quinta-feira, 3 de março de 2016

[Stanathan] Kiss and Don´t Tell - Cap.65


Nota da Autora: Muito bem! Iniciando o mês com as aventuras de Anne. Vou logo avisando que não tem D.Rada nesse capitulo. Acredito que tem duas partes bastante interessantes: uma de cunho educativo e outra de cunho fisiologico. Relaxem! Ambas envolvem biologia, vão gostar. E talvez um pouco de emoção... confesso, eu me emocionei ao revisar (mas tenho todo um contexto para isso). Enfim, divirtam-se! 


Warning...NC17!


Cap.65


O sábado começou agitado. Nathan teve que ir ao supermercado para comprar carne e besteiras que Anne adorava. Não queria fazer Stana trabalhar ou se preocupar com cozinha, sabia que a semana tinha sido puxada. Ela não é de reclamar e ontem estava claramente arrasada pelas gravações. Chocolate, sorvete, carne, salsichas e linguiças. O resto tinha em casa.

Quando Stana chegou com a menina, ela se jogou nos braços dele. Era incrível como a presença daquela pequena trazia outra atmosfera para a casa. Como primeira diversão do dia, ele ordenou o banho de piscina o que facilitaria toda a logística do almoço. Stana cuidou das bebidas e do lado saudável de comer como sempre. Podia ser fim de semana, mas encher a sobrinha de besteira não era uma boa ideia. Logo se juntou aos dois na piscina, começando uma guerra de caldos com Nathan apenas para deixar a pequena Anne mais feliz e animada.

Após o almoço, Stana serviu o sorvete enquanto Nathan arrumava a mesa para o verdadeiro motivo do fim de semana. A batalha de CLUE que Anne desejava desde o natal. Os três iam jogar, mas para Stana não era uma questão de competição e sim, diversão. Já seu marido sempre deixava a veia de jogador falar mais alto mesmo que sua oponente fosse uma garota de oito anos.

- Todos preparados? O que vamos apostar?

- Nada de dinheiro, Nathan. Não quero ver Anne desenvolver um vício por jogos. Algo simples.

- Chocolate? Eu comprei várias barras hoje no supermercado. Podemos apostar uma por partida.

- Oba! Eu quero, tio – ela se virou para encarar a tia – por favor, tia Stana, deixa a gente apostar o chocolate. Anne promete que não vai exagerar na hora de comer – a carinha de pidona encantava Stana, não podia dizer não para a sobrinha.

- Tudo bem. Uma barra por partida. Isso vai ser interessante.

Nathan embaralhou as cartas, distribuiu entre elas e separou aquelas a serem desvendadas no envelope pardo. A rodada dos dados deu a preferência da primeira jogada para Stana. Em um jogo bastante amistoso, Anne usava toda a teoria ensinada pela tia para desvendar o assassinato. Nathan provocava dizendo que estava chegando perto da solução, mas no final da primeira partida, foi Stana quem acertou. A segunda jogada foi Anne a premiada. Certo, agora ele se perguntava se iria perder todas para as duas. Felizmente, venceu a terceira. Havia mais duas barras para serem disputadas.    

As jogadas continuaram e com uma vitória para cada lado, foi fácil manter a harmonia durante as partidas. Na quarta rodada, Anne leva novamente e Nathan deixa passar, mas quando Stana resolve o quinto mistério ele se aborrece.

- São duas barras de chocolate para mim, duas para a tia e uma para o tio Nathan. Você perdeu! Anne ficou boa nesse jogo, empatou com a tia já pode resolver casos como a Beckett – Stana ria da cara contrariada de Nathan.

- Quero revanche! Não aceito perder para as duas.

- Nathan! Pare de ser birrento. Faremos a revanche outro dia. Quer mais sorvete? – ela levantou-se para servir a menina que já entregara sua tigela, pegou a do marido pois já sabia que ele não iria recusar. Quando voltou com as tigelas e a cobertura, viu que eles já arrumavam o tabuleiro para uma nova partida – não disse para deixarmos para outro dia? O que vocês estão fazendo?

- O tio desafiou a Anne para apostar todas as barras. Quem ganhar leva as três. Eu quero as três, tia.

- Nathan! Por que tem que fazer isso? – o olhar de Stana lembrava e muito o de Beckett quando estava chateada com Castle. Sentou-se ao lado dele cochichando – se você ganhar, vai ter que dar o chocolate para a garota, não é justo, ela é só uma criança. Você não aprende nunca? – ele apenas dirigiu um olhar implicante para a esposa.

- O que é a vida sem um pouco de competição amistosa? Arriscar-se? Devemos estar preparados para ganhar e perder.

- Interessante você dizer isso já que não aceitou sua derrota.

- Porque eu sou movido pela competição.

- Exceto quando o jogo é strip pôquer...

- Que jogo é esse tia? Anne pode aprender também? – Stana esquecera completamente que a menina sempre estava atenta às conversas.

- Não, Anne. É um jogo de adultos. Crianças não podem brincar.

- Stana, você está atrapalhando a nossa competição. Vai jogar ou ficará observando? Aposto que está com medo de perder seu chocolate.

- Desde quando eu tenho medo de jogar com você, Nathan? Pode dar as cartas, vamos dar uma surra nele, não docinho?

