segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.37


Nota da Autora: Sei que prometi abordar o PCA nesse capítulo, mas acabei escrevendo sobre outros momentos, um pouco da relação familiar. Como isso é uma obra de ficção, mudei algumas coisas sobre a personagem da Gigi. Nada que possa ferir a história. Espero que gostem... enjoy! 

Atenção...NC17!


Cap. 37

Na segunda-feira, Stana e sua irmã Gigi embarcavam para o Canadá a fim de passar as festas com os pais e irmãos. Ela ainda estava embalada pelo clima dos últimos momentos que curtiu ao lado de Nathan. Tirou a aliança e pendurou no cordão que usava. Devido às roupas de frio altamente necessárias no Canadá, ninguém em sua família veria a joia para fazer perguntas. Gigi tagarelou o trajeto todo até aterrisarem o que a manteve ocupada e divertindo-se com as ideias bem malucas e ecléticas da irmã.

O pai foi busca-las no aeroporto acompanhado de Anne. Quando viu a tia, correu para os seus braços enchendo-a de beijos. Vendo o jeito da neta, o pai de Stana riu. Adorava aquela menina e o carinho que ela nutria por sua filha. Gigi foi a primeira a cumprimenta-lo com um beijo estalado no rosto e um abraço.

- Cadê a Dona Rada?

- Em casa, preparando comida para um batalhão. Oi, filha!

- Oi, pai – Stana o abraçou – estava com saudades.   

- Vamos para casa, a mãe de vocês está louca para vê-las. Preparem-se, está fazendo -3 graus e tem previsão de neve para o natal.

- Sim, tia! Podemos brincar na neve! – disse Anne empolgada. Stana apenas sorriu, ter a companhia da sobrinha poderia ajudar a passar o tempo e não faze-la pensar tanto em Nathan. Conversaram animadamente durante a viagem até a casa dos pais. Ele contava as novas invenções da mãe e o exagero de sempre para recebe-las. Perguntou como estavam as coisas em Los Angeles e no trabalho. Apesar de ser louco pela filha e um fã apaixonado e de carteirinha, o pai não era tão observador quanto à mãe, além do que dona Rada já acompanhara a filha bem mais de perto para conhecer certos comportamentos de Stana e por isso, ela se preparava para atuar o quanto pudesse. Não podia levantar qualquer suspeita sobre sua nova situação. Esperava que Gigi e Anne a ajudassem nisso.

Foram recebidas com festa pelo irmão e pela mãe. Claro que já havia uma mesa cheia de guloseimas para as duas. O chamado “chá da tarde”. Stana abraçou e beijou a mãe demonstrando o quão feliz estava em vê-la. Dona Rada achou a filha muito animada, de semblante limpo e nada de stress apesar de umas olheiras que Stana explicou serem resultados dos últimos dias de filmagem. Sorria muito, o que revelou-se uma grata surpresa para a mãe.

- Você parece estar muito bem, filha. Muito feliz. Tudo certo por L.A?

- Sim, mãe. Tudo como deveria estar – ela conhecia aquele olhar, por trás do sorriso amável havia um ar pesquisador, investigador que Stana tratou de escapar pois não se sentia preparada para responder perguntas capciosas – as filmagens terminaram bem, fui indicada a um novo PCA pelos meus fãs, ou seja, já tenho eventos para ir assim que voltar para LA e estou gostando muito do trabalho da minha nova agência. Estou ficando com uma agenda cheia.

- Precisando de companhia para as festas, estou à disposição – disse Gigi – tenho que aproveitar as vantagens de ter uma irmã em Hollywood.

- Você sabe que não sou de Hollywood – Stana se serviu de um copo de eggnog para relaxar – não tenha uma imagem errada de mim, Gigi.

- Eu sei, sis. Você é meu orgulho em todos os sentidos – a cara de safada de Gigi não escapou à mãe que aproveitou o momento para pesquisar o que estava acontecendo na vida da filha, afinal coração de mãe não se engana facilmente. Aquela imagem relaxada da filha devia ter alguma explicação.

- Outro PCA, hein? Seus fãs realmente a adoram. Também quem pode culpa-los. Sua personagem é um exemplo para muitas adolescente e mulheres mundo afora, trabalha com uma equipe de escritores e pessoas fantásticas e depois que juntaram sua personagem e de Nathan em um relacionamento sério, com direito a casamento e tudo, a série ficou bem interessante contrariando os invejosos de plantão. Aliás, parece que a sua atuação ao lado de seu parceiro de cena está cada vez melhor. Mande meus parabéns a Terri pelo belo episódio do casamento.

- Nossa! Olha a dona Rada sendo fanzoca! – brincou Gigi. Anne que prestava atenção às conversas, acabou fazendo o seu comentário.

- É, eu achei lindo o casamento. O moço tava mais bonito que antes. Ele gosta muito muitão da policial, né tia? Não! Ele ama a policial.

- É, Anne, ele ama – Stana respondeu sorrindo instintivamente levando os dedos da mão a procurar a aliança na mão esquerda para lembrar-se que não estava usando-a. Rada insistiu.

- Sério, gostei muito da situação que criaram. Acredita que me pararam no mercado para perguntar se você e Nathan eram namorados? As pessoas se impressionam com o jeito de vocês na câmera – Stana nada disse, apenas suspirando – você ouve isso todo tempo, não? Falando em amor, como anda esse coração, filha? – perguntou a mãe reparando no jeito que ela ficara ao ouvir falar de Nathan além da forma como olhara para Anne após o comentário da sobrinha.

- Mãe, a senhora sabe como são os fãs de Castle. Eles costumam achar que o relacionamento de nossas personagens transcedem as telas. Não é nada além de uma boa atuação e muitas horas de dedicação pela cena perfeita. Uma das últimas cenas que gravamos dos dois levou nada menos que seis horas, ainda vai ao ar – claro que Stana não ia contar para a mãe que demorou esse tanto por pura diversão dos dois – então não é algo automático. Exige muito trabalho e horas na madrugada – ela fingiu não prestar atenção na outra pergunta da mãe. Esse era um terreno perigoso, apesar de atriz, o assunto Nathan era muito escorregadio para ela ainda, especialmente em se tratando de dona Rada. 

