domingo, 20 de março de 2016

[Stanathan] Kiss and Don´t Tell - Cap.67



Nota da Autora: Mais um capítulo para vocês. E sim, continua o angst, afinal sabemos que são dois teimosos. Não fiquem com raiva de mim, sei que irão gostar do capitulo mesmo assim. E prometo para o bem de nossos corações que as coisas vão se acertar. Já bastam os tiros da vida real. Enjoy! 


Cap.67

Gigi certificou-se de que a irmã estava bem antes de deixa-la sozinha. Ela imaginava que Nathan estava prestes a chegar em casa já que ouviu-o dizer que iria embora também. Independente de não ter feito nada, ela sabia que Stana, de alguma forma, descontaria sua raiva e frustração nele.   

- Sis, olhe para mim – ela estava sentada na cama já de pijama. Obedeceu a irmã – promete que não vai ser tão dura com Nathan? Sei que está com raiva, chateada, eu entendo. Só que ele também está. Não quero que briguem por besteiras. Ninguém feriu os sentimentos de ninguém hoje. Esqueça a Morena, não vale a pena brigar por causa dela.

Stana não disse nada. Gigi beijou-lhe a testa.

- Posso ir? Você vai ficar bem? Se quiser espero Nathan chegar...

- Não, pode ir.

- Juízo, sis. Volim te.

- Volim te – Stana respondeu. Assim que teve certeza de que Gigi fora embora, ela levantou-se da cama e foi até a cozinha. Abriu a geladeira e tirou uma garrafa de vinho tinto intacta. Abriu e nem sequer serviu a bebida em um copo, bebeu no gargalo mesmo. Precisava disso. Não queria encarar Nathan naquela noite somente com a raiva que sentia. Sentada no sofá da sala, ela tomava a garrafa. Sem ninguém para impedi-la, ela esvaziava aos poucos o objeto a sua frente.

XXXXXX

Gigi espantou-se ao encontrar Jeff em casa, mais precisamente no seu quarto. Não fora para o seu apartamento.

- Você deixou Nathan em casa?

- Não, ele estava dirigindo. Pedi para deixar-me aqui, ele disse que ia dar uma volta porque sabia que Stana precisava de um tempo. Como ela está?

- Mal. Não por causa do Nathan. Pela provocação, pela atitude daquela mulher. Sério, Jeff, ela é daquele jeito sempre, totalmente oferecida, espaçosa? Entendo completamente a raiva da minha irmã. Eu também ficaria da mesma maneira. Muito abusada!

- Ela tem um jeito diferente de agir, lidar com pessoas. Tudo bem, confesso que é um pouco demais.

- Você não viu o que nós vimos. Ela tentou agarrar seu irmão, felizmente Nathan a afastou e Stana o viu fazendo isso. Sabe lá o que aconteceria se ela visse apenas uma parte da cena. O pior era dizendo que porque ele não correspondeu, ela sabia que ele tinha alguém. Que espécie de mulher é essa? Ela praticamente chamou o Nathan de galinha, fácil... – ela estava irritada - ridícula, isso é o que ela é.

- Hey... tudo bem, não precisa ficar irritada com isso. Você fez sua parte, ajudou sua irmã e agora cabe aos dois se acertarem, se é que realmente precisam. Nathan estava muito chateado com a situação. Conheço meu irmão, ele vai contornar tudo e logo Stana vai estar bem. Ela não tem dúvidas quanto a ele, aos seus sentimentos, tem?

- Não. Ela só está chateada com o que presenciou. Não é fácil estar nessa situação. Pessoalmente, não tenho ideia do que faria. Talvez socasse a cara da perua, o que não fiz por causa da minha irmã e do segredo. Vontade não faltou.

- Vem cá... – ele a puxou pela mão – vamos cuidar de outro Fillion agora... – ele a colocou em seu colo e a beijou – tudo bem se eu passar a noite aqui? Alguma chance de ser surpreendido por outro cara? 

- Você não irá encontrar nenhum outro cara, mas sua noite pode lhe custar caro. Não é tão simples assim. Tenho exigências...

- Algo me diz que vou gostar muito dessas exigências... – derrubou-a na cama enchendo-a de beijos.

XXXXXX

Nathan chegou em casa meia hora depois que Gigi saíra. O silêncio pairava no ar. Imaginou que ela estivesse no quarto provavelmente deitada e quem sabe dormindo depois da noite estressante que tivera. Ele também não estava nada bem. Apesar de ter dado uma volta a fim de se acalmar, os acontecimentos da noite ainda estavam presentes em sua mente. Seja o jeito desrespeitoso de Morena com ele, a forma como Stana encarara toda a provocação da rival e para piorar a história da aliança. Poderia ter sido um lapso, no fundo, porém, Nathan acreditava que tratava-se de algo mais.

