quarta-feira, 10 de maio de 2017

[Castle Fic] A (Im)Perfect Love Story - Cap.15


Nota da Autora: Ok, isso é o que vocês precisam saber para esse capitulo e para a nova fase que se inicia. Beckett está gravida. Eu escolhi escrever sobre algumas fases da gravidez e de sua primeira experiência com mais detalhes. Também escolhi um jeito diferente para retratar isso. Todas conhecemos a durona e racional detetive e agora Capitã, mas preparem-se para ver algumas mudanças de humor bem interessantes daqui para frente. No mais... divirtam-se! 



Cap.15  

Na segunda-feira, a primeira ação da capitã foi checar como Ryan estava. O detetive tomava café na mini copa. Sorrindo, ela se aproximou. 
— Hey, Ryan. Tudo bem?  
— Sim, imagino que você queira saber sobre o exame de ontem. Acho que fui bem, quer dizer, eu estava nervoso à princípio, porém a medida que fui lendo às questões percebi que eram fáceis.  
— E quando é a prova prática de tiro?  
— Amanhã.  
— Ótimo. O resultado deve sair em duas semanas. Vou pedir para Gates me avisar assim que souber. Você contou para mais alguém além de Jenny?  
— Não, nem para o Javi.  
— Tudo bem. Não fique pensando muito nisso.  

