domingo, 7 de maio de 2017

[Castle Fic] Baby Boom - Cap.35


Nota da Autora: E mais uma jornada chegou ao fim. De um plot nascido nas madrugadas via whats, uma historia se desenvolveu. Tinha receio de não conseguir terminar do jeito que agradasse a todas. Minha inspiração para essa fic foi meu baby boy, meu sobrinho lindo que durante os 10 primeiros meses de sua vida, eu fui a "mamama" substituta. Não poderia deixar de agradecer todo o carinho das leitoras demonstrados nos comentários ao longo da historia. Amei cada um deles. Preciso dizer que há referencias e uma parte talvez seja compreendida por algumas. Gostaria de citar vários nomes e não quero que ninguém se ache diferente por isso, irei cita-las porque em algum momento que escrevia tiveram papel importante. Van, em vários momentos (inclusive quando fiquei meio chateada com uma insinuação) mas ao ler esse capitulo, você vai entender.  Adriana do Nyah, suas palavras me incentivaram! Tantas leitoras lindas! Lee, Ana, Pri, Mah, Cleo, Gabys, Rita, Rebecca, Mada, Miky, Gessica... não vou lembrar de todas! Obrigada por acompanharem a viagem.   
A musica é de Nat King Cole e por favor, assistam "An Affair to Remember" e "Sleepless in Seattle" aka Sintonia de Amor e releiam BB! 

Enjoy!!!


Cap.35


Três anos depois… 

Kate estava se olhando no grande espelho do closet. Checava os sinais do seu rosto enquanto tirava a maquiagem. Embora fosse uma sexta-feira, ela estava em casa antes das quatro da tarde. Ser capitã tinha suas vantagens. Ela ainda tinha duas missões para completar e nenhuma delas estava relacionada à prisão ou assuntos de policia. Faziam parte de seu cotidiano doméstico. Não usava o colar com o solitário da sua mãe desde que colocara Bracken na cadeia após uma operação perigosa que quase custou a vida dela e a de Castle. 

Castle. 

Seu olhar desviou-se para a mão esquerda onde a aliança em ouro branco com um pequeno diamante fazia companhia ao anel de compromisso que ganhara naquele dia dos namorados. Sorriu. Estava casada. Ela se recordava completamente daquele dia ensolarado em agosto. Cada detalhe. Cada gesto. Cada palavra. 

Ele a olhava com admiração e amor. Esperando para ouvir suas palavras, Kate sorria nervosa. 

— Kate, eu talvez soe repetitivo hoje. Veja bem, mesmo para mim como escritor tornou-se extremamente difícil falar de você. Da mulher maravilhosa, marcante e destemida que você é. Acima de tudo, você é a mulher que eu amo. Uma vez eu disse que você era extraordinária. A verdade é que não sei como defini-la. Katherine Beckett, você me deu uma das maiores provas de amor que uma pessoa pode receber quando aceitou lutar pela vida de um inocente, quando se propôs a ser mãe do meu filho, a amá-lo como seu, a defende-lo. Eu já estava apaixonado por você na época, porém nada, absolutamente nada me preparara para aqueles 21 dias de convivência. Vê-la cuidar de Dylan com tanto carinho, dedicação, me fez ama-la um pouco mais e o resto da história que se seguiu tornou minha admiração pela mulher que você é maior que minha própria vida. Eu te amo com todo o meu coração e passarei o resto da minha vida ao seu lado, dividindo aventuras, amando-a e agradecendo-a por cada sorriso, por ser a maior inspiração que um homem e um escritor pode ter. Minha eterna musa. 

Kate suspirava fundo não conseguindo conter as lágrimas que rolavam por sua face. Ela precisava se recompor para dizer seus próprios votos. Castle sorria. Por que você faz isso? Por que tira meu chão com suas palavras? Ela pensou. Respirou profundamente. Os olhos azuis intensos sobre ela. 

Seus olhos azuis. Tal qual os de seu baby boy. 

— Eu nunca escondi qual foi a minha primeira impressão de você. Completamente irritante. Confesso que isso foi depois que abriu sua boca. Antes eu tinha me perdido nos olhos azuis. Até hoje me perco. Você usou de sua relação com o prefeito para forçar uma aproximação. Pesquisa foi a desculpa dada para me seguir. E o tempo passou revelando que a pessoa irritante podia também ser carinhosa, inteligente, prestativa durante investigações. Aos poucos fui entendendo que você gostava de mim e eu começava a ceder a ideia. A verdade é que você me desafiava todos os dias, não na minha profissão. Você apertava os botões certos para me intrigar pessoalmente e eu aprendi a confiar em você como nunca confiei em alguém. Castle, você me mostrou que eu podia buscar mais para mim. Ser feliz. Eu passei muito tempo duvidando disso, me fechando para uma troca de sentimentos. Confusa sim, mas quando eu aceitei fazer o papel de mãe naquela adoção, eu descobri outra Kate. E foi essa nova pessoa que, de fato, se apaixonou completamente por você, por Dylan e acreditou que podia ser feliz. Você me deu o melhor dos dois mundos. Eu te amo, Rick Castle e a partir de agora eu quero ser o seu mundo. Always. 

Ela suspirou profundamente. O juiz pediu pelas alianças. Maddie, com todo o cuidado, guiou o pequeno Dylan que usando um terno e gravata borboleta azul veio ao encontro dos pais segurando uma caixinha. Castle pegou o objeto das mãos do filho beijando-lhe a testa. Recitou as palavras ao colocar a aliança no dedo de Kate junto ao anel que dera a ela meses atrás. Beckett fez o mesmo com a aliança de seu noivo. Em poucos minutos estavam casados. Quando foi dito que podia beijar a noiva, Castle sorveu os seus lábios profundamente sendo interrompido pelos gritos de Dylan puxando sua calça. 

— Mamama…Dyan…kiss kiss… - Kate gargalhou e se abaixou para beijar o pequeno nos lábios. 

Beckett ria diante das lembranças em frente ao espelho. Era impossível não cantarolar baixinho a letra da canção que dançaram sua primeira dança como recém-casados. 

Our love affair is a wondrous thing
That we'll rejoice in remembering
Our love was born with our first embrace
And a page was torn out of time and space

Hora de voltar para as obrigações do presente, pensou. Ela se dirigiu para a cozinha do loft. Com duas panelas no fogo e a assadeira no forno, ela se dedicou a lavar as louças que sujara. Ainda cantarolava. 

Our love affair, may it always be
A flame to burn through eternity
So take my hand with a fervent prayer
That we may live and we may share
A love affair to remember. 

