sexta-feira, 18 de junho de 2010

[Bones Fic] As Time Goes By - Cap. 9

Cap.9


Dia 124

Não tenho palavras pra descrever o que a carta de Booth significou pra mim. Quando disse não a ele depois daquela conversa fatídica pensei que aos poucos ele iria seguir sua vida. Ele tentou é verdade mas depois de ler essa carta tive certeza que não importa o que aconteça, Booth jamais irá me abandonar. Posso me considerar uma mulher de sorte. Quantas pessoas no mundo talvez conheceram alguém como Booth? Aposto que bem poucas (o Booth não pode ler isso nunca, ele já é metido imagina se sabe do que estou falando!). Tenho que dizer que ele me ensinou muito do que sei sobre pessoas e por isso sou grata a ele.

“Dear Bones,

Fiquei feliz em receber notícias suas e em saber que sua pesquisa está indo bem. Confesso que fiquei preocupado. Como não ficar? Nào vou esconder de você isso, se fosse em outros tempos e se tivesse aí ao seu lado até faria mas não agora. Sua dúvida, seus medos, oh Temperance! Se dissesse que você está apenas deixando sua emoção aflorar nesse tempo de reflexão em que você está distante de tudo e de todos, acreditaria em mim? Queria muito que você acreditasse.

As vezes, a razão acaba por nos privar de momentos e sentimentos maravilhosos, assim como a emoção ao extremo é prejudicial, nos cega a tal ponto que cometemos loucuras que seriam certamente bloqueadas pela razão. Nem tanto nem tão pouco.

Talvez pra você esse meu discurso seja sem nexo mas depois de ver o quanto alguns minutos com Daisy que estva sofrendo e uma música mexeram com você a ponto de você me escrever e dizer que queria que eu estivesse aí, você não pode querer que eu fique calado e muito menos calmo diante disso.

Já disse isso uma vez e vou repetir quantas você quiser e precisar. Eu nunca vou abandonar você. Eu prometi e sempre cumpro. Claro que haverá momentos como este que não estou aí a seu lado mas você sempre está nos meus pensamentos. Esse, espero que seja o último tão logo.


Por mim não saía do seu lado e você sabe disso!

Preste bastante atenção, Bones: Você não está sozinha, é uma fase. Você não deve se sentir solitária. Seus amigos assim como eu te adoram e vão sempre apoiá-la. E eu, principalmente eu, estarei sempre com você. Antes de mais nada eu sou seu amigo, seu melhor amigo de todas as horas. Jamais se esqueça disso.

Agora tenho alguns conselhos para te dar. Quando você sentir essa estranheza, procure a Daisy, faça alguma coisa com ela, ou mesmo leia um livro tem tantas histórias interessantes! O trabalho ajuda também mas não se entregue a solidão. Como é a paisagem aí na ilha moloko? Aproveite para desfrutar da vista, da natureza. E se for escutar música, escute Hot Blooded! Pelo menos é alegre!

Falando sério, sei que você é inteligente e vai tirar proveito dessa situação, afinal você é a minha Bones, a mulher mais extraordinária que já conheci. Quero continuar recebendo suas cartas e espero que você tenha ótimas histórias pra contar. Já que você falou de Carole King, vou te mostrar uma Ode ao amigo escrita por ela. Mesmo não estando ao seu lado, dedico essa canção a você:

When you're down and troubled and you need some love and care,

And nothing, nothing is going right,

Close your eyes and think of me and soon I will be there

To brighten up even your darkest night.

You just call out my name, and you know wherever I am,

I'll come running to see you again.

Winter, spring, summer, or fall, all you have to do is call

And I'll be thereYou've got a friend.

If the sky above you grows dark and full of clouds,

And that old north wind begins to blow,

Keep your head together and call my name out loud.

Soon you'll hear me knockin' at your door.

You just call out my name, and you know wherever I am,

I'll come running to see you again.

Winter, spring, summer, or fall, all you have to do is call

And I'll be there, yes, I will.

Now ain't it good to know that you've got a Friend when people can be so cold.

