sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

[Castle Fic] Kiss Me to Make It Better




Kiss me to make it better
Autora: Karen Jobim
Classificação: NC-17
Gênero: AU/Songfic
Advertências: Angst / Romance – pós Reckoning
Capítulos: Oneshot
Completa: [ x ] Sim [   ] Não
Resumo: Kate matara para salvar a própria vida. Isso ainda mexia com ela. castle sabia que a esposa precisava relaxar, Gates deu a sua detetive três dias de descanso, assim Castle decidiu leva-la aos Hamptons para desligar-se e restaurar as energias. Queria mima-la, cuidar de sua amada e fazê-la entender que estaria ali ao seu lado.

Nota da autora: Essa fic começa exatamente da última cena do episódio. Inspirada na música do Ed Sheeran, uma rápida oneshot para nos recuperarmos das maldades do 3XK. Songfics são difíceis de escrever porque geralmente a música deve estar no contexto da história. Não é bem o caso aqui, mas como é uma espécie de declaração de amor, bolei algo para encaixa-la. Espero que gostem.
Dedicada a Letícia (Leh) – que reflita a beleza da melodia dessa canção maravilhosa. Enjoy!

Sugiro ler com a música, eis a letra: 

Settle down with me
Cover me up
Cuddle me in

Lie down with me
And hold me in your arms

And your heart's against my chest, your lips pressed to my neck
I'm falling for your eyes, but they don't know me yet
And with a feeling I'll forget, I'm in love now

Kiss me like you wanna be loved
You wanna be loved
You wanna be loved
This feels like falling in love
Falling in love
We're falling in love

Settle down with me
And I'll be your safety
You'll be my lady

I was made to keep your body warm
But I'm cold as the wind blows so hold me in your arms

Oh no
My heart's against your chest, your lips pressed to my neck
I'm falling for your eyes, but they don't know me yet
And with this feeling I'll forget, I'm in love now

Kiss me like you wanna be loved
You wanna be loved
You wanna be loved
This feels like falling in love
Falling in love
We're falling in love

Yeah I've been feeling everything
From hate to love
From love to lust
From lust to truth
I guess that's how I know you
So I hold you close to help you give it up

So kiss me like you wanna be loved
You wanna be loved
You wanna be loved
This feels like falling in love
Falling in love
We're falling in love


Kiss Me to Make It Better


Loft dos Castles


Kate estava deitada depois de um banho relaxante para livrar-se de todas as marcas físicas do pesadelo que vivera. As lembranças psicológicas, porém seriam difíceis de apagar da mente. Tinha receio de fechar os olhos porque todas as vezes que o fazia, a imagem de Kelly Nieman voltava a sua cabeça. Ouviu os passos de Castle entrando no quarto.

- Eram minha mãe e Alexis. Disseram que voltarão logo após algumas compras – ele se deitou ao lado dela, Kate ainda estava de costas para ele, pensativa, abatida - Não sei como você conseguiu.

- O quê? – ela o fitou.

- Se manter firme nos dois meses em que sumi. Dois dias sem saber onde você estava e isso quase me matou.

- Você pensa no que aconteceu...quando estava longe? – ela perguntou.

- O tempo todo.

- Sempre que fecho meus olhos vejo o rosto dela.

- Vejo o dele também – Castle confessou - Desde aquela noite na ponte. Sabe como lido com isso?

- Não.

- Abro meus olhos e olho para você.

- Obrigada por ter ido me encontrar.

- Sempre – ela acariciou o peito dele com a ponta dos dedos acomodando-se e fechando os olhos. Talvez estivesse a salvo perto de Castle, afinal.

Mas Kate não conseguia dormir, por mais que tentasse. Ela permaneceu deitada sobre o peito dele, sentia a mão de Castle a abraçando até o momento que o sono o dominou relaxando os músculos. As horas se arrastaram durante a madrugada, virando-se para o lado, ela colocou as mãos sob o travesseiro fazendo uma retrospectiva dos últimos dias. Momentos de incerteza e terror. As luzes da manhã invadiram o quarto. Kate viu o momento que Castle acordara, porque ele esticou-se para beijar-lhe o rosto e constatar o que temia. 

- Você não dormiu… - ela assentiu – oh, Kate! Precisamos mudar isso, vou preparar um café. Sei que vai te fazer bem - se levantara da cama. Logo em seguida, ela o encontrou na cozinha. O cheiro de café inundara suas narinas fazendo o estomago reclamar. Castle preparara uma refeição reforçada. Ovos, frutas, bacon, pães e queijo. Sentados à mesa, Castle pretendia anunciar o que fariam. Tinha um plano para fazê-la relaxar e se recompor. Uns dias nos Hamptons, apenas os dois.

