sexta-feira, 22 de maio de 2015

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.46


Nota da Autora: Sim, estamos em hiatus, porem ainda tem muita historia para contar. Esse capitulo ira entrar em un momento critico do relacionamento de Nathan e Stana. Existe varias coisas em jogo, pontos de vistas e perspectivas diferentes. Angst a caminho porque afinal todos sofremos algum tempo com a verdadeira danca das cadeiras da ABC. Quem disse que nossos babies tiveram vida facil? Essa parte da historia 'e a preparacao para um momento tipico na vida de qualquer casal. O proximo promete! 

Enjoy!  


Cap.46


No dia seguinte, assim que eles chegaram ao estúdio, Dara veio encontra-los. Pelo menos o semblante de ambos parecia bem.

- Tudo bem? Por favor, digam que está.

- Sim, está – disse Nathan – obrigado por me interromper antes que eu fizesse uma besteira. Alguém desconfiou?

- Não. Eu conversei com Terence, expliquei que além do suposto acidente no set, o ator tentara pressionar Stana. Também conversei com David e eles reforçaram a segurança. David vai falar com a agente dele e conversar com o pessoal de seleção da ABC. Não se preocupe, ninguém viu o que aconteceu além de mim. Que tal falarmos de coisa boa? Hoje é o último dia de filmagens do episódio. Sabe quem estar aqui? Carly Rae Jersen! Vocês filmarão a última cena com ela. Não é a última do episódio, mas achamos que seria mais adequado e descontraído se encerrássemos com música.

- Acho uma excelente ideia – disse Nathan.

- Só finjam que não sabem, Terence deve contar para vocês agora, eu não resisti – ela disse rindo.

- Tudo bem – disse Stana sorrindo.

Uma rápida reunião de dez minutos, o escritor explicou como funcionariam as últimas filmagens. Começariam com a cena de Susan no distrito, depois as cenas do interrogatório final e por fim, três cenas no set do próprio programa, incluindo a da prisão e a de Carly. Seguiram para o estúdio, porém Terence segurou Nathan por uns instantes.

- Uma última palavra com você – ele mostrou uma página do script para Nathan – está vendo o comentário que fiz no texto, sobre o momento que Carly estaria cantando? Aqui sugerir que Castle e Beckett se balançassem ao som da música. Mas, depois do que vi sábado, eu o deixo à vontade para fazer o que achar melhor. Não vou comentar nada disso com Stana. Fica ao seu critério decidir o que fazer.

- Certo, na hora penso em alguma coisa.

A manhã passou carregada de trabalho. Os momentos com Susan no set sempre rendiam ótimas risadas entre takes o que descontraia quanto à pressão de se finalizar o episódio dentro do previsto. Fizeram a parada do almoço por volta de duas e meia. Carly já estava no estúdio ensaiando sua participação musical.  Stana queria muito observa-la então praticamente pegou seu prato de salada e dirigiu-se para o set. Sentou-se em uma das cadeiras para os assistentes de direção, cruzou as pernas e ficou observando. Carly conversava com sua banda, algo sobre tom. Permaneceu quieta não querendo atrapalhar o trabalho da cantora.

Carly pediu para tocarem as primeiras notas do single. A voz e o ritmo pegaram Stana desprevinida. Aos poucos, ela foi cedendo à batida, remexendo o corpo na cadeira. Quando Carly terminou, deu um pulo do palco para o chão já caminhando na direção de sua única audiência.

- Hey, Stana! O que faz aqui?

- Hey, Carly. Ainda não fomos apresentadas formalmente.

- E quem não conhece a mulher por trás de Kate Beckett? Eu realmente quero te dar um abraço!

- Claro! – elas trocaram o abraço, beijos e sorrisos. Stana elogiou a performance dela dizendo que admirava seu jeito no palco – posso dar uma de fã? Você pode dar uma palhinha de “Call Me Maybe”? Essa música marcou um ótimo episódio de Castle.

- E eu não sei? After hours. Adoro a cena do abraço, mais do que aquela em que a música toca.

- Você realmente fez a lição de casa! – espantou-se Stana.

- Não, eu sou fã da série mesmo e quando me contactaram da primeira vez sobre a música, fiquei nas nuvens, agora podendo ser parte disso – a menina pulava de alegria, ação que pegara Stana de surpresa – Desculpe! Estou assustando você. E será um prazer cantar para você – ela nem deixou Stana falar alguma coisa, já correu de volta ao palco e fez o sinal para a banda. Os acordes da canção já faziam a atriz remexer o corpo. Quando estava curtindo a canção, Nathan apareceu. No memso instante, Carly parou de tocar.

- Então é aqui que você se esconde? Já ia reportar seu sumiço, Stana. Carly, o que essa mulher andou fazendo com você? Ela obrigou-a a cantar? Na hora do almoço?

- Não é nada disso – a menina parecia um pouco tensa com o comentário de Nathan, queria se desculpar, porém ela interviu.

