segunda-feira, 28 de março de 2016

[Stanathan] Kiss and Don´t Tell - Cap.68


Nota da Autora: Promessa é dívida. Sei que vocês estão chateadas comigo pela situação que criei e como de angst já basta a vida, teremos uma dose para o dia de hoje. Porém, temos outras coisinhas também...pediram no 69....só que eu também sou boba por esses dois....espero que não precisem de lencinhos....enjoy! 


Atenção....NC17!


Cap.68


A manhã não iniciara de maneira agradável para Nathan. Ele acordara com muita dor de cabeça. Esquecera completamente do que acontecera depois que chegara em casa. Não, ele lembrava-se dela. Stana voltara para casa. E o chamara de Nate, o que era um ótimo começo. Mas, conversaram? Não conseguia dizer. Olhando para o lado da cama, não havia sinal dela, porém ouviu o barulho do chuveiro. Sorriu. Se não tivesse tão ruim, arriscaria juntar-se a ela.

Hum, certamente não seria uma boa escolha. Ainda teriam que conversar. Ela lhe devia um pedido de desculpas. Ao entrar no banheiro, ela estava enrolada na toalha secando o cabelo com outra.

- Bom dia...

- Hey... como você está?

- Com a cabeça explodindo. Não me lembro de nada direito sobre ontem, nós... nós discutimos? – olhando para ele com carinho, ela decidiu não voltar a falar de ontem. Do começo errado que tiveram.

- Não, você bebeu muito. Mal conseguiu chegar na cama. Vou preparar um café e separar um analgésico para você. Estarei na cozinha – ela passou por Nathan sem tentar qualquer aproximação. Ele pensou em toca-la, mas mudou de ideia em seguida.

Stana preparava o café pensando em que momento ela deveria conversar sobre toda a bobagem que acabaram criando nesses últimos dias. Talvez a noite, tinham compromissos e seria uma longa conversa. Queria poder dizer que seria fácil, mesmo pedindo desculpas, não esperava um diálogo de cinco minutos. Ela reconhecia que tinham que ceder, cada um ao seu modo.

Detestava brigar com ele, ainda mais por um motivo um tanto quanto fútil. Os dias que passara longe somente serviram para deixa-la chateada e irritada. Não conseguia funcionar sem ele por perto. O problema era que a teimosia também era tão grande quanto o ego dos dois. Não poderiam conversar se fosse começar se ofendendo a exemplo do que acontecera ontem.

Não, ela queria uma conversa pacífica.

Ele surgiu na cozinha pegando logo a caneca de café. Vestia uma camisa vermelha. Stana adorava vê-lo usando essa cor, apesar de azul ser sua preferida. Não conseguia para de encara-lo, Nathan percebeu. Havia um brilho diferente no seu olhar. Era um bom sinal.

- A que horas é a sua primeira cena?

- As nove. Ficarei até depois de meia-noite filmando. Você ainda está com a externa?

- Sim, amanhã filmamos juntos. Tenho que ir – ele colocou a caneca no balcão, fitou-a não com um semblante sério, com uma certa cautela – Stana, nós realmente precisamos conversar.

- Eu sei..., mas hoje não vejo como.

- Amanhã. Depois do trabalho. Não quero adiar mais – ela suspirou.

- Certo. Não adiaremos.

XXXXXX

O dia parecia ter demorado anos para passar. A ansiedade de Stana estava a mil. Não a agradava a forma como estavam convivendo. Impessoal, estranhos, pareciam dois desconhecidos. Nada de brincadeiras, sorrisos, palavras e momentos descontraídos. Eles agiam como colegas de trabalho que estavam ali para entregar as cenas que lhe eram exigidas. Era algo frio e embaraçoso em seu ponto de vista. Em casa, não fora muito diferente. Ela chegou, ele já estava deitado. Apenas disse oi. Nada de beijos de boa noite, aperto de mão. Indiferente era a palavra correta para descrever o comportamento de Nathan. Havia um muro entre eles. Ou seria em sua imaginação? Não importava, para Stana, tinha que derrubar o muro.

No meio da tarde, ela recebe uma ligação de Gigi.

- Hey, sis! Como você está?

- Bem...

- Não foi muito convincente. Não se acertou com o seu marido?

- Ainda não. Hoje à noite. Ele estava bêbado, Gigi.

- Oh, vocês realmente ficaram mal. Isso é bom, mostra que se importam um com outro e não gostam de estar separados e miseráveis. Vai ficar tudo bem, Stana.

- Sim, vai ficar. Filmamos juntos hoje – Gigi quase pode ver o sorriso da irmã pela ligação apenas pelo tom da voz – foi estranho, porém eu compreendo. Está tudo assim entre nós, sabe?

- Tenho que dizer outra coisa para você. Mamãe me ligou. Vai chegar no primeiro dia de março, não perdeu tempo. Isso quer dizer que você tem que se mudar na segunda, ou melhor ainda, no domingo. Ainda não sei como sobreviveremos Stana. Não podemos dar bandeira.

- Nem eu sei, Gigi. O que me lembra que tenho que preparar Anne também. Preciso ir, sis, estão me chamando para gravar.

- Boa sorte hoje à noite. E me diga se estiver tudo bem. Eu e Jeff merecemos saber.

Ela concordou e desligou. Caminhou para o set do loft. Nathan já estava lá conversando com Erick e Rob além de alguns dos operadores de câmeras. O assunto era Deadpool. Stana sentiu um embrulho no estomago. Eles riam e falavam bastante. Nathan também, porém ao vê-la chegar, simplesmente calou-se talvez com medo de fazê-la repensar sobre a má experiência. Erick virou-se para Stana comentando.

