segunda-feira, 21 de novembro de 2016

[Castle Fic] Baby Boom - Cap.15


Nota da Autora: Hoje a nota dessa escritora irá cotar um dos mais belos comentários que recebi de uma leitora (thx Van) no blog sobre o que é BB, precisava compartilhar : "BB é como fazer uma trilha, sabe aquela trilha que vc pode ficar o dia todo caminhando para chegar até o lugar esperado? E nesse lugar vc vai encontrar a paisagem mais linda que ja viu... BB é assim, e a gente pode escolher reclamar do caminho ou aproveitar a paisagem da caminhada, esperando maravilhada pelo que virá. Eu escolhi a segunda opção. E estou super bem com isso.." - o que posso dizer depois disso? Definiu tudo!  Aproveitem a viagem...sem pressa! E prometo que não terão que esperar até o ultimo capitulo para verem a realização dessa união... Ah! Quase esqueci... Kate está perdendo o medo... o muro...rachando... mesmo que ainda não aceite isso (e que nem Castle saiba desses muros até aqui) afinal, S3... 

Obrigada por lerem e comentarem... enjoy! 


Cap.15


Kate vai para o loft pensando na melhor maneira de abordar Castle. Nem bem entra em casa, ela sente o aroma de temperos e pimenta. Alexis e Ashley estão dividindo o balcão da cozinha. O rapaz cortava pimentões verdes e vermelhos, ela mexia na panela.  

— Hum, que cheiro bom é esse? - tirando o casaco, Beckett passa à vista no resto do apartamento procurando por Castle. Dylan está brincando de pular no colo de Martha no sofá, mas nem sinal do escritor.  

— Olá, Kate. Estamos fazendo quesadillas. Vi uma receita na internet e o Ash topou fazer comigo. 

— Está parecendo ótima - ela se aproximou de Martha, queria muito perguntar de Castle, contudo sabia que tão logo o fizesse, a mãe dele ia começar as insinuações. Ela se ajoelhou próximo ao bebê que não se cansava de pular nas coxas de Martha.  

— Hey, baby boy... sentiu minha falta? Oi... - ela sorria para o bebê que mesmo pulando esticou uma mãozinha para toca-la. Kate beijou os dedinhos e avançou na barriguinha dele provocando cócegas. Ainda seguro por Martha, Dylan agarrou os cabelos dela bem a sua frente e dava gritinhos rindo. Martha sorria com a cena. Beckett se afastou ajeitando os cabelos fazendo sinal para o bebê que se jogava em sua direção. No minuto que ela o segurou, ele começou o "mamama".  

— Acho que isso responde sua pergunta,  Katherine.  

Ela sequer se importou em estar sentada no chão com roupa de trabalho e o menino no colo. Dylan passava as mãozinhas no rosto dela, o menino tinha fascinação pelo sinal no rosto dela , adorava colocar o definho indicador sobre ele. Ela acabou deitando sobre o tapetinho e colocando o bebê sobre seu corpo. Beckett se fechou naquele seu mundinho com Dylan cantando e fazendo vozes para o menino. Foi assim que Castle a encontrou.  

Ele saiu do escritório pronto para tirar uma brincadeira com todos, porém ao se deparar com a imagem de Kate deitada com o bebê, prendeu a respiração por alguns segundos. Martha percebeu a maneira como o filho paralisara no meio da sala admirando a mulher com o bebê. Incerto do que fazer ele optou por não atrapalhar o momento. Seguiu para a geladeira, pegou uma garrafa de cerveja, tomou um longo gole. Todos pareciam ocupados exceto por sua mãe que observava cada movimento dele. Castle ia retomar para o escritório quando Kate se levantou com o bebê, ainda conversando.  

— Cadê o daddy? Cadê o daddy, baby boy? Está escrevendo ou está dormindo? Vamos descobrir? - ela conversava com o bebê alheia a presença dele. Castle viu nisso uma oportunidade para conseguir uns minutos a sós com a detetive. Correu de volta para o escritório fazendo Martha rir.  

— O que foi, Martha? - ela perguntou sem entender o riso.  

— Nada, querida. Estava só observando o jeito de Dylan com você.  

— Vamos atrás do daddy? - o menino respondeu com um emaranhado de silabas "daadaadadyyy". Beckett entrou no escritório com cuidado, se ele não estivesse ali, ela teria que tentar o quarto. O escritor estava vidrado na tela do notebook, ou assim ela pensara. Na verdade, Castle digitava as teclas aleatoriamente, fingindo.  

— Quem é esse, Dylan? Quem é? - o menino olhava para ela como quem espera uma confirmação. Beckett se aproximou de Castle que por instinto, fechou o computador. Tentando agir casualmente, ele falou.  

— Hey, você já chegou? Já vi que o garotão roubou sua atenção - se alguém perguntasse de Beckett porque ela fizera o que fez, certamente ela teria problemas em responder. Porém, ela sorriu, tirou os cabelos de Castle da testa e beijou-a.  

— Não precisa ficar com ciúmes, Castle. Ele veio ver você. É o daddy, baby boy?  - ela disse olhando para o bebê. Foi um gesto tão natural, tão despretensioso que a própria Beckett não percebeu o que fizera. O mesmo já não se podia dizer de Castle. Seu coração quase disparara com o gesto. O momento se completou com Dylan repetindo as palavras dela. Daadaadadyyy se tornara a segunda palavra preferida do bebê. Pegando o menino no colo, ele perguntou.  

