quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.104


Nota da Autora: Ok, esse capitulo está enorme! Muitas coisas acontecendo... e também tive que fazer uns ajustes no tamanho do texto, afinal uma ocasião muito especial está se aproximando. Sim, um novo milestone para essa fic. Divirtam-se e peço desculpas se não dei muita ênfase em alguns assuntos. Quis me ater aos personagens importantes: Stanathan e Giff.  E para aqueles que estão sentindo saudades da pequena Anne, logo ela volta a aparecer. Entendam que o foco agora é outro... Enjoy!


Cap.104

Na sexta-feira, Gigi apanhou a irmã em casa e foram direto para a loja. Conversaram sobre diferentes assuntos, especialmente Katherine quando a irmã mencionou que ela parecia bem melhor. Ao contrario de Gigi que estava pálida. 
— Você não parece tão bem quanto na segunda quando falei com você, era só sorrisos. Estou te achando pálida. Está tudo bem, Gigi? Você está doente? 
— Estou melhorando. Passei mal com comida chinesa. Eu… eu não quero falar disso agora, será que podemos nos concentrar no seu vestido? Semana que vem vai faltar um mês para o casamento e acredito que essa é a única pendência. 
— Vamos nos concentrar no vestido. Mas não é a única coisa faltante. Não, eu ainda tenho que conseguir uma maquiadora para você e um cabeleireiro. Juro que queria a Lisa, mas não quero correr riscos ainda mais com Katherine ainda tão pequena. Temos pouco tempo, sis. Preciso estar em casa em duas horas. 
— Nathan ficou com ela? 
— Sim, ele cuida direitinho. Só que não pode alimenta-la. 
— Eu sei. 
Na loja, elas foram muito bem atendidas com direito a café, suco, biscoitinhos, tudo para paparicar a noiva enquanto a irmã experimentava a roupa. Com pequenos ajustes, o vestido ficara perfeito em Stana. Ela não estava tão magra como antes de ter Katherine ainda que tivesse o corpo esbelto, os seios estavam definitivamente maiores. Terminaram tudo em meia hora. Gigi poderia vir buscar o vestido na próxima semana assim que os ajustes fossem feitos. 
Como ainda tinham algum tempo juntas, Stana sugeriu que fosse até uma casa de sucos em Santa Monica para que pudesse conversar com a irmã. 
— Ainda temos tempo, sis. E tenho que confessar que fiquei curiosa a respeito de seu fim de semana. O que meu cunhado fez para te deixar tão zen? Não precisa contar os detalhes - no mesmo momento que Stana falou, viu o sorriso no rosto da irmã, era automático. Devidamente sentadas e com seus sucos, era hora de colocar Gigi para falar. A calma da irmã já estava incomodando Stana - vamos, sua vez de me contar. 
— Ah, sis. Meu Jeff foi maravilhoso como sempre. Eu tive uma semana horrível, cansada, estressada. Ele percebeu minha mudança de humor, minhas irritações, as noites mal dormidas. Ele me trouxe para um lugar próximo daqui. O hotel na beira da praia. Passamos o fim de semana juntos, relaxando, curtindo basicamente o quarto, sem preocupações. Ele sabe como me agradar e nossa! Eu sou louca por esse homem. Sou capaz de ultrapassar limites por ele. Tenho medo que algum dia a gente se mate porque não conseguimos parar. E a cama… fazer amor numa cama king size é outro nível. Pode-se fazer varias posições nela. Virou sonho de consumo. Eu estou aceitando uma de presente, viu? - Stana riu. 
— Então, valeu cada momento de estresse? 
— Estresse não é bom para ninguém, mas meu fiancé lindo e gostoso compensou toda a irritação. Não sei explicar, sis. Ele me deixa tão dependente, sempre querendo mais, uma vez nunca é suficiente. Acho que estou soando como uma ninfomaníaca, prometo que não sou. Ele me testa. Tem um toque, uma língua… e-eu fico com calor só de lembrar. 
— Está bem, guarde os detalhes para si. Não quero criar nenhuma imagem na minha cabeça. Por favor… 
— Ah, sis… você é casada com o irmão dele, não deve ser tão diferente - os olhos de Gigi brilhavam, agora via que a irmã estava melhor. Resolveu tocar no outro assunto, mas nem precisou a própria Gigi iniciou - é por isso que estou com medo. 
— Medo? Gigi, você não está tendo outra recaída com o casamento, está? 
— Não! Eu quero muito casar com ele, preciso disso. O mais rápido possível - Gigi baixou a cabeça, suspirou - sis, sobre essa loucura toda que me consome por estar perto dele, a-acho que eu posso ter feito uma besteira. Na época que Katherine nasceu, eu fiquei sem meu anticoncepcional. A droga da farmácia não tinha, estava em falta. Eu só me dou bem com ele e só estaria disponível dali a duas semanas. Foi mais que isso. Na verdade, eu fiquei sem toma-lo por um mês ou mais. Voltei na segunda. E você sabe que eu não consigo resistir aquele homem - Stana começava a entender o motivo da palidez da irmã. 
— Gigi, você não contou ao Jeff que estava sem proteção? - ela balançou a cabeça confirmando. 
— E-eu não podia, quer dizer, ele não ia querer fazer amor comigo ou ia usar camisinha e não consigo, aquele membro maravilhoso não merece borracha. 
— Gigi! 
— Desculpa, as vezes eu me empolgo. Então, após ficar todo esse tempo sem proteção, quando comecei a enjoar na quarta e vomitei na quinta. Tive medo. Claro que eu sei que exagerei na comida chinesa, mas quando eu enjoei e corri para o banheiro depois de sentir o cheiro de um perfume adocicado, eu realmente pensei que não era por causa da comida. E se eu estiver… você sabe… 
— Ah, sis… você vai entrar nessa paranoia outra vez? Tudo bem que foi muito irresponsável ficar dormindo com Jeff sem se proteger ainda mais você que não quer engravidar agora. E-eu não sei como você vai explicar a ele se realmente se confirmar. 
— Esse é o outro problema. Quando ele me viu mal, perguntou se o enjoo… se não havia possibilidade de eu estar, disse que sabia que eu me protegia então a chance era mínima. Eu não sei, o jeito que ele falou era como se não fosse ficar feliz com a noticia. Eu não pensei. Só confirmei que não havia a possibilidade. Eu errei, eu sei. Por isso estou com medo. 
— Ele ficou preocupado porque não é o que você quer. Não agora. Ele a conhece bem demais, Gigi. 
— Eu só faço besteira! - ela já estava chorosa. Stana segurou a mão dela, apertou. 
— Não é verdade. Você agiu por impulso, por amor. Não queria decepcionar seu homem, como você mesmo diz. Eu sei que a interrupção do anticoncepcional demora a agir efetivamente no corpo, para prepara-lo para uma possível gestação. Seus hormônios estão confusos. É claro que não podemos descartar uma gravidez porque do jeito que você e Jeff são, sabe lá quantas vezes fizeram. 
— Você fala com se fosse muito quieta… - Stana balançou a cabeça, riu. 
— Eu não sou o foco aqui. Estamos falando do seu potencial problema. Para conversar com Jeff, você tem que saber qual a real situação. E você terá que assumir o seu erro independente do resultado. Vocês vão casar, Gigi. Não podem ter segredos. 
— Eu sei! Por que você acha que estou tão mal? Estou me odiando pelo que fiz… e-eu não sei o que ele vai pensar. E se ficar com raiva? Achar que eu não confio nele ou que não estou pronta para dividir meus problemas? Torna-los nossos? E-eu estou confusa e com tanto medo, sis. Não posso perde-lo. 
Stana se levantou sentando-se ao lado da irmã, abraçou-a. 
— Jeff ama você. Não vai perde-lo e não o vejo desistindo de casar com você, Gigi. Não posso garantir que não ficará com raiva. Eu vi o quanto ele ficou derrotado quando você teve aquele surto. Ele não se imagina sem você, mas não quer dizer que aceitará tudo. Um relacionamento, um casamento, é uma via de mão dupla. Em diferentes momentos, ambos terão que ceder, brigar faz parte. Isso não diminui o amor. Vamos atacar o problema por partes? Primeiro, você faz o teste para descobrir se está gravida, depois cuidamos do próximo passo. A conversa com o seu noivo. 
— Tudo bem - ela olhou para a irmã - nessas horas é bom ter uma irmã mais velha. Obrigada, sis. 
— Sempre disse que cuidaríamos uma da outra. Estou apenas cumprindo minha parte da barganha - ela riu - posso confessar uma coisa? As vezes eu me sinto meio sua mãe. 
— Eu adoro a minha mãe, ela é tão jovem e bonita… - elas riram. 
— Você é muito boba! Sis, também tenho outra confissão a fazer. 
— Estamos cheias de segredos hoje, não? 
— Quando Katherine ficou doente, eu não quis ligar para a mamãe. E-eu fiquei com medo que ela achasse que não podia cuidar da minha filha e batesse aqui em LA outra vez. Deus sabe que eu amo minha mãe, mas eu precisava fazer isso sozinha. Sou mãe de primeira viagem, mas tenho que aprender. Mas tive medo. Nate me acalmou e ligou para a mãe. Dona Cookie foi incrível. Em nenhum momento me deixou nervosa e ainda ligou para checar como eu estava depois. E a neta, claro. 