- Ah, mas não é assim um sacrifício muito grande estar ao lado de um homem charmoso como ele... só posso dizer que você, sis, é uma garota de sorte.

- Gigi, você sempre tende a ver o lado pervertido da coisa! Eu, hein menina! Não sei para quem você puxou! – disse a mãe sorrindo.

- A senhora fala como se Stana fosse uma santa! Ela é igual ou pior que eu!

- Tia Gigi tem razão, Anne também gostaria de ficar muito tempo do lado do moço bonito... Anne gosta dele, é divertido. Mas Anne não pode namorar o moço porque ele é velho e já tem dona – Stana olha para a sobrinha surpresa com o comentário, assim sua mãe ia ficar ainda mais intrigada. Tratou de corrigir esse mal entendido. Rada estava abismada com o que Anne dissera.

- Anne! De onde veio isso? – a avó perguntou.

- Olha só, você está falando besteira próximo da menina, Gigi – disse Stana ralhando – isso não é assunto para crianças.

- Meu amor, por que disse isso do rapaz? – quis saber a vó.

- Porque ele já tem dona, vó. E ela ama muito o moço. A policial, oras! – disse revirando os olhos o que arrancou os risos de todas. Stana aproveitou a deixa para escapar daquela conversa. Anne a salvara. Garota esperta! Deu um beijo em seu rosto e levantou-se.

- Vou aproveitar e tomar um banho. Quer ajuda mais tarde com o jantar, mãe?

- Não, filha. Está tudo sob controle. Fiz o jantar cedo, será só esquentar. E você está aqui para descansar.

- Ah tia, você podia fazer uma torta para o natal... – Anne olhava para ela com cara de cachorro pidão – uma de chocolate e creme... – Stana entendeu o recado.

- Vou pensar, isso se sua vó não tiver feito um milhão de sobremesas para a ceia de natal.

- Não, estava pensando em fazê-las amanhã.

- Por favorzinho, tia Stana... – a súplica nos olhos de Anne a fez rir.

- Vou pensar... agora deixa eu subir. Gigi, vou deixar a porta fechada – elas estavam dividindo o velho quarto que dormiam quando crianças. Subiu as escadas. A vó aproveitou para ralhar com a neta.

- Não aperreie sua tia. Ela precisa descansar enquanto estiver aqui, Anne, se quiser faço a torta para você.

- A da tia é mais gostosa.... – vendo a cara da avó, a menina tratou de corrigir seu erro – mas Anne adora o poutine da vovo, faz para mim?

- Ah, moleca! Você não tem jeito! Vai procurar algo para brincar! – a menina saiu correndo, subindo as escadas como um furacão chamando pelo pai.

Stana tomou um banho refrescante com água bem quente. Secou os cabelos vestindo calça de moleton e um suéter pretendia se proteger do frio mesmo com o aquecedor dentro de casa, a última coisa que queria era ficar doente. Relembrando a conversa de antes, sabia que escapara bem do primeiro interrogatório, mas devia ficar atenta, pois dona Rada não era boba. Anne a salvara mais uma vez, apenas por isso ganharia sua torta.

Sentada em sua cama, Stana levou a mão inconscientemente ao cordão puxando-o e brincando com a aliança entre seus dedos. Será que já estava no Canadá? Queria noticias dele. Pegou o celular e mandou uma mensagem “hey, babe, miss you. XS”. Ficou olhando para a tela esperando uma resposta que não veio. Ele deveria estar em trânsito. Gigi entrou no quarto quase uma hora depois.

- O que você está fazendo olhando para esse celular? Desse jeito vai dar bandeira, sis – sentou-se ao pé da cama onde Stana estava deitada.

- Gigi, você precisa ter cuidado com o que fala. Por que fica instigando a mamãe falando de Nathan? Daqui a pouco ela vai me perguntar se estamos juntos já começaram as especulações...

- Eu estou tentando te ajudar. Se eu ficar falando um monte de besteira, ela não vai levar a sério. Confie em mim. Só que o disfarce não depende somente de mim. Eu reparei na forma como brincou com o seu dedo, esperava encontrar a aliança ali, não? Esse tipo de coisa pode ser fatal se a dona Rada perceber, acho que ela já está um pouco desconfiada que você tem alguém.

- Nem me fale! Não estou a fim de passar por outros interrogatórios especialmente na frente de toda a família.

- Eu entendo. Não se preocupe, o que eu puder fazer para desviar a atenção desse assunto, eu farei. Conte comigo.

- Obrigada, Gigi – ela apertou a mão da irmã num gesto de cumplicidade – o que acha da gente se embebedar depois do jantar? Podemos ir ao Joe’s, ficar umas horas sozinhas, longe da muvuca. Só nós duas.

- E quanto à torta de Anne? Você sabe que não vai conseguir escapar...

- Faço amanhã.

- Tudo bem então, mas se tiver muito cheio por lá, voltamos para casa e nos embebedamos na varanda mesmo – as duas riram dos planos.   
 O jantar na casa dos Katics foi tudo menos tranquilo. A barulhada diante da mesa faria qualquer pessoa que passasse na rua achar que estavam se matando ou que se tratava da casa de italianos. Todos falavam alto, gargalhavam e faziam uma bagunça sentados à mesa de jantar. Os quitutes da dona Rada apenas serviam para colaborar com o clima maravilhoso em família. Felizmente, eram tantos assuntos que Stana escapou de qualquer questionamento quanto a sua vida amorosa. Ela adorava esse clima, sentia falta algumas vezes. Não era à toa que adorava a muvuca do set de Castle, ali também formavam uma grande família.

