrindo a sua frente. Reparou que a iluminação era da lâmpada principal do estúdio. Então, ela ligara a chave geral.

- Oi, Dara! É muito bom vê-la.

- Dara! – exclamou Stana – você veio...

- O que vocês dois andaram aprontando para ficar presos aqui? – Stana enterrou o rosto entre as mãos – foi você então! Prometo tira-los daqui, mas exijo saber o que faziam.

- O que você acha? – Nathan perguntou – minha esposa querendo me agradar não conseguiu deixar o fogo dela quieto e preparou uma festinha de comemoração em meu camarim. Nós nos empolgamos e....

- No seu camarim? Stana! Você está me saindo bem safadinha, não? – Dara a olhava surpresa – que horas foi isso?

- Por volta da meia-noite íamos sair pelo estúdio D quando descobrimos que estávamos trancados aqui – contou Nathan.

- No camarim? Sério? – Dara exclamou tentando imaginar a cena, não parava de repetir o que a surpreendera – no camarim... aposto que não foi o único lugar. Olha o estado de vocês... – Stana e Nathan se entreolharam, a culpa claramente em seus rostos. De repente, ela começou a rir muito. Gargalhar.

- Ah, não! De novo? – disse Stana.

- Eu disse a você que isso aconteceria. Ria também, amor. É engraçado... – ele acariciou o rosto dela sorrindo. Stana cedeu rindo também.

- Vocês são dois loucos! – disse Dara – vamos, são já passam das quatro da manhã. Chega de maluquices por hoje – eles caminharam juntos até a entrada principal do estúdio. Nathan tinha suas mãos na cintura de Stana. Dara fechou a porta e olhou uma vez mais para o casal – tenho que reconhecer, vocês dois sabem como apimentar a relação, não? Da próxima vez que pensarem em fazer isso, por favor, escolham um lugar diferente de onde se ganha o pão, ok?

- Meio estranho pensar nisso agora, se não fosse por esse lugar talvez não estivéssemos juntos hoje – disse Nathan.

- Tem razão – Dara sorriu – essa regra não pode se aplicar a vocês, Nathan. Vamos considera-los uma exceção. Vão dormir, louquinhos.

- Obrigada, Dara. Se você não atendesse aquele telefone eu nem sei... – Stana abraçou a amiga.

- Que isso, Stana. Se não tivesse atendido, tenho certeza que a criatividade do Nathan encontraria uma explicação apropriada, ou vocês teriam que implorar para mim novamente. Estou feliz por não estarem presos de verdade. Isso sim seria um escândalo – todos riram.

- Stana tem razão, devemos mais uma a você, fada madrinha. Obrigado.

- Boa noite. Vejo vocês amanhã e não se preocupem. Não contarei a ninguém.

Em casa, eles subiram as escadas exaustos. A blusa branca de Stana tinha uma lista negra nas costas foram outras manchas de poeira. Livrando-se da roupa, entrou no banheiro. Nathan aproveitou para livrar-se dos sapatos, das roupas e entrou no chuveiro com ela. Abraçando-a por trás, beijou-lhe a nuca.

- Apesar de tudo, as coisas deram muito certo não ,amor? Além do mais, amei a surpresa. E ficar preso com você no estúdio, foi bem divertido – ele beijou-lhe os ombros – você está sempre me surpreendendo, amor. Gosto tanto quando você faz essas loucuras...

- Nate, você fala como se apenas eu tivesse esse dom, quantas vezes você me paparicou? É somente uma demonstração de amor em retribuição a como me trata – ela virou-se para fita-lo, deixou as mãos deslizarem do peito até o bumbum dele apertando-o – eu te amo, mas você já sabe disso.

- É mesmo? Sei? – ele a beijou – mas é sempre bom ouvir novamente. Eu também te amo, Staninha – voltou a beija-la.

Na cama, enroscados um no outro, eles namoravam trocando beijos e caricias. Mesmo com todo o cansaço dos últimos dias, ficar com Stana era revigorante para Nathan. Ela se ofereceu para fazer uma massagem nele. Deitando-o de bruços, Stana acariciava as costas e os ombros dele com um dos seus óleos de amêndoas. Ao chegar na altura da lombar, caprichou no movimento das mãos até o cóccix. Nathan gemia agradecido pelo carinho. Quando sentiu os lábios dela em seus ombros, sabia que a massagem havia terminado. Virou-se e agradeceu-a com um beijo. Stana acomodou-se em seus braços, ainda passando seus dedos pelo bíceps dele.

