domingo, 20 de junho de 2010

[Bones Fic] As Time Goes By - Cap.10

Cap. 10


Dia 127

As vezes eu consigo me surpreender comigo mesma. Fiz uma descoberta muito interessante nos restos mortais que analisava que tinha passado despercebido ao patologista, ao arqueólogo e a própria Daisy. Desde a última carta de Booth me sinto mais confiante. É incrível como mesmo longe ele é capaz de me afetar! Hoje me peguei cantarolando a música de Carole King por duas vezes e depois Daisy me perguntou se era fã dela porque ela também adorava essa música. Eu disse o que Booth me ensinou: como não gostar de uma Ode a amizade? Estou gostando do livro mas prefiro não comentar ainda.

Dia 133

Hoje acordei com uma sensação estranha. Tive um sonho esquisito. Sonhei que Booth se arriscava na guerra para salvar um dos seus soldados que fora ferido e se feria gravemente. Acordei sobressaltada. A sensação ruim persiste, será que está tudo bem?

Tentei achar uma forma de falar com a base no Afeganistão mas não consegui. Espero que seja apenas efeito do susto do sonho. Booth não pode sofrer nada. Eu não aguentaria sequer pensar em perdê-lo. Essa falta de comunicação é péssima. Queria tanto ouvir a voz dele... isso me faria sentir bem melhor.

Dia 140

Estou realmente sem palavras. Hoje li algo que mexeu demais comigo naquele livro. Eu me vi ali. Elizabeth é uma feminista, é inteligente.É crítica e racional, gostei muito dela. Já ri algumas vezes com ela. Mr. Darcy, bem no princípio ele me pareceu rude e no mínimo estranho. Agora sinto que ele é bem mais interessante. Estranho, parando para pensar não foi meio dessa forma que me senti a respeito de Booth? Não bem uma primeira impressão ruim mas digamos que minha primeira experiência com ele não foi, digamos tão amigável (apesar de ter sido nosso primeiro beijo... e que beijo!).


De uma coisa tenho certeza, a pior personagem do livro é a mãe das meninas! Antropologicamente falando, ela é o retrato da sociedade retrógrada daquele século na Inglaterra. Será que a tal Elizabeth é a própria Jane Austen? Desconfio que sim. Estou lendo lentamente ainda falta muito para ter uma opinião formada porém se o livro não for do meu agrado, pelo menos apresenta ser um bom estudo antropológico e de rico vocabulário.

Dia 142

A história de Jane Austen está a cada dia chamando mais minha atenção. Já pensei por duas vezes em pedir a Daisy para ver o filme, porém como é sabido sempre o livro é melhor que o filme, desisti.

Hoje no laboratório encontrei a Daisy escutando uma música bem interessante, gostei da batida. Segundo ela era Clocks de um grupo britânico chamado Coldplay. Ela disse que deveria ouvir as demais músicas pois o grupo é muito bom. Acho que vou seguir mais uma vez o conselho dela, afinal o livro valeu a pena. Aliás “Clocks” tem tudo a ver com o clima que estou vivendo.



Continua...

[Demily] Hiatus - Cap.1

Gente, mais uma fic! Dessa vez, Demily! Sei que muitos não apreciam mas... anyway, a história é simples e será NC-17 em algum ponto. Esperem e vejam! Divirtam-se!



Classificação: PG-13, NC-17 (qdo aplicável)
Gênero: Emily POV, Angst,Romance.
Advertências: Sexo,AU.
Capítulos: 1 de ?
Completa: [ ] Sim [X] Não
Resumo: Final de temporada e férias “forçadas”pelo intervalo da tv americana sempre trazem alívio. Emily não pensa dessa forma. A história dos bastidores de Bones.

PS.: POV da Emily em itálico,ok?


Hiatus


Último dia de gravação – S5

- E corta!

- Ficou ótimo! Bom trabalho pessoal! E por agora é só. Vejo vocês daqui a 3 meses.

David seguiu pra cumprimentar o diretor. Emily pegou um lencinho da mão da assistente. Ela estava respirando forte, visivelmente abalada com a cena. Sua mão tremia.

- Emily, te encontro daqui a 20 minutos na porta do seu camarim. Temos que ir ao jantar do Hart lembra?

- Er...claro!

Ela foi ao camarim. Fechou a porta e encostou-se contra a mesma.