Terminado o jantar, Stana ajudou a recolher os pratos junto com a cunhada, queria diminuir o trabalho para a mãe apesar da insistência dela de que não ia perder seu tempo arrumando a cozinha porque Rose viria no dia seguinte para ajuda-la com a casa e a ceia de natal. Chamando Gigi, elas subiram trocaram de roupa e pegaram o carro do pai emprestado para ir até o pub no outro quarteirão. O local não estava tão cheio quanto Gigi imaginava, o que acabou sendo bem apropriado para as irmãs. Ficaram um tempo conversando com o dono para depois se instalarem em uma mesa de fundo onde poderiam conversar e beber tranquilas.

Optaram por vinho tinto para amenizar o frio negativo que fazia lá fora. As conversas com a irmã eram sempre divertidas e estimulantes. Dessa vez, Stana fez questão que Gigi contasse um pouco sobre sua vida, já que das últimas vezes ela tinha sido o centro das atenções. Gigi era design de interiores, apesar de não estar em um relacionameto no momento, a profissão sempre rendia a ela boas experiências com futuros clientes. Inclusive seu último namorado fora um potencial cliente e ficaram juntos por dez meses. A irmã contara de uma visita técnica que fizera a um potencial cliente para reformular um escritório.

- O cara era lindo! Advogado. Sarado, cabelos pretos, olhos verdes e que boca! Desenhada para o pecado, sis! Comecei dando uma ideia para clarear o ambiente, os moveis eram pesados porque o tal espaço pertencia a um tio dele, precisava ser modernizado. Sugeri várias mudanças que deixariam o lugar bem convidativo, bom de trabalhar e mantendo o lado profissional. Tinha um sofá que definitivamente não combinava ali, mas ele adorava porque era deliciosamente macio. Ele me fez sentar para experimentar. E foi assim, bastou eu sentar ali e de repente estávamos nos agarrando e tirando as roupas.

- Gigi! Não! Você não fez isso! Ele era seu cliente, sua louca! – Stana ria da audácia da irmã, às vezes esquecia o quanto eram parecidas.

- Foi ele quem começou e você não queria que eu resistisse com aquela boca divina querendo ser beijada. Mas, não perdi o cliente. Terminei o projeto, ganhei meu dinheiro e ainda pude comemorar o resultado com uma noite de sexo muito estimulante. E não se preocupe, ele não era casado. Ah! Espera, tenho uma foto dele aqui – ela remexeu o celular e mostrou o advogado para a irmã. Ele era realmente charmoso e Gigi acertara em chamar aquela boca de divina.

- Nossa! Acho que não posso culpa-la por fim...  – Stana pediu mais uma taça de vinho, tinha certeza que já derrubara uma garrafa na companhia da irmã. Assim que tomou um novo gole da bebida, o celular vibrou. Mensagem de Nathan. Sorrindo, ela leu. “Hi, gorgeous, não tive muito tempo ainda, cheguei há uma hora atrás. Posso ligar agora? Espero não ter acordado você.” Stana checou o relógio, duas e quinze da manhã. Ficou feliz por saber que ele já estava no Canadá, porém não ia deixar a irmã falando sozinha, respondeu “oh, tudo bem. Vá dormir, falo com você amanhã. ILY”, recebeu uma mensagem cheia de beijos e corações.

- Era o Nathan, não?

- Sim, chegou há pouco. Amanhã falo com ele direito, deve estar cansado. E estou bem acompanhada.

- Sendo assim, que tal pararmos de falar das minhas aventuras e começarmos a falar do seu pedaço de mau caminho. Conte logo para mim, o que o Sr. Fillion tem que virou a cabecinha da minha irmã mais velha?

- Ai, Gigi! De novo esse papo?  

- Claro! Você não me contou nada ainda e não se esqueça que sou sua confidente. Vamos, Stana, abre o jogo...

- Gigi, acho que você já bebeu demais por hoje.

- Não vem com desculpas, oh sis, só um pouco. Satisfaz minha curiosidade... – Stana tomou mais um pouco do vinho e sorriu, teria que contar algo a ela. Suspirando para criar coragem, ela sugeriu.

- Tudo bem, vou comentar algumas coisas com você, porém tem que me prometer que ficará quieta e não contará a mais ninguém. E vamos sair daqui, esse é o tipo de conversa que deveremos ter sozinhas, talvez até em nosso quarto. Vou pedir a conta e ver se Joe pode me vender uma garrafa desse vinho para levarmos. Dez minutos depois, elas entravam no carro do pai rumo a casa. Procurando fazer o mínimo de barulho possível, Gigi passou na cozinha pegou duas taças e subiram para o quarto. Sentadas na cama, Stana começou.

- Primeiro, não vou comentar muitos detalhes da minha intimidade porque não gosto disso. Contudo, vou revelar o suficiente para você ficar com água na boca, inclusive um plano que estou maquinando caso eu e ele ganhemos o PCA. Nathan não me conquistou apenas pelos beijos ou sexo, ele é muito mais do que isso. É romântico, apaixonado, daqueles que entram de cabeça em um relacionamento. Mas, eu estaria mentindo se dissesse que não foi o beijo dele e sua pegada que acenderam o sinal vermelho de perigo para mim. Não fora o nosso primeiro beijo em cena, que tinha sido uma ótima experiência, mas aquela pegada em Always ficou gravada em minha mente. Eu não vou mentir, fui com sede ao pote. Só não esperava que ele fosse também. Nate me pegou de surpresa, os beijos, os toques e...

- Espera, você está dizendo que estão juntos desde ali?

- Não, não! Foi quase um ano de tortura, eu não queria acreditar que precisasse tanto dele. Comecei a prestar mais atenção, só não sabia que aquilo o estava incomodando também. A nossa primeira vez foi incrível. O homem tem pegada e um toque simplesmente surreal. Tive que me render. Há muito mais além daqueles olhos azuis. 

