quinta-feira, 8 de setembro de 2016

[Castle Fic] Just a Kiss



Just a Kiss


Autora: Karen Jobim
Classificação: NC17 – Romance
Histórias: Parte do projeto - Guilty Pleasures   
Quando: Em algum lugar da S7, após um caso difícil.
Disclaimer: Castle e Beckett não me pertencem...são da ABC yada yada yada... conteúdo criado para diversão, todos os direitos da autora reservados!
Castle e Beckett acabaram de encerrar um caso daqueles bem difíceis. Por ter que discutir com um agente do FBI que brigava pela jurisdição, a detetive estava bem chateada. Cansada. Sabia que a irritação era certa. Então, Castle lembrou-se de algo que vira na internet. Talvez pudesse acalmar os ânimos da detetive com algo bem simples. A canção usada como pano de fundo é “Temptation” de Diana Krall.

Nota da Autora: Décima história do projeto - Guilty Pleasures. Essa sugestão veio indiretamente através da Ana. Fato inédito: será bem pequena praticamente partindo direto para a ação. Enjoy!

O próximo desafio talvez ainda em Setembro? Botem a cabeça para funcionar! Desejo ou fantasia de Castle e Beckett, ok? Lugares... de preferências lugares públicos ou difíceis (não impossíveis, por favor!), cenários, roleplay...    

Lembrem-se é TOP15 a situação tem que ser boa! Deixem as ideias no post oficial do projeto.





Just a Kiss



Loft dos Castle


Beckett chegara muito cansada. Aqueles últimos instantes discutindo com o agente do FBI sobre jurisdição e relatório acabaram com seu ânimo. Estava cansada, irritada e o pior era saber que já havia prometido para Castle que iriam jantar fora, mas estava sem um pingo de disposição. Sabia o quão persuasivo seu marido podia ser, era quase impossível lhe dar um não como resposta especialmente quando era do interesse dele. Castle até viera antes dela para casa a fim de se arrumar. 

Deus! O que ela não daria por um banho quente, colocar um pijama, uma taça de vinho e deitar na cama. Se ele quisesse fazer uma massagem, ela não iria se importar. Infelizmente, não era o caso. Ele estaria pronto para carrega-la consigo para o restaurante. Por isso mesmo, se assustou quando entrou no quarto e o viu usando apenas uma camiseta e uma calça de moleton.

- Hey... não está pronto? Sei que me atrasei um pouco mas ainda podemos garantir nossa reserva, não? Você conhece o maitre do restaurante. Prometo que não demoro me arrumando, eu só preciso... – ela não completou a frase, Castle a proibiu colocando o indicador em seus lábios.

- Não vamos sair para jantar hoje. Eu cancelei.

- Mas eu pensei...

- Kate, você está cansada. Vi o jeito que aquele almofadinha a irritou. Tudo bem, podemos ir outro dia. Eu mudei nossa reserva para amanhã. Agora – ele tirou o blazer que ela usava, acariciou seus ombros – você vai para o banheiro tomar um longo banho quente, coloque seu pijama e me encontre na cama. Se quiser comer algo é só pedir – beijou o rosto dela.

- Nossa! Você tem poderes para ler mentes agora, Castle?

- Não realmente. Somente a da minha esposa. Eu a conheço muito bem. Sei que a última coisa que queria hoje era sair de casa. Seu desejo é uma ordem, amor – ela sorriu e deu um selinho nele.

- Eu já volto, escritor – saiu sorrindo rumo ao banheiro.

Ele não mentira. Do momento que presenciara a discussão dela com o cara do FBI, sabia que sua noite, seu pequeno encontro com sua esposa estava cancelado. Mas isso não era um problema. Na verdade, por saber exatamente como Beckett se sentia, ele lembrou-se de algo que se deparara na semana anterior na internet quando fazia uma pesquisa para o novo Nikki Heat. O clima de hoje pedia algo para faze-la relaxar e Castle tinha a ideia perfeita. Sorriu dirigindo-se ao seu escritório para pegar uma bebida especial. Nada de vinho, hoje a noite seria encerrada com doses de um bom brandy. O conhaque cairia como uma luva naquele clima frio de Novembro.