Ao passar pelo sofá da sala, ele não percebera a presença dela. Foi até a geladeira, tomou um copo com água e subiu as escadas. Ao ver o quarto vazio, ele se preocupou. Onde ela estava? Será que fora para casa com Gigi? Temendo por uma briga ainda maior, ele pegou o celular e ligou para o número da esposa. De repente, ouviu o toque familiar vindo do banheiro. O telefone dela estava ali, então onde se escondera? Ele decide descer as escadas outra vez. Chamou por ela.

- Stana... hey, amor... cadê você? Stana! – ele caminhava pela sala quando reparou na figura sentada ao canto. Acendeu as luzes. Havia uma garrafa seca de vinho sobre a mesinha de centro - Stana? Deus! Por que não me respondeu? O que você está fazendo aí no escuro? – ele se agachou na frente dela. Podia ver que os olhos dela estavam vermelhos. Havia chorado – vem, levante-se, vamos para o quarto. Você bebeu essa garrafa toda de vinho ou Gigi dividiu com você? – ele tentou ergue-la, mas ela se desvencilhou dele.

- Não, Nathan... – a voz era chorosa – me deixe...

- De jeito nenhum. Você bebeu, está cansada e não vou deixa-la largada aqui na sala. Você vai subir comigo. Consegue andar? – ela suspirou passando as mãos nos cabelos.

- É preciso bem mais que uma garrafa para me derrubar – logicamente falava da boca para fora porque estava alta. Trançava os pés. Nathan resolveu não falar nada. Ela ia na frente. No meio da escada, ela titubeou quase caindo para trás não fosse pelo corpo dele que servira de apoio. Mesmo assim, não dera o braço a torcer. Chegando no quarto, ela sentou-se na cama fitando os pés. Não queria olhar para ele.

- Stana, olhe para mim. Fale comigo.

- Eu não posso, não hoje. Por favor, Nathan... sai daqui, me deixe sozinha.

- Você está me evitando? É isso? Não acredito! O que foi que eu fiz? – a calmaria começava a desaparecer. Ele não queria, mas precisava força-la a falar.

- Não é sobre o que fez. Eu não consigo lidar com isso agora. Não estou preparada. A noite foi demais para mim.

- Certo, a noite foi pesada. Você está chateada, até aí eu entendo. Mas por que quer me expulsar daqui? Posso ficar quieto. Não mexer com você se esse é o problema – a irritação piorando – Stana, olhe para mim. Não gosto de falar com alguém que não me olha...

- Eu não posso... – ela sussurrou.

- Não pode ou não quer? Você está com raiva de mim, é isso? Mesmo que não tenha feito nada? – então ela explodiu.

- Não é você! É a situação! Estou com ódio de mim por ter cedido a provocações, pelo que me deixei ver. Aquela mulher... Deus! Não consigo olhar para você, tocar você sem me lembrar do que ela fez. Ela queria te agarrar, ela se esfregava em você! O que quer que eu faça, finja que está tudo bem quando minha vontade era socar a cara dela? Eu te olho e revejo as cenas na minha mente... por favor, não hoje. Deixe eu curtir minha fossa sozinha.

- E eu, Stana? Acha que foi muito fácil me ver encurralado, mentindo, sendo pressionado. Será que pelo menos por um instante pensou em mim? Se colocou no meu lugar?

- Ela agarrou você! – ela gritou.

- E eu a empurrei! Ou você não viu isso? – gritou de volta.

- Eu vi, mas... é difícil! Ela tratou você como um pedaço de carne, fácil, disponível.

- E quanto a você? Aquela repórter veio me questionar sobre a sua aliança e eu tive que corroborar a história rindo, fazendo papel de bobo. Você estava de aliança, podia ter colocado todo o nosso segredo em risco! Já pensou se essa repórter não acreditar na nossa palavra? Se começar a especular sobre um suposto noivo ou marido nas redes sociais, nos tabloides? O que você estava pensando ao usar a nossa aliança de casamento?

- E-eu esqueci... – ela não soou convincente.

- Stana, eu a conheço muito bem. Você não esqueceu, você quis usar a aliança hoje à noite. Por que? – ela tornou a baixar a cabeça por um instante. Odiava o fato dele a conhecer tão bem. Não podia mentir, jurara que não faria isso nunca mais. Teria que dizer o que estava sentindo – estou esperando uma explicação...

- Porque eu sabia que estava entrando na cova dos leões, sabia que estaria exposta. E acertei. No minuto que aquela mulher colocou os olhos em você, me senti roubada, presa. Ela se aproveitava de você e eu não podia fazer nada. A aliança era um pequeno lembrete de que você é meu marido. Tem ideia do quanto é frustrante ver uma mulher se insinuar para o seu marido e não poder fazer nada? A minha vontade era voar no pescoço dela e gritar aos quatro ventos que você tem dona. Quase o fiz. Por sorte, Gigi estava lá. Droga! Eu admito que fui consumida pelo ciúme, que você não tem a culpa total na história, mas eu tenho sangue correndo em minhas veias! – ela mostrou a aliança novamente – isso me lembrava que ao fim do dia, você voltaria para mim.