- Você quase não revelou nada e eu estou aqui, quase infartando. Aposto que já transaram em lugares bem bacanas, fogem muito para namorar?

- Bem pouco. Nossa rotina é complicada. Já estivemos em vinhedos, Nova York, mas isso não é um problema para nós. Temos imaginação. Sempre arrumamos algo novo para experimentar. Variar não importa muito porque o que ele faz com os lábios e a língua é – ela fechou os olhos mordando os lábios – nossa! Muito bom!

- Definitivamente esse papo está me deixando deprimida. Então, aquela química na tela é real?

- Real. Temos que nos policiar para não fazer loucuras. Quero surpreende-lo no PCA, acho que ele vai ficar meio agoniado no começo, mas depois...

- Fala logo o que tá pensando em fazer! – pediu Gigi não se aguentando de ansiedade. Stana riu da irmã e contou sua ideia. Foram dormir umas quatro da manhã, para Stana a conversa foi um incentivo para sonhar com Nathan e a certeza que estava morrendo de saudades dele.

A previsão do tempo não foi contrariada. Por volta das dez da manhã, a neve começou a cair bem no quintal da casa dos Katics. Vendo a quantidade de neve e o tapete branco e liso que se formava na frente da casa, Anne não sossegou até a tia concordar em sair para brincar na neve. Da janela da cozinha, a mãe observava o jeito da filha e sobrinha. Faziam um boneco de neve em meio à cantoria e gargalhadas. Aquela cena acalmou seu coração, Stana parecia mesmo feliz.

Depois do jantar, ela pediu para tomar conta da cozinha. Queria fazer a torta de Anne. A mãe pediu pelo menos uma hora para arrumar tudo e terminar de fazer a marinada do peru. Stana aproveitou para trancar-se no quarto e ligar para Nathan. O sorriso se abriu ao ouvir sua voz.

- Hey, gorgeous. Saudades!

- Hey, babe. Como estão as coisas por ai? Sonhei com você.

- Excelente, sinal de que não sou o único com saudades. Tudo bem por aqui. Anne está te consumindo muito?

- Um pouco. Pelo menos é bom para que ela continue sabendo que estou aqui e posso ter você e ela na minha vida. Não pensei que fosse sentir tanto sua falta depois do sonho de ontem. Será que tem um tempinho de madrugada para conversarmos mais à vontade?

- Depois dessa sugestão... arranjo o tempo que for preciso. Duas da manhã, está bom para você?

- Sim, é um encontro então. Um beijo, Nate.

- Ah, Staninha... só você. Beijo – ela desligou já ansiosa pelo telefonema de logo mais, desceu as escadas e se preparou para fazer a torta de Anne.

A véspera de natal foi uma loucura. Stana e Gigi se dividiam para ajudar a mãe na cozinha. Foi uma correria gostosa que se estendeu até a hora da ceia. A temperatura lá fora estava abaixo de zero, já o clima dentro de casa estava quente e aconchegante. Muito eggnog, comida e vinho. Passava da meia-noite quando chegara a hora de trocar os presentes cada um com seu prato cheio de doces. Anne devorara dois pedaços enormes da torta de chocolate que a tia preparara. A festa em família não poderia ter sido melhor, pensou Rada. Talvez a única que discordasse um pouquinho era Stana, queria que Nathan estivesse com ela, porém não deixaria ninguém perceber isso.

Ela falou com o esposo no dia 25. Passara pelo menos umas duas horas no celular via facetime enquanto Gigi a acobertava dizendo que estava dormindo porque bebera demais. Nesse ponto, Stana teve que reconhecer. Contar seu segredo para a irmã além de lhe proporcionar alguns minutos de folga com Nathan também acabara gerando uma companhia e uma aliada com quem podia conversar sobre seu relacionamento sabendo que não seria julgada e teria seus conselhos, mesmo que um pouco loucos.

Três dias depois, a neve voltara a cair na cidade. Passada as primeiras excitações do natal, Stana começara a querer voltar para sua casa, para Los Angeles. Ainda tinha quase uma semana pela frente, portanto teria que se ocupar. Ela passara muito tempo com o celular ou no quarto com um livro, tudo para que sentisse as horas do dia caminharem mais depressa, não estava tendo muita sorte. Anne bateu à porta do quarto.

- Tia, você quer brincar na neve com Anne? Papai disse que vai fazer uma guerra de neve. Falou que você é campeã nisso. Por isso vim aqui. Vamos brincar, tia? Por favor... eu quero tanto – a menina sentou-se na cama ao lado de Stana, acariciou o cabelo dela e colocou a mãozinha sobre seu rosto – a tia tá com saudade do tio Nathan, né? Anne sabe – Stana fechou os olhos por uns segundos tornando-os a abri-los para fitar a menina. Puxou-a em um abraço beijando-lhe o topo da cabeça.

- Estou sim, docinho, não vou mentir para você – para não deixa-la preocupada, mudou logo o tom da conversa – porém, sabe o que seria bem legal agora?

- Ele aparecer aqui e encher a tia de beijo? – Stana riu.

- Isso também, mas não. Estava pensando em arrasar seu pai nessa guerra de neve até ele ficar bem branquinho de tanta bolada. O que acha? Quer tentar fazer isso comigo? – os olhos da menina brilharam.

- Sim!

- Ótimo! Deixe eu me vestir. Seu pai não perde por esperar...

Rada estava na cozinha preparando o jantar daquele dia. Gigi acabou se metendo a fazer um bolo para a sobremesa. Da janela da cozinha, elas podiam observar as travessuras de Stana e Anne correndo para acertar o irmão numa brincadeira bem divertida. Sorrir era inevitável diante da cena na qual Stana ensinava Anne a fazer o arremesso perfeito acertando o pai, ou o zelo da tia com a pequena. Beijos, abraços. Quem olhasse de longe pensaria que eram mãe e filha, além de serem parecidas. Então, Rada começou a falar em voz alta.