Estava tão distraída em seus pensamentos que não ouviu a porta do loft sendo aberta. De repente, ela sente apenas um rápido empurrão em suas pernas. 

— Mommy! Adivinha, adivinha?! 

— Dylan! Cuidado! Assim você vai acabar machucando sua mãe e seus irmãos… - disse Castle. Beckett se virou para fitar o filho. A barriga de sete meses estava enorme. Não era fácil carregar uma gravidez de gêmeos. Sorrindo, ela reparou no menino a sua frente. 

Seu baby boy estava tão crescido. O garoto sorria, os cabelos tinham a mesma tonalidade dos dela e o seu semblante lembrava-a demais, tanto que ninguém desconfiava que ele era adotado na escola. Os grandes e brilhantes olhos azuis a fitavam ansiosos. 

— O que aconteceu, meu amor? 

— Adivinha quem tirou a nota máxima na prova de matemática? E ganhou uma estrelinha dourada ao lado do A+ que recebeu pela leitura? Eu mesmo! - o garoto apontava para si - Dylan Kingston Castle! - Kate gargalhou. 

— Parabéns, Dylan! A mamãe está orgulhosa - ela se abaixou com cuidado para beijar-lhe a bochecha - você realmente não nega que é filho do seu pai - ela trocou um rápido olhar com Castle que sorria - que tal você ir para o seu quarto, tomar um banho e vestir o pijama? O jantar fica pronto em meia hora. Alexis já ligou avisando que vem para casa, deve estar chegando a qualquer momento. 

— Tá bom, mommy… - ele subiu as escadas em velocidade impressionante. Castle se aproximou dela. Abraçou-a acariciando a barriga dela. Beijou-lhe os lábios apaixonado, não importava quantos anos se passassem, o toque dos lábios dele era o mesmo desde a primeira vez, desde aquele caso sob disfarce. Ainda causava as mesmas sensações em seu corpo. Apenas melhorara com o passar dos anos. 

— Como vão os meus três amores? 

— Anna está agitada. Alex queria jogar futebol quando eu estava trabalhando hoje no distrito de tanto que me chutou. Devem ter estranhado a comoção da sala de interrogatório. Fazia tempo que não arrancava a confissão de um assassino. Tinha que ajudar os rapazes. Eu descobri que tenho saudades. 

— Quem pode culpa-la? Você é a tigresa das salas de interrogatório. Ninguém arranca a confissão de alguém de forma tão sexy. Aquele cara não tinha ideia do que aquela grávida indefesa podia fazer com ele. Eu adorei observa-la fazendo isso novamente. Foi impossível não ficar excitado - ele beijava e roçava os dentes no pescoço dela - minha tigresa - ela riu.  

— Guarde esses seus pensamentos impuros para mais tarde, escritor - ela sentiu os bebês chutando - Acho que ambos sabem que logo virão ao mundo. Não sei se chegam aos nove meses. Eu estou enorme e minhas pernas doem. As coisas que eu faço por você, Castle. 

— Hey! Olha como fala! - ele beijou o pescoço dela sentindo as mãos da esposa se entrelaçarem as dele - Foi você que inventou de ter um bebê. Que culpa eu tenho se meus nadadores são eficientes a ponto de fazer dois de uma vez? 

— Você é muito convencido. Vai checar seu filho. Se bem conheço a peça, o banheiro deve estar alagado. 

— Você não esqueceu do nosso compromisso de hoje à noite, certo? 

— Nem poderia. Por que você acha que a Alexis está vindo para cá? O que não acho justo, afinal ela é sua filha e merecia estar nesse lançamento também. 

— Kate, se Alexis não se importa em cuidar do irmão está tudo bem. Acredite, ela já participou de muitas festas de lançamento dos meus livros. 

— Ela disse que teve uma semana difícil e que preferia rir com o Dylan do que se arrumar toda. Eu a entendo. Várias vezes me sinto assim também - ela o olhou sorrindo - não hoje. Quero estar nesse lançamento. É um livro muito importante para Nikki. Ela finalmente vai casar com Rook. Você não se importa que eu pareça uma bola daqueles guindastes de construção no meio do salão, certo? 

— Não fale assim, você é a gravida mais linda, a mulher mais linda que estará naquela festa e sabe por que? 

— Não, por que? Sou a única? 

— Porque você é a razão de Nikki existir. Minha eterna musa. 

— Está bem, escritor. Salve seus galanteios para mais tarde. Vá ver seu filho, tenho um jantar para terminar - Castle subiu as escadas. Minutos depois Alexis chegara ao loft. 

— Hum, que cheiro bom. Você está cozinhando? 

— O jantar do seu irmão. 

— Eu achei que cabia a mim no papel de babá preparar um mac and cheese para nós. 

— Não, eu sei que está cansada e Dylan já vai comer besteira no fim de semana. Precisava de uma comida saudável. Se fosse você, tentava ler com ele e coloca-lo para dormir o quanto antes ou vai te arrastar para o chão e querer brincar de policia e ladrão. Culpe o seu pai por essa novidade - Alexis riu. 

— Kate, não foi o papai. Dylan estava outro dia todo empolgado falando que contou ao Brad que a mãe dele era policial e prendia bandidos. Disse que você tinha algemas e um “distimpivo”, acho que foi essa a palavra que ele usou. Tudo bem que ele acabou chamando meu pai para brincar então a coisa tomou proporções gigantes, você sabe. 

— Oh! Eu não sabia que fora ele quem começou isso. 

— Esse menino é muito esperto. 

— Se é. Aprendendo a ler com cinco anos. Ele está bem avançado nisso. A professora falou para Castle outro dia - Kate checou o forno. 

— Voce não deveria estar se arrumando? Que horas é o evento? 

— Sete e trinta, porém temos que estar lá às sete. 

— São quase seis, vá logo se arrumar. 

— Mais cinco minutos e está pronto. Quando o timer disparar você desliga? 

— Claro! 

Mais tarde, Dylan aparece na cozinha com um pijama do homem-aranha. Castle o deixou sob os cuidados de Alexis e foi se vestir. Mais tarde, ele estava sentado à mesa esperando sua mãe, agora complemente pronta, terminar de fazer seu prato. O pai aparece vestindo um terno cinza e uma camisa rosa quase salmão. A gravata ainda por dar nó. 

— Todo mundo está bonito para a festa… eu quero ir. 

— Estou bonito, garotão? Obrigado. E quanto a mamãe? - Dylan olhava para Kate quase hipnotizado. Ela estava com um vestido vermelho, sem grandes exageros já que a gravidez a impedia de se arrumar como Castle gostaria “a la Nikki”. 

