sexta-feira, 18 de março de 2016

[Castle Fic] Tease Me Like You Do



Tease Me Like You Do  

Autora: Karen Jobim
Classificação: NC17 – Romance
Histórias: Parte do projeto “Guilty Pleasures” 
Quando: S5 entre os episódios 503 e 504
Disclaimer: Castle e Beckett não me pertencem...são da ABC yada yada yada... conteúdo criado para diversão, todos os direitos da autora reservados!
Castle e Beckett estão em seus primeiros meses de namoro. Devido ao número de casos e compromissos com seu livro, eles estão enfrentando problemas para conseguirem passar um tempo juntos. A coisa piora quando um novo caso começa a mexer com a imaginação de Beckett ao descobrir algo novo sobre Castle. O nosso casal conseguirá um tempo para curtir coisas novas?

Nota da Autora: Terceira história do projeto “Guilty Pleasures”. A ideia veio da Vanessa. É um assunto que se mal desenvolvido, fica vulgar. Eu não li 50shades e isso é apenas minha imaginação funcionando para colocar Castle em situação de comando, como a Van pediu. Confesso que ficou um pouco mais pesado que o normal. Divirtam-se!

O próximo desafio deixo para vocês: lembrando que era uma ou duas fics por mês. Botem a cabeça para funcionar! Desejo ou fantasia de Castle e Beckett, ok? Uma dica? Pensem em lugares... de preferencias lugares públicos ou difíceis...
Lembrem-se é TOP15 a situação tem que ser boa! Deixem as ideias no post oficial do projeto.





Tease Me Like You Do


Castle e Beckett estão namorando a pouco tempo. Desde a realização de que não queria estar sozinha e sua quase morte, Kate Beckett decidiu que estava na hora de ser feliz. 

Durante os três meses após voltar ao trabalho, Nova York tornou-se uma espécie de campo minado para homicídios. Algumas semanas ela tinha três ou quatro investigações em andamento. O que há de errado com as pessoas? 

Claro que durante o mês de suspensão, ela aproveitara para tirar o atraso, usar e abusar do tempo com seu namorado. Nossa! Ela ainda estava se acostumando com a ideia. Castle não era somente seu parceiro de crime, ele era seu namorado. Estavam naquela fase da relação onde tudo era novidade. Apesar de se conhecerem bem há quatro anos, na intimidade havia muito o que descobrir. Essa era a fase preferida de um relacionamento, as pequenas coisas, os gestos, o carinho. É claro que no caso deles, para evitarem uma situação constrangedora ou mesmo o afastamento de Castle do distrito por causa da nova capitã, Beckett pediu para que mantivessem segredo sobre o namoro. 

Infelizmente, o trabalho começava a impedir de curtir seus momentos com Castle. Nas últimas duas semanas, com tantos casos pipocando pela cidade, eles mal tinham um tempo a sós. Para piorar, Castle estava atrasado em seu livro. Seu deadline acabava ao fim do mês. Na verdade, mal se viam. Beckett chegava de madrugada em casa, ele já dormia ou quando chegava por volta das dez da noite, ele estava trancado no escritório escrevendo. Isso começava a irrita-la, sentia falta de estar com ele, abraçá-lo, beija-lo. A quem ela queria enganar? Ele sentia falta de fazer amor. De sexo. O tempo definitivamente jogava contra eles.

Como naquela noite de quarta-feira. Checando o relógio percebeu que já era oito da noite. Ela tinha finalizado a papelada do último caso, mas estava extremamente cansada. Mesmo assim, resolveu ir para o loft. Queria ao menos dormir ao lado dele. Mas não se importaria de beija-lo também, pensou sorrindo do seu jeito bobo. Ao tocar a campainha foi recebida por Martha.

- Katherine, como você está? Não tenho lhe visto muito por aqui ou você está vindo mais tarde? 

- Tenho trabalhado muito e meus horários não estão coincidindo com os das pessoas normais. Quase não vejo o seu filho. 

- Não sei se você veio em um bom dia, ele está debruçado no computador há horas. Gina está caçando-o e já avisou que não irá aceitar atrasos. Se bem que ele poderia fazer uma pausa. Respirar, entende? 

- Acredite, Martha, eu realmente preciso dessa pausa. 

- Vou me recolher. Tem vinho na geladeira se quiser tomar. Divirta-se. 

Sorrindo, Kate foi até a cozinha serviu duas taças de vinho para eles e seguiu para o escritório. Castle estava debruçado sobre o teclado, os dedos ávidos deslizavam numa velocidade impressionante, sinal de que estava no meio de alguma cena bem produtiva. Por alguns instantes, ela ficou observando-o, a forma como estava concentrado na sua tarefa, os olhos fixos na tela do notebook, mal piscava. 

Ao perceber que a velocidade diminuía, ela se aproximou deixando as taças sobre a mesa e inclinando-se para beijar-lhe o pescoço. Um dos braços o envolveu repetindo o beijo na altura da orelha. 

- Hey... Você está empolgado. Sua inspiração, Nikki Heat, está prendendo muitos bandidos? - ela tornou a beijar o pescoço dele - porque a sua musa da vida real está cansada de tantos homicídios, sabe o que ela queria? - continuava fazendo uma trilha de beijinhos entre o rosto e o pescoço dele - alguns minutos da atenção de seu namorado, uns beijos, carinhos, saborear um vinho... O que me diz, Castle? Será que pode esquecer esse notebook por umas horas e se concentrar em mim?

