quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

[Castle Fic] Baby Boom - Cap.29


Nota da Autora: E a exemplo do capitulo anterior, o angst não acabou, não se iludam... acredito, porém que vao gostar do desenrolar das coisas. Nossa detetive tem um caso duro pela frente e uma pedra no sapato chamada Will. E Castle... sendo Castle... Divirtam-se! 


Cap.29


Castle preparava o café e os ovos quando Dylan apareceu de pijama e descalço arrastando o capitão America pelo chão da sala. 

— Hey, garotão! Já mamou? Cadê sua “mamama”? O café vai esfriar. 

— Daadaddy pan… deidei…Dyan pan…

— Ah, quer pão? Seu interesseiro. Não me deu nem bom dia - ele carregou o filho nos braços, pegou um pedaço de pão nas mãos, antes de entregar para o menino, Castle pediu - quero um beijo primeiro. Dá um beijo no daddy. 

— Pan! 

— Não, beijo - apontava para a bochecha. Dylan finalmente beijou o rosto do pai. Beckett aparece na cozinha - muito bem, aqui está seu pão. Hey, coma antes que esfrie. 

— Não acredito que ele veio aqui pedir pão… 

— Ele gosta e sabe o que quer. Precisamos ensinar as palavras mágicas para ele - Castle colocou o menino na cadeirinha e deu mais pedaços de pão para ele se divertir. Sentou-se de frente para Beckett bebendo o café enquanto ela comia os ovos. De repente, ela olha em sua direção. 

— Você está bem? Depois de ontem… 

— Sim, estou bem. É passado, amor. Estamos bem, ok? - ela sorriu. O celular vibrou ao seu lado. Dimitri - parece que nosso dia vai começar agitado - ela atendeu em viva-voz.

— Dimitri. Esse é o seu numero particular, não o que demos para usar na operação. 

— Eu sei, Rookie. Eu só queria avisa-la primeiro. Não gostei daquele federal e sei que ele não foi com a minha cara - viu o sorriso no rosto de Castle. 

— Ele pode ser um pé no saco às vezes. Alguém o contatou? 

— Sim, o tal Peter. Marcou o local do encontro. Eu sei que é um dos barracos próximo ao Rio Hudson. Próximo a um daqueles armazéns. Duas da tarde. O almofadinha já deve estar rastreando. É melhor se apressar e esperar minha outra ligação. Boa sorte na sua caçada, Rookie. Faça a sua justiça. 

— Eu farei, Dimitri. 

— Cuidado, esse cara ficou empolgado - ele desligou e tornou a contata-la com o telefone indicado. Ela torcia para que Will estivesse dormindo e não monitorando tudo. Queria uns minutos para se preparar. 

— O que vamos fazer, Beckett? 

— Nós vamos direto para a cena do encontro. 

— Mas ele só deve aparecer às duas da tarde. Era o que dizia a mensagem. 

— Eu sei, mas preciso me inteirar sobre o local. No caminho avisamos Will. 

— Ele vai ficar furioso. 

— Não me importa. Essa investigação foi minha desde o princípio, não quero ouvir uma palestra sobre as plantas do local com todos os brinquedinhos do FBI. Quero ver o lugar com os meus próprios olhos. 

Eles terminaram de se arrumar. Deixaram o loft. Como prometera, Beckett ligou para o agente Sorenson no meio do caminho. Não deu outra. Quando ela disse que ia se atrasar, ele se estressou e exigiu que estivesse no distrito em meia hora no máximo. 

— Sorenson, você não é meu superior. São oito da manhã. Chegarei na minha delegacia em tempo de revermos nossa estratégia. Se tem algum problema com isso, fale com Montgomery. Ele é o único que pode realmente questionar minhas decisões - quando ela desligou, Castle sorria ao seu lado. 

— Eu adoro quando você mostra quem manda.

— É, espero que ele realmente não vá se queixar para o capitão porque eu não deveria fazer isso com um agente do FBI. 

— Acho que você não precisa se preocupar. Agora, será que pode dividir comigo o que está pensando? 

— Claro, parceiro.     
  
Eles chegaram ao local indicado. Um ferro velho, na verdade, uma área de desmanche de carros. Beckett notou que a área parecia um labirinto peças de carros para todos os lados, rodas, barras de ferro, abandonado há um bom tempo. 

Outra curiosidade que a detetive notou. Era um lugar aberto. Complicado para camuflar alguém o que tornaria a vigilância da operação difícil. O único espaço para colocar um agente era um container há dez metros de distancia no outro terreno. Os caras eram espertos. 

— Lugar interessante para um encontro, não? - disse Castle. 

— É, péssimo para uma operação como a nossa. Vai ser difícil pegar o nosso cara. Praticamente a nossa única chance de rende-lo será através da nossa isca. Todos precisam ficar a metros daqui. 

— Não você. Sei que está pensando em uma maneira de se esconder, Beckett. Você não vai deixar essa operação, o seu caso, na mão de um desconhecido - ela respirou fundo vasculhando o local com os olhos. Ele a conhecia muito bem. 

— A carcaça de um carro pode ser uma solução. Consigo me esconder atrás dela. Somente preciso que o sósia de Dimitri esteja posicionado próximo ao meu esconderijo. 

— Beckett, Sorenson não vai permitir que eu e você sejamos as únicas pessoas no local. Ele vai querer participar. 