— Mommy é sempre linda… 

— Ah, meu baby boy… você aprendeu direitinho com o daddy - Dylan revirou os olhos. 

— Eu não sou bebê… eu já cresci. Por que eu tenho que ficar em casa? Quero ir para a festa. 

— Meu amor, a festa não é para crianças. Você cresceu, mas ainda é uma criança. 

— Alex e Anna vão! - Beckett riu. 

— Não é como se eu pudesse deixa-los. Eles ainda não podem sair da barriga da mamãe. Temos dois meses ainda. Eles vão estar dormindo, nem saberão o que acontece. E você vai comer tudinho e brincar com Alexis - de repente, Dylan sai com uma tirada. 

— Brad disse que os bebês saem pela vagina, o mesmo buraco que o daddy coloca a semente - a tirada foi tão natural e involuntária que acabou pegando todos de surpresa. Beckett largou a colher com os vegetais no prato arregalando os olhos para Castle que estava vermelho, se segurando para não rir da naturalidade com que Dylan falara sobre o assunto e deixara sua mãe surpresa. Beckett fez sinal para o marido erguendo as sobrancelhas meio desesperada. 

— E como Brad sabe disso? - perguntou Castle. 

— O pai dele é médico de bebês. 

— Ah, certo… - vendo que Castle não ia continuar a conversa, ela terminou de montar o prato do filho e se aproximou dele não sem antes dar um beliscão com vontade em Castle - ai! 

— Dylan, promete para a mamãe que não vai repetir isso na frente das pessoas? 

— Por que? 

— Porque nem todo mundo gosta de ouvir essas palavras, é conversa de adultos e falta de educação contar como nascem os bebês desse jeito. Promete? - mesmo não entendendo os motivos do pedido da mãe, Dylan deu de ombros e falou. 

— Prometo. 

— Tudo bem. Aqui está seu prato. Coma tudo. Alexis se quiser fique à vontade. Não é o melhor dos jantares. Fiz brócolis, couve-flor e cenoura cozidos para misturar no arroz de Dylan e aquele forno de frango. 

— Nossa! Faz tempo que eu não como o famoso frango da Kate. Bastante orégano? 

— Bastante oregano - Kate riu. 

— Vamos andando, amor? Se chegar atrasado Gina vai passar o resto da noite me enchendo a paciência - ela beijou o filho, desejou boa noite para Alexis. 

— Se ele comer tudo, você pode dar um pedaço do bolo de chocolate que está próximo ao prato de frutas. É incrível como esse menino é igual ao pai com chocolate! - deu a mão para Castle e seguiu para a porta - comporte-se, baby boy… - ela podia ver o pequeno revirar os olhos ao ser chamado de bebê. 

— Ele aprendeu direitinho com você a revirar os olhinhos, não? - Castle comentou beijando o rosto da esposa. 


Biblioteca de Nova York - 7pm


Castle e Beckett desceram da limusine em meio a vários flashes. Apesar de conviver há anos com o escritor, ela ainda não se acostumara a essa parte do papel de esposa de alguém famoso. Com todo o cuidado, ele a amparava para sair do carro. Ela podia ouvir os gritos dos repórteres e fãs ansiosos por uma foto. 

— É a Capitã Beckett! Ela está enorme! 

— É uma grávida linda! 

— Nikki aqui, por favor! Uma foto! - de braços dados com Castle, eles caminharam subindo as escadas e entrando na biblioteca. Ele insistira com Gina em fazer o lançamento de Driving Heat ali por ter um significado muito especial não somente para a sua carreira de escritor como também para o seu relacionamento com Beckett. Tinha que concordar que a ex-mulher e editora caprichara em cada detalhe. Havia banners com a capa do livro espalhados pelo salão reservado para o evento. A imagem da silhueta esguia de Beckett a vista de todos em nada se comparava ao seu estado agora. Também tinham grandes banners com a foto de Castle. Gina se aproximou deles.  

— Kate! Voce está enorme! Uma grávida linda! 

— Tente carregar gêmeos e você vai se sentir como tivesse engolido uma melancia gigante. 

— Não se preocupe com a mídia, manterei-os longe de você. Preciso roubar seu marido uns instantes para repassar o cronograma da noite. Tudo bem? Quer uma poltrona para sentar? 

— Eu estou bem, Gina. Obrigada - ela já avistara Maddie que acenava insistentemente para a amiga - faça o que tiver que fazer. 

— Ótimo! Se quiser beber alguma coisa, tem uma mesa ali no canto esquerdo com café, chá, suco e agua. Tem bebida alcoólica, mas você não pode aprecia-las. Só mais uma coisa. Iremos fazer um pequeno quiz sobre os livros de Castle e o prêmio é a coleção de Nikki completa autografada pelo escritor e sua musa. Você tem alguma objeção em assina-los? 

— Claro que não, Gina. Eu sei quão difícil é conseguir um autógrafo de Rick Castle - ela olhou sorrindo para o marido. Assim que eles se afastaram ela foi ao encontro da amiga. Depois de se cumprimentarem, Maddie a puxou para uma das cadeiras no canto do salão. 

— Mais um pouco e você vai explodir! Como estão meus fofinhos? 

— Estão ótimos e agitados. Cada dia se torna mais difícil carrega-los. Falta pouco. Mal posso esperar para vê-los, carrega-los nos meus braços. 

— Ah, Becks… quem diria! Mãe por uma mentira e agora ansiando para ter seus bebês nos braços. Que evolução para uma mulher que vivia dizendo que a vida era complicada, não? Tudo bem que ainda não a perdoei por não ter dado meu nome a sua filha… 

— Maddie… por favor, deixe de bobagem. Quando eu soube que teria um casal, não podia chama-la de outra forma. Anna foi a razão de tudo isso acontecer desde o nosso primeiro encontro, o que aconteceu naquele beco perto do dinner e ao pedido louco de Castle para adotarmos um bebê. Ela foi a forma que a vida me mostrou o que eu estava perdendo. É claro que você foi muito importante no processo, não é à toa que é minha madrinha de casamento e dinda do Dylan. 

— Eu sei, estou implicando com você. Posso te perguntar uma coisa? O que mais você está esperando depois que tiver seus bebês? De certa forma, você já viveu a maternidade uma vez. Becks não é uma “mamama” de primeira viagem - Beckett riu. 

— Engraçado você usar o “mamama”, eu fui chamar Dylan de baby boy hoje e ele retrucou dizendo que não era mais um bebê. 

— Não importa quantos anos ele tenha, Kate. Dylan será sempre seu baby boy e você a “mamama” dele. E um dia você irá contar toda a historia da vida dele. Exatamente como aconteceu. Desde Anna. 