— Tudo bem no distrito?  

— Sim, fechamos o caso.  

— Ótimo - sem saber como continuar a conversa ela perguntou.  

— Como foi seu dia? Escreveu muito? Ou Dylan tomou parte do seu tempo?  

— Nós nos divertimos, né garotão? Quando ele dormiu, eu vim para cá. Minha mãe que cuidou dele. Vamos ver o que aqueles dois estão aprontando na minha cozinha? Talvez tenhamos que pedir comida...  

— Não fale assim, está cheirando bem. E se tivermos que recorrer a delivery terá que ser mexicano porque eu já fiquei com água na boca.  

— Seu desejo é uma ordem, detetive.  

Ao reaparecerem na sala, Alexis foi logo se antecipando ao que o pai provavelmente diria.  

— Espero que estejam com fome. O jantar sairá em vinte minutos mais ou menos.  

— Ótimo! Estou curiosa. Vou aproveitar e trocar de roupa - Beckett subiu as escadas. Cinco minutos depois, ela estava de volta - o que vamos beber? - perguntou assim que retornou a sala.  

— Se você está pensando em tequila ou margaritas, pode esquecer. Não é o momento de encarnar Nikki - de alguma forma, aquilo a vez enrubescer - vou pegar uma cerveja para você.  

— Ah, não! - ouviu Alexis reclamar.  

— O que foi? Queimou o jantar, Alexis? - Castle perguntou.  

— Apesar de toda a sua torcida contra, pai, não. Estamos sem sour cream. Comida mexicana sem sour cream é impossível. Temos que comprar - Kate se ofereceu na hora.  

— Posso ir comprar para vocês, já estão ocupados com o jantar.  

— Ah, não... não se preocupe Kate, Ashley pode ir, estava tentando fazer alguém se tocar... - ela inclinou a cabeça na direção do pai.  

— Que isso, Alexis. Faço questão de dar o dinheiro para vocês comprarem, é o mínimo que posso fazer já que não contribui com nada nem ajudei vocês a cozinharem. Deixe-me pegar minha carteira - Beckett se dirigiu ao aparador onde deixara sua bolsa, abriu a carteira procurando por dinheiro trocado. Castle observava a interação da detetive com sua filha. De repente, ao virar a carteira para tirar uma nota de 20 dólares, uma foto caiu no chão. Ela não notara, mas Alexis se agachara para juntar. Ao ver do que se tratara, comentou.  

— Ah, que lindinha essa foto de Dylan. Quem resiste a esses olhos azuis? Aqui, Kate. Você devia tomar cuidado, a foto está perdendo o colorido na sua carteira - sem jeito, Beckett sorriu para a menina. Não era a foto que estava desbotando, ela simplesmente era antiga, afinal não era de Dylan e sim de Castle. Claro que o único que percebeu foi ele. Porém, achou por bem não fazer qualquer comentário. Sabia que ela se constrangeria muito mais. Ela devolveu a foto para Beckett, agradeceu pelo dinheiro.  

— Obrigada, Kate. Prometo que isso não irá atrasar o jantar - Beckett guardou a foto ainda sem jeito, pelo menos a menina não percebera que era o pai. Pretendendo mantê-la ocupada, Castle comentou.  

— Acho que está na hora do garotão comer, você se importa de fazer o leite para ele, Beckett?  

— Claro que não. É a minha vez de cuidar dele, passei o dia fora.  

— Você estava trabalhando, não é um problema.  

— Mesmo assim... - ela se afastou começando a preparar a mamadeira. Martha se aproximou do filho, cochichando.  

— Essa foto na carteira de Katherine por acaso é aquela que está faltando no seu álbum, Richard?  

— Mãe, nem pense em insinuar ou perguntar.  

— Não irei fazer isso, mas isso provavelmente diz alguma coisa sobre o que ela pensa de você ou como ela o considera.  

— Não comece...- Beckett se aproximou dele.  

— Pode me dar o Dylan?  

— Claro! 

— Você quer mamar, baby boy? Quer? - ela brincava com o bebê enquanto o levava para o quarto. Sentada na poltrona, ela ofereceu a mamadeira para o pequeno que aceitou de imediato. Ela cantava para ele e tão logo acabou o leite, o bebê já estava dormindo. Beckett ficou com ele no colo para ter certeza que estaria tudo bem se ela o colocasse no berço. Minutos depois, ela reaparecia na sala.  

— Bem na hora. O jantar está servido. Temos quesadillas de carne, frango, pico de galo e guacamole. Tudo receita da internet - disse Alexis - o guacamole era o único que sabia fazer. Sentem, já esperaram demais.  

Castle pegou duas garrafas de cerveja, entregou uma a Beckett. Fizeram um pequeno brinde. Eles comeram conversando sobre diferentes culturas, cozinhas, experiências. Uma refeição bem agradável. Ashley foi embora por volta das dez horas, ele e Alexis já tinham limpado a maioria das louças e Castle falou para a filha que deixasse o resto para depois. Ela e a avó subiram deixando-os sozinhos.  

— Você acabou não comentando sobre o fim do caso - disse ele entregando outra cerveja a ela - prendeu o responsável?  

— Sim, prendemos.  

— Ótimo, gosto de saber que ajudei - ela sorriu.  

— Castle, eu estava pensando, quando você acha que a agente virá fazer a nova visita? - ele bebeu um pouco da cerveja.  

— Eu não sei.  

