terça-feira, 5 de maio de 2015

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.44


Nota da Autora: O que nos espera nesse capítulo? Dúvidas e reflexões sobre o futuro, Alguém especial virá ajudar nossa rainha. O texto também vem acompanhado de momentos cutes, claro! Afinal, chega de sofrimento... Enquanto houver silêncio, vou transformando pequenas migalhas em bons momentos. Enjoy! 
PS. Quando virem o nome Kate, não é erro de fic, esse é o nome da diretora do episódio. 


Pitadas de NC17...


Cap.44

Era o último dia de gravações para o episodio dezenove, estavam atrasados. Faltavam filmar cinco cenas sendo uma delas a última do episódio e metade do dia já tinha ido. Duas da tarde, ia ser um longa noite. Os cenários para o próximo estava sendo ajustados, era um dos importantes. Além disso, Stana tinha um monte de coisas fervilahando em sua cabeça. Tinha dois eventos e mais uma reunião com o pessoal do ATP na manhã seguinte. Iriam peomover um leilão online para arrecadar dinheiro aproveitando os fãs da série.

Muito precisava ser resolvido, porém era hora de focar nas suas cenas de Castle. Desde o dia dos namorados, eles não estavam tendo muita folga. Sequer tempo para conversar sobre outros assuntos que não fosse o trabalho. Os próximos dias não seriam diferentes. O episodio que abordaria o sumiço de Castle era o próximo a ser filmado. Além de várias cenas entre os dois, era uma daquelas historias criticas que não saberia se agradaria ao público, ela particularmente dera uma rápida olhada no roteiro e não ficou muito convencida.

Lindsay informou que acabara a maquiagem. Kate esperava por ela para filmar. Assim, Stana colocou de lado todos os seus pensamentos para abraçar sua personagem. Beckett.

Três cenas depois, Kate inverteu a ordem para filmarem o último take do episodio. Filmar não era bem o termo. Eram quase oito da noite quando a diretora explicou a ambos que a cena do chuveiro iria ser feita pelos dublês, o que preciava deles era apenas a voz. Sendo assim, levou-os ao estúdio sonoro para gravarem versos da canção de Sinatra.

Stana não escondia sua decepção com a decisão.

- Ah, Kate... isso não é justo. Pensei que íamos filmar essa cena, são apenas nossas sombras. Qual o problema?

- Estamos correndo contra o tempo aqui, Stana. Se as cenas de dança dos rapazes não tivessem levado tanto tempo, assim como a de vocês até podíamos fazer. Mas, a essa hora, eu já deveria estar com todas as cenas entregues na ilha de edição. Vocês pode cantar, certo?

- Música de Sinatra? Vai ser mole! – disse Nathan.

- Prestem atenção no que quero que façam. Devem se imaginar no chuveiro, vocês estão curtindo um momento íntimo a dois como a própria Beckett já mencionara antes. A cantoria não se trata apenas de voz, tem atuação. É preciso passar para o público que vocês estão vivendo um ótimo momento, realmente desfrutando disso.

- Não será difícil – concordou Stana.

- Certo, Mark vai guia-los com o áudio da música. Ensaiem primeiro e sugiro que gravem pelo menos umas três amostras, irei ouvi-las com vocês e decidimos qual deverá entrar no episodio. Vou para o set filmar com Jon e Seamus. Mark, avise quando terminarem. Quero vocês no set do distrito em seguida para o último take do elevador – assim que ela deixou a sala, Nathan virou-se para fitar Stana com um sorriso. Apesar do técnico de som, eles estavam sozinhos numa sala sem câmeras e ninguém para observa-los. Podiam se aproveitar disso. Ela entendeu o brilho no olhar do seu parceiro. Ele logo colocou seu pequeno plano de escapada em ação.

- Mark, você se incomoda se nós ensaiarmos umas duas vezes sozinhos? Decidir sobre as falas e pequenos detalhes? Quando tivermos prontos lhe chamamos novamente, daí gravamos pra valer quantas vezes quiser.

- Por mim, tudo bem. Vou aproveitar e tomar um café, comer alguma coisa. Basta apertar esse botão aqui quando estiverem prontos que um alerta soa no meu celular.

- Sério? – Nathan já olhava fascinado querendo entender como aquilo funcionava – é um aplicativo? Um programa? Tem para baixar no itunes?

- Nathan! Foco! Precisamos gravar e já são quase nove da noite, eu realmente queria chegar em casa antes da meia-noite.

- Tudo bem, desculpa – viu que a esposa apesar de alerta-lo de suas responsabilidades sorria – converso com você depois, Mark. Isso é bem interessante.

- Está certo... – o assistente de som sorriu do jeito dele – até mais. Quando a porta se fechou atrás deles. Stana revirou os olhos, aproximando o seu corpo de forma a deixar seus joelhos roçando na coxa dele enquanto a lateral do corpo encostava no torso dele.

- Então, Nate, o que exatamente você tinha em mente quando expulsou o Mark daqui? – o sorriso travesso já despontando nos lábios, a mão apertando o ombro dele.

- Apenas ensaiar em modo privado, Staninha. Como você é maliciosa! – puxou-a pela cintura fazendo-a inclinar-se para beija-lo, ela hesitou.

- É seguro fazer isso aqui, babe? – a voz já meio rouca pelo simples fato de estarem arriscando-se em pleno estúdio. Excitante.

- Você vê alguma câmera? – depositou os lábios entre os seios dela sobre o tecido da blusa, desabotoou os primeiros botões apemas para ter contato com a pele macia, beijou-a novamente no mesmo local. Isso fez os pelos do braço arrepiaram-se. Roçou os dentes na pele dela, Stana soltou um gemido. O desejo a fez inclinar todo o corpo encontrando os lábios dele em um beijo carinhoso. As mãos passeavam pelo pescoço de Nathan, os dedos brincando entre seus cabelos. Ele fazia pequenos círculos na altura das costas dela com a ponta dos dedos. Ao se separerem, ambos sorriam.