Quando Beckett saiu do banheiro, usava uma blusa de alcinhas preta e uma calça flanelada de pijama. Os cabelos estavam presos em um coque. Trazia na mão o vidro de seu hidratante de cerejas e viu quando a pele arrepiou-se ao sentir o ambiente frio do quarto.

- Voce não ligou o aquecedor, Castle? Está frio aqui, dez graus lá fora. Estamos no inverno – ela sentou-se na cama do lado que costumava dormir. Ele foi até o painel do equipamento e aumentou a temperatura em mais três graus. Vendo-a se posicionar no colchão para passar o creme no corpo, ele se aproximou com os dois copos de cristal nas mãos. A garrafa de brandy estava na cabeceira dele.

- Aceita uma bebida, Kate? Para esquentar? – ela olhou para o homem a sua frente. Copos de cristal.

- Vinho ajuda a esquentar, mas esses copos não são para esse tipo de bebida.

- Não, hoje você irá beber conhaque envelhecido. Uma bebida especial que ganhei de um irlandês que me ajudou numa pesquisa para Storm. Segure o seu copo – ela deixou o hidratante de lado pegando o copo enquanto Castle abria a garrafa de brandy. Serviu a ambos. Ergueu o copo para que brindassem. O tintilar do cristal era sempre mais interessante e delicado. Então, ele se sentou por trás dela. O gesto fez Kate imaginar que estava a ponto de receber uma massagem, estava errada.

Ele passou as mãos nos braços dela subindo para os ombros nus, fazendo-as se encontrar no topo da nuca. O toque arrepiou os pelos do braço de Beckett mesmo com o calor reconfortante proporcionado pela bebida forte e quente. Quando esperava pelo próximo gesto para sentir os dedos de Castle trabalhando em seus músculos e nos nós que sabia ter em seu pescoço naquela noite, ela ouviu uma melodia ecoar pelo quarto. A batida de jazz gostosa. De repente, não foi a mão dele que sentiu em seus ombros, foram seus lábios.

Castle começou a beijar-lhe os ombros devagar, saboreando a pele alva e cheirosa. O aroma delicioso de Kate Beckett, sua esposa. Os lábios partiam e fechavam-se realizando movimentos vagarosos em toda a extensão dos ombros e encaminhando-se para o pescoço. Ela suspirou. Isso era bom. As mãos de Castle estavam nos braços dela. Em sua mente, não havia função para elas naquele momento. Queria usar apenas os lábios.

A boca encaminhava-se para a curva do pescoço, o encontro do maxilar e do lóbulo da orelha. Mordiscou a cartilagem de leve e sugou-lhe o local. Um pequeno gemido escapou pelos lábios de Kate. Ele mudara a direção, os lábios provocavam seu pescoço, sua nuca, de cima a baixo. Ele podia ver os cabelinhos da região eriçados. Repetiu o gesto para ouvir outro gemido e seu nome sendo pronunciado de maneira prazerosa.

- Hummm...Castle... – ele sorriu. Voltou a usar os lábios nos ombros dela. Kate virou o rosto a procura dos lábios dele, ansiando por um beijo, pode devorar a boca de pecado daquele homem que brincava com seus sentidos. Inclinou o pescoço para o lado o quanto podia, porém foi surpreendida pelo toque leve dos dedos de Castle em seu rosto obrigando-a a virar-se deixando o pescoço a sua disposição.

Nada de beijo nos lábios ainda, Kate. Ele pensou. Hora de distrai-la mais um pouco.