— Sim, eu contarei quando os dois nascerem. Amamentar. É a coisa pela qual mais anseio porque foi a única coisa que não experimentei com Dylan. Quer dizer… - ela mordiscou os lábios - eu nunca contei isso, nem para Castle. Teve uma vez que eu dei banho nele e… bem, Dylan agarrou meu seio, abocanhou mesmo querendo mamar. Foi algo tão estranho e ao mesmo tempo tão incrível! Eu fiquei apavorada… é normal, as vezes os bebês sentem falta da conexão com a mãe e buscam isso através do ato de amamentar. 

— Wow! Você é mãezona mesmo - elas viram Castle subir no pequeno palco - olha, vai começar. Hora do discurso e da leitura mais dramática da face da terra - elas riram - do que será que ele vai se gabar hoje, Becks? 

— Eu não sei, Castle é sempre uma caixinha de surpresas - Beckett se ajeitou na cadeira para prestar atenção ao marido. No instante que olhou para o púlpito, seus olhos encontraram os dele. O sorriso se abriu. Seus olhos azuis, aqueles que diziam “eu te amo” com um brilho sem igual. Suspirou e as primeiras palavras pronunciadas por Castle iria explicar porque ele sempre roubava seu chão. 

— Obrigado por virem novamente. Alguns de vocês, especialmente os meus fãs mais hardcores devem estar se perguntando porque eu escolhi fazer o lançamento de Driving Heat na biblioteca pública ao invés de uma livraria que tornaria a vida de todos vocês bem mais simples na hora de comprar meu livro. Eu explico. Driving Heat é um livro especial. Nikki Heat é capitã de seu próprio distrito assim como minha esposa. É também um marco na historia da personagem que vocês aprenderam a admirar. Por isso a biblioteca. Esse lugar é muito importante para mim por dois motivos. O primeiro é meu refugio. O lugar em Nova York que eu passei tardes e noites pesquisando, procrastinando, bolando as historias de Storm e algumas cenas de Heat. O segundo e mais importante, é que foi exatamente nesse lugar que a então detetive Kate Beckett me algemou pela primeira vez. Acho que mesmo sem saber, no instante em que ela colocou aquelas algemas nos meus pulsos Beckett me prendera de vez a ela - ele sorriu acariciando os pulsos - acreditem, eu mereci. Roubei provas do caso que ela investigava - a audiência riu - sei que esse livro também se tornou um dos preferidos da minha fã #1. Isso é tudo que posso dizer, nada de spoilers. Se quiserem saber o que acontece terão que ler. 

Ele pegou um exemplar de seu livro. Abriu na pagina da declaração. 

— Muito aconteceu desde aquele dia das algemas. Momentos divertidos, irritantes, ameaças de morte, riscos, tiros e o mais importante. Nós. “Because of You. Because of Us”, essa declaração expressa bem o que conquistamos até aqui. O que Nikki conquistou - Beckett suspirou fundo tentando controlar as emoções, os olhos amendoados estavam cheios de lágrimas, começavam a atingir a tonalidade verde que Castle amava. Ele murmurou “always” para ela - sem mais demoras, vamos a leitura do primeiro capitulo. 

— The next thing Nikki Heat expected when she received her promotion to captain of the NYPD was how much the proud expression on Rook’s face in the audience would make her want him… - naquele exato instante, o mesmo pensamento passava pela mente de Kate Beckett ao ver seu marido recitando as palavras que escrevera. 

Mais tarde, tudo o que ela pensava era sair dali o mais rápido possível para ficar com Castle. Contudo, ambos tinham responsabilidade e após definirem o ganhador do quiz, ela e o marido sentaram-se para autografar os livros. Ao final da noite, Maddie se aproxima do escritor. 

— Será que pode autografar meu seio? - ela olha safada para Castle. 

— Maddie! 

— Adoro implicar com a Becks. Sério, pode autografar meu livro? Você me deixou com vontade de ler essa historia, Castle. Já começa o livro com um capitulo desses! Já vi que vou ter que ler com uma garrafa com água com bastante pedras de gelo do lado. 

— Não é para tanto, Maddie. E esse não é o motivo porque Beckett gostou tanto dessa historia - ele assinou - pronto, depois me diga o que achou. 

— Castle, que tal fugirmos daqui? Você já fez tudo o que prometeu a Gina - ela sussurrou no ouvido dele - e não vejo a hora de ficar sozinha com você. 

— Vamos! - ele a puxou pela mão mal se despedindo de Maddie. A amiga já acostumada as loucuras do casal apenas riu. 

Ao chegarem no loft, encontraram a sala vazia. Kate decidiu subir para checar o filho. Desde que descobriram sobre a gravidez, ela e Castle resolveram transformar o antigo quarto de Dylan no dos gêmeos para facilitar a rotina de Beckett após o nascimento dos bebês. Convenceram o menino de que ele já era grande o bastante para ter um novo quarto no andar de cima ao lado de Alexis. Claro que o filho vibrou com a noticia o que tornou a vida dos pais bem fácil. 

Ele dormia tranquilo agarrado ao boneco do Capitão América. O seu Babar estava na prateleira acima da cama. Dylan dizia que ainda o amava, porém estava muito grande para dormir com ele. Beckett fez carinho na cabeça do filho ajeitando os cabelinhos rebeldes a exemplo de como fazia com Castle. Como ela amava aquele menino. Era sua vida. Sabia que amaria seus próprios filhos tanto quanto ele, porém Dylan era a lembrança constante de como aceitara sua felicidade. 

Voltou ao quarto e encontrou Castle a esperando com um vidro de óleo para massagem na cabeceira. 

— Hora de um tratamento especial para minha fã #1. 

— Voce não pretende usar algemas hoje, certo? 

— O que? Você não gostou do que eu falei sobre as algemas? Que me prendeu a você? 

— Soou meio clichê, não? Até para você, escritor - implicou. 

— Olha quem fala… a mulher que chora feito boba vendo “An affair to Remember”. Nada podia ser mais piegas para uma capitã da NYPD temida e tida como badass - rindo, ela tornou a falar. 

— Não foi clichê, babe. Foi uma declaração e tanto. Por que você sempre tem que roubar meu chão com as palavras? Hoje mesmo estava me lembrando dos seus votos. Elas ainda tem o mesmo efeito sobre mim, assim como os seus beijos. Desde a primeira vez - ele se aproximou dela. Beijou-a levemente nos lábios, então puxou-a pelo pescoço colidindo seus lábios com vontade aos dela. 