- Não ligue para ele, está zoando com a sua cara e posso dizer morrendo de ciúmes por eu estar soznha aqui com você.

- Ufa! Por um instante achei que estava fazendo algo bem errado. É um prazer conhece-lo, Nathan. Posso te dar um abraço?

- Claro, vem cá! – ele a abraçou e Carly sugeriu tirarem selfies. O rei das selfies se encarregou de fazer as melhores poses e caretas. Nathan adorava aquilo. Stana o observava, parecia criança. Tambem sabia que havia fotos dos dois com Carly e de alguma forma, eles deveriam evitar que Carly complicasse as coisas postando online. As risadas chamaram a atenção de alguns membros da equipe técnica e por conta disso a diretora os achou.

- Muito bem, vocês esqueceram que ainda tem que trabalhar? E eu pensando que estavam descansando nos trailers, estão atrapalhando nossa estrela musical. Duas cenas, depois é o momento de Carly.

- É, acabou o intervalo e a brincadeira. Nos vemos depois, Carly – disse Nathan.

Por volta de cinco da tarde, eles terminaram as cenas anteriores, se dirigiam para o estúdio onde filmariam a última cena. No meio do caminho, o celular de Nathan tocou. Era Michelle. A sua assistente pessoal tinha estado ausente do estúdio hoje para resolver alguns assuntos pessoais. Porém, recebera uma ligação da agente de Nathan, não havia conseguido contato com o ator.

- Você disse que algumas vezes não posso atender celular no estúdio? Ah, certo. Sabe o assunto, Michelle? – ele escutava as colocações da sua assistente com atenção. Stana que caminhava um pouco atrás dele, percebia que pareciam boas notícias pela forma como ele reagia. Se quisesse dividir com ela, provavelmente o faria em casa.

- Excelente, Michelle. Vou apenas mandar uma mensagem para eles. Estou entrando em gravação agora. Depois que terminar, retorno a ligação para ouvir detalhes. Obrigado – desligou o celular enfiando em seu bolso. Sorria. Diminuiu o passo para que Stana ficasse ao seu lado a fim de poder comentar em voz baixa o que acabara de ouvir – adivinha? Minha agência entrou em contato com Michelle para dizer que as negociações com a ABC estão bastante promissoras. Eles acreditam que até o fim de abril estarei com contrato renovado com chances de 90% de aceite da minha proposta. Isso não é ótimo, Staninha?

- Renovar seu contrato, assim tão fácil? Sim, é bom – embora em sua mente a notícia a deixava um pouco incomodada. Tentou esboçar um sorriso.

- E quanto ao seu? Nada ainda?

- Não, eles ainda estão em discussão com a emissora – sem estender-se mais, ela suspirou por já chegarem ao set onde o assunto não iria se estender.     

O lugar mudara consideravelmente de quando estiveram ali algumas horas atrás. Parecia o palco do Saturday Night Live com plateia, luzes e holofotes para todos os lados. A primeira cena seria filmada na área de backstage simulando o momento anterior ao que Carly subiria ao palco. Foi bem simples de fazer, não dando trabalho algum para a equipe e a diretora.

Nathan estava ansioso pela próxima cena, a abertura que Terence lhe dera para fazer a dança como melhor lhe convinhesse, era algo muito bacana. Ele e Stana tinham certa liberdade quando se tratava de improvisação. Claro que somente funcionava se os dois estivessem em sintonia. Ele não queria ter que dizer a ela o que queria fazer. Era para surpreendê-la, nem que fosse um pouquinho.

Após uma breve conversa entre eles e Terence, as últimas dicas são passadas e o escritor nada revela sobre a ideia trocada com Nathan. Todos em seus lugares esperando pelo comando da diretora. Assim que ela grita ação, Carly sobe ao palco, agradece e dedica a música ao criador do programa. Da lateral do palco, Castle e Beckett parecem estar admirando a performance da cantora. Vendo Stana se balançar ao ritmo da música, ele soube que era sua deixa para improvisar. Virou-se para a esposa oferecendo a mão e se encarregando de livra-la da pasta que segurava debaixo do braço. Puxando-a para si, fez seus corpos colarem por alguns segundos, vendo a surpresa total no olhar de Stana.

Assumiu a coreografia tendo todo o apoio dela que o observava guia-la gesticulando passos e fazendo-a sorrir diante da pequena dança quase íntima que criavam ali. Nathan adorava vê-la leve e descontraída, a improvisação fora uma ótima sacada para esse episódio.

Ao se separarem, Stana ria batendo palmas e com um sorriso lindo nos rostos. Naquele instante, eles não eram Castle e Beckett, não. Eram Nathan e Stana, marido e mulher, aproveitando para ter um momento só deles no set. Ao ouvir o corta, eles se olharam sorrindo, Nathan piscou para ela.

- Excelente! Não podia ficar melhor. Adorei a dança de improviso, Nathan. Meus caros, encerramos os trabalhos do episódio de número 150 – todos deram gritinhos e as palmas foram intensas.