- O duro será aguentar as tiradas de Dara.

- E você acha que ela vai nos instigar? Dependendo do que fale, nos entrega – disse Nathan – ela deve brincar conosco apenas.

- Tomara que você tenha razão.

Na manhã seguinte, Stana acordou por volta das nove da manhã. Estava sozinha na cama. Espreguiçando-se, ela espantou a fadiga decidindo sair da cama para ver onde ele estava. Descendo as escadas, encontrou-o na cozinha preparando panquecas. O cheiro do expresso era de dar água na boca. Encostando-se no balcão, Stana roubou um pedaço de morango levando-o à boca.

- Bom dia, babe...

- Bom dia, amor! – ele virou uma panqueca na frigideira - mais uns cinco minutos e está tudo pronto para tomarmos nosso café.

- Você não precisava fazer isso, Nate. Devia ter dormido mais um pouco. Está cansado.

- Dormir está nos meus planos depois que nos alimentarmos. Não comemos nada ontem. Sente-se. Saboreamos as panquecas, umas frutas e nosso amado café. Então poderemos voltar para a cama. Acredito que não teremos problemas se chegarmos ao estúdio às duas da tarde. Você quer ovos?

- Não amor, as panquecas já são suficientes – ela sentou-se à mesa servindo-se de frutas e iogurte com um pouco de granola. Nathan se juntou a ela colocando o prato de panquecas bem à frente deles. Encheu a caneca de Stana com o café quentinho que acabara de fazer, também serviu a si. Tirando um pedaço de brioche e queijo, satisfez seu estomago por um momento. Em seguida, atacou o prato de panquecas.

Comeram até não conseguir mais. O maior movimento que conseguiram fazer depois do exagero de comida foi deitar-se no sofá. Stana sentou-se em um canto enquanto Nathan deitou-se sobre o colo dela. Acariciando seus cabelos, ele acabou cochilando com os carinhos. Ela deixou-o descansar por cerca de vinte minutos até sentir suas pernas doerem. Acordou-o e arrastou-o até a cama onde permaneceram agarrados e dormindo nos braços de morfeu até pouco mais de meio-dia.


Railegh Studios


Quando eles chegaram ao estúdio àquela tarde, foram saudados por alguns colegas da equipe técnica. Muitos ainda não tinham parabenizado os dois pelo prêmio do PCA. Stana agradeceuu a cada um deles que a cumprimentavam, Nathan já ficou de papo com alguns dos assistentes de câmera enquanto ela caminhava para a sala dos escritores.

- Boa tarde!

- Olá, Stana. Descansou? – perguntou Dara com uma cara suspeita.

- Sim, bem mais disposta. Vamos filmar algo hoje?

- Só reunião sobre o próximo episódio, um bem interessante para Castle e porque não dizer Nathan? Ele é geek mesmo – disse David – falar nisso, cadê ele?

- Eu o vi no corredor conversando com um dos rapazes da técnica – disse Rob entrando na sala – aliás, parabéns Stana pelo seu PCA.

- Obrigada, Rob.

- Boa tarde, pessoal! – Nathan entrou sorrindo para todos.

- Olha o nosso galã aí. Agora com a equipe completa podemos começar a reunião do próximo episódio. Nathan, preparado? Nós vamos para Marte! – disse David.

- Wow!

- Como assim? Beckett não tem jurisdição no espaço – replicou Stana.

- Sentem-se, vou explicar. A reunião durou quase quatro horas. O plot explicado era bem interessante e pelo script seria um episódio leve e com boas risadas exceto por um momento de mudança na vida dos Castles.

Em casa, enquanto Nathan folheava seu roteiro, Stana preparava uma refeição leve para comerem. Um sanduiche caprichado. O cheiro do bacon já mexia com o estomago dele que se levantou para tentar surrupiar alguma coisa para beliscar. Chegando sorrateiramente por trás dela estando no fogão, fez algo para distrai-la. Beijou seu pescoço, seu ombro.