Ele virou-se de costas para ela, Stana sabia que ele estava irritado. Nathan chutou a cômoda no canto do quarto. De repente, as palavras brotavam com facilidade. Havia nela a necessidade de se explicar. Desabafar.

- Pensa que é fácil observar outra mulher se insinuando para você? Ela se fazia presente, você dava espaço inconscientemente, mas cedia, sem intenção. Ela é sua amiga, afinal. Eu estava morrendo por dentro. A aliança foi arriscado, porém era a única maneira de me manter sã diante daquela situação. Desculpe se o coloquei em maus lençóis com a repórter, nunca foi minha intenção.  

- Droga! Foi egoísta. Isso poderia ter nos custado tudo, Stana. Nossa vida juntos, nosso segredo. Arriscar tudo por ciúmes? Pior, ciúmes ridículo e inexplicável. Você não confia em mim, é isso? Quando te dei motivo para ficar tão cega e inconsequente?

- Nunca! Eu confio em você, Nate... de verdade. Mas você vai dizer para mim que não tenho razão em estar com raiva, irritada?

- Razão...- ele sorriu frustrado, o gesto soou como deboche para ela - a única coisa que você não tem agora é razão. Ficou tão cega que quase pôs tudo a perder!

- Está sendo injusto. Você está vendo porque não queria conversar? Por que não queria passar por isso agora? Sabia que íamos nos agredir! Merda! Eu não sou racional! Vocês têm uma história juntos!

- História? Eu e Morena? Tivemos um lance, sexo e nada mais. Nós temos história, Stana – ele foi até ela, segurou seus braços – nós... eu e você. São sete anos, como pode achar que Morena é ameaça, é páreo para o que nós temos?

- Talvez porque eu seja insegura e idiota o suficiente para isso... – ele tentou abraçá-la, mas Stana escapou de seus braços, ele a olhou intrigado – não. Por favor, hoje eu simplesmente não consigo. Preciso ficar sozinha, preciso de um tempo, uns dias para tirar toda essa lembrança horrorosa da mente e olhar para você não ajuda. Me deixe sozinha, Nathan.

- Eu vou. Irei dormir no quarto de Anne. Somente porque eu sei que parte disso é o vinho falando. Talvez até seus hormônios. Mas você me deve desculpas. Você está tão errada nessa história quando eu, melhor dizendo quanto Morena.

- Você está me comparando a ela?

- Não, ela nunca poderia ser você. Porém, suas atitudes são tão ridículas quanto as dela hoje.

- Sai daqui! – ela gritou. Naquele instante, ele soube que pisara na bola, passara a ser o vilão, tão errado quanto ela. Exagerara nas palavras, droga! Por causa disso, perdera a razão e teria que arcar com as consequências. Chega! Ele precisava de uma boa noite de sono. Nathan saiu do quarto suspirando. Assim que o viu cruzar a porta, ela jogou-se na cama. As lágrimas vertiam copiosamente. E outra vez, as imagens terríveis da noite passavam como um flashback em sua mente.

Nenhum dos dois dormira bem naquela noite. Nathan cansara de se revirar na cama procurando pelo sono que nunca vinha. Talvez tenha cochilado por uma hora. Levantou-se as cinco da manhã tinha que estar no estúdio às seis. Iria gravar em locação com Toks. Stana tinha um cronograma diferente. Após uma caneca de café bem forte, ele deixou a casa. Ela ainda dormia.

Não, ela fingia.

Stana ouvira os passos de Nathan ao entrar no quarto. Não queria encara-lo. Quando ele se foi, ela mexeu-se na cama cobrindo o rosto com o edredom. Se sentia péssima diante do resultado da noite anterior. Não dormira direito. Sua mente revivia os supostos ataques de Morena, a discussão, a raiva. Por que se deixara afetar tanto por isso? Por que brigara com ele? Nathan também não precisava ter dito certas coisas. Levantou-se arrastando o corpo até o banheiro. Seu celular continuava lá. Talvez devesse dar um tempo para os dois esfriarem a cabeça. Podia passar uns dois dias com Gigi. Aproveitar para pensar na visita da mãe.

Por impulso, ela pegou uma pequena valise no closet e começou a colocar algumas peças de roupa, maquiagem, sapatos, poucas coisas, o necessário. Em seguida, tomou um banho. Quinze minutos depois, ela lembrou que deveria ligar para Gigi, não queria atrapalha-la e se expor novamente se Jeff estivesse com ela. Pegou o celular, a irmã atendeu no terceiro toque.

- Stana? Que horas são?

- Desculpe, acho que nem sete da manhã.

- Aconteceu alguma coisa?

- Talvez... Posso ir para a sua casa? – as palavras da irmã fizeram Gigi acordar, ficar em estado de alerta.