Droga! De novo Emily? Todo fim de temporada é assim, você faz uma cena forte e depois já entra em parafuso pela droga do hiatus e da separação iminente dele. No principo, era só amizade mas desde aquele primero beijo na 3ª temporada, meus sentimentos mudaram. E ele é casado! E acima de tudo é meu amigo. Não posso ceder, preciso resistir.

Ela enxugou as lágrimas que insistiam em cair. Olhando-se no espelho, retirou a leve maquiagem borrada e lavou o rosto. Depois já recomposta, passou um gloss apenas. A fase mostrava decisão mas isso era porque estava longe dele. No fundo, ela estava dividida.

Não consigo explicar o que acontece comigo. Basta ficar próxima ao David que não sei o que me dá. Confesso, eu o amo mas como sobreviver esse amor? O que aconteceu comigo é totalmente contra os meus princípios, ele é casado, tem filhos e não levo a mínima vocação pra amante. Ok, isso era o que eu dizia antes do David, antes do nosso beijo. O nervosismo percorreu meu corpo como fogo ao toque dos lábios dele trazendo a tona todo o sentimento reprimido e então me vi assim, perdida. Desde lá, luto por não deixar me levar pelo seu charme, suas brincadeiras, indiretas. Ele sabia, na verdade acho que sempre soube. E me provoca, me atiça procurando ver até onde vai o meu limite. Eu luto, nego, por várias vezes o expulsei do meu camarim. Até aquela última season finale. Daquele dia em diante, tornou-se impossível resistir a ele. Ainda me lembro das filmagens, do apoio dele diante do meu medo e nervosismo... ele foi um super parceiro, é verdade, mas não tive auto-controle e acabei indo além...


Batidas na porta tiraram Emily do seu desvaneio.

- Entra!

David abriu a porta e encostou-se na parede abrindo o sorriso.

- Hey, você tá pronta?

- Estou. Onde vamos?

Ela virou-se para pegar a bolsa sobre a cadeira e ele fechou rapidamente a porta a agarrando por trás e fazendo-a soltar um gritinho agudo. O coração quase saiu pela boca.

- Você é louco?

- Sim, por você.

Ela empurrou os braços dele se desvencilhando do corpo dele.

- Por favor, pare.

- Porque? Só um pouquinho, um beijinho...estou com saudades... e você sabe, vamos passar um certo tempo longe , poxa Em...

Odeio quando ele faz essa cara de cachorrinho sem dono! E ele faz de propósito porque sabe que dificilmente irei resistir.

Ele vem se chegando devagar, pega uma mão dela na sua. Ajeita o cabelo dela por tras da orelha disfarçando toda a vontade de agarrá-la de vez mas não faria isso, ele sabia que tinha que ir com jeito. Emily suspirou e cobriu sua boca com a dela. Ela amava aquela boca, adora passear sua língua por ela. David envolveu-a em seus braços intensificando ainda mais o beijo. Ele a empurrou contra a porta e deixou suas mãos deslizarem pelas curvas bem feitas daquele corpo.


Emily gemeu e quebrou o beijo sem ar. Sentiu os lábios dele no seu pescoço, Não, não podiam continuar. ..

- David, pare... por favor!

Ele apertou um dos seios dela pela última vez e a fitou.

- Tem certeza?

- Sim, por favor...

A voz dela estava chorosa, como uma súplica. Ele jamais fizera algo sem o consentimento dela, a respeitava demais e não era agora que iria fazer diferente.

- Vamos, então? O barzinho fica a dez minutos daqui.

Ela ajeitou-se passou novamente o gloss e retocou os lábios antes borrados.

- Vamos.

Ela foi na frente, sendo conduzida por ele.

Tenho que me conter. Ninguém pode desconfiar do que está havendo. Vou logo pedir a ele.

David desarma o alarme do seu carro.

- David não deviamos ir juntos. Vou no meu carro.

- Tem certeza? É tão perto, depois voltamos aqui e você pega seu carro. Que tal?

Ela sabia que isso representaria perigo mas nesse momento seu lado Brennan estava totalmente anulado.

- Ok, mas com uma condição.

- Qual?

- Nada de dar bandeiras ou de tentativas de me agarrar ou me beijar fui clara? Não quero confusão ainda mais com Hart lá.

- Combinado.

Ela entrou no carro e ajeitou o cinto. Ele se ajeitou e ao puxar o câmbio do carro, colocou a mão na coxa dela e olhou-a sério.