— Castle, Sorenson vai estar no comando como sempre quis e eu serei a única pessoa aqui. Você não vai me acompanhar. Não posso arriscar. 

— Mas eu sou seu parceiro, não deixarei você fazer isso sozinha. 

— Por isso mesmo. Você é meu parceiro, porém é também um civil e pai do meu filho. Tem muito em jogo ao colocar você na linha de frente. 

— Mas Beckett… 

— Poupe suas palavras, Castle. Não irá funcionar dessa vez - ela o fitou séria - vamos, temos que discutir algumas coisas com o FBI. 

Assim que pisou no salão do distrito, Sorenson veio bufando ao seu encontro. 

— Você acha que isso é uma brincadeira? Recebemos um contato do nosso suspeito, precisamos montar uma estratégia e você quer brincar de casinha? 

— Hey! - Castle levantou a voz já se antecipando na direção de Sorenson, mas Beckett o segurou. 

— Veja como fala comigo, agente Sorenson. Respeite um colega ou serei obrigada a dar queixa de seu abuso de poder. Para sua informação, eu estava checando o local onde o encontro com o nosso suspeito. E posso adiantar que não será uma tarefa fácil - ele a fitou engolindo a raiva - será que podemos nos preparar agora? 

Eles entraram numa sala onde como Beckett previa tinha todo o circo que ela esperava do FBI. As imagens do local, as plantas das ruas, possíveis acessos. Mesmo sabendo da possível discussão que ia travar com Sorenson, Beckett dividiu seu plano. 

— Está louca? Você quer enfrentar tudo sozinha? 

— Sorenson, não tem espaço para infiltrarmos agentes e armas ali. Será que não entende? Não há espaço para camuflagem sem revelarmos a nossa presença, portanto eu e seu cara do FBI são suas únicas chances de pegar o criminoso. Você fica com o comando, eu com a ação.  

— E quanto a ele? - referindo-se a Castle - nem devia ir conosco. É um civil. Se o comando é meu, ele fica. 

— A presença de Castle não está em discussão aqui, Sorenson. Ele é meu parceiro. 

— Ele é uma pessoa comum! - ele elevou a voz. 

— Para você pode ser. Para mim, não. Castle pode não ser um funcionário da NYPD, porem ele já nos ajudou a resolver muitos casos nessa delegacia. Inclusive, foi ele quem apontou o caminho desse caso que você insiste em chamar de seu. Ele é meu parceiro e vai para a operação - Castle arfou o peito feito um pombo orgulhoso. Viu Sorenson bufar. Beckett completou - Castle também não irá para o campo. Podemos espalhar patrulhas, detetives e seus agentes nas proximidades, não na cena do encontro. 

— Isso é loucura. 

— Não, essa é a nossa chance de fechar esse caso de vez. Estou passando o comando para você enquanto me infiltro no campo. 

— Você não está me passando o comando, está me deixando sem alternativa. 

— Pense o que quiser, porém nesse momento, eu sugiro nos apressarmos e montarmos a operação da melhor maneira que pudermos, o mais rápido possível. Devemos estar prontos bem antes das duas da tarde. Não sabemos se o nosso cara vai aparecer antes para ter certeza que pode agir sem levantar suspeitas. Por mais ganancioso que ele seja, também é cauteloso. 

— Beckett tem razão - disse o capitão aparecendo na sala - o tempo está contra nós - Sorenson suspirou. 

— Tudo bem, vou reunir a equipe que irá nos acompanhar. 

— Sorenson, você e eu sabemos que estamos falando apenas de seus agentes, meus detetives e o sósia de Dimitri. Ninguém mais - o agente não disse nada, mas estava claro que ela não lhe dera alternativa. O comando ainda era dela - prepare os equipamentos. Saímos em uma hora. 

— Detetive Beckett, posso falar com você um instante? Castle, você também - completou o capitão. Eles o seguiram até sua sala. Ciente de que estavam sozinhos, ele se dirigiu a sua detetive. 

— Ok, Beckett. Eu ouvi o que propôs ao Sorenson. A minha pergunta é: tem certeza do que você está fazendo? 

— Sim, senhor. 

— Ambos sabemos que você está se oferecendo como isca, eu sei que quer fechar seu caso. Não se importa com o FBI, mas está arriscando demais. Se algo der errado… e como vai segurar Castle? 

— Senhor, eu não vou entregar meu caso nas mãos de um agente do FBI que mal conheço. Capitão, sabe como os federais trabalham, eles não conhecem de fato as nuances do caso, eles não estão interessados em capturar o sujeito por causa dos assassinatos. Eles querem a fama e o possível reconhecimento pela descoberta da droga. 

— E você não quer? Ninguém vai saber que você encontrou o caminho para essa droga? Esse caso só existe por sua causa, pela sua perseverança. 

— O que eu quero, capitão, é a justiça para as minhas vitimas. Quanto a me arriscar, ambos sabemos que sou treinada para situações como essa. E Castle ficará com os rapazes. 

— Se você está certa disso. 

— Estou, senhor - ele se virou para Castle. 

— Nem pense em fazer nenhuma besteira, Castle. Estou avisando ou serei obrigado a chutar seu traseiro pessoalmente. Não estrague essa operação. 

— Eu nunca estrago nada, quem faz isso é o almofadinha na sala ao lado - os dois olharam para o escritor por motivos diferentes, sérios - está certo. Não farei nada. 