- Sim, tia! Girl Power! – Stana fez high five com a menina enquanto Nathan muito democraticamente mostrava a língua as duas. Aquele dia não era dele. Meia hora depois, Anne revelava o culpado, a arma e o local do crime abocanhando todas as barras de chocolate – uhu! Eu venci! Lalala! – fez a dancinha da vitória. A tia ria da sobrinha enquanto um Nathan bastante contrariado observava a festa da garota. Ela implicava com ele repetindo várias vezes a palavra “perdedor” e fazendo o sinal do “L” na testa. Stana estava adorando aquilo.

- Parece que o feitiço virou contra o feiticeiro...

- Muito engraçadas vocês. Aposto que você a ajudou, deve ter mostrado suas cartas para Anne.

- Você está dizendo que eu trapaceei? Não pode admitir que perdeu? O que aconteceu com o discurso de ganhar e perder, Nate?

- Não vem ao caso agora. Você tem que ter trapaceado!

- Eu não jogo sujo. Anne ganhou por conta própria e se vai me acusar de roubar, vou querer vingança. Anne sabe o que iremos fazer com o seu tio? – ela puxou-o pela mão levando-o até o sofá – ataque de cócegas. Agora! – as duas caíram em cima de Nathan enchendo-o de dedos nas costelas, no pescoço, na barriga. Stana aproveitou a ocasião para roubar uns beijinhos e mordiscar a orelha dele. Os gritinhos de Anne eram um motivo a mais para toda aquela festa.

- Por favor! Trégua... trégua. Eu desisto, socorro! – elas não davam bola e continuavam implicando – apples, apples, apples!  É a palavra de segurança vocês têm que parar!

- Essa é a palavra do Castle, tio. Não é sua.

- Isso mesmo, Anne!

- Stana.... Por favor.... – rindo ela decidiu ceder.

- Tudo bem, Anne já chega. Deixe seu tio respirar – a menina sentou-se ao lado dele, sorrindo. Nathan suspirava aliviado. Olhava para Stana com cara de quem diz, você me paga. Mas ela não ligou, pelo contrário, resolveu massagear o ego dele – docinho, que tal abrir uma daquelas barras para dividir conosco? Tem bastante e você não é egoísta. Seu tio vai ficar mais feliz se comer um pedaço de chocolate.

- Tá bom, tia. Vou pegar – ela saiu correndo até à mesa apanhando a barra e voltando quase no mesmo instante jogando-se no colo da tia que gemeu ao sentir o peso da menina em seu colo. Anne viu a careta que a tia fez, mas não ligou. Abriu e repartiu o chocolate em partes iguais. Eles ficaram saboreando o doce e decidindo o que fariam em seguida. Stana sugeriu que ela assistisse um filme. Pegasse um de seus desenhos e podia assistir no telão da sala de TV. A menina se alegrou, mas não queria ver os desenhos. Queria assistir Castle.

Mesmo não concordando totalmente, Stana acabou cedendo. Afinal, se a menina ficasse quieta vendo os episódios, ela poderia ter um tempo para adiantar a próxima refeição. Também queria mandar uma mensagem para Gigi. Ela precisava dizer a irmã que iam a tal première de Deadpool. Claro que Jeff já devia ter comentado, porém não ia desacompanhada de jeito nenhum. Não queria enfrentar Morena sozinha.

- Nate, você pode colocar os episódios para ela? Vou cuidar do jantar. Qual você quer assistir, Anne?

- Aquele do apartamento da tia que explode e depois aquele do bebê e o casamento. Ah! O da Nikki também.

- Nossa! Uma boa mistura. Tem que ser nessa ordem? – perguntou Nathan já imaginando a programação que faria.

- Sim, hum... Não, o do bebê pode ser o último depois do da Nikki.

- Tudo bem, você que manda – estendeu a mão para a menina – vamos? Estaremos na sala, amor. Qualquer coisa, chame.

- Assim que adiantar aqui, vou me juntar a vocês.

- Sabe, podíamos comer só uma pizza. Você não teria que se preocupar com a cozinha.

- Anne adoraria pizza.

- É, eu não sei? Vão indo, eu quero ver se posso evitar a sugestão de vocês. Depois vou lá – Nathan entendeu que não era bem o jantar que Stana queria preparar, ela estava com outra ideia em mente. Resolveu dar um tempo para ela. Teria como descobrir o que ela fizera depois.

Ela realmente foi para a cozinha primeiro. Olhou as opções na geladeira, ponderou os ingredientes que tinha disponível e resolveu fazer uma rápida salada de atum com bastante temperos, pelo menos seria algo mais substancial que a pizza. Também decidiu por fazer waffles. Jeff tinha trazido uma maple syrup original do Canadá. Enquanto preparava a massa, ela pegou o celular colocando os fones no ouvido e ligou para a irmã.

- Hey, sis. Como vai sua tarde? Anne está aprontando muito com vocês? Ela está aí, não?

- Está sim, mas ela não dá trabalho, Nate é mais criança que ela. Eles estão assistindo Castle agora. E eu achando que ela ia querer ver Frozen, já tinha até me preparado psicologicamente para ouvir “Let it go” pela bilionésima vez. Ela só escuta essa música no meu carro.