Dias depois 

Beckett estava na sua sala revisando um relatório de um caso que Esposito acabara de fechar quando o celular tocou.  
— Hey, Johanna. Quanto tempo!  
— Ah, Kate nem tanto. Tenho trabalhado um pouco mais esse período porque está próximo das minhas férias. Tem um tempinho para falar?  
— Claro. Como vai o Paul?  
— Está ótimo. Cada vez melhor, está vendo se pode viajar comigo.  
— Hum… estão pensando em viajar juntos. E você nem queria tentar. 
— Olha quem fala! Você perdeu a aposta lembra? 
— De jeito nenhum. Eu deixei de tomar meu anticoncepcional no mesmo dia que você teve seu encontro com Paul. 
— Não era parar de tomar a pílula, era para conversar com Castle e decidirem ter um bebê. 
— Johanna, você não me ligou para falar de aposta - a médica gargalhou. 
— É verdade. Que tal eu e Paul retribuirmos aquele jantar? Sábado, no apartamento dele. Mando o endereço por mensagem. 
— Ótimo. Vou gostar de passar um tempo com vocês. 
— E como está a gravidez? Está enjoando? 
— Não, estou bem. Difícil é controlar Castle. Quer fazer compras a qualquer custo. Devíamos nos encontrar para um café, não? Como está seu horário? 
— Tenho folga na quinta e no sábado. Quer me encontrar na quinta para o café? Duas horas? 
— Acho que consigo despistar Castle. Mesmo local? Union Square? 
— Sim. Vejo você lá. 
À noite, durante o jantar ela menciona o convite de Johanna. Fica surpresa com a forma animada que Castle aceitara o convite, sem reclamar o que poderia conversar com Paul. Eles terminaram de comer e enquanto Beckett cuidava da louça, ele afirmou que ia tomar um banho. 
Ao acabar, ela voltou ao quarto. Sentada na cama, lia um livro o que a deixara alheia ao que acontecia ao seu redor. Castle deitou-se ao lado dela. Vendo que a esposa sequer notara sua presença, ele inclinou-se para beijar-lhe o pescoço. Kate podia sentir o frescor no ar, assim que ele começou a pequena brincadeira, algo a fez parar de sorrir. Ele não percebeu e continuou o que fazia beijando e cheirando a nuca. Ela se afastou correndo para o banheiro. 
Um súbito enjoo a tomou e a fez colocar parte do jantar para fora. Respirando fundo, ela lavou o rosto e voltou para o quarto. Castle a olhava preocupado. 
— Você está bem? O que aconteceu? 
— Não sei, me senti enjoada - ao se aproximar dele, a ânsia de vomito voltou. Rapidamente ela cobriu a boca - não chega perto, Castle. 
— O que foi que eu fiz? - mas ela já retornava ao banheiro para provocar. Recuperada, ela não sabia o que fazer - devemos ligar para médica? Você não estava tendo enjoos e de repente começa. O que mudou? 
— Enjoos fazem parte da gravidez, mas é estranho. Parece que… - ela não queria dizer as palavras, enquanto mantinha uma distância dele parecia estar bem - e-eu acho que… - Kate tornou a se aproximar de Castle. No mesmo instante, o estômago embrulhou. Arregalou os olhos - é você! A-acho que estou enjoando você. 
— Não! Isso não é possível. 
— Toda a vez que chega perto de mim é a mesma coisa… está relacionado a você, babe. Acho que não poderemos dormir juntos. 
— Ah, Kate. Isso é loucura - ele se aproximou dela, beijou-a quase à força como se quisesse provar que estava errada. Imediatamente ela o empurrou e esforçou-se a respirar profundamente para evitar de provocar mais uma vez - droga! Não acredito nisso. Ligue para alguém. Para Johanna. Ela deve saber o que está acontecendo. 
Beckett sentou-se na cama, esfregou o rosto. Resignada, pegou o celular. Castle, talvez mais por costume além da teimosia, sentou-se ao lado da esposa. Outra vez, ela virou o rosto tapando a boca e o nariz. 
— Castle, por favor… - ele foi obrigado a levantar-se e manter distância. Johanna atendeu a ligação - Joh, e-eu preciso da sua ajuda. 
— Aconteceu algo? 
— Acho que sim, eu não sei. Lembra quando eu disse que não estava enjoando? Essa noite eu estou, muito! 
— Você comeu algo diferente? Mudou algum produto como cha, leite, suco? 
— Johanna, o problema não é com comida. É com Castle. Toda vez que ele chega perto de mim, e-eu quero vomitar. Fico com ânsia e não sei o que fazer. Isso é normal? - ela olhava apreensiva para o marido. Beckett apertou o botão para colocar a ligação em vivavoz. 
— Tem certeza que é Castle? 
— Eu não mudei nada de alimentação e… acontece se ele está perto de mim. 
— Voce testou? Ficar longe e perto? 
— Sim - Castle andava de um lado a outro. Não conseguia lidar com isso, Beckett não podia estar enjoando dele. 
— Sinto muito, mas algumas mulheres enjoam dos maridos durante a gravidez. Não é incomum. Algumas ficam com tanta raiva que os expulsam de casa, Kate.  
— Isso é loucura - Johanna ouviu a voz de Castle - Kate não enjoou de mim. Somos casados. Ela me ama… Johanna, você está errada. 
— A menos que ela pare de correr ao banheiro toda vez que você se aproximar, não estou. Desculpe, Castle. Durante a gravidez muitas coisas podem acontecer ao organismo da mulher. Hormônios agem de maneira diferente. Cada pessoa é uma pessoa, cada gravidez tem suas particularidades. 
— Então você está dizendo que eu tenho que sair de casa? 
— Não seja tão radical. Se ela está enjoando, a primeira ação é se afastar. Durmam separados essa noite. Evitem ficar juntos na manhã. Dê um tempo para que Kate respire e tentem se aproximar amanhã à noite. Se continuar enjoando, o problema é com você. Se parar, provavelmente deve existir outra causa então precisa ser investigado. 
— Acho que não temos escolha… - Beckett falou com a voz triste - obrigada, Johanna. 
— Sinto muito, de verdade. Boa noite, Katie - ela desligou olhando chateada para o marido. Castle tinha os olhos tristes. 