- Espera, não está faltando nada? Não deveria ter uma champagne para brindarmos? É um marco! – disse Nathan.

- Concordo, mas a comemoração do episódio será feito no último dia da temporada. Nada de festinhas agora. Estamos no meio da semana. Por hoje, terminamos. Ah, antes que eu esqueça, Nathan e Stana estejam aqui às sete da manhã. Teremos reunião com Andrew e Terri.

- E por que não fazemos uma pequena comemoração hoje? Que tal pizza? O que acha, Carly?

- Eu estou com a minha agenda livre. Hoje é só Castle.

- Ótimo! Stana? Jon? Seamus?

- Por mim, tudo bem – disse ela.

- Eu não posso, cara - disse Jon – tenho um jantar no restaurante que não posso faltar. Aproveitem por mim.

- Eu estou dentro – confirmou Seamus.

- Já que é assim, vamos para a sala dos escritores – disse Terence – não me incomodo de comer pizza. Vou ter que ficar até um pouco mais tarde para supervisionar a edição.

Eles seguiram para a sala. Nathan já estava no telefone com a sua pizzaria preferida encomendando a comida. Reunidos com Dara, Chad e Amanda, conversavam numa boa querendo saber da rotina de Carly, seus concertos e curiosidades. Quando as pizzas chegaram foi que perceberam o quanto estavam famintos. Em meio a risadas e ótimas conversas, eles se divertiam e saboreavam a refeição mais simples possível com ares de banquete sofisticado.

Ao terminarem, Nathan preparou café para ele e Stana, a bebida foi providencial. Eram quase nove da noite quando as pessoas começaram a ir embora. Eles se despediram da equipe de escritores e cumprimentaram Carly uma vez mais. Essa era a chance de falar sobre as fotos já que estavam sozinhos com a cantora.

- Você vai mandar essas fotos para mim? – Nathan perguntou.

- Claro. Posso fazer isso agora. Desde que você também envie as suas.

- Carly, temos um pedido a fazer para você. Sabe as fotos que tirou comigo e o Nathan juntos? Poderia não publica-las? É importante – Stana olhou para ele procurando ajuda, somente com o olhar a incentivou – nós temos uma clausula criada em nosso contrato pela ABC que não aceita que tiremos fotos juntos aleatoriamente além das promocionais da série. Por causa de uma situação que aconteceu no passado, aqui nesse estúdio. Se essa foto aparecer online poderá trazer consequências desagradáveis para nós dois. Entende o que digo?

- Acho que sim, isso explica muito.

- Como assim? – Stana perguntou.

- Toda a especulação e frustração dos fãs sobre vocês dois. Aquelas briguinhas dizendo que não se dão bem. Tudo mentira. Eu vi como agem juntos, em cena e fora dela. São ótimos! Adorei conhecer vocês, de verdade. Não se preocupe. Guardarei as fotos para mim, posso imaginar o tipo de publicidade e chateação que isso trás a vida de vocês, repórteres, papparazzis. Sou do meio, então compreendo muito bem. Ganho mais um abraço dos dois?

- Vem aqui, garota – Nathan beijou-lhe a bochecha e apertou-a em seus braços. Stana fez o mesmo.

À noite em sua cama, Nathan lia as primeiras paginas do roteiro escrito por Andrew e Terri para a season finale. Todas as vezes que lia essas duas palavras no papel, se perguntava se haveria uma nova temporada. As negociações com a ABC estava caminhando lentamente, era promissor, porém a demora começava a deixa-lo ansioso mesmo com a notícia de hoje, afinal renovar seu contrato não significava renovar Castle. Se não houvesse uma nova temporada, ele e Stana teriam que conversar muito em como lidar com a situação e provavelmente achar a melhor maneira de revelar o segredo deles. Prometeram que não iriam conversar sobre negociações e contratos. Contudo, eles já iam filmar o último episódio, o que significava no máximo oito dias de trabalho. Eventualmente, teriam que falar do assunto.

Ela se juntou a ele na cama escorregando para baixo do edredon. Pegou seu ipad ao lado da cama, checando seu email. Recebera uma mensagem de sua agente sobre um novo roteiro para analisar, um potencial filme para o hiatus.

- Pensei que ia dormir...

- Em, no máximo, quinze minutos. Estou checando um roteiro que me enviaram. Trabalho. Nem acredito que estamos na reta final. Semana que vem estaremos de férias. Um episódio especial. Dara comentou o trabalho que Terri estava tendo para criar uma espécie de obra-prima de Castle.

- Por causa da incerteza, não? Esse lance de não saber o futuro da série torna as nossas vidas complicadas. A dos escritores então nem se fala.

- Também não ajuda. É o fim de uma era. Ver Andrew e Terri se despedindo de Castle assim. Fora a indecisão do novo showrunner. Tudo contribui para a indefinição da ABC.