Com os lábios novamente em sua nuca, Castle enfiou uma das mãos por baixo da camiseta buscando os seios. Ao encontra-lo apertou o mamilo arrancando outro gemido dela. Kate jogou a cabeça para trás dando a oportunidade de Castle beijar-lhe sua garganta. Roçou os dentes na pele, chupando o local em seguida. Desviou os lábios para os ombros e com a mão livre acariciava seu pescoço. A boca ia e vinha provando-a, instigando-a. Ao tirar a mão do seio dela, ouviu a reclamação. Um gemido frustrado que foi substituído por uma nova tentativa de buscar seus lábios. Ela já podia sentir a umidade no centro das pernas. Tudo por causa dos lábios de Castle.

Ao virar o pescoço dessa vez, ela usou uma das mãos para toca-lhe o rosto puxando-o para o encontro. Dessa vez, ele cedeu embora o controle do beijo ainda fosse seu.

Não foi um encontro desesperado, foi algo sedutor. Tentador como dizia a canção que tocava ao fundo, difícil de resistir. O coração palpitava em seu peito enquanto os lábios de Castle saboreavam os seus com delicadeza, devoção e muita provocação. Ao sentir a mão dele deslizar outra vez por dentro da camiseta gemeu em sua boca. Um calor súbito a dominava. Seja pela temperatura do quarto, pelo brandy ou apenas pela dança louca e sensual que Castle realizava em sua boca, ela precisava de mais e ao mesmo tempo sentia seu corpo reagir apenas ao toque daqueles lábios.

Ele quebrou o beijo e tornou a devorar-lhe a nuca. Sentir os dentes dele na pele, a língua, aquele jeito de provocar, fazendo loucuras em seu pescoço. Ela não iria resistir. Não podia. Estava entregue as mãos dele. Não, aos lábios. Então, ele a surpreendeu deitando-a devagar apoiando-a em seus braços sem deixar de beija-la. Sobre o colchão, ela sentiu os lábios provando sua orelha e descendo. Imediatamente arqueou o o corpo como se estivesse se oferendo para que ele a tocasse. Castle aproveitou o gesto e saboreou-lhe a garganta pela segunda vez, descendo pelo colo até o meio dos seios.

O corpo dela já começava a tremer. Sim, o orgasmo estava se aproximando. Ao sentir os dentes e a língua sobre o tecido da camiseta e seu seio, ela gemeu por ele.

- Deus... Castle.... oh!

Perdida. Entregue. Não havia qualquer resistência quando Castle tomou pela segunda vez seus lábios em um beijo apaixonado e carregado de desejo. O mesmo sentimento que a fez explodir por dentro, tremer e gritar seu nome. Ofegava enquanto a boca do homem que amava ainda beijava seu pescoço.
Era real.

Ela acabara de ter um orgasmo apenas com beijos. Deus! Como isso era possível?

Mas Kate não teve tempo de pensar, a música em loop constante dizia “Temptation, temptation, I can´t resist.” Não iria, não podia, não havia como lutar era uma batalha perdida e oh, Kate Beckett adorava perder aquela batalha, por aquele homem e aqueles lábios perdia a guerra.

Agora as mãos de Castle estavam na lateral do seu corpo, arrastando a camiseta consigo. Ela ergueu o corpo para ajuda-lo a se livrar da peça. Então, os lábios começaram outra festa em seu corpo, beijando pedacinho por pedacinho, do colo ao estomago e subindo outra vez. As mãos entrelaçadas as dela sugaram-lhe os seios mais uma vez antes de voltar a boca vermelha e inchada pelo ultimo contato. As línguas se devoravam, se enrolavam e deixavam o amor guia-los.

Castle soltou os dedos dela vagarosamente. Ergueu-se da cama e saiu do quarto deixando-a simplesmente estática em meio a todo o turbilhão de emoção que a fizera sentir naqueles minutos que mais pareceram horas tamanho fora o prazer que ela sentira.

Queria mais. Precisava de mais.

Seu corpo clamava por Castle. Doía e ansiava pelo toque dos seus lábios outra vez. Ela estava perdida em desejos e sensações quando ele apareceu a sua frente novamente. Dessa vez, sem camisa e com o copo de brandy nas mãos. Ele bebia e a observava. Kate podia ver o desejo dominando aqueles olhos azuis. A paixão explicita naquele olhar que a despia, a atravessava. Ela ajoelhou-se no colchão e tocou seu peito levemente.

