domingo, 12 de fevereiro de 2017

[Castle Fic] Baby Boom - Cap.28


Nota da Autora: E estou de volta, sinto informar: o angst continua. Esse capitulo é um pouco menor, porém com boas revelações. Tive que dividir a historia ou vocês iam querer me matar hahaha... mais uma vez, obrigada pelos comentários! Desculpa a demora, muita coisa rolando... enjoy! 
PS.: Antes que fiquem se perguntando, a fic está caminhando para o seu final, previsão de 35 capítulos, aproximadamente (já furei em 10 a minha primeira previsão hahaha) 


Cap.28  

— Inacreditável! Como isso foi acontecer? - ele estava irritado. 

— O detetive de DC é amigo dele. Comentou do caso, viu a possível conexão. 

— De todos os casos que o FBI tem jurisdição, de todas as delegacias e com todos os agentes disponíveis em Nova York e DC, eles mandam logo quem? Seu ex-namorado! 

— Castle, eu estou tão irritada quanto você! Eu não sabia! 

— Beckett, não vai me dizer que a presença de Will aqui é coincidência porque não é - ele a fitava. Castle estava irritado - Beckett, responda. 

— Não, Castle. Claro que não é - ela desviou o olhar, as mãos sobre a mesa - E- Ele viu quem era a investigadora principal. Mas Castle, babe… não vou deixar que domine nosso caso, temos um plano. Ele terá que segui-lo porque eu sei que não tem todas as informações e… 

— Eu não estou falando do caso, Kate. Estou falando de nós! 

— Você está com ciúmes. Castle, não precisa… ele é… 

— Como não precisa, Beckett? Ele não sabe que estamos juntos e da última vez eu lembro muito bem o que aconteceu. Ou você já esqueceu que ele deu em cima de você? Beijou você bem aqui, naquela mesma sala de descanso? Porque eu não esqueci. E não vou permitir que tente de novo. Dessa vez, não me importa se ele é agente federal ou não, eu quebro a cara dele. 

Surpresa com o ciúme de Castle, ela respirou fundo antes de responder. Aproximou-se dele. 

— Castle, olhe para mim - ele estava de cabeça baixa, as mãos nervosas esfregavam a calça incansavelmente - Castle, por favor - ela virou o rosto dele para fita-lo. Podia ver o ciúme, o medo, a raiva nos olhos azuis. Pegou uma das mãos dele na sua, estava suada. A outra segurava o rosto dele para que não desviasse o olhar - nada vai acontecer. Absolutamente nada. Estamos juntos agora, não é a mesma situação de antes. 

— Você não sabe disso. Por que você acha que ele pegou o caso? Ele quer se aproximar de você, Kate. 

— Mas não vai. Eu e você temos um relacionamento agora. Deus! Temos um filho, Castle. Não vou jogar tudo que conquistamos para o alto porque o Will pensa que ainda tem chance. Ele é passado. Eu só me importo com você. Confia em mim, Rick? 

— É claro que confio. Não posso dizer o mesmo dele. Como vai mante-lo afastado? Sem provocar? 

— Sendo profissional e mostrando quem manda. 

— Você também foi profissional da última vez e onde isso a levou? - disse com um tom sarcástico na voz. 

— Esse é o nosso homicídio, Castle. O caso que você desvendou. Ninguém vai cantar de galo no meu território - de repente ela tinha uma das mãos na cintura e a outra tinha o dedo indicador pressionando seu peito varias vezes enquanto falava, cutucando a cada frase - Eu preciso que você esteja ao meu lado, seja meu parceiro, me ajudando a pegar esse assassino. Portanto, ajeite essa cara, escritor porque eu e você vamos entrar no campo de batalha e não estou disposta a perder. 

— Meu Deus, Beckett!

— O que foi? Não consegue? 

— isso foi sexy… e-eu preciso de um minuto…. me recompor - ela entendeu o que ele estava querendo dizer. Sorriu. 

— Não está na hora de brincar, Castle. Contenha-se. Vou conceder o seu minuto. Vou reunir os rapazes antes de ter uma conversinha com o agente do FBI - Castle respirou aliviado quando ela saiu. Sorriu. Mesmo receoso das atitudes de Sorenson, ele sabia que Beckett estava irritada demais para aturar qualquer gracinha. Ela mesmo dissera estavam juntos agora. 

Minutos depois, mais calmo, ele se juntou a detetive que terminava de dar instruções para os rapazes. Pedira para Ryan verificar o 0-800, porém tinha dúvidas que pudesse ser rastreado. Também informou sobre Dimitri e ordenou que ficasse de olho caso ele aparecesse no salão antes das três. Ainda queria conversar com Karl antes de começar a operação. 

— Você já falou com ele? 

— É o meu próximo passo. Fique com os rapazes. 

— Mas Beckett, você disse que estávamos juntos, nosso caso, nós… - novamente a insegurança no olhar. 