- Claro! É sua casa também. Você brigou com Nathan? – Jeff que estava deitado, passou a prestar atenção na conversa.

- Sim, eu nem sei como classificar a discussão que tivemos. Está tudo muito confuso. Eu preciso de espaço e tempo para pensar. Conversar. Eu não sei como encara-lo nesse momento. Eu vou para o estúdio, ele está em locação, filmando externas hoje. Devo aparecer por aí no fim da tarde, tudo bem?

- Claro. Você vai dormir aqui, pode ficar o tempo que precisar, sis. Não vou comentar nada sobre o que você está fazendo porque preciso ouvir a história, mas não se deixe atingir por gente mesquinha e coisas fúteis, Stana. Você é bem melhor e maior que isso, seu amor é maior que ciúmes ou casos passados. Pode vir, sis. Eu te espero.

- Obrigada, Gigi – desligou o telefone e com a valise em mãos seguiu para a cozinha.

Gigi ainda estava intrigada com o que ouvira. Isso realmente acontecera? Era estranho imaginar aqueles dois separados. Virou-se para Jeff. Buscou sua mão.

- Eles brigaram. Não sei a seriedade da briga, mas para Stana querer um tempo? Como pode uma mulher ser capaz de tirar a paz de um casal? Ciúmes bobo. Não acredito que Nathan tenha feito algo ruim. Essa impulsividade de Stana, a vontade de fugir, é um pouco de medo, não quer encarar o marido porque talvez ele esteja certo sobre algo. Eles se amam. Não estamos falando de um caso, é um casamento.

- Você está do lado do meu irmão?

- Não estou do lado de ninguém. Sequer ouvi a história. Quero que se entendam, mas consigo me colocar no lugar dela. Foi horrível ver o jeito como aquela biscate agia com Nathan e quando tentou agarra-lo? Juro que eu mesma queria voar no pescoço dela. Tive que ser muito benevolente para não deixar Stana avançar nela.

- Melhor eu ir embora. Ela irá precisar ficar a sós com você. Como será que Nate está?

- Péssimo, com certeza. Não precisa sair correndo. Ela foi trabalhar, virá no fim da tarde. Podemos tomar café juntos. Mais tarde, você deveria ligar para Nathan. Ele deve estar precisando de um ombro amigo.

- Sim, farei isso.

Ao chegar em casa após o trabalho, Nathan foi surpreendido por um bilhete deixado sobre a cama.


“Nate, eu sinto muito pelas coisas que disse ontem. Saímos ambos machucados e não consigo raciocinar no momento qual seria o melhor caminho para consertar a besteira que fizemos. Não posso retirar o que disse, ambos erramos e estamos chateados. Preciso colocar as ideias em ordem. Recuperar minhas forças, minha confiança para poder encara-lo. Ainda está muito vivo. Desculpe. Estarei com Gigi. Não me odeie. Espero não ser tarde demais... S”


O que ela estava fazendo? Não precisava ir embora. Quer dizer, ela somente precisava respirar, certo? Não ia abandoná-lo. Por um instante, ele pareceu desnorteado. Devia falar com Gigi? Saber como ela estava? Não pensou duas vezes. Ligou para a cunhada.

- Gigi, é o Nathan. Ela está aí? Como ela está? Por que foi embora?

- Hey, acalme-se. Ela ainda está trabalhando. Não posso responder suas perguntas porque eu ainda não a vi, mas se quer minha opinião agora eu dou. Ela está confusa, triste, se odiando por ceder aquela biscate e magoada. Sei disso porque pude escutar na sua voz, era perceptível. Mas, ela te ama Nathan... demais... Era para ser uma noite de diversão e olha o que virou? Um desastre com direito a ofensas. Sei que você não fez nada e acredite quando digo que Stana também sabe. Só que precisa de tempo para digerir o que viu. Tem que concordar comigo que não é fácil.

- Eu sei que não, Gigi. Para nenhum de nós ou você acha que eu não gostaria de ter ido àquela première de braços dados com Stana? Desfilar no tapete vermelho com ela? Porém, escolhemos nosso caminho. Temos um segredo a proteger, segredo que ela quase revelou com o lance da aliança e tudo isso por que? Ciúme! Inexplicável ciúme! Sua irmã se olha no espelho regularmente? Morena não é páreo para ela em qualquer nível!

- Nathan, não se trata de beleza apenas, contudo concordo com você. Mesmo falando de passado e história, o que vocês têm é muito superior a tudo isso. Acho que ela chegou. Não se preocupe, farei ela voltar para casa o mais rápido possível.

- Domingo é dia dos namorados. Não quero passar brigado com sua irmã...

- Nem eu quero que isso aconteça. Porque também quero curtir a data, se você me entende. Falamos depois – Gigi desligou. Stana estava a sua frente – sis... como você está? – ela abraçou a irmã.

- Com quem você estava falando?

