sábado, 4 de fevereiro de 2017

[Castle Fic] Baby Boom - Cap.27


Nota da Autora: E aqui estamos nós, sei que surgiram varias especulações sobre o que irá acontecer. Apenas preciso lembra-los que essa é uma fic AU escrita para abordar um outro lado e um outro momento de Kate Beckett. Nela Montgomery não morre e Johanna apenas aparece em sonho para a filha. Sobre momentos tensos, continuo perguntando: confiam em mim? Esse capitulo é pequeno, porém está cheio de emoções. Aqui e ali aparecem referencias e a mais nova é uma brincadeira com Breaking Bad. Enjoy the ride! 


Cap.27 



Naquele sábado Beckett arrumou Dylan e saiu na companhia de Castle para um passeio no Central Park. Após uma longa caminhada, ela se divertia com as reações do pequeno a todas as novidades. Comeram um cachorro quente e deixaram Dylan interagir com outras crianças. Depois, Castle insistiu em irem para a loja de brinquedos. Um novo paraíso colorido para o seu baby boy. Dessa vez, porém, ela o proibiu de comprar brinquedos. Mesmo assim, a visita  estava sendo muito boa. Dylan ficou tão excitado ao ver várias bolas coloridas que escapou de perto de Castle engatinhando rapidamente para o local onde estavam. Ao tentar segurar na grade se desequilibrou e bateu com a cabecinha numa prateleira. Abriu o berreiro. 

Kate correu para socorre-lo. 

— Mamamama… - ele chorava enquanto ela tentava acalma-lo abraçando e beijando o filho. 

— Shhh, tudo bem… foi só um susto - ela chamava a atenção dele para as bolas outra vez. O choro diminuíra, limpou as lágrimas e enquanto Castle distraia Dylan com a bola, ela examinava a cabeça do menino. A parte frontal da testa estava vermelha. Ela sentiu um galinho. Pegou a mamadeira de agua e ofereceu ao menino. Também pediu para Castle molhar uma fralda na agua gelada, colocou sobre a área. Como Dylan não largava a bola, ele teve que compra-la para então deixar a loja.  

Pararam no café que ficava atrás da biblioteca pública. Sim, ela estava desejando um bom vanilla latte. Dylan ainda estava no colo de Kate, porém sorria e mexia com o daddy. O galinho na testa estava engraçado. Ela gostava daquele lugar. Sempre que vinha a biblioteca, ela passava um tempo admirando o cenário do Battery Park. Não importava a estação, era sempre bom. Então um pensamento lhe ocorreu. 

— Eu adoro esse lugar, nunca me cansava de vir aqui. Engraçado, agora que parei para pensar, eu frequentei muito a biblioteca. Você já me disse que era uma espécie de refúgio para escrever, pesquisar… como nós nunca nos encontramos por aqui? 

— Talvez porque eu me escondia? Ou talvez porque não era o momento de nos conhecermos, de ficarmos juntos. Quem sabe o que aconteceria se nos esbarrássemos nos salões da biblioteca? Falaríamos de livros, descobriria que você era uma fã. 

— Dormiria comigo e depois me esqueceria…. imagino o final. Seria uma de suas várias conquistas. 

— Não, eu certamente não a esqueceria. Hoje posso afirmar com propriedade quando você me disse que não tinha ideia. Não tinha mesmo. Pode ter certeza que não a deixaria escapar. Iria segui-la. 

— E me irritar? 

— O suficiente para você se apaixonar por mim. 

— Você se acha, não? 

— Eu apenas digo a verdade. Funcionou, não? - ela riu.

— Faça algo de útil. Leve seu filho para andar na grama.

Mais tarde, eles escolheram parar em um restaurante para dar o almoço de Dylan. O menino tinha comido apenas frutas. Claro que Kate trouxera uma comidinha para ele. Castle pediu algo para comerem enquanto ela alimentava o bebê. Não foi difícil já que o menino parecia bem faminto. Na volta para o loft, ele já se encostava no ombro de Beckett, quase cochilando. 

Assim que chegaram em casa, ela o colocou no berço. Tinha dormido. Por estar descansada e de folga, Beckett se ofereceu para fazer o jantar. Castle disse que não deveria ter trabalho. Ele podia mandar buscar algo. 

— Eu precisarei fazer o jantar de Dylan, qual o problema de fazer para todos? 

— Kate, essa é a primeira folga que você tem em semanas. Relaxe - ele beijou-lhe a testa. 

— Sua ideia de relaxar é sempre pervertida…  

— Não disse nada. Podemos assistir uns episódios de CSI se preferir. 

— Castle, você acabou de me mandar relaxar e quer que veja série de assassinatos? 

— Só estava te testando, mas não pense que eu não reparei o livro que lia outro dia desses. Não era um meu, era um da série mortal. 

— Com ciúmes, Castle? Porque eu estava pensando justamente nisso agora. Em retomar minha leitura. 