- Olhe para elas. São perfeitas juntas. Ficou mais aliviada de ver Stana sorrindo novamente. Desde o natal achei que ela anda meio cabisbaixa, bem diferente da pessoa que chegou aqui – Gigi sabia que a mãe estava querendo pescar alguma coisa, optou por continuar calada, focada na receita que fazia - vendo o jeito dela com Anne, me pergunto porque ainda não é mãe. Acho que meu sonho de ter netas ou netos vindos das minhas meninas vai ter que ser esquecido. Nem você, nem ela. E pensar que Stana está pronta para ser mãe. Nem casar vocês conseguiram!  

- Mãe! Não fale assim!

- Mas é verdade. Nada contra vocês serem mulheres modernas, com carreiras, Deus sabe que agradeço todos os dias pelo que sua irmã e você conseguiram. Minha filha é uma celebridade além de maravilhosa.

- Eita, mamãe coruja, Dona Rada! Sei o quanto ama sua filhota. E quer saber, não devia se preocupar tanto. Ela está bem. Passei esses últimos meses com minha irmã, posso afirmar que não há motivo para achar que ela está triste. Convenhamos, não tem muito o que fazer nessa cidade.

- Não vejo Stana saindo com ninguém a um bom tempo. Bonita no meio de tantos artistas? Deve ter alguma coisa errada.

- Não tem nada demais acontecendo, mãe. A mana está bem, está feliz – de repente, sentiu que falara demais. Esperava que a mãe não percebesse piorando o interrogatório. Doce ilusão.

- Você sabe de alguma coisa, ela está namorando, não? Percebi algo diferente no semblante dela quando chegou, coração de mãe não se engana, na verdade, venho observando seu trabalho. Até atuando ela está diferente, eu sei.

- Não viaja, mãe. Acho que Anne não é a única a misturar ficção e vida real. Stana não é a Beckett. Cadê sua forma de bolo? – Gigi queria mudar de assunto a qualquer custo.

- No armário do canto, em cima. Não sou criança, Gigi. Sei muito bem o que é realidade e ficção. Também conheço minha filha, afirmo que ela está agindo diferente. Algo me diz que você sabe mais do que está me contado.

- Lá vem a senhora! Não posso falar nada que dona Rada dá um jeito de encontrar pelo em ovo.

- Gigi, mas você não acha no mínimo estranho que sua irmã trabalha há quase sete anos com a mesma pessoa, um homem charmoso, educado, galanteador e não tenha acontecido nada entre eles? Ainda mais agora que são obrigados pelo trabalho a atuar como um casal? Eu se tivesse no lugar dela, já tinha experimentado de verdade. Eu sei que minha filha não é lésbica, então qual é o problema?

- Meu Deus! Está até usando a carta de lésbica, não esconda o jogo mãe. Se está tão desconfiada, pergunte para ela – disse Gigi querendo colocar um fim naquela conversa.

- Não vou fazer isso porque irá chatea-la. Você sabe como sua irmã é reservada.

- Exato, agora a senhora disse tudo. Stana é reservada, não quer dizer que não tenha uma vida e não beije muito na boca além de outras coisas. A senhora já ouviu falar na expressão “Kiss and Don’t Tell”? Eu diria que essa é a filosofia de vida da minha irmã, faz ela muito bem principalmente considerando o meio que vive – Gigi empurrou a forma no forno. Era só esperar o bolo ficar pronto – deixe Stana viver a vida dela, e não seja tão pessimista. Quem sabe não ganha netinhos daqui a um tempo?

- Como assim?

- Posso fazer uma produção independente, que tal? – beijando-a na bochecha, saiu rindo após despejar essa bomba no colo da mãe.

- Deixa de ser maluca, menina! – a mãe gritou, porém em se tratando de Gigi, não adianta se estressar. Rindo, concentrou-se na massa que preparava para a torta do jantar. O lance dos netos era em parte da boca para fora. Criara muito bem suas meninas e para uma mãe não há nada mais precioso do que ver suas filhas realizadas, felizes e unidas. Gigi, apesar de toda a brincadeira, era louca pela irmã, fazia tudo por Stana e esse amor fraternal era capaz de defendê-la com unhas e dentes. Mesmo da mãe. Algo acontecia na vida de Stana, Gigi sabia, mas seria incapaz de trair a confiança da irmã para contar à mãe.

Escapar do interrogatório dera um pouco de trabalho, mas valera a pena. Tinha que concordar com a mãe. Sua irmã não estava no mesmo humor de quando chegara no Canadá. Gigi sabia o motivo. Sentia falta de Nathan. Nessa madrugada, ela acordou por uns minutos e pode ouvir a irmã conversando com o marido ao telefone. Na varanda, ela escorava-se para observar um pouco da brincadeira na neve. Tirando os momentos com Anne, Stana permanecia mais na dela, calada. O nome disso era saudade. Queria poder fazer algo pela irmã. Ouvindo os gritos da pequena, Gigi pos-se a maquinar um plano.

No dia trinta, Stana estava deitada na cama tentando ler um pouco. Gigi entrou no quarto disposta a interrompê-la por um bom motivo. Sentou-se na cama de frente para ela e puxou o livro das mãos.

- Hey! Eu estava lendo.

- Isso, estava. Passado. Temos que pensar no futuro. Sabia que a Dona Rada fez um super interrogatório comigo? Ela está desconfiada que alguma coisa está acontecendo na sua vida. Agindo desse jeito, se trancando no quarto não vai ajudar muito. Não queira deixa-la ainda mais desconfiada. Acredita que ela falou até do Nathan?

- Sério? Você não disse nada, disse?

- Claro que não, mandei ela sossegar e deixar você em paz. Só que isso não está certo e nem resolverá seu problema. Eu sei que você está com saudades dele. Sofrendo porque queria estar passando esses dias ao lado dele. Eu a ouvi ao telefone, sis. Por isso tomei uma decisão. Quero que você ligue para o Nathan, diga para ele comprar uma passagem para Toronto. Vocês vão ficar juntos nesse reveion. Vamos ligue para ele!
- Gigi, o que você fez? Não posso sair daqui de supetão dizendo que vou passar a virada do ano em Toronto com sabe lá quem. Não vou contar para a mamãe que estou casada.