— Ela é maravilhosa. 
— Vamos, sis. Precisamos passar numa farmácia. Meu tempo está quase acabando. Estou admirada de Nathan não ter ligado ainda. 
— Se duvidar, está no videogame. 
— Nada. Quando ele cuida de Katie, o foco é todo dela. Bem paizão. 
— Não espero nada diferente do meu Jeff. 
Elas deixaram a lanchonete e seguiram na direção da casa de Stana. Fizeram a parada na farmácia e deixaram para tirar a prova em casa. Mal entraram, Gigi correu para o banheiro alegando estar apertada. 
Stana beijou o marido. 
— Como está nossa filha, babe? 
— Ótima. Acabou de acordar. Está no moisés. O mano ligou. Queria saber se vocês já tinham chegado. Está preocupado com Gigi, parece que ela está doente? 
— Sim, estômago. Quando Jeff não pode cozinhar, ela se entope de porcaria. 
— Ah… só não entendi porque ele não ligou direto para ela. 
— Porque sabe que Gigi não ia dizer se estava melhor ou pior. Já disse que a Gigi não se dá muito bem com remédios e hospitais. 
— Certo - então ouviram Gigi gritando. 
— Sis! Pode vir aqui? 
— Melhor ver o que ela aprontou - Stana subiu as escadas - sis? O que foi? Você já fez o teste? - a irmã estava sentada na cama, mordiscava os lábios com o teste na mão. 
— Estou esperando o resultado. Não quero saber sozinha… - Stana se sentou ao lado dela. 
— Jeff ligou para o irmão. Está preocupado com você. Talvez você estar grávida não seja tão ruim.  
— Não diz isso, sis. É claro que vai ser ruim. Nós não estamos casados, nem posso cuidar da gente direito e um bebê, você viu naquele dia, eu surtei com Katherine. Não estou preparada. Um dia eu estarei, não hoje, nem amanhã, nem em alguns meses - Stana beijou o rosto da irmã. 
— Acho que já podemos descobrir como esse drama termina - ela pegou o objeto das mãos da irmã. Olhou - é, acho que Katherine terá que esperar mais um tempinho pelo seu primo. Seu foco continua em seu casamento, sis. 
— Graças a Deus! - ela deixou o corpo cair sobre a cama. Alivio foi o que sentiu por alguns segundos até se colocar sentada outra vez com uma cara espantada - sis, será que tem algo errado comigo? Já foram dois alarmes falsos e eu não sei se Jeff… - Stana revirou os olhos. 
— Gigi! Quer parar? Você não tem problema para engravidar. Acho que já vivemos esse pequeno drama e o resultado está lá embaixo na sala. Você tem um problema imediato para resolver. Tem que conversar com Jeff. Contar sobre o anticoncepcional, sobre a mentira e sua desconfiança da gravidez. E nem adianta começar a inventar desculpas. Você vai para casa agora e resolver isso. 
— Você está se achando minha mãe agora? 
— Não, estou agindo como sua irmã. Quero que mostre para o seu noivo que confia nele, que tire a preocupação da cabeça do Jeff. E enfrente as consequências dos seus atos se ele resolver ficar com raiva de você ou brigar. Você procurou, lembre-se. 
— Detesto quando você faz isso. 
— Faço o que? 
— Joga a verdade na minha cara. 
— Você precisa dela. Vamos descer, a Katherine quer comer.  
Gigi desceu as escadas, foi até a sobrinha. Brincou um pouco. Nathan perguntou se estava tudo bem. Ela respondeu que sim. Estava na hora de ir para casa, Jeff já devia estar preocupado. 
— Ele ligou, sabia? Querendo saber de você. 
— Eu já vou para casa, Nathan. Tchau - Nathan olhou para a esposa sem entender muita coisa. 
— Deixe, babe. Ela ainda não está 100%, mas aposto que é capaz de convencer seu irmão de que está ótima. 
Quando Gigi chega em casa, encontra Jeff deitado no sofá com um livro. 
— Hey… você demorou. 
— A sis tinha duas horas, usamos todos os minutos possíveis e tive que usar o banheiro lá - pelo olhar dele, ela sabia que a preocupação continuava - eu estou bem, Jeff. Mas eu não fui completamente honesta com você - ele sentou no sofá. 
— Do que você está falando, Gigi? Está sentindo alguma dor? Tem algo a incomodando. Sua saúde, você está desconfiando de algo… - ela o interrompeu colocando o dedo sobre os lábios dele. 
— Você promete que vai me escutar primeiro? Antes de falar qualquer coisa? 
— Tudo bem, mas você está me assustando… 
— Jeff, eu estou bem. Não tem nada errado com a minha saúde. E-eu menti para você. Quando você me perguntou ontem se havia possibilidade de eu estar gravida. Eu disse que não, mas estava mentindo - o semblante de Jeff se tornou sério, Gigi engoliu em seco - e-eu não estou grávida, foi apenas problema com a comida. Mas poderia estar. Próximo do aniversário do seu irmão, meu anticoncepcional acabou e a farmácia estava sem ele. Procurei em vários lugares. Estava em falta. A previsão era um mês. Eu não me dou bem com nenhum outro. Escondi isso de você. Nós fizemos amor sem proteção alguma por mais de um mês. Na verdade, voltei a tomar o remédio na segunda. Então eu poderia ter ficado… - ela não completou a frase. Viu Jeff se levantar do sofá, passava as mãos na cabeça andando de um lado a outro. 
— Por que você não me disse que não estava tomando a pílula? Eu teria evitado fazer amor com você, podia ter usado camisinha… Gigi, isso é serio. E se você estivesse grávida? Foi irresponsável, Kristina. 
Ela baixou a cabeça. Kristina. Apenas por isso sabia que ele estava com raiva. 
— Vo-você está dizendo que se eu estivesse esperando um filho seu… você não ia gostar? 
— Não é isso que estou dizendo. Por Deus! - ele estava vermelho, elevou um pouco a voz - Claro que quero um filho com você, Kristina. Mas assim? De supetão? Porque você não me contou que tinha um problema? Uma criança concebida em um deslize, você mais do que ninguém ia surtar. Ambos sabemos que não é o momento. Não é assim que as coisas funcionam! Droga! A decisão não era apenas sua!  
— Mas eu amaria a criança porque seria seu filho, Jeff… consegue entender isso? - os olhos já estavam cheios de lágrimas. A próxima pergunta refletia exatamente o que a irmã lhe dissera. 
— Você confia em mim, Kristina? 
— Claro que sim, eu confio em você. Eu amo você, Jeff. E-eu… errei. Eu sei. 
— Se confia em mim, por que não me contou? Por que não me deixou decidir com você o que era melhor para nós dois? Estamos prestes a casar, a dividir oficialmente uma vida. Não pode haver segredos, dúvidas. Temos que contar tudo ao outro. Confiança é a chave de qualquer relacionamento. 
— E-eu sei, agora… Jeff, eu não queria dizer não a você. Quando você me pede para fazer amor, quando você me beija, e-eu não sei… meu raciocínio some. Você tem uma droga de um magnetismo sobre mim. Você me deixa idiota. E-eu não podia negar relações a você. E-eu não sou boa nisso, em relacionamentos. E-eu estou aprendendo… por favor, não brigue comigo. Eu confio de olhos fechados em você, Jeff. Por favor, olhe para mim - ela chorava. 
Jeff a fitou. Detestava ver Gigi chorar. Ele se aproximou dela. 
— Gigi, eu preciso que você me prometa algo muito importante - os olhos azuis a olhando fixamente, profundamente - prometa que a partir de agora, sem mentiras, segredos. Nossa vida a dois deve ser um livro aberto. Contaremos tudo um ao outro porque é assim que um relacionamento é. Seremos cúmplices e confidentes. Prometa. 
Ela limpou as lágrimas. Pegou a mão dele, colocou sobre seu coração. Batia loucamente. Segurou a gota no pescoço. Suspirou. 
— Eu prometo, Jeff. Sem mentiras. Sem segredos - a mão dele deslizou até a cintura dela, então ele a abraçou. Gigi se segurou nele agarrando-se como se sua vida dependesse daquilo. Beijou o pescoço dele e sussurrou - eu sinto muito, amor. Sinto tanto… eu tive tanto medo. Jeff, tanto medo de você me odiar, de não querer me olhar, de… - ele a calou com um beijo. 
— Esquece isso. Vem, vou fazer uma sopa para você. Não pode exagerar por causa do seu estômago - ela se sentou no banco próximo a bancada da cozinha americana. Observava-o mexer nas panelas preparando-se para cozinhar. Jeff virou-se para o balcão - sopa de frango com macarrão e não adianta reclamar. Vou já esquentar. Então, você não consegue dizer “não” para mim? 
— Não fique se achando… - ela estava vermelha. Ele pegou a mão dela onde estava o anel. Beijou a pedra. 
— Um mês, Gi. Seremos marido e mulher. 
— Sim. Será para sempre, não? Eu e você?  
— Seria impossível não ser, você é louca por mim e não consegue dizer “não” para mim - ela mordeu os dedos dele que seguravam sua mão - ai! Que violência foi essa? 
— Já disse para não se achar. 
— Você será minha. Eu serei seu. Para sempre, Gi. 