They'll hurt you, yes, and desert you

And, take your soul if you let them.

Oh, but don't you let them.

You just call out my name, and you know wherever I am,

I'll come running to see you again.

Winter, spring, summer, or fall, all you have to do is call

And I'll be there, yes, I will.

You've got a friend.

You've got a friend.

Ain't it good to know you've got a friend

Se cuida!

Love,

Booth


Ao escutar essa canção, eu chorei. Ela diz tudo da nossa amizade, fechei os olhos e pude ver o Booth cantando pra mim. Eu sou a Bones dele, sua Bones. Definitivamente, essa música da Carole King é infinitamente melhor que “All by myself”.



Continua...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

[Bones fic] As Time Goes By - Cap.8

Cap.8

Dia 109 - Afeganistão

Booth acordou ainda preocupado. Resolveu dispensar os soldados para fazerem recreação. Eles aproveitaram para convidá-lo a jogar uma partida de basquete o que ele recusou polidamente. Tinha um assunto mais importante para tratar. Antes de sentar-se isolado em seu alojamento porém, Booth procurou seu superior a fim de prestar contas de suas atividades e tentar algumas negociações.

Já de volta ao seu quarto, ele pegou um bloco de papel, caneta e fechou os olhos procurando inspiração para responder a carta de Bones. Suspirou e abriu osolhos escrevendo a primeira linha.

"Dear Bones,

passaram-se dez minutos e nenhuma palavra tomara forma no papel.Como era difícil colocar idéias para ela de forma a não distorcer o que queria dizer! Certos assuntos não se pode usar a lógica. Ele batia a caneta sobre o bloco impaciente.

Pense Booth, pense!

Ele não viu o tempo passar, ao assinar a carta olhou o relógio. Era 1 da tarde.


Dia 111

Ontem fui assistir o tal filme romântico com a Daisy. é incrível como não consigo entender a lógica por trás dessas histórias quer dizer, quando na vida real uma prostituta se casaria com um milionário? E assim tão fácil? Se apaixona e pronto? Ah, não entendo mesmo.

Daisy explicou que esse filme (Uma linda mulher) é uma espécie de contos de fadas moderno. Taí outra coisa que ainda não entendi, contos de fadas. Mulheres submissas a espera do tal principe encantado. Isso não deveria ser exemplo para as crianças do século XXI. Tive uma longa discussão a respeito disso com a Daisy, ela tentou me convencer da magia do amor, o sentimento mas pra mim é tudo meio ilógico. Tudo bem que o próprio Booth já me disse que amar é apenas sentir e as regras da lógica não se aplicam.


Ainda tentando me convencer, Daisy me disse que tinha o romance perfeito para me convencer e apesar de reforçar a ela que não seria convencida facilmente (Booth luta comigo faz tempo), ela insistiu. Disse que iria procurar um livro famoso e clássico para eu ler. Se é famoso não sei mas até fiquei curiosa para ler a história dessa tal Jane Austen, só não sei como a Daisy vai conseguir esse livro aqui na ilha dos vulcões.


Dia 114

As vezes tenho a impressão de que o tempo não passa em Maluku. Por mais que se tenha muito trabalho a fazer, a sensação é de dias muito longos. Recebi um email da minha agente hoje. Parece que a minha editora quer mais um livro com as aventuras de Kathy Reichs.

Minha agente alegou que essa seria uma ótima hora pra escrever mais um livro já que eu estou afastada do trabalho no Jeffersonian e FBI. Claramente ela não entende nada do que é coordenar uma pesquisa antropológica e nem mesmo o quanto você deve se dedicar para compor uma história. Respondi o email agradecendo mas indicando que só poderia pensar em um novo livro daqui a um ano.

Falando em livro, Daisy me entregou hoje a obra de Jane Austen. Chama-se "Orgulho e Preconceito". Um título bem esquisito para um romance. Segundo ela, eu não vou resistir a história de Elizabeth e Mr.Darcy. Ela inclusive fez uma aposta comigo: se caso eu gostasse do livro, eu teria que assistir o filme e ainda dizer ao Booth que essa era a melhor história de amor de todos os tempos. No fim, Daisy acabou me deixando curiosa, será que esse livro é tão bom assim mesmo?