- Está cheirando, amor – quando ele esticou a mão para tentar pegar um pedaço de bacon, ela bateu na mão dele – ouch! Poxa, para que essa violência? Estou com fome.

- Espere alguns minutos, amor – ele resolveu se servir de vinho para acalmar a fome, colocou uma taça ao lado dela – obrigada.

- Esse episóio que vamos filmar a partir de segunda vai ser bem bacana. Tem beijo, vou ter que te levantar... isso significa que...

- Nathan! Você já está pensando em maneiras de sabotar as cenas para que nós possamos ter outras oportunidades? – ela ria – nada disso.

- Hum, você fala como se não tivesse gostado de cada vez que enrolamos...

- É claro que sim. Adorei – tomou um pouco do vinho e esticou-se para beija-lo – vamos esfomeado, está pronto para comer.


Segunda-feira


As gravações do próximo episódio começaram pelas cenas do loft e aquelas que não exigiam o uso do traje de astronauta. Uma das discussões trazidas pela história era a situação da vida a dois que se transformara numa vida a quatro. Não que Beckett ou Castle reclamassem disso, porém abordar isso era bem interessante, afinal a vida de casal estava sempre ligada ao movimento do apartamento.

Quase ao final da tarde, Stana servia-se de café na minicopa. Havia duas cenas para serem gravadas antes de encerrar o dia. Dara entrou na copa e pegou um café também. Estava curiosa para saber como tinha sido a noite dos dois depois de resgatados por ela e o que realmente Stana tinha aprontado no camarim. Sentou-se de frente para ela na mesa.

- Então, você vai me deixar na curiosidade? E não se faça de desesntendida. Quero saber o que você aprontou nesse estúdio que rendeu a vocês quase uma noite presos aqui.

- Ah, Dara...

- Nada disso, o que fez?

- Eu só me escondi no camarim dele depois que a última gravação terminou. Queria entregar o prêmio para Nathan, só isso. Ele tomou um susto ao me ver ali, mas logo tudo ficou bem. Muito bem. Quando pensamos em ir embora, nos deparamos com a porta trancada. Daí foi somente pânico, não vou mentir. Eu só pensava em ficar aqui e ser encontrada por algum de nossos colegas de trabalho e ter que explicar como eu e ele ficamos presos. Ele acabou me acalmando. Nathan ria, me deixando agoniada. Fiquei tão nervosa que a minha cabeça sequer lembrara de usar o celular antes para me comunicar com você.

- E foi só isso mesmo? Uma transa no camarim? – Stana abaixou a cabeça fugindo do contato cara a cara com Dara – teve mais... vocês fizeram onde?

- No chão... perto da porta – confessou.

- Eu sabia! Por isso as roupas sujaas e bagunçadas. Vocês não prestam, parecem dois adolescentes cheios de hormônios! Meu Deus, que fogo é esse? Arriscaram muito. E se eu não ouvisse o celular?

- Íamos dar um jeito – David entra na minicopa.

- O diretor está chamando por você, Stana – ela virou o resto do liquido quente. Levantou-se e sorriu deixando o lugar rumo ao set.

- A conversa não terminou, viu? – disse Dara. Stana se aproximou do seu ouvido, para ela não tinha mais o que conversar.

- Terminou sim, como disse, Nathan daria um jeito, ele sempre dá.

As gravações continuaram normalmente em um ritmo interessante pelos próximos dias. O último take da quarta foi rodado com os trajes de astronautas dentro da nave para conversarem com os tribulantes. Stana estava morrendo de calor com aquelas roupas. Quando pensou em ir para casa, David acabara de decidir que gravariam mais uma cena. Justamente a sequencia no escuro que lembrava muito cenas do filme Alien. Naquela cena, Nathan deveria erguê-la por um túnel. Questionado sobre a necessidade de um dublê, ele recusou. Estava acostumado a carrega-la, não que as pessoas devessem saber disso. Andando pelo set com a câmera focada neles, Stana e Nathan desempenharam suas atuações numa boa.

Ao erguê-la do chão, Nathan se aproveitou de sua chance para beliscar e apertar o bumbum dela enquanto a segurava. Além disso, colocou a mão estrategicamente no seu centro de vez em quando, provocando-a. Isso obrigou Stana a se controlar bastante para segurar a voz e as falas naquela situação. Ela realmente agradeceu quando na sequencia ele a soltou.