- Emily, você sabe que não faço nada que você não queira. Quem manda é você, sempre.

Ela acariciou a mão dele e sorriu levemente.

- Obrigada.

Ele deu partida no carro e ela virou o rosto para a janela.

Como eu cheguei nessa situação? A única resposta que encontro é culpa do meu coração.

Deli’s Bar

Todos estavam sentados à mesa conversando e bebendo quando David e Emily entraram no local. Hart acenou logo para eles. Emily viu que tinha um lugar vago ao lado de Michaela e sentou-se. Não contente com a distância dela, David acabou por arranjar uma cadeira e pediu para Tamara afastar um pouco de modo a sentar ao lado dela.

- Finalmente vocês chegaram!

- É algumas pessoas tem que trabalhar.

Todos riram. O garçon se aproximou e já providenciou as bebidas para eles. A conversa seguia tranquila entre todos e a descontração era visível. Hart então pediu uma champagne e mandou servir uma taça a cada um. David, Emily, Tamara, T.J., Michaela,Stephen,John e Carla. Hart pede a palavra:

- Pessoal, quero fazer um brinde. A todos vocês por mais uma etapa de trabalho maravilhosa. Bones cresce a cada ano e a razão do sucesso é vocês. Eu sou junto com o Stephen só escrevemos a história mas vocês dão vida aos personagens e trazem a diferença pra tela, pra quem assiste. Parabéns!

Todos aplaudem e vários “uhus” sào ouvidos.

- Calma, eu ainda não terminei. Tenho uma homenagem especial pra fazer. A 5ª temporada foi um sucesso mas grande parte dele é devido a uma pessoa. Emily, você brilhou demais nessa temporada e a percepção não é só minha, mas de todos os seus colegas e amigos e dos seus fãs. Você é adorada!

Emily fica vermelha com todos os olhares em sua direção e David segura sua mão em sinal de concordância e apoio, piscando levemente pra ela.

- Ah, gente, eu não sei o que dizer... eu não sou a única que dá vida a série.

- Mas foi a principal fonte de emoção e discussão entre fãs, é impressionante o número de twitters que recebo de você, te elogiando, te parabenizando e pedindo mais informações sobre você. Por isso, resolvemos te dar um presente pra você lembrar dessa temporada de maneira diferente. Então fizemos uma enquete pra saber qual roupa que Brennan usou que você gostou mais para te dar de presente. Todos deram palpite mas no final foi o David que decidiu, portanto ele entregará o presente.

Emily estava surpresa, não esperava a homenagem.

- Aqui, Emily. Espero que goste porque foi difícil escolher afinal você fica linda em tudo que veste.

OMG! Vou morrer com esses comentários do David, será que ele não pode ser mais discreto?

Ela pegou a caixa das mãos dele e agradeceu com um beijo na bochecha dele. Abriu a caixa devagar, os dedos trêmulos.

- Não sei o que vou encontrar aqui...

- Se fosse na 4ª temporada aposto que seria o soutian que a Brennan usou na SF.

- T.J. !

Michaela deu um tapinha no colega pois sabia que isso só deixaria Emily mais sem graça.

Ao abrir a caixa, Emily sorriu. Lá estava o casaco branco que ela amara, a blusa roxa decotada e para sua surpresa, o vestido preto que ela usara no “Uma noite no museu”.

- Nossa, adorei! Adoro esse casaco e esse vestido... não pensei que você escolheria esse, achei que seria o do episódio 100.

- Esse preto é bem mais bonito em você.


Ela não se conteve e abraçou-o com vontade agradecida realmente pelo presente, dando um beijo no pescoço dele e sussurando um obrigado especial ao pé do ouvido.

- Gente, não sei o que dizer...

- Não precisa Emily, você é maravilhosa isso é apenas uma lembrança do quanto gostamos de você. Nossa estrela guia. A Emily!

Todos levantaram seus copos e brindaram. David e ela trocaram olhares durante o brinde e ao virar o champagne. Olhares que dizem muito!

Será que ele entende o quanto estou agradecida só com meu olhar? Será que ele entende que meus olhos dizem “I love you” ?

Daí em diante, a conversa rolou animada regada a drinks e muita diversào. Tempos depois, Michaela perguntou :

- O que você vão fazer no recesso? Vão viajar? Trabalhar?