- O que posso dizer? Ela realmente adora o trabalho da tia. É apaixonada pela Beckett e pela Stana. E por que você não está junto? É uma daquelas atrizes metida a besta que não gosta de assistir seus trabalhos?

- Não! Eu gosto de ver Castle. Estou fazendo waffles para comermos mais tarde. E também queria falar com você. Já deve estar sabendo pelo Jeff que Nate conseguiu ingressos para a première de Deadpool.

- Sim, Jeff está todo empolgado. Eu até queria ver, mas... O irmão tem prioridade nesse caso já que a esposa não pode ir, né? É por isso que me ligou? Está chateada com a situação?

- Não. O Nate não disse para o Jeff? Temos quatro ingressos. Aparentemente, Morena deu para que levassem acompanhantes.

- Ah, é claro. Foi assim que ele conseguiu os ingressos. Tinha esquecido que ela estava no elenco. Mas não podemos ir como acompanhantes. Você tem um segredo a zelar e seria muito estranho eu ir com Jeff.

- Não. Vamos juntas. Como se não tivesse nada combinado. Para todos os efeitos, eu não sabia que Nathan iria à première iremos nos encontrar por acaso.

- E quanto aos ingressos? Quer dizer, ela vai perguntar porque não levaram as acompanhantes.

- Ainda não pensei sobre isso. O mais importante é que nós iremos.

- Você está com ciúmes desse encontro, não? Conheço você. A ideia de Nathan encontrar Morena não te agrada. Você se sente insegura, sis? De verdade? Considera essa mulher uma ameaça?

- Não! Que besteira, Gigi. Eu realmente quero ir, sou fã de quadrinhos e de Stan Lee. Não tem nada a ver com a Morena.

- Stana... – Gigi já entendera tudo.

- Tudo bem. Não é ameaça, mas eles têm um passado. Aquele lance de Firefly que até hoje Nate não esqueceu. Eu não sei. Eu confio nele, mas o apego dele nesse assunto é muito grande.

- O apego dele é com a série. Não com ela. Você pode ter ciúmes, sis. É natural. Ela é bonita, talentosa, o conhece, trabalharam juntos. Mas é passado.

- Essa é a sua ideia de me ajudar? Falar das qualidades da mulher? Saiba que está ajudando pra caramba.

- Hey, deixa de ser boba. Ele trabalhou, o que, uns oito meses com ela? Ele convive com você quase 24 horas por dia durante os últimos oito anos. Estão juntos a quase três. Casados. Só vejo vantagens do seu lado. Claro que vai ter o momento de nostalgia, porém no fim do dia, ele voltará para casa com você.

- Nossa! O que aconteceu com a minha irmã? Em outros tempos você estaria me apoiando e traçando ideias mirabolantes para evitar que os dois passassem muito tempo juntos.

- Posso fazer isso se quiser, mas não será preciso, Stana. Como disse, você confia nele. Só tem que manter os olhos bem abertos em relação a ela. Vai ficar tudo bem. Ando meio sensível esses tempos. De qualquer forma, pode contar comigo.

- Gigi, isso tem a ver com Jeff? – será que a irmã estava se apaixonando pelo seu cunhado?  Logo ela que sempre se declarou um ser livre? Ela reparou que a irmã demorou a responder – Gigi? – a resposta foi a mais evasiva possível.

- Talvez... – e logo encurtou a conversa – acho melhor você dar atenção a sua sobrinha. Sabe como Anne gosta de passar o tempo com você. Eu vou com você para a première, não se preocupe. Manteremos nossos olhos e ouvidos atentos se isso te faz sentir-se melhor. Um beijo, sis.

- Beijo, sis – ela tinha evitado prolongar a conversa a qualquer custo. Será que havia chance das coisas entre ela e Jeff ficarem sérias? Tão rápido assim? Ela terminou de bater a massa e colocou-a na geladeira para fazer os waffles depois. Seguiu para a sala de TV, porém se lembrou que Nathan não aplicara a injeção dela hoje. Estava chegando quando o viu sair da sala.

- Onde vai?

- No banheiro. Tome cuidado quando entrar, ela cochilou no começo do episódio de Nikki.

- Ótimo, então pode vir comigo. Vamos subir. Você não aplicou minha injeção hoje.

Eles subiram para o quarto. Nathan foi ao banheiro antes e voltou com a caixa de injeções. Stana já se posicionara para receber a picada. Sua calça de moletom estava abaixada e ela segurava a calcinha para baixo expondo parte do bumbum. Ele abriu a tampa e sugou o frasco para dentro da seringa. Observando a ponta, ele se preparava para aplicar. Quando apontou a agulha sobre a pele, eles ouviram um grito. Anne estava parada no meio do quarto de olhos arregalados e com uma cara de pavor.

- Nãoooo! O que o tio está fazendo? Não fure a tia Stana! – ela correu para bater no braço de Nathan que felizmente teve reflexo para desviar e salvar a seringa. Stana virou-se para a sobrinha agachando-se na frente dela.

- Hey, docinho. Está tudo bem. O seu tio não estava fazendo nada de ruim. Nate não está machucando a tia. É remédio.