— Ótimo. Boa caçada, detetive. 

— Obrigada, senhor. 

Sorenson preparara tudo para irem a campo. Beckett tinha uma escuta conectada ao seu corpo assim como o agente do FBI. Um ponto na orelha e o colete à prova de bala. Comunicariam-se com Sorenson sempre que necessário, porém sem levantar suspeitas. Teriam duas viaturas a uma certa distância do local. Esposito e Ryan ficariam no lado leste. Os agentes de Sorenson no lado oeste. O acesso ao rio Hudson estaria bloqueado por alguns blocos de concreto simulando uma construção para que ele não tivesse a chance de escapar pelo rio. Castle ficaria com os rapazes por razões óbvias. 

No local, Beckett mostrou a Sorenson exatamente onde iria se esconder e onde o agente do FBI deveria se colocar para deixar a visão clara não apenas para si, como para o próprio Sorenson que controlaria os movimentos de todos. Ela conversou bastante com o outro agente, percebeu que ele era bom em ação, podia ser rápido. A única coisa que preocupava Beckett era a conversa entre os dois. Seria imprevisível e ela teria que confiar que o agente pudesse lidar bem com isso sem denunciar a jogada deles. 

Faltando uma hora para o encontro, Sorenson ordenou que assumissem seus postos. Beckett estava escorada na viatura ao lado de Castle. Sabendo que tinha que “obedecer” o agente, ela virou-se para fitar o escritor. Castle segurava o seu colete de Writer nas mãos. 

— Castle, eu preciso ir. Sei que várias vezes esse pedido foi inútil porque sua teimosia pode ser tão grande quanto seu ego, mas eu irei pedir mais uma vez. Será que ao menos dessa vez você pode ficar no carro? E por favor, vista esse colete. Não quero correr riscos. 

— Você está correndo-os sozinha… 

— Eu posso. Eu sou quem carrega a arma, babe. Por favor… 

— Tudo bem. Seria inapropriado se eu te beijasse agora? Não estamos no distrito. 

— Estamos no meio de uma emboscada. E eu sei muito bem porque quer fazer isso. Não vai funcionar. Agora, entre no carro. 

— Beckett, tenha cuidado. 

Ele a viu seguir para o local da tocaia.  

Faltando meia hora para o encontro, Beckett coloca a mão no rosto pressionando os olhos. Suspirou. Ela queria que o tempo passasse mais rápido. Queria acabar de uma vez com isso e colocar o cara atrás das grades. Droga! Ela queria um café. 

— Hey… está com sede? - Castle estava ao seu lado com um copo de café. 

— O que você está fazendo aqui? 

— Trazendo café para você. Está ficando entediada e não pode ou vai comprometer a operação. Pegue o café - ele estendeu o copo a ela e sentou-se ao seu lado. Beckett olhou-o mais uma vez, bebeu um pouco do liquido quente. 

— Você não está usando seu colete. 

— Ainda temos meia hora. 

— E você não me obedeceu. Disse para não sair do carro. 

— Ainda temos meia hora. 

— Pare de repetir isso - ela fingiu estar irritada, no fundo agradeceu pela sua aparição e companhia. Ficaram calados por vários minutos enquanto ela bebia o café - onde está seu colete, Castle? - ela estava preocupada, podia notar. 

— No carro. Relaxe, Beckett. 

— Acha que ele vai aparecer? 

— Acho não, tenho certeza. A tentação do dinheiro, a ganância. Ele vai aparecer. Estava pensando, depois desse caso, podíamos ir aos Hamptons. Para um fim de semana. Ambos estamos precisando. Especialmente você - Beckett olhou para ele, o jeito que erguia a sobrancelha era como se dissesse “sério”? Ela desconectou o seu microfone por uns instantes. 

— Talvez. Dylan ia gostar. Estamos na primavera - ela sorriu para o homem ao seu lado - você fez isso de propósito, não? Para que Sorenson ouvisse. 

— E você cortou meu barato. Poxa, Beckett - ela conectou o fio de volta. 

— Quinze minutos. Volte para o carro, Castle - nesse instante, Sorenson fala na escuta.

— Alguém está se aproximando. Em seus lugares - ela fez sinal para Castle sair dali, ele caminhou em direção ao carro, Beckett olhava para ter certeza de que ele não faria nenhuma besteira. Porém, Sorenson comentou algo sobre o suspeito estar no local usando um sobretudo preto e o chapéu e acabou distraindo a detetive do que fazia. O que ela não sabia era que o parceiro não voltara para o carro e sim, escondera-se atrás de outra carcaça perto de onde ela estava. 

O homem conhecido dos policiais como Fred apareceu novamente disfarçado de Heisenberg. Eles realmente pensavam ser um disfarce? Beckett percebeu que tinhas as duas mãos nos bolsos do casaco. Falou na escuta. 

— Ele está armado. Fiquem atentos. 

— Entendido. Mandando a cópia - Beckett viu o falso Dimitri caminhar devagar até o ponto que combinaram anteriormente. Ficou frente a frente com o informante ou deveria dizer traficante? 

— Presumo que seja Dimitri - o homem falou. 

— Sim, falamos ontem ao telefone. Você trouxe o combinado? - perguntou o agente. 