— Os 21 dias estão acabando e eu lembro que o seu advogado falou em uma visita de fim de semana. Porque eu já não estava "tecnicamente" presente na segunda visita, não queria perder a terceira se isso significar algum problema para a adoção de Dylan.  

— Realmente teremos que esperar, se for no fim de semana está tudo bem. Mas se você não estiver não será o fim do mundo.  

Ela não comentou, mas a ideia de não estar presente não a agradava. Então seu celular tocou. Ryan.  

— Oi, Ryan.  

— Oi, Beckett. Desculpe estar te incomodando essa hora, mas temos um novo homicídio e o capitão pediu para te colocar no caso. A vítima é um parente de um juiz, ele quer você a frente porque conhece seu trabalho.  

— Tudo bem, Ryan.  

— Eu sinto muito mesmo. Se Montgomery não tivesse me ligado, eu nem cogitaria te chamar. Sei que você teve estar com o bebê e não é justo. 

— Ossos do oficio. Vai me passar o endereço? 

— Claro. Mando via mensagem para o seu celular. 

— Ótimo. Vejo você daqui a pouco - assim que desligou o celular, ela olhou para Castle, claro que ele já entendera que ela tinha que ir trabalhar. Na verdade, percebera que ela não ficara muito satisfeita com a ideia - e-eu vou ter que ir encontrar Ryan.  

— Tudo bem, Beckett. É o seu trabalho. 

— Eu sei, mas não parecer justo. Você cuidou do Dylan o dia todo - Castle sabia que não era pelo trabalho e sim pela falta que ela sentia de ficar com o menino. 

— Dylan, está dormindo. Se acordar, será apenas para mamar. Posso cuidar disso, nós ficaremos bem. Está tudo sob controle. Vou aproveitar para escrever um pouco. Pode se arrumar - relutante, ela subiu as escadas. Meia hora depois, ela deixava o loft. 

Beckett entendeu a preocupação de Montgomery, fez seu trabalho, adiantou tudo que podia com o laboratório e tinha dois suspeitos na sua lista que interrogaria cedo pela manhã. Vendo que não podia fazer mais nada, dispensou a equipe para continuarem as oito da manhã. 

Ela chegou no loft às três da manhã. Com todo o cuidado para não fazer barulho, ela tirou os sapatos e andou de ponta de pés. Não resistindo, ela foi até o escritório, talvez Castle ainda estivesse acordado escrevendo. Se enganara. Podia ver apenas as luzes do pequeno abajur do quarto de Dylan. Ela entrou e viu o bebê dormindo muito tranquilo. Ajeitou a coberta, sorriu. Quando ia deixando o quarto, algo a vez esticar o pescoço para o quarto de Castle. Parecia uma força a guiando, como magnetismo. Ele dormia de calça de moletom e sem camisa. O edredom jogado parcialmente sobre as pernas. Kate suspirou. Levou a mão aos lábios e inconsciente, começou a mordiscar a ponta do dedo indicador enquanto olhava para ele. 

Era tentador. Fechou os olhos e brigou com sua mente para obedece-la e seguir para o seu quarto. Precisava dormir, tinha trabalho a fazer. Ela ainda demorou pelo menos meia hora para pegar no sono. 


Dia #17


Castle não viu quando Beckett chegou em casa, porém quando levantou para fazer o leite de Dylan às seis da manhã, encontrou-a pronta na cozinha. 

— Que horas voce chegou ontem? 

— Umas três. 

— E já está de saída? Você nem descansou direito, Beckett. Assim não vai conseguir trabalhar. Como Dylan não está reclamando ainda, vou preparar um café para você. Farei ovos.     

— Castle, não precisa. Somente o café está bom. 

— Não vou discutir com você. Aqui, a mamadeira está pronta. Dê a ele, não vai demorar nem cinco minutos para ficar pronto - ela seguiu com o leite nas mãos até o quarto de Dylan. Castle é teimoso demais. O bebê devorou o leite e cochilou outra vez. Ao voltar para a cozinha, encontrou o prato com ovos e um croissant esperando por ela além da caneca de café fumegante. Ele também fizera uma caneca para si. 

— Ele dormiu? 

— Sim, está cedo para despertar. É bom que fique quieto mais um pouco assim você pode dormir também.  

— O caso é difícil? - perguntou Castle. 

— Não, apenas delicado. Política, para mim não tem muito mistério. Era sobrinho do juiz. Envolvido com drogas. A morte dele foi acertos de contas, tenho dois suspeitos que entrevistarei essa manhã. Não posso demorar para fechar o caso.   

— Só não ceda a pressão por causa do juiz. Aposto que Montgomery está agoniado querendo respostas. 

— Você me conhece. Não atropelo investigações porque fulano é isso ou aquilo. Sigo pistas, foco nas evidências. 

— Eu sei - ela colocou o ultimo garfo com os ovos na boca, tomou o resto do cafe e levantou-se. 

— Eu preciso ir - ela subiu as escadas, quinze minutos depois voltava a sala. 

— Tenha um bom dia, detetive - ele sorriu entregando um copo térmico com café quente. 

— Vejo você mais tarde, Castle. Ligue se precisar de algo ou se a agente aparecer.      

— Pode deixar. Estaremos esperando quando você voltar. Eu e Dylan. 