- Jeff – ela mentiu - Quer me contar o que aconteceu? Está com fome? Posso fazer um lanche, um café e você pode desabafar. Está precisando. Vem... – saiu puxando a irmã pela mão até a cozinha. Podia ver o cansaço no rosto dela, a tristeza no olhar – você está mal mesmo. Não dormiu aposto! Por que faz isso consigo mesma, Stana?

- Eu não sei.... eu não consigo lidar com ciúmes. Eu nunca fui assim com outros caras, mas Nathan? Ele me deixa louca! Fora de mim, pareço alguém sem juízo! Eu continuo remoendo, vendo as cenas. Deus! O que há de errado comigo? Discutimos, nos ofendemos... eu o amo tanto, Gigi... sei que ele tem razão em algumas coisas. Só que preciso de um tempo para organizar minhas ideias, encontrar uma maneira de dizer que sinto muito e mais que isso, eu preciso saber se, caso isso aconteça novamente, estarei preparada para não cometer o mesmo erro?

- Tudo bem, sis. Eu sei que você é apaixonada pelo Nathan, também reconheço que a situação não foi das melhores, mas daí a brigarem por isso? Ter ciúmes, sim. É compreensível só que você usou isso contra si mesma. Ele a deixa louca? Adivinha? Isso acontece quando as pessoas se amam. Quero saber dos detalhes da conversa para ver até que ponto você errou e se ele também ultrapassou limites.
Segurando a caneca de café que a irmã lhe dera, Stana começou a relatar a discussão em detalhes.

- Ele me comparou a ela. Como pode fazer isso?

- Ele não está totalmente errado, sis. A maneira como você reagiu as provocações e a forma como o tratou... tudo bem desabafar, colocar as claras tudo o que está sentindo, mas sair de casa? Pedir um tempo? É um pouco demais até para mim.

- Então, estou errada. Ótimo! Mais uma. Queria ver se fosse Jeff ou melhor, se fosse ele observando algo assim acontecer comigo. Eu não consigo olhar para Nathan sem lembrar do que ela fez. Está tudo muito vívido ainda em minha mente.

- Olha, quer seu tempo? Você terá seu tempo. Apenas lembre-se que na hora que decidir voltar para casa, terá que pedir desculpas – Stana suspirou. Estava cansada de discutir o assunto, a cabeça latejava. Precisava dormir. Nem sabia se conseguiria.

- Eu vou me deitar. Tenho que descansar pelo menos parte da noite. Estou exausta e amanhã tenho um dia cheio de gravações até a madrugada.

- Vai filmar com ele? Por que terá que encará-lo, consegue fazer isso ou será demais para você? – percebeu que Gigi a ironizava.

- Não tenho cenas com ele amanhã. Somente na semana que vem. Acho que quarta-feira.

- Ufa! Talvez isso lhe ajude a tirar a imagem da sua cabeça e colocar um pouco de juízo. Tomara que sinta saudades, você sabe que domingo é dia dos namorados, não?

- Sei, não precisa me lembrar. Boa noite – Stana seguiu para o seu antigo quarto. Era estranho deitar naquela cama novamente sem Nathan ao seu lado. Forçou seu cérebro desligar para dormir. A princípio, fora difícil porque ele estava em sua mente, as palavras e a opinião de Gigi. Eventualmente, o cansaço a venceu.

Na sexta-feira, sua cara ainda estava horrível. Ao chegar em seu trailer para a maquiagem, até Lisa estranhou.

- O que aconteceu com você?

- Nada que vale a pena comentar, tive insônia. Detesto quando isso acontece. 

- Tudo bem, só terei que trabalhar um pouco mais na maquiagem. Deixe comigo.

Da mesma forma, o cansaço de Nathan não passou despercebido. Ele tinha olheiras e teria que lidar com isso. Não recebera nenhuma notícia de Gigi, o que significava que Stana não estava disposta a ceder facilmente. Ele sabia que ela estava gravando no estúdio, cenas na delegacia com Jon e Seamus. Mesmo assim decidiu não atrapalha-la, se era um tempo que ela queria, então era um tempo que teria. Nathan tinha a certeza que passaria o dia dos namorados sem ela. Isso o frustrava profundamente.

Felizmente, naquela tarde recebera a notícia de que a ABC ia passar episódios de Castle no domingo e na segunda. Uma espécie de dobradinha, o episódio de domingo era aquele com o cast de “One life to live”. Nathan havia prometido um live tweeting quando exibissem o episódio. Sem Stana, não havia muito a fazer senão aceitar o pequeno evento. Começara a receber telefonema de seus amigos e teve que confirmar o pequeno “happy hour” em sua casa.

Não, ele não estava a fim de estar rodeado de pessoas no dia dos namorados, preferia estar com sua esposa. Infelizmente fora o que restara para ele já que Stana se recusava a voltar para casa. De certa forma, não estaria sozinho o que seria bem mais deprimente.