- Que tal cantar um pouquinho, Nate? – ela sentou-se na cadeira ao lado dele. Com a folha do script nas mãos, ela jogou as pernas sobre o colo dele sem cerimônia – como vamos dividir? Existe uma proposta no texto, mas acho que devemos testar nossas vozes, como elas combinam. E tem que ser algo sexy, empolgante, afinal é um momento íntimo.

- Disso não tenho dúvidas! Vamos cantar a parte que está no roteiro juntos. Preparada? Na minha contagem. 3…2..1..- eles começaram a cantar a música, porém na metade Nathan parou abismado com a voz maravilhosa da mulher a sua frente. Estava impressonado, hipnotizado. Um largo sorriso formou-se no rosto dele. Ela terminou de cantar e torceu os lábios.

-Você trapaceou! Por que me deixou cantando sozinha? – ela mordiscava o lábio inferior.

- Não resisti à beleza da sua voz. Deus, Stana, isso é injusto.... essa voz sexy e tentadora...

- Você acha? – fingindo-se de inocente.

- Você é uma provocadora, Staninha....

- Podemos nos concentrar e ensaiar, Nate? Kate vai nos matar. Por favor, cante comigo – eles tentaram mais uma vez, sem brincadeiras. Analisaram as frases e definiram a divisão. Precisavam trabalhar no tom. Enquanto repetia a cantoria, eles não podiam deixar de trocar olhares, carícias e acabaram transformando a música em algo deles. Íntimo e divertido. Quando terminaram, Stana avancou para beija-lo, feliz com a ideia de ver seus personagens cantando juntos em um momento de descontração.

- Precisamos de risadas no final, é um banho sensual, não? Carícias e toques não são opcionais – disse Nathan.

- Concordo. Tentamos mais uma vez? – e transferindo a sugestão dele para a canção, eles chegaram ao seu momento ideal, toda a intimidade aflorando entre os dois. Ao rirem no final, trocavam um olhar tão cheio de amor que Nathan não conseguiu ficar longe dela, apertando a mão carinhosamente na sua, ele inclinou-se para beija-la novamente.

- Acho que já podemos chamar o Mark...

- Podemos, é… queremos? – ele roçou os dentes nos nós da mão dela olhando-a com um desejo surreal que arrancou um gemido e um suspiro de Stana.

- Mais tarde, babe, mais tarde... aperte o botão, Nate – ele obedeceu. Mark levou uns cinco minutos para voltar à sala, o que deu a Nathan a oportunidade de abraça-la rente ao corpo um pouco mais enquanto seus lábios e o nariz perdiam-se entre os cabelos e o pescoço de Stana. Ao ouvirem a voz de Mark, se separaram. Cada um com seu texto na mão, disfarçando.

- Decidimos o que fazer. Dividimos as falas de uma maneira interessante. Acho que vai ficar muito bom – ela entregou a folha do roteiro – aqui, cada linha da canção, sinalizei com as iniciais de Castle e Beckett. Estamos prontos para gravar.

- Ótimo! Deixa eu ajustar os equipamentos. Aqui vocês falam cada um com seu microfone individual. Acompanhem o display. Aparecerá uma contagem regressiva bem aqui, apareceu a palavra “Record” vocês começam. Certo?

- Beleza! – eles se entreolaram uma vez mais antes de cantar. Ao receber o sinal, eles iniciaram a gravação. A interação dos dois era incrível, Mark ficara surpreso, uma sincronia invejável. Gravaram três sequencias, mas ele tinha certeza que ficaram praticamente idênticas. Não tinha como não ser um momento alto do show.

- Perfeito! Agora eu vou transferir a gravação para um cd, entregar para a Kate e esperar a edição para que a cena fique completa. Muito obrigado aos dois. Foi bem fácil fazer isso – ele devolveu a folha do script para Stana.

- Melhor irmos para o estúdio, Kate já deve estar nos esperando. Obrigado, Mark – Nathan apertou a mão dele. Stana fez o mesmo.

-Tchau, Mark - ela disse saindo da sala de som. Foram direto para o set. com uma rápida retocada na maquiagem, logo eles voltaram a gravar a última cena da noite e para eles do episódio. Uma hora depois, ambos deixavam o Raleigh com o novo script já indicando as cenas que filmariam no dia seguinte. Passava das dez da noite, quase onze.

Stana chegou ao quarto livrando-se de seu casaco, suas botas e jogando o script na cama. A folha avulsa que Mark entregara a ela caira a seus pés. Sorrindo, ela apanhou o papel. As letras de uma bela canção do Blue Eyes... cabem perfeitamente para seus personagens, não apenas essa, mas tantas outras de Sinatra. Ela murmurava a música quando Nathan entrou no quarto.  Ele abraçou-a por trás.
   

Don't you know little fool - C
You never can win –C
Why not use your mentality - B
Step up, wake up to reality - C
And each time I do just the thought of you - B
Makes me stop just before I begin – C/B
Because I've got you under my skin   - C/B


- Que tal um banho para relaxer, Nate?

- Com direito a cantoria?

- Por que não? Será nosso próprio momento Caskett... vem! – puxou-o pela mão em direção do chuveiro jogando a folha no chão do quarto, as gargalhadas antecederam a música, certamente. E banho sempre significava um momento de muito sex appeal para os dois.