- Hey, Stana. Você esteve na première de Deadpool. Gostou do filme? Qual a sua cena favorita?

- Sim, gostei muito do filme. Não ria assim há muito tempo. Cena preferida? – ela mordeu os lábios, procurou por Nathan - Definitivamente a dos feriados – ela olhava diretamente para o marido – aquela que eles estão na cama? Ótimo dialogo! Bem bolado.

- Mesmo? Gostou da cena de pegação. Parece até o Castle falando – disse Erick – mas é ótima mesmo!

- Concordo com a Stana, como escritor diria que foi uma bela sacada com o jogo de palavras – Rob comentou. Nathan olhava-a intrigado. Ele pensara que ela jamais mencionaria uma cena de Morena. Seria uma pegadinha para ver como ele reagiria?

- Você realmente gostou dessa cena, Stana? De verdade?

- Sim, é provocante, inteligente. Independente dos atores envolvidos – agora fazia mais sentido, Nathan pensou.

- Acho que alguém gostaria de ouvir aquelas frases. Está querendo insinuar algo com Castle e Beckett, Stana? – perguntou Rob.

- Seria muito bom, mas é o tipo de coisa que não podemos fazer, envolve muita discussão com direitos. Enfim, é uma ótima cena. Beckett certamente gostaria de ter uma experiência assim. Castle não ia se recusar. Fã de HQ como é, toparia na hora.

- Bom saber, porque também gostei muito da cena – disse Nathan.

- Tudo pronto, pessoal – disse o diretor – vamos filmar?

Eles se concentraram em rodar as cenas. Nathan estava mais confiante após a conversa por ver que ela estava mais calma com relação a tudo o que acontecera. Ao final do dia, eles se despediram dos escritores e seguiram para casa. Ele passou no restaurante tailandês preferido de Stana. Queria estar preparado. Não esperava uma discussão leve ou simples. De uma coisa ele tinha certeza, iria acabar com esse mal-entendido com a esposa, não aguentava ficar tanto tempo longe dela.

Stana chegara primeiro que ele em casa. Estava sentada no sofá, falava ao telefone com o irmão. Devia ter falado com a mãe, pois ele ouvira o nome de Rada ser mencionado. Deixou a comida sobre a mesa, serviu-se de água e veio sentar-se na frente dela. Ao vê-la desligar o celular, perguntou.

- Você já jantou?

- Não.

- Trouxe tailandesa se quiser comer.

- Não acho que consiga colocar nada no estomago antes de conversar com você – ela mordiscou os lábios, estendeu a mão para pegar a dele fitando-o séria – não sei exatamente por onde começar – ela remexia-se desconfortável no sofá. Não havia um modo fácil, apenas precisava falar.  

- Ambos erramos.

- É assim que você quer começar? Dividindo a culpa? – ele já a olhava na defensiva. Puxou a mão, perdendo o contato do toque.

- Sim, porque é o correto. Recordo-me bem de suas palavras ao me comparar a.... droga! Não era assim que eu planejava começar. Não quero agredi-lo. Apenas ouça o que tenho a dizer.

- Tudo bem, não vou interrompê-la.

- Eu me deixei levar pelo exagero do ciúme, cedi a provocações mesquinhas. Em poucas horas, eu fiquei completamente cega e esqueci tudo o que vivemos até aqui. Todos os sacrifícios que fizemos, os momentos inesquecíveis. Por algumas horas, eu esqueci, eu bloqueie todo o amor que eu sinto por você, fiz o sentimento desaparecer para dar lugar ao monstro do ciúme. Eu me rendo ao meu egoísmo, ao meu irracional. Você é tão importante para mim, Nathan... tem noção do quanto?

Ela cobriu o rosto com as duas mãos, ele podia dizer que ela estava nervosa. Ela esfregou o rosto, os olhos estavam vermelhos, o rosto molhado por lágrimas. 

- Eu fui teimosa. Não quis enxergar o que estava na minha frente. Fiz tempestade em copo d´água, Nate. Sabe por que? Por que quando o assunto é você, eu sou irracional. Não adianta me pedir razão. Eu não penso claramente. O fato de ser Morena, agrava a situação, contudo, não é apenas ela, são todas. Qualquer uma que demonstre o mínimo de interesse em você. Porque você as atrai. Banca o irresistível, sem perceber. Eu mesma fui vítima milhares de vezes antes de estarmos juntos. Eu estraguei o filme, o dia dos namorados, perdemos tempo nos agredindo com palavras desnecessárias. Eu sinto muito, a ideia de dividir você com mais alguém me apavora. Eu te amo tanto que perco a razão. Foi injusto com você. Reconheço isso agora.

- Stana, eu não sei porque você se deixou levar tanto pelo ciúme. Eu nunca dei motivo para você duvidar de mim. E a sua suposta rival? Às vezes acho que você esquece de quanto é extraordinária, por dentro e por fora. Não vou dizer que não fiquei chateado. A irritação foi terrível, o risco, a birra de alguém que você ama, o egoísmo, porém nada superou a decepção que senti ao vê-la longe de mim, se afastar. Cinco péssimos dias. Foi demais! Odeio ficar sem você, a solidão é deprimente. Não sei se consigo imaginar estar separado, Stana. Você testou meus limites, minha paciência. Isso foi injusto. Doeu ser acusado em vão – ele desviou o olhar dela - Talvez se fosse outra pessoa, eu mesmo mandaria você sair por aquela porta. Porém, é você. Não conseguiria... você é minha esposa.

Ele suspirou vendo-a engolir em seco.

- Está dizendo que não me manda embora pela obrigação do casamento?

- Não, Deus! – ele passou a mão no rosto, olhou sério para ela, o rosto vermelho - Pare de procurar ver coisas que não existem. Não distorça minhas palavras. Não tem nada a ver com obrigação, você é minha esposa, a mulher que eu amo. É tão difícil entender isso?