- É, não queria estar na pele deles para criarem um episódio que tem duas funções principais, servir de fechamento para uma série de sete anos e deixar potenciais histórias para uma nova temporada. Pelos primeiros diálogos que li, tem grande potencial de se tornar um daqueles favoritos dos fãs.

- Você está lendo o script? – ela largou o tablet de lado e aconchegou-se mais próximo a ele.

- Sim, estou gostando muito. Eu... é estranho, não? Saber que esse pode ser o nosso último trabalho como Castle e Beckett. Sei que são sete anos, uma bela história, muitas risadas, romance, mas para mim não parece terminada, podemos ter tantas aventuras desses dois. O trabalho é cansativo, as longas horas, só não sei se estou preparado para largar Castle ainda, ele ainda tem sonhos. Consigo vislumbrar pelo menos dois deles.

- Mesmo? De certa forma, achei que você seria o primeiro a apreciar um possível fechamento para a série – ouvi-lo dizer que não pensava em deixar a série, trouxe apreensão aos seus pensamentos - Pode me contar quais seriam esses sonhos?

- Não, vou deixa-la no suspense. Você tem razão, chega a ser um momento agridoce. Quer dizer, Castle é um show estável, já provamos que trabalhamos bem em equipe, com os escritores, Marlowe se afastou e nosso ritmo continuou. Acho que pode confiar seu bebê a outros e buscar novos projetos. Fico me perguntando quando faremos o mesmo.

- Sim, eles merecem muito mais – ela beijou-lhe os lábios querendo desviar sua atenção da dúvida quanto ao futuro que ele acabara de levantar – vamos dormir ou nos atrasaremos amanhã – ela deixou Nathan aconchega-la em seus braços ficando de costas para ele. Não dormiria tão facilmente.

Aquela conversa atingiu Stana em cheio. Descobrir que Nathan ainda esperava mais de Castle. Não somente isso, parecia ter planos a realizar. Ela sempre achara que ele seria o primeiro a desistir da série. É claro que é um emprego seguro e abria a possibilidade de desenvolver outros projetos menores. Essa declaração certamente afetava aos dois. A decisão da ABC afetava aos dois, pessoal e profissionamente. Sem contar o comentário sobre os possíveis sonhos de Castle. O que seriam? Aquilo a deixou curiosa. Se Nathan conseguia enxergar novos caminhos para o seu personagem Castle, ela deveria ser capaz do mesmo para Beckett, não? Indubitavelmente, eles teriam que conversar, Stana precisava saber antes como a negociação de seu contrato estava repercutindo entre os executivos da ABC.

No dia seguinte, a reunião com Andrew e Terri estava marcada para as oito horas. A razão pela qual Terence pedira para chegarem antes era porque os dois queriam conversar com seus atores principais primeiramente. Sentados na sala dos escritores, eles bebericavam o segundo copo de café da manhã. Estranharam por estarem sozinhos com os criadores dessa vez. Andrew foi quem iniciou a conversa.

- Nathan. Stana. Aqui estamos nós juntos para mais uma season finale. Apesar de que parece como a primeira vez, não? Pelo menos para mim a sensação é a mesma. A ansiedade, o medo, a vontade de contar a história perfeita como fizemos há sete anos atrás com o piloto. Muito pouco mudou desde então, exceto pelo cabelo de Stana e o fato de que Nathan ficou ainda mais bonitão com os anos – ambos riram, aquilo serviu para acalmar a tensão.

- Se você diz...obrigado.

- Tenho que ficar preocupada com essa declaração súbita? – perguntou Terri com cara de assustada ao marido antes de rir com os demais.

- Não, claro que não. Você continua sendo minha musa – eles viram Andrew tocar a mão de Terri e uma vontade louca de fazer o mesmo fez Stana suspirar e trocar olhares com Nathan – continuando. Vocês sabem que as negociações com a ABC ainda não terminaram. Temos uma nova reunião amanhã para apontar um novo nome para o possível showrunner, sei que estão na mesma situação com os seus contratos e espero que saiam com êxito das negociações. Infelizmente, não teremos o resultado até às vésperas da nossa apresentação desse mesmo episódio que começaremos hoje. Isso tornou minha tarefa e a de Terri bem difícil.

- Sim, eu pensei muito antes de decidir o que poderia abordar criando um clima de despedida e ao mesmo tempo deixar as portas abertas para mais uma temporada. Por isso o prêmio para Rick Castle. Seria uma forma de reunir todos do elenco em uma premiação, nos colocar na filmagem e fazer uma despedida apropriada, que esperamos ser apenas nossa, minha e de Andrew. Só que revelar o motivo que instigou Castle a escrever podia acabar com várias possibilidades de continuação para o nosso escritor. Mas vocês hão de concordar comigo que precisávamos disso para fechar o ciclo. Foi quando surgiu a encruzilhada na vida profissional de Beckett.

- Vai deixar em aberto a decisão dela? – perguntou Stana.

- Sim, lembram-se da cena final de Watershed? O que quer que decida? Será um momento assim – disse Terri – eu estou feliz por ter escrito duas das melhores cenas do episódio. Uma de Castle e outra de Beckett.