- Tia, você está doente? É grave? - a menina começava a torcer a boca e algumas lágrimas se formavam - a tia vai morrer? - ela dirigia a pergunta para Nathan claramente acreditando que a tia não lhe contaria a verdade.

- Não, Anne! - Stana ajoelhou-se ao lado da sobrinha pegando suas mãos - eu estou fazendo um tratamento, não é nada grave.

- Mas injeção é para quando a gente está muito doente. E por que o tio está fazendo isso? Ele não é médico.

- Sim, ele pode fazer isso porque é bem simples. Nem precisa de médico. Ele me ajuda porque não consigo aplicar em mim mesma. Vem cá, me dá um abraço. Prometo que vou estar por aqui por muito tempo, quero ver seus namorados, ajudá-la a se arrumar para o primeiro baile. Tantas coisas - ela deu um beijo na sobrinha - posso tomar minha injeção agora?

- Pode, mas Anne não quer ver - automaticamente colocou as mãos no rosto - termina isso logo tio! - Nathan riu da aflição da menina, ela estava realmente incomodada. Depois que aplicou, Stana vestiu as calças e pegou a mão da menina.

- Pronto, vamos descer? Seu tio disse que estava dormindo.

- É, eu cochilei. Não terminei de ver o episódio da Nikki. Assiste comigo, tia?

- Claro, você vem Nathan?

- Sim, vou ao banheiro e já desço.

Em poucos minutos ele se juntou as duas. Dividiam confortavelmente o sofá. As pernas de Anne sobre o colo de Stana e a tia confortavelmente aninhada no peito de Nathan. Na tv, a excelente Nathalie Rhodes vivida pela ótima Laura Prepon dava seu show particular mexendo com os brios da detetive. Anne ria sozinha das caras e bocas que a tia fazia em cena e comentava as que mais gostava. Nathan também se divertia com os altos papos da menina.

Em uma determinada cena, Anne franziu a testa. Pegou o controle e pausou o episódio. Olhando para a tia com olhar de curiosidade, perguntou.

- Tia, o que é masturbação verbal? – a cara de pânico de Stana fez o local ficar em uma espécie de silêncio mórbido. Nathan apesar de ter achado a cara da esposa engraçada, estava igualmente chocado com a pergunta. Como sairiam dessa? – tia, estou esperando. Deve ser uma coisa boa porque a Nikki diz que o Castle faz para a Kate... e Castle sempre faz coisas boas para Beckett, ele gosta dela – certo, estava ficando pior.

- Docinho, eu... – ela olhava aflita para Nathan como quem pede socorro – isso é, não pode saber, o caso é... – nenhuma coerência saída da boca de Stana.

- O que a sua tia está querendo dizer é que, bem o adulto sente desejo e então ele se toca de uma forma que, como vou dizer isso, é talvez fosse melhor – a menina revirou os olhos colocando a mão tapando a boca de Nathan.

- Tio, eu sei que masturbação é se tocar, conhecer o próprio corpo. Todo mundo faz isso.

- Você sabe? – Stana tinha os olhos arregalados - Como? Você andou usando a internet na casa de alguma coleguinha? Porque tenho certeza que o Marko tem bloqueio de páginas e...

- Não, tia. A professora na escola explicou. Ciências e educação sexual. Ela disse que nos tocamos para conhecer nosso corpo. A mamãe disse que não posso fazer isso em frente de outras pessoas.

- A mãe sabe... – Stana quase sussurrou para Nathan. Ele resolveu explorar a situação.

- Certo, então aprendeu na escola que masturbação é o processo de conhecer o próprio corpo e que não deve ser feito na frente de outras pessoas. Por que perguntou sobre isso se já sabe o que é, Anne?

- Porque quero entender como seria uma masturbação verbal.... quer dizer, você pode tocar e esfregar palavras?  Como se tivesse lendo o livro? É isso que o Castle faz com a Nikki?

- Depende, o que você sente quando se toca? – ele perguntou ainda sobre o olhar angustiado de Stana.

- Nathan, não acho que deveríamos...

- Está bem, Stana. Ela pode contar para nós porque somos seus tios e cuidamos dela. Mas não fale disso com outra pessoa que não seja sua mãe, Anne.

- Eu acho gostoso. Faz cócegas e relaxa.

- É assim que Castle faz a masturbação verbal. Usa as palavras de maneira relaxante e gostosa para falar de Nikki. Certo, Stana?

- Isso, ele fala bem dela, de suas qualidades, da beleza usando palavras.

- Ah! Isso é legal. Obrigada pela explicação – ela dá um beijo em Nathan e outro em Stana e na maior naturalidade volta a assistir o episódio. Stana ainda perturbada com a situação que acabara de presenciar, fica ereta no sofá. Nathan pega sua mão apertando-a em sinal de apoio. Ao terminar o episódio, Stana pergunta se Anne não está com fome.

- Ah, não estou, tia – a resposta foi dada imaginando que a tia iria faze-la comer algo como salada, pois vetara a pizza que Nathan sugerira.

- Nem se for waffles com bastante cobertura e um chocolate quente com mashmallow? – os olhos da menina brilharam.

- Waffles? Eu quero!

- Pensei que não estivesse com fome...

- Se você oferecer brócolis garanto que ela desiste rapidinho – disse Nathan.