— Sou um homem de palavra, a questão é descobrir se você também é - ele tirou uma das mãos do bolso, uma caixa de formato retangular enrolada com um papel vermelho surgiu diante do agente - antes da troca, tenho algumas perguntas - ele colocou a caixa de volta no bolso. Tirou o chapéu. Então Beckett prendeu a respiração. Esse não era Fred, era o próprio Jerry. Castle tinha razão, a ganância foi sempre maior. 

— Quero ver a mercadoria - disse o agente - como posso saber que você está me entregando realmente as pílulas, como vou saber que não está me enganando com aspirinas. Eu levo a sério meus negócios. 

— Eu também, como disse sou um homem de palavra. Vamos as perguntas, Dimitri. Trouxe o dinheiro? - o agente tirou um pacote do bolso - jogue na minha direção e nem pense em fazer qualquer gracinha - Jerry puxou uma arma do outro bolso apontado para o agente que sem ter alternativa fez o que ele mandou. O dinheiro da operação era falso, porém ele não saberia dizer a diferença. agachou-se para pegar o pacote. Examinou as notas e parecia satisfeito. 

— Ótimo. Proxima pergunta. Você falou em uma nova distribuição através do seu bar. Canais. Como posso saber que não está mentindo? Uma operação de distribuição precisa de segurança reforçada e não estou falando de gorilas prontos para espancar os clientes viciados. Estou me referindo a aparelhagem, monitoramento. Tudo isso custa caro. 

— Eu tenho dinheiro. Posso ver minha mercadoria? Já entreguei o combinado - Beckett não estava gostando do que via, algo estava errado. Podia sentir. Instinto. 

— Dinheiro. Certo, somente mais uma pergunta: em nossa conversa anterior, você comentou que poderia triplicar os lucros da minha droga, expandir sua abrangência e o consumo. Eu ainda não me convenci realmente. Pode me explicar exatamente como pretende me tornar mais rico e o que você ganha com isso? Porque eu estou começando a sentir cheiro de armação, Dimitri. Você tem um lucro abaixo do esperado para um bar. Como vai conseguir fazer isso funcionar? - ele pegara o agente desprevenido. Beckett podia ver na expressão do falso Dimitri, Sorenson também percebeu. 

— Ele está desconfiado, não devia ter mudado o rumo da conversa. Era para ser apenas uma troca - disse Sorenson. 

— Eu preciso do produto, depois veremos a questão do lucro. 

— Você não respondeu minha pergunta, Dimitri. Você parecia bem confiante na sua teoria quando conversamos, o que mudou? Explique o faturamento acima de 10% e como isso gera três vezes mais lucro para mim - Jerry percebeu que o homem a sua frente relutou. Então outra voz surgiu. 

— A razão porque Dimitri não vai explicar para você como a distribuição e o lucro irão funcionar é porque ele não sabe. 

— Quem é você? - Jerry aponta a arma na direção do desconhecido. 

— Castle… não… - Beckett sussurrou na escuta. Ele estava sem colete.   

— O que ele está fazendo? - disse Sorenson irritado na escuta. 

— Você queria falar de dinheiro, vamos falar de dinheiro porque eu sou a pessoa que o possui. Sou eu quem está financiando tudo. Você é um cara inteligente. Acha mesmo que aquele bar de quinta poderia te dar os lucros que queria? 

— Eu sei que ele tem dinheiro. Chequei a conta dele, não faço negócios com qualquer um. 

— O dinheiro é meu. Vou dizer para você porque precisa confiar em mim se quiser ficar rico, se for inteligente e ganancioso como me parece. Eu também não faço negócios onde posso perder. A única razão de eu usar o Dimitri é para manter minhas conexões intactas. Quero ver a droga, tenho direito de experimentar o produto que irei patrocinar. É a minha reputação que está em jogo - Jerry olhava para Castle, podia ver uma certa indecisão no olhar do traficante. 

— Eu vou invadir, vou dar o sinal - disse Sorenson. 

— Você não vai fazer nada. Castle acaba de consertar a besteira que o seu agente fez, ele prendeu a atenção de Jerry. Deixe-o continuar - disse Beckett.  

— Você falou de conexões. Como vou saber que não está mentindo? 

— Dimitri aqui é russo. Você já ouviu falar de um cassino clandestino na 14th, Canal Street para ser mais exato? Antro dos russos. 

— Você nao é russo. 

— Não, eu sou o cara que joga pôquer com os russos na mesa sem limites, ainda duvida que tenha dinheiro? - Beckett sorriu orgulhosa. Muito esperto. Sempre usando a história, pensou. Mesmo estando nervosa ela confiava em Castle, precisava que o assassino também confiasse. Jerry também pareceu engolir a historia de Castle. Pegou a caixa e jogou na direção do escritor. Ele teve o cuidado de pega-la sem desviar os olhos do sujeito afinal tinha uma arma apontada na sua direção. Abriu parte do pacote, viu as pílulas. O trabalho apesar de bem feito tinha falhas, era um laboratório clandestino com certeza. Castle sorriu, hora da tacada de mestre, pensou. 

— Vamos falar de lucro. Você é um cara ganancioso. Números são importantes para você ou deveria dizer notas e notas de dólares? Eu estou disposto a testar sua droga no bar do Dimitri e em outros estabelecimentos da minha rede, eu garanto seu triplo de lucro com uma condição: você me entrega a fórmula. Precisa de um laboratório decente para fabricar sua preciosidade. Eu posso providenciar. 

— Você não terá minha formula. 