- Dois discursos poderosos. Não podia estar mais orgulhoso de Terri – disse Andrew – acho que esse será um episódio emotivo para todos nós, isso é bom, trás sentimentos poderosos às atuações. No decorrer das cenas, vocês verão como nosso casal evoluiu emocionalmente. O quanto confiam e dependem um do outro. Não preciso ensinar aos dois como viver suas personagens porque ao longo dos anos, eles se tornaram parte de quem são. Castle e Beckett existem e só estão aí até hoje por causa de vocês. Eu e Terri somos eternamente gratos por os trazerem à vida. Esperamos sinceramente que continuem a jornada e que a nossa despedida não seja a de vocês também.

As palavras de Andrew os deixaram calados por alguns segundos, absorvendo o que o escritor dissera. Nathan foi quem primeiro se pronunciou.

- Se a ABC aceitar, eu não vejo porque não estaria fazendo Castle no outono – sorria.                     

- Então, vamos começar os trabalhos. Após a reunião faremos as primeiras cenas mais leves. O pesado mesmo acontecerá na semana que vem. Focaremos nas cenas da investigação, de casa e do distrito. A sua cena mais pesada será filmada na segunda, Stana. Eu quero uma conversa antes e acompanharei a cena pessoalmente. A cena de ação será na quarta. Quinta e sexta nos dedicaremos à festa de premiação e a nossa própria festa de despedida. Aqui estão seus scripts completos. Nada de suspense com a última cena exceto o discurso de Castle que entregarei depois, afinal precisaremos de emoções antes de encerrrar essa etapa. Decidimos fazer isso para que todos deem o máximo de si, como se esse fosse mesmo o episódio final da série.

Terri percebera a feição preocupada de Stana diante das suas palavras. Ela sempre era a mais emotiva deles. Imaginava que ela demoraria a digerir o que tudo isso poderia significar.

- Terri, qual o grau de confiança que vocês tem de que a ABC pode renovar a série? Numa escala de 1 a 10? – perguntou Nathan.

- Sinceramente? Diria 9 e somente porque os contratos de vocês estão pendentes assim como o nome do showrunner.

- Ah, então você está confiante mesmo – a forma como Stana deixou escapar esse comentário chamou a atenção de Nathan.

- Estou, acho que é apenas uma questão de tempo e marketing. Eles sabem que tem audiência, um fandom apaixonado, uma joia nas mãos. Esse clima de tensão é para deixar fãs aflitos, mexer com os nervos e ver a repercussão da emissora principalmente nas redes sociais.

- Isso os deixa muito frustrados, digo os fãs. Eles sabem que não há como renovar o show sem seus atores principais. Eu mesmo recebo vários questionamentos todos os dias no meu twitter querendo saber se já renovei com a emissora. Se depender de mim, falta bem pouco para isso.

- Fico feliz em ouvir isso, Nathan – disse Andrew. Stana se encolheu na cadeira ao ouvi-lo.

- Vamos trabalhar – disse Terri sem perceber que acabara de evitar um momento de tensão por segundos - Andrew, você pode chamar os demais para começarmos a reunião?             

Os três dias seguintes foram bastante trabalhosos apesar de bastante proveitosos. A atmosfera do lugar estava alegre e contagiante. Talvez por ser o último dessa temporada ou porque todos pareciam se lembrar de momentos ou histórias passadas há algum tempo durante os sete anos que trabalhavam juntos. Todas envolvendo a presença de Terri ou Marlowe. Sim, o clima era de despedida, porém para Nathan as coisas estavam um pouco exageradas. Claro que iam sentir saudades dos criadores do show, mas havia muito drama por trás das lembranças.

Quando o dia terminava, só pensavam em seguir para casa, tomar um banho e descansar. Na sexta, logo após as gravações, todos estavam sentados na sala dos escritores tomando café e rindo. As risadas eram contagiantes, ótimos momentos depois de muito trabalho, então o celular de Stana tocou. Nathan estava do lado dela, ouviu sua última gargalhada antes de atender sua agente. A partir desse instante, ele viu toda a linguagem corporal dela mudar. Seu corpo se retensou, o semblante ficou sério. A testa franzida, falava pausadamente e baixo distanciando-se de todos. Uma mudança brusca e repentina. O que será que estava acontecendo?     

Escutara algo como proposta e novo projeto além de uma palavra que chamou a atenção de Nathan. Contrato. Será que havia algum problema com a sua negociação? Combinaram que não tocariam no assunto enquanto não tivessem uma perspectiva real a sua frente. Porém, pelas reações de Stana, era possível perceber que não tivera boas notícias. Em sua opinião, ela não devia guardar esses problemas apenas para si. Como marido tinha responsabilidade compartilhada.

Ao voltar para perto dos colegas, Stana tinha outro semblante. A descontração e a alegria desapareceram. Eles trocaram um olhar rápido, porém ficou claro que ela evitaria comentar qualquer coisa. Por se tratar de uma sexta, ela tinha vindo de bicicleta e ele era capaz de apostar que não aceitaria sua carona para casa.