Ele nada respondeu pelo próximo minuto. Ela continuava insistindo até que Castle virou-se para fita-la.

- Desculpe, Kate. Eu realmente preciso terminar isso. Por que você não vai para o quarto, toma um banho, descansa e mais tarde eu vou até você? 

- Você não vai querer nem me acompanhar bebendo o vinho que trouxe? 

- Eu não posso. Estou no meio de algo importante - frustrada, ela se afastou dele.  Não queria bancar a chata, mas era realmente terrível não poder ter um pouco de tempo com ele. Sabia que nos últimos dias, ele também teve que se contentar em apenas dormir ao seu lado, não podia critica-lo por isso. Afinal, esse era o seu trabalho, precisava escrever. Ela pegou uma das taças tomou o conteúdo de uma vez e foi para o quarto. Seguiu o conselho dele, tomou banho, esticou seu corpo na cama e acabou adormecendo. 

Quando Castle veio se juntar a ela, Kate já estava no décimo quinto sono. Ela sentiu os lábios beijando-a gentilmente. As mãos acariciavam seu corpo puxando-a para perto dele. Ela recebeu o beijo e o carinho, mas sequer abriu os olhos. Ela podia imaginar o que se passava na mente dele e o que queria, infelizmente seu corpo não parecia responder às intenções dele. Ele insistia como se procurasse uma forma de desperta-la para um momento a dois. Kate virou-se para fita-lo. Os olhos entreabertos, a mão tocou seu rosto de leve. 

- Cas... Vá dormir... 

- Mas eu estou com vontade de....

- Shhh não hoje.... Cansada - e dormiu. Castle observou-a por uns instantes antes de virar de lado. Naquele instante, ele decidiu que ia ser a sua vez de provoca-la. Se Kate não estava a fim, ele sabia exatamente como dar o troco mais tarde. Ela não perdia por esperar. 

No dia seguinte, assim que acordara percebeu que ainda era cedo demais. Poucos minutos depois das seis. Kate ainda dormia. Porém, notara algo interessante. Ela estava dormindo completamente nua. O que será que acontecera? Seria o desejo contido aflorando? Porque isso certamente seria bem providencial para seus planos. Ela mexeu-se na cama. Hora de brincar, pensou Castle.

Ele se aproximou dela. Usando os dedos, tocou levemente a pele dela fazendo um caminho por toda a extensão das pernas, subindo para o estomago até alcançar os seios. O toque da mão em um lugar tão sensível a fez mover-se e abrir calmamente os olhos para fita-lo.

- Bom dia... o que você está fazendo?

- Antes de eu responder, quero saber por que você está sem roupa? O que aconteceu durante a noite, pois lembro muito bem que você estava vestida - ela levou as mãos ao rosto procurando esconder a vergonha.

- Kate... pode me contar.

- Não, não há nada para contar porque não aconteceu nada.

- Não é o que a culpa no seu rosto está dizendo. Será que você... Oh, você teve um sonho erótico? Por favor, diga que foi comigo - ele acertara, ela ficara ainda mais vermelha - isso é no mínimo, interessante. Quer contar o que aconteceu?

- Castle... é sua culpa! Eu não estava no clima para fazer amor, aí você provocou e isso ficou na minha cabeça... - ela esmurrou-o.

- E agora? Você está no clima? - ele passou os dedos pelo seio dela apertando o mamilo entre o indicador e o polegar. Ela gemeu - tudo me diz que sim, e você nem precisa fazer muito esforço deixe toda a ação comigo.

- Oh, Deus... por favor!

Castle sabia que iria irrita-la ao final disso tudo, mas essa era a hora de mostrar que nem sempre Kate Beckett tinha o comando, ele podia leva-la a loucura de maneira bem simples. Apenas não dando a ela o que queria. Colocou o peso do corpo sobre o dela, começou beijando-a para que despertasse em Kate a vontade de querer mais. Em seguida, seus lábios deslizaram para o colo e os seios. Não tinha pressa, a velocidade lenta era parte do jogo. Saboreou seus seios um a um, mordiscando, lambendo, sugando. As mãos estavam nas laterais do corpo sentindo a pele esquentar e os pelos eriçarem-se. Castle afastou as pernas dela, Kate prendeu a respiração antes mesmo dele sequer começar a fazer algo. Isso o fez sorrir. Primeiro sentiu o centro dela com a mão. Já estava úmida. Bom sinal. Beijou toda a extensão interna da coxa antes de prova-la com os lábios. No momento que o toque aconteceu, ela arqueou o corpo e gemeu. Ele não parou o que fazia.

Sentiu uma das mãos de Kate em seus cabelos pedindo para não parar. Ele podia sentir as reações diversas que aconteciam em seu corpo. Não se ateve apenas a boca. Usou a língua, os dedos, cada toque provocava uma sensação diferente nela. Queria mais, muito mais. Seria bem fácil fazê-la atingir o orgasmo. Mas, esse não era o seu propósito inicial. De repente, o celular de Kate toca. Uma, duas, três vezes. Ele viu Kate se mexendo para alcançar o telefone.

- Não atenda.

- Eu preciso. É da delegacia.

- Não atenda - e usava a língua para dizer porquê.