Primeira semana de junho

Gigi estava ao celular. Explicava tudo para a mãe com a maior paciência. Prometera a si mesma que não ia ficar estressada agora que faltava tão pouco para o casamento. 
— Sim, mãe. Não tem nenhum problema. Vocês irão com o Nathan e a Stana, voltam com eles. Ninguém vai dormir na casa do Trucco. Esta tudo encaminhado. Agora é só esperar o dia. Cadê o pai? Quero falar com ele. A senhora deu meu recado? 
— Que recado? - claro que dona Rada não ia falar para o marido a ameaça de Gigi, ela mesma achara um absurdo querer que o sogro a levasse ao altar - vou chama-lo. 
— Oi, minha noiva. 
— Finalmente, hein Capitão? Lembrou que tinha gente esperando por você em terra firme? Poxa, pai, estou com saudades. Já está na hora de deixar essas viagens. Você nem sequer conhece sua neta! Katherine é tão linda… 
— Eu sei, filha. Vi as fotos. Vou conhece-la em breve, além do meu futuro genro. Ganhei dois muito rápido. E prometo que em julho será minha ultima viagem. 
— Eu ameacei o senhor, mas claro que dona Rada não ousou falar. Eu disse que se não estivesse em terra para me levar ao altar, Bob faria. 
— Bob? 
— Meu sogrinho. Ele é meu fã, sabia? 
— Como não poderia ser, Gigi? Nossa! Estou ficando velho mesmo. Minha caçula vai casar. 
— Vou sim, com um homem maravilhoso. Sei que vai gostar de Jeff. 
— Foi o que sua mãe me disse. É bom que cuide muito bem de você ou darei uma surra nele como faço com meus marujos. 
— Não vai precisar, pai. Ele me faz muito bem, capitão. Eu o amo demais. 
— Está bem, então. Vejo você daqui a alguns dias, filhota. 
— Mal posso esperar, pai. Um beijo, baba. Volim te. 
Jeff chegara naquele instante. Sentou-se no sofá ao lado dela. Beijou-lhe o ombro. 
— Com quem você estava falando? 
— Com meus pais. Mamãe queria saber se está tudo resolvido, se não esqueci nada… você sabe. 
— E seu pai vem ou vamos ter que pedir ao velho Bob para conduzir você ao altar? 
— Ele vem, amor. 
— O que era aquilo que você dizia, as palavras? 
— Volim te? - ele afirmou - é eu te amo em servo-croata. 
— Ah… 
— Volim te, Jeff… - ela o beijou - como foi seu dia? 
— Cansativo. Ainda bem que é sexta. Isso me lembra que você deveria estar se arrumando. Vamos sair para jantar. 
— Vamos? 
— Eu prometi que te levaria para jantar mais vezes. Anda, vai se vestir - ela levantou subindo as escadas correndo. 
Saíram para jantar em um restaurante grego que inaugurara a algumas semanas em Los Angeles. A comida deliciosa e Gigi disse que ia recomendar a irmã, certeza que ela ia gostar. Depois, ele ofereceu um café a ela. Pararam em uma Starbucks 24h, sentaram-se no canto da cafeteria. Entre goles da bebida e beijos, ela agradecia pela ótima noite. A trilha sonora do local era muito boa, na sua maioria clássicos do jazz, blues, musica antiga das melhores. Isso trouxe uma preocupação a mente de Gigi. 
— Jeff, você já reparou que estamos a quinze dias do nosso casamento e não temos uma musica? 
— Eu sei, Gi. E também sei o quanto isso é importante para você, amor. Eu poderia dizer para tocarem Starving para dançarmos, porém sei que vai ficar rebolando e atiçando os convidados da festa e não quero isso. Só pode fazer isso para mim. 
— Dando uma de possessivo, Jeff? 
— Sempre fui. Você é minha Gi. 
— É, definitivamente não podemos usar Starving. Causaríamos problemas eu e você. Eu não me conformo! Como não encontramos uma musica para nós? Sinto que falhamos. 
— Não pense assim, amor. Em último caso, dançaremos nossa primeira dança com um clássico da musica americana. Algo romântico, pode ser Sinatra, Tony Bennett… que tal “The way you look tonight?” 
— É linda, mas… 
— Eu sei, minha Gi. Esquece isso por enquanto. Vai ficar tudo bem. Nossa dança como Mr. & Mrs. Fillion será perfeita - ela o beijou. 
— Adoro esse seu jeito de me alegrar. Só você, meu Jeff. 
No dia seguinte, Nathan comunica a esposa que ia sair com o irmão para almoçar. 
— Ele me ligou, amor. Acho que deve estar começando a sentir o peso da data que se aproxima. É natural e ele disfarça bem por causa da sua irmã. Tem problema se você pedir comida para almoçar? 
— Claro que não, babe. A Gigi sabe que vocês vão sair? 
— Sim, ele falou para ela. Por que? 
— Posso chama-la para ficar comigo, ajudar com Katherine. 
— Gigi? Ajudar você? - ele riu - chame pela companhia. Não espere ajuda. 
— Também não é assim, Nate. Ela brinca com a sobrinha, faz dormir… 
— Mas não conte com ela para as fraldas. Tudo bem, vou indo - Stana deu um beijo nele e pegou o celular para ligar para a irmã. Nathan se encontrou com o irmão no lugar marcado. Um restaurante mexicano. Eles se cumprimentaram com um abraço, pediram cerveja e uma porção de nachos. 
— Então, bro, como está esse coração? Ansioso? 
— Um pouco… a quem quero enganar? Demais! Não vejo a hora de oficializar tudo isso com a minha Gi. Nós, de certa forma, já somos casados. Convivemos juntos por meses. Temos nossas manias, nossa rotina, mas trocar alianças, dizer as palavras? Torna tudo real. Esse foi um dos motivos que o chamei aqui. Quero mandar gravar nossas alianças e sei que você conhece alguém bom que fez as suas. 
— Sim, quer que eu faça isso para você? 
— Se puder… - Jeff tirou uma caixa vermelha de veludo do bolso. Abriu mostrando as joias ao irmão. 
— Será um prazer. Afinal sou seu padrinho. Somente as inicias? 
— Não. Aqui, coloquei no papel o que precisa ser gravado - Nathan leu e sorriu - o que foi? 
— Dois bobos apaixonados mesmo, hein? 
— Ela merece, bro. Eu estou preparando uma surpresa para ela. 
— Nos seus votos? 
— Não, apesar que também acho que vou pega-la despreparada. Sobre a nossa dança. Gigi está muito chateada por não termos uma música. Eu tentei convence-la de que precisamos apenas de um bom clássico, nós temos nossa música particular, não podemos dançar em público, mas… - Nathan riu. 
— Nem vou perguntar… 