— Hahaha… provoque bem, detetive. Nada de leitura, você tem que fazer o jantar do seu filho. Onde já se viu! Eu com ciúme de um livro, Eve e Roarke… - saiu resmungando para o escritório fazendo Beckett rir sozinha. Ele tinha razão, primeiro seu filho. Depois provocava Castle… só mais um pouquinho. 

Dez minutos depois, ele reaparece na cozinha com o celular na mão. 

— Alguma preferência para o jantar de hoje, Beckett? 

— Não realmente. Só não quero chinesa.  

— Que tal um bacalhau? Gina me recomendou um restaurante que tem um, segundo ela, muito bom. 

— Quando você falou com Gina? 

— Outro dia quando ela me ligou para saber do meu próximo livro. Algum problema? Está com ciúmes da minha ex-mulher? 

— Não… talvez… você estava com ela antes de mim, teve uma recaída. Devo me preocupar disso acontecer outra vez? - ele notou preocupação nos olhos dela - Castle? - ele se aproximou envolvendo a cintura dela em um abraço. 

— Não. Aquilo apenas aconteceu porque… porque você não queria ficar comigo. E-eu estava carente. Eu não quero a Gina, você é a pessoa que me faz feliz. Só você. Nunca duvide disso - beijou-lhe os lábios - então, quer experimentar a sugestão? 

— Por que não? Você tem algum vinho do porto para acompanhar? 

— Vou providenciar. 

Mais tarde, Dylan acordou. Castle colocou-o junto aos brinquedos espalhados no tapete. Sentou-se ao lado dele por um tempo e brincaram. Nem parecia que tinha se machucado mais cedo. Ele fazia sons, inventava historias, era uma barulhada que assustava algumas vezes a própria Kate que já começava a cortar a carne para depois esquentar a comida do filho. Então, Castle anunciou após distrair o menino com um dos seus joguinhos que faziam barulho. 

— Amor, você fica de olho nele? Está entretido. Eu preciso ir ao banheiro. 

— Tudo bem - ela se ocupou em terminar o que fazia. De vez em quando levantava a cabeça para checar o menino que parecia tranquilo em meio aos seus brinquedos. Quando ela finalizou o prato dele, resolveu se juntar ao pequeno para brincar também. Beckett tomou um susto. No meio da sala, ela viu o pequeno engatinhar até o sofá ligeiro erguendo-se do chão rapidamente para pegar o elefante que estava no sofá. Segurando o Babar pela tromba, Dylan soltou as mãozinhas ficando de pé. 

O susto de Kate não parou por ai. Devagar, ele deu dois passinhos se distanciando do sofá. Parou. Ao ver sua “mamama" parada com a mão na boca, ele já sabia o que queria. Deu mais dois passinhos na direção de Kate. Abriu o sorriso e caminhou mais três passos ainda puxando a tromba do elefante consigo arrastando no chão. 

— Mamama…baba…baba… - ele caminhava na direção dela, de repente pareceu se desequilibrar e caiu de bunda. Dylan riu e sem pensar duas vezes apoiou as mãozinhas no chão, ergueu o corpo. Após sentir firmeza outra vez, deu mais passos na direção de Kate. 

— Castle… vem aqui… Castle…

— Calma…Beckett, o que aconteceu… - mas ele não conseguiu simplesmente dizer mais nada. Dylan estava caminhando puxando o elefante e chegando perto da sua mamama - ele… ele… está…

— Sim, ele está andando - Beckett não tinha percebido que estava chorando. 

— Mamama… baba… 

— É, meu amor, o seu baba - ele se agarrou nas pernas dela pedindo colo. Beckett se abaixou para pega-lo - você quer comer, baby boy? Está com fominha? Mamama preparou carninha, couve-flor, batatinha e brócolis para você… - Kate o colocou sobre o balcão da cozinha. 

— Será que… essa foi a primeira vez que ele andou, não? - Castle ainda estava em choque - e-eu devia ter gravado. Meu filho, andando! - ele correu para onde ela estava. Beijou-a e em seguida beijou o garoto. 

— Haverá outra oportunidade. Meu baby boy andando…. como isso aconteceu? Ele já está crescido. Oh, meu Deus… Castle. Eu nunca pensei… 

— Você está chorando. 

— É, eu acho que estou… e-eu vou dar a comida dele - Beckett se afastou dele, colocou Dylan na cadeirinha tentando ganhar um tempo, porém Castle segurou sua mão. 

— Hey… está tudo bem? Você não precisa disfarçar, pode se emocionar Kate. 

— Eu sei… não estou disfarçando ou fugindo. Eu estou emocionada porque eu nunca esperaria passar por isso na minha vida. Isso é tão… inesperado, avassalador… 

— O que, Kate? Você ver seu filho andar ou você estar feliz? 