- Eu...tenho...OH! Posso ser...Deus! Caso... - ela respirou fundo com o aparelho na mão - pare, Castle... Beckett. Oh, fale Ryan - claro que Castle não parou, na verdade era perfeito para o que queria, ele continuou provocando-a. Os lábios trabalhavam magicamente - um homicídio... seeei... - ela mordiscava os lábios tentando se concentrar no que o detetive dizia e não no que Castle estava fazendo - qual o endere... aaaah - droga! Castle acabava de penetra-la com dois dedos tornando sua conversa com Ryan quase impossível.

- Está tudo bem, Beckett? - o detetive estranhou.

- Está, bati meu... dedo... - gemeu novamente por causa da mentira que contara. Começou a sentir o corpo tremer. Deus! Ela não ia aguentar. Ryan disse que mandava o endereço via mensagem - obrigada, Ryan - jogou o celular na cama e soltou um longo gemido. Seus dedos agarraram os cabelos de Castle - Oh, Deus! Devíamos parar.... um caso...- ele sabia que ela estava quase cedendo completamente. E que não queria que ele parasse - tão bom, não pare... não pare... - contrariando os desejos de Kate, ele beijou seu centro mais uma vez e levantou-se como se nada demais estivesse acontecendo. Perguntou.

- Tem razão, detetive. Sua prioridade é o caso. Não podemos nos atrasar. Vou fazer um café - Kate olhou para ele com cara de espanto, típica de quem pergunta "Que diacho você está fazendo?" - não podemos nos atrasar para a cena do crime. Saiu do quarto naturalmente. Ela não podia ver, mas ele sorria. A brincadeira estava apenas começando. Kate apoiou-se em seus cotovelos ainda tentando recuperar o fôlego e entender o que se passara nos últimos segundos. Frustrada, ela bufou fazendo sua franja erguer-se.

- Maldito seja! - e enterrou a cabeça no travesseiro. Depois de alguns minutos, ela cria coragem para ir tomar um banho bem gelado. 

Cena do Crime

Ao chegarem no apartamento indicado na mensagem de Ryan, encontraram Esposito na porta e Lanie de pé próximo ao corpo fazendo anotações.

- Esse parece ser um daqueles interessantes, Castle. Você vai ver.

- Oi, Lanie. Tudo bem? E quem é a nossa vítima?

- Melhor perguntar para o Ryan, acabei de chegar, estava iniciando o exame. Mulher, entre 20 e 30 anos, parece ter sido estrangulada com esse lenço vermelho. Repare no corpo dela, reconhece o que é isso? - Castle se antecipou e respondeu. 

- Tudo indica Asfixiofilia - Todos olharam incrédulos para Castle, ele continuou - vocês sabem o que é, não? Também conhecida como asfixia auto erótica quando se reduz a emissão de oxigênio para o cérebro com o intuito de aumentar o prazer provocando orgasmos poderosos durante o sexo. O ato consiste em usar as próprias mãos para estrangular a parceira, também é comum lenços, gravatas, echarpes, que foi claramente o caso aqui. Isso no corpo dela parece alguma espécie de cobertura, caramelo talvez? - dirigiu-se a Lanie. Beckett olhava intrigada a maneira como ele comentava o assunto.

- Sim, parece caramelo.

- Quando mal aplicada, a asfixiofilia pode matar. Quem olhasse para ela a princípio podia pensar em suicídio, não é o caso. Foi um daqueles casos. Sadomasoquismo. É por isso que adoro trabalhar com a NYPD. 

- Como sabe tanto sobre o assunto, Castle? - Beckett estava muito curiosa.

- Pesquisa para um livro. Queria escrever um crime sexual. Acabei lendo bastante sobre o assunto. Bem excitante - ele olhou com uma cara safada para ela, Kate não conseguia disfarçar sua surpresa, estava boquiaberta - tem umas práticas bem interessantes se querem saber.

- Você já testou, Castle? - perguntou Lanie.

- Muitas perguntas, Lanie... - Kate tinha os olhos arregalados para a amiga. Definitivamente esse papo não ajudaria a esquecer que não tivera sua dose matinal de prazer como gostaria e que já experimentava uma seca nesse departamento há alguns dias - posso dizer que conheço nuances do assunto. Serei um ótimo consultor nesse caso. Por exemplo, vocês sabiam que David Carradine, ator de Kill Bill morreu assim? É muito perigoso se não souber fazer. Querem apostar quanto que o namorado dela tentou e ao vê-la sucumbir, entrou em pânico e saiu correndo?

- Hum... é a ideia mais racional que ouvi em um bom tempo, o que é estranho vindo de você, Castle. Nenhuma fantasia louca?

- Muitas, Lanie...muitas... - ao ver o olhar de Beckett, ele esquivou-se - oh, você referia-se ao caso. Certo, há sempre a possibilidade de ser um assassino sexual matando moças por asfixiofilia para o seu próprio prazer. Nesse caso teríamos que encontrar outras vítimas. A teoria do namorado é mais aceitável.

- Lanie, termine a autópsia e me mande os detalhes. Rapazes, quero todas as informações possíveis da vítima. Vou voltar para o distrito. Você vem comigo, Castle?

- Claro.

Mais tarde, Lanie confirmou a teoria de Castle. Asfixiofilia causada pela echarpe. Infelizmente, não havia digitais, apenas traços de espermicida o que confirmava o ato sexual. Estando em um beco sem saída, Beckett precisava encontrar algo sólido sobre a vítima. Falara com a sua companheira de quarto, mas ela afirmara que não conhecia o namorado. Eles ficaram até tarde da noite trabalhando em diversos ângulos. Nada concreto.  