- Não... – a palavra foi quase um sussurro em meio a vergonha que tomava conta dela. Na cabeça de Stana, ela só poderia fazer uma coisa agora - Pode me perdoar?

- Espero que não tenhamos que viver isso novamente. Somos dois teimosos apaixonados. Irei pedir uma última vez. Não fuja de mim, se tivermos um problema aceite e vamos conversar. Se acha que fiz algo errado, diga na minha cara, sem rodeios. Prefiro brigar e nos acertamos do que fazer joguinhos, agir como estranhos dentro de nossa própria casa. Estamos casados por isso, para compartilhar problemas, na alegria e na tristeza. A frase não é dita da boca para fora. Não se esqueça disso.

- Você não respondeu minha pergunta. É capaz de me perdoar? Eu fui orgulhosa, eu sei. Estou aqui engolindo meu orgulho só por você. Eu o magoei, Nathan.

- Stana... – ele pegou a mão dela na sua, os olhos azuis a fitavam intensamente – eu também errei. Falei o que não devia. Você me forçou a isso no calor da discussão e fiquei remoendo, me sentindo péssimo por ter agido do jeito que agi com você. Eu me envergonho disso porque um de nós deveria ter mantido a cabeça fria, ter sido a voz da razão, em vez disso, estouramos um com o outro numa tentativa frustrada de se impor e mostrar quem era o dono da verdade. Eu também sinto muito.

Ele ergueu-se da mesa sentando-se ao lado dela no sofá. Ela ainda estava aflita com a situação.  

- Não há o que perdoar porque não destruímos a nossa relação. Erramos e brigamos por causa do que sentimos. Nosso amor. Sim, ele pode nos cegar e por isso nos submete a situações como essas. Na nossa história discutir relação por ciúmes, depois de tudo o que já fizemos para estarmos aqui? É tão banal, porque a briga foi banal. Prometa. Quando tivermos um problema, resolveremos juntos.

- Eu prometo – ela estava perdida naqueles olhos azuis.

- Eu escolhi você. Só você – ao ouvir aquela frase, tão sincera, tão simples e perfeita, ela encostou a cabeça no ombro dele. Alívio. Fora tomada por um excesso de vergonha. Como ela poderia ter ferido esse homem maravilhoso?  

- Eu sinto muito por ter estragado o dia dos namorados. Se serve de consolo, eu me atolei de sorvete e reclamei de você. Não foi fácil vê-lo fazendo o sinal na tv – ele repetiu o gesto fazendo-a sorrir - Deveria agradecer a Gigi. Ela foi a verdadeira responsável por eu estar aqui. Ela é bem direta e bruta quando dá sermão.

- Sei que Gigi tem sua parcela de ajuda nessa história, mas você voltou porque seu coração pediu. E se não voltasse naquele dia, eu iria te buscar.

- Bêbado? – ela ergueu a sobrancelha.

- Não, no dia seguinte. Você não ouviria o que um bêbado teria a dizer, Stana. E não podia arriscar nosso segredo – ela sorriu, acariciou o rosto dele com as mãos. De repente, seu olhar mudou.

- Eu quero você.... aqui, agora... – ele podia ver o desejo nos olhos amendoados a sua frente.

- Não aqui... – ele a puxou pela mão rumo as escadas. No meio do caminho, porém ela não resistiu. Empurrou-o contra a parede beijando-o apaixonadamente. Ela desabotoava a camisa vermelha, jogou-a no chão. Tirou a própria blusa e já partiu para abraça-lo, precisava toca-lo. Sentando-se no meio da escada, ela puxou-o contra seu corpo. Nathan ajoelhou-se, abriu as calças e colocou o peso de seu corpo sobre o dela. Ela deslizou as mãos pelas costas dele enquanto ele devorava-lhe o pescoço. Queria apertar o bumbum, baixou o boxer que usava e beliscou com vontade as bochechas da bunda de Nathan. Pode sentir o membro rijo contra sua coxa. Deus! Ela era louca por ele.

Empurrando-o, ela trocou de posição ficando sobre o corpo de Nathan. As mãos exploravam o peito dele, os lábios tornaram a colidir com os dele em um beijo ardente. As unhas arranhavam seu peito, não conseguia parar de toca-lo, alcançou o membro segurando-o nas mãos. Nathan a puxava pela nuca aprofundando o beijo. Deixou uma das mãos abrir o fecho do sutiã, libertando os seios.

Stana acariciava o membro dele fazendo-o soltar pequenos gemidos. Ele sequer importava-se com o incomodo dos degraus marcando e machucando suas costas. O prazer era muito maior. Ela o estimulava movimentando suas mãos para cima e para baixo. Então, apoiou-se em seus ombros deixando-se deslizar sobre o membro sentindo-a preencher por completo.

Jogou a cabeça para trás e esperou o encaixe perfeito. Nathan ajeitou-se na escada para ficar frente a frente com ela. As mãos antes na cintura subiram para tocar os seios, aperta-los e voltar para agarra-la na cintura começando o movimento da busca do orgasmo. A língua dele lambeu um dos mamilos antes de abocanha-lo, os dentes rocavam na pele alva deixando marcas vermelhas. Stana gemeu.

Ele aprofundava o corpo dentro dela. Não conseguia parar de mover-se, forte, rápido. Mesmo com dificuldade, queria possui-la completamente. Sentiu o corpo de Stana tremer em seus braços, ela estava prestes a experimentar o primeiro orgasmo. Precisava de uma melhor posição. Colocando-a contra os degraus, sem quebrar os movimentos, ele conseguiu apoiar-se para ergue-la consigo. Esmagando-a contra a parede. Stana envolveu suas pernas na cintura dele.