— É isso ou não faremos negócios - Jerry apontava a arma com mais determinação na direção de Castle - eu também fiz minha lição de casa e sei que você não andou sendo honesto com seus últimos sócios, roubou deles. Aliás deve estar fazendo o mesmo com o atual nesse momento. Eu já disse que não entro em um negócio para perder. Só o dinheiro importa não? Você faz tudo por ele. Será que é capaz de matar ou essa arma que você carrega é apenas para assustar porque eu posso dizer, você é um covarde desleal. 

— Você não me conhece! Eu não sou covarde! 

— Não? Tem certeza. Eu conheço assassinos, os russos são, Dimitri aqui, por exemplo. Você não é um. 

— Eu vou te matar! - Castle riu. 

— Você? Não mata nem uma mosca - ao ouvir essa afirmação de Castle, Beckett congelou. Deixou escapar na escuta. 

— Não, Castle não o provoque… - agora ela estava nervosa, sentira o perigo diante da última resposta do seu parceiro. 

— Eu posso provar, meus sócios morreram! Eu os matei porque eram burros demais para ver a mina de ouro que tenho nas mãos. E você, por me desafiar, também é! - ele destravou a arma. Os olhos de Beckett se arregalaram. Ela teve apenas dois segundos para tomar uma decisão. Para pensar. No fundo, ela não pensou. Agiu com o coração outra vez. Ouviu o primeiro tiro. 

Beckett se jogou derrubando Castle no chão. Um novo tiro foi disparado. O que pareceu uma eternidade para os dois, aconteceu em poucos segundos. Ela gritou o nome dele e caiu batendo a cabeça em uma barra de ferro ao chão. Quando Castle se deu conta do que ocorrera, ele correu até ela. Jerry corria do local. Castle podia ouvir a gritaria de Sorenson com os agentes e os detetives na caçada ao suspeito. Nada disso o interessava. Ele encontrou Beckett caída, gemendo. Ela estava ferida. No ombro. Ela tomara o tiro para salva-lo. 

— Beckett! Kate! - ele a virou. Havia um corte na testa do lado direito. Ela batera a cabeça no ferro concluiu reparando no sangue da barra. Com ela em seus braços, gritou - preciso de uma ambulância! Policial ferida! Alguém! - voltou sua atenção a ela - Beckett, olhe para mim. Mantenha seus olhos abertos, você não pode dormir. 

— Castle… - a cabeça latejava. O ombro doía - Dylan…nosso filho… cuide de-dele…

— Não, Beckett… fique acordada. Não feche os olhos - ela estava praticamente imóvel. Os olhos amendoados o fitavam, porém não da maneira determinada de antes, ela estava se entregando - Beckett… olhe para mim - a ferida no ombro sangrava sujando a camisa de Castle. Ele acariciava os cabelos dela, embalava-a em seu corpo. 

— Cuide do me-meu baby boy, nos-so…

— Kate, por favor… - as lágrimas dominavam os olhos azuis - vai ficar tudo bem. Olhe para mim! 

— Cas…e-eu amo… - ela fechou os olhos. Desmaiara nos braços dele. Ryan apareceu correndo mostrando o caminho aos paramédicos. Eles assumiram o controle. Puxaram Castle para poderem trabalhar e coloca-la na maca. Ele não desistia, especialmente após quase ouvir o que ela quase falara. 

— Ela bateu com a cabeça ali. Ela pode estar… 

— Saberemos no hospital. Um desmaio após uma contusão na cabeça não é um bom sinal - Castle tremia - vamos coloca-la na ambulância. 

— Eu vou com vocês. Sou o parceiro dela - os paramédicos se entreolharam, resolveram não discutir. A ida até o hospital pareceu uma eternidade. Ela continuava desacordada enquanto os paramédicos trabalhavam. Ele estava angustiado, nervoso. Ela não poderia… não iria abandona-lo agora. 

Os médicos já estavam a postos para recebe-la. Transferiram-na da ambulância para a maca do hospital, a correria era grande. Um rapaz relatou o ocorrido. 

— Policial ferida em ação. Tiro no ombro esquerdo. Contusão do lado direito da testa após queda. Bateu a cabeça em uma barra de ferro. Possível problema neurológico, desmaiou perdendo a consciência no local, não voltou a si. Sinais vitais estáveis. 

— Ferimento de saída no ombro? - perguntou o médico. 

— Negativo. A bala atingiu uma veia, perdeu sangue. 

— Certo. Assumimos daqui. Enfermeira, prepare a OR 3, chame o neurologista de plantão para acompanhar a retirada da bala e dar seu diagnostico. Movam-se. 

Castle ficou estático por uns instantes. Eles chamaram o neurologista. Meu Deus! O que estava acontecendo com Beckett? Perturbado pelos momentos de agonia que presenciara desde que a vira caída, ele se encostou numa coluna na recepção da emergência. A bile atingiu o esófago e ele provou ali mesmo. Uma das recepcionistas o amparou. 

— O senhor está bem? Está tonto? Consegue andar? - ele ofegava, o coração acelerado. Ela não podia deixa-lo. A enfermeira levou-o até o banheiro. Castle provocou novamente. Medo. Apenas medo. Sentindo-se um pouco melhor, ele deixou o banheiro. A mesma enfermeira o entregou um copo de suco.

— Beba isso. Você está doente? - um dos paramédicos que trouxera Beckett o viu. 

— Ele estava na cena com a policial. Não foi atingido. Deve ser o choque. 