- Eu vou descansar... nada de filme.

- Sério, David? Vou visitar minha família. E você T.J.?

- Vou viajar, passar uns quinze dias na Espanha.

- Hum, chique... e você Emily?

- Vou terminar as filmagens do meu filme e depois vou ver, talvez viaje não sei pra onde ainda.

- Nossa, parece que todo mundo vai se divertir e o chefe vai continuar trabalhando mesmo.

Todos riram.

E continuaram a conversar. Por volta das 10 da noite, o pessoal começou a se dispersar e Emily resolveu chamar a atenção de David para irem embora. Ela tocou levemente na coxa dele fazendo-o olhar para ela.

- Vamos?

- Claro!

Ele se levantou e os dois se despediram de todos. Ao entrar no carro, ele virou-se pra ela e perguntou.

- Você não quer que eu te leve em casa direto? Amanhã você pega seu carro.

Tá, David. Como se eu não soubesse onde você quer chegar com essa idéia. O pior é que eu gostaria tanto mas não posso, tenho que me segurar...

- Não, prefiro estar com ele. Amanhã saio cedo pra trabalhar.

- Tá, tudo bem.

Ele deu de ombros mas estava um pouco chateado. Chegaram ao estúdio rapidamente. Antes de soltar do carro porém, Emily olhou pra ele e sorriu.

- David, obrigada por tudo. Adorei o presente.

- Não precisa agradecer. Vê se não some agora,tá?

Ela fechou os olhos e suspirou. Um beijo, só mais um beijo pra que eu possa suportar esse hiatus...

- Sumir, eu não sei mas vou tentar. Você precisa entender David, não é tão simples. Você sabe que eu não minto pra você. Eu queria estar com todo tempo ao seu lado mas não posso, não seria eu.

- Se você quiser, você sabe o que pode fazer Em.

Ela então tomou a iniciativa e segurou o rosto dele num longo beijo como se fosse uma despedida. Ele a envolveu nos braços e intensifica o contato. O clima entre eles esquenta e Emily quebra o beijo apenas para sentir os próprios lábios mordiscarem o pescoço dele. O misto de perfume e suor nos seus lábios, o cheiro dele é gostoso, embriagante.

Finalmente, ela deu mais um último selinho e colou sua testa na dele.

- Fica bem, tá?

- Vou tentar, Em. Vou tentar.

Ela saiu do carro segurando a caixa de presente. Virou-se e jogou um selinho no ar pra ele. David fingiu agarrar e levou a mão ao coração.

- Me liga, David!

Sorrindo, David deu partida no carro. Emily sentou a frente do volante ainda se recuperando do beijo.


Vai ser um longo hiatus.




Continua....

sexta-feira, 18 de junho de 2010

[Bones Fic] As Time Goes By - Cap. 9

Cap.9


Dia 124

Não tenho palavras pra descrever o que a carta de Booth significou pra mim. Quando disse não a ele depois daquela conversa fatídica pensei que aos poucos ele iria seguir sua vida. Ele tentou é verdade mas depois de ler essa carta tive certeza que não importa o que aconteça, Booth jamais irá me abandonar. Posso me considerar uma mulher de sorte. Quantas pessoas no mundo talvez conheceram alguém como Booth? Aposto que bem poucas (o Booth não pode ler isso nunca, ele já é metido imagina se sabe do que estou falando!). Tenho que dizer que ele me ensinou muito do que sei sobre pessoas e por isso sou grata a ele.

“Dear Bones,

Fiquei feliz em receber notícias suas e em saber que sua pesquisa está indo bem. Confesso que fiquei preocupado. Como não ficar? Nào vou esconder de você isso, se fosse em outros tempos e se tivesse aí ao seu lado até faria mas não agora. Sua dúvida, seus medos, oh Temperance! Se dissesse que você está apenas deixando sua emoção aflorar nesse tempo de reflexão em que você está distante de tudo e de todos, acreditaria em mim? Queria muito que você acreditasse.

As vezes, a razão acaba por nos privar de momentos e sentimentos maravilhosos, assim como a emoção ao extremo é prejudicial, nos cega a tal ponto que cometemos loucuras que seriam certamente bloqueadas pela razão. Nem tanto nem tão pouco.

Talvez pra você esse meu discurso seja sem nexo mas depois de ver o quanto alguns minutos com Daisy que estva sofrendo e uma música mexeram com você a ponto de você me escrever e dizer que queria que eu estivesse aí, você não pode querer que eu fique calado e muito menos calmo diante disso.