— Tudo isso junto - ela respirou profundamente. Tinha as maos apoiadas no balcão como se precisasse do apoio. O coração batia acelerado. Viu o semblante de Castle ficar sério - hey, babe… eu não estou falando que é uma coisa ruim ou que me arrependo, eu apenas preciso me ajustar a um momento incrível da minha vida. Um que não esperava ver acontecer ou ser tão importante - acariciou o rosto dele - você é muito importante - vendo o sorriso aparecer no rosto de Castle, ela foi tirada de seu momento emocional por alguém reclamando. 

— Mamama… deideidei - ele apontava para o prato de comida sobre a pia. 

— Está com fome, baby boy? - antes que pudesse se mexer, ele a beijou com vontade. Ainda lidando com as emoções, ela deu a comida ao filho. Tornou a coloca-lo no chão e teve o prazer de vê-lo andar todo desengonçado até o tapete para pegar o carrinho. 

— Vrumvrum…Xiis. 

— Alexis não chegou ainda, meu amor, ela vai adorar ver você andando - Castle já estava com o celular nas mãos e como todo pai babão, registrava cada nova tentativa de seu filho explorar o mundo.    


Duas semanas depois… 


Meados de abril. As coisas não estavam muito boas no 12th. 

Beckett estava mergulhada em um caso difícil. Dois corpos. Mesmo modus operantis. O estrago feito as vitimas indicavam duas possibilidades: queima de arquivo ou vingança. O problema era que já estavam trabalhando no caso há cinco dias e não havia pistas a seguir. O assassino não deixara rastros. Ela já perdera algumas madrugadas. Mandava Castle cedo para casa por causa de Dylan. Na verdade, era o segundo dia que não colocava seu baby boy para dormir. Exausta, ela checou o relógio. Uma e meia da manhã. Esfregou os olhos. Talvez devesse deitar-se no sofá e tentar dormir um pouco. Sua mente não conseguia mais ligar os pontos. E não conseguia ingerir mais café. Sequer comera. Com a cabeça entre as mãos, ela suspirou. Sentiu alguém tocando seu ombro. 

— Vamos para casa - ela virou seguindo o som da voz. 

— Castle? O que faz aqui? 

— O que você acha? Vim te buscar. Não vou deixa-la dormir na delegacia. Você precisa de uma boa noite de sono e não retornará aqui antes das nove da manhã. 

— Esposito te ligou, não? 

— Ele ligou às dez avisando que saíram daqui. Eu esperei uma hora para ver se você aparecia, estava de saída quando o garotão acordou. Tive que dar o leite, distrai-lo até que conseguisse dormir. Por isso me atrasei. 

— Eu não consigo achar… as pistas, qualquer coisa que me leve ao assassino. 

— E não vai achar exausta como você está. Vamos, Beckett. Não me faça carrega-la e agir como um homem das cavernas - ela ergueu a sobrancelha. 

— Você? Homem das cavernas? 

— Duvida que possa te carregar, detetive? Mas, não farei isso hoje. Prefiro ser um cavalheiro, porém se teimar outra vez e não aparecer em casa para colocar nosso filho para dormir, eu terei que agir drasticamente. 

— Não me faça rir, Castle.

— Não é para rir, porque não é engraçado. Amanhã nós acharemos uma pista. 

Eles chegaram ao loft, Beckett tomou um banho e desabou na cama. Ele sorriu. Sempre teimosa. Aconchegou-se ao seu lado e dormiu. 

Às sete da manhã, Dylan já estava acordado nos braços da mamama. Ele adorava esse contato com ela logo cedo. Depois de alimenta-lo deixou-o com o pai na cama para tomar um banho. Claro que o menino acordara Castle. Os dois já se divertiam na cama quando Beckett apareceu pronta para um novo dia de trabalho. 

— São quinze para as oito. Você não vai sair agora. Eu disse nove, Beckett. 

— Eu sei. Vou fazer o café - ela pegou Dylan, colocou-o no chão - vem com a mamama, baby boy. Daddy precisa tomar banho e se arrumar - o bebê saiu andando atrás dela. Beckett fritou os ovos, bacon e fez torradas francesas. Sentia-se bem melhor. O descanso lhe fez bem. Dylan brincava com o capitão América e um carrinho. Castle apareceu na cozinha já vestido. 

— Hum… você caprichou. 

— Falta apenas o café… - ela beijou os lábios dele - faça e sente-se para não esfriar. Dylan, quer pão? 

— Dyan “que”… pan… - ele andou até onde Kate estava. Ela o ergueu colocando na cadeirinha. Cortou um croissant em pedaços e deu para o menino comer. Alexis se juntou a eles em minutos. Martha também. Tomaram o desjejum como uma família comum. Dylan se agarrou com a irmã querendo brincar. Infelizmente, ela não podia demorar e a avó teve que distrair o menino para que ela escapasse. Castle e Beckett saíram em seguida. 