No dia seguinte, finalmente o mandado chegara. Beckett ordenara Ryan para puxar as finanças da vítima e não ficou surpresa ao encontrar gastos em uma sex shop. Esse era o último lugar que ela gostaria de ir com Castle diante da situação que estavam, porém era uma investigação de homicídios. Ela tinha que agir profissionalmente. No fundo, a curiosidade para saber o que Castle sabia do assunto estava mexendo com sua mente. De qualquer forma, arrastou-o consigo até a loja.

No local, antes de se dirigir ao rapaz no balcão, Beckett tirou um tempo para observar as mercadorias da loja. Castle que não era bobo, conhecendo o quanto ela estava precisando relaxar, achou que uma pequena provocação viria bem a calhar.

- Tem muitas coisas interessantes nessa loja, detetive. O que você acha de um novo par de algemas? Essas parecem combinar com você – ele mostrava um par onde as algemas eram cobertas com um tecido de tigresa – lembra da nossa pequena aventura com o tigre? Ou talvez você prefira uma roupa de dominatrix... hum, enfermeira safada?

- Castle, concentre-se! Estamos no meio de uma investigação – ele se aproximou dela com um chicote com plumas na ponta, sorrateiramente colocou o objeto entre as pernas dela usando a pluma para bater de leve na parte interior das coxas. Seu último movimento foi encostar o topo do chicote no meio das pernas dela. A reclamação de Beckett saiu como um sussurro – o que você está fazendo? Pare, por favor... – ele retirou o objeto e fez questão de deixar sua mão esbarrar no centro dela apenas para provocar.

- Olha, eles têm câmeras aqui... – recompondo-se Beckett ia se dirigir ao balcão quando o rapaz que os observava de longe se aproximou.

- Vejo que estão interessados em brinquedos e acessórios “sadomaso”. Temos um material bem intrigante. Tem ideia do que querem ou posso sugerir alguns itens preferidos de nossos clientes?

- Veja, Beckett – Castle segurava um lenço idêntico ao da vítima – será que fica bem em você? – ele enroscou a peça no pescoço dela fingindo testar – melhor não... quais são as melhores algemas? Perguntou virando-se para o vendedor.

- Depende do casal, por exemplo, se escolher... – mas ele não pode continuar porque Beckett quase esfregara o seu distintivo na cara dele.

- NYPD. Estou aqui por causa de uma investigação de assassinato. Precisamos de informações sobre uma cliente sua. Sabemos que ela usou um cartão de credito para fazer uma compra na sua loja. Se eu fornecer o dia, seria capaz de me dar o número do cartão, telefone, endereço ou pelo menos o que ela comprou? Esse lenço certamente estaria entre os itens.

- Claro, não tenho problema algum em ajudar a NYPD. De repente, posso ter alguma filmagem da pessoa na loja. Interessa?

Então, Beckett se afastou conversando com o dono da loja e comentou sobre a sua investigação policial. Perguntou sobre as filmagens e conseguiu os discos de segurança do dia em que a vítima estivera fazendo compras na loja, além das filmagens do mês completo e a relação de objetos que comprara. Por sorte, como ela comprara com cartão de crédito era fácil rastrear. Ela pegou o número e sabia qual seria o próximo passo já que não havia cartões na bolsa e no apartamento dela, levando Beckett a deduzir que o suspeito o levara. Enquanto estava com o dono, reparou que Castle continuava interessado no material da loja. Era engraçado, ela o conhecia há quatro anos e nunca soubera que ele tinha curiosidade ou gostava desse tipo de coisa. Não era o primeiro caso que envolvia o tema, só que da vez anterior, ele brincara, mas agora parecia mesmo entender sobre o assunto. Para ela, apenas atiçava a vontade de saber o quanto dessa modalidade ele gostaria de experimentar. Somente em pensar, ela sentiu o corpo reagir. Sacudiu a cabeça. Precisava focar no caso.

Ao retornar para a delegacia, pediu para os rapazes revirarem a vida da vítima de cabeça para baixo. Queria saber endereço, onde estudou, trabalhou, seus familiares, tudo. No vídeo, o qual ela não havia assistido na loja, estava a maior surpresa de todas. Ela não fora sozinha até a loja. O namorado estava junto.

- Quer apostar quanto que ele é o assassino? Isso está cada vez mais claro. Quem a matou, não o fez de propósito. Foi um acidente. Descubram quem é ele e tragam para depor – Beckett retornou a sua mesa. Estava louca para perguntar de Castle sobre seu interesse para as brincadeiras sexuais. Começou a conversa abordando o caso – asfixiofilia, como algo supostamente feito para proporcionar prazer acaba por tirar a vida de alguém?

- Nem todos podem praticar a técnica. Não é tão simples, você deve conhecer muito o seu parceiro para tentar.

- Você pareceu muito interessado nos objetos da sex shop. Você curte esse tipo de transa? Sentir dor durante o sexo... não me parece atraente.

- Como disse antes detetive, eu fiz uma pesquisa. Há uma certa resistência ao assunto e a prática por conta das pessoas. É fisiológico, a relação entre cortisol e dopamina transformam dor em prazer, existem técnicas para aumentar a libido. Mesmo os mais aventureiros na cama não conseguem reagir bem ao sadomasoquismo. Confesso que nem tudo me agrada, porém há uma magia, um mistério entorno do assunto como se fosse um tabu, algo proibido. Dominante e dominado, troca de papéis, atiçar, cobiçar, não lhe soa excitante? – ele falou quase sussurrando fazendo Beckett engolir em seco.