- Se você já terminou, arrume suas coisas. Nós vamos aos Hamptons. Ficar longe da cidade. Saímos em uma hora, tudo bem?

- Ok, é melhor mesmo.

Kate está calada. Passa a maior parte do tempo sem conversar. Vez ou outra, Castle procurava sua mão ou acaricia sua coxa recebendo em troca um singelo sorriso ou um selinho. Daria o tempo necessário a ela.

Na casa de praia, eles encontraram o almoço pronto. Após a refeição, ficaram sentados no sofá da casa. Ele a mantinha deitada contra seu peito, acariciando a pele fria dos braços. Ouvia alguns suspiros dela, como se tivesse lutando para não chorar. Sugeriu um passeio na praia. Mesmo sem disposição, ela o acompanhou. Sabia que ele estava fazendo o possível para anima-la, agrada-la. Na beira do mar, Kate fincou os pés na areia deixando as ondas dançarem sobre a planta do pé e seus dedos. Inclinou o corpo se apoiando no corpo de Castle, fechou os olhos. Ele a segurou acariciando-lhe os braços, era a primeira vez que a vira um pouco relaxada desde que tudo aconteceu.  

Ao retornar para a casa, enquanto Kate tomava banho, Castle ajeitava o jantar. Pretendia servir-lhe um vinho com macarronada depois dar a ela um calmante para fazê-la relaxar. Já estava a mais de vinte e quatro horas sem dormir. Quando apareceu na cozinha já de camisola, o cheiro do manjericão despertou sua fome.

- Está cheirando...

- Sim, amor. Espero que esteja bom. Aqui – ele serviu a taça e entregou a ela – beba um pouco. Seu corpo tem que descansar. Depois do jantar estive pensando, você ficaria com raiva de mim se lhe desse um calmante para dormir? Eu poderia omitir isso e apenas diluir na sua bebida. Não é certo. Você deve decidir junto comigo.  Nada de enganações ou segredos. O que me diz?

- Acho que você tem razão. Estou muito cansada – provou o vinho. Castle serviu a mesa para jantarem. Novamente, notara que a esposa permanecia calada – levando as taças para o quarto, Castle ligou a lareira. Eles ficaram bebendo, Castle tentou conversar.

- Amor, eu não gosto de te ver assim, calada, quase que isolada em sua própria ilha. Converse comigo, estou aqui para ajudar. Para o bem e para as coisas ruins. Não me importo de vê-la chorar, gritar, até bater em mim desde que não fique indiferente. Não me afaste dessa tempestade, o que quer que esteja sentindo, não me deixe fora disso. Quero conforta-la, acalenta-la, qualquer coisa para te ver melhor.

- Eu sei, babe. Mas um assunto desse não merece a nossa atenção. Eu gostaria de esquecer. E vejo o quanto me ver assim te faz mal. Não quero que sofra, Cas. Acabou. Temos que pensar no futuro, na nossa vida. Estou sendo uma péssima companhia, uma péssima esposa. Por que essa imagem não sai da minha cabeça? – com as mãos na lateral da cabeça, ela estava à beira de lágrimas – estou aqui com você, a pessoa que eu amo, em um lugar aconchegante e me sinto sufocada, angustiada. Por que? – as lágrimas desciam rapidamente pelo rosto pálido.

- Está cansada, Kate. É melhor tomar o calmante agora. Precisa dormir, amor. Não pense mais nisso, eu não estou te cobrando nada.

- Tudo bem, você tem razão – Kate tomou o remédio. Castle a trouxe para perto, acalentando-a como se faz com um bebê indefeso, envolta em seus braços, podia sentir a respiração ofegar ainda por conta do choro reprimido. Meia hora depois, ela adormecera agarrada ao marido.


Por volta das três da manhã...


Kate corria por um labirinto, um emaranhado de corredores e portas. O olhar desesperado cobria cada canto por onde passava. Precisava acha-lo antes que fosse tarde demais. As mãos tremiam, os pulsos machucados pelas algemas que conseguira retirar, havia sangue preso e pequenos hematomas devido à força empregada para se livrar do objeto. Sabia que Castle estava em algum daqueles cubículos, preso e prestes a perder a própria vida. Por ela. Por ter vindo busca-la. A doutora sociopata queria seu rosto, sua identidade, sua vida e Castle. Ela estava sendo punida. Não podia ser tarde demais.