— Não fique assim, babe. Eu amo você. Nós vamos dar um jeito nisso. Precisamos dormir separados essa noite. Eu beijaria você se não houvesse a possibilidade de… provocar em você - ele suspirou. 
— Tudo bem. Dormirei no quarto de Alexis. Isso ainda não acabou. Boa noite, Kate. 
— Boa noite, Cas… 
Ele ainda passou boa parte da noite pensando no que poderia estar acontecendo. Refez mentalmente todos os seus passos e não chegou a conclusão alguma. Em sua cabeça, Johanna estava errada. Não havia qualquer chance de Beckett o enjoar. E ele iria provar para as duas, amanhã. 
No dia seguinte, Beckett seguiu a risca as orientações de Johanna. Acordou mais cedo que ele, tomou seu café e seguiu para o distrito sozinha. No meio do caminho, ela recebeu uma mensagem de Castle avisando que ia ficar em casa. Ela conhecia seu marido o suficiente para saber que ele acabara de travar uma guerra contra o seu enjoo e a gravidez. Apenas não sabia como ele pretendia vencer a vontade de seu corpo, porém de nada adiantava contraria-lo nesse momento. 
O dia de Beckett foi bastante agitado. Ela entrou em contato com Gates e descobriu que o resultado da vaga de Lieutenant sairia no dia seguinte. Não se contendo foi procurar Ryan. 
— Ryan, acabei de conversar com Gates. O resultado sai amanhã - ela foi tão afoita contar a novidade que não reparou Esposito ao seu lado. 
— Resultado? De que? - Ryan resolveu que era hora de contar. 
— Do teste para Lieutenant. 
— Você se inscreveu? Fez a prova? - Ryan anuiu - ah… eu não sabia. 
— Era segredo. Somente a capitã sabia. 
— E Castle… por razões óbvias - ela completou. Esposito fez uma careta, mas permaneceu calado - eu aviso quando souber - Beckett seguiu para a mini copa. Ia pegar um suco que trouxera consigo essa manhã. Esposito acabou seguindo-a. 
— Beckett, você encorajou Ryan a fazer o teste? 
— Sim, algum problema? 
— Nenhum, até ele receber o resultado e ficar depressivo ao ver que não passou. 
— Por que não passaria? Você acha que ele não tem competência para ser tenente? Não é capaz de galgar uma nova patente? 
— Não é bem isso, eu só acho que ele não está pronto para ser tenente. Chefiar operações, ele não é de mandar, criar conflitos. Não tem perfil. 
— Certo, e você tem? Não responda, Espo. Você deveria ficar feliz e torcer pelo seu amigo e ao contrario do que pensa, Kevin é capaz e será um ótimo Lieutenant. Ele vê além do trabalho investigativo, vê contexto, reações, tem inteligência emocional. 
— Acho que você está sendo influenciada muito por Castle. 
— Está questionando meu julgamento? - ela colocou as mãos na cintura, claramente irritada - Minhas habilidades de reconhecer pessoas com certas características na minha equipe? Ser um bom policial não é apenas manejar uma arma com precisão ou saber correr e derrubar bandidos à força. Técnica, lógica e instinto. Olhar o quadro como um todo. E relações interpessoais, jogo de cintura são importantes. Principalmente se vai querer subir a escada - ele ficou calado. 
— Não mencione o que pensa a Ryan e espero que não questione meu julgamento outra vez ou terei que considerar como insubordinação - chateada, ela voltou para sua sala. 
Beckett não era a única remoendo crises. Castle estava lidando com a sua de um modo bem particular. 
Simplesmente arrancara toda a roupa de cama jogando-a no chão da sala. Ele passava um pano molhado no assoalho, limpava as cabeceiras. Martha ouviu o barulho vindo do quarto do casal e estranhou. Ambos deveriam estar na delegacia. Aproximou-se através do escritório e se deparou com uma cena inusitada. Seu filho de cócoras esfregando o chão. 
— Richard, o que você está fazendo? Não deveria estar trabalhando ao lado da sua mulher?
— Estou tentando provar que Beckett e Johanna estão erradas. Aparentemente não posso. Ela está enjoando de mim. Não posso chegar perto que ela corre para o banheiro e passa mal. Provocou três vezes ontem. Tive que dormir no quarto de Alexis. Não vou admitir isso hoje. Vou dormir no nosso quarto, na nossa cama. 
— Tem certeza que ela enjoou de você, filho? 
— Por que acha que estou em casa e não no 12th? Ela não pode ficar perto de mim, mãe. 
— De todos os problemas que Katherine podia enfrentar na gravidez, ela foi ter logo o mais complicado! - Martha viu o semblante desolado do filho - ou talvez não seja realmente você. 
— O que está querendo dizer, mãe? Eu a vi enjoar bem na minha frente. E Johanna confirmou ser possível. 
— Sim, Richard não estou dizendo que a médica está errada porque pode acontecer. Eu estou falando que o enjoo de Katherine pode não ser você diretamente. Quando eu estava grávida de você também passei por essa fase. Meu problema foi com a canela. Ninguém podia chegar perto de mim com qualquer coisa contendo canela. Seja a especiaria, um doce, uma vela, incenso pode escolher. Eu sentia o cheiro e corria para o banheiro. O mesmo pode estar acontecendo com ela. Grávidas são muito sensíveis com relação a cheiros. 
— Então ela não enjoou de mim, mas do meu cheiro. Isso faz menos sentido ainda! 
— Não o seu cheiro, algum produto. Ela não estava enjoando durante o jantar ou durante o trabalho, estava? 
— Não - agora o que a mãe dizia começava a ficar claro para ele. 
— O que você fez depois do jantar? 
— Eu fui tomar banho e quando sai do banheiro e fui para cama, aconteceu. Eu estava beijando-a no pescoço e…
— Sem detalhes, kiddo. Que tipo de produtos você usou ontem à noite? 
— Além do sabonete que é o mesmo que ela usa, perfume, desodorante e minha loção pós-barba. A senhora acha que um deles é o motivo do enjoo de Beckett? 
— Provavelmente. Precisamos testar. O que você pode fazer é tomar banho quando ela estiver próximo de chegar em casa hoje, não passe os produtos. Irá se aproximar e se ela não enjoar, tudo indica que o problema não é especificamente você. 