Ele a ajudou tirando seu vestido e deitando-a ao seu lado. Colocando um pouco de óleo nas mãos, ele começou massageando os pés da esposa parcialmente inchados. Entre as caricias às pernas e aos pés, eles trocavam beijos e carinhos. Castle espalhou óleo na barriga de Kate acariciando-lhe a pele e falando com os filhos. 

Então o beijo tornou-se mais urgente e Castle a provou fazendo Beckett ver estrelas. Em seguida, ele a penetrou com todo o cuidado e carinho que ela merecia. Fizeram amor de forma lenta e demorada naquela noite. Antes de adormecer em seus braços, ela sussurrou “eu amo você, Rick” e fechou os olhos não vendo o sorriso que o marido esboçava em seu rosto. 

Na manhã seguinte, após dar o café de Dylan, Beckett se ocupou em organizar as roupas e os objetos que precisariam levar para a maternidade quando fosse dar a luz. Apesar de ter ainda dois meses de gravidez, ela queria estar pronta. Algo lhe dizia que Anna e Alex não iam se demorar. 

Ela estava sentada na poltrona de amamentação. Era similar a de Dylan. O quarto tinha tons de amarelo e azul. A decoração lembrava um dia na praia. Havia dois bercinhos armados, cada um com sua plaquinha e os nomes dos bebês. Ela estava distraída escrevendo os nomes dos filhos em um daqueles livros de acompanhamento da vida dos bebês e não reparou que Dylan estava ao seu lado atento ao que ela fazia. 

— Mommy, por que Anna e Alex não tem Kingston no nome deles? Só Beckett e Castle? - Kate olhou para a cara curiosa do filho. Ela não planejara contar a história agora, mas diante da pergunta e do olhar que o menino a dirigira, ela não quis adiar. 

— Tem uma razão muito especial para você ter esse nome. Kingston. 

— É por que posso ser rei um dia? Dono do meu próprio reino? 

— Meu Deus, nem vou perguntar que tipo de historia seu pai anda lendo para você quando não estou por perto - deixando o livro de lado, ela bateu em sua coxa - Vem cá, sente-se no meu colo - o menino se acomodou da melhor maneira que pode. 

— É meio apertado.. - eles riram. 

— Tudo bem, quero que preste atenção no que a mamãe vai contar, ok? Você é meu filho amado e eu e seu pai lutamos muito para ter você conosco. Lembra no mês passado quando fomos visitar a vovó Johanna no cemitério? Eu levei você a outro lugar, não? Era o túmulo de uma moça chamada Anna Kingston. 

— Como a maninha? Anna? 

— Sim, como a sua irmã. Anna conheceu a mamãe há cinco anos atrás quando eu ainda era detetive - Kate sabia que teria que enfeitar a história para não contar as maldades feitas com a verdadeira mãe de Dylan para o filho, ele era uma criança para lidar com a escória do mundo, ela bem sabia o efeito que um crime de alguém especial podia ter sobre um adulto, nem queria imaginar o que poderia fazer a uma criança - ela tinha ido trabalhar e uns bandidos tentaram assaltar o lugar que ela trabalhava. Você estava com ela naquela noite. Anna foi uma heroína. Ela lutou como eu para protege-lo porque era sua mãe. Um dos bandidos a atingiu e ela não ia resistir. Anna sabia que ia morrer. Então ela me pediu para cuidar de você, do seu Dylan. 

— Ela morreu… mas você matou os bandidos, mommy? 

— Não, eu os prendi. Estão na prisão até hoje. Dylan, Anna era sua mãe, ela trouxe você ao mundo. 

— E-eu tenho duas mães? - o menino olhava confuso para Beckett. Ela acariciou o rosto do filho, os olhos cheios de lágrimas. 

— Sim, Anna é sua mãe verdadeira, você nasceu dela. E eu também. Sou sua mãe do coração porque o amo e decidi cria-lo junto com seu daddy. Kingston era o nome dela. É por isso que você é especial. 

— Por que eu tenho duas mães? 

— Isso também, mas porque voce é meu filho, a criança mais linda que me faz feliz e orgulhosa todos os dias. Mamãe ama demais você, meu baby boy

— Eu amo você, mommy. 

— Anna e Alex são especiais também, mas Kingston o faz único. Por isso é somente seu. Você pode não ter saído daqui de dentro - ela tocou a barriga - mas eu não me importo porque você é uma mistura minha e do seu daddy. Perfeito. Um verdadeiro Castle. 

— Eu gosto muito do meu nome, mommy. Dylan Kingston Castle - Kate mostrou a pulseira para o filho. 

— Vê isso aqui? Que letras são essas? 

— D.K.C. D de Dylan. 

— Sim, K de Kingston e C de Castle. Mas K também é o nome da mamãe. 

— Katherine. Katie como o vovô diz. 

— Sim, nossa familia. Viu como é especial? Seu pai me deu essa pulseira por sua causa - o menino balançou a cabeça sorrindo, Kate já chorava. 

— Por que está chorando, mommy? Está triste? 

— Não, baby boy, eu estou muito feliz. Estou chorando de alegria porque amo muito você, seu pai, Alex e Anna. Meu mundo - o menino abraçou a mãe. Castle que ouvira toda a conversa olhava abobalhado para a cena. Como ela conseguia? Se aproximou deles, tirou o filho do colo de Kate. 

— Hey, vamos dar uma folga para o colo da mamãe? Ela não aguenta tanto peso assim. Você está muito grande! Cinco anos, puxa! - Kate enxugava as lagrimas - gostou da sua historia, garotão? 

— Gostei. Daddy, você me ama como a mommy? 

— Sim, amo demais. Até a lua e de volta - ele trocou um olhar com Kate - da mesma forma que eu amo a mamãe. Você conseguiu, amor. Você me superou em contar historias. Obrigado por ser meu mundo - Beckett estendeu a mão entrelaçando os dedos nos dele. 

— Always… 

Castle colocou o menino sentado em seu pescoço. 

— Pronto para brincar de policia e ladrão, capitão? 

— Sim! E trate de me obedecer recruta Castle. Quem manda é o capitão Kingston! - Beckett abriu o sorriso ao ouvir o que o filho dizia. O marido corria com o filho pela sala do loft até onde estavam os brinquedos. Seus dois meninos. Seus amores. Em breve aquele loft estaria cheio outra vez. Acariciou a barriga. 

— Mamãe mal pode esperar para ter meu mundo completo com vocês - sentiu os bebês se movendo dentro de si - O melhor dos dois mundos, segundo dona Johanna Beckett. Ah, mãe… sei que teria amado tudo isso… como eu estou amando. 