— Deixe eu contar o que estou planejando - Jeff falou cada detalhe do que ia acontecer no momento em que o vocalista da banda que contratara os chamassem para a primeira dança. Nathan ouvia com atenção. Ao terminar, o irmão pergunta - o que acha? Ela vai gostar? 
— Olha, vindo da Gigi eu posso esperar duas reações. Você surpreende-la a tal ponto que não consiga falar nada ou ela agarrará você na frente de todos quase cometendo um atentado ao pudor. Acredito que a segunda opção deve ser a mais provável. Eu estou impressionado, imagina ela! 
— Ah, bro… essa mulher é incrível. Não sei como faz isso comigo. O engraçado é que ela pensa da mesma forma, diz que não consegue me dizer não. Acha que a hipnotizo, sei lá. 
— Cara! Agora que você falou, eu lembrei que um dia desses depois que a Stana conversou com a irmã disse que eu deveria pedir uns conselhos para você. 
— Meu Deus! O que essas duas andam conversando? 
— Ela disse que não fazem comparação, mas você deve ter feito algo muito bom para Gigi porque ela contaminou minha esposa. 
— Deixa disso, bro. O meu segredo é o mesmo que o seu. Amor. Amamos as nossas mulheres, cada um ao seu modo. Não podia ser diferente, afinal elas são diferentes, cada qual com suas particularidades. O que serve para Gigi, não necessariamente serve para Stana. Desencana! 
— Não estou. Apenas reafirmo que os dois estão muito apaixonados. Ela anda muito nervosa? 
— Achei que ficaria mais, parece calma, porém é sempre bom não provocar. 
— Sei… - ele ficou observando o irmão - você está sorrindo feito bobo, Jeff. 
— Não consigo evitar. Gigi me deixa assim. 
— Acho que não precisa da minha ajuda para mais nada, então. 
— Talvez você possa dar uma olhada nos meus votos. Ainda estou escrevendo, tinha começado pensando em escrever um texto enorme sobre ela, mas acabei encontrando outra forma de falar de nós, do nosso futuro. Vou usar parte das palavras de outra pessoa. Quando ficar pronto, eu mostro. 
— Bro, é daqui a dez dias… 
— Eu sei. Queria que fosse amanhã. 
— Ansioso para a lua de mel? Mexico… prepare-se para as loucuras de Gigi com a tequila. 
— Mal posso esperar, porém não é apenas isso. Quero de fato estar casado com ela, usar aliança, firmar de vez o compromisso e meu amor por ela.
— Entendo perfeitamente, já passei por isso - eles sorriram, brindaram e comeram. 
De volta a casa de Nathan, os irmãos encontraram Gigi com Katherine no colo. Fazia a menina dormir. Assim que os viu, levou o dedo aos lábios pedindo silêncio. Eles deram de ombro. Nathan beijou a esposa. Stana sussurrou. 
— Ela está quase dormindo… - viu Jeff se sentar no sofá de olho na noiva. Cinco minutos depois, Gigi colocava a sobrinha no berço portátil armado na sala - querem um café? 
— Por que não? - Jeff respondeu beijando a noiva - eu aceito, cunhada. 
— Vamos para a outra sala. Assim podemos conversar melhor. 
Stana apareceu minutos depois com a bandeja e o café. 
— Katherine deu muito trabalho? - perguntou Nathan. 
— Não, só uma fralda que a sis trocou, claro. E vocês? Botaram a fofoca em dia? Não falaram mal de nós, certo? 
— Nem poderíamos. Esqueci de perguntar, bro. Quando a mamãe chega? Ela já disse? 
— Na semana do casamento. Quarta-feira. Vão ficar lá em casa mesmo, estão ambientados. 
— Ótimo, a mamãe chega na terça, sis. Mas já me avisou que ficará na sua casa. Acho que ela não quer encontrar com a sogrinha. 
— Gigi, e quanto aos presentes? Você vai recebe-los quando? 
— Segundo a moça da loja, segunda após o casamento. Por que? Não é como se nós tivéssemos muitos para ganhar. Cinquenta convidados e temos a maioria das coisas. Eu bem que disse ao Jeff para pedirmos dinheiro para a lua de mel, mas ele teima em dizer que isso é falta de educação. 
— E ele está certo, sis. Acho que talvez você receba nosso presente antes. Não compramos na loja indicada no convite, então a entrega deve ser na semana do casamento. 
— Por que foram comprar em outro lugar? 
— Nada de perguntas, não vou estragar a surpresa. Mas lembre-se que só poderá usar depois de casada. 
— Devia ter ficado calada, Stana. Agora ela vai ficar pensando no que pode ser até recebermos. 
— Não vou ficar nada… 
— Só se nós não conhecêssemos você, Gigi - ela mostrou a língua para Nathan - Ah! Quase esqueci! Quinta-feira, dia 22 está bom para a sua despedida de solteiro? Precisamos comemorar. Tem um clube ótimo próximo ao estúdio da Warner. Cinco estrelas, melhores bebidas, melhores mesas de pôquer, melhores dançarinas - o olhar fulminante de Gigi fez Nathan morder os lábios na tentativa de segurar o riso. 
— Despedida de solteiro uma ova! Quem te autorizou a pensar nisso? Meu Jeff não vai para clube nenhum! Que baixaria! Stana, por onde seu marido anda? Você sabia sobre isso? Pois preste bem atenção. Se eu sonhar que você levou meu Jeff nesse lugar, eu vou te encher de porrada! Não me interessa se é meu cunhado, marido da minha irmã, pai de Katherine. Eu vou deixar você todo roxo. Ninguém vai ter despedida de solteiro porque se você ainda não reparou, eu e Jeff não somos solteiros faz tempo. Entendeu? 
— Bro… - Jeff queria que Nathan não a provocasse - por favor…
— Poxa, eu pensei que pudéssemos nos divertir com uns go-go boys… estava toda animada, ia até chamar a Dara para ir com a gente… 
— Você também, sis? Qual é o problema com vocês? Será que é tão difícil de entender que o Jeff é meu, de mais ninguém? Eu sou dele e não preciso de nenhum go-go boy! 
Stana gargalhava. 
— O que foi? Qual é a graça? 
— Estamos te provocando sua boba! Não tem despedida de solteiro nenhuma, Gigi. Nossa! Você pegou uma corda! Fiquei com medo de você querer espancar meu marido. 
— Não gosto dessas brincadeiras sem graça. Droga! - ela se sentou, respirou fundo. As mãos tremiam. Jeff se moveu ficando ao seu lado. 
— Você é muito ciumenta - disse Stana. 
— E possessiva - completou Nathan sorrindo para a esposa. 
— Sou mesmo! Algum problema? Jeff é o meu homem. Não vou dividi-lo com mais ninguém. 