Com movimentos rápidos e precisos ele a fez gozar em pouco tempo. Porém, não queria parar, ele também queria sentir o mesmo prazer. Tornou a beija-la puxando-lhe os cabelos. Ofegava e gemia extremamente excitada com o ato.

- Forte...Nathan... de novo...

Ele não parava, obedecia cada pedido. Estava quase no seu limite, mas precisava faze-la gozar novamente.

- Goze, Stana... entregue-se... – apertou-lhe os seios e estocou-a de uma vez. Ela soltou um grito e agarrou-se em seus ombros deixando o orgasmo a tomar. Ele não esperou mais e gozou com ela. Quando todo o êxtase começou a diminuir, eles deslizaram pela parede buscando um apoio. Rendição. Cansados, suados, os corações ainda batiam acelerados. Ela foi a primeira a mover-se. Buscou o rosto de Nathan, segurou seu queixo para força-lo a olhar para ela. Beijou-lhe os lábios.

- Melhor sexo de reconciliação... – ele riu fracamente.

- Não sei se tenho mais idade para essas loucuras, Staninha – ela tornou a escorar-se na parede – teremos que nos levantar daqui em algum momento.

- Sim, eu sei. Não agora.... – ela ficou calada por alguns segundos – eu acho que tem energia suficiente para mim, babe – uma das mãos apertou as bolas dele.

- Oh! Está pensando em um bis? Amo esse seu fogo, amor. Não sei se consigo...

- Consegue, eu posso provar – ela se levantou devagar. Estendeu a mão para que ele a acompanhasse. Ele ergueu-se do chão entrelaçando os dedos nos dela. Subiram as escadas para o quarto. Ela o guiou até a cama fazendo-o sentar escorado nas costas da cama. Engatinhou até onde ele estava se colocando no meio das pernas dele. De joelhos, começou a tocar seu membro para excita-lo novamente. Suas bocas trocaram um beijo intenso e apaixonado. Em pouco tempo, ele já estava pronto para ela. Sorriu.

- Eu não resisto a você, Staninha... – foi a vez dele a empurrar contra o colchão abrindo as pernas dela. Beijou uma e outra. Fazia uma trilha de beijinhos, usando a língua para provar e comprovar a umidade em seu centro. Rindo, ele falou – posso visita-la entre os feriados? – ela gargalhou.

- Quando quiser, Nate. Sempre que quiser... – e sentiu a boca de Nathan a tomando. Como instinto agarrou os lençóis e arqueou o corpo gemendo. Era uma viagem sem volta. Era dele. Somente dele. Não demorou para gozar outra vez e quando ele a estava possuindo, ela deixou escapar algumas palavras.

- Deus! Louco....amo você...

Após aconchegar-se em seu peito, cansada pela experiência intensa, Stana percebeu que estava com fome. Lembrou-se que ele trouxera algo para jantarem. Ela cheirou a pele dele, beijando-lhe o peito. Apoiando o queixo em seu ombro para fita-lo, chamou por ele.

- Nate? Está acordado? – ele resmungou algo que ela não conseguira entender – está com fome? Eu quero comer.

- Foi esse exercício todo que te deixou faminta, Staninha? – era bom ouvi-lo chamando-a assim outra vez.

- De certa forma, mas eu não jantei. Vou esquentar o que trouxe. Você quer também?

- Vai trazer aqui na cama?

- Posso pensar no seu caso, folgado...

- Acho que é o mínimo que eu mereço depois de toda essa demonstração de amor... – ela inclinou-se para beija-lo.

- Eu volto logo – em quinze minutos ela entrava no quarto com uma bandeja. Um único prato para os dois, um hashi e duas garrafas de cerveja. Sentou-se de frente para Nathan na cama começando a comer, revezava o hashi na sua boca e na dele – você trouxe meu prato preferido. Queria me convencer pelo estomago a fazer as pazes?

- Trouxe para agrada-la, mas acredito que há outras formas bem mais interessantes de lhe convencer...

- Como sexo?

- Até onde me recordo, foi você quem me atacou. Eu ia apelar para a sedução e as palavras.

- Você fez isso com aquele seu discurso sobre resolver problemas, dizendo quanto eu sou maravilhosa, que sente minha falta, não se preocupa com ciúmes...

- Eu não disse que não me preocupo com ciúmes, disse que você reagir de maneira ridícula se rendendo a ele estava errado. Eu tenho ciúmes de você, Stana. Seria louco se não tivesse. E quer saber? Me agrada demais o fato de saber que você enlouquece de ciúmes por mim, somente da próxima vez, não considere a situação como o fim do mundo e não fuja de mim.

- Você realmente precisa de mim, não? Precisa muito... quase uma dependência talvez? Gosto disso... em outras palavras, posso fazer de você meu escravo.

- Se está falando sexualmente, ficarei grato por prestar o serviço a qualquer hora. Mas que tal irmos para a parte onde você admite que estava louca para ficar comigo novamente? Que também estava miserável e triste por estar longe de mim? Sabe que posso facilmente pegar o telefone e perguntar para Gigi. E ela irá confirmar.

- Hey! Pare de ficar usando minha irmã contra mim! Só porque ela está namorando o seu irmão, isso não lhe dá direito de querer abusar de sua condição de cunhado.

- Você esqueceu de mencionar o fato de que ela concorda comigo. Então, assume logo – ela revirou os olhos e mostrou a língua para ele.

- Oh, sou Nathan Fillion, sou o máximo – ela falava imitando-o - as mulheres se derretem e brigam por mim, tenho uma bunda linda... só não ganha do meu ego em tamanho... – ele gargalhou.