Já disse isso uma vez e vou repetir quantas você quiser e precisar. Eu nunca vou abandonar você. Eu prometi e sempre cumpro. Claro que haverá momentos como este que não estou aí a seu lado mas você sempre está nos meus pensamentos. Esse, espero que seja o último tão logo.


Por mim não saía do seu lado e você sabe disso!

Preste bastante atenção, Bones: Você não está sozinha, é uma fase. Você não deve se sentir solitária. Seus amigos assim como eu te adoram e vão sempre apoiá-la. E eu, principalmente eu, estarei sempre com você. Antes de mais nada eu sou seu amigo, seu melhor amigo de todas as horas. Jamais se esqueça disso.

Agora tenho alguns conselhos para te dar. Quando você sentir essa estranheza, procure a Daisy, faça alguma coisa com ela, ou mesmo leia um livro tem tantas histórias interessantes! O trabalho ajuda também mas não se entregue a solidão. Como é a paisagem aí na ilha moloko? Aproveite para desfrutar da vista, da natureza. E se for escutar música, escute Hot Blooded! Pelo menos é alegre!

Falando sério, sei que você é inteligente e vai tirar proveito dessa situação, afinal você é a minha Bones, a mulher mais extraordinária que já conheci. Quero continuar recebendo suas cartas e espero que você tenha ótimas histórias pra contar. Já que você falou de Carole King, vou te mostrar uma Ode ao amigo escrita por ela. Mesmo não estando ao seu lado, dedico essa canção a você:

When you're down and troubled and you need some love and care,

And nothing, nothing is going right,

Close your eyes and think of me and soon I will be there

To brighten up even your darkest night.

You just call out my name, and you know wherever I am,

I'll come running to see you again.

Winter, spring, summer, or fall, all you have to do is call

And I'll be thereYou've got a friend.

If the sky above you grows dark and full of clouds,

And that old north wind begins to blow,

Keep your head together and call my name out loud.

Soon you'll hear me knockin' at your door.

You just call out my name, and you know wherever I am,

I'll come running to see you again.

Winter, spring, summer, or fall, all you have to do is call

And I'll be there, yes, I will.

Now ain't it good to know that you've got a Friend when people can be so cold.

They'll hurt you, yes, and desert you

And, take your soul if you let them.

Oh, but don't you let them.

You just call out my name, and you know wherever I am,

I'll come running to see you again.

Winter, spring, summer, or fall, all you have to do is call

And I'll be there, yes, I will.

You've got a friend.

You've got a friend.

Ain't it good to know you've got a friend

Se cuida!

Love,

Booth


Ao escutar essa canção, eu chorei. Ela diz tudo da nossa amizade, fechei os olhos e pude ver o Booth cantando pra mim. Eu sou a Bones dele, sua Bones. Definitivamente, essa música da Carole King é infinitamente melhor que “All by myself”.



Continua...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

[Bones fic] As Time Goes By - Cap.8

Cap.8

Dia 109 - Afeganistão

Booth acordou ainda preocupado. Resolveu dispensar os soldados para fazerem recreação. Eles aproveitaram para convidá-lo a jogar uma partida de basquete o que ele recusou polidamente. Tinha um assunto mais importante para tratar. Antes de sentar-se isolado em seu alojamento porém, Booth procurou seu superior a fim de prestar contas de suas atividades e tentar algumas negociações.

Já de volta ao seu quarto, ele pegou um bloco de papel, caneta e fechou os olhos procurando inspiração para responder a carta de Bones. Suspirou e abriu osolhos escrevendo a primeira linha.

"Dear Bones,

passaram-se dez minutos e nenhuma palavra tomara forma no papel.Como era difícil colocar idéias para ela de forma a não distorcer o que queria dizer! Certos assuntos não se pode usar a lógica. Ele batia a caneta sobre o bloco impaciente.

Pense Booth, pense!

Ele não viu o tempo passar, ao assinar a carta olhou o relógio. Era 1 da tarde.


Dia 111

Ontem fui assistir o tal filme romântico com a Daisy. é incrível como não consigo entender a lógica por trás dessas histórias quer dizer, quando na vida real uma prostituta se casaria com um milionário? E assim tão fácil? Se apaixona e pronto? Ah, não entendo mesmo.