Só tem um jeito de descobrir, começar a ler.


Dia 118

O trabalho é intenso nesses dias, preciso terminar o relatório da primeira fase do projeto e tenho muitos dados pra coletar. Tenho que cobrar o cumprimento das ações de cada integrante, reunir tudo e ainda dar meu parecer sobre o tempo do projeto, riscos e conclusão do resultado. Ou seja, estou super ocupada!

Mesmo sabendo disso, Daisy não para de me perguntar se já li o livro, o que eu estou achando, enfim voltou a ser a Daisy irritante! Porém com todo o trabalho apenas consegui ler 5 capítulos mas vou comentar outra hora, ainda preciso revisar metade do meu relatório.


Dia 121

Finalmente me livrei do relatório e posso me concentrar com o livro que Daisy me emprestou.

Minha primeira impressão do livro é boa. Antropologicamente falando, os primeiros capítulos descrevem muito bem a aristocracia inglesa no século XIX, o comportamento das famílias, as regras do casamento e da corte e a eterna competição de posses. Ainda não vi nada voltado a romance porque procurar marido não é sinônimo disso, certo? E olha que não sou a melhor conhecedora do assunto.

Ainda sem notícias do Booth... quanto tempo mais vou esperar?



Continua...

terça-feira, 15 de junho de 2010

[Bones Fic] As Time Goes By - Cap.7

Cap. 7


Dia 102

Ontem nem pude assistir o filme com a Daisy. Tivemos um problema com um dos equipamentos do nosso laboratório e acabamos perdendo algumas horas após o conserto pra colocar as coisas em ordem. Cheguei no meu quarto eram quase meia-noite. Bem, o filme fica pra outro dia.

Dia 108

Afeganistão à noite

Booth teve um dia relativamente tranquilo. Passou a manhã e parte da tarde ensinando estratégia de guerra em sala de aula para cerca de 20 soldados. Apesar de um certo marasmo, ele passou o dia inteiro com uma sensação esquisita, um aperto no peito que el não conseguia explicar porque. Quando se sentia assim, a primeira coisa que vinha a sua mente era ela. Como será que Bones estava? Será que já se acostumara com o lugar e já estava mergulhada nas suas pesquisas? É bem provável mas então porque essa agonia? Ele odiava quando o seu instinto o pregava peças.

Ao chegar no seu alojamento, tirou a jaqueta e jogou na cadeira da pequena escrivaninha.


Sentou-se na cama e tirou o cuturno. só então reparou nos papéis sobre a mesinha. Ao checar, viu algumas instruções do seu superior e um pequeno envelope. Aquela letra era inconfundível. Mais um carta de Bones. De repente ele entendeu o porque da agonia e da certa ansiedade que sentira hoje. tinha notícias da sua Bones e se perguntava se estaria tudo bem.

Estava tentado a ler a carta mas precisava se preparar psicologicamente pra isso. Ah, diacho! Respirou fundo e rasgou o envelope. Sim, ele tinha razão em se preocupar.

"Dear Booth,

como vão as coisas no Afegnistão? Espero que esteja bem e sem nenhum arranhão.


As coisas aqui na ilha estão caminhando dentro do esperado. Temos muito trabalho ainda por fazer. Agora que completamos a primeira fase que é a mais simples mas esse não foi o motivo pelo qual eu resolvi escrever pra você. Além de não receber noticias suas é claro!

Passei uma situação muito estranha com Daisy e realmente não sabia o que fazer. Ela me disse que estava sofrendo pelo Sweets, ao que parece naquele dia ela faria um aniversário de namoro (o que não faço a minima idéia do que seja) e pela primeira vez vi a Daisy de forma diferente. Ela chorava muito e você sabe que sou terrível nessas horas, não sabia o que fazer e queria muito que você estivesse aqui porque tenho certeza que saberia o que fazer e dizer.