— Castle, por favor, a conversa que eu terei com o agente Sorenson é sobre autoridade. De uma detetive da NYPD para um agente federal, portanto preciso estar sozinha. Tenho que mostrar quem realmente está no comando - ela apertou a mão dele - eu já chamo você para falar com Karl - Beckett saiu caminhando em direção a sala cedida para o FBI trabalhar. Com Sorenson, havia mais duas pessoas. Um cara de informática e possivelmente mais um agente. Respirou fundo antes de encara-lo. 

— Agente Sorenson. 

— Olá, Kate. Nos encontramos novamente. 

— Será que eu posso ter uma conversa em particular sobre o caso em questão? 

— Claro, pessoal me deem um minuto - os dois agentes saíram da sala - agora que estamos sozinhos, podemos ficar mais à vontade. Como você está, Kate? Mais bonita que da última vez que nos vimos devo dizer. 

— Agente Sorenson, antes de mais nada gostaria de deixar registrado que não aprecio ser chamada pelo meu primeiro nome na minha casa. Você está na delegacia onde eu trabalho, tecnicamente querendo tirar o caso que eu estou investigando portanto exijo respeito. Irá me tratar pela minha patente. 

— Tudo bem, detetive. Eu imaginei que você ia ficar um pouco chateada a principio. Mas sou eu, Will…

— Ótimo. Segundo ponto: você e seus agentes não tem ideia do que está por trás desses homicídios. Não se trata de um serial killer. Estamos lidando com queima de arquivo e…

— Uma possível nova droga nas ruas de Nova York. Eu estou aqui tempo suficiente para me inteirar através do seu quadro de evidências e dos seus detetives. Realmente não tínhamos ideia até você conectar os homicídios em DC. Não pode culpar seus colegas. Eles não sabiam da existência das vitimas aqui até seu detetive consulta-los. Como você mesmo falou, esse caso é grande, perigoso. É por esse motivo que precisa de comando federal. 

— Escuta aqui, Sorenson. Antes de ser um crime federal envolvendo narcóticos, uma área que não é a sua, eles são meus homicídios, minhas vitimas. A prioridade desse distrito nesse caso é pegar o assassino. Quanto à nova droga, você e o pessoal da narcóticos podem fazer o que quiserem depois que eu não me importo. 

— O que você quis dizer com não é minha área? Esse crime não é local. 

— Estou dizendo que o FBI se soubesse da verdadeira natureza da investigação, teria enviado um agente especialista em drogas, não você. Nós dois sabemos porque você está aqui e também que não comunicou ao Bureau a relação com as drogas. Portanto, se não quiser fazer papel de idiota diante do seu supervisor quando eu ligar para ele e comentar sobre Venus, você irá me deixar comandar a investigação. Não se preocupe, para os seus subordinados você estará no comando embora tenha que seguir o meu plano. 

— Seu plano? Minha patente é superior a sua, Beckett. 

— Pode ser até ser, mas se quiser ser bem sucedido nesse caso, sugiro me escutar. Nós já identificamos o suspeito e encontramos uma maneira de chegar próximo a ele. Através da droga. 

— Você está falando sério? Contaria para o meu superior sobre o envolvimento de drogas? 

— Claro que sim, não sei o que realmente te trouxe até aqui, mas se está pensando por um instante que eu vou querer qualquer contato com você além do profissional, está perdendo seu tempo. Nossa relação a partir desse instante é sobre trabalho somente porque estou sendo obrigada a cooperar com você. 

— O que aconteceu com você? Lembro que costumava ser mais simpática e seguir as regras. 

— Era exatamente o que ia fazer quanto cheguei aqui e me deparei com você. Meu próximo passo era contatar o FBI, mas alguém se antecipou. 

— Beckett, sério? O que aconteceu com você? Está com raiva porque eu peguei o caso? Não queria me ver? Você ainda está magoada. Pensei que tínhamos passado dessa fase da última vez que trabalhamos juntos - Will sacudiu a cabeça - é por causa do escritor. Eu vi que ele continua aqui. É esse o problema, não quer magoar Castle. Tem medo que ele nos veja e… 

— Sim, é por causa de Castle mas não porque tenho medo de magoa-lo porque estamos juntos. Ele é meu parceiro. Então o que quer que tenha se passado na sua cabeça, não vai acontecer. Tem razão ao dizer que passamos dessa fase, Will. Como passamos! Mas isso não exclui o fato de você achar que porque me conhece pode usar e abusar do seu poder querendo minha investigação. Espero que esteja claro. Quer ouvir o plano? Siga-me para observar minha entrevista com Karl. Com sorte, amanhã teremos um assassino atrás das grades - ela abriu a porta e saiu em direção a sala de observação. Sorenson não teve outra alternativa senão segui-la.  

Castle a esperava para questionar Karl. Beckett ficou do lado dele, um pequeno sorriso se formou no canto de seus lábios ao olhar para o escritor. 

— Como ele está? 

— Nervoso, suando. O que você queria? Ele é só um playboy de 22 anos idiota o bastante para curtir noitadas e drogas alucinógenas - disse Espo - como vamos proceder? 