— Isso já ajuda muito. 
— Sim, mas não acaba ai. Então você precisará descobrir qual é a fonte do enjoo. Faça Katherine sentir cada um dos cheiros que usou ontem. Se ainda assim ela não enjoar, pode ser que o problema esteja na roupa ou nos lençóis. 
— Isso é melhor que a situação de ontem, eu sei que ela não enjoou de mim. 
— Se isso estiver acontecendo será uma pena, kiddo, infelizmente terá que respeitar se for o caso. 
— Não será - Martha riu, a teimosia de seu filho era admirável. 
Mais tarde, Castle liga para a esposa ansioso por saber que horas ela viria para casa. Notou que estava irritada. 
— O que houve, Beckett? 
— Nada. Eu acho que… ah, droga! Eu não sei. Os hormônios estão me deixando louca. Eu dei uma bronca em Espo por causa de Ryan, não consegui esquecer o fato de que não dormi com você e que estou enjoando e você é a causa disso, Castle… - ele ouviu o tremor na sua voz. Havia um misto de chateação e frustração. 
— Respire, amor. Você não pode se irritar. Não faz bem para o bebê. 
— E-eu nunca me senti assim. É tão estranho. 
— Tudo bem, concentre-se em terminar o que precisa e venha para casa. 
— De que adianta? Eu nem posso chegar perto de você… Deus! Eu estou uma bagunça, Castle.  
— Não fique assim, Beckett. Eu acredito que podemos nos livrar do enjoo. Quando acha que pode vir para casa? 
— Em uma hora. 
— Ótimo, vou espera-la e prometo que você vai se sentir bem melhor. 
— Espero que sim - ela desligou o celular cobrindo o rosto com as mãos. 
Para Beckett essa experiência era muito nova. Não tinha ideia do que acontecia consigo. Tudo parecia muito intenso. Era como se não tivesse controle sobre suas emoções. Para piorar, a simples ideia de que não conseguia ficar perto do seu marido, a deixava irritada e insegura. Como ela poderia aguentar nove meses assim? Ok, sete. Não! Ela se recusava a ficar sete meses sem dormir com seu próprio marido. Se a situação continuasse assim, ela precisaria de muita ajuda. 
Ao abrir a porta do loft, ela deixou escapar um suspiro. Se fosse em qualquer outro tempo, ela estaria muito satisfeita em voltar para casa depois de um dia difícil e tenso. Não hoje ao saber que não poderia nem beijar seu marido e ficar nos braços dele recebendo carinhos. Deus! Como ela precisava de carinhos hoje. Quando fiquei tão carente? pensou. 
Ele ouviu o barulho dos saltos dela. Sorrindo saiu do escritorio. 
— Oi, amor. Vem aqui, quero lhe dar um abraço. 
— Castle, se fizer isso vou correndo para o banheiro. Já sabe disso. 
— Acho que não. Talvez você não esteja enjoando a mim, Beckett. Estou disposto a provar isso para você. Confia em mim? - ela sorriu. 
— Castle, você sabe que sim - a vontade de abraça-lo era tanta que ela não resistiu mais. Jogou-se com o rosto no peito dele. Castle beijou a cabeça dela, acariciou seus cabelos envolvendo-a em seus braços. Ele beijou o pescoço dela várias vezes. Em seguida, ergueu o rosto dela na direção do seu sorvendo seus lábios com paixão. Ela se deixou levar, os braços envolviam o pescoço de Castle. O corpo inclinado colando-se ao dele. 
Toda a frustração daquele dia se esvaia pelo corpo de Beckett. Ela relaxava sentindo a língua dele dançar junto a dela. Gemeu entre os lábios. 
— Cas… eu não…
— Você não está enjoando. Eu sei - de repente, ela riu. Beckett gargalhou. 
— Como? 
— A minha mãe me ajudou. Você não está enjoando de mim. Acredito que você se sentiu mal com algum produto que usei ontem. Não comigo. Precisamos fazer o teste, mas antes disso, acho que você precisa sentar um pouco e relaxar. Como não pode beber, eu preparei um smoothie de frutas vermelhas para você. Vá para o sofá, eu já volto. 
Beckett se sentou soltando um longo suspiro. Nem acreditava que parte dos seus problemas haviam se resolvido. Castle estendeu o copo com o liquido cor de rosa. Ela provou enquanto Castle sentava ao seu lado. Beckett deixou a cabeça descansar no ombro dele. 
— Quer me contar como foi o seu dia? Por que brigou com Esposito?
— Ele sugeriu que Ryan não podia ser tenente. Disse que ele não estava preparado para mandar. Como ele pode falar isso do próprio amigo? É inveja por eu ter escolhido Ryan em detrimento a ele? Castle, fui questionada quanto ao meu julgamento. Claro que toda a adrenalina, a raiva, acabou intensificando tudo isso. Não estou errada. 
— Claro que não. Você tomou a decisão certa quando indicou Ryan para a vaga. Gates também sabe. A verdade é que Esposito tende a achar que um policial precisa ser durão e agir no grito. Ambos sabemos que não funciona assim, é necessário um equilíbrio em entender o ambiente, as pessoas, vai além do instinto e da força. Você tem isso, Ryan também. 
— Obrigada, babe. Foi mais ou menos o que disse para ele. 
— Está com fome? Eu fiz lasanha. 
— Estou. 
— Vamos jantar e depois fazemos um teste para saber o que você anda enjoando - de mãos dadas, eles seguiram para a cozinha. 
Como prometera, após o jantar, Castle a levou para o quarto e pediu que ela sentasse na cama e esperasse. Ele voltou com três produtos na mão. Deixou-os na cabeceira. 
— Ontem eu usei esses três produtos depois que tomei banho e vim para a cama. Um deles a enjoou, Beckett. Vamos começar com o desodorante. Vou aplica-lo em um pedaço de pano - ele fez o que dissera. Estendeu o pano para que Beckett sentisse o cheiro. Ela inspirou com vontade, olhou para o marido - então? 
— Não estou sentindo nada. Não é a fonte do enjoo. 
— Certo, vamos para o segundo vilão - Castle pegou o perfume. Pensou em espirrar no pulso, mas lembrou que caso fosse o responsável pelo enjoo, ele acabaria com o cheiro em seu corpo e suas chances de dormir com ela. Usou um pedaço de papel. Mostrou para ela. Castle estava ansioso. Beckett tirou o papel da mão dele e inspirou. Fechou os olhos. 