Sorrindo, ela se levantou e foi se juntar aos seus garotos na sala. A curiosidade da capitã falara mais alto. 


Quatro meses depois… 


Era sábado. Por volta de nove da noite. Beckett estava no quarto dos gêmeos. Acabara de colocar Alex no berço. Era a vez de ficar com sua menininha. Como Beckett previra, ela não chegara ao fim da gravidez. Seus bebês já estavam com três meses. Pegando a pequena Anna no colo, ela sentou-se outra vez na poltrona preparando-se para amamenta-la. A filha a olhava com os grandes olhos azuis. Era interessante ver como a genética agira no caso dos gêmeos. Alex tinha os olhos amendoados como os seus, Anna puxara ao pai. 

Devidamente acomodada, Kate abriu a blusa do pijama novamente revelando os seios fartos. A menina avidamente encontrou o mamilo e o abocanhou sugando com vontade. O sorriso iluminou-se no rosto de Kate. Era a mesma sensação desde a primeira vez que os amamentara. Ela lera, ouvira e até pensara ter vivido parte disso com Dylan mesmo que de surpresa. Não, estava completamente enganada. A experiência, o momento de ter um bebê ligado a si através de um simples gesto como o de amamentar era algo indescritível. Apenas quem tinha a chance de vivê-lo era capaz de compreender a sua dimensão. Quando isso aconteceu com ela, pela primeira vez que alimentou seus bebês, ela chorou. Ali, Kate efetivamente se sentiu mãe. 

Ali, sentada na penumbra do quarto iluminado apenas pela luz fraca do abajur, ela sorria e acariciava a cabeça da filha. Era tão pequena, tão frágil. Seu mundo estava completo outra vez. Foi impossível não recordar-se da mãe. Johanna teria amado cada segundo dessa experiência, cada choro, cada caricia trocada. Ela podia imaginar os filhos no colo da mãe, podia ouvir sua voz cantando suavemente os versos de “When you wish upon a star” a exemplo de como fizera com ela durante anos. Beckett mordiscou os lábios. Ela cantava as mesmas canções que cantara para Dylan, as mesmas que sua mãe também cantara. Alex e Anna tinha cada um seu próprio Babar. Pequenos símbolos que tornavam Johanna presentes em suas vidas. 

Ela trocou Anna de lado, a menina continuava animada sugando o leite. A pequena mãozinha descansava no outro seio de Kate. A troca de calor provocada pelo contato causava arrepios a Beckett. Era uma sensação de amor. As duas butucas azuis não paravam de fitar a mãe. 

— Eu te amo tanto, minha Anna. Tanto… - a menina parecia estar esperando para ouvir a voz da mãe. No instante que isso ocorreu, ela fechou os olhos e os movimentos da boquinha começavam a diminuir. Estava adormecendo. Beckett estava tao entretida com a filha que não percebeu que o marido a observava. Tinha um brilho incomum nos olhos e um sorriso cativante nos lábios. Ciente de que a menina adormecera, ela a aconchegou em seu ombro esperando que o estômago da pequena reagisse e pudesse arrotar um pouco antes de coloca-la de volta ao berço. Ao terminar cobriu os filhos com a manta e ajeitou a camisa do pijama. Somente então notou a presença do marido. Sorriu de volta. Sem dizer uma palavra, ela entrelaçou a mão na dele e deixaram o quarto. 

— Dylan? 

— Adormeceu ouvindo minhas histórias. Somos somente nós dois. 

— Bom. Espere por mim no quarto, quero ver Dylan - ela subiu as escadas caminhando calmamente pelo corredor. Abriu a porta com cuidado. O pequeno abajur dos Avengers sobre a cômoda iluminava precariamente o quarto. Era proposital. O menino dormia tranquilo agarrado ao seu capitão América já tão surrado. Beckett se inclinou na cama para beijar-lhe o rosto. Seu baby boy. A mão tocou gentilmente os cabelos do garoto, em um gesto familiar arrumando os cabelinhos sobre os olhos. Tal qual o pai. Suspirou falando baixinho.

— Boa noite, baby boy. Eu te amo. 

— Boa noite, mommy… te amo… - ele respondeu sonolento virando-se na cama. 

Chegando ao quarto, viu que Castle estava terminando de colocar o pijama. Vendo-a se aproximar, ele a puxou pela cintura envolvendo-a em seus braços. Os lábios se encontraram. Ao se afastarem, ela sorria e o olhava com ternura. 

— O que foi? - ele perguntou. 

— Só estava pensando. 

— Sobre? 

— Nossa vida. Tudo o que conquistamos. O presente que Anna nos deu mesmo de maneira drástica. Nosso baby boy, nosso Alex, nossa Anna. Nossos mundos, Castle. 

— Demorou um pouco, mas consegui fazê-la entender que você sempre foi o meu mundo. Desde o primeiro ano, Kate. Era um universo profissional que eu sonhava em tornar pessoal. E aconteceu da maneira mais louca, não? Nada conosco é convencional. Afinal, quem diria que a durona detetive da NYPD, agora capitã do 12th distrito fosse uma eterna romântica capaz de chorar assistindo “An Affair to Remember” e fazer questão que sua primeira dança de casada fosse ao som da bela canção de Nat King Cole? 

— Não fui eu quem fez o pedido de casamento inspirado no filme… 

— Apenas achei apropriado. Sabe o que é o melhor nisso tudo? As lembranças que criamos, a história que construimos. Um caso de amor para recordar - ele pegou a mão dela na sua, levou até os lábios, com o outro braço na cintura de Beckett, Castle começou a dançar. Dois para lá, dois para cá. Ela ergueu a sobrancelha querendo entender o que ele pretendia. Puxando-a de encontro ao seu corpo, ela acabou encostando o rosto no ombro dele inalando o cheiro característico de Castle. 

— Babe? Há sempre uma história. Você me ensinou isso. 

— Shhh… aprecie o momento, Kate - ele começou a cantar ao seu ouvido. 

Our love affair, may it always be
A flame to burn through eternity
So take my hand with a fervent prayer
That we may live and we may share
A love affair to remember.   

I love you… - ela sussurrou antes de beija-lo outra vez.  




The End      

10 comentários:

Rebeca Nascimento disse...

Quando você comentou que estava chegando na reta final me bateu uma tristeza,afinal o fim de algo que gostamos muito sempre trás isso,mas como queria que todos escritores tivesse a preocupação e o cuidado em dar um fim a uma historia como você teve não só porque foi digno,emotivo e lindo mas porque você trouxe um pouco de tudo a nós.Um pouco do casamento na recordação da Kate,da revelação ao baby boy de que ele foi escolhido para ser amado,da plenitude da família Castle em estar completa.Obrigada Karen por compartilhar seu dom com todos seus leitores e continue fazendo o que nasceu para fazer,escrever historias lindas.Estarei acompanhando afinal amo tudo que escreve.... Me preparando psicologicamente para o fim de KADT kkk.