Ela corria limpando as lágrimas que teimavam em cair. Um barulho chamou sua atenção. Vozes. Eram distintas. Um homem e uma mulher. Estavam próximos. Kate reuniu toda a força que tinha e chutou a porta. A imagem de Castle totalmente amarrado e a médica louca bem a sua frente segurando um bisturi a paralizou. Sentiu  o corpo esmorecer. Como se toda a energia tivesse sido drenada, entorpecida.

- Kate… - Castle sussurrou. A Dr.Nieman se virou sorrindo.

- Olá, Kate. Fico feliz que tenha se juntado a nós. Não esperava você tão cedo, melhor assim. Creio que já perdemos muito tempo nesse pequeno jogo de gato e rato. Eu já tenho seu rosto, ficarei igual a você e terei o seu marido. Senhora Rick Castle. Eu gosto. É claro que você precisa sofrer um pouco, não? Ou talvez eu mude meu plano. E se eu o ferisse? Você gostaria disso? – ela rodava o bisturi entre os dedos – sabe, eu simplesmente amo as maravilhas que um bisturi pode fazer, quer ver?

De repente, a médica corta o rosto de Castle do olho direito até o queixo. Sangue jorrava em meio a um grito de dor capaz de fazer o coração dela parar. Quando virou-se para fita-la, ela era a própria Kate. Sem pensar duas vezes, um novo golpe foi deferido sobre o peito dele, e outro e mais outro. Kate ajoelhou-se gritando por ele.

- Castleeeee….nãooooooooooooooooo!

- Nãoooo…. – acordou gritando, suada. Tremia. Castle assustou-se – ela matou você, ela era eu, cortou seu rosto – as mãos de Kate alcançaram o rosto dele – o meu, ela matou. Castle... – desatou a chorar. Ele a abraçou forte aconchegando-a em seus braços. Castle estava segurando as lágrimas, queria fazer essa dor sumir para sempre.

- Shhhh…. Foi um pesadelo, estou bem aqui. Oh, Kate… eu não suporto de ver assim.

Mesmo com o calor do quarto, da lareira, um frio corria por sua espinha, dominava suas veias, reflexo do medo. Por esse motivo, Castle a apertava rente a pele, sentiu os dedos dela em seu queixo, a respiração quente em seu pescoço, os lábios roçando a pele. Simples gestos de que ela estava ali com ele, sua Kate.

O olhar gélido e apavorado que vira quando ela acordou assustada sumira. Aos poucos, ele podia constatar a volta do pequeno brilho no olhar, uma nesga de ternura surgia recompondo os olhos amendoados que o conquistaram um dia, verdadeiros e apaixonados.

- Castle…

- Oi, amor…

- Eu preciso de você. Preciso voltar a ser a mulher que você ama, que conhece e luta ao seu lado.

- Você é. Sempre sera. Essa mulher está aqui – ele tocou o coração dela – não foi a lugar algum. Basta você desligar isso aqui – ele apontou para a testa dela.

- É por isso. Eu te amo tanto. Foi por isso que lutei, que matei, porque não queria ver a dor em seus olhos, se eu morresse...

- Shhhh….isso não aconteceu. Você está aqui, nos meus braços. E sabe o que se passa na minha mente agora? Um misto de sentimentos. Ódio, por ver o quanto você foi afetada. Amor, para mostrar que estou aqui protegendo-a como antes não pude. Luxúria, por perceber o quanto você era desejada, apesar de soar terrivelmente cruel e errado se pensarmos em quem o fazia, ela nunca seria você, pertence somente a mim. Desejo somente você – ele parou para beijar-lhe os cabelos - A verdade é que eles tentaram nos destruir Kate, física e psicologicamente, mas eles são doentes, não conseguem entender que nenhuma maldade poderá ganhar de um sentimento tão forte e puro quanto o nosso amor. Eles nunca entenderão – ele beija-lhe a testa – porém, eu conheço você, sei quem é, o que exatamente guarda em seu coração. Deus! Como estou feliz de poder ser capaz de dizer isso mais uma vez, como eu te amo, Kate.

Ela se afastou um pouco do corpo dele. Fitou os belos olhos azuis. Beijou o pescoço dele, os lábios, abaixou o rosto beijou-lhe o coração deixando os lábios ali, sentindo as batidas. Voltou a ficar na mesma linha do rosto dele.

