sexta-feira, 7 de outubro de 2016

[Castle Fic] Baby Boom - Cap.8


Nota da Autora: Devo avisa-las com antecedência sobre esse capitulo. Está bastante emotivo em vários sentidos. Além da visita, comecei a contar alguns segredos de Kate e claro o sentimento entre ela e Castle cresce a cada dia. Quem me conhece, sabe que tudo comigo tem um propósito, portanto não adianta querer antecipar as coisas, amo uma NC, mas tudo ao seu tempo. Um pequeno esclarecimento: quando menciono os dias, considerem começando a partir da segunda, excluindo o fim de semana que Beckett efetivamente se mudou para o loft. 
Obrigada pelos surtos e comentários. Preparem o coração! Enjoy! 


Cap.8     


- Agente Wilson, não esperava vê-la tão cedo. 

- Vários compromissos, tenho uma agenda cheia detetive. Estou vendo que você está bem relaxada com o bebê, não foi trabalhar hoje? 

- Na verdade é minha folga, hoje e amanhã – mentiu. 

- Parece que escolhi o dia certo então para observa-los. Como andam as coisas? A nova rotina? Vejo que está com olheiras, uma das características de todas as mães. Ele tem incomodado muito à noite? 

- Como todo bebê faminto - disse Castle se aproximando com café e entregando uma xícara para a agente - mas Kate é preocupada, lembra na primeira noite, amor? - ele colocou a mão sobre o ombro dela apertando de leve - Ela não conseguia pregar o olho tomando conta de Dylan, chegou a colocar um espelho próximo ao rosto dele para saber se estava respirando - ele riu, agora sua mão estava no pescoço dela, acariciando de leve. O gesto fez Kate enrubescer o que serviu perfeitamente como desculpa para a história que Castle inventava. Pegando o bebê no colo, ela retrucou. 

- Castle, eu só queria ter certeza. Estava me adaptando ao estilo de Dylan.

- É perfeitamente normal para uma mãe de primeira viagem. 

- Eu sei, mas Dylan é um bebê incrível. A rotina é dividida, enquanto um toma conta dele o outro providencia a comida, se trabalhamos juntos, temos a mãe de Castle para ajudar. 

- Falando nisso, enquanto você conversa com a agente Wilson, vou preparar a frutinha dele - Castle se levantou beijando-lhe a testa. Por que ele fez isso? Foi a vez de Dylan mostrar seu afeto. O bebê começou a falar "mamama". A agente sorriu ao ver o próprio sorriso de Kate. 

- Estou vendo que ele se adaptou rapidinho. Sei que estão com ele há praticamente uma semana, ainda acha que a adoção é a escolha certa? 

- Independente das noites, das futuras preocupações, dar uma família para esse garotinho, viver essa experiência com Castle é o certo a fazer - de repente, ela se viu falando muito mais que imaginara - você deve ter lido minha história, perdi minha mãe cedo, o senso de família completa. Ver isso acontecer com Dylan, me parte o coração. Ele é um amor, meu baby boy... - Beckett tinha lágrimas nos olhos. Abaixou a cabeça para fazer um carinho com o nariz no pescoço do bebê fazendo-o sorrir - segura-lo em meus braços é uma das melhores sensações que já experimentei na vida e Castle, ele é um pai incrível, um homem bom, Dylan tem sorte de tê-lo como exemplo - Kate não viu, porém Castle enxugou a lágrima teimosa que aparecera ao escutar suas palavras. Como não amar essa mulher? Ali estava ela, de pé com um bebê em seu colo falando do assunto mais difícil de sua vida, elogiando-o, tudo para garantir a felicidade de Dylan. A forma como Castle olhava para ela, também não passou desapercebida pela agente, de fato, apenas a fez admirar ainda mais a atitude de Beckett. Contudo, a detetive ainda não terminara.  

- Eu sei que tenho uma profissão de risco, minha vida é lidar com mortos e assassinos. Isso me traz uma preocupação a mais quanto a Dylan, eu acredito no equilíbrio. Castle é o meu oposto, pode trabalhar em casa e juntos faremos tudo acontecer da melhor maneira para esse garotinho - Castle se aproximava com um pratinho de frutas amassadas, o olhar encontrou o dela, Kate completou sem quebrar o contato – alguém uma vez me disse que em qualquer relacionamento precisa existir um ying e um yang para funcionar, o complemento, é o que somos. Afinal, ying-ying é nome de panda. 