— Eu preciso vê-la. O que aconteceu com ela? Preciso de noticias. Beckett, o nome dela é Kate Beckett. Detetive da NYPD. Ela foi baleada. 

— Sinto muito, senhor. Não tenho autorização para dar informações de pacientes. 

— Por favor! Eu preciso saber como ela está… 

— E-eu não posso, somente para parentes - disse a enfermeira. 

— Eu sou o parceiro dela. Ela não pode morrer… 

— Não tenho informações e mesmo que tivesse eu não…

— Eu não sou só o parceiro dela, Kate é… minha noiva. E-ela usa o anel que dei no colar, pode checar. Eu só quero saber como ela está - a enfermeira se compadeceu dele. Levantou-se do sofá onde ele estava sentado. 

— Vou ver o que posso fazer. Qual o seu nome? 

— Castle. Rick Castle. 

— Certo, fique aqui senhor Castle. Não faça nenhuma besteira. Eu já voltou - a enfermeira desapareceu pelas portas onde se lia “apenas pessoal autorizado”. Castle encostou a cabeça na parede, fechou os olhos. Isso era um pesadelo.  

Na sala de cirurgia, o médico trabalhava para retirar a bala na companhia do neurologista que já limpara o corte da testa e suturara o local com dois pontos. A região estava inchada e roxa. 

— Como está indo? - perguntou ao cirurgião. 

— Quase lá. Enfermeira, conseguiu a bolsa de sangue? 

— Sim, doutor. Já está a caminho. 

— O que você acha da condição dela, James? O tiro não me parece o pior problema, é uma bala pequena, porém não atingiu nenhum nervo o que não irá comprometer os movimentos. Sei que a sedou para facilitar a cirurgia. Ela corre o risco de ter um tumor? Um coágulo devido a pancada? 

— É possível. Saberei depois que você terminar e pudermos leva-la para fazer uma tomografia. Também quero uma ressonância apenas para me certificar. A resposta das pupilas parecem normais, porém essa é apenas uma das condições. O cérebro é uma caixa de surpresas. Não posso afirmar nada. 

— Com licença, doutor - um rapaz entrava na sala trazendo duas bolsas de sangue. Atrás dele, a enfermeira que ajudou Castle. 

— Ótimo! Conecte logo na veia. Algum problema, Beth? 

— Essa é a policial? 

— É sim, por que? Os parentes dela querem noticias? Sabe que não pode ficar invadindo as salas de cirurgia, Beth. Não vai aprender que tudo aqui é delicado, imprevisível? 

— Doutor, eu preciso saber. Ela usava um colar com um anel de compromisso? - o médico olhava para a colega intrigado - usava? 

— Sim. Está na mesa anexa junto com a arma e o distintivo - então ele não estava mentindo. Era o noivo dela - Beth, você precisa sair daqui. 

— Qual o prognóstico dela? 

— Ainda não sabemos. A operação não acabou e você está prolongando a mesma. Sequer temos noção da extensão de danos neurológicos na paciente. Por favor, deixe a sala. 

— Obrigada, doutor. Quando terminar, procure pelo noivo. Castle é o nome dele. 

Quinze minutos depois, Beth surgiu na frente de Castle. 

— Finalmente! O que aconteceu? 

— Ela ainda está em cirurgia. É tudo que posso dizer, sinto muito. Terá que esperar pelos médicos - Castle engoliu em seco. Mais espera. Passou a mão no rosto. Respirou fundo. O celular vibrava no bolso. Checou. Montgomery. 

— Capitão. 

— Castle? Você está bem? Está ferido? Beckett está com você? 

— E-eu estou bem, não estou ferido. Hospital. Beckett…e-ela está, ela foi ferida e bateu a cabeça. Eu não sei como ela está, tudo que sei é que está em cirurgia. Eles não me dizem nada, Montgomery. Nada! 

— Acalme-se, Castle. Eu estou indo. O pai dela foi avisado? 

— Não e por favor, não o avise ainda. Pelo menos até termos certeza de que… - Castle fechou os olhos - de que ela está bem. 

— Tudo bem. Quando chegar ai conversamos - Desligou. Castle ficou encarando o celular por uns instantes. Não tinha escolha, apenas restava a ele esperar. Ligou para casa. 

— Alo? 

— Mãe… - ele não precisava dizer mais nada para que Martha soubesse que havia algo errado. 

— Richard, o que aconteceu? 

— E-eu estou no hospital. Beckett foi baleada. 

— Você está bem? O que você sabe dela? 

— Apenas que está em cirurgia. Ninguém diz nada por aqui. Eu não estou ferido. Mãe, eu vou ficar no hospital. Não vou deixa-la sozinha. Cuide de Dylan para nós, por favor. 

— Claro, Richard. Claro. Dê noticias assim que possível. Estou torcendo por Katherine. Ela vai sair dessa, filho. Ela é forte. 

— Tchau, mãe - ele guardou o celular no bolso e baixou a cabeça. Seria uma longa e angustiante espera. 

Castle não viu quando Montgomery chegou. Estava preso em seu próprio mundo, pensando em tudo o que acontecera. Na incompetência daquele agente, se não fosse isso ele não teria se intrometido na operação, Beckett não teria tentado salva-lo e não estaria no hospital lutando pela sua vida agora. 

O capitão lhe ofereceu um copo de café. Sentou-se ao lado dele. 