— Eu e Castle vamos conversar com Karl para acertarmos alguns detalhes do nosso plano. Depois, será a vez de Dimitri. Se contatarmos o cara hoje, serão grandes as chances de termos nosso encontro amanhã. O agente Sorenson irá observar. Se ele relutar cooperar, o que não acredito que vá acontecer, usaremos o nome do FBI para amedronta-lo. Está pronto, Castle? 

— Sim - eles entraram na sala de interrogatório. Assim que Karl a viu foi falando. 

— Por que estou aqui? Vocês me deixaram mofando! E-eu quero meu advogado. 

— Karl, você não está preso. Não tem que solicitar advogado porque tudo o que queremos é conversar com você para saber detalhes de como faremos para contatar seu cara e conseguirmos usar o 0-800. 

— Além do mais, se quiser seu advogado teremos que ligar para a sua mãe e explicar o porque. 

— Tudo bem, o que vocês querem saber? Já disse que o meu cara nunca vai aceitar seu nome. É uma policial. 

— Não será o meu nome, usarei o de um amigo. Como se chama seu contato? 

— Peter. 

— Certo, você irá ligar para ele dizendo que tem um cliente em potencial. Esse cara é bom, porque se ele gostar do lance, pode dar abertura de distribuição. Ele tem um bar. Seu nome é Dimitri. 

— Um russo? Isso vai dar merda… 

— Hey! Controle sua boca. Quem decide se vai complicar sou eu. Dimitri é um ótimo candidato. Ele vai checar a ficha dele, saberá do que estou falando. Então, Karl podemos contar com a sua ajuda como cidadão de Nova York? 

— Você garante que não vou ser acusado de porte de drogas e nem terei minha ficha suja? 

— Esse foi o nosso acordo, não? 

— Tudo bem, eu faço. 

— Certo, Dimitri irá estar aqui às três da tarde. Quanto tempo depois da indicação ele poderá ligar para o 0-800? 

— Depois da aprovação de Peter. Pode demorar algumas horas ou um dia. Depende da pessoa. Se for realmente bom pro negócio ou a quantidade for grande, é bem rápido. Ele irá me informar. Então, Dimitri terá que ligar para o número e receberá o endereço do encontro. 

— Karl, como pode afirmar que é sempre o mesmo cara? Quantas vezes você se encontrou com ele?  

— Três. Tenho outros amigos que usaram também. Sempre o mesmo cara de chapéu e cavanhaque. 

— Ótimo. Vou mandar providenciar um sanduíche para você. Ainda vai esperar umas duas horas até por o plano em ação. Enquanto isso, vou pedir para o detetive Sanders vir conversar com você. Gostaria que descrevesse para ele o seu cara, como fez para mim. Procure relaxar, Karl. Você não é o inimigo. 

Beckett saiu da sala e fez sinal para Sorenson lhe acompanhar. Repetiu o gesto com os rapazes. De frente para o quadro de evidências do caso, ela explicou o que pretendia. Ryan também confirmou que o número, como Beckett imaginara, não era possível de rastrear. Após ouvir tudo, Sorenson se manifestou. 

— Você confia nesse Dimitri? Tem certeza que chegaremos a Jerry? Eles podem ter diferentes entregadores. 

— Não pelo que Karl contou e faz sentido. Jerry está sendo cuidadoso, mantendo a operação sigilosa e camuflada. Deve estar sendo testado por um potencial sócio. Além do mais, ele somente se livrou dos últimos associados há uma semana atrás. Precisa ficar na surdina. Nosso objetivo nessa operação é capturar o intermediário, assim podemos interroga-lo e descobrir o paradeiro de Jerry - Beckett checou o relógio - quanto a sua outra pergunta, eu confio em Dimitri. 

— Vai usa-lo na operação? 

— Apenas para contato. Antes que me esqueça, Sorenson, precisaremos de um dos seus caras com as mesmas características do Dimitri para representa-lo no encontro. Será a nossa isca.  Ainda temos uma hora para a chegada de Dimitri e o começo da operação. Eu vou ver se Sanders já tem um rosto para nós. Ryan, tente conversar com a irmã de Jack, veja se ela tem alguma informação adicional sobre Jerry que possamos usar para encontra-lo. 

— Nós já a entrevistamos. Ela não sabe do negócio do irmão com o ex-namorado. 

— Não estou falando de negócio, quero algo especificamente sobre Jerry. Consiga uma foto em ultimo caso faremos um retrato falado. 

Ela se aproximou da sala onde Karl estava, Castle estava a seu lado. 

— Sanders? Tem algo para mim? 

— Podemos falar a sós, detetive? - ele virou-se para Karl - muito obrigado pelo seu tempo - eles entraram na sala de observação. 

— Então? - Beckett perguntou. 

— Isso é algum tipo de brincadeira? Eu passei uma hora com aquele playboy para isso? - ela já temia o resultado, Sanders mostrou o desenho - eu tenho mais o que fazer do que ser zoado por um moleque rico. 