Porém, outra coisa me chamou atenção nisso tudo. Daisy escutava uma música de uma cantora chamada Carole King. Enquanto dava tapinhas nas costas de Daisy, prestei atenção na música e fui pesquisar a letra. Baixei a canção para o computador e analisei cada linha.

Booth, foi tão estranho! Eu me vi em várias frases da canção. Além de me identificar com a música, eu acabei entendendo um pouco do que ela sentia. Mais que isso, eu me senti só.


Sim, sozinha. E foi tão ruim me sentir assim e não poder conversar com alguém, não poder contar pra você. Você sabe que eu não sou desses sentimentalismos e isso não combina comigo mas Booth, eu nunca me senti tão sozinha e tão diferente de mim mesma desde quando fui abandonada pelos meus pais.

Booth, por favor, eu não quero que se preocupe comigo. Estou bem. Como disse, sinto falta de conversar com você. A Daisy é uma companhia agradável algumas vezes mas ela não é você.

Prometo não ouvir mais All by myself novamente. Mande notícias!

Brennan

PS: Anexei a letra da música caso você não conheça (o que eu duvido)"

Booth respirou fundo. Esmurrou a parede.

Droga!

Ele reparou que no meio da carta havia uma marca e pra ele não restava dúvidas, ela estava chorando ao escrever. ela estava solitária, ao seu modo, sua Bones estava sofrendo e ele estava a quilômetros de distância dela sem poder ajudá-la.


Correu para o banheiro, livrou-se das roupas e entrou no chuveiro. Deixou a água cair na sua cabeça e pescoço, precisava relaxar e finalmente achar um meio de ajudá-la. A sua próxima carta tinha que ser incentivadora mas como? Odiava saber que ela sofria.


Continua...

domingo, 13 de junho de 2010

[Bones Fic] As Time Goes By - Cap. 6


Cap.6


Dia 84


Finalmente após quase 3 meses, toda a parte de demarcação e coleta do sítio arqueológico chegou ao fim. Muitas foram as evidências recolhidas e espero que possamos a partir delas desvendar segredos que a humanidade desconhece.

A parte de catalogação de ossos humanos e espécimens vivas está em sua reta final, cerca de 80% concluída. Acredito que em mais 2 semanas teremos tudo pronto.

A próxima etapa é a análise propriamente dita dos restos aí sim começa o trabalho pesado que corresponde a 60% da pesquisa mesmo.

Dia 89

Hoje fiquei realmente feliz com as ossadas que analisei. Ao compará-las com a do homem de neanderthal percebi que possui maiores percentuis de cálcio o que definitivamente significa que a estrutura é mais desenvolvida e portanto o homem X (objeto da pesquisa) está mais próximo de nós homo sapiens.

Ótimo dia para a ciência e como cientista fico feliz por ser parte dessa descoberta.

Dia 94

Ontem foi um dia estranho. Passei por uma situação onde minhas habilidades nào ajudam. Daisy não apareceu para trabalhar e nào deu justificativa. Como estava muito ocupada, acabei deixando. Depois do almoço fui ao seu alojamento e depois de muita insistência, ela final mente abriu a porta. Daisy ainda estava de pijamas, o cabelo desgrenado e o rosto inchado marcado por lágrimas. Quando perguntei o que houve, ela falou que precisava ficar sozinha hoje pois era seu aniversário de namoro com Sweets. Falou que tinha passado 3 meses longe dele e nada realmente mudara, ela amava Sweets. E desabou no choro. Eu não sei o que fazer nessas circunstâncias. Tentei dar uns tapinhas nas costas mas fui surpreendida com um abraço como aqueles abraços que Booth oferecia pra mim quando estava chateada ou triste.

Porém, o que mais me intrigou nisso tudo foi a música que ouvi. Daisy cantava a plenos pulmões e eu escutava. Na verdade, não consigo entender porque ela fazia aquilo, eu perguntei claro mas a resposta não disse nada pra mim. Daisy disse que a música era para momentos assim de fossa e a lembrava na letra tudo que ela não queria que acontece com ela. Era uma tal de Carly Simon.