— Pensei que tivesse deixado claro que você não participaria da operação. 

— Pensei que o FBI tivesse agentes mais preparados, não incompetentes. isso é tudo culpa dele. Sorenson. Se ele não tivesse aparecido para tirar o caso dela e… 

— Você não sabe disso. Toda a estratégia usada foi de Beckett. Ela planejou isso. 

— Ela não escolheu usar aquele palhaço que sequer soube negociar com o bandido. 

— Castle, esse não é o momento de procurar culpados. Por que não me conta exatamente o que aconteceu para que eu possa reportar adequadamente para o meu superior a incompetência do bureau? Pelo menos você presenciou tudo, é testemunha do que aconteceu e tudo o que nos resta no momento é esperar. 

Castle fitou o capitão. Tinha razão. Falar da operação poderia ajudar a passar o tempo. Então começou a contar com o máximo de detalhes que se lembrava. Não reparou que Montgomery ligara um gravador para tornar a conversa oficial. Um depoimento. Quando Castle acabou, perguntou. 

— Eles pegaram Jerry? 

— Da última vez que Esposito me contatou, eles ainda o perseguiam. Ligou para informar de vocês. Não recebi nenhuma atualização desde então.

— Ele não pode escapar. Não era para ter acontecido assim. Não pode ser tudo em vão. 

— Eles vão pega-lo, Castle. Ryan e Esposito vão pega-lo - os dois homens se calaram. Não havia mais o que dizer. 


Três horas depois… 


Castle estava com os olhos fechados, a cabeça entre as mãos. 

— Com licença, Sr. Castle? - ele ergueu o rosto assustado olhando para o médico. 

— Como ela está? 

— Sou o Dr. James Brown. Auxiliei na cirurgia da detetive Beckett como neurologista. A bala foi retirada, ela teve que tomar sangue. O ferimento está limpo e não apresenta perigo. Quanto ao baque na cabeça e o quadro neurológico, realizamos uma tomografia. Ela não apresentou coágulo ou tumor, no entanto devido a situação e por estar em coma induzido queremos repetir os testes assim que acordar. Precisamos verificar se ela está consciente de suas faculdades mentais, se sabe quem é. A extensão do trauma se houver apenas poderá ser confirmada após ela acordar. 

— E quando isso vai acontecer? 

— Como o ferimento não foi tão complicado, estimo que entre quatro e oito horas. Novamente, é uma estimativa pode ser mais ou menos. O senhor pode ir para casa se quiser, quando ela acordar o avisamos. 

— Eu não vou a lugar nenhum. 

— Castle, e Dylan? - perguntou Montgomery. 

— Minha mãe está cuidando dele. Não deixo esse hospital sem saber se Beckett está bem. 

— Se você prefere. Eu preciso voltar para o meu distrito, saber como anda a investigação e conversar com Sorenson. Vai ficar bem sozinho? - ele balançou a cabeça garantindo que sim - tudo bem, sei o quanto os dois são teimosos. Ligue se precisar de alguma coisa. 

— Obrigado, capitão. 

— Eu preciso voltar para os meus pacientes também. Volto com noticias. Se quiser comer alguma coisa, a cafeteria fica a sua esquerda, no fim do corredor. 

— Eu estou bem, doutor. Eu só preciso saber se ela está - o médico se distanciou dele. Castle ligou para Martha dando as últimas informações e disse que permaneceria no hospital até que Kate acordasse. Ouviu o choro de Dylan. Martha contou que ele estava inquieto. Provavelmente estava pressentindo algo com a mãe. Ela faria um chá de camomila para acalma-lo. Castle agradeceu. Crianças são extremamente sensíveis em situações como essa. 

Castle acabara cochilando no sofá da recepção. Perdera a noção do tempo. Sonhara com Beckett. Ela não conseguira salva-lo e ele estava em coma. Ele não conseguia acordar, ela chorava, Dylan chorava. Kate dissera “Cas… eu amo…”. Ele acordou assustado. Levou alguns segundos para reconhecer onde estava. O hospital. 

Ele se sentou. Esfregou os olhos. Castle estivera tão preocupado nas últimas horas com o estado de Beckett que esquecera o que acontecera. Suas últimas palavras antes de desmaiar. Ela ia dizer que o amava. Sim, ela ia se declarar. Deus! Logo agora… ele a ama tanto. Será que teria outra chance de dizer a ela o quanto? Ele precisava de outra chance, eles precisavam. 

— Sr. Castle? - o mesmo médico estava a sua frente. Castle arregalou os olhos, ansioso. 


— Ela acordou? 


Continua...

8 comentários:

Camila Lorrane disse...

OMG OMG.que cap tenso que vontade de soca a cara do Will afs cara chato😒. Kate mostrando pro Will quem e que manda. O que dizer do nosso Baby boy andando pela casa pedido pão. Dylan ta crescendo tao rapido. Kate disse as tres palavrinhas pena que deu a confusao toda. Castle preocupado con sua musa Baby boy nao para de chora. Parabens Kah ficou perfeito como sempre voce mesmo cansada conseguiu posta a Fic cada dia que passa me apaixono por Baby Boom ta tudo perfeito Kah espero que Kate fique boa logo 😍😍😱😱👣👶🏼💙💙

rita disse...