— Nada. Acho que você também não tem problema com o seu perfume, Castle. 
— Sendo assim, resta apenas um item. Minha loção pós-barba. Vou pegar outro pedaço de papel - rapidamente, ele espirra o liquido no papel já receoso. Se ela não enjoasse a isso, teria que descobrir o que a fizera passar mal. Por outro lado, se esse fosse o problema, ele iria ficar bem chateado. Ele adorava aquele produto - aqui. 
Ela mal encostou o papel no nariz, a mão foi direto para a boca e correu para o banheiro. Com muita resistência, ela conseguiu não provocar. Estava pálida quando voltou ao quarto. 
— Acho que encontramos a fonte do meu enjoo - nem bem terminou de falar, viu que Castle fazia uma careta, ele estava chateado? - o que foi? Você deveria ficar feliz, não? Encontramos o que vinha me fazendo mal. 
— Essa é a melhor loção pós-barba que existe! A marca é super cara. É quase um produto exclusivo, tem um aroma cítrico, agradável e… Eu adoro essa loção! Que droga… - a cara de decepção de Castle fez Beckett rir. 
— Castle, acabamos de descobrir que você poderá dormir comigo hoje e durante todo o tempo da gravidez e você está reclamando porque não vai usar a loção cara? 
— Ela é incrível, Beckett. Além de perfumada tem ingredientes que deixam minha pele super macia.      
— Castle… - ela revirou os olhos, tinha as mãos na cintura. Pegou o vidro da loção e jogou na direção dele - pegue a droga da sua loção cítrica e saia desse quarto! - sentou-se emburrada na cama. 
— Calma, eu não…
— Você prefere ter a pele macia do que minha companhia na cama, do que fazer amor comigo? - ela cobriu o rosto. De repente, teve uma súbita vontade de chorar - você não quer saber de mim… - a voz era chorosa, como um lamento.  
— Não… claro que não, Beckett - ele se aproximou dela, tocou seu rosto - hey, você sempre. Não fique assim, amor. 
— A-acho bom ou todo esse sacrifício de enjoo não valeria nada - ela se aproximou envolvendo o pescoço dele com seus braços, a firmeza voltou a voz - estou aliviada por saber que não terei que passar mais um dia longe de você. Eu gosto do meu parceiro ao meu lado, Castle e não vou admitir perde-lo para uma loção pós-barba. 
— Não vai. Prometo - ele olhou para o vidro do produto, suspirou triste - é uma excelente locão e… - o olhar fuzilante de Beckett o fez mudar de ideia rapidamente - Que tal comemorar? 
— Adoraria - ele a deitou na cama enquanto beijava seus lábios. 
No dia seguinte, ela e Castle seguiram para o distrito após o café. Na primeira hora da manhã, Beckett recebeu uma ligação de Gates. Ouviu com cuidado o que a capitã dizia. Ao desligar, ela olhou para Castle. 
— Então? 
— Vem comigo - ela puxou-o pela mão em direção ao salão - Ryan? Pode vir falar comigo? 
— Claro - ela pode ver o nervosismo do seu detetive e amigo ao se aproximar. Beckett pegou a mão dele - não vamos para a sua sala? 
— Não, o que eu tenho para falar não precisa. Atenção, pessoal! Um minuto, por favor - os policiais pararam o que faziam para escutar sua capitã - É com orgulho e satisfação que informo que o 12th distrito tem um novo Lieutenant. Ryan, parabéns! Você merece - os colegas batiam palmas e gritavam festejando. Esposito, da antiga mesa de Beckett também saudava o amigo embora um pouco mais contido. Acabara de perceber que não apenas a capitã tinha razão como também estava feliz com a nova patente do amigo. Ele pisara na bola. Beckett abraçou Ryan. 
— Eu sabia que conseguiria, Kevin. Gates também mandou lhe dar os parabéns. 
— Obrigado por confiar em mim, Kate - depois foi a vez de Castle. Abraçou o amigo, deu uns tapinhas nas costas dele e deu risadas com Ryan. Um a um, os policiais o cumprimentavam. A sensação de dever cumprido e alegria estavam estampados no rosto dele. Feliz com o resultado, Beckett voltou para sua sala. 
Quase ao final do dia, Esposito bateu a sua porta. 
— Beckett tem um minuto antes de sair? 
— Sim, pode entrar. O que foi, Espo? Algum problema com o caso que você está investigando? 
— Não, eu queria me desculpar. Pelo que falei ontem, sobre você, Ryan. Eu errei. Está bem claro que você tinha razão e que sabe do potencial dele, tanto que o encorajou a fazer o teste não eu. 
— Javi, não se trata de preferência ou de uma competição. Você é sargento. Ganhou sua patente há pouco tempo. É um investigador com ótimos instintos. 
— Mas não sou tão bom quanto o Ryan. Eu entendi - Beckett suspirou. 
— Olha, ontem eu posso ter pegado pesado com você, mas foi por outro motivo que não vem ao caso agora. Eu tenho que ser sincera, meu papel de capitã exige isso. Você comentou que seu parceiro não tinha jeito para mandar, o que você tem de sobra. Espo, policia não é apenas força. No dia que você perceber isso de verdade, estará pronto para o próximo degrau. Falo isso como sua amiga também. 
— Entendo. Não sou bom o bastante. 
— Eu não disse isso. Você é meu melhor sargento. Ninguém atua como você em uma operação tática de rua, mas precisa desenvolver o outro lado. Expandir sua visão. Não tome isso como uma critica negativa e sim construtiva e corra atrás. Prove para mim que em menos de um ano eu poderei indica-lo e promove-lo a Lieutenant também. 
— Tudo bem, Beckett. Eu entendi o recado. Um ano - ele saiu da sala sem outro comentário. Beckett se deixou cair na cadeira por uns segundos. Gerenciar pessoas era uma das coisas mais difíceis que já fizera. Ela costumava se dar bem quando era detetive gerenciando seu time, a patente de capitã eleva a experiência a outro nível. Ainda estava se adaptando ao seu novo dimensionamento de poder. 