- Vocês são muito parecidos! Tudo bem! Para a cozinha. Preciso de ajuda para assar os waffles e enfeita-los com cobertura e frutas.

- Tinha que ter uma parte chata, frutas – ela deu um murro no marido pelo comentário.

- Deixa de ser besta, são morangos e amoras. Vamos, docinho – na cozinha, Stana instruiu a menina do que deveria fazer. Enquanto Anne se dedicava as tarefas, Stana mexia com a massa e fez sinal para Nathan se aproximar, então sussurrou.

- Nate, o que foi aquele papo na sala? Eu não sei o que pensar. O que andam ensinando para essas crianças hoje em dia na escola?  Eu não estava preparada para ouvir aquilo, Nate. Ela deve ter percebido. Nem sei o que aconteceria se eu estivesse sozinha com ela.

- Hey, não é um assunto fácil. Também me assustei.

- Você tirou de letra... as vezes acho que Anne está bem além de seu tempo. Ela é muito inteligente, pega coisas no ar. Tem uma sensibilidade maior que muitas crianças da sua idade. Isso é bom, mas até que ponto?

- O que posso dizer, Staninha? Ela é uma Katic. Está no sangue, no DNA. Quando olho para Anne fico imaginando como você era quando criança e como nossa futura filha pode ser. Se ela puxar toda essa inteligência de vocês, eu estou perdido – Stana balançou a cabeça surpresa.

- Você pensa nisso? Em nós tendo uma garotinha? – de repente ela esqueceu que estava sussurrando. A ideia de que ele se pegava imaginando sobre o futuro, se vendo como pai, trazia alegria ao seu coração. Ela precisava ficar bem logo para revelar seu desejo a ele.

- Todo o tempo – beijou-a carinhosamente nos lábios. 

- Hey! Tem criança na cozinha! – Anne gritou.

- Está com ciúmes, Anne?

- Não, mas se vocês se empolgarem como a detetive e o escritor isso não vai dar certo – eles riram – podemos comer, tia?

- Sim, a primeira leva de waffles já está pronta. Tem quatro, dá para todos provarem. Você pode decora-los? – Stana sentou ao lado da sobrinha observando-a encher os waffles de cobertura e frutas. Estava concentrada quando de repente virou-se para a tia e falou.

- Essa injeção que a tia toma é para engravidar, não? A mãe da Julie tomou para ter o irmão dela. Eu sei, ouvi o tio falando que quer ter uma filha. É por isso os remédios – de repente, ela parou de mexer com as massas e olhou séria para a tia – não vai esquecer de mim, tia Stana, você prometeu. Eu não quero ficar longe de vocês. Eu, Anne, amo muito os dois, mas se tiverem uma menina não vão querer que eu venha aqui. Porque vão brincar com ela, comprar coisas para ela, fazer doces. Anne será esquecida. Não quero isso porque vai doer, tia – uma lágrima escorria pelo rosto. Stana abraçou a sobrinha com força. Beijou-lhe o rosto. Os olhos já estavam cheios de lágrimas.

- Oh, minha menina... minha pequena Anne. Minha gênia. Como eu poderia ficar longe de você? Eu te adoro porque você é esperta, carinhosa. Se um dia eu tiver um bebê é porque você me inspirou a isso. Porque eu quero uma menininha inteligente e linda como você. Porém, nada vai mudar. Eu vou amar meu bebê, terei que cuidar dele, mas você faz parte da minha vida – ela olhou para Nathan e estendeu a mão para que ele se aproximasse – da nossa vida. Se meu bebê for um terço igual a você, eu já estarei muito feliz, Anne.

- Ela vai ser melhor que Anne, tia. Porque ela vai ser uma mistura de vocês. Um tio lindo que gosta de videogame e brincadeira, uma tia linda que faz tudo para eu me sentir feliz. E sabe o que é mais legal? Ela vai saber caçar bandidos – Stana já estava chorando, tornou a abraçar a menina – tia, eu sei que vou ficar chateada com ela as vezes, só porque eu amo muito vocês. Não fica com raiva de mim, tá?

- Nunca, nunca. Eu te digo o seguinte quando chegar a hora de falar de garotos, desenhos, princesas, quero que você seja a melhor amiga dela. Combinado?

- Combinado.

- Vocês falam como se realmente já fosse verdade, falam como se tivessem certeza de que teremos uma garotinha – disse Nathan.

- Uma menina é bem melhor, tio. Você mesmo disse que quer uma filha.   

- Culpado.

- Mas se for um menino, eu posso bater nele de vez em quando? Eles são chatos! – Stana riu.

- Nada disso. Vamos ama-lo igualmente. Vou ensina-lo a respeitar você, Anne. E quando ele realmente tiver a idade para ser chato, aposto com você que já pensará de outra forma sobre meninos – disse Nathan. Vendo que a conversa podia se encaminhar para outra estrada perigosa, Stana cortou.

- Tudo bem – disse limpando o rosto – vamos comer.

Mais tarde quando Stana retornou da casa do irmão, encontrou Nathan na sala de tv assistindo o episódio que Anne esquecera. O do bebê. Sentou-se ao seu lado no sofá jogando suas pernas para um lado, deitando-se no colo dele. Automaticamente, ele acariciava seus cabelos.