De volta ao 12th, Beckett reune os rapazes para comunicar que apesar de todos os seus esforços não conseguira encontrar nada que os fizesse chegar ao assassino. Sem DNA, sem fibras, o sangue era das vitimas, a COD era a facada no abdômen, porém nenhum deles apresentava resistência ao ataque o que sugeria que conheciam o seu algoz. Também não explicava o exagero de violência no corpo e Lanie confirmara que foram feitas antes da morte. 

— Alguém estava com muita raiva desses caras. Engraçado, um era médico e o outro farmacêutico. Será que se trata de um crime de vingança causado por negligência médica? De repente nosso doutor matou um parente, a mãe ou a esposa do assassino. 

— E o farmaceutico, Castle? Qual o papel dele ai? - perguntou Esposito. 

— Talvez um tratamento experimental para uma doença incurável. Alzheimer ou câncer? 

— Talvez… Espo, pesquise se houve mortes de pacientes do Dr. Brown nos últimos dois anos. Investigue as famílias. Pode ser um ângulo - nesse instante, Ryan que estava um pouco afastado da discussão, aproximasse com uma pasta na mão. 

— Pessoal, talvez essas não sejam as únicas vitimas. Como estávamos presos na investigação, quando cheguei hoje na delegacia decidi fazer uma pesquisa no banco de dados para ver se encontrava casos com o mesmo MO. Encontrei. Dois em DC. Harry Miller e Jack Boyd. Seus homicídios aconteceram há três e seis meses respectivamente. A policia de Washington atribuiu a violência de rua, estão fechados. Tem um pequeno detalhe que pode ligar todos os casos. Eu pesquisei as quatro vitimas juntas. Todos eles atenderam a Universidade de Washington e se formaram no mesmo ano. Turma de 2002. Todos, summa con laude. 

— Você talvez tenha aberto outra linha de investigação para nós, Ryan. Bom trabalho. 

— Ryan, qual a profissão das outras vitimas? - perguntou Castle. 

— Ambos químicos. 

— Então o ângulo da morte por negligência já era… - disse Esposito. Beckett estava calada, porém reparou no jeito que Castle avaliava as fotos que Ryan provera dos outros assassinatos comparando com as que estavam em seu quadro de evidência. Ele estava maquinando uma teoria. Colocou as fotos no quadro, escreveu seus nomes e suas profissões embaixo delas. 

— Acho que sei o que eles faziam. Um médico, um farmacêutico e dois químicos. O que eles tem em comum? 

— Por favor, Castle, não me diga que vai começar sua teoria com “quatro amigos entram num bar…” 

— Espo, estou falando de algo sério, algo grande. Todos tem capacidade de manipular substâncias, todos conhecem elementos, drogas, remédios. O médico e o farmacêutico sabem dizer o impacto deles para o corpo humano e os químicos são capazes de criar, misturar. Não conseguem ver? É um clássico! - ele estava empolgado. Pegou os óculos escuros colocando na cara - um nome para vocês. Gostaria de ter um chapéu agora. Mr. Heisenberg - Beckett e os rapazes olhavam para ele, ela erguera levemente a sobrancelha - o que? Não entenderam? Tudo bem, Walter White - os detetives não pareciam entender a ideia dela - nada? Não pegaram a referência? Breaking bad, vocês precisam assistir mais televisão! 

— O que o cara que fabricava meta tem a ver com o nosso caso, Castle? 

— Ryan, você nunca me decepciona. Tudo! Não veem a ligação? Walter era um químico que em um momento de desespero criou a metanfetamina de melhor qualidade já vista e começa a vende-la com seu parceiro Jesse. É o mesmo que acontece aqui. Temos dois químicos, um farmacêutico e um médico que cursaram a mesma universidade. Eu digo que eles decidiram se unir e criar uma nova droga, não algo como meta, talvez mais fraco ou que pudesse ser vendido como remédio inclusive ou em festas. 

— Os químicos manufaturam, o farmacêutico consegue os ingredientes e o médico testa e prever as reações no corpo humano. Talvez até receite - disse Beckett.

— Talvez, mas aposto mais em uma droga de rua.    

— Mas então a divisão de narcóticos deve ter uma ideia do que há de novo circulando por ai - disse Ryan. 

— Sim e não - respondeu Castle - se forem espertos o bastante, usam diferentes canais do que a venda de rua de cartéis usuais. Além do mais, eles não são criminosos, são pessoas comuns, como o Walter. 

— Certo, Castle e onde nosso assassino se encaixa? 

— Todo esquema precisa de uma sólida rede de distribuição. É esse o papel do nosso assassino. Gerenciar a grana, o lucro e ter certeza que estão atendendo os clientes e tendo dinheiro suficiente para fazer a operação rodar. 

— Então por que matar os parceiros? - disse Espo. 

— Talvez ele tenha ficado ganancioso demais. Sem uma boa distribuição o produto não faz sucesso. Ele deve achar-se o mais importante da organização. 