- Tai algo que eu certamente não diria sobre mim, mas mesmo assim, obrigado pelo elogio.

- Eu não sei como sobrevivi cinco dias longe de você. Sou dependente sim, também preciso de você, babe – ela inclinou-se para beija-lo, porém foi impedida pela bandeja entre eles. Levantou-se tirando o objeto da cama. Voltou engatinhando sobre o colchão até onde ele estava. Seus lábios se encontraram e rapidamente ele a puxou para si. Intensificando o beijo, jogou-a de costas na cama. Deixou as mãos trabalharem desfazendo o nó do roupão que usava para revelar o corpo nu a sua frente. A boca mudou de rumo sugando um dos seios. Ela gemeu. Começava uma nova rodada de sexo de reconciliação. 

Na manhã seguinte, ambos tiveram problemas para acordar no horário. Não ouviram o alarme do celular tocar. Stana foi quem, espreguiçando-se enquanto procurava por Nathan achou a claridade forte ao abrir os olhos. Virou-se para checar o celular na cabeceira.

- Oh, meu Deus! – sentou-se na cama assustada – estou atrasada! São oito horas da manhã. Nathan! – ela o sacudia – acorda...hey... acorda! Estamos atrasados – ele abriu os olhos lentamente e deparou-se com a esposa pulando da cama correndo para o banheiro.

- Que horas são?

- Oito!

- Ah, tudo bem, eu só entro as nove.

- Eu não! Devia estar lá desde as seis da manhã. O que vou dizer a Alexi? Estão todos esperando por mim – ela entrava no chuveiro, ele levantou-se já se animando para acompanha-la. Ao perceber o que ele tinha em mente, ela o cortou – nem pense nisso! Hoje não é dia para gracinhas.

- Eu só queria tomar banho – falou com a cara de inocente.

- Só se eu não conhecesse você, Nate. Pode cortar algumas frutas para mim e separar um iogurte? Vou comer no caminho.

- O que eu não faço por você, Staninha...

Quinze minutos depois, ela descia as escadas completamente pronta. Pegou a sacola com o café que ele preparava para ela, deu um beijo rápido em seus lábios e quando estava na porta de casa, ele falou.

- Coloquei uma garrafa com café para você na sacola e enviei uma mensagem do seu celular para Alexi. Disse que estava indisposta porque comeu algo que lhe fez mal, porém estava a caminho. Vai chegar antes das nove.

- Você fez isso? Como desbloqueou meu telefone? – ela parecia surpresa. Ele anuiu com a cabeça sorrindo.

- É fácil, é a data do nosso casamento 111014.

 - Você é o melhor marido que alguém pode ter.

- Não, você está errada. Eu sou seu marido, de mais ninguém. Vejo você mais tarde – ela jogou-lhe um outro beijo no ar e saiu.    

Quando Stana chegou ao set pedia mil desculpas a todos, mas Alexi já havia orientado o pessoal sobre o que acontecera e eles estavam preocupados com a atriz. Tranquilizando-os, ela seguiu para a maquiagem. Não queria atrasa-los mais. Felizmente, tudo se resolveu e ela concordou em ficar um tempo mais naquele dia para gravar. Também aproveitou para discutir com Alexi seu cronograma de gravações para a próxima semana já que estavam filmando ainda o 815. Um daqueles com cenas de ação que exigia bastante dela.

Não cruzara com Nathan no set porque estavam filmando diferentes momentos. Ele estava fazendo ajustes finos em suas cenas do 814. Também checou se havia qualquer comentário sobre sua aparição de aliança nos tabloides. Desde a briga com ele, Stana não se preocupara com a repórter, só pensava no ciúme. Aproveitou para sondar com suas assistentes e o pessoal de câmera se eles leram muito sobre a noite da première, os tópicos mais falados e descobrir que a repórter deve ter acreditado na história dos dois.

A caminho de casa, ela checou o celular. Havia três mensagens de Gigi e uma ligação perdida. Sabia exatamente o motivo. Eram quase meia-noite. A irmã provavelmente não estava dormindo. Retornou a ligação.

- Finalmente, hein Stana? Se eu tivesse morrendo você sequer saberia.

- Oi para você também, Gigi. Estava trabalhando até agora.

- Eu estou em cólicas! O que aconteceu? Como foi a conversa? Se acertaram? Pergunta idiota! É claro que sim, posso perceber no seu tom de voz.

- Sim, conversamos. Eu desabafei, pedi desculpas e depois ele me disse o que o chateou, mas Nathan realmente é perfeito. Ele sempre sabe o que dizer, o que pedir, não é à toa que gosto de estar com ele.

- Ótimo. E o sexo? Imagino que foi excelente porque cinco dias sem estarem juntos, toda a tensão que passaram, sexo de reconciliação é o melhor que existe! Diz ai, que loucura ele fez, te jogou contra a parede?

- Gigi! Não vou ficar contando detalhes da minha intimidade, da minha vida sexual com meu marido. Posso ter um pouco de privacidade?

- É claro que não! Meu Deus! Foi você que o agarrou, não? Por isso esse papo de intimidade blablabla... você não presta, sis. Aposto que o negócio pegou fogo... por favor, não poupe sua maninha dos detalhes, quero saber.

- Gigi, não vou contar para você pelo telefone. Vou pensar sobre isso. Talvez quando estivermos morando juntas novamente eu possa contar algumas coisas.

- Ah, sério? Isso não se faz, Stana. Vou ter que esperar até Dona Rada chegar? Isso é tortura! – Stana riu do jeito da irmã.

- É o que tenho. Preciso desligar, já cheguei em casa e estou precisando mesmo descansar. A gente se fala. Um beijo, Gigi.