— Eu tinha medo que se repetisse… olhe, Sanders, eu sinto muito. Quando conversamos com Karl, ele também nos descreveu essa imagem. Castle inclusive mostrou uma foto para ele e o garoto confirmou. Por mais que a semelhança com o personagem fictício exista, podem haver detalhes que façam a diferença. Ele me pareceu bem preocupado e com medo quando o descreveu a primeira vez. 

— Parece brincadeira de mal gosto. Mr. Heisenberg? Daqui a pouco ele vai dizer que o nome do contato dele é Jesse. 

— Sanders, obrigada pela sua ajuda. Eu assumo daqui. Aviso se precisarmos de você de novo - o detetive saiu, Beckett trocou um olhar com Castle - é parecido, não significa que seja fruto da imaginação de Karl. 

— O que você vai fazer agora? 

— Vou pedir para Sorenson jogar a imagem em seu banco de dados. 

— Ele vai achar que você está tirando sarro dele. 

— Bem, não será o primeiro - ela saiu da sala procurando por Sorenson, Castle estava interessado na reação do agente. Ele estava um pouco mais calmo por ver como Beckett vinha conduzindo as tratativas com seu ex-namorado, porém não sentia-se completamente seguro. Ficaria ao lado dela em todos os momentos - Sorenson, quero que jogue essa imagem em seu banco de dados, certamente é mais completo e rápido em nos dar uma resposta que o da NYPD. 

— Você está falando sério? - disse o agente incrédulo ao ver o desenho. 

— Acredite ou não, estou. 

— Beckett, seu contato chegou. Coloquei Dimitri na sala de interrogatório 2, ao lado do Karl. 

— Obrigada, Esposito. Castle, comigo. Sorenson, vai acompanhar? Eu preciso que conheça Dimitri para fabricar seu sósia. 

Juntos os três entraram na sala. 
  
— E a festa está aumentando. Quem é o almofadinha, Rookie? 

— Dimitri, conheça o agente Sorenson, FBI. Ele está nos ajudando na captura desse assassino. Pronto para me ajudar? 

— Manda ver, Rookie. 

— Na sala ao lado, eu tenho um rapaz de 22 anos que tem o contato para chegar ao nosso suspeito - assim, Beckett explicou exatamente o que precisava dele, informando como agir e como iria protege-lo. Perguntou se ele se incomodaria de criarem um depósito na conta dele para aumentar as chances de torna-lo um cliente realmente interessante. Obviamente, a quantia era fictícia e seria apagada logo após a operação. Dimitri também já tinha todo um discurso preparado falando porque queria testar o produto, potenciais lucros e crescimento de usuários através do seu bar.

— Você fez sua lição de casa, Dimitri - comentou Castle. 

— Sei como o mercado funciona, fui parte dele por anos. E se vou fazer um favor para Beckett, tenho que estar preparado. Sei como trabalha, não vou decepcionar, Rookie. 

— Obrigada, Dimitri. Vamos começar? Castle, pode pedir para trazerem Karl para essa sala? - de portas fechadas, eles montaram a estratégia, o cenário e realizaram a primeira parte da operação. Tudo estava sendo gravado e monitorado pelos equipamentos do FBI. Embora a ligação não pudesse ser rastreada, Beckett queria a transcrição de cada passo que deram. Alguém bateu na porta. Um dos agentes de Sorenson. Ela fez sinal para entrar, afinal estavam apenas conversando sobre a segunda parte da operação enquanto esperavam a resposta do tal Peter. 

— O que foi? - perguntou Sorenson. 

— É sobre a imagem. O retrato falado do suposto Heisenberg tem um nome. Dois na verdade. Isolamos o chapéu, os óculos e encontramos esses caras. Dery Fisher e Fred Sheyrih, Nova York e DC, respectivamente. 

— É um anagrama! - disse Castle - são claramente a mesma pessoa. 

— Exato - disse o agente, mostrando a foto do cara - acredito que ele trabalhava em DC com os sócios e Jerry o trouxe para cá. Esse é o homem que encontrarão e os levará a Jerry. 

— Ele tem alguma ligação com os sócios? Algo em comum? 

— O fato de ter estudado com Jerry na universidade, mesmo curso. 

— Então, ele é o verdadeiro sócio de Jerry em Nova York - concluiu Castle. 

— Sim, e nós estamos a poucos passos de agarra-lo - disse Beckett - bom trabalho, agente Carlson. 

— Obrigada, detetive. Foi divertido, eu sou fã de Breaking Bad, nunca pensei que ia procurar por um cara parecido com ele. 

— É, certamente o tal Fred também é - ela virou-se para Sorenson - você pode ficar com eles se quiser, eu vou atualizar meus detetives - saiu da sala. 

Por volta das cinco da tarde, Beckett esperava uma resposta do contato que fizeram avaliando os outros detalhes que o agente Carlson descobriu sobre o cara que iriam encontrar.  Castle tinha ido pegar café. Sorenson se aproximou. 