— Tudo bem, Gi. Não vai ter nada. Querem parar vocês dois? Ela vai ficar uma pilha - abraçou-a. 
— Ok, bandeira branca - disse Nathan. Stana deu um beijo na bochecha da irmã. 
— Estávamos brincando. Não imaginei que você pegaria tanta corda. Desculpe, sis. 
— Não tem graça… eu não gosto disso… 
— Já passou. Jeff não vai fazer nada na semana do casamento, só trabalho e casa - ela trocou um olhar com o cunhado. 
— Acho melhor irmos andando. Quero resolver umas coisas. Vamos, Gi. 
— Vamos - Nathan sorriu. Se aproximou da cunhada e beijou-a na testa. 
— Desculpe, eu exagerei. Fiquei com medo de você. 
— Que bom! Assim vai pensar duas vezes antes de fazer outra dessas… - Nathan continuava sorrindo - o que foi agora? 
— Nada. Só achei interessante o jeito como demonstra seu amor por meu irmão - Jeff saiu puxando a noiva. 
— Tchau, bro. E vê se pega leve na implicância na próxima vez - Stana se aproximou dele, abraçou-o. Percebeu que o olhar do marido era o mesmo, o sorriso também.  
— O que foi, babe? Esse seu olhar não me engana, tem algo se passando nessa mente… 
— Nada demais. Exceto que agora compreendi algo que meu irmão me disse hoje e devo reconhecer, cai como uma luva. 
— Do que você está falando, Nate? 
— Vai ter que esperar até o casamento para saber - ele acariciou a mão dela que envolvia sua cintura - acha que eles vão gostar do nosso presente? 
— Gigi vai amar, por tabela Jeff também. 
— Confio em você, Staninha. Mas vou esperar um tempo para ligar para ele, sinto que os dois não saíram muito felizes conosco. 
— É a aproximação do casamento, babe. Logo passa. 
Nathan fez o que prometera. Ligou para o irmão outra vez pedindo desculpas. 
— Tudo bem, bro. Mas da próxima vez não pegue tão pesado. Ela está nervosa. Confesso que eu também e você sabe o quanto ela é possessiva e cabreira com a ideia de rivais, outra mulheres. 
— Certo, transmita as minhas desculpas para a Gigi. Nem me passou pela cabeça a confusão que ela armou aqui em casa por causa do telefonema. Você vai pegar o pai e a mãe no aeroporto? Eu irei pegar dona Rada e o marido.
— É, finalmente conheceremos nosso sogro. Eu realmente não sei o que esperar, bro - Jeff pareceu nervoso. Nathan tentou tranquiliza-lo. 
— Eu o conheci. Claro que na época ele não sabia que dormia com a filha dele. Pelo menos fui simpático e elogiei-a, acho que causei boa impressão. Não pense muito nisso, bro. 
— Fácil para você falar, já casou - Jeff desligou encontrou Gigi saindo do banheiro já de pijamas - era o mano, mandou eu transmitir suas desculpas novamente para você. 
— É, ele estava se divertindo às minhas custas. Não gostei. Não vejo a hora do dia 24 chegar e você ser meu oficialmente - ele se aproximou dela, segurou o rosto da noiva com as duas mãos. 
— Quer que eu seja seu? Oficialmente? Ansiosa, amor? 
— Demais - ele beijou os lábios dela. 
— Eu também - Jeff começou a trocar de roupa. Criou coragem e perguntou - Gi, devo ficar com medo do seu pai? E-eu não sei bem o que esperar. 
— Medo? Do meu pai? Por que? 
— Eu não sei. Quer dizer, ele aprova nosso casamento? Ele é rígido? 
— Ele é capitão da marinha, mas também me adora. Se eu estou feliz, ele fica feliz - ela engatinhou no colchão até a ponta onde ele estava sentado, beijou-lhe o pescoço - não fique nervoso, amor. É claro que ele vai gostar de você. Vem deite-se ao meu lado. Vamos assistir algo nessa tv. 
Na terça-feira, Nathan foi buscar os sogros no aeroporto. Dona Rada era quem falava mais, Petar manteve-se calado boa parte do tempo, fora educado, porém deixara Nathan um pouco constrangido, eles pareciam ter se dado tão bem antes. Será que ele não aprovava o relacionamento? Ao chegarem em casa, Stana os esperava com Katherine nos braços. Dona Rada pegou logo a neta dando oportunidade para Stana falar com o pai. Ela já percebera que Nathan estava preocupado. 
— Olá, capitão… - bateu continência antes de abraçar o pai sorrindo - ah baba! Senti tanto sua falta! Por que nos troca pelo mar? Estava ansiosa para o senhor conhecer minha pequena, sua neta Katherine e o meu marido. Nossa família. 
— Você continua linda. Depois de ser mãe, ficou ainda melhor. 
— Vem, pai. Quero que conheça sua neta - Stana pegou Katherine do colo da mãe e cuidadosamente colocou nos braços do pai - esse é seu outro vovó. Seu nome é Petar. Vovô conheça a princesinha Katherine. Eu não sou linda? - a menina tinha os olhos abertos atentos ao que se passava. 
— Ela lembra muito você, filha. 
— Exceto pelos olhos. São azuis e lindos como os do pai - ela olhou para Nathan que sorria feito bobo admirando a esposa. Stana sabia que ele estava nervoso.  
— Você será linda e inteligente como a mamãe, Katherine. Acho que não tenho mais jeito com bebês, eles são tão pequenos, frágeis, tenho medo de quebra-la. Rada, tome. Prefiro admira-la em outro colo - ao ver o pai livre, Stana tentou uma aproximação com o marido. 
— Pai, o senhor já conheceu o Nathan, não? Teve a oportunidade de conversar com o meu marido antes, lembra no aniversario dele? - ela puxava o pai na direção de um nervoso Nathan. Então, Petar falou. 
— Você me enganou. Posou de bom moço, fazendo elogios a minha filha. 
— Tudo o que falei é verdade - disse Nathan - nada mudou. 
— Então por que está fazendo minha filha chorar? - a pergunta pegou-o de surpresa. Nathan ficou parado, boquiaberto. Tentara falar algo, mas os lábios moviam-se sem conseguir emitir qualquer som. 
— Pai! O Nathan não me faz chorar! Ele me faz muito feliz! 
— É o que os jornais, os sites dizem. Nathan Fillion faz Stana Katic chorar nos bastidores… - ela revirou os olhos, Nathan estava branco como papel. 
— Is-so é mentira, e-eu nunca maltratei sua filha, e-eu…eu… ela é minha esposa, eu a amo. 
— Pai, por favor, de todas as coisas que o senhor podia usar para amendronta-lo essa é a pior. Eu detesto essas fofocas. Nate, ele está brincando… - então o velho Petar riu. 