- Descansar, você vai é transar que eu sei! Você não merece beijo, sua malvada! Manda um beijo para o Nathan porque ele é um amorzinho comigo.

- Esse tipo de chantagem não vai funcionar... sua boba! Boa noite.

- Boa noite, sis – Stana ainda ria da reação da irmã quando entrou em casa.

As coisas retornaram aos eixos após as pazes. Claro que seus horários continuavam loucos e as vezes mal se viam. Foi o que aconteceu na segunda, ele sabia que Stana iria trabalhar até a madrugada enquanto ele ficaria livre por volta das seis da tarde. Por esse motivo, resolveu chamar os rapazes para um pequeno happy hour na sua casa. A ideia era aproveitar um tempo juntos e promover a série. Nathan sugeriu um live tweeting com Seamus e Jon no horário da costa leste que não ficaria pesado para eles já que teriam que trabalhar cedo no outro dia.

Stana viu a movimentação e não ligou até o momento que ambos confirmaram e sua ficha caiu. Isso ia acontecer essa noite na sua casa. E se percebessem alguma coisa? De repente, não lhe pareceu uma boa ideia. Ela esbarrou com Nathan na mini copa.

- Está certo essa história de live tweeting? Não acha que está arriscando muito?

- Arriscando? Acho que é ótimo para a série e para os fãs. Vai ser bom ter a companhia dos rapazes.

- Estou falando de nós. E se eles perceberem algo estranho, encontrarem roupas ou objetos meus?

- Só vamos usar a sala de vídeo. Até a cozinha eu vou evitar, já deixarei tudo a mão lá. Não se preocupe. Eles não vão identificar nada ligado a você.

- E as fotos? Você tem fotos nossas naquela sala.

- Eu as removi no dia dos namorados quando recebi a turma de OLTL.

- Sério? Você não me disse isso.

- Foi por precaução, nada relacionado com a nossa briga. Concentre-se em gravar. Sei como entreter esses dois – ela suspirou. Tinha que confiar nele. De certa forma, era uma maneira de despistar qualquer rumor ou desconfiança de que ele tinha alguém isso poderia vir a ser usado a seu favor quando sua mãe viesse fazer a famosa visita ao estúdio.

Nathan tinha razão. Passara três horas com os rapazes, bebendo, comendo e claro, fazendo a alegria dos fãs de Castle no twitter. Além de conversarem bastante e responderem perguntas, eles postaram fotos, fizeram elogios e criaram uma verdadeira festa. Tão boa que ele já pensava em repetir a dose na próxima segunda.

Quando Stana chegou em casa pouco mais da meia-noite, já não encontrou ninguém. Todos tinham compromisso cedo no estúdio, saíram por volta das onze da noite. Não vendo movimentação, foi direto para o quarto. Ele estava no banheiro, acabara de tomar um banho. Estava colocando o pijama.

- Hey... – ela disse abraçando-o pela cintura – noite divertida?

- Bastante. Seamus e Jon são ótimas companhias. E você? Está cansada? Vai gravar amanhã cedo?

- Sim, entro as sete da manhã. Outro dia corrido. Preciso de banho e cama. Que pena que você já tomou o seu, adoraria a companhia.

- Se quiser, eu tiro a roupa e lhe acompanho. Não será nenhum sacrifício, Staninha.

- Por mais que eu adore esse seu jeito de me mimar, eu nem sei se conseguiria fazer alguma coisa. Tive muitas cenas físicas hoje. Apenas me espere na cama – ela se inclinou na direção dele para beija-lo. Sentiu a mão de Nathan deslizando por baixo de sua blusa. Gemeu – Nate... não faz isso... não podemos perder a hora de novo. Se você começar a me provocar, mesmo sem forças, posso não resistir.

- Isso soa como um convite, amor – e antes que ela respondesse, ele já se livrara de todas as roupas ficando nu empurrando-a para o chuveiro.

Uma hora depois, eles finalmente conseguiram sair do banho. Ele catou as roupas que vestira antes e foi para o quarto esperar por ela. Stana mal teve forças para botar a camiseta e se enfiar debaixo do edredom colada no corpo dele. Adormeceu quase que instantaneamente.

Mais dois dias pesados de gravação para Stana. Felizmente recebera a notícia de que ia ter meio dia de folga na quinta. Estava se servindo de café quando Nathan se aproximou atrás da bebida também. Outro pretexto para ficar perto da esposa e para lhe dar um recadinho.

- Hora do café, não? Estou precisando. Quando chega essa hora da tarde meus olhos começam a arder. Cansaço, sono acumulado. Imagino você que tem filmado pela madrugada – a conversa era para não levantar suspeitas porque Jon e um dos diretores estavam por ali tomando café também.

- Sim, estou me virando como posso. Chego tarde em casa e demoro a dormir devido a adrenalina, sabe? Acabo ficando sonolenta no dia seguinte.

- Ah, claro! Muita adrenalina... – havia um duplo sentido nessas palavras, felizmente os rapazes os deixaram sozinhos – Jeff me ligou. Ele está nos convidando para jantar na casa dele amanhã à noite, por volta das sete. Não confirmei ainda porque não sei seu cronograma de gravações. Teve alguma mudança?

- Sim, amanhã trabalho apenas cinco horas. Das onze as quatro. Ele disse qual o motivo do jantar?

- Quer retribuir a gentileza que fizemos para ele e Gigi. Disse que faz parte do desempate entre vocês dois – ela riu.

- Tudo bem. Pode confirmar. Talvez seja a nossa última reunião antes da mamãe chegar.

- Nem me lembre disso, duas semanas longe de você. Será o inferno!

- Dessa vez não estaremos brigados, isso já é uma boa coisa. Esquece, péssima colocação. Desculpe.