Excelente karen! Tantos sentimentos misturados, amor, medo,preocupação,pavor,sensação de perda, até o Dylan pressentindo que algo aconteceu. Enfim como sempre digo não sou boa com palavras. Vou esperar ansiosa pelo próximo capítulo. Um favor: não demore muito. Abraços.

cleotavares disse...

OMG! Que tensão, minha respiração foi aumentando a cada linha. Will,Jerry, Castle teimoso, quem aguenta isso,gente?
"coma induzido" "se sabe quem é" "continua" Posso com isso não, Kah! Volta aqui, escreve mais um pouquinho.

TheMikyMel disse...

Olha ela!!
Sabia que a torturadora ainda morava nesse coraçãozinho....
A operação toda preparada, Castle fazendo besteira ao desobedecê-la... Ai ai
Sorenson enchendo o saco, como sempre.
Então, ao tomar o tiro e ir toda ferrada para o hospital, descobrem que a Beckett está grávida
EUHAUHAUHAHUAUHUHAUHAHUEHUHAUHAHUAHU

obs: Você esqueceu um pedaço ali no final...

Priscila Barros disse...

Ai meu coraçãozinhoo!!
Primeiro quero dizer que amo o Dimitri, que também não gostou do Will huhauhaua, toca aqui colega o/\o todos contra o agente almofadinha kkkkkkkkkkkkkkkk
A Beckett tem que fazer uns planos pra ficar bem no perigo né?! Meu coração fica apertado toda vez. E sempre s-e-m-p-r-e o Castle se mete na linha de frente também, não tem jeito. Se bem que a culpa dessa vez foi do agente disfarçado.
E esse tiro? essa pancada na cabeça? essa Kate desmaiando e quase se declarando? Meu coração ficou bem pequeno. Fiquei nervosa com essa pancada.
Ai, eu amei o capítulo, Kah. Obrigada <3 <3 <3

Vanessa Belarmino disse...

Olha quem resolveu aparecer e comentar... Euzinha hahah
Desculpa a demora, acabei protelando a leitura porque não estava preparada e depois ja li os dois capítulos de uma vez. Mas minha semana foi complicada e estava cansada demais para comentar... Não vou dizer que vc quer me matar, porque depois de sobreviver aos seus capítulos, estou me sentindo meio imortal hahaha

Baby boy andando pelo loft arrastando o capitão America e pedindo pão... Quanta fofura em uma mesma cena... ♥♥
Adorei Dimitri (se ele tivesse ido para missão, duvido que ela teria que terminar assim. Agente incompetente! aff).
Como ja mencionei, não estava focando muito no caso. Acho que por isso fiquei meio surpresa com o desenrolar dele... Quando Castle e Beckett foram inspecionar o local, eu fiquei com frio na barriga. Mas não tinha ideia do que viria...
"Você é meu parceiro, porém é também um civil e pai do meu filho" Tenho vontade de gritar quando leio isso hahaha
Detetive defendendo seu parceiro.. ♥♥ Morri de rir do "arfou o peito feito um pombo orgulhoso"
Beckett colocando Will no lugar dele, adoroooooooo!
Castle sendo Castle... Desobediente, fofo,protetor e imprudente hahaha E fora essa necessidade de mijar no poste... Macho alfa! hahaha Kate conhece bem, o homem.
Castle sem colete e não obedecendo, era claro que iria dar merda... Só restava saber onde...
Castle entra na operação, Kate quase morre do coração... Achei fofinho ela dizer que ele estava consertando a besteira do agente... Pena que Castle se empolgou e acabou forçando demais... Eu levei um tiro aqui tb... PQP! Literalmente! To pegando trauma dessas suas bombinhas, serio.
Tiro,bater a cabeça, minha mente fértil imaginando os piores cenários... Morri mil mortes...
E ainda Kate pedindo para Rick cuidar do filho deles e quase deixando escapar um "eu amo você"
Confesso que fiquei tão entorpecida que todos os movimentos após isso foram meio demais para entender... Parecia que eu estava no hospital, esperando por noticias e não conseguia ouvir o que os outros falavam... Tive que ler varias vezes! Noivo??? OMG!♥♥
Amei a postura de Roy, e Martha sempre dando apoio.
Vou defender a autora que ela poderia ter terminado o capitulo com a Kate desmaiando, mas ela terminou com Kate acordando ♥♥ ILY♥♥


Vanessa Belarmino disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Silma disse...

Se tem uma coisa que eu amo essa se coisa se chama "Kate Beckett mostrando quem manda na bagaça" 😌
"Claro,parceiro" sentiram o impacto?Pq eu senti meu bem e não foi pouco 👌🏽
"Você é meu parceiro,porém é também um civil e pai do meu filho" mano que tiro foi esse aqui 😱👌🏽
Surto palas quando ela chama ele de babe ☺️
"O que ela não sabia era que o parceiro não voltara para o carro e sim,escondera-se atrás de outra carcaça perto de onde ela estava" Porra Castle pq você não pode obedecer uma vezinha só,uma única VEZ?????????? 😡
"Você não vai fazer nada.Castle acaba de consertar a besteira que o seu agente fez,ele prendeu a atenção de Jerry.Deixe-o continuar" mano que coisa linda de se lê!!!
"Beckett sorriu orgulhosa.Muito esperto"tão orgulhosa do seu parceiro meudeuso 😍
Sem maiores explicações sobre como o meu coração ficou com esse tiro 😭😭😭NÃOOOO acredito que isso aconteceu mano.