- E pensa que não sei disso? Eu comprei uma passagem para você ir a Toronto usando o meu cartão, reservei o hotel cinco estrelas à beira de um lago com direito a ceia e fogos. Pode me agradecer depois. A desculpa para a dona Rada é simples. Eu e você iremos para uma festa, você viaja e eu vou passar a virada com a Meg, não contarei nada, pode deixar.  Portanto, o que está esperando? Liga logo pro Nathan!

- Gigi, eu nem sei... – abraçou a Irmã com carinho – obrigada!

- Considere meu presente de casamento atrasado para vocês. Enquanto você fala com ele, vou preparar o espírito da mamãe.

O humor de Stana mudou. Depois que falou com Nathan, o sorriso e a ansiedade voltaram a tomar conta do seu rosto. Nathan adorou a ideia da cunhada providenciando na mesma hora sua passagem aérea. Ela preparou apenas uma valise, poucas roupas, maquiagem e objetos pessoais. Havia trazido um vestido branco longo bem simples e por conta do frio ia precisar de seu casaco vermelho.

Às seis da manhã do dia seguinte, elas se despediram da mãe dizendo que voltavam no dia 02. No dia quatro voltaria a Los Angeles, pois as filmagens retornavam na segunda. Rada viu que a alegria retornara ao rosto da filha. Imaginava que Gigi tinha algo a ver com isso, mas sabia que não estava no seu direito de perguntar, se Stana quisesse contar algo ou conversar, bastava chama-la.

- Juizo vocês duas! Voltem inteiras, nada de exageros.

- Mãe, somos bem grandinhas – disse Gigi.

- Isso não que dizer que devo parar de me preocupar – retrucou Rada recebendo um beijo de Stana.

- Deixa que cuido da Gigi, mãe. Vamos, pai. O voo sai em uma hora – dando um beijo gostoso em Anne, elas rumaram para o aeroporto. Elas se despediram conseguindo enganar o pai para que Gigi pudesse ficar por um período no aeroporto até sentir que era seguro pegar um taxi e ir até a casa de Meg, uma amiga de infância das duas. Antes da irmã embarcar, elas se abraçaram e Stana agradeceu novamente o gesto da irmã.

- Deixa de ser boba, sis. Você merece. Sei que está louca para agarrar o seu marido, não posso culpa-la. Aproveita bem, só não vai me arranjar um sobrinho. Vocês acabaram de casar!

- Gigi! – desatou a rir da doidice da irmã – tenho que embarcar, não se preocupe quanto a isso, sou prevenida.


Toronto – três horas depois                              


Stana chegava ao hotel reservado pela irmã. Era deslumbrante. O espaço na beira do lago estava sendo preparado para a festa de logo mais. Balões, caixas de sons, a decoração em dourado e vermelho chamava a atenção. Uma mesa enorme estava montada no restaurante que dava para o lago. Ia ser uma ótima festa. Aproximando-se da recepção, Stana fez o check-in, solicitando duas chaves. Dispensou o serviço do mensageiro pegando o elevador levando sua valise.

O quarto era uma suíte standard muito bem trabalhada, uma cama Queen size, um banheiro razoável com um belo chuveiro que era possível aproveitarem se tivesse vontade, mesa como uma espécie de escritório, bem adequado para o propósito de dormir. Ela enviou uma mensagem para Nathan querendo saber se já tinham chegado. Respondeu que estava a caminho do hotel. Ficou zanzando pelo saguão quando viu o taxi encostar à porta. Nathan desceu carregando uma mala pequena. “Estou vendo você, já estou com a chave. Vá direto para o elevador.”

Sorrateiramente, ela desfilou pelo saguão querendo mostrar-se interessada na decoração parando próximo a uma moça para perguntar sobre a festa de logo mais. Vendo que ele já conseguira chegar até o elevador, agradeceu as informações, dizendo que era melhor começar a se preparar para a festa e rumou em direção aos elevadores. Apertou o botão fingindo não conhecer o homem a seu lado. Assim que as portas se abriram, eles entraram juntos. Stana inseriu o cartão no painel do elevador e apertou o quarto andar. Somente quando o elevador começou a subir foi que olhou para ele, sorrindo. Precisavam ainda agir discretamente. Abriu a porta do quarto e viu quando Nathan jogou a mala no chão e virou-se para encara-la.

Stana o agarrou no momento em que seus olhares se encontraram. A saudade de dias fora representada em um beijo profundo e cheio de paixão. As mãos passeavam pelo corpo de ambos, sentindo, tocando querendo tornar cada vez mais real esse encontro. Quebrando o beijo para devorar a orelha dela, Stana deixou escapar um gemido.

- Deus! Como senti sua falta!

- Nem me fale, Stanninha, nem me fale... – ele abriu o casaco, tirou-o vendo que ela usava um suéter e uma calça jeans. Ela tratou de se livrar das botas quando Nathan arrancou seu suéter pela cabeça. Deitou sobre a cama colocando o peso de seu corpo já sem a camisa sobre o dela. Devorava seu pescoço querendo provar a pele macia que tanto povoava seus sonhos. Desceu pelo colo, seios, estomago até esbarrar na calça que ela vestia. Abriu o botão e puxou a peça enquanto seus lábios avançavam pela calcinha.

Estava nua sobre o colchão. Ergueu as pernas abrindo-as sugerindo que estava esperando por ele. Nathan livrou-se da calça e do boxer. O membro já despontava ereto para penetra-la.

- Vem, Nate, não demore, por favor... quero você....