Quando ela abriu o sorriso, Castle não resistiu. Pegou o menino dos seus braços e inclinou-se beijando-lhe os lábios. O ato pegou-a completamente desprevenida, quase deu um pulo para trás. Puro reflexo. No segundo seguinte, ela aceitava e correspondia ao beijo. Agora não havia o elefante no canto da sala, mas a sensação de borboletas no estômago era evidente. Beckett quebrou o beijo tentando ler algo mais naqueles olhos azuis, não conseguiu. Afastou-se e disse que precisava ir ao banheiro. Teve o cuidado de não subir as escadas, foi na direção do quarto de Castle. 

Sorrindo, Castle colocou Dylan no bebê conforto e começou a dar a papinha. 

- Estou impressionada com a interação e a adaptação de vocês ao bebê. É possível sentir o amor nessa casa. 

- Ela é especial, agente Wilson. Kate já sofreu muito, perdeu a mãe, se fechou para o mundo. Desde que a conheci isso vem mudando, mas Dylan? Ele mexe com ela como nunca vi. Ela se sente mãe dele não que eu tivesse duvidado que era possível, porém a ligação existente entre ela e esse garotão é diferente. Sei que ela não gosta de falar sobre sonhos ou fantasias, mas a impressão que tenho é que foi o destino que agiu para colocar Dylan em nosso caminho, principalmente no dela. 

Ele estava emocionado outra vez. 

- Engraçado, você fala como se ela não pudesse ter filhos, vocês podem constituir uma família, Dylan é apenas o começo ou é por isso que você mencionou destino, porque a detetive não quer filhos, é isso? 

- Não, eu sei que ela quer. Mas nos últimos meses ela tem experimentado uma série de noticias ruins, teve que lidar com outra pista do assassinato da mãe que acabou em um beco sem saída, isso a abalou. Arriscamos nossas vidas, bombas, Kate precisa de um momento de paz, calmaria. E Dylan veio trazer isso. Eu queria viajar com ela, mas o momento para ambos estava complicado, eu com um novo livro, ela com detetives a menos no 12th. Agora, mesmo com a obrigação e a responsabilidade que uma criança coloca em nossas vidas, a alegria, o sorriso, as pequenas descobertas. Valem cada noite mal dormida. 

- Eu ia perguntar como você se sentia em assumir o papel de pai de Dylan, mas já me respondeu. 

- Se me permite acrescentar algo – a agente fez sinal para que ele continuasse – eu criei minha filha Alexis praticamente sozinho. Sim, eu tive ajuda da minha mãe, contudo as noites mal dormidas, as febres, o primeiro dia de escola, as idas ao parque. Foram todas especiais. Eu nunca contratei uma babá. Quis viver todos os momentos com a minha filha. Quero fazer o mesmo por Dylan, dessa vez, com uma mulher incrível ao meu lado para dividir as alegrias.    

Beckett retornava a sala ainda balançada pelo que acabara de acontecer, o gosto da boca de Castle na sua, as sensações provocadas em seu próprio corpo, o frio na barriga e as dúvidas que persistiam em sua mente. Então, ouviu o que ele dissera. Cada palavra sobre o significado de ser pai. Deus! Que homem era esse que cruzara seu caminho? 

- Inspirador, Sr. Castle. Mas eu irei conversar com sua filha ainda. E devo lembrar que estou apenas no início das entrevistas. Vamos falar um pouco mais de obrigações. Como está a saúde de Dylan? – Beckett que estava escorada na porta do escritório observando a conversa comentou.

- Está ótima! Iremos leva-lo para a consulta com a pediatra na segunda-feira. A mesma médica de Anna, ela já conhece Dylan desde que nasceu. Será mais fácil para mantermos seu histórico médico. 