— Você ficou apavorado… - Nathan deu um risinho sem graça. Petar esticou a mão para cumprimenta-lo - tudo bem, rapaz. Eu não mordo. Queria curtir com a sua cara - o aperto de mão foi forte e seguro - eu sei que você ama minha filha, vocês ja constituíram família. Me dê um abraço, sem ressentimentos - Nathan relaxou um pouco - eu devia ter desconfiado que aqueles elogios todos tinham segundas intenções, marujo - Depois de se cumprimentarem, ele sentiu-se um pouco mais seguro para atacar de anfitrião. 
— Gostariam de beber alguma coisa? Talvez um café? O jantar saíra daqui a duas horas. 
— Tem whisky? Eu certamente preciso de uma dose após essa longa viagem. E também temos que fazer um brinde! É momento de festejar. 
— Claro, o senhor toma puro, com gelo? 
— Sim, com pedras de gelo. Falando em festa. Cadê a festeira da sua irmã? Estou com saudades dela. 
— Deve estar em casa com o noivo. Os meus sogros chegam amanhã então imagino que eles venham por aqui. 
— E como ela está? 
— Gigi? Radiante, nervosa, feliz… 
— Só uma pergunta. O noivo já presenciou um ataque de nervosismo e de raiva da Gigi? 
— Ah, sim! 
— E ele está bem? Sobreviveu? - Stana riu. 
— Pai… o Jeff está mais do que bem. 
— Só estou checando se ele tem certeza de onde está se metendo. Você sabe que amo sua irmã, mas não quero que ninguém seja pego de surpresa. Minha caçula é fogo. Desaforada! 
— E não sabemos? - disse Nathan rindo - ela é perfeita para o meu irmão. 
No dia seguinte, Cookie e Bob chegaram na casa de Gigi pela manhã. Ela negociara com o seu chefe que trabalharia essa semana de casa. Tinha dois projetos para concluir antes do casamento. Um deles já finalizara ontem, o outro ela esperava pela aprovação do cliente e possíveis modificações. Ao ver os sogros, ela levantou-se da mesa dando um grito. Abraçou a sogra com força. 
— Ah, Gigi! Eu estava morrendo de saudades de você, minha filha. Edmonton pode ser bem solitário depois que se passa um tempo aqui em sua companhia. 
— Ah, sogrinha… estou tão feliz em vê-la. 
— Eu também. Ainda mais que agora Bob só quer saber de pescar, caçar… fica dias no mato. Sinto falta de alguém para conversar. 
— Quando for assim, ligue para mim. 
— E você não vai me cumprimentar, não? - Gigi soltou os braços da sogra e tascou um beijo na bochecha do sogro. 
— Com ciúmes, fã #2? Não se preocupe, tem Gigi para todos. Que história é essa de deixar minha sogra sozinha? Isso é perigoso. Vai que algum vizinho bonitão começa a visita-la, vai tomar um café… não pode deixar dando sopa. Vê se eu perco meu Jeff de vista? De jeito nenhum. 
— Ah, menina! E como está o seu coração? Daqui a três dias estará casada. Será a senhora Fillion. 
— Nem me fale… estou ansiosa demais para ser do seu filho. 
— Vocês estão cansados? Com fome? 
— Acho que precisamos de um cochilo, filho. Acordamos muito cedo para pegar o avião. 
— Vocês são de casa. Ficarão no mesmo quarto de antes. E a noite, iremos a casa da sis. Aposto que estão loucos para ver a Katherine. Ela está tão linda, gordinha, dá vontade de morder todinha. E claro irão conhecer meu pai. 
— Então eles já estão em Los Angeles? 
— Chegaram ontem. Podem subir para descansar. Eu tenho que trabalhar. Amor, você vai voltar para o escritório? 
— Tenho uma reunião agora pela manhã e outra à tarde. Acho que volto para casa umas quatro da tarde. 
— Ótimo! - ela se aproximou ajeitando a gola do paletó que ele usava - bom trabalho, amor - beijou-o. 
— Tchau, Gi. 
Conforme o planejado entre as irmãs, por volta das seis da tarde Jeff, Gigi e os sogros chegavam a casa de Nathan. Ele fez questão de receber os pais ainda na garagem ao lado de fora. Jeff foi o último a sair do carro. 
— Pai, mãe, vão entrando com o Nate, eu preciso de um minuto com Gigi - ao ver que eles sumiram, Jeff suspirou e segurou a mão da noiva - Gi, o que posso esperar do seu pai? Ele é muito bravo? Vai querer fazer interrogatório? Deus! Eu estou nervoso… 
— Hey, tudo bem. Não precisa ficar assim, meu Jeff. Ele não morde. 
— Ele é oficial da marinha, Gi. 
— E também meu pai, apaixonado pela sua caçulinha. Não sou mais uma adolescente. Ele quer minha felicidade e adivinha? É exatamente isso que você é. Vamos - ela o puxava pela mão. Ao entrar na sala e avistar o pai, Gigi corre para abraça-lo. 
— Baba! - se pendura no pescoço do velho rindo - finalmente criou juízo e resolveu colocar os pés em terra firme! - ela deu um beijo estalado no rosto dele - ia corta-lo da lista de convidados. Quase que Bob tem o prazer de me levar ao altar. 
— Quando soube que ia casar, tive que ver com meus próprios olhos. Você vai mesmo fazer isso? - ela concordou com a cabeça e mostrou o anel - Wow… minha caçula vai casar. Nem sei o que vou fazer depois disso, primeiro Stana, agora você. Estou ficando velho mesmo. 
— Velho nada! Ainda tem a Anne e a Katherine. Vem cá, quero te apresentar meu noivo. Pai, esse é Jeff. Amor, esse é meu pai, Petar. 
— É um prazer, senhor ou devo chama-lo de capitão? - Petar olha sério para ele, aperta a mão do futuro genro. 
— Você também gosta de fazer minha filha chorar? - diante da pergunta, Jeff arregalou os olhos. Stana balançava a cabeça. 
— Pai, outra vez? 
— Tenho que checar, ele não é irmão do seu marido? Pode ser genético. 
— Do que ele está falando, Stana? 
— Ele está brincando com você, Jeff. Piada sem graça - o pai riu. 
— Prazer em conhece-lo, Jeff. Confesso que sua reação foi melhor que a do seu irmão. 
— Eu quero deixar claro que meu Jeff me faz rir, me faz feliz e vejo estrelas com ele… vocês entenderam…
— Gigi… - Jeff sussurrou e baixou a cabeça. 
— Vá se acostumando. Ela não tem papas na língua e ainda é desaforada. Eu amo a minha menina. 
— Essa é a Gigi - resumiu Bob. 
— Vem, pai. Deixa o coitado do Jeff respirar. Vou lhe apresentar nossos sogros - disse Gigi. 
— Tome, bro - Nathan entregou uma cerveja ao irmão - sei como está se sentindo. Quase morro ontem. Ele fez a mesma pergunta. 