Fiquei tão incomodada com aquela cena que resolvi escutar com calma a música e de alguma forma, me vi em partes daquela letra. Uma sensação diferente se apoderou de mim e decidi recorrer a unica pessoa capaz de me compreender nesse momento. Booth.

Vou escrever mais uma carta a ele e espero que ele entenda o que quero dizer. O duro é esperar pelo menos um mês pela resposta.

Dia 100

A carta de Booth foi entregue ao correio a 3 dias atrás, a espera é tediosa.

Daisy parece ter se recuperado da "crise". Hoje ela fez muitas observações interessantes. Perguntei a ela se estava melhor por educação e ela sorriu e me agradeceu pelo apoio. Que apoio? Eu não fiz nada! Ela me chamou para jantar com ela amanhã e assistirmos um outro filme. Disse que era algo pra nos deixar felizes. Eu disse a ela que não gosto de comédias idiotas. Ela disse que não era comédia, era romance. Vou esperar pra ver.



Continua...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

[Bones Fic] As Time Goes By - Cap.5

Um capítulo curto...




Cap.5

Dia 65

Tive muito o que avaliar hoje, nem posso ficar muito tempo no notebook pois meus olhos doem. Fazer a catalogação eletrônica de vários ossos não é fácil! Vou dormir.

Dia 74

Hoje recebi um telefonema da Angela! Minha amiga é maravilhosa. Ela está muito bem em Paris e me contou que esse fim de semana vai a Milão com o Hodgins.

Parece tão simples o modo como a Angie encara essa coisa de relacionamento e amor. Não entendo como ela consegue se entregar e pronto porque nesse caso eu sei que não é apenas sexo, sei que o que ela sente por ele é o tal do amor.

Não menosprezo o amor, apenas não consigo entender o que é isso... eu um gênio e não consigo entender o que é. Será que a racionalidade me atrapalha? E Angela não é a única, Jared também ama, Booth ama então me pergunto o que há de errado comigo?

Espero um dia sentir o que realmente é esse amor...

Dia 80

Ontem tive uma experiência interessante.Daisy me chamou para assistir um filme junto com ela.


Filme antigo e de certa forma infantil mas acabei de descobrir que era mesmo atemporal pois no minuto que vi, apliquei a minha vida. E agora essa musica não sai da minha cabeça...

Somewhere over the rainbow,way up high, there's a land where I heard of once in a lullaby. Somewhere over the rainbow, skies are blue and the dreams that you dare to dream really do come true.

Fico murmurando essas palavras o dia todo.E não posso deixar de pensar, será que algum dia meus sonhos se tornarão realidade? Espero sinceramente que sim.

Gostei de conhecer algo novo e talvez tenha muito a aprender com a Daisy assim como ela tem a aprender comigo. Acho que faremos boas trocas de experiências a partir de agora. Ela já me disse que veremos outros filmes e também me falou de músicas. Quero ver no que isso vai dar a primeira vez foi bem diferente mas de uma maneira boa.



Continua...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

[Bones Fic] As Time Goes By - Cap.4


Cap.4



Brennan acabara de tomar sua segunda taça de champagne. Assim que a pôs de lado, ela pegou o computador e voltou a sua leitura. Ainda lembrara as palpitações que sentiu quando segurou a primeira carta de Booth em suas mãos. Sorriu.


FlashBack
Afeganistão – Dia 45



Booth acabara de chegar no seu alojamento. Estivera praticando o tiro preciso com uma turma de 15 soldados durante toda a tarde. Estava exausto. Depois de banhar-se ele deitou-se na cama e fechou os olhos por uns segundos. Imediatamente a imagem que via era a mesma de todas as noites – Temperance Brennan.


Desde que chegara no Afeganistão, ela tem povoado seus pensamentos noturnos principalmente. Devido as regras do exército, ele ainda estava se ambientando no seu posto e as suas obrigações, o que não o deixara comunicar-se com ela. O único meio é por carta.


Quando estava deitado, um de seus alunos entrou no alojamento e informou a ele que recebera um correspondencia. Entregou a carta e saiu em seguida. Booth não parecia ter dado atenção ate virar a carta e perceber seu remetente. Ele não estava acreditando. Abriu a carta rapidamente e suspirou ao começar a ler.