Beckett tinha razão, o caso não era complicado. Bastou entrevistar os dois suspeitos para que ela chegasse a uma conclusão. Obviamente que um deles dera mais trabalho, ela teve que ter paciência. No fim, tudo se encaixou e ela decretou a prisão como assassinato em primeiro grau. Pela urgência, ela não deixou o distrito enquanto sua equipe não lhe entregou os relatórios. Beckett os revisou, escreveu seu parecer e encaminhou para o capitão, a promotoria e para o juiz. 

Eram quatro da tarde quando Montgomery a viu quase pescando na frente do computador. Ele sabia que ela praticamente virara a noite na investigação. Aproximando-se da sua mesa, o capitão comentou. 

— Vá para casa, detetive. Não tem mais o que fazer aqui. 

— Senhor, eu… - ela estava visivelmente cansada. 

— Não me ouviu? Está dispensada. Somente apareça aqui amanhã às nove. 

— Obrigada, senhor - ela nem perdeu tempo argumentando. Tomara três canecas de café e não conseguira acabar com o cansaço. Precisava de um banho e dormir pelo menos umas três horas para se recuperar. Castle não ligara nenhuma vez, torcia para que estivesse tudo bem.              

Ao chegar no loft, encontrou Castle sentado no sofá com o computador no colo. 

— Você chegou cedo. 

— Montgomery me mandou para casa. Não posso culpa-lo, estava praticamente dormindo na frente do computador. Cadê o Dylan? 

— Dormindo. O que você deveria fazer, está com olheiras. Vá para o seu quarto, descanse. Como estou escrevendo, vou pedir comida para o jantar. Alguma preferência? 

— Escolha você. Até mais tarde - Beckett subiu as escadas, após um banho morno e a troca de pijamas, ela praticamente apagou ao deitar-se na cama. 

Durante o tempo que ela dormia, Castle escreveu por mais uma hora até o instante que Dylan acordara. Percebeu que ele estava com a fralda suja. Era melhor dar um banho. 

— Numero um e numero dois, garotão? Você se manteve ocupado durante o sono. Vamos tomar um banho, ficar cheiroso e bonito para a sua “mamama”. Ela está dormindo, cansada, mas posso apostar que vai adorar ficar com você nos braços um pouquinho. E já sei exatamente que roupa iremos vestir. 

Castle se distraia cuidando do pequeno. O banho foi rápido e divertido, depois colocando-o sobre sua cama, vestiu o bebê, penteou os cabelinhos, calçou meia e sapato. Passou perfume. Estava lindo. 

— Esse uniforme do Batman cai muito bem em você, garotão. Alguém vai se amarrar. Agora, você precisa cooperar comigo. Tenho que tomar banho também. Você precisa de concorrência - colocou o bebê no bercinho móvel que mantinha em seu quarto. Começou a tirar a roupa - você consegue ficar cinco minutos brincando sem aprontar, Dylan? - ele arrastou o berço até a porta do banheiro para que pudesse observar o bebê, apenas por precaução. Entrou no chuveiro. Sempre atento à criança, Castle tomou seu banho o mais rápido que pode. Enrolou-se na toalha e veio se trocar no quarto. Vestiu uma calça jeans e uma camisa polo. Enxugou os cabelos e colocou um pouco do perfume que Beckett gostava. Checou o relógio, quase sete horas.  

Talvez devesse fazer o pedido do jantar, ela não demoraria tanto para acordar. A menos que virasse a noite. Não, Beckett não conseguiria. Ela disse para Castle fazer a escolha e ele sabia muito bem o que a agradaria. 

Colocou Dylan no bebê conforto. De posse do menu e do telefone, ele escolheu o que serviria para sua detetive no jantar. Esperava que pudesse ficar um tempo em sua companhia, não apenas jantando, queria a oportunidade de conversar com ela. Castle ainda não dissera nada sobre a tal foto que Beckett carregava em sua carteira. Teria sua chance, o momento certo. 

Meia hora depois, Beckett descia as escadas de pijama. 

— Seu timing é quase perfeito, Beckett. Descansou bem? 

— Estou me sentindo bem melhor - ela se aproximou do bebê - hey, baby boy… tudo bem com você? Daddy cuidou de você? - ao ver a roupinha que Castle vestira nele não resistiu - Ah…olha que lindo. Você é um Batman muito fofo e charmoso. E cheiroso. 

— Resolvemos nos arrumar para jantar com você, não foi, Dylan? Apesar que o verdadeiro Batman detestaria esses seus elogios - ela virou-se para contesta-lo. 

— Ah, por favor, Castle estou falando de uma criança - foi então que viu. Ele estava vestido casualmente. A camisa polo jogada sobre o jeans dava a ele um olhar casual, despojado. Beckett gostou do que viu. Pegando o bebê no colo, ela se aproximou dele - estou com fome. Alguma ideia do que iremos jantar? 

— Como estava dizendo, você quase chegou na hora da comida, mais quinze minutos. Aproveite para paparicar o garotão, sei que está com saudades. E você vai adorar o jantar. Vou arrumar a mesa. 

— Tudo bem, vou ficar na sala.   

Enquanto brincava com o bebê, Kate se viu retomando pensamentos que tinha no caminho do loft. Outra vez investigara sem Castle, outra vez sentira falta dele. Tudo bem, o caso era simples, foi solucionado, porém a sensação era diferente. Não havia as discussões de teoria, os pequenos intervalos forçados por ele para o café, as piadas ou as provocações, não havia aqueles lapsos de segundo em que ela se pegava apenas olhando para ele.  

Não definitivamente não era a mesma coisa. Ela precisava do parceiro.  

— Castle, acha que consigo fazê-lo dormir antes da comida chegar?  