— Eu ainda não entendi. 
— Deixa para lá. Stana não gosta que falem do assunto - finalmente Gigi se aproximou de Katherine, tirou-a do colo da mãe e comentou. 
— Será que pode deixar de babar na Kate e me dar um abraço, mãe? - Gigi entregou a bebê para a sogra e beijou dona Rada - não estava com saudades de mim? Cada dia que passa comprovo que sou inesquecível. 
— Ah, e modesta, não? - disse Rada beijando a filha - tudo pronto? 
— Tudo pronto. Contando os minutos. 
— Imagino… 
— Ela está cada dia mais parecida com a sis, não sogrinha? Caramba! Katherine já vai fazer três meses. Bebês crescem muito rápido. 
— Crescem mesmo - disse Cookie - não vê os meus? Estão enormes! - elas riram. Stana alertou a todos. 
— O jantar está servido. Vamos para a mesa - eles sentaram-se, jantaram, conversaram. O clima tornou-se mais descontraído a medida que os mais velhos se conheciam. Petar pareceu se dar muito bem com Bob. Gigi prestava atenção nos dois. Stana conversava animada com Cookie e Jeff e Nathan tinham a atenção de dona Rada. 
Quando estavam saboreando a torta de limão de Stana, Bob comentou. 
— Quando vai rolar aquele famoso bolo de chocolate, Gigi? 
— Sinto muito, sogrinho. Vai ter que pedir para a dona Rada. A noiva não chega perto da cozinha nem se Jeff implorasse. Tenho outras preocupações. 
— Está pensando no que vai aprontar na lua de mel - disse Nathan. Na mesma hora, o irmão olhou para ele. Entendeu o recado - já escreveu seus votos, Gigi? 
— Parte deles. Não se preocupe, estarão prontos. 
— Satisfaça uma curiosidade, Nathan. Você e seu irmão sempre saiam para encontros juntos? Faziam isso desde o colegial? - Bob gargalhou. 
— E agora, bolha? Acho que o pai das meninas quer saber se foi armação… 
— Nada combinado. Acho que por isso deu tão certo. 
Mais tarde, Jeff aproveitou que estavam todos distraídos e chamou o irmão em um canto. Entregou um papel para que ele lesse. Seus votos. 
— Ainda não estão finalizados, mas quero que me diga o que achou - Nathan lê o papel em silêncio, os olhos corriam pelas palavras sem nada revelar. Ao vê-lo terminar, ansioso, Jeff perguntou - então? 
— Bro, com esses votos e a surpresa que está preparando eu vejo duas alternativas: vai matar sua noiva do coração ou vai ter a melhor lua de mel que alguém pode querer. Gigi vai surtar. 
— Você acha mesmo? Ela vai gostar? 
— Gostar? Fica tranquilo, bro. Ela vai amar. 
Quando estavam prestes a ir embora, Petar pede um minuto com Jeff. 
— Sei que não tivemos muito tempo para nos conhecer. Você e minha filha já irão casar. Eu só quero que saiba que a felicidade das minhas meninas é a coisa mais importante para mim. E Gigi é minha caçula. Kristina… ela detesta que a chamem assim. 
— Eu sei, mas as vezes é preciso. 
— Você sabe? Costuma chama-la assim? 
— Somente quando o assunto é muito grave, quando ela me tira do sério. Ela sabe. 
— E não briga com você? Não grita ou diz uns desaforos? 
— Não, ela geralmente comenta depois que detesta, mas nunca apanhei por chama-la assim ao achar necessário. 
— Então, meu rapaz, você é mesmo a pessoa certa para ela. 
— Eu a amo. Pode ter certeza disso. Fique tranquilo, sua filha será tratada como rainha. Eu faço tudo pela minha Gi - o pai suspirou. Sorriu. 
— Assim seja. Bem-vindo a família - ele abraçou o futuro genro. Ao ver o pai retornando a sala, Stana brincou. 
— Hey, capitão. O que o senhor estava aprontando com meu cunhado? 
— Estava tendo uma conversa séria. Dando a ele um pouco de estímulo para me certificar que ele quer mesmo casar. Infelizmente, o seu marido escapou. Foi esperto para casar e ficar quieto. Uma pena… 
— Por mim pode torturar o Nathan agora - disse Bob - que acha, bolha? Vai sobreviver? 
— Ah, pai… acho seu carinho tocante. Sempre pronto para me defender - sentiu o safanão no pescoço - é muito amor, não? - Stana ria e passou os braços na cintura dele, Nathan falou baixinho ao ouvido dela - sabe que acabei de perceber outra razão porque você se apaixonou por mim. 
— Mesmo? E qual seria? 
— Dizem que as filhas procuram para seus companheiros homens que as lembrem do pai, possuam alguma característica, algo em comum. Eu e seu pai temos isso. Eu também sou Capitão…
— Você é muito engraçadinho, mas eu te amo mesmo assim - sorveu os lábios do marido sem ressalvas no meio da sala não se importando se alguém se incomodava. 
Finalmente se despediram e seus convidados deixaram a casa. Stana foi amamentar a filha enquanto Nathan acomodava os sogros. 
Mais tarde na cama, Nathan espera a esposa deitar-se. Ela arrumava os travesseiros. Criando coragem, ele revelou o que vinha pensando desde a última conversa com o irmão. 
— Amor, eu quero lhe dizer uma coisa - ela se virou para fita-lo, permaneceu sentada na cama. 
— O que foi, Nate? Algum problema? Você não está encucado com o jeito que meu pai falou daquele assunto, está? 
— Não, Stana. É sobre outra coisa. Desde aquele dia que sai para almoçar com Jeff, ouvindo as coisas que me dizia, vendo a felicidade e o nervosismo dele. E-eu comecei a pensar sobre nós e hoje quando ele pediu para ler o que escrevera como votos, eu tive certeza. 
— Jeff já escreveu seus votos? 
— Já, quase, mas não tire o foco da conversa. Eu percebi que quero mais. 
— Do que você está falando, babe? 
— Eu quero que renovemos nossos votos. Um pequena cerimonia com nossas famílias. Sem segredos. 
— Nathan…eu… 
— Por favor, Stana. Não precisa ser agora, podemos fazer isso após as gravações da sua série. Merecemos esse momento. Amo nosso casamento, porém seria a chance de dividir nossa alegria com as pessoas que amamos. 
— Eu adoraria - ela o beijou - você não teve essa ideia por causa do que meu pai falou que você casou e pronto? 
— Não, foi realmente de ver meu irmão falando o que ele espera de tudo. 
— Bem que eu disse que você devia pedir conselhos ao Jeff. 
— Eu não pedi conselhos, e nem adianta insistir nesse ponto - ela riu. 