"Dear Booth,


estou escrevendo essa carta pois já se passaram um mês e não tive noticias suas. Aqui o trabalho esta progredindo devagar, temos muito a atualizar e descobrir. Daisy tem sido uma excelente companheira de equipe e ate agora isso fica entre nos. Quero ter noticias suas, me diga como vão as coisas no Afeganistão. Preciso que você me conte e não esconda nada de mim.

Aguardo resposta,


Bones."



Booth surpreendeu-se com a carta, principalmente pelo seu conteúdo. E saber que ela fora a primeira a iniciar o contato o deixou mais feliz. Precisava responder a ela, pois conhecendo sua Bones como ele conhecia, sabia que a seu modo ela estava preocupada.

Foi ate a mesa de apoio e pegou um pedaço de papel e caneta. Escreveu.


Apos terminar, fechou o envelope e foi ate o centro de atividades da base, ele sabia que aquela carta iria demorar pelo menos 2 semanas para chegar ate ela.


Maluku Island - Dia 60


Brennan trabalhara muito naquele dia e pela primeira vez, ela sentiu um certo frisson diante das descobertas do dia. Chegando ao hotel, depois do banho, ela ligou o computador e pos-se a escrever.


Dia 60

Fazem 2 meses que estou aqui e pela primeira vez eu me senti entusiasmada. Hoje pude catalogar parte do esqueleto do tal homem misterioso, na escala de Darwin, ele se encontra exatamente depois do homem de neanderthal. Fiquei impressionada com as perfeicoes da ossada descoberta e da similaridade com seu ancestral. Escrevi meu relatório sabendo com certeza que hoje estava a um passo de mudar a historia da antropologia e da ciência. Mais um possível reconhecimento a mim, Dr. Temperance Brennan.

Irei buscar muito mais informacoes mas sei que pelo menos um artigo no jornal principal de Antropologia eu terei que escrever.


Ela fechou o computador por um tempo, olhando de maneira vaga para a tv desligada a sua frente. Suspirou. Novamente,abriu a tela a sua frente e voltou a escrever.

Ainda nem um sinal de Booth. Será que a minha carta não chegou a ele?

Apreensiva, adormeceu.



Dia 61

Hoje foi um dia de certa forma cansativo.As descobertas de ontem acabaram por demandar um monte de trabalho a mim e a Daisy. Alem disso, o entomologista nos trouxe muitas novidades que corroboram a teoria de que o novo Homem X, como gostamos de chama-lo, esta realmente próximo ao neanderthal e ao que tudo já indicava, viveu após ele.

Mas todo o cansaço do dia foi embora após a surpresa que recebi ao chegar ao hotel. Uma carta do Afeganistão. Assim que cheguei em casa, abri o envelope com pressa. A carta dizia assim:

"Dear Bones,



e tão bom finalmente saber noticias de você! Infelizmente as coisas aqui no exercito não funcionam a mesma velocidade dai. O critério com a carta e muito rigoroso aqui. De qualquer forma, sua carta me trouxe sossego.

Estava avido por saber como você estava e estou mais calmo sabendo que a Daisy esta trabalhando diretamente com você, a pior coisa que existe nesses momentos e a solidão.

Por aqui as coisas estão paradas. Estou treinando jovens soldados para a possível guerra e sinceramente, as vezes não acredito no que estou fazendo. Eles são novos demais! Com irão reagir a morte de alguém? Que equilíbrio esses moleques terão ao perceber que tiraram a vida de um possível pai de família?

Não sei ao certo mas farei o possível para ajuda-los.

Adorei sua carta e tenho apenas um conselho a lhe dar: Brilhe como sempre brilhou, faca a historia, seja a melhor, você merece!

E não deixe de escrever...adoraria receber noticias suas, sempre.

Com amor.

Booth"



Estou realmente satisfeita hoje, Booth me deixou mais calma por saber que não há nenhum perigo rondando sua base no Afeganistão. E vou seguir o conselho dele, escreverei sempre que tiver noticias boas a contar.