- Ainda envolto no sentimentalismo que a nossa garotinha nos brindou hoje? Por que está assistindo isso?

- É divertido – sorriu. Acariciando o nariz dela com a ponta dos dedos, ele falou – amor, você já reparou que todas as vezes que a Anne vem passar um tempo conosco sofremos uma espécie de montanha russa emocional? Ela sempre sabe como nos deixar encurralados, seja por perguntas capciosas ou por demonstração de carinho e inteligência. É como se ela nos lembrasse porque estamos juntos, tudo através dos olhos de criança. Acho espetacular.

- Você realmente ficou mexido com aquela conversa, não?

- Você ouvir de uma criança que seu bebê será melhor que ela porque será uma mistura de nós dois não é para qualquer um. Ela me deixa sem palavras as vezes.

- E você também faz isso comigo, especialmente quando vejo o brilho nos seus olhos ao falar da minha sobrinha. Eu vejo quanto você a ama.

- Nossa sobrinha, Stana. E isso nunca vai mudar. Anne é mais que isso, ela é uma filha para mim.

- Para mim também, babe – ele se curvou para beijar-lhe os lábios. Sentia que a esposa estava cedendo a cada dia a ideia de um bebê. Talvez fosse uma reação aos hormônios, o que era ótimo. Ou simplesmente se rendera a possibilidade de ser mãe.

- Amor, será que agora você pode me contar o que queria fazer naquele seu tempo livre quando inventou de fazer o jantar?  

- Fazer o jantar. Waffles. Esqueceu que eu fiz a massa.

- Esse foi o pretexto. Conheço você, Stana. O que está rodando essa mente?

- Nada demais. Eu precisava falar com Gigi. Não tinha avisado da première e seu irmão também não tinha.

- Você quer que eu acredite que estava preocupada em ligar para Gigi por causa da première de Deadpool quando sua sobrinha estava passando uma tarde conosco? O que realmente está acontecendo, Stana? – ela se levantou do colo dele. Sentada no sofá, fitava o chão. Nathan entendera do que poderia se tratar – por acaso isso tem a ver com o fato de que Morena me deu esses ingressos? Meu Deus! – ela o fitou sem conseguir disfarçar o desconforto – você está com ciúmes dela?

- Não! Que ideia idiota! Por que teria ciúmes dela? Você não me deu motivos para isso...

- Você é uma péssima mentirosa. Está com ciúmes. Teme o meu encontro com ela. Stana, por favor!

- Pode me culpar por me sentir insegura ao menos um instante?

- Claro que não, mas você é tão boba por se sentir assim... é minha esposa, a mulher que eu amo e nada vai mudar isso, amor. Passado é passado. Esquece isso.  

- Não é tão simples assim, você esqueceu Firefly? – ele revirou os olhos.

- Essa é a sua desculpa? Eu não esqueci a série porque significou muito para mim – diante do olhar estranho que ela o lançara, completou - O trabalho, não a Morena. Será que pode acreditar em mim? Confiar em mim?

- Eu confio, babe. Claro que confio - ela o beijou.

- Vamos para cama. Foi um dia cheio hoje.


Três da manhã


Stana acordou espreguiçando-se. Acabara de ter um sonho muito interessante. Ela e Nathan estavam em uma ilha deserta e tudo o que faziam era sexo. Percebeu que estava com a calcinha molhada, sim, ela estava excitada. Sem pensar duas vezes, esfregou o corpo nele começando a beija-lo no pescoço. Nathan dormia pesado. Então mudou de estratégia. Subiu nele e uma de suas mãos procurou pelo membro que estava relaxado. Com agilidade, ela acariciava-o e continuava a usar a boca para beija-lo no rosto, pescoço e peito. Sentiu uma mão respondendo aos seus gestos ao agarrar-lhe o traseiro. Sorrindo, ela chamou por ele.

- Nate... acorda... estou excitada... Nate – ela caprichou nos gestos no membro dele arrancando gemidos. Ele abriu os olhos.

- O que está fazendo?

- Tentando convencer meu marido a fazer amor comigo.

- Que horas são?

- Hora de fazer amor gostoso... – ela o beijou nos lábios sensualmente. Pode sentir o membro reagir ao toque – hum, isso é bem melhor – e naquele instante, o fogo se acendeu. Os dois entraram em uma avalanche de carícias, as roupas sumiram em segundos, o contato estabelecido anteriormente tornara-se mais vibrante, certo. Stana deixou-o quase a ponto de explodir, então foi arrebatada pelos braços fortes que a prenderam contra o colchão ao penetra-la subitamente. O momento do clímax chegou mais rápido do que imaginara e logo estavam gemendo e arfando diante da explosão de prazer que experimentavam.

Satisfeita, ela literalmente virou-se para o lado e apagou. Nathan ainda ficou observando-a por um tempo. O que dera nela para simplesmente acordar no meio da noite e querer fazer amor? A resposta ele viria a descobrir apenas dois dias depois, contudo ainda ia ser surpreendido até lá.

Por volta das sete da manhã de um belo domingo, ele sentiu frio. Ao abrir os olhos deparou-se com uma situação bem peculiar. Não havia um pedaço de lençol sobre o seu corpo. Estava completamente nu, lembrança da pequena brincadeira da madrugada. Isso não era tudo. A seus pés, estava ela. Sentada, igualmente nua, observando-o.