— Como você é bobo! Fala da Gigi, mas também pega uma corda… - ela beijou-o outra vez - eu fico honrada em renovar nossos votos e dizer o quanto eu amo você outra vez.    

Continua...

4 comentários:

Vanessa Belarmino disse...

OMG Kah, desse jeito eu não chego ao México... Sem palavras...
Adoro esses momentos entre irmãs. Gigi contando pra Stana sobre o fim de semana foi impagável, Sem detalhes hahahaha
Não esperava que minha bichinha fosse me reservar essa surpresa "irresponsável"... "Aquele membro maravilhoso não merece borracha" Tô morta! hahaha
Stana melhor mom/sis do mundo! Adoro a relação delas... Eu amo esses surtos de Gigi pensando que vai perder seu homem... Ver o resultado juntas foi fofo! Ufa que bom que ela não está... Staninha arrasando com minha Gi, mas fazer o que? Verdade né hahaa
Quase chorei com a reação de Jeff... Ele está certo e ela sabe... E fico coisada com esses 'Kristina" haha Jeff rouba meu chão com suas palavras e Gigi me conquista a cada dia com a maneira sincera que ela expõe o que sente para ele. Ela está aprendendo ♥
Esse casamento está tão próximo que até eu tô nervosa...
Amo que Jeff cumpre suas promessas e Gigi tb... Restaurante Grego ♥
Amei demais que nesse capitulo Nate teve um tempinho com o irmão tb... To louca pra ver esses votos e essas surpresas (aliança e musica - sim, estou anotando)... Eu vou ler esse capitulo um milhão de vezes, se eu sobreviver a primeira vez... Eu to chorosa demais... OMG! Acho que ja sei o presente de SN, e se for o que estou pensando... Giff vai amar, principalmente Gigi hahaha
Despedida de solteiro... Minha bichinha ficou brava hein... UAU! hahaha
Eu amei o capitão! Que figura! hahaha Os sogrinhos lindos chegaram! ♥
Achei tão bonitinho os irmãos nervosos com a reação do sogro...
Foi tão legal o jantar pacifico em família...
Vc vai me matar com esse suspense todo...SOS!
Adorei o momento a sós entre Jeff e sogro... Ah, capitão, ele é o homem certo sim! ♥
OMG, renovação de votos SN com a família. Melhor ideia de todas. AMO!♥♥♥
O capitulo era longo? Nem percebi hahaah
Kah, I♥Y!

cleotavares disse...

Não sei quem terá um troço antes de casamento, se é a Gigi ou somos nós. Estou ansiosa para essas surpresas. Coitado do Nathan nesse capítulo, quase apanha da Gigi e levou um susto com o sogro, hahaha! D. Rada mais light, gostei. E a renovação dos votos? Amei a ideia.
E o presente de Stana/Nathan, será que é o que estou pensando? Hummm!

Madalena Cavalcante. disse...

Eu morro com a Gigi,sério!!! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK Ela me fez rir até no momento tenso do cap! Stana é a melhor irmã do universo inteirinho! Amei a conversa delas duas, muito msm! Mas amei mais ainda o papai Katic, MARAVILHOSO TIRANDO COM A CARA DOS BOYS FILLIONS! KKKKKKKKKKKKKKK
E o que falar desse final?????????? Vc vai me matar, Kah! Tenho certeza que vou morrer de chorar quando ler isso! ❤❤❤❤❤❤

P.s. como alguém tão bacana como o Capitão pôde se casar com alguém tão chata como a Rada????!!!!! (Ainda to revirando meus olhos pra ela --')

Priscila Barros disse...

Ai que capítulo amorzinho ❤❤❤❤ tô tão ansiosa para o casamento da minha Gi ❤❤❤ sinto que vai ser tudo tão emocionante e divertido do jeito que eles são, aí como eu amo Giff ❤❤❤
E o susto da Gigi passando mal?! Eu fiquei tensa achando que era baby, ainda teve a parte dela mentir pro Jeff que não foi legal. Ainda bem que tudo se resolveu da melhor forma possível.
Amei amei amei o pai das meninas chegando, principalmente o susto que ele deu no Nate hauahauahauhauahauahauahaauhauaahauhaauhaauhaauhaau, tadinho do meu bundudo ficou todo assustado, agora melhor ainda foi o Jeff com medo do capitão hauahauahauhauaha. Lindo demais ver essa família toda reunida pra celebrar o amor dos nossos lindinhos ❤❤❤❤❤
Ri horrores com o ataque de ciúmes da Gigi quando o Nate e a Staninha falaram de despedida de solteiro hauahauah.
Acho que suspeito qual seja o presente que Staninha e Nate deram aos noivinhos hauhahaha, seria a cama?! Hauahauahuhauahaua, vou apostar minhas fichas nesse presente kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
E esse final? Stanathan renovando votos?! Meu coração deu um pulo de alegria ❤❤❤❤ esses dois lindos são um amorzinho mesmo. ❤❤❤❤❤
Obrigada pelo capítulo lindo, Kah ❤❤❤❤❤