- Nunca pensei por esse lado... – ela prendia a respiração. Será que Castle estava sugerindo que tentassem algo do gênero? Somente de pensar na ideia, ela já começava a imaginar loucuras o que definitivamente não era bom na sua atual condição.

Nesse instante, Ryan veio até ela. O suspeito estava na sala de interrogatório e parecia aterrorizado. Beckett não precisou de muito tempo em sua companhia para arrancar a verdade dele. Como suspeitava, fora um terrível acidente. Se aventuraram em um mundo desconhecido no qual a consequência foi a morte de uma jovem. O rapaz chorava copiosamente dizendo que não fora sua intenção, ele a amava. Preparara a surpresa, criara o clima, usara luvas. Infelizmente, ela teria que prendê-lo. Parte da história e da culpa serviriam para o promotor e o advogado encontrarem um caminho para a redução da pena, mas isso não era mais um problema da detetive.

Beckett ficara sensibilizada. Não podia negar, porém que brincar com o que não se conhece pode gerar danos algumas vezes irreparáveis. Esse era exatamente o caso.

De volta a sua mesa, conversou um pouco com Castle em relação ao encerramento. Faria questão de colocar uma observação a favor do culpado diante do que ouvira. Fim de caso, hora da papelada.

Sentada de frente para o seu computador, Beckett analisava suas anotações começando a redigir o relatório. De repente, ao voltar seu olhar para a pasta com os documentos e evidências coletadas, reparou que Castle não parava de olha-la. Esse não era o melhor termo, na verdade, ele a secava com aqueles olhos azuis profundos como se pudesse ver além das roupas que ela usava. Sim, Kate sentia-se nua diante daquele olhar intenso e provocante. Ela sussurrou.

- Castle, quer parar de olhar para mim como se eu estivesse nua? Estamos na delegacia, ambiente de trabalho. Você está abusando e me deixando desconfortável.

- Sabe, Kate, se essa delegacia não estivesse tão cheia, era exatamente assim que eu a queria. Nua, completamente nua sobre sua mesa. Ou quem sabe na sala de descanso... soa atraente e desafiador, não? – ele estava completamente inclinado na mesa dela, podia ver o coração de Kate batendo forte - ela já começava a pensar em algum lugar da delegacia onde pudessem dar uma rapidinha, afinal seu corpo clamava por isso, então Castle se afastou levantando-se da sua cadeira – Quer café? – inocentemente como se estivessem no meio de uma situação casual.

- Não. Na verdade, eu preciso mesmo de algo frio, gelado... – ela passava a mão no pescoço tentando afastar a sensação de calor que a rondava para se acalmar quando Castle retrucou seu comentário.

- Como cubos de gelo, Beckett? – Deus! O que ele queria? Tortura-la? A imaginação de Kate já estava a mil. Sua condição era crítica, estava subindo pelas paredes. Soltou um suspiro seguido de uma tentativa de repreensão frustrada.

- Castle... – mas ele não estava mais a sua frente. Diante de tudo o que acontecia entre eles, o namoro às escondidas, a falta de tempo para transarem, os desencontros, Beckett estava muito ansiosa, quase à beira de um ataque de estresse. Sequer conseguia se concentrar com ele por perto para fazer seu trabalho. E ele não a ajudava com esses pequenos joguinhos. Tinha se levantado por estar inquieta demais para ficar sentada em sua cadeira. Viu que se aproximava dela colocando a caneca cheia de café sobre a mesa.

- Bem, enquanto você fica com a sua papelada, vou para casa preparar nosso jantar. Merecemos um momento a dois, não acha? – de repente, ele ficou sério.

- Eu queria tanto beija-la agora – olhava intensamente para ela, Kate mordiscou os lábios. Castle estendeu a mão para cumprimenta-la. Erguendo a sobrancelha, ela apertou a mão dele.

- Esse sou eu, delicadamente tocando seu rosto puxando-a para um beijo longo e lento – ela sorriu.

- E essa sou eu, retribuindo o beijo, passando minhas mãos pelos seus cabelos – ela circulava o polegar na pele dele. Sorrindo, Castle falou.

- O melhor aperto de mão de todos... – Beckett sorriu de volta, não queria soltar sua mão. Finalmente, virando-se ele caminhou para o elevador. Ela não podia evitar acompanha-lo com os olhos, especialmente aquela bunda, como adorava aquele traseiro... era delicioso. Queria apertar, morder... estava com a cabeça inclinada apenas acompanhando e sonhando com o pedaço do corpo dele. As portas do elevador já haviam se fechado há um bom tempo, mas ela continuava ali, parada e imaginando tudo o que poderia fazer com ele.

O grito de alguém a tira do transe. Esquecera completamente que ainda estava na delegacia e definitivamente não deveria estar tendo esses pensamentos pervertidos.

- Você está enlouquecendo, só pode ser isso! – com muito esforço, ela dedica-se a terminar seu trabalho.

XXXXXXX

Castle fora para casa como dissera. Dedicara-se a preparar um jantar para os dois. Enquanto cozinhava, ele pensava em como faria para tornar aquela noite especial. Beckett ia ter uma pequena surpresa, ele sabia que estava no limite, ele planejava ultrapassar essa barreira.