Quinta-feira 

Beckett trabalhara muito bem em seus relatórios pela manhã. Estava agradecida por Ryan ter um novo caso e arrastar Castle com ele. Isso significava que ela não precisaria fazer nenhum malabarismo para ir encontrar Johanna. Faltando vinte minutos para o horário marcado, Kate deixou o 12th distrito para o encontro com a amiga. 
Johanna já estava no café. Segurava um copo com a bebida quente. 
— Olá, Kate - ela beijou a amiga - o que vai beber? 
— Um shake de morango, vou pegar - ela foi até o balcão e voltou com um prato de brownies e cookies - estou precisando de doce. Como você está, Johanna? 
— Eu estou muito bem. Acho que a pergunta mais importante é: como você está, Katie? Os enjoos e Castle? 
— Ah, isso… felizmente descobrimos porque eu estava passando mal. Era a loção pós-barba. Menos um problema, acredita que ele ainda ficou chateado? Não queria abrir mão do produto. Coisas de Castle, mas não é tudo - Kate respirou fundo - e-eu não sei como agir. Estou uma verdadeira bagunça. Emotiva, nervosa, irritada. Esses hormônios estão me deixando louca. Não quero conversar sobre isso com Castle porque eu sei que ele vai ficar preocupado e não quero discutir, ele vai se culpar. Acho que preciso de alguém de fora. Na verdade, estou tendo uma dessas crises bem aqui na sua frente, Johanna - ela tinha lagrimas nos olhos - não posso ficar assim no meu trabalho. Eu gerencio pessoas, lido com crimes, assassinos… 
— Primeiro, respire - Johanna apertou a mão de Beckett puxando-a para um abraço - é normal ocorrer essa guerra de hormônios e o fato de você ter passado por um problema como o de supostamente enjoar seu marido não ajuda. Elevou suas emoções a um certo extremo. Relaxe. Isso não irá intervir em seu trabalho, você pode controlar. Além do mais, sempre que quiser desabafar, pode contar comigo. Há tantos momentos maravilhosos numa gravidez, Katie. 
— Eu sei. Acho que me desesperei com a ideia de enjoar de Castle. Ficar longe dele é terrível, já tive essa experiência e odiei. 
— Mesmo? Não sabia. Sempre achei que vocês eram aquele tipo de casal unha e carne, grude sabe? 
— Nem sempre, aconteceu por minha causa e não me orgulho disso. Aliás, nem gosto de falar sobre o assunto. Conte sobre você e Paul. Estou ansiosa para o nosso jantar nesse sábado - Johanna riu, Beckett notou a expressão marota - o que foi? Você aprontou! 
— Talvez… 
— Johanna… - a médica mordiscou a lingua de maneira levada. 
— Eu meio que encenei o lance de Nikki e Rook com a tequila para Paul… 
— Hum… quente! - provocou Beckett. 
— É, não foi igual a de vocês, mas foi muito bom. Nossa! 
— Joh, a cena não é nossa. Castle a escreveu e não fui parte disso. Era apenas a enorme imaginação do escritor. Fruto daquela mente pervertida e… não posso negar, maravilhosa. 
— Eu sei que vocês nunca encenaram aquilo. Castle me contou. 
— Sério? Ele lhe contou? - a irritação na voz dela era perceptível - Algo mais que ele tenha dividido com você sobre a nossa vida intima, sexo… - Johanna riu - eu estou fazendo de novo, não? Que raiva! Desculpa…
— Tudo bem, Kate. E para sua informação, Castle não me contou nenhum segredo seu, nenhum truque. 
— Conta como Paul reagiu a tequila. Ele gostou? 
— E como! Eu adicionei um toque pessoal, claro. Um truque que aprendi no Mexico. Foi outro nível. O homem virou uma maquina de prazer. Uma noite e tanto - sorrindo, Beckett comentou. 
— Vocês estão evoluindo na relação. As três palavrinhas já surgiram? 
— Não! 
— Nossa! Você foi bem enfática. Não pensa sobre isso? Eu me lembro quando isso aconteceu comigo. A primeira vez que ouvi Castle dizer que me amava. As coisas conosco aconteciam em momentos tensos, de perigo. Ele me disse logo após eu ser baleada. Eu tive medo. A realização dos sentimentos dele por mim foi algo que me fez reconsiderar tudo o que fui até ali. Eu já gostava dele, hoje eu consigo admitir que já estava apaixonada, porém eu não estava pronta para me entregar, entrar em um relacionamento com Castle e retribuir as palavras que ele merecia. Eu precisava me redescobrir primeiro. Foi quando comecei a terapia. 
— Então foi um longo processo. 
— Sim, aproximadamente um ano. Eu precisava, porém quase joguei tudo fora. Começamos a namorar após eu quase morrer e mesmo assim eu só retribui as palavras com a ameaça de bomba. 
— Sempre em perigo - Beckett riu com um olhar perdido. 
— Sai completamente do foco. Estávamos falando de você. Diga, Joh, você ama o Paul? - ela olhava para a amiga a sua frente - vamos, responda. Vocês se conhecem há três anos - Beckett viu Johanna suspirar e abrir um sorriso - você o ama! 
— Ah, Kate… e-eu acho que sim, sou apaixonada por ele e esse tempo que passamos juntos, estamos bem próximos. Não é apenas atração. É o carinho, o cuidado, saber que ele está ao meu lado além do trabalho, do hospital. É, eu amo o Paul. 
— Seus olhos brilham falando dele. Sabe, outra vez eu me vejo na posição de dar conselhos. Se você o ama, diga. Não espere. 
— Você se arrepende de ter esperado? 
— Não, meu caso era diferente. Até aceitar o quanto eu estava apaixonada e o quanto Castle era importante na minha vida foi um longo caminho, por mim, pela maneira que a vida me moldou. Quanto às palavras magicas, talvez eu tivesse preferido dizer em um momento fora de perigo embora não me arrependa. Acredito que no fundo, ele sempre soube pelas minhas ações, pelo jeito que tratávamos um ao outro, a cumplicidade. Eu sei que nada substitui as palavras, especialmente a primeira vez que você as diz. 
— A história de vocês é tão bonita, Katie.  
— Uma perfeita história de amor cheia de imperfeições pelo caminho. Castle ficaria orgulhoso se me ouvisse dizendo isso. 
— Um relacionamento real - disse Johanna - por isso tão envolvente, tão bom. E a forma como vocês se conhecem, pensam um no outro todo o tempo. É difícil para eu imaginar uma situação com vocês separados. 
— Sim, para Castle também e mesmo assim, ocorreu. Quer saber? Você se subestima bastante quando fala de seu relacionamento. Ele também é real. Pense bem, acho que já está na hora de se declarar - Johanna riu - eu preciso voltar. Tenho uns relatórios para discutir com a minha superior - Beckett se levantou. Johanna fez o mesmo abraçando a amiga - obrigada pela conversa, Joh. 
— Sem problemas. Estou aqui, a qualquer hora. Mande lembranças a Castle e Katie? Não pense demais sobre os hormônios. Aproveite cada minuto. 
— Eu irei - no caminho de volta ao distrito, Beckett se pegou pensando sobre a médica. Como ela podia explicar essa ligação com Johanna que a fazia se sentir tão bem? Ela se abria com a nova amiga de uma maneira que apenas conseguia com Castle. Sorriu. Podia ser o poder de um nome, uma ligação emocional, não importava. Kate Beckett somente tinha a agradecer o dia que Johanna a recebeu e cuidou dela naquele hospital. 
A frase declamada há alguns anos para Castle ao contar a historia do pequeno boneco feito de gravetos em Coney Island voltou a sua mente. Mesmo nos piores dias, existe a possibilidade de alegria. Johanna foi a verdadeira alegria que entrou em sua vida naquele fatídico dia em que Caleb invadiu o loft. 
Ao chegar em casa, encontrou Castle na cozinha. 
— Fiquei surpresa em não encontra-lo no distrito quando voltei. 
— Achei que você não ia voltar. Decidi vir para casa e fazer o jantar - cheirava muito, uma mistura de alho, cebolas, ervas e bacon - estou fazendo frango. Prometo que é uma receita saudável. E tem legumes cozinhando, um purê de abóbora e ervilhas que vou fazer salteada no azeite. 
— Hum… está cheirando muito. Vai botar parmesão no purê? 
— Se você quiser? Claro! 
— Muito queijo, Castle - ela se aproximou do marido olhando o que ele fazia. Procurando não distrai-lo foi até a geladeira servi-se de um copo com agua. Passou um tempo estudando seus movimentos. Ele sabia como se mover na cozinha, gostava de vê-lo trabalhando. Sua mente voltou-se para a conversa com Johanna. Sentia-se bem melhor após conversar com a amiga e o tipo de assunto foi algo que fez Kate pensar sobre as mudanças em sua vida. Ela, a complicada Kate Beckett, agora dava conselhos amorosos, estava feliz e grávida constituindo sua própria família ao lado do homem que ama. Um homem que esperou pacientemente pelo momento dela estar pronta para estar ao seu lado. Uma prova de amor. Não conseguia definir a quantidade de obstáculos que vencera, apenas sabia que tudo mudou no instante que Castle entrou naquela sala de interrogatório para responder às suas perguntas. 
— Por que está calada? - ela não respondeu - hey! Terra para Beckett? Amor? 
— Desculpa. Eu estava pensando… 
— Posso saber em que? 
— Sim, não é nenhum segredo. De verdade, é um fato. 
— Você está me deixando curioso - ele colocou o frango no forno, desligou as bocas do fogão virando-se para fita-la devotando toda a sua atenção para a bela mulher a sua frente. Ela sorria - o que é um fato? 
— A mudança na minha vida. Tudo que aconteceu nesses quase nove anos. 
— Conosco, você quer dizer. A mudança veio para ambos, amor. 
— Eu sei, porém você entende o que quero dizer. Castle, sabe que dia é domingo? 
— Nosso segundo aniversário de casamento. Como poderia esquecer? - ela encostou o corpo no dele. Acariciou-lhe o rosto. O polegar passeou pelos lábios. Os olhos amendoados olhavam-no intensamente - não vejo a hora de comemorar. O que foi? - o jeito como ela o observava estava matando-o. 
— Como você se sente quando digo que eu te amo? Que quero dizer isso todos os dias, amo você. Rick, você é minha vida. 
— Como eu me sinto? O homem mais afortunado que anda pela face da terra. E eu também amo você, Kate. Nunca esqueça disso. 
— Eu sei, espere até domingo para sentir meu amor… - ela beijou-o apaixonadamente. Uma, duas, três vezes - você vai terminar de fazer o jantar? 
— Tem algo mais em mente? 
— Acho que podemos fazer uma prévia do domingo… - ela puxou-o pela mão em direção ao quarto.  
— Sabe, eu adoro essa Kate gravida, essa mudança de humor é excitante. 
— O que voce quer dizer com isso, Castle? 
— Você quase chora por achar que não ia fazer amor comigo. Que homem não amaria isso? 
— Nao me tente, Castle… 
— Como não? Eu sei que você gosta… - ele apertou um dos mamilos dela sob o tecido da camisa e deitou-a na cama devorando seu pescoço, os risos encheram o quarto. 