Daria esse tempo a ela. Em casa, haveria oportunidades suficientes para saber exatamente o que acontecera para deixa-la tensa desse jeito. Conforme suspeitara, ela se despedira de todos alegando que por estar sem carro tinha que aproveitar para chegar em casa antes das dez da noite.

Nathan deixou-a ir ficando pelo menos mais uns trinta minutos conversando com os rapazes. Pensou em que poderia levar para casa a fim de proporcionar um momento de relaxamento para Stana, isso ajudaria a amenizar a pressão que vira em seu rosto após aquele telefonema. Sabia que ela adorava as comidinhas do restaurante do Jon, então antes de se despedir dos rapazes ele resolveu perguntar sobre a possibilidade de levar alguns quitutes para casa.

- Jon, você não trabalha com delivery no Clutch, mas se ligar para lá é possível antecipar um pedido para eu buscar para viagem?

- Claro que sim, por que?

- Estou com vontade de comer tex-mex e sou fã daquelas asinhas que você serve por lá. Esqueci completamente que meu irmão está aí, seria um bom jantar para a sexta.

- Ora! Por que não vai para o restaurante com o Jeff? Mais tarde estarei por lá, podíamos tomar algumas doses de tequila juntos ou se preferir mojitos.

- Agradeço o convite, mas estou cansado demais hoje para beber e amanhã tenho compromisso cedo. Melhor levar para casa.

- Vou resolver isso para você, bro! Asinhas, guacamole, tacos do dia... alguma preferência de recheio ou posso escolher? Ah, e quantos você quer?

- Confio no seu bom gosto. Duas porções de guacamole e seis tacos. Ah, coloque uma porção daquela pimenta deliciosa que você tem lá. Quase me esqueci da sobremesa, dois “tres leches cakes”.

- É pra já! – Jon pegou o telefone e começou a falar com sua gerente explicando o pedido especial, tapando o microfone, voltou-se para Nathan – quanto tempo para você estar lá? Quero mandar preparar o mais perto possível da sua chegada porque não vai demorar muito, talvez uns vinte minutos.

- Até Venice? Diria que uns trinta minutos considerando o transito. Melhor eu ir andando. Mande uma mensagem qualquer coisa.

- Sem problemas e Nathan, por conta da casa!

- Jon, realmente não precisa.

- Claro que sim, somos amigos e nada mais justo que pagar seu jantar uma vez.

- Obrigado. Bom fim de semana.

Nathan dirigiu rumo a Venice. O transito não estava tão pesado como pensara, o que era excelente. Não estava a fim de passar muito tempo preso nas ruas. Queria muito estar logo na companhia de Stana. Ela parecia que precisava muito de colo. Será que acontecera algo com alguém da família? Claro que não, Nathan! Você mesmo percebeu que se tratava de negócios. Checou o relógio, já fazia mais de quarenta minutos que ela deixara o estúdio. Ele ainda levaria quase uma hora para chegar em casa, melhor avisar quanto tempo ainda demoraria para estar em casa.

Pegou o celular e enviou uma mensagem para a esposa “Hey, gorgeous! Atrasei um pouco, mas prometo que você vai gostar do motivo. Chego entre 40 e uma hora. NF”. Sinceramente, esperava que ela respondesse. Voltou sua atenção para a rua. Estava chegando à altura da rodovia 10 que precisava pegar a Lincoln Road. Nem bem entrou na rua do restaurante, seu celular indicou uma mesagem. Jon. “Tudo certo, bro! Seu pedido está finalizando.” Ele respondeu agradecendo informando que estaria no restaurante em menos de dez minutos.

Estacionou o carro e não demorou nem dois minutos para pegar o pedido. Jon ainda colocara um pacote com seis garrafas de Corona. Finalmente, Stana respondera sua mensagem dizendo que estava esperando por ele. Satisfeito, respirou aliviado. Vinte minutos depois, estava em casa. Ao entrar, viu que as luzes da sala e da cozinha estavam apagadas. Ele colocou as comidas sobre o balcão da cozinha. Pegou dois pratos, talheres e copos. Iam beber vinho branco, nada de bebida pesada como tequila. Descompressar.

Subiu as escadas. Ela certamente estava no quarto. Ao chegar na porta, podia sentir o aroma de baunilha. Ela devia estar na banheira. Ótimo! Um bom começo para relaxar. A vontade era de se juntar a ela nesse momento, porém se fizesse isso o jantar esfriaria. Atravessou a porta do banheiro e a encontrou deitada em meio a sais de banho com os olhos fechados e uma toalhinha na testa. Era uma visão deslumbrante. Ele se agachou ao lado dela. 

- Hey, gorgeous... – acariciou os cabelos dela. Stana abriu os olhos lentamente.

- Hey.... – o rosto dela ainda tinha ares de cansaço e preocupação.