— Beckett, temos um retorno - ela se levantou acompanhando o agente até a sala. Karl mostrou a mensagem confirmando o próximo passo. Dimitri estava autorizado a ligar para o 0-800 nas próximas 24 horas. Satisfeita, Beckett certificou-se de que Dimitri estava pronto para dar seu discurso. Prepararam todos os eletrônicos, isolaram os ruídos da sala. Estavam prontos para começar a segunda fase da operação. Castle entregou o café para ela. Sorrindo, ela agradeceu e tirou uns minutos para atualizar seu parceiro. Sorenson percebeu a forma como eles interagiam, assim como Castle também notou o agente os observando. Beckett deu o sinal verde para começarem. 

Dimitri não poderia ter sido melhor, o discurso sobre consumo, aumento de lucro e distribuição teria fascinado qualquer homem ganancioso. Era exatamente com isso que Beckett contava para fisgar os criminosos. Terminada a ligação, Dimitri sorriu para ela. 

— Satisfeita? 

— Por hora, você foi excelente. 

— O que farei agora? - ele perguntou. Karl foi quem respondeu. 

— Vai esperar. Peter vai informar o local e a hora para a entrega da mercadoria através do número que você forneceu para ele. 

— O número que também registramos em seu nome e será rastreado e destruído após a investigação - disse Beckett - Karl, obrigada, você está livre para ir assim que assinar um documento para mim. Estou cumprindo minha parte do acordo. Eu o irei contata-lo caso precise de sua ajuda outra vez.

— Tudo bem. 

— Detetive, esse é o sósia de Dimitri. Ele é um dos nossos, baseado aqui em Nova York. O que acha, Dimitri? Pode passar por você? - ele mostrou a foto do cara na tela de seu notebook. 

— Sim, bem parecido. 

— Ótimo, obrigada Sorenson. Foi bem rápido - disse Beckett - Dimitri, você também pode ir. No instante que Peter entrar em contato com você nesse telefone, me avise - ela entregou o aparelho para o homem a sua frente. 

— Pode deixar, Rookie - viu o seu informante deixar a sala, após um aperto de mão. Karl assinou a papelada que Ryan entregou para ele e também saiu do distrito. Beckett se encostou na cadeira. Suspirou. 

— Trabalhamos bem. Foi mais rápido que pensamos - disse Sorenson - eu vou pedir para o agente vir ao 12th a fim de o prepararmos para o encontro. Eu enviei a primeira parte das transcrições para o seu email. Sei que vai querer atualizar seu quadro e já se preparar para montar o seu relatório. 

— Certo. Bem, eu vou para casa - Beckett se levantou, Sorenson olhava surpreso para ela. 

— Você vai para casa? Acabei de dizer que temos que preparar o sósia e…

— Você pode fazer isso sozinho, Sorenson. Apenas poderemos agir quando Dimitri for contatado e algo me diz que não será nas próximas horas. A quantidade de pílulas que ele pediu não é algo que eles tenham em mãos. Normalmente entregam cinco, dez por cliente. Ele pediu duzentas. E se realmente consideram Dimitri um potencial cliente para o futuro, algo me diz que esse encontro não será apenas uma entrega. Dinheiro e poder, no fim, é somente o que interessa os criminosos. 

— Estamos no meio de uma investigação importante. Algo grande. Você não costuma abandonar um caso para ir para casa dormir. Você passava madrugadas nessa delegacia… 

— Tenho coisas mais importantes que precisam da minha atenção nesse momento - ela trocou um olhar com Castle - e Sorenson, nada irá acontecer até a manhã - viu quando Castle se levantou, voltou trazendo seu casaco.

— Pronta? 

— Sim - ele a ajudou a vesti-lo, não era algo que Castle fazia sempre, porém Beckett entendeu que ele precisava daquele momento, daquele gesto - boa noite, Sorenson. Se Dimitri me contatar eu aviso. 

— Se Dimitri a contatar, eu saberei. Estou rastreando o telefone dele, esqueceu? 

— Não, estava sendo gentil - os dois deixaram a sala. No elevador, Castle finalmente perguntou. 

— Coisas importantes? Sou uma dessas coisas? 

— De certa forma, estava me referindo ao jantar de Dylan, brincar com nosso filho, coloca-lo para dormir… você não é uma coisa, nem ele. 

Chegando ao loft, ela foi recebida pelo pequeno caminhando em sua direção. Martha estava na cozinha preparando o jantar. 

— Finalmente estão em casa. Estava me perguntando se cozinharia para nada. Fecharam o tal caso que vem tirando seu sono, Katherine? - ela ergue o pequeno do chão, beijando-o.Dylan segurou o rosto dela com as duas mãozinhas e deu vários beijinhos nos lábios de Kate. Não satisfeito, segurou seu cabelo puxando um pouquinho e voltou a beijar a bochecha dela.  

— Não, Martha. Estamos mais perto. Eu precisava vir para casa ver meu Dylan - beijou-o outra vez - hey, baby boy… estava com saudades de mim? 