Daisy explicou que esse filme (Uma linda mulher) é uma espécie de contos de fadas moderno. Taí outra coisa que ainda não entendi, contos de fadas. Mulheres submissas a espera do tal principe encantado. Isso não deveria ser exemplo para as crianças do século XXI. Tive uma longa discussão a respeito disso com a Daisy, ela tentou me convencer da magia do amor, o sentimento mas pra mim é tudo meio ilógico. Tudo bem que o próprio Booth já me disse que amar é apenas sentir e as regras da lógica não se aplicam.


Ainda tentando me convencer, Daisy me disse que tinha o romance perfeito para me convencer e apesar de reforçar a ela que não seria convencida facilmente (Booth luta comigo faz tempo), ela insistiu. Disse que iria procurar um livro famoso e clássico para eu ler. Se é famoso não sei mas até fiquei curiosa para ler a história dessa tal Jane Austen, só não sei como a Daisy vai conseguir esse livro aqui na ilha dos vulcões.


Dia 114

As vezes tenho a impressão de que o tempo não passa em Maluku. Por mais que se tenha muito trabalho a fazer, a sensação é de dias muito longos. Recebi um email da minha agente hoje. Parece que a minha editora quer mais um livro com as aventuras de Kathy Reichs.

Minha agente alegou que essa seria uma ótima hora pra escrever mais um livro já que eu estou afastada do trabalho no Jeffersonian e FBI. Claramente ela não entende nada do que é coordenar uma pesquisa antropológica e nem mesmo o quanto você deve se dedicar para compor uma história. Respondi o email agradecendo mas indicando que só poderia pensar em um novo livro daqui a um ano.

Falando em livro, Daisy me entregou hoje a obra de Jane Austen. Chama-se "Orgulho e Preconceito". Um título bem esquisito para um romance. Segundo ela, eu não vou resistir a história de Elizabeth e Mr.Darcy. Ela inclusive fez uma aposta comigo: se caso eu gostasse do livro, eu teria que assistir o filme e ainda dizer ao Booth que essa era a melhor história de amor de todos os tempos. No fim, Daisy acabou me deixando curiosa, será que esse livro é tão bom assim mesmo?

Só tem um jeito de descobrir, começar a ler.


Dia 118

O trabalho é intenso nesses dias, preciso terminar o relatório da primeira fase do projeto e tenho muitos dados pra coletar. Tenho que cobrar o cumprimento das ações de cada integrante, reunir tudo e ainda dar meu parecer sobre o tempo do projeto, riscos e conclusão do resultado. Ou seja, estou super ocupada!

Mesmo sabendo disso, Daisy não para de me perguntar se já li o livro, o que eu estou achando, enfim voltou a ser a Daisy irritante! Porém com todo o trabalho apenas consegui ler 5 capítulos mas vou comentar outra hora, ainda preciso revisar metade do meu relatório.


Dia 121

Finalmente me livrei do relatório e posso me concentrar com o livro que Daisy me emprestou.

Minha primeira impressão do livro é boa. Antropologicamente falando, os primeiros capítulos descrevem muito bem a aristocracia inglesa no século XIX, o comportamento das famílias, as regras do casamento e da corte e a eterna competição de posses. Ainda não vi nada voltado a romance porque procurar marido não é sinônimo disso, certo? E olha que não sou a melhor conhecedora do assunto.

Ainda sem notícias do Booth... quanto tempo mais vou esperar?



Continua...

terça-feira, 15 de junho de 2010

[Bones Fic] As Time Goes By - Cap.7

Cap. 7


Dia 102

Ontem nem pude assistir o filme com a Daisy. Tivemos um problema com um dos equipamentos do nosso laboratório e acabamos perdendo algumas horas após o conserto pra colocar as coisas em ordem. Cheguei no meu quarto eram quase meia-noite. Bem, o filme fica pra outro dia.

Dia 108

Afeganistão à noite

Booth teve um dia relativamente tranquilo. Passou a manhã e parte da tarde ensinando estratégia de guerra em sala de aula para cerca de 20 soldados. Apesar de um certo marasmo, ele passou o dia inteiro com uma sensação esquisita, um aperto no peito que el não conseguia explicar porque. Quando se sentia assim, a primeira coisa que vinha a sua mente era ela. Como será que Bones estava? Será que já se acostumara com o lugar e já estava mergulhada nas suas pesquisas? É bem provável mas então porque essa agonia? Ele odiava quando o seu instinto o pregava peças.