— Ele não me parece muito a fim ainda, Beckett. Melhor esperar um pouco.  

— É que eu quero fazê-lo dormir hoje, quero cuidar dele e se... e se Ryan ligar de novo? Se tiver que trabalhar e...- Castle já estava ao seu lado, tocou-lhe o ombro.  

— Hey, está tudo bem. Você vai fazer Dylan dormir e poderá preparar a mamadeira da manhã. Prometo. E a chance de Ryan ligar com um novo homicídio é quase zero. Você pode ficar com ele o tempo que quiser, Kate - a campainha toca - nosso jantar chegou. Já volto.  

Castle colocou as sacolas sobre o balcão da cozinha e começou a arruma-las na mesa de jantar. Tirou um vinho da geladeira, serviu para os dois. Trouxe o carrinho de Dylan para o lado dela da mesa.  

— Pronto. Pode trazer o Batman para cá, não vamos deixar a comida esfriar. Chinesa é horrível gelada, especialmente sopa.  

— Sopa? - ela perguntou colocando Dylan no carrinho. Entregou o elefante para que ele ficasse quieto. 

— Sim, sei que gosta de sopa com algas, noodle e verduras, você estava precisando recuperar as forças. Depois, tem pato laqueado e porco agridoce. Sente-se, Beckett.  

— Você comprou comida do Ho Shu?! Em Chinatown? Achei que eles não entregavam em casa.  

— Só para clientes VIPs. O filho dele é fã de Storm. E agora também de Nikki, então você também é uma cliente especial.  

Eles sentaram e saborearam a refeição. Mais uma vez, Castle tinha razão. A sopa foi revigorante e o pato estava delicioso. De tempos em tempos, ela mexia com o menino, jogava beijinho, sorria. Castle também brincou com o bebê e até recebeu um "daadaadadyyy" no meio da conversa indecifrável. Era um momento deles.  

Terminaram de comer e Kate notou que Dylan estava ficando com sono. Tirou-o do carrinho e disse a Castle que ia fazê-lo dormir.  

Sentada na poltrona, Kate brincava com o bebê o sacudindo um pouco.  

— Vamos dormir, baby boy? Você quer ouvir histórias hoje ou música? Oh... esqueci o...- Castle estava ao seu lado entregando o elefante.  

— Sim, você esqueceu o Babar... 

— Obrigada - ela pegou o elefante sorrindo para Castle - você quer o Babar, Dylan? Quer? Babar... 

— Bababa… deidei... bababa 

— Muito bem, garotão - o menino agarrou o elefante e levou o dedo a boca - vai ser super fácil dormir. Não demore, ainda não comemos a sobremesa - ele beijou o topo da cabeça dela. Saiu do quarto.  

— Aí, Dylan... porque vocês têm todo esse charme além dos olhos azuis? - como um truque do destino o menino olhava para ela, deixando escapar.  

— Daadaaddyyy…  

— É, meu amor, daddy... devo estar ficando louca conversando com um bebê - ela se concentrou em nina-lo. Meia hora depois, ela saiu do quarto. Encontrou-o no escritório escrevendo - você está ocupado - ela já ia sair quando Castle a segurou pela mão.  

— Não, estava matando o tempo.  

— Hum, taí um tipo de crime que não saberia resolver. Matar o tempo?  

— Engraçadinha. Você demorou.  

— Dylan e eu estávamos tendo uma discussão filosófica. Ele é a favor de Aristoteles por sinal.  

— Hum, será um sinal de que vamos ter problemas no futuro... quer sorvete?  

— Chocolate?  

— Esse é para mim. Para você, strawberry cheesecake.  

— Como você sabe que eu gosto desse sabor?  

— Você toma milkshake de morango, mas não gosta de muito doce logo a combinação com cheesecake traz equilíbrio - ele disse entregando a vasilha para ela.  

— Elementar, meu caro Watson - disse Kate.  

— Hey! Eu sou o Sherlock aqui.  

— Pensei que tinha dito que era meu fiel escudeiro...  

— Não, sou seu parceiro - então Kate deixou escapar.  

— Não, não mais.  

— Kate? - ele percebeu quando ela baixou a cabeça evitando encara-lo. Provou o sorvete mudando de assunto.  

— Esse sorvete realmente é uma delícia.  

— Kate… 

— Ok, eu não quero que pense que eu estou forçando você a nada e eu não estou culpando Dylan e o tempo que você passa com ele, quer dizer, eu entendo sua prioridade e... oh, Deus! Isso é estranho e difícil - ela colocou a vasilha de sorvete na mesinha de centro, passou a mão nos cabelos - eu não estou com ciúmes do Dylan, não! Eu adoro esse menino,mas essa semana tem sido realmente difícil. Eu acho que o que estou tentando dizer é que - ela suspirou - eu não gosto de investigar sem você, eu sinto falta do meu parceiro, Castle e eu sei que você tem outra prioridade agora, eu entendo. Não quero que você desista dele, e-eu apenas... eu tenho medo que depois da adoção você passe a se dedicar a ele e não volte mais ao distrito.  

— Kate, por que você está preocupada com isso?  

— Já são quase 20 dias e você não parece sentir falta então... talvez não queira me seguir mais depois que Dylan for seu.  