— Mamama… 

— Isso, traidor. Você só quer saber dela, não? Vou deixar anotado. 

— Acho que o daddy está com ciúmes, Dylan. Aliás, tem sido o dia do ciúme - saíra sem querer, porém ela percebeu o jeito que Castle olhou para ela, nada satisfeito com o comentário. Felizmente, Martha salvou o momento sem nem perceber o que acontecia. 

— Espere até eu contar o que esse garoto aprontou hoje. Vai logo mudar esse discurso, Richard. Dylan está cada vez mais rápido, agora que está andando então! Eu me descuidei dele um minuto. Ele estava no tapete brincando com os carrinhos que fazem aqueles barulhos todos. De repente, quando volto minha atenção para olha-lo tinha sumido! Comecei a chama-lo, quem disse que respondia? Acho que pensou que eu estava brincando de esconde-esconde. Até eu entrar no escritório de Richard. 

— O que ele fez? 

— Sabe aquele armário onde você guarda os exemplares de seus livros? Inclusive os que você acha não serem seus maiores sucessos? 

— As primeiras edições… - disse Castle já preocupado. 

— Sim, as portas do armário estavam abertas e vários de seus livros fora da estante no chão. 

Baby boy… por que você mexeu nos livros do daddy? Queria ler? 

— Mãe, ele destruiu meus livros? - Castle estava preocupado - rasgou? 

— Não, kiddo. Ele bagunçou um pouquinho, amassou umas paginas, mas encontrei o garoto segurando um deles nas mãos, olhava para a contra-capa com a sua foto. No instante que apareci, ele apontou para foto e disse que era você, o daddy dele. 

— Foi mesmo, garotão? 

— E não foi só isso, ele pegou o Heat Wave, apontou para capa e disse que era você, Katherine. 

— Você é muito inteligente. Tinha que ser meu filho mesmo. Está vendo, Beckett? E você reclamava da capa do livro. Seu filho reconheceu a modelo - ela revirou os olhos. 

— Não apenas reconheceu. Depois de dizer que era a “mamama”, ele disse “leilei” imaginei que estava pedindo historia e estava. Peguei um dos livros dele para ler, quem disse que queria? Ele me fez voltar no escritório e pegar o Heat Wave. 

— Você leu o Heat Wave para ele? - Castle já estava pronto para brigar com a mãe. 

— Claro que não! Eu usei um truque. Coloquei Dylan no berço e sentei na poltrona com o livro nas mãos, abriu uma daquelas historias de Dr. Seuss escondida entre as paginas do seu livro. Deu certo. Ele ouviu a historia e quando terminei foi fácil coloca-lo para dormir. 

— Dylan, aquela ainda não é uma leitura apropriada para você, filho. Mas, estou orgulhoso! - disse pegando o menino do colo de Kate. Ela riu. Agora ele parecia mais relaxado. 

— Vou preparar seu jantar, Dylan… já vi que essa historia vai render, Martha. 

— Ah, vai. Sinto muito por ser você quem escutará a ladainha - elas sorriam uma para outra. 

Beckett fez o que planejara quando viera para casa. Alimentara seu bebê, jantara na companhia de Castle e Martha, sentara-se para brincar um pouco com ele e quando o viu começar a ficar quieto, preparou o leite para coloca-lo para dormir. Não passou desapercebido por ela o fato de que Castle estava mais calado, pensativo. Ela imaginava o porque daquele estado de espirito. Será que ela não fora sincera o bastante para ele esquecer esse ciúme do Will? Depois de tudo o que dissera? 

Concentrou-se em fazer seu pequeno dormir. Cantava para ele. Sorriu lembrando-se da cara surpresa de Will quando ela disse que ia para casa e depois quando deduziu que por casa, estava se referindo a de Castle. 

O bebê a olhava, não tinha cedido ao sono ainda. Ela começou a conversar com ele. 

— É, baby boy… hoje foi um dia difícil para seu daddy, mas ele é bobo. Acha que eu vou ceder ao Will, ele não sabe que gosto dele? - então ela lembrou-se que não dissera claramente, talvez seja por isso a insegurança, não? Porque ela não retribuíra seu “eu te amo”. Suspirou - ele terá que esperar um pouco mais, meu amor… parece bobagem, mas ainda não estou pronta. 

Finalmente, Dylan adormeceu. Ela o colocou no berço. Ficou mais uns minutos observando o bebê. Ao chegar no quarto, encontrou Castle já deitado e coberto. Tinha o mesmo olhar pensativo de antes. Ela foi direto para o banheiro. Quando retornou vestindo seu pijama, ao invés de deitar-se ao lado dele e puxar as cobertas, ela optou por sentar no meio da cama fitando-o. Castle percebeu a chegada dela, porém não virou o rosto para encara-la. Beckett passou a mão no peito dele. 