Uma semana depois, as filmagens continuavam em ritmo acelerado. Havia uma série de cenas de casal, muitas cenas de Nathan. Outro compromisso tomava a cabeça de Stana. Ela tinha um leilão próximo para o seu projeto de ATP, decidiu leiloar algumas coisas de sua historia em Castle para agarriar fundos. Ao contrário de Nathan, ela tinha que oferecer algo para ter as pessoas investindo em seus projetos. Foi daí que teve a ideia de usar objetos valiosos e importantes para ela a fim de suportar a sua causa. Precisava obviamente da ajuda dos amigos. Convenceu Jon a oferecer um jantar com ele para um fã em seu próprio restaurante, jantar com Seamus, caminhada com Penny, além de vários pacotes exclusivos para fãs da série. Os itens de maior valor tanto em dinheiro como sentimental, eram os mais difíceis para ela. Ainda precisava conversar com Nathan e pedir o apoio dele, seria algo discreto, porém precisava ter algo que lembrasse o casal.

Naquela noite, ela trouxera o assunto à tona quando estavam na cama prontos para dormir. Ela já havia separado os itens para mostrar a ele. Também havia comentado do evento com o marido que a apoiou numa boa. Encostando-se no peito dele, ela puxou a conversa.

- Nate, preciso conversar com você sobre uma coisa importante. Quero sua ajuda no meu projeto.

- Projeto?

- ATP. O leilão.

- O que precisa de mim? Sabe que não pode oferecer uma foto minha ou nossa autografada, isso ia gerar muita especulação e confusão.

- Não pensei nisso. Mas tem uma lembrança que pode ser assinada por nós dois. O ingresso do show de 2008, do Duran Duran. Você assinaria para mim? Sei que podia arrecadar muito com isso – ele parecia meio surpreso com a decisão dela de abrir mão de algo tão simbólico, tão importante – Não posso assinar, e nem quero, a minha blusa do primeiro teste. Nem o encosto da cadeira de Beckett.

- Você vai mesmo leiloar sua camisa? Sério? – sim, ele estava surpreso – pensei que fosse especial...

- É claro que é, babe. Muito mesmo. Da mesma forma que será especial para algum fã de Castle. Estou fazendo isso pela minha causa que também é importante. Não é apenas isso. Eu podia guardar essas lembranças, mas eu já tenho ao meu lado quem me fez transforma-las em momentos especiaos, eu tenho o melhor símbolo de todos – e mostrou a aliança sorrindo - e tenho você. Nathan foi tomado por emoções fortes, acabara de receber uma declaração de amor de Stana, como resistir a isso? Ele a puxou contra seu corpo envolvendo-a em um beijo intenso e apaixonado.

- Diante dessa declaração, como não assinaria?

- Obrigada! Vou pedir isso a você amanhã no set, para ficar casual tudo bem? – ele piscou para a esposa, beijou-lhe a aliança. Com o gesto, ela tornou a sorver os lábios dele nos seus. Aprofundando o contato e demonstrando através de ações o quanto o amava.  

No dia seguinte, ela aproveitou um momento que estavam na minicopa, ele, Seamus e Penny para trazer o assunto do ingresso ao conhecimento dos demais. Com uma caneca de café nas mãos, ela sentou-se ao lado de Nathan e começou uma conversa.

- Nathan, eu preciso te pedir um favor? Sabe que eu estou fazendo um leilão para o meu projeto do ATP, certo? Então, eu estava pensando se você não poderia me ajudar assinando algo para ser oferecido.

- Stana, você realmente pensa em leiloar uma foto de Nathan autografada? – Seamus parecia não apreciar a ideia – quer dizer, nada contra certamente ajudaria a arrecadar dinheiro, mas e quanto aos comentários?

- Quem disse que é uma foto dele? – ela respondeu voltando sua atenção a ele novamente – estava pensando em seu autografo sim, mas em outra coisa. Você se lembra do show do Duran Duran que fomos em Nova York quando filmamos o piloto?

- Lembro, só que... não entendi seu ponto.

- Você podia assinar o ingresso.

- Você ainda tem aquele ingresso? – ele falou parecendo surpreso a fim de tornar o ato crível.

- Sério, Stana? – Seamus também estava surpreso.

- Tenho. Foi importante para mim. Era o piloto de Castle e eu até já postei no twitter... então, você assina?

- Claro! Por que não? Se minha assinatura pode ajudar e fazer um fã feliz...

- Ótimo! Vou pegar em meu trailer – ela saiu para pegar o pedaço de papel, o ato saira perfeito. Penny que escutara a conversa, acabou soltando um comentário.

- Sim, acho interessante guardar algo de um momento importante. Mas algo me diz que o piloto não é o único motivo dela guardar isso por tanto tempo – ela olhou séria para Nathan, deu um sorriso malicioso – tenho certeza que envolve você – Nathan engoliu em seco permanecendo calado porque definitivamente não sabia o que dizer sem se compromenter ou confirmar o comentário de Penny.       

Ao fim de fevereiro, Stana arrecadou 88 mil dólares no seu leilão, um ótimo valor para investir em seu projeto. O que mais a surpreendeu foi o fato de fãs se juntarem para comprar a blusa do teste e retornar para ela como um presente. Infelizmente, na agitação, ela demorou a postar um agradecimento apropriado para os fãs. Faltando dois dias para o fim do episodio, Nathan leu a nota que ela postara na internet, inclusive pedia desculpas por demorar a responder. Sempre atenciosa, pensou. Ele tinha muito orgulho de sua esposa. Ao final daquele dia, Dara os chamou na sala dos escritores para conversar sobre o seu episódio.

- Tenho boas e não tão boas novidades para vocês. O que querem ouvir primeiro?

- Tanto faz – disse Stana.