- Trouxe nosso jantar. Não vá demorar aí, está tudo quentinho. Podemos comer e namorar um pouquinho...

- Tudo bem, me dá cinco minutos?

- Claro! – ele inclinou-se e roçou seus lábios nos dela. Desceu para a cozinha arrumando tudo para que jantassem e aproveitassem um momento agradável a dois, precisava que ela estivesse de bom humor para questiona-la. Serviu as taças de vinho quando a viu descendo as escadas vestindo uma calça de moleton e uma camiseta dele, parecia um vestido nela – esqueceu de lavar seu pijama ou isso tudo é vontade de sentir meu cheiro? Saudades, Staninha?

- Deixa de ser convencido, Nate. Essa blusa tem o meu cheiro.

- Talvez porque você a colocou dentro da sua gaveta? Pensa que não vi? Não é a primeira vez que faz isso.

- Culpada – ela riu sentando-se à mesa, tomando o primeiro gole do vinho – o que temos para jantar?

- Tex-mex. Passei no Clutch. Temos asinhas de frango picantes, guacamole e tacos do dia. Jon agilizou as coisas no restaurante e não me deixou pagar. Antes que você me pergunte sobre a tequila, algo me diz que você não está muito inclinada para bebê-la, por isso o vinho.

- É, você acertou em tudo. E estou morrendo de fome.

- O que estamos esperando? – ele sentou-se ao lado dela, beijando-lhe a bochecha, cheirou o pescoço – hum... que delícia! Desse jeito vou querer logo a sobremesa – ela olhou para ele com um sorriso cansado, Nathan arrumou uma mecha de cabelo atrás da orelha retribuindo o sorriso – coma, amor.

Os primieros minutos foram dedicados apenas a saborear a comida. Nathan era louco pelas asinhas picantes, ela lambia os dedos com o guacamole. Ele observava casa movimento dela, cada gesto. Apesar de estar se alimentando, sentia que Stana não estava com o pensamento ali. De repente, ela quebrou o silêncio.

- Você acertou em cheio. O dia de hoje pedia uma confort food. Estou realmente cansada, nem acredito que falta apenas uma semana. Cinco dias, Nathan.

- Não pareça tão animada. Serão cinco dias pesados. Ainda bem que temos dois dias de descanso e você quem vai dizer o que iremos fazer – ela mordiscava o taco olhando para ele. Ás vezes não acreditava que estavam juntos. Ela adorava o jeito como Nathan a olhava, havia tanto carinho, tanto zelo em um gesto tão simples. Esse pensamento fazia a culpa machucar seu coração. Não deveria ser assim.

- Eu já estou satisfeito. Vou esperar por você para comermos a sobremesa.

- Quem disse que eu concordei com a sobremesa?

- E por que teria que concordar? Eu posso comer seu bolo tres leches sem problema. Quer café?

- Ah, sobremesa de verdade? Você se lembrou do bolo? Aceito café, sim.

- Ótimo – ele levantou-se para preparar a bebida, estava dando um tempo a ela para que pudesse confronta-la. O cheiro de café encheu a sala, com duas canecas nas mãos e a sacola com as sobremesas, ele sinalizou para que ela o seguisse até o sofá. Stana pegou a última asinha do prato e levantou-se. Antes de juntar-se a Nathan, ela lavou as mãos e afundou no sofá já segurando a caneca fumegante – não vai comer primeiro o doce?

- Só quero provar seu café – sorveu o primeiro gole – delicioso – Stana pegou o doce quase salivando. Ao abrir a embalagem o cheirnho de leite e morango a fizeram suspirar. Por impulso, tascou um beijo nele. Parecia uma criança encantada com o doce. Fechou os olhos na primeira colherada – isso está muito bom.

- Você não tem jeito mesmo!

- Obrigada – beijou-lhe os lábios – obrigada – repetiu o gesto – isso foi muito bom – Nathan deixou-a se deliciar com o doce. Aquela demonstração de carinho fora sincera, porém conhecia Stana o suficiente para saber que ela pegaria qualquer momento de distração para evitar uma conversa séria. Vendo-a colocar a embalagem vazia sobre a mesa de centro pegando novamente a caneca, Nathan decidiu iniciar a dolorosa conversa. Não sabia exatamente o que estava prestes a enfrentar, contudo não importava. Ele estava pronto para ajuda-la, qualquer que fosse o problema que a aflingia.    

- Amor, o que está acontecendo? Sei que está cansada, porém esse não é o motivo de você estar um tanto cabisbaixa, triste. Não gostaria de usar a palavra preocupada, apesar de ser a ideal para o que estou vendo em seus olhos. Desde que atendeu aquele telefonema de sua agente, seu semblante mudou, seu humor. Conte para mim, Stana.

- Nathan, não é nada. Alguns compromissos que falhei, decisões que adiei. Coisas normais de carreira. Nós falamos que não íamos preocupar um ao outro com isso.