- Kate, pode trazer a mamadeira de agua que está sobre o balcão? O garotão acabou de comer – ela pegou o objeto, sentou-se ao lado dele entregando a mamadeira na boca de Dylan. O menino sugava com vontade. Ela sentiu Castle passar o braço na cintura dela puxando-a para mais perto. Os rostos muito perto outra vez e a vontade de beija-lo a tentava ao olhar para ele. Dylan largou a mamadeira o que fez o momento passar. Beckett o tirou do bebê conforto outra vez para o seu colo. A agente se levantou.

- Posso ver as instalações? 

- Claro! Vou fazer o tour pelo loft – Castle se levantou mostrando o caminho obviamente a sala, depois a cozinha. Em seguida, o quarto de Dylan – é provisório ainda, mas conseguimos criar um ambiente no qual ele se sinta bem. 

- Isso está muito bom. É claro, funcional. Tem o toque infantil e de família – disse a agente observando as fotos de Kate e Castle com o bebê, além de algumas de Dylan sozinho. Castle a guiou até seu escritório comentando que era ali que passava a maior parte do tempo quando estava em casa. A agente reparou nos porta-retratos. Fotos do casal. Sorriu. No quarto de Castle, outra demonstração de ambiente familiar. O cenário encontrado surpreendeu até o próprio escritor, porém ele entrou no clima rapidinho. 

- Terá que nos desculpar, agente Wilson. Não tivemos muito tempo de arrumar a casa ainda – a cama estava com o edredom jogado e os lençóis emaranhados. Sobre o travesseiro havia uma camiseta de Beckett. Ele havia arrumado sua cama logo cedo. Beckett. Ela viera ao banheiro. Sorriu. Não resistindo, ele pegou a peça em suas mãos disfarçando e abrindo uma gaveta no closet colocando-a ali. 

- Não é problema. Mostra que essa é a casa de pessoas comuns, com seus afazeres domésticos, suas vidas em curso – com a posição em que a porta estava, era possível ver os roupões do casal e o casaco de Beckett. Os sapatos também tiveram papel importante – e esse berço? 

- É uma questão de segurança e comodidade. Para o caso de precisarmos durante a noite. 

- Estou vendo que ela está levando a sério a maternidade. Livros de cabeceira. 

- Eu falei – Castle sorriu. 

- Esses são os pais dela? – perguntou a agente ao ver a caixa. 

- Sim, Jim e Johanna. Ela guarda o solitário da mãe ai. Segundo ela, um símbolo da vida que perdeu. 

- Muito interessante – declarou a agente começando sua volta para a sala, Castle abriu a gaveta, levou a blusa de Kate até o nariz, cheirou-a. Queria fazer isso desde o momento que a vira sobre o travesseiro - Eu preciso ir. Estou satisfeita com o que vi hoje. Até o nosso próximo encontro. 

- Eu a acompanho até a porta – disse Beckett. Abriu a porta do loft para a mulher. Sorrindo, a agente mexeu com o bebê e tornou a fitar a detetive. 

- Vocês tem um belo lar aqui. Moderno, diferente. Mas um lar. Dylan está bem. É posso dizer que o que observei aqui é promissor e detetive? Se fosse você, não esperava tanto para casar com aquele homem. É um espécime raro – novamente ela ficou vermelha. 

- Quando podemos espera-la? 

- Será outra surpresa, Kate. Vocês não tem com que se preocupar, sigam a rotina apenas. Tenha um bom dia – assim que fechou a porta atrás de si, Beckett se escorou contra a madeira. Fechou os olhos. Fora uma manhã inesperada. Ela se sentiu dentro de um livro de história, não um thriller policial como os de Nikki, porém definitivamente um exemplar escrito por Rick Castle. Ele apareceu logo em seguida, sorria. 

- Então? Ela falou alguma coisa a mais para você? Acha que passamos na primeira avaliação? 

- Ah, eu não sei... – ela soava misteriosa com cara de desinteresse, deu de ombros e olhou para Dylan – o que você acha, baby boy? Será que podemos contar para o seu futuro papai que o loft foi chamado de lar? – o menino balbuciava “mamama”. 

Ela olhou para Castle, agora havia um sorriso estampado no rosto. Ele, movido pelo impulso, correu até Beckett a erguendo do chão em um abraço com o bebê e tudo. Tascou um beijo no rosto dela. 