- Ok, a boa é que no meu episódio você apenas trabalhará dois dias. Terá a semana toda de folga, Stana. A não tão boa é que você deverá trabalhar muito para manter esse cronograma em estúdio. Para o Nathan, só posso dizer sinto muito, passará cinco dias em locação. Minha história é centrada em Castle e Alexis dentro de um avião cruzando o atlântico. Sem folga para você, talvez tenha um lado positivo. Com sua esposa em casa, ela pode lhe paparicar.

- Sério que você, a escritora dos shippers fez um episódio sem qualquer momento Caskett? – Stana estava meio surpresa com a atitude da amiga – será que vamos ter que destitui-la do posto de fada madrinha? – ela sussurrava com medo que alguém entrasse na sala e os surpreendessem.

- Relaxe, Stana. Não tem mais ninguém aqui além da Kate que está na edição. Aliás, ela me pediu que se os visse por aqui era para encontrarem com ela, queria a opinião de vocês numa cena, não sei se era ADR...

- Deve ser a cena do chuveiro – disse Nathan – para todos os efeitos, você não nos viu aqui. Estou louco para ir para casa. Amanhã resolvemos isso.  

- Certo – concordou Dara.

- Não enrole, Dara por que não tem momentos de casal no seu episódio? – insistiu Stana.

- Quem disse que não tem?

- Você! Vamos até filmar separados.

- A magia de Caskett acontece mesmo quando eles estão separados por 39 mil pés de altura. Sério, eu não tenho culpa se me deram um episódio de orçamento reduzido. Tive que bolar uma história com o dinheiro disponível. Não podia me dar ao luxo de ter várias locações ou alugueis de estúdios. Sinto muito. Chad teve mais sorte que eu no seu solo. Aqui estão os scripts começamos na quinta focando em estúdio com você, Stana. Nathan não precisará trabalhar o dia todo na quinta e sexta, mas quero você por aqui para passarmos informações importantes para você e Molly. Claro que levarei os dois à locação em San Fernando. Air Hollywood.

- Se isso é o que temos... – disse Nathan.

- Sim, é o que temos.

- Boa noite, Dara.

- Boa noite, queridos.

Em casa, eles resolveram conversar sobre a notícia inesperada de Dara. Eles não contavam com essa mudança quase na reta final da temporada. Os seus contratos foram levados à direção da ABC na segunda-feira com as propostas de cada um. Mesmo casados, eles não chegaram a conversar sobre como endereçariam a renovação deles. Nathan sabia que ela pediria por mais dinheiro porque era a oportunidade que tinha. Ele a apoiava nisso. De resto, não conversaram. Era melhor deixar o assunto caminhar entre seus agentes. No fundo, ele sabia que Stana tinha medo que rejeitassem o seu contrato. Mas isso era assunto para depois, ainda tinha muita água para rolar debaixo daquela ponte. O assunto aqui era outro.

- Então, você terá uma semana de folga. Que sortuda!

- Não sei... quer dizer, eu adoraria ter uma folga desde que fosse com você. Entendo que é um episódio com baixo custo, mas é meio estranho. Não estou acostumada.

- Pense pelo lado positivo, terá um tempo para si. E pode aproveitar o conselho de Dara e me paparicar.... – disse com um sorriso sincero.

- Essa parte você gostou, não? Folgado! – deu um murro no braço dele – vou pensar no que fazer. Ainda terei que trabalhar bastante antes disso.

Dois dias depois, Stana estava correndo contra o tempo para completar suas cenas ao lado dos rapazes. Em um dos pequenos intervalos que tiveram, ela checou o celular vendo uma ligação perdida de sua irmã. Ela nem sabia que Gigi estava de volta a Los Angeles. Decidiu retornar a ligação.

- Hey, sis! Finalmente!

- Estava gravando. Tudo bem, Gigi? Pensei que estava viajando, a mãe comentou que você passaria o mês todo fora.

- É quase isso. Tenho uns cinco dias em LA e depois vou para Chicago. Uma convenção e uma apresentação de projeto. Como vai meu cunhado preferido?

- Vai bem. Sabe, sis, eu estava querendo conversar com você. Só nós duas. Acha que é possível?

- Problemas no paraíso? – Gigi demonstrou preocupação na voz.

- Não, nada disso. Coisas de mulher. Olha, eu vou ter a próxima semana de folga. Vai ser um episódio focado em Castle e Alexis então, tenho tempo livre. Podemos nos encontrar? Um almoço talvez? Preciso dar atenção para ele nesse meio tempo você pode imaginar, não?

- Claro! Mas está um pouco complicado, sis. Tenho compromissos a semana toda e sei que não adianta sugerir o final de semana porque ele é do cunhadinho. Hey! Acabei de ter uma ideia. Por que não vem comigo para Chicago? Aproveita a folga, espairece um pouco de LA, conversamos. Não será tão pesado assim. Quanto ao Nathan, você pode mima-lo até quarta. Viajamos na quinta e já voltamos no domingo. Que tal?

- Não sei se será uma boa oferta para ele...

- Se você pedir com jeitinho, ele cede... ah, se cede!

- Você não presta Gigi!

- Olha quem fala!

- Tenho que ir. Eu falo com você depois sobre a oferta. Mas pense um pouquinho em mim, quero mesmo conversar.

- Ok, vou ver o que consigo fazer. Um beijo pro meu cunhado – Stana desligou revirando os olhos. 

Ela chegou depois da uma da madrugada em casa. Cansaço não descrevia o que seu corpo sentia. Ia além disso. Antes de subir as escadas, decidiu tomar uma taça de vinho, a bebida a relaxaria. Ao ficar de frente para a geladeira, ela encontrou uma nota presa com um dos magnéticos.