Terminado o jantar, decidiu por tomar um banho para espera-la. Kate chega em casa disposta a se vingar dele por tê-la provocado tanto. Sente o aroma da comida e encontra a mesa posta. Percebe que está com fome, porém poderia muito bem trocar o jantar pela sobremesa. Vai à sua procura. Ao chegar no quarto, ela se depara com Castle saindo do banheiro com a toalha enrolada na cintura. O seu tórax a amostra, gotas de água escorriam do cabelo pelo peito dele.

A urgência de toca-lo tornou-se incontrolável. A suposta vingança, esquecida. Ela se joga sobre Castle avançando contra seus lábios. Beijos, mordidas, carícias. As mãos passeavam pelas costas largas, as unhas roçavam-lhe a pele. Ao voltar a sua atenção ao peito dele, Kate tocava-o sentindo as gotículas sobre a pele quente enquanto os lábios devoravam-lhe o pescoço.

Quando ela fez menção de tirar a toalha, Castle segurou a sua mão impedindo-a. Afasta-se dela impedindo o momento de continuar, afinal não fora assim que planejara a noite.

- Por que não vai tomar um banho enquanto me encarrego de esquentar o jantar?

- Quem precisa de jantar, Castle... vamos direto para a sobremesa... – volta a agarrar-lhe o rosto com as duas mãos beijando-lhe apaixonadamente. Castle segura em seus pulsos e se afasta dela novamente.

- Não, Kate. Há dias não fazemos uma refeição decente. Não sentamos a mesa como um casal normal. Isso também faz parte do relacionamento. Tome seu banho, vamos jantar e depois teremos a sobremesa. Confie em mim, você vai amar a sobremesa – solta os braços dela dirigindo-se ao closet – não demore... – mais uma vez, Beckett cedeu ao que ele pedia.

Ao chegar na sala, vestindo apenas uma calça de pijama e uma camiseta da NYPD, ela contempla a mesa bem arrumada. Castle entrega a ela uma taça de vinho.

- Pronta para o menu de hoje?

- O que iremos comer?

- Bolo de carne, aspargos salteados na manteiga e batatas noisette temperadas com alecrim e orégano. Algo simples, comida para alegrar nossos corações.

- O cheiro está maravilhoso. Notei desde que cheguei em casa – ela prova a comida – e não estava errada, está muito bom – o jantar segue como imaginado, não era apenas uma justificativa para evitar o sexo. Eles estavam precisando disso. Conversaram, riram, sentiram-se em um encontro de verdade. Ele tinha razão, há semanas não tinham um momento assim, afinal namoravam em segredo e não podiam se dar ao luxo de frequentar restaurantes ou ter encontros de verdade, não ainda.

Finalmente era o momento da sobremesa. Ávida por saciar sua vontade de possui-lo, Kate arrastou-o para o quarto, mal chegaram próximo a cama ela o agarrou. Os beijos eram intensos, cheios de desejo. Entendia a vontade de querer tê-lo o mais rápido possível. Porém, ela não tinha ideia do que ele preparara para ela aquela noite. Estava próxima de derruba-lo na cama para literalmente devora-lo com os lábios quando Castle a segurou pela cintura impedindo-a de derruba-lo.

- Não tão rápido, detetive. Tenho algo especial para testarmos essa noite. Você me pareceu muito interessada no que eu comentei sobre o lado “sadomaso” da minha pesquisa, portanto estou inclinado a mostrar para você como podemos fazer isso funcionar para nós. Está disposta a tentar?

- O que você tem em mente? Vai me bater? – a voz saiu um misto de preocupação e excitação.

- Ao contrário do que muita gente pensa, o melhor lado dessa experiência não está na dor e sim no prazer, no dominador e no dominado. No jogo de sedução. Você pode ficar tranquila, não tenho intenção de machuca-la, caso não se recorde, eu fui quem pedi para você me espancar quando nos conhecemos – ela sorriu – confia em mim para tentar?

- Confio.

- Irá me obedecer, fazer o que eu mandar? – ela anuiu com a cabeça – ótimo. Precisamos de uma palavra de segurança, caso queira que eu pare. Você pode usar a minha se quiser... – apesar de achar que eles não precisariam dela.

- Apples... que tal cerejas?

- Funciona para mim. Pronta, detetive? – ela novamente balança a cabeça concordando – tire a roupa.

- Mas eu estou apenas de calcinha...

- Não ouviu? É uma ordem, tire a roupa Kate – ela sorriu. Ele estava entrando no papel do dominador, ela duvidava que seria por muito tempo. Mal podia imaginar os próximos passos de Castle. Ele pegou uma echarpe de seda preta. Dobrou-a cuidadosamente. Colocou-a primeiramente em volta do pescoço dela. Kate sentiu um frio correr pela espinha, um misto de excitação e medo. Ele tentaria usar a técnica da asfixiofilia com ela? Enquanto pensava sobre essa possibilidade, Castle tirou a roupa ficando completamente nu na frente dela. Não resistindo ao corpo do homem especialmente o bumbum tão desejado, ela tentou abraça-lo, foi impedida.

- Nada de toques, Kate – ela mordiscou os lábios – agora, vamos pegar essa echarpe e dar um destino a ela – ele pegou o pano e colocou sobre os olhos de Kate cobrindo-os, amarrou-a. Não iria enxergar nada do que se passaria ao seu redor. Ela começava a gostar da brincadeira.

- O que vai fazer comigo, Castle? – a voz era sensual, atiçando todos os sentidos dele.