- Obrigado, Beckett...muito obrigado! 

- Castle... me põe no chão, o bebê... 

- Oh, certo! Desculpe... – ele ria feito bobo – nossa! O que você fez no quarto, eu não esperava e causou boa impressão com Wilson. Precisamos comemorar, e-eu confesso que estava nervoso. Não sabia como você ia reagir e se sentir e... e-eu...ah, Kate! Eu estou tão feliz! – ele passou as mãos no cabelo, socou o ar e gritou – há! Dylan, garotão... – ele tirou o menino dos braços dela. Beijou-lhe o rosto e começou a dançar pela sala rindo. A cena era adorável. 

- Calma, Castle... foi apenas a primeira visita. Ainda posso estragar as próximas. 

- Você? Estragar as próximas? Você foi perfeita! Se minha mãe tivesse aqui diria que você merecia o Oscar, eu concordo. 

- Eu não estava atuando, Castle. Claro que disse o que ela gostaria de ouvir, mas eu... eu falei a verdade sobre a maioria das coisas. 

- Exceto pela parte de ser a nova mãe de Dylan, certo? 

- É, mas estou adorando representar o papel por três semanas – ela tocou a mão dele que estava sobre a coxa de Dylan, o polegar acariciou a pele – você merece tudo isso, Castle. 

- Nós estamos bem, certo? – Castle perguntou referindo-se ao beijo que trocaram, afinal eles nunca conversaram sobre a outra vez que isso acontecera por mais que ele quisesse, entendia a hesitação de Beckett quanto a isso.   

- Sim, estamos – enquanto ela lembrava-se do breve instante que seus lábios estiveram nos dela – vou tomar um banho. O que acha de sairmos um pouco? Um passeio no Central Park. O dia está tão lindo. Dylan vai gostar. 

- Eu aceito o convite. Vou apronta-lo – Kate sorriu subindo as escadas. Castle tinha razão, era um dia para celebrar. Uma vitória por vez.

Beckett reapareceu vestindo uma calça jeans, camiseta e tênis. Castle já esperava por ela também de jeans e camiseta, além do casaco marrom de couro. Dylan, em seus braços, estava com um onesie e gorrinho. 

- Olha para você... está lindo! – ela fitou Castle, a afirmação poderia valer para ambos – preciso pegar minha jaqueta no seu closet. Você não vai levar o carrinho? 

- Não. O canguru basta. Vamos passear no parque, levarei a bolsa dele com mamadeiras, fraldas e leite. Será suficiente. Não se preocupe, eu irei carrega-lo.  

- Tudo bem, volto já – ela se enveredou pelo quarto voltando dois minutos depois encontrando Castle com o bebê no canguru não de frente para ele como era de se esperar, mas fitando Kate. Muito a vontade por sinal – estou pronta, podemos? 

- Claro! Depois de você. 

Eles deixaram o loft seguiram para a estação de metro mais próxima e pararam no Central Park na altura do museu de historia natural. Fizeram uma boa caminhada pelo parque, sentaram-se na grama, interagiram com outras crianças. Onde chegavam com Dylan recebiam elogios. Ouviram de tudo. 

“Ah, que casal lindo!”,“Família maravilhosa”, “Tem os olhos do pai”, “Uma mistura dos dois”, e tantas outras versões que Beckett poderia fazer uma longa lista. Elogiaram o fato dela estar em forma mesmo após a gravidez, o apego do menino a ela e a beleza do pai. Sim, Dylan não ficou todo o tempo no canguru como Castle gostaria. Ele acabou querendo o colo de Beckett repetindo continuamente o tal “mamamama” até que fosse atendido. 

Castle sugeriu deles irem a outro lugar igualmente interessante. Pegaram o mesmo metro de volta para a sua casa, porém ao invés de subirem, ele a guiou por mais dois blocos. Pararam numa Starbucks, compraram café e seguiram na direção sul do loft mais duas ruas. Então, Kate viu onde estavam indo. Um outro parque. Esse bem mais modesto, típico de vizinhança. Havia outras crianças passeando com seus pais. Mais do que isso, ali existia um pequeno parquinho. Caixa de areia, escorregador, gangorra e o preferido de Kate. Balanços. O sorriso abriu-se no rosto. 