— Mas sem produto, a distribuição não existe. 

— Pode ter arrumado um novo sócio, roubado a fórmula e vendido triplicando, quadruplicando seus lucros. Precisava eliminar a concorrência, nesse caso seus próprios sócios. 

— Faz sentido - disse Beckett - Ryan, investigue a vida das quatro vitimas, descubra porque duas delas estavam em Nova York e encontre algo sobre o nosso assassino. Fale com a universidade, os parentes, os detetives de Washington. Ele deve ter se formado no mesmo ano. 

— Exceto que não é da área de biológicas. Talvez administração ou marketing - disse Castle -  Cheque o anuário de 2002. Devem estar em alguma foto. 

— Beckett, se realmente existir a conexão com os casos de Washington, então teremos que envolver o FBI - disse Esposito - ainda não estou acreditando que você comprou essa ideia maluca de Castle. 

— Eu sei, Espo. Parece loucura, mas para quem não tinha nada. Sobre o FBI, essa é a primeira pista sólida que conseguimos na nossa investigação e até chegarmos ao nosso assassino ou tivermos uma imagem clara do que estamos lidando, eu não farei isso. 

— Se Ryan falar com os detetives de Washington, talvez eles conectem os pontos e acionem o FBI. 

— Vamos torcer para que eles gostem dos federais tanto quanto nós. Chequem se fizeram exames toxicológicos nos corpos de DC. E peça para a Lanie realizar um nas nossas vitimas, Espo. Ao trabalho - ela virou-se para Castle sorrindo - ótima teoria, Castle. Um pouco lunática no começo, mas depois ficou até coerente. Preciso de um café antes de mergulhar outra vez na investigação - ele a acompanhou até a mini copa. 

— Beckett, você estava brincando, certo? Você pegou a referência de Heisenberg. Não me faça perder a fé em você… ou serei obrigado a fazer uma maratona de Breaking Bad. 

— Se eu disser que gosto de “Los Pollos Hermanos” você esquece o assunto? 

— Eu sabia! - ela riu. 

Durante as próximas 24 horas, eles trabalharam e chegaram a várias informações importantes. A teoria de Castle tinha fundamento, afinal. As vitimas eram amigos na universidade, trabalhavam juntos em um laboratório ainda quando estudantes e se juntaram depois de formados. 

— Temos um nome, Beckett. A irmã de Jack revelou que eles eram super unidos e que seu ex-namorado acabou se tornando amigo deles, continuaram se encontrando mesmo após o término do namoro. Jerry Almen. E adivinha? Formou-se na mesma universidade, no mesmo ano. Marketing e propaganda - disse Ryan. 

— E não termina ai, Jerry e os demais moravam em DC até o ano passado quando separaram-se. Ele veio tratar de negócios, em seguida o médico veio a procura de um novo laboratório para financiar uma pesquisa e trouxe o farmacêutico consigo. 

— Parece que alguém tentou passar a perna em Jerry… - disse Beckett. 

— Ou ele começou e os outros resolveram lutar. Ganância e poder. Todos se achavam importantes. Talvez quisessem se livrar do cara - disse Castle. 

— Bem, ele se livrou primeiro. Temos um endereço? 

— Não ainda, ele não está no sistema. Vou checar com DC - disse Ryan. 

— Lanie pediu até o fim da tarde para passar os resultados do exame toxicológico. Conseguiu algo nesse sentido de DC, Esposito? 

— Sim, Beckett. O legista encontrou uma substância que é base do êxtase nos corpos, porém em uma dose três vezes mais poderosa. Teremos que esperar pela Lanie, mas acho que não tem escapatória. Teremos que chamar os federais. 

— Ainda não, Espo. Essa é a minha decisão. Quero um endereço. 

Beckett se dedicou a montar seu caso. Assim que tivessem um endereço ou qualquer informação que os levasse ao paradeiro de Jerry em Nova York, ela precisava ir até ele. O problema não era apenas isso. Se era uma droga, então ele poderia ter ligação com a máfia, uma das famílias ativas. Era perigoso. Não queria soltar um APB porque poderia assusta-lo ou começar uma guerra maior com a narcóticos. 

— Hey… no que você está pensando? - perguntou Castle ficando ao lado dela vendo-a fitar o quadro.

— Em uma maneira de pegar Jerry, atrai-lo até nós. Não quero apenas surpreende-lo. Podem existir lacunas nesse caso que nos levem a algo bem mais pesado. Se eles estavam fabricando uma nova droga… 

— Eu sei. Então temos que agir rápido, o problema é onde procurar por um cara comum em plena Nova York.  

— É, ainda temos outro problema. E se ele mudou de nome? 

— Nah… será? 

— Para não ser descoberto pelos parceiros. 

— Podemos pensar sobre isso depois ou amanhã. Agora está na hora de tirar o seu distintivo e assumir o papel de mãe. Vamos para casa, Beckett. Dylan a espera. 