Contnua...

terça-feira, 1 de junho de 2010

[Bones Fic] As Time Goes By - Cap.3

Cap.3



Dia 10

Estou extremamente cansada. Depois de quase o dia todo debruçada sobre o site ientificando ossos minha coluna está um desastre. Fui direto para o chuveiro tirar toda a poeira do corpo. Depois permaneci um bom tempo imersa na banheira e acabei adormecendo lá mesmo. Agora estou na cama esperando um consume para então dormir.

Ah, quase esqueci! Recebi um email de Angela. Ela está, segundo palavras dela, apaixonada por Paris. Hodgins está trabalhando e ela fazendo um curso de artes na Universidade de Paris. Fico feliz pela Angela, ela mais que ninguem merece ser feliz. As vezes me pergunto como alguém como ela se tornou minha amiga? Logo eu que sou totalmente anti-social e Angela é tão, tão extrovertida, é acho que essa é a palavra. Eu que sempre tive os ossos e os livros como companheiros nem sabia ser possível ter alguém tão próximo e que se preocupa tanto com você. Bem, não sabia até conhecer Booth. Isso realmente mudou meu modo de pensar. Vou dormir.

Dia 15

Progredimos um pouco mais na separação dos ossos. Ainda não sei ao certo o que vou encontrar mas tudo parace apontar pra um espécie correlacionado com o Homo Sapiens, um degrau a mais na teoria da Evolução de Darwin.

Duas semanas e nenhuma notícia de Booth, provavelmente ele ainda está se adaptando. Hoje conheci mais um cientista inglês, entomologista parece muito competente mas sabe do que me lembrei? Daquela vez que eu e Booth estivemos em Londres. Só de pensar começo a rir. Acho que nunca vi o Booth tão estressado principalmente com o trânsito. Mas uma das melhores memórias que tenho é o nosso tempo relaxando em frente a ponte depois de eu desistir de um suposto encontro onde sexo era carta certa.

Tenho muito trabalho para amanhã, as coisas aqui na ilha estão começando a tomar forma. Caso não receba notícias do Booth em uma semana, vou mandar minha primeira carta.

Dia 20

Daisy fez um bom trabalho com os ossos do esqueleto encontrado, usando um procedimento simples, ela acabou limpando os ossos para nossa análise e também conseguindo evidências preciosas para o Dr. Clarkson (já mencionei ele antes, o cara dos insetos como o Booth constuma dizer). Estou impressionada com o desempenho e o conhecimento de Daisy. É claro que ela continua sendo bem inapropriada algumas vezes mas ela tem sido de excelente ajuda para o projeto.

Dia 30

As escavações progridem em um bom ritmo, o terreno est;a 50% mapeado e demarcado. Estamos dentro do planejado.

Faz um mês que estou aqui na ilha Maluku e acabei de escrever minha primeira carta para o Booth. Amanhã devo pedir para colocarem no correio. Preciso saber se as coisas andam bem. Se tem alguma chance dele ter acesso a computadores. Sei que ele não irá me responder qual o risco na atividade que ele está desempenhando, perguntei assim mesmo mas conhecendo o Booth ele não me contaria nada que indicasse que ele está em perigo. Isso é algo que detesto nele! O instinto super protetor. Como se eu não soubesse me cuidar sozinha e não conhecesse o tamanho do perigo onde ele está metido. Espero que ele me responda em uma semana apesar da informação local indicar que em média leva-se de 10 a 15 dias para chegar ao destino e outros 15 para obter uma resposta. Culpe o correio e sua logística.

Um sinal tirou Brennan do seu devaneio. Ela precisava embarcar. Fechou o computador e dirigiu-se ao portão de embarque. As primeiras 13 horas são as mais longas que se possa imaginar por se tratar de viagem diurna. Ao se instalar na primeira classe, seu pensamento mais uma vez foi em Booth. Como ele detestava voar de econônica! Arrumando suas coisas, ela tirou o sapato e jogou um cobertor sobre as pernas, voltou a se entreter com um livro afinal só poderia voltar ao notebook depois da estabilização do vôo.


Continua