Ao chegar no seu alojamento, tirou a jaqueta e jogou na cadeira da pequena escrivaninha.


Sentou-se na cama e tirou o cuturno. só então reparou nos papéis sobre a mesinha. Ao checar, viu algumas instruções do seu superior e um pequeno envelope. Aquela letra era inconfundível. Mais um carta de Bones. De repente ele entendeu o porque da agonia e da certa ansiedade que sentira hoje. tinha notícias da sua Bones e se perguntava se estaria tudo bem.

Estava tentado a ler a carta mas precisava se preparar psicologicamente pra isso. Ah, diacho! Respirou fundo e rasgou o envelope. Sim, ele tinha razão em se preocupar.

"Dear Booth,

como vão as coisas no Afegnistão? Espero que esteja bem e sem nenhum arranhão.


As coisas aqui na ilha estão caminhando dentro do esperado. Temos muito trabalho ainda por fazer. Agora que completamos a primeira fase que é a mais simples mas esse não foi o motivo pelo qual eu resolvi escrever pra você. Além de não receber noticias suas é claro!

Passei uma situação muito estranha com Daisy e realmente não sabia o que fazer. Ela me disse que estava sofrendo pelo Sweets, ao que parece naquele dia ela faria um aniversário de namoro (o que não faço a minima idéia do que seja) e pela primeira vez vi a Daisy de forma diferente. Ela chorava muito e você sabe que sou terrível nessas horas, não sabia o que fazer e queria muito que você estivesse aqui porque tenho certeza que saberia o que fazer e dizer.

Porém, outra coisa me chamou atenção nisso tudo. Daisy escutava uma música de uma cantora chamada Carole King. Enquanto dava tapinhas nas costas de Daisy, prestei atenção na música e fui pesquisar a letra. Baixei a canção para o computador e analisei cada linha.

Booth, foi tão estranho! Eu me vi em várias frases da canção. Além de me identificar com a música, eu acabei entendendo um pouco do que ela sentia. Mais que isso, eu me senti só.


Sim, sozinha. E foi tão ruim me sentir assim e não poder conversar com alguém, não poder contar pra você. Você sabe que eu não sou desses sentimentalismos e isso não combina comigo mas Booth, eu nunca me senti tão sozinha e tão diferente de mim mesma desde quando fui abandonada pelos meus pais.

Booth, por favor, eu não quero que se preocupe comigo. Estou bem. Como disse, sinto falta de conversar com você. A Daisy é uma companhia agradável algumas vezes mas ela não é você.

Prometo não ouvir mais All by myself novamente. Mande notícias!

Brennan

PS: Anexei a letra da música caso você não conheça (o que eu duvido)"

Booth respirou fundo. Esmurrou a parede.

Droga!

Ele reparou que no meio da carta havia uma marca e pra ele não restava dúvidas, ela estava chorando ao escrever. ela estava solitária, ao seu modo, sua Bones estava sofrendo e ele estava a quilômetros de distância dela sem poder ajudá-la.


Correu para o banheiro, livrou-se das roupas e entrou no chuveiro. Deixou a água cair na sua cabeça e pescoço, precisava relaxar e finalmente achar um meio de ajudá-la. A sua próxima carta tinha que ser incentivadora mas como? Odiava saber que ela sofria.


Continua...

domingo, 13 de junho de 2010

[Bones Fic] As Time Goes By - Cap. 6


Cap.6


Dia 84


Finalmente após quase 3 meses, toda a parte de demarcação e coleta do sítio arqueológico chegou ao fim. Muitas foram as evidências recolhidas e espero que possamos a partir delas desvendar segredos que a humanidade desconhece.

A parte de catalogação de ossos humanos e espécimens vivas está em sua reta final, cerca de 80% concluída. Acredito que em mais 2 semanas teremos tudo pronto.

A próxima etapa é a análise propriamente dita dos restos aí sim começa o trabalho pesado que corresponde a 60% da pesquisa mesmo.

Dia 89

Hoje fiquei realmente feliz com as ossadas que analisei. Ao compará-las com a do homem de neanderthal percebi que possui maiores percentuis de cálcio o que definitivamente significa que a estrutura é mais desenvolvida e portanto o homem X (objeto da pesquisa) está mais próximo de nós homo sapiens.