- Castle, que lugar é esse? 

- Esse é o parquinho que costumava trazer Alexis logo que nos mudamos para o loft. Descobri sem querer e acabou se tornando uma espécie de refúgio. Quero que Dylan aproveite esse lugar, independente do resultado das avaliações, eu vou aproveitar esses dias para traze-lo aqui. 

- Era aqui que você encontrava seus potenciais alvos para encontro, Castle? 

- Não! Você acreditou no que lhe disse? Estava brincando. Apenas te provocando. Eu não fazia nada disso quando estava com Alexis. Sempre levei a paternidade muito a sério – ela acreditava nele, em cada palavra – vem, deixa eu pendura-lo no canguru para que possamos caminhar. 

- Não precisa, Castle. Estamos bem assim. Vem, quero checar tudo. Afinal, tenho que aprovar o local que você está trazendo Dylan. É minha responsabilidade também – ele apenas sorriu, não ia contestar se ela começava a ficar mais ligada em Dylan do que queria, mesmo que não admitisse abertamente, ele sabia que Beckett estava curtindo cada instante ao lado do pequeno. Ela segurava Dylan em um dos braços e o café na outra mão. Caminhando lado a lado, eles chamavam a atenção das pessoas no parque. 

Ao chegar perto dos balanços, Beckett virou-se para Castle. 

- Pode segurar meu café e Dylan um instante? – ele obedeceu prestando atenção no que ela iria fazer. Kate aproximou-se de um dos balanços. Com as mãos tocava o objeto, sentia as correntes, de repente começou a falar – quantos anos não via um balanço! Sempre foram meus preferidos quando criança. Na escola, no parque que minha mãe costumava me levar... eu me sentia livre neles, como se pudesse voar – ela sentou-se por fim, segurou as correntes e deu o impulso com os pés. Em segundos, ela estava balançando as pernas cada vez mais alto rindo. Livre, pensou. 

Castle observava a cena. Era um daqueles momentos para gravar na memória para sempre. Kate Beckett em um balanço feliz como uma criança, rindo. Não, ela gargalhava. O som delicioso daquela gargalhada que ele amava. Ele aproximou os lábios do ouvido do bebê. 

- Está vendo, Dylan? Kate também sabe se divertir. Sim, ela precisa de tempo para enxergar que pode ser sua mãe de verdade. Sua “mamamama”. Ela não é linda? Você a adora, não? Claro que não posso culpa-lo. É extremamente difícil de resistir. Não sabe o quanto em sofro, Dylan... sua mama é muito durona. Mas, aos poucos eu vou conseguir. Pequenos gestos, meu garotão. Chegaremos lá, eu e você - Logicamente, o menino não entendia o que Castle dizia, porém apenas por comentar as silabas conhecidas, ele começou a chama-la “mamamama”. 

Beckett havia parado com o balanço. Ouviu o bebê falando. Sorriu. Levantou-se e pegou-o no colo. Conversando com ele. 

- Hey, baby boy...o que foi? Castle te beliscou foi? Está falando bobagens para você? É, eu sei como é. Estou acostumada. Seu pai é assim – ela ergueu o menino na altura da sua cabeça de modo que sua boca pudesse alcançar a barriguinha dele. Começou a fazer cócegas, beijando o local e rindo. O pequeno gargalhava. Ela não percebeu, mas Castle tirou uma foto do momento. Ele mesmo olhava feito bobo para os dois. Simplesmente apaixonado. Então, Beckett virou-se para fita-lo. 

- Castle, você acha que ele curtiria um pouco o balanço? Eu só não sei se consigo segura-lo. 

- Por que não gostaria de uma voltinha? O canguru é perfeito para isso. Vem aqui, eu arrumo para você. Quer dar uma balançada na vida, garotão? – ele ajustou as alças para o corpo de Beckett, pegou o bebê e colocou-o de costas para ela a fim dele poder observar o que acontecia quando estivessem no balanço. 

- Tem certeza que isso está bem apertado? Não tem risco de cair? 

- Não se preocupe. Mas lembre-se que você não pode balançar demais, ele é um bebê. A sensibilidade dele é maior que a sua para movimentos, vá devagar. 