- Tudo bem, você tem razão. Vai ser um pouco mais fácil porque tenho a certeza que você voltará para casa. Vejo você mais tarde.

Na quinta-feira, Gigi chega na casa de Jeff carregando duas sacolas de compras. Estavam pesadas. Colocou-as sobre a mesa e respirou aliviada.

- Jeff! Cadê você? Jeff! Caramba, tem certeza que precisa de tudo isso? É um jantar para quatro pessoas e não o batalhão do exército.

- Estou aqui na cozinha – ele reaparece na sala com um pano de prato no ombro e um avental na cintura – e não é tanta coisa assim. Deixa de ser exagerada, amor, são apenas diferentes opções de entrada. Para saborearmos as bebidas. O jantar será prato único. Fiz lasanha. Nathan ama minha lasanha.

- Hum, qual o segredo da sua lasanha?

- Bacon. Por isso ele adora, Nathan é tarado por bacon.

- Então você vai preparar um monte de patês, queijos e frios para servir com pão e depois lasanha? Wow, Stana vai te odiar, nada saudável. Muito carboidrato.

- Primeiro, não é pão é foccaccia. Segundo, minha cara Kristina, eu sei que sua irmã é uma pessoa saudável exatamente por esse motivo eu pedi para você trazer o salsão, as cenouras e as azeitonas. Se ela não quiser comer os frios, pode comer as verduras e quanto a sobremesa, abacaxi para ajudar na digestão mesmo que eu saiba que meu irmão irá atacar o sorvete.

- Pare de me chamar de Kristina. Não foi por isso que lhe disse meu nome verdadeiro. Somente minha mãe me chama assim e ela tem que estar com muita raiva de mim. Gosto de Gigi.

- Tudo bem, Gigi. Prometo que não faço mais isso, a menos que você me dê motivos sérios.

- Fique despreocupado. Não terá que se sua deixa – ela se aproximou dele abraçando-o pela cintura.

- Que pena! Eu esperava ver você fazendo uma cena por causa de ciúmes algum dia... talvez uma briga, sabe, defendendo seu homem... seria no mínimo excitante – ele a olhava intensamente.

- Você é muito bobo... homens e suas fantasias... quem sabe um dia, desde que não seja você que me dê motivos...– ela acariciou o peito dele, as mãos dividiam-se entre as caricias no tórax e no avental amarrado na cintura, beijou o rosto dele deixando os dentes rocarem a barba rala - você fica sexy nesse avental... podíamos aproveitar a oportunidade e testar seus dotes culinários relacionados com outra área...

- Por mais tentador que seja – ele beijou-lhe o pescoço várias vezes – temos um jantar para preparar – mordiscou o queixo dela – já são quatro horas... eles chegarão as sete.

- Correção, Jeff – ela beijou-lhe os lábios outra vez – você tem um jantar para preparar. Não me envolvo com a cozinha, esqueceu? – ela o empurrou.

- Nossa! Você é muito mandona. Achei que era apenas sua irmã.

- Nah... é de família. Vou tomar um banho. Avise quando eu puder descer para receber meus convidados e apreciar os antepastos.

- Folgada! Não sou seu empregado... – ele disse segurando o riso.

- Não, mas gostaria de ser meu escravo sexual? – ele revirou os olhos.

- Pare de colocar ideias na minha cabeça, Gigi! – ela sumiu gargalhando. Jeff sacudiu a cabeça para tirar a imagem de uma Gigi dominadora de sua cabeça e cuidar do jantar – onde fui me meter? Tudo culpa sua, Nate! – ele resmungou.

Mais tarde, a campainha toca avisando a chegada dos convidados. Stana sorria segurando uma garrafa de vinho nas mãos. Nathan estava ao seu lado. Tinha uma caixa nas mãos. Gigi olha para o cunhado intrigada.

- Boa noite, casal Fillion. Sejam bem-vindos a essa humilde casa – fez sinal para entrarem - Posso saber o que você tem nas mãos, Nathan?

- Apenas um presente de casa nova. Afinal, Jeff acabou de mudar-se para LA, essa é a nossa primeira visita, nada mais justo. Onde ele está?

- Na cozinha. Deve estar preparando os antepastos para servir com a bebida – ela pegou a garrafa da mão da irmã – obrigada, sis. Vamos já experimentar essa belezinha. Já, já ele aparece.

- E você não vai ajuda-lo, Gigi? – perguntou Nathan.

- Há! Você não conhece minha irmã. Ela e a cozinha são inimigas declaradas. Você escolheu a Katic certa, Nate – ele riu.

- Ainda bem que Jeff sempre gostou de cozinhar. Senão sentiria pena dele.

- Hey! – ela deu um murro no braço do cunhado – posso oferecer coisas muito melhores que cozinhar, duvido que seu irmão discorde. Eu sou bem criativa...

- Gigi... – Stana repreendeu-a.

- Ah, qual é sis? Somos todos adultos. Falando nisso, como vai a vida de casada depois que fizeram as pazes? Não destruíram a casa, certo? Sexo de reconciliação é muito bom!

- Gigi! – Stana ralhou com ela já vermelha.

- Ela tem razão, sabe? – Jeff apareceu na sala dando um beijo na cunhada e um abraço no irmão – sexo de reconciliação é ótimo. Sejam bem-vindos. Vão de vinho mesmo? Tenho whisky, mas vinho combina mais com a nossa noite.

- Pensei que ia concordar com a outra parte do discurso. Sobre ela oferecer mais do que comida.

- Concordo 100%. E não me importo.

- Eu disse, ele gosta assim – respondeu Gigi fazendo todos rirem – Nathan trouxe um presente para você.