— Castle… fale comigo. Eu sei que foi um dia difícil para nós dois. Você ainda está chateado com a situação de hoje, não? Sei que sim. Está calado, mal olha para mim. O que eu falei para você não é suficiente? - nenhuma resposta. Beckett virou o rosto dele na sua direção - não quer conversar? Achei que era isso que duas pessoas maduras faziam em um relacionamento - ela reconheceu a preocupação nos olhos azuis e também notou outra coisa, seria medo? Suspirou - tudo bem. Quando você quiser falar… 

Beckett enfiou-se debaixo das cobertas. Pensou em virar as costas para ele, mas não conseguiria. Então, ela deitou-se de lado, olhando para as costas de Castle na esperança que ele lhe dirigisse a palavra. 

Alguns minutos se passaram. A mente de Kate fervilhava tentando entender o que deveria fazer em seguida. Deveria confronta-lo? Insistir na conversa? Se ficasse calada, significava que estava fugindo, que não entendia o que se passava com seu namorado? A questão era: deveria entender? Fazia muito tempo que ela não convivia em um relacionamento com alguém. Não sabia ao certo como agir. Ela mesma nunca fora boa em expressar seus sentimentos. Castle era a primeira pessoa que conseguia arrancar isso dela, faze-la admitir seus medos e anseios. 

Ela mexeu-se na cama. Sentou-se escorando as costas no encosto agarrando os joelhos contra seu peito. Seu gesto não passou despercebido para o homem ao seu lado. Ela estava preocupada. 

Droga, Castle, você a preocupou. Ela queria conversar. Queria entender o que estava se passando com você. É difícil para ela compreender o que está sentindo sem explicação. Sabe que há algo lhe incomodando. Sim, Rick Castle construía um monólogo em sua cabeça. Beckett o consideraria fraco, inseguro se revelasse a verdade para ela? A voz de Kate quebrou sua concentração. 

— Eu não sei o que fazer. Você está calado, com problemas e eu não sei como agir para te ajudar, Castle… eu nem sei se causei esse problema. Eu quero que seja sincero comigo, por favor… - ela fechou os olhos. Suspirou. Sentiu um movimento na cama. Receosa, abriu os olhos. Castle estava sentado na cama de frente para ela. 

— Desculpe, Kate. Você pediu para conversar e… eu não sei se estou preparado para você me ver como alguém fraco e inseguro. Não quero que estrague a imagem que tem de mim. 

— Um cara irritante e teimoso com teorias malucas? - ela tentou fazê-lo sorrir, não conseguiu - desculpe, não devia ter tentado brincar em um momento desses. Esse é o problema, eu não sei o que preciso fazer. O que eu fiz, Castle? O que eu fiz para deixa-lo assim? — ele podia ver a urgência em seu olhar. 

— Você não fez nada, Kate. O problema sou eu. 

— Não, o problema continua sendo o Will. Castle, fale tudo porque claramente eu não o convenci hoje. 

— Você me convenceu, Kate. Sei que não vai dar abertura para ele, eu vi como agiu durante a investigação. Eu não consegui convencer a mim mesmo- ele deu um longo suspiro - De todos os seus ex-namorados… eu não ligo para o Demming, Josh ou qualquer outro homem que fez parte do seu passado. Exceto ele, porque Will foi talvez o único que você realmente se importou. O único que a conhece como eu. Seus medos, seus segredos. Ele a entende. Posso estar soando idiota, inseguro e mesquinho, mas a ideia de que ele conhece você como eu, que você considerou ter uma vida ao lado dele. Isso me incomoda. Não é apenas ciúmes, ele…eu o vejo como uma ameaça. Desculpe, talvez você não esperasse ver esse meu lado patético… eu tenho medo… 

Os olhos azuis estavam opacos. Beckett ficou de joelhos na frente dele, abraçou-o, beijou seu pescoço. Afastou-se voltando a fita-lo. 

— Como você pode se sentir ameaçado por Will? Castle, lembra quando eu disse a você que a mulher que deixou seu loft após aquelas três semanas era outra? Will não conhece essa mulher. A Kate Beckett que ele conheceu é bem diferente dessa que está a sua frente. Ele pode ter me ajudado em alguns momentos importantes da minha vida, você pode pensar que ele é especial. Talvez tenha sido um dia. Não mais - ela acariciava o rosto dele - você não é patético, nem deve se sentir ameaçado. Ninguém me conhece como você, Castle. Não precisa ter medo, eu estou aqui com você.

Ela beijou levemente os lábios dele. 

— Eu estou feliz, Castle. Por sua causa, temos um lindo baby boy. Nosso filho. Eu não me importo com Will. Só me importo com você. Será que pode deixar esse medo de lado, colocar um sorriso nesse rosto por mim? Essa cara séria não combina com o meu escritor - ela brincava tirando os cabelos teimosos da testa dele - por favor… - passou o polegar nos lábios dele. 

— Desculpe, Kate. Você não merecia isso. Você é maravilhosa - ele a puxou para perto de si, sorrindo beijou-lhe os lábios. 

— Achei que era extraordinária - ela brincou. Finalmente um sorriso genuíno no rosto dele. 