Ótimo dia para a ciência e como cientista fico feliz por ser parte dessa descoberta.

Dia 94

Ontem foi um dia estranho. Passei por uma situação onde minhas habilidades nào ajudam. Daisy não apareceu para trabalhar e nào deu justificativa. Como estava muito ocupada, acabei deixando. Depois do almoço fui ao seu alojamento e depois de muita insistência, ela final mente abriu a porta. Daisy ainda estava de pijamas, o cabelo desgrenado e o rosto inchado marcado por lágrimas. Quando perguntei o que houve, ela falou que precisava ficar sozinha hoje pois era seu aniversário de namoro com Sweets. Falou que tinha passado 3 meses longe dele e nada realmente mudara, ela amava Sweets. E desabou no choro. Eu não sei o que fazer nessas circunstâncias. Tentei dar uns tapinhas nas costas mas fui surpreendida com um abraço como aqueles abraços que Booth oferecia pra mim quando estava chateada ou triste.

Porém, o que mais me intrigou nisso tudo foi a música que ouvi. Daisy cantava a plenos pulmões e eu escutava. Na verdade, não consigo entender porque ela fazia aquilo, eu perguntei claro mas a resposta não disse nada pra mim. Daisy disse que a música era para momentos assim de fossa e a lembrava na letra tudo que ela não queria que acontece com ela. Era uma tal de Carly Simon.

Fiquei tão incomodada com aquela cena que resolvi escutar com calma a música e de alguma forma, me vi em partes daquela letra. Uma sensação diferente se apoderou de mim e decidi recorrer a unica pessoa capaz de me compreender nesse momento. Booth.

Vou escrever mais uma carta a ele e espero que ele entenda o que quero dizer. O duro é esperar pelo menos um mês pela resposta.

Dia 100

A carta de Booth foi entregue ao correio a 3 dias atrás, a espera é tediosa.

Daisy parece ter se recuperado da "crise". Hoje ela fez muitas observações interessantes. Perguntei a ela se estava melhor por educação e ela sorriu e me agradeceu pelo apoio. Que apoio? Eu não fiz nada! Ela me chamou para jantar com ela amanhã e assistirmos um outro filme. Disse que era algo pra nos deixar felizes. Eu disse a ela que não gosto de comédias idiotas. Ela disse que não era comédia, era romance. Vou esperar pra ver.



Continua...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

[Bones Fic] As Time Goes By - Cap.5

Um capítulo curto...




Cap.5

Dia 65

Tive muito o que avaliar hoje, nem posso ficar muito tempo no notebook pois meus olhos doem. Fazer a catalogação eletrônica de vários ossos não é fácil! Vou dormir.

Dia 74

Hoje recebi um telefonema da Angela! Minha amiga é maravilhosa. Ela está muito bem em Paris e me contou que esse fim de semana vai a Milão com o Hodgins.

Parece tão simples o modo como a Angie encara essa coisa de relacionamento e amor. Não entendo como ela consegue se entregar e pronto porque nesse caso eu sei que não é apenas sexo, sei que o que ela sente por ele é o tal do amor.

Não menosprezo o amor, apenas não consigo entender o que é isso... eu um gênio e não consigo entender o que é. Será que a racionalidade me atrapalha? E Angela não é a única, Jared também ama, Booth ama então me pergunto o que há de errado comigo?

Espero um dia sentir o que realmente é esse amor...

Dia 80

Ontem tive uma experiência interessante.Daisy me chamou para assistir um filme junto com ela.


Filme antigo e de certa forma infantil mas acabei de descobrir que era mesmo atemporal pois no minuto que vi, apliquei a minha vida. E agora essa musica não sai da minha cabeça...

Somewhere over the rainbow,way up high, there's a land where I heard of once in a lullaby. Somewhere over the rainbow, skies are blue and the dreams that you dare to dream really do come true.

Fico murmurando essas palavras o dia todo.E não posso deixar de pensar, será que algum dia meus sonhos se tornarão realidade? Espero sinceramente que sim.

Gostei de conhecer algo novo e talvez tenha muito a aprender com a Daisy assim como ela tem a aprender comigo. Acho que faremos boas trocas de experiências a partir de agora. Ela já me disse que veremos outros filmes e também me falou de músicas. Quero ver no que isso vai dar a primeira vez foi bem diferente mas de uma maneira boa.



Continua...