Não podia deixar de atender um pedido tão ansioso da bela mulher à sua frente. Porém, ao invés de partir para a ação propriamente dita, ele queria faze-la ansiar um pouco mais por esse contato completo da união de seus corpos. Ele inclinou-se, beijou-lhe seu centro e provou-a com vontade. Aconteceu exatamente como ela imaginara no sonho erótico que tivera algumas noites atrás. Ele habilmente usava a língua com uma maestria capaz de fazer Stana gemer initerruptamente enfiando as mãos em seus cabelos para incentiva-lo a não parar. Queria sentir o corpo vibrar com aquele toque, queria poder explodir em seus braços. Seu desejo foi atendido. Arqueando o corpo contra ele, sentiu o corpo tremer para receber um orgasmo explosivo que a tirou de orbita, se é que isso era possível.

Mas Nathan ainda não acabara, o orgasmo se multiplicava à medida que ele a incitava com a ponta da língua. Agora, ele  rumava para os seios dela. Circulando seus mamilos, roçando-os com os dentes até abocanha-los completamente em sua boca. Stana continuava a inclinar o corpo em sua direção. Uma das mãos de Nathan tocava seus lábios que sugavam seus dedos. Colocando-se sobre ela, ele a beijou com paixão apenas para distrai-la e introduzir-se dentro dela perdendo-se na sensação de acomodar-se lá dentro.

No segundo seguinte, ambos moviam-se em sincronia para juntos alcançarem um novo momento de prazer, queriam um novo orgasmo. Não demorou muito para atingirem o objetivo desejado, deixando-se cair sobre Stana, sentiu as unhas dela cravando seus ombros.

Levaram algum tempo para se recuperarem do momento vivido em plena tarde. Nathan escorregou para o lado respirando pesadamente. Stana aninhou-se novamente no peito dele.

- Isso que chamo de matar as saudades... – disse Nathan.

- Isso, espero ser só o começo, ainda temos dois dias pela frente....

- Nossa – ele disse ao beijar-lhe a testa – como minha esposa é insaciável.... – Stana riu da observação dele. Inclinou-se para beija-lo mais uma vez.

- Não pense que por isso vou querer pular a festa no lago. Quero brindar ao ano novo ao seu lado, amor.

- Claro que sim, a noite é sua.

Depois de mais uns bons amassos na cama, ela finalmente levantou-se da cama para se arrrumar para a noite. Ficou um bom tempo no banheiro. Quando saiu já havia secado o cabelo e cheirava maravilhosamente. Nathan estava enrolado em um roupão assistindo ao noticiário de Toronto que mostrava os festejos de ano novo por todo o mundo.  Ela se aproximou acariciando seus cabelos, recebendo um beijo carinhoso dele.

- Como você está cheirosa, Staninha... dá vontade de devorar sua pele toda novamente.

- Não ainda, Nate. Melhor ir se arrumar, já são oito da noite.

Uma hora depois, eles desciam no elevador para o ambiente do restaurante à beira do lago. Foram recebidos cordialmente pela bela moça na entrada do local e direcionados a uma mesa para dois. Eles traziam seus casacos no braço para que mais tarde pudessem assistir a queima de fogos na frente do lago na área externa.

Nathan escolheu um dos vinhos que estavam disponíveis na carta. Sabia da preferência de Stana pelo tinto. Os aperitivos foram servidos logo em seguida, a noite tinha tudo para ser muito agradável mesmo com a temperatura lá fora estando em torno de 3 graus. Era o seu primeiro ano novo celebrado como casados. Esse fato por si só tornava a ocasião especial.

Devido ao inverno, a ceia fora servida às dez da noite para que os convidados pudessem jantar tranquilamente para então admirar a queima de fogos. Duas garrafas de vinho depois e uma ceia de fazer inveja a muitos, o casal aproveitava o momento para namorar um pouco. Faltando quinze minutos para a meia-noite, Nathan ajudou-a a vestir seu sobretudo vermelho, ajeitou o seu próprio e com a mão nas costas dela, a guiou para perto do lago.

O clima de Toronto não os permitia curtir o momento de admiração do lago e consequentemente a bela queima de fogos prometida sem que eles se mantivessem agasalhados e abraçadinhos. Garçons circulavam entre os presentes à beira do lago entregando-lhes taças de champagne para o brinde da meia-noite.

- É um sonho estar aqui ao seu lado – disse Stana – se alguém tivesse me dito que isso aconteceria a cerca de duas semanas atrás, eu não teria acreditado. Estou muito feliz por saudar o ano de 2015 junto com meu marido – ele tomou a mão esquerda na sua levando-a aos lábios beijando o lugar onde se encontrava a aliança. Stana fizera questão de usa-la no dedo naquela noite.

- Somos afortumados, Staninha.

Quando a contagem regressiva começou, eles fitavam um ao outro segurando as taças nas mãos.

- 10...9...8...7...6...5...4...3...2...1 – sorrindo, ele acariciou o rosto dela – Feliz Ano Novo, Mrs. Fillion!

- Feliz Ano Novo, Mr. Fillion. Eu te amo muito, Nate – a resposta dele foi simples. Um beijo apaixonado nos lábios da pessoa amada. Brindaram, beberam o champagne e voltaram a perder-se nos lábios um do outro.

- O que você acha de fugirmos para o quarto? – propôs Nathan.

- Pensei que nunca ia sugerir...

De volta às quatro paredes que os separavam do mundo lá fora, Stana pode se livrar do casaco deixando Nathan apreciar o belo vestido branco que usara. Ele percebera que por baixo, não usara absolutamente nada, o que fez seu corpo reagir de imediato pela descoberta. Stana o fez perder o paletó, a gravata e desabotoou a camisa vermelha que usava. Ele encontrou o fecho do vestido e o desfez observando o pano escorregar leve pelo corpo dela até atingir o chão. Lá estava sua mulher completamente nua a sua frente.