Jeff telefonou para o irmão cedo na manhã de sábado. Queria convida-lo para saírem, conversarem e até beber se quisesse. Nathan recusou o convite, não estava no clima para sair de casa. Disse ao irmão que preferia não ficar falando sobre o assunto. Gigi também ligou para Nathan pedindo desculpas por não ter conseguido convencer a irmã a voltar para casa ainda. Sabia que ele estava com saudades e queria muito acabar com essa situação ridícula entre os dois, mas conhecia sua irmã o suficiente para saber que era cabeça dura quando menos precisava. Ele agradeceu e falou para que não se preocupasse tanto. Era dia dos namorados e ela poderia curtir a data com seu irmão. Foi o que Gigi fez.

Jeff a deixou na frente de casa. Ia evitar de entrar para não causar nenhum constrangimento a cunhada. Ela já tinha problemas demais para lidar. Ele desceu do carro e abriu a porta para a namorada. Gigi saiu sorrindo do carro. Ao fechar a porta, ele a encostou contra a lataria pressionando-a com seu corpo. Acariciou o rosto dela.

- Eu tive um dia ótimo em sua companhia hoje, Gigi.

- Eu também. Foi muito bom, cada minuto. Até esqueci que tenho obrigações familiares a tratar. Espero que minha irmã esteja melhor. As pessoas tendem a ficar deprimidas no dia dos namorados.

- Ela não estará bem, mas garanto que não tentou nada extremo. Stana somente precisa superar essa experiência ruim. Quando nos vemos de novo?

- Se conseguir faze-la voltar para casa, amanhã mesmo. Que tal um beijo de despedida?

- Despedida? Acho que quis dizer de boa noite, Gi – ele sorveu os lábios dela em um beijo lento e carinhoso. Gigi deixava suas mãos explorarem o corpo dele pela última vez naquela noite. Involuntariamente, as mãos encontraram o bumbum, apertou-o. Jeff sorriu. Mordiscava o pescoço dela até sussurrar um “boa noite” em seu ouvido. Afastou-se dela, permitindo que se distanciasse do carro. Ela observou-o sentar na direção e acenar para ela outra vez antes de sumir de sua vista.

Quando entrou em casa no fim do domingo, encontrou a irmã de pijamas com um pote de sorvete entre as pernas, uma colher em uma das mãos, o celular com o aplicativo do twitter aberto na outra e a televisão ligada na ABC. Hora de Castle. Tinha uma cara péssima, estava chateada ou irritada, Gigi não conseguia definir. Eram como água e óleo naquele momento. Gigi estava radiante e feliz, Stana amarga e triste.

- Hey, sis... dia difícil?

- Difícil por que? – ironizou colocando uma colher de sorvete na boca – meu marido parece estar muito tranquilo curtindo o dia dos namorados com os seus amigos, twittando, rindo enquanto eu estou me afundando em sorvete. Olha essas fotos, o sinônimo da alegria, o sorriso... Dia dos namorados perfeito! – tornou a comer o sorvete.

- Já chega! – Gigi tirou o sorvete das mãos dela, pegou o celular lendo os tweets de Nathan por um instante – pare de se fazer de coitadinha ou vítima. Lembre-se: a escolha foi sua. Nathan está trabalhando, promovendo o show de vocês e tudo que pode pensar é “ele está se divertindo e não sente minha falta” – imitava a voz melosa de Stana - Adivinha? Ele trocaria todas essas pessoas por você. Então, parem de agir como idiotas. Você já teve seu momento de frustração e raiva. Diga, você ao menos se lembra porque brigou com ele?

- Gigi, claro que lembro, ele me deixou....

- Com ciumes? Ah, Stana, por favor! Enquanto você está se martirizando, sentindo pena de si mesma e se privando de um dia dos namorados com seu marido, Morena está curtindo o Ben. Quem ganhou a batalha?

- Por que está falando assim comigo? Afinal, de que lado você está? Eu sou sua irmã e você vai ficar defendendo Nathan? Parece que até aquela biscate ganhou sua defesa, era só o que me faltava!

- Não estou do seu lado nem do dele, estou do lado do amor. Pare de se sabotar, se diminuir. Essa teimosia não faz bem para nenhum dos dois. Você vai voltar para sua casa amanhã. Eu não quero saber como irá conviver com seu marido, isso é algo que você terá que descobrir sozinha. Se fosse eu, acabava com esse showzinho e tratava de pedir desculpas para ele.

- Por que eu tenho que pedir desculpas por sentir ciúmes?

- Porque você transformou seus ciúmes numa briga idiota. Especialmente porque não havia motivo para brigar com ele. E se quer minha opinião, Nathan vai se desculpar mesmo não precisando.

Stana olhava para irmã calada. Entortou a boca querendo segurar-se para não discutir, porque no fundo sabia que Gigi estava certa. Ao olhar para tv, ela sorriu. Castle fazia o sinal que significava “I love you”. Ele continuou fazendo esse gesto por vários dias no estúdio. Embora fingisse que estava treinando, estava mexendo com ela. Virou uma espécie de sinal deles.