“Se estiver com fome, guardei um pedaço de empadão para você. Tem uma cheesecake também. NF.
Ps.: quem está mimando quem agora? ”

Ela riu. Só podia ser do Nathan mesmo. Talvez um pouco do empadão não fosse uma má ideia. Será que ele estava dormindo? Serviu-se da torta, da bebida e sentou-se no balcão americano para comer. Deu algumas garfadas na torta pensando na sugestão de Gigi. Os reflexos estavam alterados então ao alcançar seu copo, ela acabou por derruba-lo do balcão. O vidro se espatifou no chão da cozinha.

- Droga! – agora ela teria que limpar. Stana esfregou as duas mãos na cara, suspirou. Ao voltar a arrumar os cabelos por trás da orelha para então limpar a sujeira, ela o viu na beira da escada.

- O que aconteceu?

- Um pequeno desastre – ela se deixou apoiar no balcão, ele se aproximou pegando um papel toalha, pegando os pedaços maiores de vidro – obrigada pela torta, estava uma delicia. Acho que precisava disso - ele jogou o resto no lixo. Jogou um outro pano para sugar o vinho. Abraçou-a pela cintura.

- Você está cansada... por que não sobe, deita-se. Precisa relaxar, amor – beijou-lhe o ombro – deixa que eu arrumo isso aqui.

- Estou mesmo cansada – ela se libertou dos braços dele, beijou-lhe a bochecha e subiu as escadas.

Quando Nathan a encontrou no quarto, ela já estava de pijamas escovando os dentes. Sorriu e enfiou-se debaixo das cobertas. Ela se juntou a ele logo depois. Colando seu corpo no dele, Stana esperou que ele a envolvesse em seus braços, o que foi seu próximo movimento. Beijou-lhe o pescoço.

- Relaxe e descanse, Stana. Amanhã é sábado. Não temos que acordar cedo.

- Não, graças a Deus. Gigi ligou, mandou um beijo para você. Está em Los Angeles por uns dias apenas, está indo para Chicago.

- Ela está uma verdadeira viajante.

- É, ela me convidou para acompanha-la. Faz um tempo que não faço uma viagem com ela.

- A última foi a do Havaí.

- Sim, mas essa não conta. Você estava lá. Estou falando de somente eu e ela. Seria bom ir a Chicago. Mas, eu não quero deixa-lo sozinho. De certa forma, não sei se teremos tempo para aproveitar essa minha folga, eu não sei...

- Durma, Stana. Amanhã pensamos sobre isso.

Durante o fim de semana, ele acabou concordando em que ela fosse viajar com a irmã. Stana não aguentava de felicidade. Nos dias que ele trabalhava, ela se esmerou. Fez um jantar especial numa noite, arrumou a cama e vestiu uma lingerie especialmente para recebê-lo e não faltou motivo para fazer amor. Nathan estava adorando a atenção que recebia naqueles três dias. Claro que Stana não pensara apenas no seu marido. Ligou para a cunhada e em um dos dias que Nathan ficaria além das oito no trabalho, pegou a sobrinha para um passeio de bicicleta no parque com direito a sorvete. Logicamente, a menina perguntou pelo tio. Explicou para Anne que estava de folga, porém Nathan estava trabalhando.

- Como assim, tia? Castle não pode ficar sem a Beckett.

- Ele não está sem ela. Castle está viajando com a filha e pediu a ajuda da Beckett para desvendar um crime no avião. Só que eu já fiz a minha parte.  

- Ah... e o que mais vai fazer na sua folga, tia?

- Vou viajar com a tia Gigi. Vamos para Chicago.

- Poxa, Anne queria ir para Chicago, não é mentira. Anne quer viajar com a tia e o tio.

- Sério? – a menina balançou a cabeça afirmando - Mesmo difícil, quem sabe um dia.  

Ela viajaria na madrugada de quinta. O evento de Gigi era à noite, sexta também, porém a irmã garantiu a ela que apenas precisava de uma volta rápida no local. Depois elas sairiam para jantar, uma boa comida italiana e podiam conversar tudo o que Stana quisesse.

Diante da possibilidade de finalmente expor para a irmã o que vinha rondando sua mente nos últimos tempos, ela ficou nervosa. Quer dizer, era um assunto delicado e por mais que Gigi fosse sua melhor amiga, como ela poderia aconselha-la sobre algo que não conhecia? Não, brigava consigo mesmo. Não era o momento de se acovardar. Viera até ali, pediu uma conversa, teria que ir até o final.

A visita à exposição foi excelente. Um mundo bem diferente do qual Stana estava acostumada. Excelente diversão, pensou. Por volta das seis chegaram ao hotel. Gigi tagarelava sobre seu projeto e os chefões que se renderam ao que ela apresentara. Ambas tomaram banho, trocaram de roupa e pegaram o metro para ir ao restaurante. Uma cantina italiana bem típica, com música, muita conversa e barulho. Por um momento, Stana pensou que o local não era o ideal para o que ela pretendia discutir com a irmã. Mas Gigi pensara em tudo.

Pediu uma mesa no salão reservado. Quem diria que um lugar tão tradicional tinha um espaço assim. Gigi explicou.

- Essa cantina tem mais de cem anos. No passado, era usada para grandes negociações da máfia. Essa sala era usada em reuniões secretas. Bem bacana, não? Eu imaginei que a conversa podia tomar um rumo muito intimo para ficarmos no salão principal. Confesso que estou curiosa, sis, mas também morta de fome então pediremos a comida primeiro. Quer vinho? O que eles servem como o da casa é delicioso e vou pedir uns antepastos com fuschia.

- Você manda, não conheço o lugar.

- Ótimo! – ela explicou para o garçon o que queriam. Ela continuou contando as curiosidades do lugar para a irmã, pois sabia que Stana se ligava nesse tipo de informação cultural. Esse era um dos lugares secretos que nem mesmo ela descobrira ao morar naquela cidade. Feito que Gigi ostentava com orgulho. Adorava surpreender a irmã. Elas já estavam comendo os antepastos quando Gigi pediu o jantar para as duas.