Terminada a cena, Stana trocou um olhar com Nathan ainda sobre as parcas luzes do set. Ele conhecia aquele olhar. Desejo despertado. Ele teve que rir. Finalmente, foram liberados para irem para casa.

À noite, após o jantar, eles estavam na cama. Nathan prestava atenção às notícias do jornal. Stana lia o roteiro, ou tentava. Estava pensativa sobre as pequenas pistas que encontrara naquelas palavras. Deixando o texto sobre suas pernas, tomou coragem para perguntar o que queria a Nathan.

- Amor, estava pensando... eles estão insistindo muito nos pensamentos de Beckett com bebês. Será que até o final da temporada ela fica grávida? Ainda mais com essa saída da Martha do loft.

- Acredito que sim, não foi você que falou em ter bebê na sétima temporada? Algum problema com isso?

- Não, nenhum. Na minha opinião, seria bem interessante. Beckett grávida, Castle babando e aprontando todo o tipo de loucura por cuidado extremo. A dinâmica do trabalho. Se tratarem assim vai ser muito legal – de repente ela parou de falar e ficou pensando sobre a possibilidade da vida real, Nathan conhecia aquele olhar sonhador.

- O que mais você não está me dizendo? – ele perguntou.

- Nada. Eu sempre achei que quando isso acontecesse, o fim da série estaria próximo, mesmo que eu não quisesse, mesmo que soubesse que existem muitas histórias para contar. E temos que negociar com o estúdio nossos contratos. Sinto uma espécie de nostalgia, não sei se estou preparada para deixar Kate Beckett.

- Eu entendo, amor. Mas precisamos pensar em nós, no futuro. Castle seria sucesso absoluto por dez temporadas, não há dúvida. Porém, temos que avaliar o que queremos, o que buscamos. É uma decisão difícil, cautelosa. Melhor não pensar sobre isso por um tempo.

- É, temos um pouco de tempo – ela fitou-o com carinho - Amanhã tem beijo no set, não? Vamos aproveitar... – mordiscando o queixo dele, Stana sentiu a mão puxa-la para os lábios.  

- Falando nisso, achei estranho a Dara não ter feito piadinha, você imagina por que?

- Ela poupou você, fez um interrogatório na minicopa. Acredito que não vá arriscar levantar suspeitas.

- Sendo assim que tal treinarmos um pouco para o beijo de amanhã? – ele a acomodou sobre seu corpo perdendo-se nos lábios dela.


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De volta aos trabalhos no estúdio, eles avançavam na segunda semana de gravações. Faltava apenas dois dias para concluírem o episódio, então os convidados especiais já deixariam o local hoje. Como sempre acontecia, eles pediam para tirar fotos com o elenco especialmente com ela e Nathan.

Vendo que estavam todos a postos para a foto, ela se escondeu por trás para aprontar. Fazer umas das brincadeiras preferidas de Nathan. Abrindo um sorriso engraçado, ela se esticou para aparecer. “Photobombing” como ele adorava fazer. Ao conferir as fotos no celular a atriz não parava de rir.

- Olha a Stana aprontando! – Dara que estava ao lado de Dilshad, falou.

- Ela aprendeu direitinho com você – vendo Stana se acabar de rir – vai querer tirar outra? – Dilshad logo replicou.

- Claro que não! Ficou ótima, olha Nathan! – ele riu ao ver a cara de Stana.

- Alguém realmente aprendeu direitinho – disse ele.

- Você sabe que não pode publicar essas fotos em lugar algum antes do episodio ir ao ar, certo? É regra de contrato – lembrou Dara.

- Sim, não se preocupe. Essas saem apenas depois do episódio. Nathan, Stana, foi um prazer indescritível conhece-los e trabalhar em Castle – disse Dilshad para em seguida cumprimenta-los uma última vez. Depois, os dois voltaram para as gravações.

Ao final da tarde, finalmente gravaram a cena do beijo. Dessa vez, contaram com a ajuda de Molly que errara o tempo de abrir a porta proporcionando um segundo take sem qualquer esforço. Era sempre bom repetir beijos. Não tinham do que reclamar. Querendo aumentar as suas chances, Nathan fez que esquecera a fala, três bons beijos eram melhor que um. E o diretor parecia não se importar muito.