XXXXXX

Sábado 

Castle estava se vestindo no quarto enquanto Beckett tomava banho. Ainda tinham mais de uma hora para o horário marcado do jantar. Iria ser uma ótima noite. Ele estava curioso para ver a tal coleção de carros de Paul e também queria brincar um pouco com o médico. Ele era sempre muito sério e tira-lo de sua zona de conforto era bom demais principalmente quando envolvia Johanna. Ele morria de ciúmes da médica. Não podia culpa-lo. Ela era uma bela mulher e incrível, uma pessoa especial. 
Na verdade, para Castle qualquer pessoa que tratasse sua esposa com o carinho que ela merecia, a entendesse, era especial. 
Beckett saiu do banheiro enrolada no roupão. Os cabelos molhados sobre os ombros. 
— Hum… está cheirosa, amor - ele se aproximou beijando os lábios, seguindo para o pescoço roçando os dentes de leve na pele. 
— Não faz isso, Cas… 
— O que? Não estou fazendo nada… - o olhar intenso a fazia arrepiar. 
— Não vamos fazer esse nada que está na sua cabeça. Pode esquecer. Vou secar meu cabelo, ainda tenho que me maquiar, me vestir… 
— Ah, Beckett… nós temos tempo suficiente para o nada. Sério… depois você pode se arrumar. Prometo que não chegaremos atrasados - ela puxa o pescoço dele em sua direção sorvendo os  seus lábios em um beijo intenso deixando-o zonzo. Se afastou. 
— Isso é o máximo que você irá conseguir antes do jantar, depois vai depender do seu comportamento. Veja se pega leve com o Paul. E por favor, nem pense em colocar a tal loção pós-barba. 
— Você é muito implicante! Fica me provocando e tira o corpo fora. 
— Como você se sente provando do seu próprio veneno? Afinal, quem tem fama de implicante é você. 
— Quem é você e o que fez com a minha esposa? - gargalhando, Beckett voltou ao banheiro, gritou. 
— Cuidado com o que você fala, Castle. Seu fim de noite depende disso.  

Mais tarde, eles deixavam o loft de mãos dadas. Beckett usava um vestido azul simples colado no corpo sem alças. Tinha deixado o cabelo solto, cobrindo parte dos ombros e um casaco leve. O perfume adocicado e o batom vermelho eram uma verdadeira tentação para Castle não agarra-la naquele exato momento. Suspirou tentando se controlar para não cometer o erro que provavelmente custaria seu fim de noite. Afinal, após meia-noite seria seu aniversário de casamento e Beckett já tinha prometido uma comemoração. 