- Você não irá saber se eu não quiser. Seu papel é apenas de me obedecer. Levante seus braços – ela obedeceu. Propositalmente, ele acariciou a lateral do seu corpo. Ela gemeu. Em seguida, Castle pegou-lhe um dos pulsos e prendeu em uma algema de pano conectada a um tecido preso adequadamente na porta de seu quarto, repetiu o gesto com o outro pulso e com ambos os tornozelos. Ela estava presa com as costas para a porta e as pernas abertas em uma posição altamente privilegiada para Castle.

- Você pode não estar ciente da situação, mas eu explico. Acabei de roubar dois de seus sentidos. Isso vai fazê-la reagir de modo diferente ao prazer que pretendo mostrar e sentir – ele se aproximou dela esmagando-a contra a parede em um beijo sensual. Kate podia sentir a excitação dele contra seu estomago. As mãos de Castle passeavam de leve pelo seu corpo, incitando. Os polegares roçavam seus mamilos enquanto a língua fazia maravilhas dentro de sua boca. Ela gemeu. Castle se afastou dela em silêncio, deixando um quê de mistério no ar.

- Cadê você?

- Relaxe, detetive. Eu estou mais próximo do que você imagina – e estava. Ele se ajoelhara na frente dela. Ficou um instante admirando-a. Era possível ver a excitação e ansiedade em seu rosto. O coração pulando no peito começando a acelerar. Ele enfiou dois dedos nela. Um novo gemido. Calmamente, ele movimentava os dedos enquanto sua boca traçava beijos no ventre, estomago, colo até chegar aos seios. Mordiscou um de seus mamilos e fez o caminho de volta. Quando tirou os dedos, ouviu o resmungo de protesto. Ele sabia que não havia dado tempo suficiente para excita-la, mas isso era parte da brincadeira. Então, ele usou a língua dessa vez, beijou-lhe o centro e enfiou a língua dentro dela.

- Castleee... – ela se mexia em vão sem conseguir mudar de posição. Frustração e prazer poderiam ser uma junção muito interessante. Os gemidos aumentavam tornavam-se contínuos. Uma das mãos dele bolinava seu seio. Quando ela pensou que poderia desfrutar de mais, ele se afastou outra vez.

- Deus! Quero você dentro de mim...

- Não ainda...

- Isso é tortura...

- Você ainda não viu nada, Kate – ele voltou a beija-la. Como ela queria poder abraça-lo, sentir suas costas, seus ombros, arranha-lo. Ele tinha um novo objeto nas mãos. Kate sentiu a superfície gelada sobre seus mamilos. Não tinha ideia do que fazia. Era um sugador de mamilo, o que ela apenas percebeu quando ele usou-o pela primeira vez – tudo bem, Kate? – perguntou ao ver a face contorcida.

- Sim, sim... – repetiu o movimento, uma, duas, três vezes. Ela parecia gostar cada vez mais. Jogando o brinquedo de lado, ele apertou e puxou os mamilos dela sabendo que estavam bem mais sensíveis agora. Kate gemia e praticamente empurrava seu corpo contra ele. Ansiava pelo toque. Nunca pensou que poderia sentir tanta falta de toca-lo. Castle novamente se afastou. Segurando o seu membro muito excitado, por sinal, ele o encostou no estomago dela.

- Pode sentir, Kate? – ele deslizava o pênis duro pelo estomago, ventre, coxas e roçou no centro dela, instigando como se fosse penetra-la. Ela se debatia contra a porta tentando achar a melhor maneira de conseguir toca-lo. Castle sorria – é horrível não termos nossas mãos, não?

- Sim... horrível... quero você Castle... por favor... dentro de mim... – o sorriso alargou-se. Ela estava completamente entregue a ele. Vulnerável.

- Não ainda... sente isso? – ele esfregava o chicote pelo corpo dela – é um chicote. Se não se comportar, irei ter que usá-lo...

- Por favor, use... – ele deu duas lapadas de leve no bumbum dela

- Me quer dentro de você, Kate?

- Sim, sim! – então ele a enganou. Pegando um vibrador, ele a penetrou. A princípio, ela pensou que era de fato o momento de fazer amor, mas quando ele acionou o vibrador, sabia que não estava prestes a acabar.

- Gostou, Kate?

- Sim, bom...oh! Não é você...- ele continuou usando o objeto, movimentando-o para proporcionar prazer a ela. Podia ver o corpo de Kate reagindo a cada estocada, ela poderia atingir o orgasmo a qualquer momento. Ele continuou, queria vê-la se entregar, somente então ele lhe daria um pouco do toque que tanto ansiava. Discretamente, ele desamarrou os tornozelos. Ela sequer percebera tanto que estava envolvida no ato de sentir prazer. Abocanhou um dos mamilos antes de aumentar a velocidade do vibrador. No limite, o corpo dela começou a tremer. Era o orgasmo entrando em ação.

Kate não conseguia mais segurar. O prazer era bem mais forte que ela. Não havia gozado com um vibrador antes, não usara algo assim antes. Ela gritou seu nome. O corpo ainda estava amortecido pelas sensações da explosão. Castle a virou de costas, ficando com o bumbum bem torneado de frente para si. Pegou o chicote novamente e deu uma nova lapada. Inclinou-se para sussurrar no ouvido dela.

- Você se excitou com o brinquedinho, Kate?

- Sim... – a voz saiu rouca.

- Isso é mau. Agora terei que punir você. Não pode sentir prazer sem mim, detetive – deu uma nova lapada no bumbum dela – você quer que eu pare? Quer que acabe? Ou aceita uma nova rodada?