- Por que está rindo? – Gigi perguntou.

- Ele repetia esse sinal várias vezes ao dia, sempre que me via. É bobo e adorável ao mesmo tempo – os olhos estavam cheios de lágrimas – como posso sentir tanta falta de alguém assim? São quatro dias? Parece um ano. Gosto dele me olhando, do sorriso, o jeito como se aconchega no meu corpo... o que vou dizer para ele, sis? – Gigi sentou-se na cama ao lado dela e a abraçou. Beijou sua bochecha e sorriu.

- Você é uma boba apaixonada. Apenas volte para casa, para Nathan. Ali é seu lugar, sis.

- Está na hora, não? Acho que já causamos muito dano um ao outro. Obrigada, sis – ela olhou para a irmã, viu que usava um belo colar com pequenas pedras azuis – como foi seu dia dos namorados?

- Maravilhoso! Jeff me deu esse colar, você gosta?

- Muito bonito. Os Fillions sabem agradar suas mulheres. Onde vocês foram?

- Almoçamos no Four Seasons e depois fui para a casa dele. Não há dia dos namorados sem uma boa transa. Desculpa, Stana, mas você poderia ter tido a sua – reparara no jeito que a irmã falava, havia um brilho no olhar.

- Você realmente gosta dele, não? Eu não a vejo com esse ar sonhador faz muito tempo com relação a um cara... o último foi o Tyler há, o que? Três anos? Nossa! Tanto assim?

- Ah, eu não sei... – Gigi suspirou – eu acho que sim. Gosto de estar com ele, Jeff me trata bem, sabe como me agradar, é divertido. Tem algo...sei lá... – ela riu como uma boba. Stana abraçou-a.

- Quem é a boba, agora, hum? Oh, Gigi, sinto dizer, mas você foi fisgada por um Fillion e sabe o que lhe aguarda? Você vai agir como boba por muito tempo, vai ser difícil se livrar disso, são viciantes não tenho explicação para essa dependência, o magnetismo – Gigi ficou vermelha – eles são bons em tudo, não? Pelo menos o meu é...  

- Em T-U-D-O – as duas gargalharam.

- Vai embora daqui sua boba apaixonada. Preciso dormir. Tenho que estar no estúdio as seis da manhã.

- Tudo bem, sis. Lembre-se de sair daqui de mala em punho. Não quero chegar amanhã do trabalho e encontra-la aqui. Boa noite, sis.

- Boa noite – Stana deitou-se na cama. Ela seguiria o conselho da irmã, voltaria para casa. Mesmo assim, não se sentia confortável para enfrenta-lo. Não queria discutir mais, porém não sabia ainda como agir para começar uma conversa e pedir desculpas. Ainda sentia vontade de puni-lo, não sabia porquê. Talvez Gigi tivesse razão, estava exagerando demais nesse lance de ciúmes. O que estava acontecendo com ela? Seria algum tipo de reação hormonal? Era tudo tão estranho! Aos poucos, ela foi cedendo ao sono.

Na madrugada, ela acordou após um sonho muito louco. Nathan fora chamado para uma nova temporada de Firefly e ele exigira que apenas sairia de Castle se matassem ambos as personagens porque não queria ver Beckett sofrendo com a perda do amor de sua vida e de repente, ela era Inara na segunda temporada da série de ficção. Stana e ele tinham uma cena tórrida de sexo. Fora exatamente nesse momento que ela despertara.

Definitivamente a influência da situação com o passado de Nathan ainda povoava seus pensamentos. Tentando se livrar da ideia de ver-se presa a um passado que não gostaria de encarar ou voltar a representar o papel da rival, ela procurou dormir.

No dia seguinte, deixou a casa rumo ao estúdio disposta a voltar para seu verdadeiro lar. Cruzou com ele durante o dia, conversaram de trabalho, fizeram uma pequena reunião com Alexi sobre o próximo episódio que filmaria e agiram naturalmente um com o outro. Ela pode notar que ele estava cansado. Após o trabalho, ela foi ao consultório da sua ginecologista para uma pequena consulta. Estava intrigada com algumas facetas de seu comportamento.       

Acabou por descobrir que os hormônios estavam sendo afetados de outra maneira agora. A médica tinha boas notícias, o nível de balanceamento entre progesterona e testosterona estavam quase no ideal. Talvez o tratamento fosse ser mais curto. Apesar disso, ela reparara picos nos níveis de seu cortisol e melatonina apresentando-se possivelmente como sintomas de ansiedade e irritabilidade. O que foi confirmado por Stana com a dificuldade para dormir e claro, a crise de ciúmes que ela não revelara para a médica. Como recomendação, ela sugeriu uma atividade de relaxamento como ioga. Porém, Stana sabia o que seria capaz de faze-la sentir-se melhor. Resolver sua situação com Nathan. Fazia cinco dias que brigaram, mesmo assim, ela não estava preparada para dar a trégua que necessitavam.