Continua...

4 comentários:

Madalena Cavalcante. disse...

Aaaah o Ryan!!!!! Tô tão feliz por ele!!!!! Adoro ver que eles estão crescendo ❤
Bolei de rir com a Kate enjoando o Castle, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk o coitado achando que era dele kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Queria dizer mais uma vez o quanto eu amo a Joh, meu Deus, que personagem mais maravilhosa, Kah!!! A cada dia que passa gosto mais dela, e da forma que ela trata minha Kate ❤
E O QUE DIZER DA CENA DA COZINHA?????!!!!! Nunca deixa de ser incrível quando a Kate fala essas palavras e se abre assim pro Castelinho, fiquei foda abobalhada lendo! ><
Obrigada pelo cap Kah, foi incrível ❤

cleotavares disse...

Ai, tadinho do Castel, já imagina, enjoar de um gostosão desses?
Fiquei feliz pelo Ryan e um pouco chateada com o Espo. Mas, é o jeitão dele, imagino que ele irá compreender e depois que souber da novidade irá ficar muito feliz.
Haha os hormônios da Beckett estão deixando a coitada piradinha.
E a amizade cada dia mais forte, gosto disso.

OBS: Enjoei café (que absurdo)

Vanessa Belarmino disse...


Tão bonitinho Beckett indo perguntar para Ryan como foi a prova e falando para ele não ficar pensando nisso.
Joh na área. Essas duas são tão fofas.
E mais um jantar a vista e nosso casal 2 vai viajar... Nossa quantas novidades...
Como assim Kate enjoando de Castle. Deve ser a nova loção pós barba dele.
Ai é muito triste pensar que ela possa estar enjoada dele. Tadinho ele saiu tão triste. Cortou o coração.
Beckett toda empolgada sobre o resultado do exame de Ryan. Espo sendo idiota, aff. Belo amigo.
Capitã Beckett sambando na cara de Espo. Pisa mais. hahaha
Castle e sua missão. Tadinho. Ainda bem que Martha veio dar apoio e acho que realmente ajudou.
Kate frustrada e irritada e Castle acalmando ela pelo fone. Ela ja pensando nos sete meses sem o marido. Não vai acontecer.
Adorei o teste, muitos beijos, abraços e carinho. Kate carente é fofinho de ver.
Acharam a fonte do enjoo. Castle chateado por a loção ser o problema... Parece uma criança...
A reação hormonal de Kate, to morrendo de rir. hahaha Amando ela gravida.
Tô tão feliz por Ryan. Sério mesmo, ele merece. Amando esse valor que voce está dando a ele.
Adorei Kate chamando ele de Kevin, afinal ela ta super feliz pelo amigo.
Gerencia pessoas não é facil mesmo, mas por mim, Kate poderia trazer outro sargento para 12 th. hahaha
Vamos ao café com Joh. Kate anda um bomba de hormônios. Eu acho tão bonitinho como ela confia em Joh, e é tão aberta.
Joh sempre acalmando ela. Melhor não tocar nessa fase de afastamento mesmo. Sou traumatizada. haha
Kate brava com o que Castle falou pra Joh, ela ta fazendo de novo. hahaha
Eu adoro quando voce relembra partes das historia deles e encaixa isso na vida no novo casal. Tão lindinho Joh, apaixonadinha.
Sim, Joh a historia deles é linda. Imperfeita, real e maravilhosa. Tomara que Joh fale para Paul.
Impressão minha ou foi a primeira vez que Kate chamou Johanna de Joh? Não sei se essa conexão tem a ver com o nome, ou porque ela é praticamente a versão feminina de Castle.
Talvez seja os dois ou apenas um daqueles presente que Deus nos dá em forma de amigos. "Mesmo nos piores dias, existe a possibilidade de alegria". Acho que é a definição perfeita de Joh na vida de Kate.
Castle cozinhando, amo.Adoro essas reflexões de Kate.
Castle tem razão, a mudança veio para ambos. E é isso que torna essa historia tão especial. Me faz chorar mesmo.
Não sei nem explicar o que sinto cada vez que leio um "eu te amo" ou vejo ela tocando a aliança, ou quando falam marido/esposa, ou na família que estão formando... Tenho nem palavras.
Aniversário de casamento. OMG!
Preparativos para o jantar... Acho bonitinho o carinho que Castle tem com Johanna.
Kate resistindo a Castle, como consegue? OK, ela gosta de provocar e é um trunfo a mais ne. Porque ela conhece o marido e sabe que alguma ele vai aprontar. haha
Ela tenta manter ele na linha né. Curiosíssima para esse jantar e principalmente para a comemoração do aniversario de casamento.

Priscila Barros disse...

Ahh, que capítulo lindo ❤❤❤❤
Eu quase chorei de rir que a suposta causa do enjôo era o Castle. Esses dois não podem ficar longe um do outro, ainda bem que temos a santa Martha Caskett que trouxe a luz para o Castle e para os produtos que ele usou hauahauahuhauahauahu.
Tadinha da Kate, nessa bagunça de hormônios 💔
E o que falar do Ryan passando no teste? Achei maravilhoso!! ❤❤
Agora uma pausa para a minha Kate apaixonada que dá conselhos de amor para a amiga Johanna ❤❤❤ aliás, amo muito essa amizade, não canso de repetir!
Tão lindo esses casais, já vou correr pra ler sobre esse jantar e esse aniversário de casamento ❤❤❤
Obrigada por esse capítulo lindo, Kah ❤❤❤❤❤