- Esse vinho é realmente muito bom.

- Eu sei. Agora que já estamos a meio caminho do jantar, que assunto aflinge a minha irmãzinha a ponto de querer conversar comigo e não com o seu amado marido? Achei bem estranho, sis.

- É por que o assunto é um pouco complicado e delicado. Envolve um lado emocional que Nathan talvez não entenda em sua totalidade. Eu nem sei se você pode me ajudar, talvez não. Mas a vontade de colocar para fora, dividir com mais alguém. E só quem sabe de nós é você e Dara. Escolhi você, Gigi.

- Tudo bem, você está me enrolando e estou ficando nervosa. Fala de uma vez, Stana!

- Você terá que ter calma. Não é assunto para simplesmente jogar ao léu sobre a mesa – ela respirou fundo antes de começar -   Algum tempo atrás, um pouco depois do casasmento, eu peguei nossa sobrinha para passar um final de semana conosco, havia acontecido algo na escola e não estava bem, Marcus pediu minha ajuda. Nós estávamos com Anne nos divertindo quando eu a abordei e um assunto surgiu. Filhos – Gigi ergueu as sobrancelhas, mas não disse nada – ela chegou a pensar que se eu e Nathan tivéssemos filhos não íamos querer tê-la por perto. Ficou mal com isso. Eu tive que explicar que não era tão simples assim e convencê-la. Só que ao fazer isso, abri a discussão com Nathan. Exceto que não sabia o que dizer realmente.

- Filhos, hum... é um grande passo. E no que deu a conversa?

- A primeira eu fiz o possível para evita-la. Claro que ele queria saber se eu pensava em ter um bebê, pois disse a Anne que era complicado nesse meio em que trabalho, Nathan não comprou a minha desculpa. Consegui empurrar a conversa até outra hora. Quando finalmente conversamos, eu falei do meu receio, não é que eu não tenha vontade de ser mãe, eu tenho. A nossa situação é complicada. Quer dizer, nem nossos pais sabem que estamos juntos.

- Mas desconfiam. Dona Rada não é boba, Stana. Ela já andou me sondando. Lógico que desviei a atenção dela. Isso não é relevante agora. Continue. Como Nathan reagiu a sua resposta?

- Incrivelmente bem. Deixou claro que quer ter um bebê ou vários. Porém, ele deixou claro que a decisão era minha, não ia me apressar quanto a isso. Sabia que eu precisava assimilar o significado disso e estar pronta.

- Um cavalheiro como sempre. Isso está incomodando você? Estar sobre a pressão de ser a pessoa da relação que irá decidir sobre filhos? Nathan não é tão novo assim, você deve estar com seu relógio biológico dando sinais de vida ou você... Stana, você chegou à conclusão que não quer crianças?

- Gigi, ainda não terminei de contar a história...

- Oh! – Gigi mordiscou o lábio da mesma forma que a irmã fazia, será que... fez sinal para que continuasse.

- Outra vez, eu decidi tocar no assunto para que não ficasse um mal entendido entre nós. Porque na última conversa fiquei com essa impressão, mais uma vez ele foi perfeito. Então, Anne atacou de novo, aquela menina tem o dom de me colocar em saia justa.

- Ela é uma Katic, sabe bem como conseguir o que quer.

- Dessa vez, não foi só a colocação de Anne. Eu já vinha observando o jeito do Nate com crianças, especialmente com ela. O pensamento não sai da minha cabeça. Até sonhei com isso. Vejo o jeito que ele trata e cuida da minha, nossa sobrinha e me derreto. Ele será um pai maravilhoso.

- Então, você está considerando ter filhos? Está se sentindo pronta para ser mãe.

- Acredito que pronta nós nunca estamos. Há uma parte de nós que sonha com um bebê nos braços, mas temos medo. Eu estou perdendo esse medo e visualizando as cenas dos momentos dele com Anne, parece que algo mudou aqui dentro – ela leva a mão para o coração, Gigi percebe que ela está emocionada.

- Então, se está se sentindo assim, se ele quer, por que não dão o próximo passo? Ou... Stana, você está grávida?

- Não! Eu não estou. É complicado, Gigi. Nossa vida é complicada. Eu preciso encontrar um equilíbrio. Nosso trabalho é muito puxado, exige demais. Como irei engravidar e criar uma criança? Minhas horas são as piores possíveis!  

- Stana, você não é a única atriz de Hollywood a enfrentar isso. Muitas já fizeram. Qual é o real problema aqui?

- O futuro.

- Esse é o seu futuro, não? – perguntou Gigi sem entender o que a irmã queria dizer realmente.

- O futuro do trabalho, Gigi. Eu ainda não sei como ficará o show. Eu e Nate precisamos renegociar um novo contrato. Na verdade, já começou. Minha agente levou a proposta para a ABC. Pedi aumento de salário e redução de horas. Mesmo assim, é difícil considerar uma gravidez.

- Você não conversou com o Nathan sobre isso? – ela viu a irmã enrubescer mordendo os lábios – você não falou...Stana, ele é seu marido. Deviam conversar sobre o trabalho especialmente porque afeta aos dois. Não acredito que você escondeu suas escolhas, dúvidas dele. Tem algo que você não está me contando?

- Eu... – ela passou a mão nos cabelos – eu não sei... não sei se quero continuar. O que existe mais para Kate Beckett? Agora que ela resolveu o assassinato da mãe, parece que não há grandes mistérios. Qual o próximo passo? Sei que disse a ele que me desapegar da personagem seria bem difícil, eu a adoro! – percebeu que a irmã ficara chocada – eles viraram um casalzinho que trabalha solucionando casos e tem a vida domestica juntos? Ou ainda há obstáculos? Um grande mistério?