— Meu erro. Peço desculpas outra vez - ele sorveu os lábios dela em um beijo mais longo dessa vez. Kate aprofundou o beijo deixando suas mãos invadirem os cabelos dele, acariciando sua nuca. O corpo impulsionado contra o dele. Mordiscou os lábios de Castle. Ao se separarem, ele voltou a deitar na cama. Kate aconchegou-se no peito dele puxando as cobertas. 

— Castle? 

— Hummm…

— Pare de se desculpar, está ficando chato. 

— Eu te devia desculpas, Beckett. 

— Não, você me devia uma explicação. Obrigada. Sinto-me bem melhor por conversarmos. 


— Eu também. 


Continua...

4 comentários:

Priscila Barros disse...

Eita eita eita!!! Esse falecido que apareceu logo agora?! Deixando o Castle todo inseguro e ciumento... Ainda bem que a Kate tratou de colocar o Will no lugar dele, chegou cheio de intimidades demais, queridinho.
Esse caso fica mais interessante com o passar das investigações, em especial esse retrato falado! Hauahauahuhauahauahu
Agora vamos para o baby boy mais lindo do mundo ❤❤❤❤ já anda traquinando e tirando o juízo da vovó! Hauahauahu e ainda por cima querendo ler os livros do pai! Esse é esperto mesmo!!!
Amei a conversa da Kate com o Castle, ele precisava entender que o Will não representa ameaça, que a Kate é dele de todas as formas ❤❤❤❤❤❤
Amei o capítulo, Kah ❤❤❤❤❤

cleotavares disse...

Ai ai! Will. Viagem perdida, filho, a Kate agora é do Castelinho, peque seu banquinho e saia de fininho. ha!
A Kate está muito fofa, deixando o trabalho e indo ficar com os seus amores. E o Dylan? muito fofo achando os livros do daddy.
E então Castle? desencanou? Desmancha esse bico e vamos viver o amor.

Silma disse...

O capítulo já começa com tiro,porrada e bomba 👌🏽
"Ajeite essa cara,escritor porque eu e você vamos entrar no campo de batalha e não estou disposta a perder" eu amei sim ou claro essa atitude da minha detetive particular 😏não vai ser qualquer carinha do FBI que vai cantar de galo no terreiro da minha musa e seu escritor!!!
Dylan Já quer o livros do papai 😍
"De certa forma,estava me referindo ao jantar de Dylan,brincar com nosso filho,coloca-lo para dormir…você não é uma coisa,nem ele" essa mulher é meu orgulho!!!!! Castle Você agora entende que essa mué TE AMA? Não duvida homi!!! 🤓

Vanessa Belarmino disse...

Eu adoro o homem criança, mas tenho que confessar que amo ver Castle sério, bravinho e ainda com ciúmes... Chega me coisar hahaha
Eu amei a postura da Beckett, não que achasse que ela ficaria balançada. Mas a certeza dela em relação ao relacionamento com Castle e Dylan, me enchem e orgulho... Não to sabendo lidar com "temos um filho". Já fiquei toda trabalhada nas lágrimas, aí mesmo... Kate querendo passar confiança para ele, que não iria trocar tudo o que eles tem... E Castle reforçando que confia nela. Como não amar? Se Castle ficou excitado só dela falar uma frase, se tivesse visto a conversa com Will, teria agarrado a detetive no distrito mesmo... hahaha
Amei a detetive ter colocado Will no lugar dele, tanto com relação ao caso, quanto com qualquer segunda intenção do agente. E ainda deixando claro quem é o parceiro dela... Eu amo essa mulher! ♥♥
Desculpa Kah, o desenvolvimento do caso está ótimo, mas fiquei coisada demais com esse capitulo para me ater ao caso... hahaha
Beckett indo pra casa com Castle, e deixando Sorenson de boca aberta não tem preço...
"Brincar com nosso filho"♥♥
Dylan e suas artes... Tão fofo e engraçado!
Amo as conversas da mamama com Dylan... ♥♥♥ Kate ta quase pronta pra dizer as palavrinhas... Eu sinto!
Agora vem a cena que me chorar feito uma criança quando nasce... Vc pode achar que nem tenha sido para tanto, mas foi... É raro ver um momento desses, Castle sofrendo e com dificuldades de se expressar e com medo de sua amada ter outra visão dele... E Kate angustiada sem saber como agir com Castle, porque ele não fala... Ele expressa no olhar como se sente, e ela consegue ler, e apesar de querer entender, ela respeita o tempo dele. Ela está preocupada e ele percebe...
Até que eles conversam... E o mais importante uma conversa aberta, direta, franca e sem subtextos... Percebe a intensidade disso? Essas palavras... Como que não chora? Li 4 vezes e chorei as 4.
As palavras da Kate, meu Deus! Mostrando o quanto ele é importante e o como ela está feliz com Castle e incluindo o baby boy deles, "nosso filho"... E ainda uma Kate brincando com seu escritor para extrair um sorriso dele... ♥♥
Ah, Kah, vc testa meu coração a cada capitulo... Eu vou chorar muito ainda viu hahaha