— Castle, esse caso… 

— Beckett, você ainda não tem todas as respostas e ninguém além de nós sabe da conexão com os assassinatos em DC. Temos tempo de prende-lo - ela suspirou. Ele tinha razão fizeram mais progressos nas ultimas 24 horas que nos cinco dias que trabalhara. 

— Tudo bem, vamos para casa. Se importa de pegar um sushi para nós? 

— Não mesmo. 

Eles foram para casa. Beckett cuidou de seu bebê, viu Castle brincar com ele. Jantou acompanhada do escritor e de Martha enquanto Alexis entretinha o irmão. Foi uma noite agradável, uma espécie de compensação pelo dia complicado e cansativo. 

Na cama, ela lia suas ultimas anotações. Procurava uma brecha para encontrar Jerry. O celular vibrou. Era Esposito. Lanie confirmara a existência da mesma substância nas vitimas de Nova York. Ela agradeceu e desligou. No segundo seguinte, recebeu uma mensagem de Ryan. Ao ler, prendeu a respiração. Castle notou a reação dela. 

— O que foi? 

— Ryan conversou com uns conhecidos na delegacia de narcóticos. Eles receberam um alerta sobre uma possível pílula que anda sendo distribuída em algumas boates da cidade. Há rumores que se chama Venus e tem o triplo do efeito do êxtase. Só pode ser a droga de Jerry. Ele encontrou algumas pessoas que experimentaram, viu uma declaração em um site camuflado. 

— É a nossa droga. Como chegamos ao fornecedor? 

— Através do usuário. Karl Rivers. Ryan disse que é fácil encontra-lo nesse endereço - mostrou o celular para Castle - Vamos visita-lo cedo pela manhã. 

— Acho que estamos mais perto. 

— Sim, mais perto do que pensamos. 

Na manhã seguinte, após cumprir com seus afazeres de mãe, Beckett seguiu na companhia de Castle até o endereço enviado por Ryan. Não foi difícil achar Karl. Usando suas técnicas de interrogatório, ela praticamente o esmagou contra a parede apenas para perceber que ele não conhecia nenhum Jerry. Porém, conhecia um cara que conhecia “o cara”.  

— Qual o nome do seu contato, Karl? 

— Eu não sei o nome dele. Ele é tipo aqueles caras, estilo Deep Throath? Se eu quero as pílulas, eu mando mensagem em um número, ele me dá um endereço e eu vou me encontrar com ele. 

— Pode me dar o numero? 

— Sim. É um 0-800. Venus Dream - ele passou o número para Beckett. 

— Pode descreve-lo? 

— Acho que sim… - assim que terminou, a imagem na cabeça dela era a mesma de Walter White. Castle foi mais rápido e usou o google. 

— É esse o cara? 

— Sim, deve ser ele ou muito parecido - Castle e Beckett trocaram um olhar - quais as chances de eu ligar para esse número e conseguir um encontro para comprar a pílula? 

— Nenhuma, a menos que meu cara indique você para ele. E isso não vai acontecer. Você é policial. 

— Mas eu não sou, e temos amigos - disse Castle. 

— Karl, venha conosco para a delegacia. 

— O que? Você está me prendendo? Eu não fiz nada! 

— Se você nos ajudar a contatar “o cara”, eu vou falar bem de você para o promotor do caso e retiro as acusações por porte e compra de substância ilegal. Vai cooperar, Karl? Pessoas estão mortas e precisamos do seu cara. 

— Tudo bem, mas não diga nada a minha mãe. 

Ela solicitou uma viatura para escolta-lo até o 12th. Ela disse que tinha um lugar que precisava ir. 

— No que está pensando, Beckett? 

— Precisamos de alguém que transite nesse mundo, que goste de drogas desse tipo para usar como isca. Eu conheço a pessoa perfeita e ele me deve alguns favores. 

— É perigoso? Um ex-namorado? 

— Não, Castle. Ele é um informante meu que possui um bar no Village. Ajudou em alguns casos nos meus primeiros anos de detetive. 

— Um viciado? 

— Sim, não do tipo que perde a linha. Mas nos últimos anos ele mudou. Eu livrei a cara dele algumas vezes. Chegou a hora de retribuir. Não podemos nos enganar, esse caso é perigoso.  

Beckett estacionou seu carro na frente de um bar chamado Red Bullet. Desceu e com Castle ao seu lado, entrou. Às onze da manhã ninguém espera que o local esteja cheio, havia uns gatos pingados no salão. 

— Quero falar com o Dimitri. Avise que a Rookie está procurando por ele. 

— Um minuto. 

— Rookie? 

— Era meu primeiro ano como detetive. Ele me chamava assim. Nunca deixou, na verdade - um homem alto e loiro apareceu. Castle reparou que tinha uma tatuagem no braço esquerdo de uma garrafa de vodka e umas palavras que pareciam ser russo. 