- Não, Stana. Kate Beckett é uma personagem tão rica, tão forte. É claro que os escritores tem várias ideias para desenvolver para ela. O lado doméstico é tão prazeroso. Dá gosto de ver vocês dois na tela.

- Sim, não me leve a mal. Eu amo esses momentos. São os instantes que eu e Nathan podemos agir como realmente quem somos, marido e mulher. Eles vem abordando carreira e filhos. Isso me deixa apreensiva. Não posso engravidar sem saber o futuro. Se tivesse que escolher preferia ter bebê depois do final de Castle. Podia tirar um tempo apenas para isso. Dedicação total.  

- Certamente é o melhor caminho. Nathan deixou a decisão de filhos em suas mãos, mas e quanto ao show? Você não foi honesta com ele em relação ao trabalho. E se ele assinar e você não? Como acha que ele irá se sentir? É uma forma de traição, não?

- Nós concordamos que não falaríamos sobre as negociações dentro de casa. Mesmo porque para o resto do mundo não estamos juntos, que dirá casados. E também não sei como será essa primeira rodada, quando eu tiver uma resposta mais concreta de como a emissora recebeu as minhas novas exigências, eu conversarei com ele.

- Eu quero que saiba que Castle não existe sem Beckett.

- Você acha que eu não sei disso? Não acontecerá nada, a ABC aceitará minha proposta e pronto.

- E quanto ao outro assunto? A gravidez?

- Gigi, você acha que estou sendo egoísta ao querer adiar esse momento das nossas vidas? Ao querer ser cautelosa para podemos aproveitar ao máximo o que estará por vir? Ambos queremos construir uma família...

- Eu diria que egoísta é uma palavra muito forte. Conheço você para saber que a intenção é a melhor possível. Contudo, não é porque Nathan deu o direito de decidir a você que pode priva-lo da discussão. O que ele fez foi dar um tempo para que a ideia de ser mãe a tocasse. Isso já aconteceu. Não tenho dúvidas. O seu dilema é o tempo. Quando terão esse bebê? Isso é uma conversa a dois. Não pode negar a ele uma palavra nessa escolha.

- E você acha que não sei disso? O meu problema é quando. Eu não sei quando será o melhor momento.

- Isso, seu coração que irá dizer, Stana. Quando o momento chegar, você terá a conversa mais franca e mais bonita com seu marido e sabe por que? Vocês pertencem um ao outro e medo não cabe nessa relação, somente amor.

- Ah, Gigi... eu sabia que conversar com você era o mais certo a fazer. Obrigada – ela suspirou, os olhos mareados – ele nunca duvidou de que eu seria uma ótima mãe, como ele pode saber se nem eu tenho essa confiança toda em mim?

- Porque ele te conhece. Ele vê aquilo que você mesma se nega a enxergar.

- Eu sinto falta dele. Demais... – um sorriso sincero surgiu nos lábios de Stana, a lágrima descia pelo rosto.

- Está achando que vir comigo nessa viagem foi um erro, não?

- Não, Gigi. Eu precisava dessa conversa, precisava de você – estendeu a mão para toca-la.

- Tá bom, tá bom – Gigi se levantou e abraçou-a apertado – já bebemos, já comemos e estamos ficando sentimentais. Definitivamente é hora de pedir a conta e seguir para o hotel. Amanhã iremos fazer compras.

- Sim, eu preciso providenciar o presente de aniversário do Nate.

- E só mais um pouco de paparico para o cunhadinho – nesse instante, o celular dela tocou. Era o próprio – falando na figura...

- Hey, babe...

- Staninha, que saudade! Está tudo bem, amor? – ele notou a emoção na voz dela.

- Está sim, estamos jantando. Italiano.

- O que significa que tem vinho envolvido...hum, isso me dá uma ideia. Lembra de quando você estava na Itália? Nossa conversa apeiitosa e estimulante no telefone? Que tal repetir a dose, Staninha? Estou saindo do trabalho, encerramos as cenas da locação. Eu realmente gostaria de um tempo com você.

- Nate, você sabe que não estou sozinha...

- Mande a Gigi ir para uma festa, ganhar mundo na noite de Chicago. Eu quero uma ligação em facetime pelo menos.

- Isso eu posso fazer. Pode me ligar daqui a uns trinta minutos?

- Mal posso esperar. Um beijo, amor – ela desligou rindo.

- Pedi a conta. E para sua informação, eu irei sair. Marquei com uns colegas para festejar o projeto numa boate. Não falei nada antes porque não sabia se ia. Tudo dependeria da sua conversa. Sei que ficará bem. Não se preocupe comigo. Aproveite para curtir seu maridinho.

Minutos depois elas deixam o restaurante de volta ao hotel. Gigi se arruma bem depressa enquanto Stana espera para usar o banheiro. Um bom banho seria o ideal para encerrar o dia antes de conversar com o seu marido. Passando o batom em frente ao espelho, Gigi se despediu da irmã.

- Vou indo. Juízo vocês dois. Sei que vão aprontar. Não quero o hotel reclamando depois, viu Stana?

- Gigi! Que horror! – ela deu um beijo na irmã – divirta-se!

- Obrigada e comporte-se! – Stana revirou os olhos assim que a porta fechou a sua frente. Dirigiu-se ao banheiro.

Ela já estava na cama quando Nathan ligou. Acionou o facetime. Ver o rosto dele sorrindo para ela, encheu seu coração de amor fazendo-o acelerar.

- Hey, babe... adivinha? Estou sozinha...