— De onde você tirou essa ideia maluca? Você não estava trabalhando, faz menos de uma semana que voltou e quanto a segui-la? Beckett, vamos ser sinceros, eu não faço isso já há um bom tempo. Sim, foi assim que começou, seguindo-a para moldar Nikki e porque era divertido te irritar, ver cenas de crimes, teorizar, porém isso já deixou de ser a razão de eu estar lá há algum tempo. Fiquei por você - temendo uma reação errada, completou - porque sou o seu parceiro, nada vai mudar isso. Dylan não vai mudar o que nós temos, a nossa dinâmica. Sim, teremos que nos adaptar, mas eu só deixarei o 12th no dia que você me expulsar ou o capitão.  

— E-eu não sei o que dizer, não quero força-lo a nada, não quero soar egoísta, Dylan vem em primeiro lugar, precisa de você e... 

— Dylan não é o único que precisa de mim, eu sei que você não tem ciúmes dele, você o adora é outra pessoa com ele, talvez sinta ciúmes do tempo que passo com ele apenas porque também quer esse tempo, mas o garotão terá que se acostumar. Para isso ele tem uma avó. Se nós precisamos trabalhar, ele irá se acostumar. Eu prometo, no próximo caso você me liga e eu irei encontrá-la na cena do crime. Como sempre foi.  

Ela suspirou. Às vezes que ele falou "nós", reparou no olhar que usava. Era sincero e ia além disso, parecia estar incluindo a ela na vida de Dylan como se estivessem juntos de verdade. Ou será que ela estava imaginando coisas? 

— Você promete que vai me ligar? - ele perguntou sem obter resposta. Castle então tirou-a de seu mundo particular tocando seu queixo fazendo-a olhar em sua direção - vai me chamar no próximo caso?  

— Vou - ela sorriu um pouco envergonhada.  

— Obrigado por ser honesta comigo, Kate. Estamos bem? 

— Sim, estamos. 

— Ótimo, agora termine seu sorvete. Eles terminaram a sobremesa e Beckett pediu desculpas mas estava realmente cansada. 

— Tudo bem, descanse Beckett. Boa noite. 

— Boa noite, Castle - ela dormiu como uma criança após ter a certeza de que não perdera seu parceiro.  


Dia #18 


Quando Beckett chegou no 12th no dia seguinte, ela já tinha feito uma mamadeira, brincado com o bebê, trocado fralda e agora ansiava por um assassinato. Sua primeira tarefa do dia foi terminar de organizar as informações do ultimo caso para arquiva-lo, pois no dia anterior foi impedida por Montgomery ao ser expulsa do distrito. 

Duas horas depois, Esposito recebe um telefonema. Um corpo encontrado em uma padaria do Upper East Side. Beckett nunca ficou tão feliz com um assassinato. Pegou o celular e discou para Castle. 

— Oi, Beckett. 

— Hey, Castle. Está a fim de investigar um assassinato? Acabamos de ser notificados. 

— Você ainda pergunta? Onde a encontro? Pode me passar o endereço? - ela repetiu a informação que recebera de Esposito - ótimo, posso demorar um pouco, mas vou estar lá. 

— Vou esperar.  

Na cena do crime, ela avaliava as evidências espalhadas por todo o ambiente da padaria. Lanie indicara que a hora da morte ocorrera na madrugada entre três e seis da manhã. A causa da morte indicava envenenamento. Pelo que, ela descobriria mais tarde no necrotério. Não havia sinal de arrombamento. Ela estava recolhendo fibras e algumas amostras de matéria-prima como fermento e farinha quando um Castle atabalhoado e apressado chega na cena. 

Ao vê-lo, a detetive abriu um largo sorriso. Ele trazia em mãos dois copos de café. 

— Perdi muita coisa? Desculpa, eu tive que me certificar que estava tudo bem e… 

— Não perdeu muito - ela pegou o café da mão dele - vou te atualizar - então ela repetiu o que havia discutido antes. 

— Envenenado? E eu estava pensando em pegar umas rosquinhas e uns muffins para levarmos ao distrito… cancela! - ela riu. Ele estava de volta, seu parceiro. As piadas. Quando ela ia responder, Esposito apareceu. 

— Yo, Castle! Quanto tempo! Resolveu se juntar aos bons? Cansou dos seus dias de mamadeira? - rindo o detetive lhe deu um abraço. 

— Ah, você sentiu minha falta, Espo! 

— Não, estou sendo educado… 

— Castle! Está perdido por aqui? Como vai o Dylan? - Ryan sempre atencioso, apertou a mão do escritor e lhe deu um abraço. 

— Dylan está ótimo. Ficou com a avó. E não estou perdido. Parece que uma detetive precisava dos meus serviços, de algumas teorias mais diferentes. Acho que está cansada de vocês - Beckett revirou os olhos, mas estava adorando ver a interação dele com a equipe. Tudo estava certo outra vez. 

— Que tal as maricotas pararem de conversinha e voltarem ao trabalho? - ela falou. Conversaram um pouco mais com a equipe do CSU, vasculharam o escritório do dono e satisfeito com o que acharam retornaram ao distrito. 

Castle ajudava Beckett a montar o quadro de evidências. Ele não percebera o quanto sentira falta dessa interação até aquele momento. Claro que era maravilhoso tê-la perambulando em sua casa, à vontade, brincando com Dylan, provocando e sendo provocada, porém era ali que eles se transformavam. Investigando crimes, se desafiando, admirando um ao outro, eles aprenderam a ler os pensamentos, a se comunicar com o olhar e a verdade era que foram todas essas pequenas coisas que o fizeram se apaixonar pela detetive. 