— Quem é vivo sempre aparece. A que devo essa visita ilustre, Rookie? Faz muito tempo.

— Cinco anos mais ou menos, desde que ajudei-o a passar pela aprovação da vigilância para esse bar. 

— Bons tempos. Imagino que você não veio aqui para matar as saudades ou saber como estou. Você precisa da minha ajuda. 

— Está na hora de retribuir um favor, Dimitri. 

— Esse seu parceiro não parece policial.

— Esse é Rick Castle. Consultor civil da NYPD, mas ele é meu parceiro. Você pode me ajudar a pegar um assassino - então Beckett contou o caso e onde Dimitri ajudaria. Conversaram bastante, montaram uma estratégia. Ela não ia arriscar a vida do seu informante. Apenas precisava do encontro agendado. Certos de que chegaram a um acordo, Beckett pediu que ele fosse ao 12th distrito às três da tarde para iniciarem os contatos. Quando saiam do bar, ela recebe uma mensagem de Esposito “Se apresse, estamos em risco de perder o caso. FBI”. 

— Como? - ela trocou um olhar com Castle. 

Ao chegar na delegacia, Beckett já vinha pisando firme. Irritada com a possibilidade de ver todo o trabalho da sua equipe ser entregue de bandeja para os almofadinhas que sequer sabiam da existência do caso. Como isso aconteceu? Ela queria explicações de seu capitão. Assim que a viu, Esposito correu ao seu encontro. 

— Está confirmado. O FBI quer o comando do nosso caso. 

— Mas como eles descobriram? 

— DC. E não é qualquer agente, Beckett - Esposito apontou para a direção da mini copa. A reação de Beckett foi de susto. Não, ele não. Tomando um café, Will conversava com um dos oficiais. 

— Droga! Eu tenho que falar com o capitão - ela saiu em disparada para a sala de Montgomery. Castle finalmente viu quem era. 

— Ele é o cara do FBI? 

— Sinto muito, bro - o semblante de Castle ficou sério. Não ia tolerar aquele imbecil dando em cima de sua namorada. 

Beckett entra no escritório de Montgomery. Ele sabe que ela está bufando. 

— Que diabos aconteceu essa manhã? Eu saio para investigar e quando volto encontro federais na minha delegacia, não qualquer um, Will! Ele está aqui para roubar o meu caso. Eu não admito isso, capitão. 

— Detetive Beckett, sente-se e me escute. 

— Senhor isso é inadmissível! Ele não pode simplesmente… 

— Beckett, sente-se antes que eu a acuse de insubordinação - ela sentou, ele baixou o tom da voz para conversar com ela - Beckett, eu sei que você está se matando de trabalhar nessa investigação a uma semana. Sei das noites mal dormidas. Porém sua dedicação não lhe dá o direito de simplesmente omitir um caso de dupla jurisdição dos federais. Você sabia da ligação com os casos de Washington, por que não expôs para o escritório do FBI de Nova York? Se tivesse feito talvez tivéssemos evitado a vinda do agente Sorenson. 

— Eu não informei o FBI porque ainda não tinha certeza da ligação, era uma suspeita que apenas foi confirmada com o resultado do exame que Lanie nos enviou essa manhã. Também tinha o tal Karl, eu precisava saber se ele conhecia Jerry, nosso suspeito. E como ele soube da conexão? 

— O detetive que Ryan contatou é amigo do agente Sorenson. Ele também enxergou a conexão e avisou. Não preciso dizer que quando ele viu quem estava investigando pediu para assumir o caso. 

— Senhor, esse caso acaba de se tornar muito perigoso. Até agora estávamos investigando assassinatos que concluímos ser queima de arquivo, mas existe uma droga por trás. Caso o nosso suspeito desconfie que está sendo procurado, não o prenderemos pelos homicídios e talvez percamos a trilha da droga. Tenho certeza que a divisão de narcóticos ficará possessa se isso acontecer. 

— Por isso mesmo você continuará investigando as pistas que tem sem fazer alarde e dividindo as descobertas com o FBI. 

— Investigar sem alarde? Com o FBI, Sorenson? A primeira coisa que ele irá fazer depois de falar para mim que está no comando será que vai soltar um APB para Jerry Almen. Se isso acontecer, minha estratégia para capturar nosso suspeito irá por agua abaixo. Ele é esperto. Vai desaparecer. 

— Então convença o agente Sorenson a aceitar seu plano. Você sabe que pode conseguir, Beckett. Eu não gostaria de coloca-la nessa posição, infelizmente eu tive que engolir minha defesa quando você não informou os federais. O melhor que podemos esperar é que unindo nossas forças possamos pegar o assassino. 

— Eu não estaria tão certa disso - ela se levantou. 

— Beckett, eu tenho que perguntar. Você se sente confortável em trabalhar com Sorenson? Agora que você e Castle… - ele viu o olhar de preocupação no rosto de sua detetive. 

— Não tenho escolha, capitão. 