- Sério? Você não está brincando comigo? Provocando?

- Não, estou mesmo sozinha. Gigi foi para uma festa.

- Que maravilha! Lembre-me de comprar um presente para minha cunhada depois, ela merece – Stana riu.

- Como você é bobo!

- Como vai Chicago?

- Não mudou muito e ao contrário do grande Blue Eyes, Chicago is not my kind of town...

- Que bonitinha!

- E o trabalho? Está muito cansado?

- Não, esse último dia de filmagens foi até tranquilo. Pior para Molly. Mas não vou mentir, bem que gostaria de uma massagem. Você podia estar aqui.

- Eu sei, amor. Nós dois concordamos com a viagem, também estou sentindo muito sua falta especialmente para passear, aproveitar os lugares e você iria adorar esse restaurante que fomos hoje. Se está tão dolorido assim, que tal imaginar uma massagem?

- Isso seria muito bom, Staninha...

- Tudo bem, primeiro eu me sento atrás de você na cama com minhas pernas afastadas envolvendo as suas. O poder da massagem está nas mãos. Com o toque certo, fazem maravilhas. Sinta as palmas das minhas mãos acariciando levemente seus ombros. A ponta dos dedos deslizam sobre a nuca quase como uma dança. Deslizo pelos ombros, aperto seus músculos, bíceps fortes e apetitosos para os meus dentes. Pode senti-los mordiscando sua pele? – ouviu um suspiro de prazer.

- Sim, o que mais? – a voz dele já um pouco mais grossa devido à tentação.

- Minhas mãos escorregam agora por suas costas, os dedos pressionando os músculos. Tocando uma a uma suas costelas, não me contento com essa distância então inclino meu corpo sobre o seu. Não estou usando nada. O encontro é de pele contra pele. Quente, sua pele é quente em contraste com a minha fria. Sinto um arrepio na espinha. Mordisco o seu ombro. Preciso desesperadamente beija-lo. Você percebe o quanto mexe comigo, Nate? Estou te beijando, minha língua desliza vagarosamente pelos seus lábios até o instante de adentrar sua boca – o fôlego começa a mudar, a voz se altera, mas ela continua – uma das minhas mãos tateia em busca de seu membro. Eu preciso saber, necessito saber se eu tenho esse efeito em você, o poder de me deixar excitada, em ponto de ebulição querendo seu toque, seus beijos, seu cheiro... você tem ideia, consegue ver, Nate? – a última frase sai uma mistura de sussurro e rouquidão.

- Apenas pare, Stana... por favor, pare... – era quase um lamento. Ele podia ver o desejo refletido nos olhos amendoados. Tinham um tom de verde agora e as pupilas denunciavam o quanto ela estava excitada, mordia o lábio olhando fixamente em seus olhos azuis. Respirando fundo, ele sorriu. E foi surpreendido uma vez mais.

- Eu te amo, Nathan... o que quer que aconteça, eu apenas amo você – um silêncio de trinta segundos se estabeleceu entre os dois mantendo o sorriso vivo.

- O que aconteceu com a conversa sexy? Sentimental, amor? – ela gargalhou do jeito que ele mais amava.

- Você é um bobo mesmo, meu bobo. Sabe que esse lance de sexo por telefone é um pouco frustrante e vulgar, não?

- Eu diria que essa é a melhor opção que temos no momento. E Staninha, você nunca seria vulgar, isso é impossível...

- Quer tentar mais uma vez, Nate? – ela mordia o indicador entre os dentes. Como resistir?

- Vá em frente...                    

XXXXXXX

Compras. Stana tinha um objetivo específico para aquela manhã de sábado em Chicago. O presente de aniversário de Nathan. Era quase um projeto, segundo o comentário de Gigi. Contatara um conhecido em Los Angeles para fazer o que ela imaginara, porém no instante que soube da viagem a Chicago, estava certa de que conseguiria seu objetivo ainda mais fácil. Tudo que precisara foi encontrar o atelier de um colega do ensino médio que era artista plástico. O projeto saira do papel e Gigi já afirmava que a irmã marcaria um home run com a escolha do presente. Nathan ficaria babando.

Quando Stana chegou em casa no domingo, jogou-se com todas as forças nos braços de Nathan. Um beijo intenso exatamente como ela descrevera durante a conversa deles foi protagonizado deixando-o um pouco zonzo ao se separarem.

- Isso tudo era saudades? – ela riu – eu estava muito solitário sem você, amor. Nenhum videogame no mundo pode substitui-la.

- Bom saber disso – ela brincava com os botões da camisa dele. Desfazendo alguns deles. A ponta dos dedos acariciavam o peito dele, fazendo pequenos círculos. Seu nariz se acomodara na dobra do pescoço de Nathan, inalando o cheiro de loção pós-barba e suor, tipicamente masculino. Amava aquilo – Nate?

- Hum... – ele resmungou acariciando as costas dela bem devagar.

- O que você acha de colocarmos em prática aquela conversa por telefone? – ele se distanciou um pouco do corpo de Stana somente para fita-la.


- Pensei que não ia sugerir... – beijou-a e saindo puxando o braço de Stana como pressa, como alguém que acabara de achar uma garrafa d’água no deserto.


Continua..... 

2 comentários:

cleotavares disse...

Oh" Quero que eles tenham o bebê, quero que a D. Rada flagre os dois. Mas, já sinto um gosto de final. Vai depender do que teremos de novidades da ABC,na próxima semana?
Não quero que acabe, nem a série, nem a fic.

Marlene Brandão disse...

Que cap. Incrível!!!!
Decisões e decisões,ainda bem que a Gigi entrou em cena,nada como um momento entre irmãs para por as coisas nos eixos. Como disse antes,fico imaginando o Baby deles ♡_♡