Priscila Barros disse...

Awwwwwwwwwwwwwn ❤❤❤❤❤❤
Lembra o coração que mandei em kadt? O gigante do whatsapp? Coloca uns 10 aqui pra esse capítulo ❤❤❤❤❤❤
Vamos lá, primeiro queria agradecer por essa fic de amor. E de crescimento também, não podemos esquecer da evolução da Kate ❤❤❤❤
Kah, você é incrível e suas histórias são muito perfeitas ❤❤❤❤❤
Sei que já peguei o bonde andando quando comecei a ler, mas o baby boy me arrebatou desde o primeiro momento que comecei ❤❤❤ todo esse amor e pureza que só uma criança é capaz de ter, que foi capaz de ajudar na transformação da Kate, ahhh que amor ❤❤❤
E foi lindo ver a evolução do amor é do relacionamento de Castle e Kate. O amor que a cada dia mais crescia e se tornava mais forte, tão lindo ❤❤
E ainda finalizar com gêmeos? É amor demais ❤❤❤
O que vai ficar agora é uma saudade boa dessa família linda e dessa fic maravilhosa ❤❤❤❤
Obrigada obrigada obrigada, mil vezes obrigada por essa história incrível, Kah ❤❤❤❤❤❤❤❤❤

TheMikyMel disse...

Ahhhhh!
Saudades que sentirei dessa fic.
Tudo que passaram para ficarem com o "baby boy". As loucuras todas para "burlar a lei" para salvarem o Dylan.
Quando acaba, ele realmente é a misturinha dos dois.
Tão linda a forma como eles construiram o relacionamento, como começaram a se amar.
Adorei o nome da menina ser Anna em homenagem à mãe do Dylan. Eles não diferenciaram o amor sentido pelos filhos.

cleotavares disse...

Com lágrimas nos olhos, eu digo: Que lindo Kah!. O final de uma linda história de muito amor, amor pela profissão, que levou Kate a buscar a justiça por Ana e consequentemente uma família para Dylan, e que família. O amor de Castle e Beckett que com uma ajudinha do Dylan, floresceu. E de quebra ainda "ganhamos" mais dois.
O que posso dizer dessa fic? "Mais que demais"
Parabéns Kah! Sempre arrasando e nos contagiando com suas belas palavras.

Fernanda Monica Souza E Silva disse...

Não tem como nós emociona, foi lindo do começo só fim
,você com sua imaginação nós proporcionou momentos inesquecíveis com essa fics, só tenho a agradecer pelas lindas histórias que nós contagiou a cada novo capítulo.
Foi lindo, é lindo e sempre será lindo uma linda história de amor, amizade, comparrerismo quê nós fez apaixonar a cada momento deles.
Família linda CASKETT ALWAYS 💖💖💖💖💖💖💖💖💖
DYLAN, KATE ,CASTLE, ALEX,ANNA 💝💝💝💝💝💝💝💝💝 TODOS LINDOS.
SEM ESQUECER DOS DEMAIS.
ALEXIS, MARTHA, JIM E TODOS OS OUTROS QUE APARECEU NESSA FINS FOI SIMPLESMENTE MARAVILHOSO LER SOBRE CADA UM DE VOCÊS.
agora e para você Kah Obrigada por compartilha esse talento com todos nós, você e uma pessoa excepcional merecedora de muitos 👏👏👏👏👏👏👏👏 aplausos.
Espero que você possam nós blinda com muitas e muitas fics com referência a CASKETT e também referente a Nathan e Stana e companhia pois eu amo todas ❤❤❤❤❤❤❤❤❤

Silma disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Silma disse...

E depois de 35 capítulos chegamos ao fim de mais uma jornada,aliás,uma das jornadas mais lindas e encantadoras que eu já tive a oportunidade de ter caminhado até o fim.
Quando eu penso que não vou me surpreender com as suas palavras lá vem você e diz que eu estou redondamente enganada.
A família que começou de uma inusitada e quase improvável hoje é a família mais linda e encantadora que Nova York poderia ter.
O seu cuidado de poder transmitir a realidade pra quem tá lendo é algo extremamente gratificante e simplesmente mágico.
Simplesmente não tem como se emocionar com um desfecho desses e se apaixonar ainda mais por tudo aquilo que você escreve! ❤
A Kate ultrapassou todos os seus limites e murros,e tornou-se a dona de casa mais incrível desse mundo sem falarmos da capitã extraordinária que o seu distrito teve a sorte de ganhar!
Temos agora a mamãe mais incrível e amável desse mundo e grávida de gêmeos,que como Castle gosta de enaltecer seu ego...que culpa ele tem se os seus nadadores são eficientes a ponto de fazer dois de uma vez? 🤔😂❤ Inclusive obrigada por seu ótimos e excelente nadadores 😜😍.
"Anna está agitada.Alex queria jogar futebol quando eu estava trabalhando hoje no distrito de tanto que me chutou.Devem ter estranhado a comoção da sala de interrogatório.Fazia tempo que não arrancava a confissão de um assassino.Tinha que ajudar os rapazes.Eu descobri que tenho saudades" um parágrafo simples mais que me deixou transbordando de alegria ❤ as coisas simples são as melhores!
"Quem pode culpa-la?Você é a tigresa das salas de interrogatório. Ninguém arranca a confissão de alguém de forma tão sexy.Aquele cara não tinha ideia do que aquela grávida indefesa podia fazer com ele.Eu adorei observa-la fazendo isso novamente.Foi impossível não ficar excitado - ele beijava e roçava os dentes no pescoço dela - minha tigresa - ela riu" umas das coisas que eu mais amo e vou sentir falta é as provocações que esses dois têm 😍aaaaaaaaaaaaaaa 😏
Our love affair,may it always be
A flame to burn through eternity
So take my hand with a fervent prayer
That we may live and we may share
A love affair to remember. 🎶
Como eu faço pra te abraçar por ter colocado essa música e ter causado em mim uma euforia gigantesca? ❤ E como te agradecer por TODAS as referências que fez em cada capítulo?!
O lançamento do livro Driving Heat não poderia ter sido em outro lugar como na biblioteca pública.O lugar que revela tanto sobre esses dois.
Hoje damos adeus à história mais encantadora e amoroso de um baby boy que teve os papais mais corajosos e amorosos que a vida poderia lhe dá.Infelizmente a desgraça deu graça pra tornar essa família linda.Eu sei que onde a Anna está ela tá feliz pelo seu Dylan Kingston Castle ser tão amado e feliz!