Felizmente as gravações estavam bem moderadas depois das maratonas que tiveram do duplo. Conseguiram finalizar em oito dias, o que animou David para já iniciar o próximo episódio. Estavam jogando conversa fora na sala dos escritores quando o celular de Stana tocou. O sorriso se abriu ao ver o nome.

- Olá, docinho!

- Tia Stana! Saudades! Tudo bem com você?

- Sim, meu amor. Estou no trabalho. E você? Está em casa?

- Anne está indo para casa, Anne ficou de castigo na escola.

- Como é que é? Castigo? O que você aprontou, menina? – Nathan continuava a conversa com David, porém estava de ouvido atento para a conversa de Stana ao telefone.

- Eu bati num menino bobo. Matt é um idiota!

- Anne não fale assim! Cadê sua mãe? Quero falar com ela, depois volto a conversar com você – a menina entregou o celular para a mãe que explicou o que acontecera na escola. O real motivo da discussão fora por causa de brincadeiras, mas ela desconfiava que Anne escondia algo mais. Conhecia sua filha, ela não era de se irritar por nada, mesmo que o garoto fosse um daqueles “osso duro de roer”. Sugeriu que ela conversasse com a menina para tentar extrair mais informações dela – tudo bem, você irá coloca-la de castigo por isso? Se não, posso pega-la no sábado para conversar, quem sabe não descubro o resto da história? - A cunhada concordou – passe o telefone para Anne.

- Oi, tia. Está zangada com Anne?

- Ainda não sei. Preciso entender porque você bateu no seu coleguinha, então decido se você merece um castigo meu também. Sábado irei pega-la para essa conversa. Nada de farras, entendido? Repita para sua mãe não desconfiar – Stana orientou.

- Tá bom, tia. Nada de farra ou sorvete. A tia quer conversar sério. Anne não quer a tia com raiva. Vou esperar. Um beijo, tia. Não! Dois beijos, um pra cada bochecha. Ai a tia dá mais dois beijos também no moço bonito daí, tá?

- Tudo bem. Tchau, princesa – assim que ela desligou, Nathan quis saber o que acontecera.

- Problemas, Stana?

- Acredita que minha sobrinha bateu em um menino na escola? Seus filhos fazem isso, Dara? Que menina atrevida! Quero saber dessa história direitinho.

- São crianças e quando tem personalidade forte, não levam desaforo para casa – disse Dara – o meu mais velho já fez isso. E sua sobrinha é bem esperta, aposto que tem um bom motivo.

- Veremos!

No caminho para casa, Stana explicou a Nathan o que acontecera, o motivo da briga fora uma brincadeira, mas nem a mãe nem ela compravam a história.

- Acho que tem algo mais aí, pretendo descobrir sábado. Você não se importa que eu leve Anne para casa, certo?

- Claro que não, estamos devendo um final de semana a ela. Confesso que estou curioso para saber o que a pequena aprontou. Só que hoje ainda é quarta! Vou ter que esperar até sábado para saber.

- Nathan, às vezes você é pior que Anne! – disse rindo da expressão formada no rosto do marido.


Continua...

3 comentários:

Maytê disse...

Aaaaah amei rsrr Karen vc arrasa em todas as suas fanfics, vc destruidora kk
então... ameii esse capítulo, especial porque acho que vem Bebê Stanathan por aí hehe to tão ansiosa kk e ainda acho que deveria ser uma menina, pelo simples fato que, seria o máximo ver a relação da Anne com a Stana, depois de saber que é menina, acho que Anne sentirá mais ciúmes do que se fosse um menino. Acho que seria um bom drama hehe é isso!

cleotavares disse...

hahahahaah Que situação. Olha o fogo desses dois onde os levaram. Se não fosse a Dara.....
E a Annie, o que será que aconteceu para ela agir dessa forma. Ela faria uma bela dupla com meu filho,kkkkk.

Marlene Stanatic Caskett disse...

HAHAHAHA MORRI!!!!
Não é fácil. .. o fogo não ajuda e rola aonde da. Dara a melhor fada madrinha de todas,coitada ainda mendiga detalhes o que sempre não tem muito. A foto Stana papagaio de pirata... Ela sempre sendo moleca,a convivência com um certo alguém huuummm