- Não...não pare...  – ele acariciava o clitóris dela ainda com os lábios muito próximos ao ouvido dela – Deus! Castle...não pare – mas ele parou. Por alguns segundos. Já não suportava a dor que sentia de prazer, queria penetra-la, porém ainda tinha alguns passos a cumprir – não pare...quero você – Kate suplicava. Tornou a pegar o acessório para mamilos. Outra vez, ele usou e a viu gemer. Aplicou mais força, ela resistia bravamente. Sabia que já estava muito excitada novamente porque pode sentir a umidade com as mãos.

- Loucura... Castle...

- Pronta, detetive? – ele não esperou resposta. Castle penetrou-a por trás puxando-a pela cintura enquanto movia-se contra ela. Tinha certeza que os braços dela sofriam assim como o corpo que acabava batendo contra a porta em algum momento. Somente pararia se ela dissesse a palavra mágica. Ele estocava com vontade, toda a sedução lhe deixara ávido por possui-la.

De repente, ele parou. Fitou a mulher amarrada a porta, de costas para ele, indefesa. Ela ofegava. Ele tornou a vira-la de frente para si. Segurando em sua cintura, ergueu-a para penetra-la novamente atracando suas pernas longas em volta da cintura. Somente nesse instante, Kate pode sentir o contato com a pele dele. Mas não houve tempo para celebrar o momento pois ele a invadiu de uma vez. Dentro dela, ele movimentava-se muito rápido. A urgência era enorme.

Kate podia sentir a ferocidade dos movimentos tendo suas costas batendo contra a porta por muitas vezes. Ele roubou-lhe um beijo. E mais outro.

- Quer mais, Kate? – a voz saiu truncada, ele mesmo já estava quase no limite.

- Sim....oh...sim... – o corpo doía, os braços doíam, porém o prazer era muito maior. Ele a possuía com força. Uma lágrima escorria pelo seu rosto. Dor e prazer. Era incrível. Castle estava em seu limite. Mais uma estocada e empurrou-se completamente dentro dela arrancando o grito alto de Kate e esmagando seu corpo contra a porta. Ele mesmo soltou um grito.

Permaneceu ali. Sufocando-a com seu peso. Ofegando. A cabeça apoiada no ombro dela. Kate não sabia dizer por quanto tempo ficaram estáticos. Quando Castle se mexeu, distanciou-se dela. Colocou-a de pé. Ela reparou o quanto estava doída. Não ia tirar a venda ainda. Com carinho, ele a tocava agora. Sentia a pele suada e vermelha. Emoldurava os seios com as mãos. Deslizava os dedos sobre a pele. Deu uma nova tapa em seu bumbum, de um lado e de outro. Viu que o rosto dela expressava dor.

- Sente dor?

- Meus braços...

- Quer mais demonstração de dor e prazer, Kate?

- Foi bom... nossa! Você sabe como dominar uma mulher. Mas, eu apenas quero você. Só você, meu Castle... – ele sorriu apertando um dos mamilos fazendo-a gemer. Seus braços foram de encontro aos dela, acariciando, tocando com gentileza. Abriu as algemas trazendo a palma da mão até seus lábios. Repetiu o gesto com o outro braço. Por fim, removeu a venda. Abriu um sorriso. Os olhos de Kate estavam cheios de desejo. Apenas uma pequena nesga verde era vista perdida em meio as pupilas dilatadas. Ela envolveu os braços no pescoço dele.

- Nunca mais me prive de toca-lo...

- Não sei... é muito excitante te ver indefesa...

- Castle... – ela usava aquele tom de repreensão. De repente, foi surpreendida pelo gesto dele. Castle a ergueu do chão colocando-a em seus braços. Caminhou até a cama.

- Agora, detetive, vou lhe dar o tratamento que você realmente merece... o de rainha – ele a colocou na cama inclinando-se sobre seu corpo. Beijando-a apaixonadamente. Ao se afastar para fita-la, ela sorria.

- Gostei da experiência, mas eu prefiro esse Rick Castle... – ela o beijou novamente – a menos que queira que eu o espanque... oh! – ele já tinha as mãos entre as pernas dela.

- Quem sabe outra vez, detetive... chega de dor e prazer... vamos fazer amor – ele acariciou os cabelos dela e sorveu-lhe os lábios sensualmente, movido pela paixão.




The End  

3 comentários:

rita disse...

MARAVILHOSO!!! Preciso urgente de agua gelada para beber e tomar um bom banho. Abraços.

cleotavares disse...

O "quequeisso" meu povo?
Parabéns! Muito bem escrito, sem vulgaridade.

Marlene Brandão disse...

NOSSAAAAAAA SENHORA DOS ORGASMOS ATRAVÉS DO FUCK HARD!!!!!
COMO EU SOU ENTENDO DISSO,POSSO DIZER QUE FOI TUDOOOOOOOO!!!!!!
QUE DOMINADOR HEIN?! CHICOTE E ACESSÓRIOS,SÓ O GREY PRESTAR OU PRESENTEAR O RICK COM A PENA E TAMBÉM AS BOLAS DE PRATA,IMAGINA KATE FICARIA LOUCA!!!!
MAS VOLTANDO,ELE FEZ O DEVER DE CASA DIREITINHO,ME SENTI EM UMA CENA DO RED ROOM,MUITO QUE BEM!!!!!
AMEI... AMEI... AMEI... AMEI!!!!!!