- Bom dia, babe... pronto para uma dose matinal?

- Você não está falando de café, está?

- Não, tenho algo em mente que é bem melhor que café – ela subiu nele espalmando as mãos no peito acariciando e usando as unhas para instiga-lo. De leve, esfregava o corpo sobre o membro para excita-lo. A boca buscou a sua mordiscando-lhe os lábios – quero você.

Não esperou resposta. Ela simplesmente deixou seus lábios viajarem pelo pescoço, seguindo para o peito, lambia seus mamilos, provava-lhe a pele deixando pequenas marcas com os dentes até perceber o quanto ele já estava pronto para ela. Então, acomodou-se de forma a deixar seu corpo se encaixar e deslizar ao encontro da conexão perfeita. Gemeu ao senti-lo dentro de si. Começou a mover-se vagarosamente. Os cabelos teimavam em cair no rosto devido ao movimento. Nathan recebeu a oferta que ela lhe fazia com muito prazer. Suas mãos encontraram seus seios, apertando-os, tocando-os até se inclinar na cama e abocanha-los para ouvi-la gemer seu nome.

O ritmo tornou-se mais intenso. Ela jogara a cabeça para trás deixando o caminho livre para ele se deliciar com a pele exposta. Nathan sugou-lhe o pescoço como um vampiro, mordiscou-lhe a garganta enquanto suas mãos seguravam sua cintura intensificando os movimentos. A sensação era incrível. Ele estava com a barba um pouco crescida e isso apenas tornava o contato mais sensual. Ela gemia ao sentir o roçar em sua pele. O orgasmo estava próximo e após roubar-lhe um novo beijo cheio de tesão, eles explodiram juntos de prazer.

Após a tempestade, ambos se encontravam satisfeitos e exaustos. Deitados lado a lado, eles recuperavam o fôlego. Recomposto, ele se levantou avisando que ia tomar um banho. Stana espreguiçou-se na cama. Deus! Era bom fazer amor com ele, nunca se fartava. Criando coragem, ela se levantou para fazer duas canecas de café em retribuição ao pequeno momento matinal. Ao retornar da cozinha com os copos fumegando de café fresco, deduziu que ele ainda estava no banheiro.  

Ao entrar, deparou-se com uma visão que adorava. Nathan estava de costas preparando-se para fazer a barba completamente nu. Seu bumbum arrebitado exposto ao bel prazer dela. Não resistindo, ela encostou-se nele, entregou-lhe a caneca de café e tão logo estava com a mão livre, apertou-lhe o bumbum, adorava belisca-lo. Deu uma tapinha nele sorrindo feito boba para o marido.

- Você realmente deveria parar com essa obsessão pelo meu traseiro, Staninha...

- Não consigo. É minha parte preferida do seu corpo depois dos seus olhos...

- Mesmo? Não ia adivinhar nunca – disse sarcástico – ainda tinha esperança que fosse outro membro.

- Ah, se não fosse por esse membro nem teria casado com você – ela tomou um gole do café e abaixou-se para morder-lhe o traseiro.

- Oh, Deus... faz isso não, amor... – sentiu a pontada no membro. Já estava ficando excitado de novo – tudo o que eu pretendia agora era fazer a barba... você parece querer tornar essa pequena tarefa impossível...

- De jeito nenhum. Pelo contrário, deixe-me ajuda-lo – ela colocou a caneca de lado, sentou-se no balcão da pia de frente para ele. Com Nathan entre suas pernas, ela pegou o creme de barbear e distribuiu calmamente no rosto dele. Então pegou o aparelho de barbear e deslizou suavemente contra a pele tirando o excesso de creme e livrando-se dos pequenos pelos indesejados da barba. Ele estava maravilhado com o momento íntimo criado pelos dois. Aliás, essa manhã estava sendo bem interessante, cheia de surpresas. Assim que terminou, ela molhou as mãos e passou pelo seu rosto. Com uma pequena toalha enxugava o local procurando não irritar a pele. Por fim, espalhou a loção pós-barba. Satisfeita, esfregou o rosto no dele sorrindo.

- Perfeita... só falta um último teste – ela o beijou carinhosamente, Nathan esfregou o rosto no pescoço dela e percebeu que Stana abria os botões da camisa que usava, sua camisa – deixe-me sentir na pele... – era um convite para beija-la, toca-la com os lábios e provar-lhe a pele – por favor, Nate... – ele não negou o pedido dela. Deslizando seus lábios, traçava uma trilha de beijos, usava a língua, esfregava seu rosto na pele quente da esposa. Sentiu Stana empurrando sua cabeça mais para baixo, abrindo as pernas para que ele pudesse infiltrar-se no meio delas. Ele entendera perfeitamente o pedido. E por mais uma vez, não ficou surpreso ao descobrir que a esposa estava sem calcinha e extremamente excitada.  Arrancou vários gemidos ao prova-la, uma, duas, três vezes, ela explodiu em orgasmos múltiplos quase arrancando seus cabelos no processo.