Obrigada Kah mais uma vez por escrever histórias que fazem da vida de quem lê algo imensamente agradável e envolvente.Até a próxima história espetacular. 😉💙

rita disse...

Triste ter acabado!! Mais foi uma fic misturada de entregas, lutas, ansiedades, alegrias, poucas tristezas e muito, muito amor. Parabéns Karen amei e segui todos os capítulos sempre ansiosa para ler. Abraços da amiga.Continue a escrever essas maravilhas para nos dar alegrias e também lutar pelos nossos sonhos.

Vanessa Belarmino disse...

Três meses depois, aqui estou eu para comentar esse capitulo, que dizer que foi maravilhoso seria pouco. Mas juro que encontrarei palavras para descrevê-lo. Terminei de ler ontem após protelar por meses. Ontem eu disse que foi mais difícil terminar BB que ONO. Estava refletindo sobre isso e em meio a tantas lembranças e emoções, acabei encontrando algumas respostas. Peço licença para me expressar antes de começar a falar sobre esse final de BB. Vc ja deve saber que isto vai ficar enorme... Não posso evitar, se for pra comentar por comentar, nem faço. Se não for para pôr meu coração, minhas emoções, aqui dentro, não tem sentido comentar. Acho que é o mínimo que posso fazer depois de vc nos transportar para viagens tão incríveis. Voltando ao meu ponto, vc disse que ONO era minha "fave", bem todas as suas fics se tornam minhas faves. ONO é especial porque foi a primeira fic que pude participar ativamente do inicio ao fim. Posso dizer que vi ela nascer. Então é uma especie de primeiro filho. ONO nos transportou para um universo AU, mantendo a essência dos personagens. Essa Beckett "broken and complicated" que vc mostra de forma tão excepcional, me fez sentir orgulhosa de ser sua leitora. A fidelidade a essência dos personagens é algo que sempre me encanta nas suas fics (seja AU ou não). Sem falar da evolução deles. Em ONO fomos do céu ao inferno, e voltamos ao céu (ROMA), de forma intensa, emocionante e maravilhosa. Então sim, sempre terei um carinho especial por ONO. Vamos falar de BB... (ficou tão grande que tive que dividir) haha

Vanessa Belarmino disse...

Em meio a tanta turbulência que enfrentamos com o final da série (toda frustração e etc...), BB veio como um refrigério para nossas almas. Vc lembra quando eu disse que BB era como um trilha para chegar até ao paraíso (a visão mais linda que ja vimos), e que eu estava aproveitando a paisagem da trilha? Agora entendo porquê relutei tanto em ler o ultimo capitulo, é porque após chegar nessa paisagem maravilhosa, vc nos levou para outros lugares maravilhoso (dentro desse mesmo universo), e agora eu preciso ir embora. Preciso dizer adeus. Detesto finais. Lembro aqui do discurso da Alexis...
Fazendo reflexão sobre essa viagem em BB, ela foi a calmaria que precisávamos, trazida por um Baby boy apaixonante. Apesar do drama inicial, a forma como Castle abraça essa causa e leva Beckett junto, é extremamente cativante. Temos uma Beckett não tão broken, mas complicada e cheia de medos. E vemos em 21 a transformação de KB em mãe, e aceitação do seu sentimento por Castle.E depois a aceitação do titulo de mãe de Dylan, ja que a função ela já exercia ha tempos. Claro que tivemos bombinhas, mas só serviram para fortalecer o amor deles.
Vamos falar desse capitulo...
Temos um salto no tempo e vemos que Beckett se tornou capitã (merecidamente) e que finalmente conseguiu sua justiça, ao prender Bracken com ajuda do seu parceiro na vida e no crime. Então temos a lembrança do casamento. Lembra que vc não estava muito afim de fazer votos e etc? Por mais que vc ja tenha feito isso varias vezes, vc sempre consegue fazer algo especial e novo. Sim, estou muito feliz de poder ter lido votos e o baby boy levando as alianças, e ainda o toque a mais com a musica do filme. Bem, eu imaginava que eles poderiam ter mais um filho, pensei em uma menina. Então vc nos surpreende e coloca ela grávida de gêmeos, um casal ainda, para leitora surtar com gosto hahaha
Ver Dylan grandinho, foi um desses presentes incríveis que tivemos, o eterno baby boy da mamama. E o amor caskett que so melhora com o tempo. E ainda teve o fato da Kate ter demonstrado interesse em ter outro filho. Como não se orgulhar dela? Ainda vimos Dylan mostrando seus conhecimentos sobre nascimento de bebês haahah. Adorei ver Kate tomando a frente, orientando o pequeno. E tivemos o frango especial da Kate.
A festa de Castle ser na biblioteca, esses detalhes que nos fazem nos apaixonarmos mais e mais. E como sempre o escritor roubando o chão da sua musa. Ainda temos a participação especial de Maddie que não só é madrinha de casamento, como de Dylan e ja ta mimando os dois na barriga de Kate. Maddie é um capitulo a parte, totalmente importante para tudo isso. Temos tb os nomes dos babies Anna e Alex, que homenagem linda a mãe biológica de Dylan e tinha que ser Alex. Chegamos a um dos momentos mais emocionantes do capitulo para mim, o momento que Dylan questiona o sobrenome para a mãe. E Kate mostra que é extraordinária ao contar a historia do seu baby boy, o filho que nasceu no coração dela e que tivemos o prazer de ver. Lembrei dela prometendo a Anna que ele saberia sua historia. Castle tem razão, ela superou ele na arte de contar histórias. Ver o amadurecimento de KB nessa jornada, é incrível, espetacular. Dylan entendeu, pode sentir o amor dos seus pais... Foi maravilho. Então os bebês nascem e Anna tem os olhos do pai e Alex os olhos da mãe... E agora Kate pode viver as experiencias que não viveu com Dylan de forma dupla. O mundo de Caskett cresceu e ficou mais cheio de amor. Se é que isso é possível. E a historia termina de forma tão natural, é como se não tivesse acabado. Eu me lembro AM dizendo que na mente dele Castle jamais termina. E esse final é mais ou menos isso... Eu me despeço dessa paisagem incrível, tendo a certeza de que posso voltar sempre que eu quiser...
Me despeço dessa viagem em lagrimas (de alegria,emoção) agradecendo a essa autora maravilhosa que nunca deixa caskett morrer. Obrigada pelo carinho, pelas menções, por aguentar meus surtos...
Love U! Always! ♥