Ela o chamou para saber sua opinião com relação a uma das pistas. O dialogo fluía e acabaram chegando a mesma linha de raciocínio. Ele foi apontar algo no quadro de evidência fazendo a jaqueta de couro que usava se mover o suficiente para ela notar algo na camisa dele. 

— Castle… oh! 

— O que foi, Beckett? - ele ficou de frente para ela. Um pouco receosa, ela se aproximou, segurou na abertura da jaqueta e a afastou comentando. 

— Eu acho que… - ela tocou a camisa no local manchado - acho que Dylan deu uma golfada em você - o toque delicado, os olhos muito próximos, ela sorriu. Por um momento, ambos esqueceram onde estavam. Castle virou o rosto para olhar o que era. 

— Ah… eu estava dando de mamar quando você ligou… nem reparei. 

— Ossos do oficio - ela disse retornando a jaqueta para o lugar, ajeitando com carinho. De longe, Ryan observava a cena sorrindo. 

— Olha lá, bro. Me diz se não parecem marido e mulher? Quero muito que esses dois se acertem. Viu como a Beckett ficou feliz ao ver Castle na cena do crime? Ela não parou até agora de sorrir. 

— Ryan, você me surpreende as vezes, acho que se fosse uma mulher não seria tão meloso. Sai dessa…

— Espo, voce é muito insensível. 

A investigação não se resolveu em um dia, porem havia outro clima no ar, o ritmo era diferente, havia riso, teorias e café, muito café. Concluíram o trabalho no dia seguinte e por volta das seis da tarde, Castle e Beckett deixaram o distrito juntos rumo ao loft. 

Em casa, após carregar o pequeno e enche-lo de beijos, ela subiu para tomar um banho. Alexis estava fazendo uma macarronada e seria o que jantariam. O bebê parecia ter sentido a falta dos dois. Enquanto estavam na mesa comendo, Dylan estava no carrinho ao lado de Beckett e não parava de recitar suas silabas preferidas “mamama” e “daadaaddy”. 

Alexis e Castle se encarregaram da louça para que Kate ficasse um tempo a mais com Dylan. 

Ela estava deitada no tapetinho, com a cabeça apoiada numa almofada e o bebê sobre seu corpo quando algo inesperado aconteceu. 

Beckett sentiu algo quente próximo ao seu peito. De repente, se deparou com Dylan querendo sugar seu seio. A boquinha movia-se constantemente tentando agarrar parte do tecido da camiseta que ela usava molhando a região. A primeira reação de Kate foi o susto. O que exatamente ele estava fazendo? Seria um reflexo? Estaria com fome? Ela moveu o bebê de posição ouvindo-o reclamar um pouquinho. Beckett sentou-se no tapete, Dylan sentado entre suas pernas.  

— O que foi, baby boy? Está com fome? - não queria fazer alarde especialmente para Castle. Checou o relógio. Fazia duas horas que tinha comido - Castle? Que horas Dylan tem que mamar?  

— Pelo menos mais uma hora, deixe para dar a mamadeira quando você for colocá-lo para dormir. Por que? Algum problema?  

— Só checando - ela voltou sua atenção ao bebê - meu amor vamos brincar com o elefante? - na mesma hora, ele disse "bababa" - isso mesmo, Babar - se acalmou, era reflexo.  

Mais tarde, quando foi colocar Dylan para dormir, foi surpreendida uma segunda vez. Ela trouxera a mamadeira consigo, mas o menino mesmo após tomar todo o leite, olhou para Kate com os dois olhos azuis intensos e fez algo para ela inconcebível. A camiseta que ela usava tinha um decote amplo que deixava exposta boa parte do colo.  Dylan tornou a colocar a boca no seio dela. As mãozinhas seguravam na pele de Kate próximo ao colo, como se quisesse firmar sua posição ali. Ela estava sem sutiã, pois a blusa era preta. Pode sentir os lábios do bebê tentando sugar seu seio sobre o tecido. O corpo arrepiou. A sensação era estranha e Beckett estava apavorada. Por que ele estava fazendo isso? O pavor era tanto que ela se manteve imóvel por uns cinco minutos enquanto o menino continuava sua tarefa.  

Caindo em si, ela o afastou do corpo colocando-o de pé sobre suas coxas. Encarando Dylan, ela deixou escapar.  

— Por que fez isso, baby boy? E-eu não posso fazer... não posso amamentar e-eu... - então ela ouviu "mamama". Seu coração se derreteu e pela primeira vez, Kate se permitiu entender o que aquilo significava. Não era reflexo fonético. Era Dylan chamando-a de mãe.  

Respirou fundo. Tornou a acomodar o bebê em seu colo, dessa vez, ela começou a cantar e andar pelo quarto. Kate não sabia ao certo o que estava sentindo, era um misto de medo e alegria, não entendia realmente o que acontecia.  

Quando ele finalmente dormiu, ela o colocou no berço e ficou admirando a criança. Só então notou que suas mãos tremiam. Isso era loucura. Não percebeu Castle se aproximando e no minuto que ele encostou seu corpo ao lado do dela colocando um dos braços no berço bem ao lado de sua cintura, ela pulou. O reflexo somente fez Kate escorar no corpo dele já que Castle tentou protege-la. 

— O que foi?  

— Você… você me assustou.  

— Desculpa - ele olhou para o rosto de Beckett, estava tensa - você está bem?  

— Estou, eu só... - e lá estava, o outro par de olhos azuis que a levavam à loucura - eu preciso de um tempo, ok? - ela já ia se desvencilhando de perto dele quando Castle segurou sua mão.  