Chegando em casa, percebeu que ele não estava. Decidiu por tomar um banho e esperar para ver sua reação quando a encontrasse ali. Nathan recebera um telefonema do irmão querendo saber como ele estava quando deixava o estúdio. Conversaram um pouco e ele reclamou do dia dos namorados. A exemplo de Gigi, Jeff procurou acalmar o irmão pedindo um pouco de paciência que tudo se resolveria. No estacionamento do estúdio, Jon convidou-o para ir ao seu restaurante.

Duas horas depois, Nathan entra em casa e a encontra na cozinha comendo um prato de frutas. Stana podia perceber pelo seu olhar que estivera bebendo.

- Resolveu voltar para casa, Stana?

- Você estava aonde?

- Nossa! Você fica longe de casa por cinco dias, diz que precisa de um tempo e quando volta sequer pergunta como eu estou, mas quer me cobrar onde estava... essa é boa!

- Você bebeu. Quanto você bebeu, Nathan?

- É, sai com Jon. Fui para o restaurante dele. Precisava de um descanso após um dia árduo de trabalho e uma droga de dia dos namorados. Afinal, minha esposa me abandonou. Não se preocupe, não falei de nós. E não me importo com quanto eu bebi.

- Você parecia estar se divertindo com seus amigos.

- As aparências enganam, você me conhece bem mais do que isso. Ou não é capaz de perceber que estava atuando como o cara feliz quando na verdade... – ele parou de falar, estava bem na frente dela.

- Não começamos muito bem essa conversa, não? Talvez tenha sido um erro voltar.

- Não, por favor... – ele segurou o pulso dela – não tenho energia para brigar.

- Então, vai para cama, Nate... você precisa descansar.

- Você estará aqui pela manhã? Prometo que estarei melhor, dormirei no quarto de Anne.

- Não. Durma na nossa cama. Eu fico com o quarto da pequena.

- Eu pensei que tivesse voltado para casa de verdade, se não deitar na mesma cama comigo, não entendo o motivo de estar aqui... por favor, Stana... apenas deite-se ao meu lado – ela suspirou. Também queria isso, somente dormir ao lado dele.

- Tudo bem. Eu te encontro em um minuto... espera, consegue subir as escadas?

- Talvez... – mas ela não quis arriscar. Ela apoiou o peso de Nathan em seu corpo e guiou-o pelas escadas. Ajudou-o atirar a roupa, deitou-o na cama e desceu para buscar um café bem forte.

- Beba, ajudará a se sentir melhor - ele bebeu apenas alguns goles da bebida, devolveu a caneca para ela, resmungando algumas palavras.

- Bom que está aqui...raiva não...sem você, é triste, não gosto de ficar...sem você... minha cabeça dói...Sta..Staninha...eu te...- e apagou logo em seguida. Stana respirou fundo. Começaram com o pé esquerdo. Pelo menos ela sentia-se mais confiante ao ver que ele realmente estava sentindo-se irritado, miserável com a situação. Encontrariam um jeito de superar a fase ridícula na qual se meteram.

No escuro, ela contemplava a silhueta dele. Seu marido, seu parceiro. Ainda se perguntava como iam reagir a dura conversa que teriam pela frente. Esperava que não perdessem a linha outra vez, não queria, estava cansada de se privar do que tinham, do amor, da cumplicidade. Se pudesse voltar no tempo, ela não teria ido aquele evento. Contudo não poderia. Que isso sirva de lição, para mostrar que sua vida sem Nathan era estranha, o mundo era diferente. Melancólico.

Suspirou.


Ergueu a mão e acariciou seus cabelos levemente. Ele dormia pesado. Deitou-se encostando seu corpo ao dele. Fechou os olhos.


Continua... 

7 comentários:

cleotavares disse...

Mas são duas mulas teimosas, esses dois. Espero o próximo capítulo com muito amor(nos dois sentidos da ambiguidade, kkk).

Mônica Ellias disse...

Próximo, próximo

Mônica Ellias disse...

Próximo, próximo

Pâmela Bueno disse...

Próximo, próximo... espero que não demore o próximo!!

Rosy disse...

Próximo! Próximo! Por favor!

Rosy disse...

Próximo! Próximo! Por favor!

Marlene Brandão disse...

MASOQUE???
Dois cabeças duras é complicado,coitada da Gigi é do Jeff no meio disso tudo... se bem que a Gigi é que tá aguentando tudo e os dois. Depois que se resolverem se eu fosse ela,pediria um presente pq não tá fácil pra coitada.
Stana bebe no início... Nathan bebe no final e pra resumo de conversa o álcool só piora tudo,faz vc dizer coisas sem pensar e agir por impulso. É foda!
Espero que tudo fique bem logo... ou não i don't know HAHAHAHA