Castle tomou outro gole do brandy. Kate pegou o copo das mãos dele. Bebeu o resto do liquido. Jogou o copo na cama e puxando-o pela nuca devorou-lhe os lábios em um beijo urgente. Ela queria isso. Queria possui-lo, desejava a loucura.

E a teve.

Castle a jogou de volta no colchão e em movimentos rápidos, quase bruscos, tirou-lhe a roupa consumido pela vontade de tê-la para si outra vez. Porém, ao vê-la completamente nua sobre o colchão. O amor que sentia por aquela bela mulher voltou a domina-lo e ele não podia trata-la de maneira diferente. Como uma dama, como ela realmente merecia.

Pela próxima hora eles se provaram, se beijaram, tocaram e sentiram um ao outro. Se amaram culminando em um encontro explosivo de corpos em êxtase. Adormeceram imediatamente após o orgasmo os consumir.


XXXXXXXXX


A escuridão no quarto foi invadida por um belo raio de sol entrando pela janela. Kate abriu os olhos deparando-se com a silhueta do marido ao seu lado. Completamente nu. Seus olhos passearam pelo corpo dele. O peitoral largo que tanto adorava, os ombros, o estomago e por fim um de seus objetos de desejo, o membro de Castle. Ela deslizou a mão pela lateral do corpo dele até tocar o que queria, sua outra parte preferida dele. Não resistiu a belisca-lo como quase sempre fazia. Sorria sozinha.

Havia música no ar. A canção da noite anterior ainda tocava no celular dele preso a dock station.

Temptation. Sim, tentação demais ter aquela imagem a sua frente. Ela sorriu outra vez lembrando de como através de minutos de beijos ela se entregara completamente, a mercê dele. o poder de um beijo. do roçar de lábios, a antecipação do toque mais intimo a fazia gemer.

Apertou o membro outra vez e o acariciou. Ouviu quando um pequeno gemido se formou e escapou dos lábios do marido. Ele abriu os olhos.

- Hey...

- Hey... bom dia.

- Definitivamente é um bom dia – ele sorria olhando para o corpo nu da esposa.

- Eu preciso agradecer por ontem a noite. Eu não sei como você fez aquilo nem porque, porém, Deus, Castle... acho que nunca fui beijada assim. Foi tão... eu nem sei como descrever.

- Não precisa, eu vi.

- Eu nunca tinha... você sabe...só com beijos...

- O prazer foi meu.

- Temptation, brandy... de onde você tira essas ideias?

- É parte do meu segredo, Kate – ela tornou a toca-lo e Castle gemeu.

- Acho que podemos aproveitar a sua animação para começar bem a manhã...

- Temptation... I can´t resist… - ele disse sorvendo os lábios dela com os seus.


THE END

4 comentários:

Gabriela Mendonça disse...

Tá calor né? kkkk Depois de ver o vídeo ontem, ler Rick colocando em prática com a Kate... uauuuu... Que homem é esse Jesus kkkkk #KateTemSorte

Ana Cavalari disse...

OK, se com o vídeo e com a música ontem eu fiquei meio "alterada" imagina agora... foi curtinho mas foi incrível! Fala sério, ainda me surpreendo com você 😂😂 acho que todo mundo merece isso pelo menos uma vez na vida heuehehehehe. Como que faz pra ter um Castle desse? Aaaaaah meu Deus amei muito kah, tipó muito messssmo.

cleotavares disse...

Quem precisa de jantar, não é gente?

Vanessa Belarmino disse...

Uau! Como diria Staninha: “No es un beso. Es EL beso”
Não pude deixar de lembrar hahaha
Eu vi o video antes (ainda não superei aquela barba, mas foco em caskett... haha)... Arrasou dona Karen, tenho nem palavras... Foi curtinha, mas intensa...