- Castle, eu quero você. Quero ser amada, por favor, me faça sentir esse amor. Lembre-me como é bom apaixonar-se todos os dias por você, acordar ao seu lado. Quero ser amada, desejada como somente você sabe fazer.

- Tudo que você quiser, apenas precisa demonstrar.

- Como fiz da primeira vez? – ele abriu o sorriso – como sempre desejei ser amada – ela sussurrava tocando os lábios com a ponta dos dedos, os olhos fixos na boca que tanto amava beijar. Ela encostou os lábios dela na boca de leve, puxou-o pelo pescoço, arrebatando-o consigo caindo sobre a cama em um beijo apaixonado, colando seu corpo ao dele. Os gemidos de antecipação entre as línguas. Sobre o estomago dele, jogou a camisola longe. A mesma urgência daquela noite chuvosa em Nova York, o mesmo desejo. Apaixonando-se agora e para todo o sempre. Arrancou a camisa de Castle deixando seus lábios provarem o sabor da pele.

- Beije-me, Kate. Beije-me como quem quer ser amada. Como demonstrou amar-me naquela primeira vez.

Ela aproximou-se do rosto dele. Passou o polegar em seus lábios. Beijou-lhe a testa, o nariz e finalmente os lábios. Castle a tomou nos braços colocando-se sobre o corpo esbelto da amada. O toque das mãos percorria a pele alva. Acariciou os cabelos olhando-a com ternura. Kate o puxou convidando a aprofundar o beijo. Erguia as pernas enroscando-as na cintura de Castle.

O beijo começara suave, aos poucos retomara a impulsividade, deixando o desejo tomar conta de seus atos. Castle provava seu pescoço, seu colo, beijou-lhe o mamilo e sugou-lhe os seios, repetidas vezes. Queria mais, muito mais. Ela também. Sempre mais, porque a conhecia. Ouviu seu nome sendo sussurrado, ela o chamava. A boca chegou ao lugar mais ansiado. Sentia o corpo dela responder aos lábios que a tomavam, sua intimidade clamava por ele. Alguns minutos depois, ela agarrava-lhe os cabelos enquanto a explosão do orgasmo se espalhava da cabeça aos pés. Se era possível amar demais, desejar demais e precisar demais, ele aprendera com Kate.

Castle voltou a fita-la. Havia um belo sorriso em seu rosto. Sincero, apaixonante. Os olhos expressavam o desejo que sentia por ele. Mordiscou-lhe o queixo, depois o lábio inferior.

-Dentro de mim, Cas…. Me ame, agora. Faça-me sua….

Ele mergulhou nela de uma só vez. Os cinco sentidos entraram na dança ritmada dos quadris. Cheiro, gosto, toque, gemidos e a contemplação da visão turva dominada pelo prazer. Pele contra pele, coração contra coração. Com uma última estocada, ele a levou consigo deixando-a agarrar-se em seu corpo fincando as unhas em seus ombros. Os lábios murmuravam algo inteligível pressionados contra o pescoço. Não importava. Agora estavam juntos novamente.

Corpo, alma e coração.

Castle virou-se para o lado trazendo-a contra seu peito. Ela fechara os olhos.

- Eu podia ficar aqui, segura em seus braços sentindo as batidas do seu coração, calmamente me perdendo em seus olhos azuis misteriosos e tão ternos – ela olhava para o homem a sua frente, a expressão de seu rosto era serena, a tempestade e a dor haviam passado, desaparecido – beijando-o quantas vezes quisesse, sendo sua, completamente. Apaixonando-me a cada toque, a cada beijo.  

- Nós podemos, Kate. Pelo menos por agora, nós temos esse espaço somente para nós dois. Nada nem ninguém para tirar-nos essa paz. Você pode fazer o que quiser, amor.

Ela remexeu-se subindo um pouco mais em seu corpo. Seu olhar fixo no dele.

- Mesmo? Então, acho que vou passar o resto do dia beijando-o enroscada no calor do seu corpo.

- Isso me parece uma excelente ideia, então, me beije... – ela aproximou-se quase encostando os lábios, mas mordiscou a boca em meio a um sorriso.

- Eu te amo, Castle – e finalmente o beijou.     


THE END

2 comentários:

Maytê disse...

Ameeei! Vc é otimaa! A história é muito profunda rsrs amo

Marlene Stanatic Caskett disse...

A música combinou com o momento e nossa Kate tendo pesadelos me quebra em pedaços, mas ela tem sorte DE ter o Castle ao lado para ajudar a superar tudo isso e se manter firme. Parabéns :)