— Hey, obrigado por hoje. Eu me diverti muito. Como nos velhos tempos. É um prazer trabalhar com você, detetive. É um prazer estar ao seu lado todos os dias. Obrigado por me lembrar o quanto amo isso.  

— Eu… - mas ela não completou a frase. Castle puxou-a em sua direção e beijou-lhe o rosto. Kate tinha uma mão sobre o peito dele. O cheiro dele a deixava zonza. Ela podia fazer o que seu coração pedia, ela podia seguir os conselhos de Maddie, mas a lembrança do momento com Dylan a bloqueara. Ela engoliu em seco, deixou a mão deslizar pelo peito dele. Afastou-se dele.  

- Boa noite, Castle.  

Ele a olhava intrigado. Algo não estava certo. Ela praticamente saíra correndo dele.  


No quarto, Beckett respirava fundo. O coração acelerado. Ela não era a mãe de Dylan, não podia ser... e Castle... droga! Ela queria beija-lo, queria agradecer pelo dia maravilhoso e não conseguira porque a ideia de assumir o papel que interpretava ainda a apavorara e Dylan, mesmo sem querer, apenas provara que ela não era imune às emoções. No fundo, o improvável no mundo de Beckett aconteceu. Ela começara a pensar na possibilidade de se tornar mãe dele.  


Continua... 

7 comentários:

Sarah Maciel disse...

A história e Dylan me envolve cada vez mais, a perda da mãe o fez encontrar em uma detetive de homicídios a mãe que lhe foi tirada, e quem melhor que Ketherine Beckett?
A morte de Johanna com que ela cogitasse o papel de mãe, o amor pelos homens da sua vida está fazendo-a amar o papel de "mamamma".
Baby Boom está sendo uma narrativa que sai das páginas e entra em nossos corações desde o primeiro capítulo. A cada linha, a cada diálogo, as aventuras do Baby mais amável do planeta envolve e nos faz ansiar copiosamente por um capítulo.
Um bebê procurano por leite na mãe me faz querer entupir a Kate de prolactina só para ela poder amamentar o criança que já é dela há tempos. Baby Boom fez com que me lembrasse de divirsos momentos ao cuidar de bebezinhos.
Amo essa história com todas as forças, e quando acabar nem sei o que será de mim.


bjinhos...Sarinha!!!

Pâmela Bueno disse...

UAL esse cap foi...sem palavras!! quase chorei aqui e me peguei de coração apertado várias vezes, o que é isso mulher? o que vc faz com a gente não é normal, me emocionei real nesse cap! parabéns pelo cap e pela história, sua escrita é excelente!! primeira vez que estou comentando essa história, porém acompanho desde o começo, mas comento sempre a stanathan, mas hoje foi impossível não deixar uma notinha aqui, sério

cleotavares disse...

Ownt! Que capítulo tocante, maternalmente falando. O Dylan já criou seu laço de filho com a Kate, e agora ela percebeu isso. E ela também começa a perceber que ela também já se considera a mãe dele, está um pouco assustada, mas com certeza está amando.
Gente! a fic é tão fofa que a até a Alexis está fofinha (hahaha!)
"Enrolou-se na toalha e veio se trocar no quarto." Ok ok Eu fiquei imaginando a Kate entrando no quarto na hora que a toalha caísse. hahahahahahahaha!

Silma disse...

Quando esses dois finalmente ficarem juntos eu vou surtar MUITO!
Eu tô amando vê a nova Kate que está nascendo.O encontro dela com ela mesmo tá lindo demais,o caminho tá quase chegando ao fim.Você é sim mãe do Dylan só não o gerou mais o ama como uma verdadeira mãe ama! ❤️

rita disse...

Mãe não é só aquela que gera, mãe, talvez, para mim é aquela, mesmo que não tenha dado a luz ama incondicionalmente. Aconteceu isso comigo e por isso posso falar. Você não faz distinção, só ama aquele ser com todas as suas forças.Quando você disse que a fic seria de poucos capítulos, nunca imaginei que ela me tocaria tanto, embora ame todas as suas fics. Linda, excelente, emocionante e muito verdadeira. Parabéns! Abraços e beijos amiga.

Vanessa Belarmino disse...

Acabei me distraindo e esqueci que não tinha comentado... Mas vc sabe que amo BB,ne? Digo e repito que a caminhada tem valido a pena... E quando o momento maravilhoso chegar, certamente eu surtarei ao cubo hahaha
Eu adoro ver as camadas da Beckett... Ela sente falta do baby boy e do daddy... Investigar sem Castle já não é o mesmo e sair de casa, deixando Dylan tb não é algo que a agrada... Eu amei a forma honesta que Kate expôs seu medo de perder o parceiro, e a compreensão de Castle. E pra terminar temos esse momento mamama e baby boy... Agora não tem mais jeito não é fonética, é reconhecimento... Aceita Beckett! Hahaha
Obrigada pelo carinho Kah! ❤❤❤

Priscila Barros disse...

Meus amorzinhos investigando um caso juntinhos 😍😍😍😍
E olha quem abriu os olhos e viu que o baby Dylan já achou uma mamama pra ele? Oh Kate, você já é mãe dessa fofura, mais do que imagina. Toda fofura desses dois, ela se derretendo por ele vestido com a roupinha do Batman 😍😍😍
Que capítulo lindo e cheio de fofura, Kah ❤❤❤