- Oh, quase esqueci. Aqui, bro – ele entregou a caixa. Jeff abriu se deparando com um conjunto incrível de taças e copos para todos os tipos de bebidas. Stana se aproximou, pegou algumas taças e comentou seguindo para a cozinha.

- Deixe-me ajudar com o vinho.

- Não, você é minha convidada – Jeff saiu atrás dela.

- Agora que estamos sozinhos, posso te perguntar. Está tudo bem, vocês discutiram muito? Não tive tempo de entrar em detalhes com minha irmã, ela anda trabalhando muito.

- Teve que fazer isso devido a visita da sua mãe. Estamos bem, Gigi. E se você não sabe, eu sou realmente muito pacifico em relacionamentos. Tudo que quero é ficar bem com quem eu amo. Acabamos por descobrir que não toleramos ficar longe um do outro, é uma tortura. Nem quero pensar nesses dias que ela estiver morando com você.

- Não precisa dizer isso para mim, eu vi o sofrimento da minha irmã. Vocês pertencem um ao outro. Satisfaça minha curiosidade, foi épico? O sexo? – Nathan balançava a cabeça – vamos, cunhado, sei que minha irmã é uma tigresa na cama. Só me dê um sim ou não.

- Gigi... – ele riu – se ela sonha... sim, foi épico e não foi na cama, pelo menos não a primeira vez.

- Deus! Fiquei mais curiosa, mas obrigada por contar.

- Contar o que? – Stana apareceu com a bandeja de antepastos e frios enquanto Jeff trazia as bebidas.

- Nathan estava me contando sobre o motivo porque você não parece ter tempo para falar comigo. Anda trabalhando demais e a culpa é da mamãe aparentemente.

- Tivemos que reavaliar o cronograma de gravações e não apenas isso, tenho um episódio focado na Kate. Você pensou que eu estava te evitando?

- De certa forma, tudo bem, sis. Sei que você não quer me contar da sua intimidade. Isso não quer dizer que não vou continuar tentando – Stana revirou os olhos. Precisava fazer Gigi esquecer isso. Queria uma noite agradável, não embaraçosa.

- Que tal mudarmos de assunto? Conte para nós, Jeff. O que está achando da vida em LA? – Jeff sorriu. Compreendia exatamente o que a cunhada estava tentando evitar, então respondera a sua pergunta iniciando uma conversa animada sobre a cidade. Em minutos, todos estavam engajados, bebendo e rindo. Um jantar familiar e ao mesmo tempo um encontro duplo entre dois casais apaixonados. Não era todo dia que se via isso acontecer. 

Meia hora depois, Jeff os convidou para sentarem-se a mesa explicando o porquê da escolha do prato único já se desculpando pelo cardápio. Stana sorriu para o marido e para o cunhado.

- Você vai achar estranho, Jeff. Mas eu estava desejando uma comida com muito carboidrato. Minhas cenas têm sugado minha energia. E se tem bacon, quem sou eu para recusar? Mal posso esperar para provar.

- Terei o maior prazer em servi-la – Jeff pegou o prato e colocou uma porção generosa da massa – se quiser mais queijo, aqui está o vidro. É pecorino. Quer que eu lhe sirva também, amor? – vendo o jeito ansioso que Gigi olhava para ele. Não esperou resposta, pegou seu prato e fez o mesmo – Nate, você é de casa.

- Jeff! Isso está muito bom! Como aprenderam a cozinhar assim? Você e seu irmão sabem conquistar suas mulheres pelo estomago...

- Estamos longe de sermos experts ou masterchef´s aprendemos o básico, não Nathan? E você acertou em cheio o real motivo. Impressionar garotas. Nós costumávamos deixar a cozinha da mamãe um verdadeiro desastre, porém ela sempre nos perdoava porque acabávamos fazendo algo gostoso. Na verdade, ela se orgulhava de ver que os seus meninos tentavam ser independentes. Se ela soubesse a razão.


- Ela sabe, Jeff. Pode acreditar. Lembra quando quase provocamos um incêndio naquele meu apartamento em Nova York? Todo o lugar cheirava a queimado por uma semana! Mesmo assim, olhe para nós, estamos aqui em Los Angeles na companhia de belas mulheres que adoram nossa culinária. Conseguimos não, bro? Um brinde a isso! – eles ergueram as taças rindo. Sim, estava sendo uma excelente noite. Nathan torcia para estar longe de terminar.  Quanto mais tempo passasse ao lado de Stana, melhor.  


Continua...

5 comentários:

Pâmela Bueno disse...

próximo...próximo...próximo...próximo!!!! quero ver a chegada da Dona Rada que ainda vai acabar descobrindo os segredos das duas filhas hahahhahah não demora para atualizar por favorrrrrrr

cleotavares disse...

Que bom que fizeram as pazes. E a Gigi? é uma figuraça. kkkkkkk
Estou ansiosa para a chegada da D. Rada.

Leila Simiao disse...

Realmente incrível, sabia que a reconciliação seria ótima, com sua incrível capacidade de descrever os detlhes fica ainda melhor!

rita disse...

Excelente essa reconciliação!! Amei! Vamos ver quando a mãe delas chegar. Abraços.

Marlene Brandão disse...

Jesus... Maria... e José!!!
O que foi esses dois tarados na escada???!!!!
Segura a marinba monamou!!!!
Deu até uns coisos nos meio das penas, mas que bom que se acertaram,na próxima Nathan fique a vontade pra dá umas palmadas na Stana,não é legal.... u.u
O que dizer do Shipper J&G???!!! Dois coisos pro meu pobre ♡. Sem deixar de citar que Gigi sou eu na vida HAHAHAHA SOS HAHAHAHA
"Nois finge que tá de boa,mas é cada detalhe que nois mendiga" HAHAHAHA