Nathan deu alguns passos para trás a fim de admira-la por algum tempo. Instintivamente, sentindo a pontada na virilha aumentar e o desconforto pressionar contra suas calças, ele as tirou. Foi a vez de Stana aproximar-se segurando o membro dele com uma das mãos enquanto os lábios sorviam os dele, colocando-o sentado sobre a cama posicionando-se sobre o membro dele mantendo-se de costas para ele. Nathan a segurava pela cintura, acomodando-a, sentindo-a mover-se para conseguir o encaixe perfeito.

As mãos dele foram parar diretamente em seus seios, apertando-os, puxando os mamilos para provocar reações imediatas no corpo dela por completo. Os lábios voltaram a se encontrar em um beijo provocante e enquanto Nathan devorava-lhe a nuca mantendo as mãos ocupadas sobre os seios dela, Stana começou a mover-se com ele. Deslizando uma das mãos, ele alcançou seu clitóris, massageando e antecipando o momento de prazer.

O corpo todo vibrava diante dos tremores do orgasmo que a dominou minutos depois. Nathan a deitou de lado na cama continuando a mover-se proporcionando ainda mais prazer. Repetiram o ato de fazer amor três vezes naquela madrugada, todas às vezes alcançando explosões de orgasmos que chegaram em ondas para percorrer seus corpos transformando-os em um só.

Os dois dias que seguiram, foram recheados de momentos românticos e muito prazer. Antes de deixar o hotel rumo ao aeroporto, eles tomaram banho juntos desfrutando de mais um momento intimo no chuveiro. Despediram-se no portão de embarque com um beijo apaixonado.

- Vejo você domingo, gorgeous.

- Sim, chegarei à noite, babe.

- Agradeca a Gigi mais uma vez por mim, Staninha.

- Pode deixar – jogando mais um beijo no ar para ele, entrou de vez para embarcar de volta para a casa da mãe. Duas horas depois, ela encontrara a Irmã esperando-a no saguão, louca para saber as novidades. Stana não aguentou e abraçou Gigi com muito carinho.

- Obrigada, obrigada, obrigada. Feliz ano novo, sis. Nathan e eu nem sabemos como agradecer esse presente. Significou muito para nós. De verdade.

- Eu sei, não há exemplo melhor que sua carinha de felicidade, sis. Vamos, vou ligar para o papai. Nossas férias no Canadá estão chegando ao fim.

- Sim, mas valeram muito a pena.

- Quer um conselho, sis? Tente disfarçar um pouco mais sua felicidade ou dona Rada vai ficar ainda mais desconfiada do que está acontecendo em sua vida.

- Gigi, isso é uma missão impossível. Não consigo parar de sorrir.

Claro que quando chegaram em casa, como era de se esperar, a mãe notou como Stana estava radiante. Resolveu não comentar nada, mas sua curiosidade estava cada vez mais aguçada. Felizmente, ela havia se lembrado de voltar a colocar a aliança no cordão, escondendo-a da mãe.

Em seus últimos dias ali, Stana evitou o quarto ficando sempre pela sala, seja brincando com a sobrinha, seja conversando com os irmãos animadamente. Na noite anterior a sua viagem, arrumou suas malas e fez seu último jantar com a família toda reunida. Antes de deixar a casa da mãe no domingo, ela se despediu apropriadamente de cada um deixando a mãe por último.

- Obrigada por tudo, Dona Rada. Vou sentir saudades...

- Tudo da boca para fora. Uma vez que você se mete naqueles estúdios se esquece do mundo. Mas, você está certa. Ama o que faz e tem que aproveitar ao máximo as oportunidades que a vida está lhe oferecendo. Filha – ela relutou antes de falar acariciando o rosto de Stana – eu não sei o que anda acontecendo em sua vida, apenas que está fazendo muito bem a você. O que quer que seja o motivo dessa felicidade, lhe faz muito bem. Nunca a vi tão linda e feliz. Não irei pedir para me contar, seu silêncio é uma escolha sua. Só quero que saiba que estou vibrando por vê-la assim.

- Oh, mãe. Obrigada. Eu te amo – entrou no carro após beijar a mãe. Gigi a observava calada. Parece que conseguiram sobreviver a dez dias no Canadá sem ter que revelar o segredo que escondiam. Bom para Stana que podia voltar tranquila para os braços de seu marido com o segredo que viviam a salvo.

XXXXXXXXXX

Cinco horas depois, ela entrava em casa. Deixou as malas na sala sem se preocupar com a arrumação. Subiu as escadas rumo ao quarto. Abrindo a porta encontrou-o sentado na cama lendo o novo script que chegara.

- Hey, gorgeous...

- Hey... pensei que não fosse mais aparecer. Tem um jantar gostoso esperando por você. Está com fome? – Nathan largou os textos sobre o colchão levantando-se para ir ao encontro dela. Beijou-a vagarosamente nos lábios.

- Um pouco – abraçou-o envolvendo seus braços no pescoço de Nathan. Sorrindo, ela acariciou o peito dele – é bom estar de volta. Lar doce lar.


De mãos dadas, eles desceram às escadas rumo à cozinha.


Continua.... 

3 comentários:

Marlene Caskett Stanatic disse...

Gigi rainha das rainhas!!!!!
Nossa,conseguiu sem ter que contar o que está acontecendo olha que ñ foi fácil. Anne salvou a pele da tia, lindinha ♡♡♡♡♡
A mama Katic ta querendo manjar dos paranaues, sabe de nada inocente.
Voltando a Gigi,amei ela a partir de agora Nathan tem mulheres incríveis ao seu lado,homem de sorte hein.
Nada como passar a virada de ano com quem se ama♡ e depois dos fogos Stana que numca perde o rebolado eita mulher ñ nega fogo 66666
O que será que teremos para o PCA?????
HUUUUM!!! !!!

tatiana_greys anatomy disse...

Eu gostaria q eles falassem logo, pelo menos para as famílias, q estão casados. Pq eles n fazem isso logo de uma vez??

Silma disse...
Este comentário foi removido pelo autor.