— Na verdade, tem sim. Posso afasta-la do caso, é só dizer. 

— O Bureau nem sabia da existência dele horas atrás! O caso que ajudei a construir, que Castle desvendou após as informações obtidas pelo meu detetive Ryan? Sem chance. O FBI pode achar que tem o controle, mas eles não sabem nada sobre meu caso. Eu vou dizer o que iremos fazer. Ambos sabemos como o agente Sorenson tem uma fama de estragar casos bem montados. Ou o senhor já esqueceu da ultima vez? Quanto a Castle, não se preocupe. Eu cuido disso. 

Assim que deixou a sala do capitão deu de cara com Castle. Ele, assim como ela, não parecia nem um pouco satisfeito com o que acabaram de descobrir. Algo lhe dizia que a tensão estava apenas começando. Os olhares se encontraram. Beckett engoliu em seco. Castle a puxou pela mão até uma das salas de interrogatório. Fechou a porta. 

— Castle, o que está fazendo? 


— Beckett, precisamos conversar. 


Continua....

6 comentários:

Camila Lorrane disse...

OMG OMG baby boy dando seus primeiros passinhos que coisa mais linda meu deus. Mamma e Daddy tudo bobo Dylan cada dia mais esperto quero ele pra mim. Castle sempre amoroso com sua Detetive cada dia mais apaixonado por eles. o que sera que vai acontecer nos proximos cap ein Kah como sempre ficou perfeito amei cada dia mais apaixonada por Baby Boom. Dylan meu baby boy mais lindo e fofo teve uma quedinha mais graças a deus tabem 😍😍❤️👣👣👶🏼💖💙

Priscila Barros disse...

Sinto cheiro de treta no ar!!!!!
Mas antes de tudo, preciso expressar minha alegria sobre o baby boy mais lindo do mundo estar andando ❤❤❤❤❤❤❤ tão lindinho! A Kate toda emocionada com todas as descobertas de ser mãe, acho tudo tão fofinho! ❤❤❤❤
Esse crime tá bem louco, agora mais louco mesmo vai ser o FBI investigando com ninguém menos que o Will. Quantas tretas isso vai render?! Tô ansiosa pelo que vai vir.
Obrigada pelo capítulo kaah! ❤❤❤❤

cleotavares disse...

Ownt! Baby boy já está um rapazinho, andando e a mamãe Kate, toda emocionada.
Ebaaaaaa! Vai ter treta, vai rolar ciúmes e briga, uhuuuuuu! Amo uma briguinha pra depois ter reconciliação.

Vanessa Belarmino disse...

Sustinho com Dylan... Achei Kate super calma diante do acontecido... Tudo bem que não houve uma fratura e tal, mas lembra do lance da piscina? Beckett está amadurecendo como mãe e isso é lindo de ver. ♥♥
"O suficiente para você se apaixonar por mim" ♥
OMG, Kate com ciumes da Gina! E talvez assumindo isso. Que isso produção? hahaha
Dylan andando e indo até mamama...♥♥♥♥♥♥ Que emoção! Fiquei babando tb. Entendo Kate, são muitas emoções e coisas que ela nunca tinha pensado... Avassalador mesmo...
Adorei Castle ir busca-la na delegacia... "colocar nosso filho para dormir" Ainda não me acostumei a isso... E como lidar com Kate pegando a mãozinha dele e ambos caminhando ate a cozinha? É muita fofura.
Eita que o caso começou e a visita está próxima, sinto... Bom primeiramente achei que seria Josh, por causa dos médicos e tal... Tom não teria a ver com o caso porque era outro departamento... Ai vem Will, pelo caso estar envolvido com FBI... Eu pensei ate no Rogan. Sim, eu disse que vc me faz viajar por todas as possibilidades... Sabia que seria um ex da Beckett... Sexto sentido, talvez...
Bem agora sabemos que é Will e que vai dar merda... hahaha Mas confio na autora!
Eu achei bem bacana o capitão perguntar se ela se sente confortável, porque eles sabem do relacionamento Caskett (sendo oficial ou não)
Castle sério é uma dessas coisas raras e muito sexy de ver... Aguardando a conversa...

Silma disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Silma disse...

O capítulo já começa com um susto do Dylan 👶🏼 A mamama Kate ainda me deixa tão abobalhada 😍 ela tá se saindo uma ótima mãe!!!
Esses pais são dois babões com o seu baby boy e seus primeiros passinhos!Que coisa linda! 💕
"Agora está na hora de tirar o seu distintivo e assumir o papel de mãe.Vamos para casa,Beckett.Dylan a espera" essa frase foi tão fofa e marcante,ela é mãe agora e tem uma responsabilidade que nunca imaginou ter.Como sua mãe falou "O melhor dos dois mundos"!!! 💕
Como que vai desenrolar essa história com o Will 😰👌🏽treta é a palavra certa pro desenrolar dessa investigação!