- É verdade, falamos, prometemos que as discussões acerca das negociações e dos contratos da ABC não seriam objeto de nossa relação, mas não pude deixar de ouvir algumas palavras. Projeto e contrato estavam entre elas – percebeu o desconforto de Stana ao vê-la ajustar o corpo no sofá, uma certa tensão – olha, amor, se você está com problemas para negociar seu contrato ou está em dúvida se a emissora vai renovar a série, qualquer que seja o problema, você pode dividi-lo comigo. Quero ajudar.

- Não, Nathan. Prefiro deixar as coisas como estão.

- Olha, provavelmente não saberemos da renovação até às vésperas do episódio de maio. Sei que decidimos não comentar o assunto, porém temos apenas mais cinco dias de trabalho e tudo que se refere a Castle afeta a nós dois. Precisamos conversar. É o nosso futuro dentro e fora das telas.

- Nathan, ainda não é o momento... 

- Stana, isso não é justo. Sei que tem algo te incomodando. Quando me casei com você, eu disse sim a qualquer momento, na alegria e na tristeza... não apenas isso, se o problema envolve nossas vidas profissionais e pessoais, temos que enfrenta-lo juntos. Afinal, somos casados na realidade e na ficção. Por favor, não me deixe de fora. Quero ajuda-la.

Stana não esperava que ele a questionasse quanto a isso. Ele tinha razão, ela ficara muito abalada com relação à notícia que recebera naquele início de noite. Era incrível como Nathan percebia cada mudança de humor dela. O assunto em questão dizia respeito aos dois, nisso estava certo. Suas consequências afetariam suas vidas para o bem ou para o mal. Não estava preparada para discutir sobre isso, não era o momento ainda. Ela tinha uma tendência natural em guardar seus problemas para si, sofrer calada.   

Por outro lado, não era justo esconder dele seus medos e anseios se o afetaria diretamente. Passando as mãos nos cabelos, desviou os olhares de Nathan por um bom tempo. Ele estava detestando aquele silêncio. Segurando as mãos dela nas suas, Nathan forçou para que olhasse para ele.

- Stana, o que quer que aconteça, vamos enfrentar juntos. O que está acontecendo com o seu contrato?

- Nate, eu não quero que me odeie. Não sei o que pode pensar de mim...

- Eu nunca poderia odia-la, eu te amo – aquelas palavras deram forças a Stana, se o amava, tinham que enfrentar não importa quão difícil fosse essa nova fase. Inclinou-se para beija-lo.

- O que vou falar para você pode parecer errado e chocante, por isso quero que apenas me ouça antes de questionar ou até brigar...

- Eu não brigaria... – ela o cortou.

- Não faça promessas que não poderá cumprir. Acredite, você brigaria, irá brigar comigo. Mas estou preparada. De verdade. Promete que vai ouvir? – ele balançou a cabeça concordando. Stana respirou fundo antes de jogar a bomba no colo dele – as negociações do meu novo contrato com a ABC não estão nada bem. Pedi a minha agente para redigir duas propostas para apresentar. A proposta que enviei a emissora implicava em aumento de salário e reduções de horas trabalhadas. A princípio, nada tão fora do comum no nosso ramo, quem não quer mais dinheiro? O problema é que a ABC está irredutível dizendo que não há coerência no pedido. Por que me pagariam mais para trabalhar menos?

- A reação da ABC é normal, qualquer emissora reclamaria disso. Desembolsar mais dólares por menos dedicação. 

- É um direito que eles tem assim como eu também. Então, eu pensei em mandar minha outra proposta, só que isso irá soar tão... egoísta. A segunda proposta é igual à primeira com uma cláusula irrevogável.

- Como assim?

- Basicamente, se não aceitarem o que estou pedindo, não existe mais Kate Beckett.

- Isso é muito radical, não? – respondeu Nathan um pouco surpreso pela proposta, jogaria tão pesado assim?

- A questão não é essa, ser radical ou ousada. A segunda proposta era na verdade a minha primeira. Era a que eu queria mandar para ABC, porém minha agente me convenceu do contrario e agora estamos em pé de guerra. Nathan, a verdade é que – ela respirou fundo antes de dizer as palavras – eu não sei se estou disposta a voltar a ser Kate Beckett. Não queria filmar mais um ano de Castle.


- Você o que? – a cara de choque que se formou na frente dela fez seu coração doer. Perplexo, ele se deixou desviar o olhar de Stana. Aquilo era uma facada nas costas.    


Continua......

2 comentários:

cleotavares disse...

"Você o que?" Você não tem coração Stana Katic? Não se acaba uma Kate Beckett assim. Mas, de certa forma, você tem razão, lutar pelos seus objetivos, afinal, você é a "mandona" ou não é?

Marlene Brandão disse...

EITA!!!!
O dilema dela está a mil,como sempre digo Não existe Castle sem Beckett e nem Beckett sem Castle. Armaria!!!!!
Dói só de imaginar,agora é esperar o que virá a seguir e como o Nathan vai lidar com isso.