Ao terminar, Nathan ajudou-a a descer da pia. Reparou que suas pernas ainda estavam bambas, porém isso não a impediu de procura-lo outras duas vezes mais naquele domingo. Afinal, o que estava acontecendo com ela?

Antes de dormir, ele beijou-a outra vez. Estavam deitados de conchinha. Curioso, ele comentou.

- Se você continuar me acordando de madrugada por sexo, não sei como estarei amanhã no trabalho. Não que esteja reclamando. De maneira alguma, mas o que deu em você esse domingo, amor? Você está em brasa, fogosa...

- Eu só queria fazer amor com você, cada vez que olho para você o desejo me consome... eu não sei...

- Trate de se controlar amanhã, amor. Nem pensar em dar bandeira no estúdio.

- Vou tentar. Pelo menos você estará vestido. Por que você tem que ser tão irresistível? – ela virou-se para fita-lo.

- É parte do meu charme? – ele perguntou com um sorriso maroto nos lábios.

- Definitivamente – ela o beijou apaixonada – melhor tentar dormir antes que eu tenha novas ideias. Boa noite, amor.

- Boa noite.

E Stana tinha razão. Ele estando vestido e com o foco no trabalho, conseguia controlar o desejo. Ao menos por um tempo, já na parte da tarde, ela sofria por querer apenas uns minutos com ele. Beijar aquela boca. Sentir seus braços, seu cheiro. Deus! O que estava acontecendo com ela? Para piorar, não havia uma cena Caskett para gravar naquele dia. No início da noite quando foi liberada das filmagens antes dele, a sensação que tinha era de estar subindo pelas paredes. Dirigiu o mais rápido que podia até em casa, um banho gelado. Precisava afastar essas ideias da mente.

Ela tentou. Ficou de molho na banheira e pelo menos meia hora no chuveiro gelado. Quando pensava que melhorara, ela se lembrava dele, de algo sexy sobre ele e todas as sensações voltavam. Ao chegar em casa, Nathan mal teve a oportunidade de dizer boa noite ou beber um copo d´agua. Foi arrastado para o chão da sala no instante que apareceu na frente dela. Fizeram amor outra vez. Deitados no chão da sala, sobre o carpete extremamente macio, ele indagou.

- Stana, o que está acontecendo?

- Eu não sei, meu corpo pede você. Eu quase enlouqueci o dia todo porque queria toca-lo. Será que estou me tornando uma ninfa? – ela ficou vermelha pelo pensamento colocando as mãos no rosto – isso é embaraçoso. Eu pareço uma desesperada por sexo, com desejo capaz de explodir a qualquer momento feito uma bomba relógio de prazer!

- Hey... tudo bem – ele tirou as mãos dela do rosto – eu não estou reclamando, longe de mim! Só acho diferente. É como se você estivesse movida por prazer, libido a mil e hormônios... é isso! Hormônios! Staninha, deve ser alguma reação, um efeito colateral da injeção. As dosagens podem estar mexendo com seus desejos, sua libido.

- Será?  

- Provavelmente. Por que não liga para a sua médica e confirma? Aposto que se ela ouvir como se sente, irá entender o que seu corpo está fazendo. Talvez tenha que mexer na dosagem.

- Você tem razão – ela sentou-se arrumando o cabelo num coque – vou pegar meu celular – ela se levantou. Nathan ficou deitado por um tempo até que ela voltou jogando um roupão sobre o seu corpo – vista isso. Não quero te atacar de novo.

- Não me importaria... – mesmo assim, fez o que ela pedira. Devidamente coberto, ele levantou-se indo até a geladeira. Tirou uma cerveja e tomou metade da garrafa em longos goles, observando-a de costas para ele falando baixinho ao celular. No momento em que já estava em sua segunda garrafa, ela desligou e virou-se para encara-lo – então?

- É efeito colateral. Ela disse que não irá mexer na dosagem, assegurou que o efeito passa após três dias ao contar de quando começara. O que quer dizer...

- Que temos mais um dia de puro prazer sexual. Libido a mil e orgasmos garantidos.

- Sim, praticamente falando.

- Hum... será que não seria uma boa hora para eu chamar minha amante russa sexy? Tenho certeza que Svetlana está por aí, escondida em algum lugar...

- Ah... sim, Svetlana está escondida. Na verdade, ela está à procura de uma garrafa de vodca – ela já estava com o corpo colado no dele – não uma vodca qualquer – sussurrava no ouvido dele – essa “garrafa”, Dr. Livingstone... – disse agarrando-lhe o membro. Nathan gemeu.


- Quer uma consulta particular, Svetlana? Estou mais que pronto para oferecer meus serviços – arrebatando-a do chão, ele a carregou em seu colo pelas escadas e o fogo tomou conta deles. Nathan nunca pensou que gostaria tanto de uma injeção em toda sua vida.


Continua... 

2 comentários:

cleotavares disse...

Uau! Será que esse fogo todo vai tê algum efeito futuro? E a Anne, OMG! essa menina não é normal.kkkkk

Pâmela Bueno disse...

UAL!!!! que fogo einh kkkk realmente espero que tenha a consequência certa esse fogo todo hahah um bebê talvez :D Anne muito fofa meu deus, ela é demais!!! só peço uma coisa, pelo amor não demore com o próximo capítulo stanathan!!! necessito de mais...