- Certo – Beckett sentou-se outra vez no balanço. Devagar, ela começou a mexer as pernas conversando com o bebê. Ia aumentando o ritmo e vendo a reação dele. Dylan estava adorando a aventura. Ele soltava gritinhos e risinhos gostosos fazendo-a rir também. Alguém estava babando enquanto usava o celular para gravar os dois se divertindo. Depois de muita diversão, Beckett chegou a conclusão que bastava de balanço para Dylan por hoje. Ela se juntou a Castle em um banco. 

- Acho que ele está com fome. Vou fazer uma mamadeira. 

- Sim, é bom. Será que poderia tirar esse canguru para eu segura-lo no meu colo? 

- Claro – ele fez o que ela pediu e concentrou-se na mamadeira. Uma garotinha se aproximou de Dylan. Devia ter uns três anos. A mãe vinha logo atrás. 

- Ah, ele é tão lindo. Qual o nome dele? 

- Dylan.

- O meu é Sophia. É um prazer conhecer você, Dylan. É a primeira vez no parque? Eu amo esse lugar. 

- Sim, é a primeira vez dele. Você é muito linda. Adorei seu colar e seu anel. 

- É de sereia, da Ariel. Adoro ela – Kate olhou para Castle pedindo socorro. 

- A pequena sereia. Não gosta do príncipe Erick? 

- Gosto. Mas a Ariel é linda. Tem os cabelos parecidos com o seu, só que vermelho. 

- Desculpe, ela está atrapalhando vocês? Sophia é uma tagarela. 

- Ela é uma graça. Sou Kate, esse é Dylan e Rick. 

- Sou Julie. Seu bebê é lindo! Tem os olhos do pai, mas a boca e as feições são suas. Não tinha visto vocês por aqui ainda. São novos na vizinhança? 

- Não – Castle se antecipou – é que agora que decidimos trazer Dylan para o parque, começar a socializar com outras crianças. Ele tem seis meses. 

- Fará sete na próxima semana – completou Beckett. 

- De agora em diante, iremos aparecer mais por aqui. ainda mais com a fixação de Kate por balanços. Nunca vi alguém tão fã! Se duvidar ela curtirá mais o passeio que Dylan, não amor? – ela sorriu. Castle estava chamando-a de amor, continuando a farsa. Mas por que? 

- Ah, os dois pareciam se divertir muito ali, difícil dizer quem estava mais feliz – disse Julie – estamos sempre por aqui. Quando tenho uma folga do trabalho. Sou enfermeira. O que você faz, Kate? 

- Sou policial – nesse instante Castle entregou a mamadeira para Beckett, Sophia estava encantada fazendo carinho no bebê que também estava gostando. 

- Ah! Interessante. Espero que nos encontremos mais vezes por aqui. Vem, Soph, é hora do Dylan comer. Foi um prazer conhece-los, formam uma bela família. 

- Obrigado – disse Castle – o prazer foi nosso. Tchau, Sophia – ele acenava para a menina. 

- Tchau. Dylan, tchau – Beckett segurou a mãozinha dele imitando um aceno. Em seguida, virou-o em seu colo acomodando e oferecendo a mamadeira. Então, vendo que o bebê estava ocupado, perguntou. 

- O que foi aquilo? Você estava atuando no parque? 

- Acredite, isso vai ser bom. Estou maquinando umas ideias aqui, pode funcionar ao nosso favor – ela sorriu balançando a cabeça. Não queria saber o que era. Na verdade, ela gostou do clima da conversa, do jeito dele. Aliás, esse momento no parque estava sendo bem especial. Sem pensar, ela repousou a mão na coxa dele, fazendo um carinho e voltou sua concentração para Dylan. Castle não conseguia tirar os olhos da mulher ao seu lado. Era evidente para qualquer pessoa no parque que aquela era uma família feliz e ele? Um homem completamente apaixonado pela mãe de seu filho. Era essa a leitura de Julie da cena que observava de longe. Quem disse que não há famílias perfeitas? 

Dylan terminou o leite. Entregando a mamadeira para Castle, Beckett virou o bebê para faze-lo arrotar. Ela parecia uma profissional. Aprendera muito rápido. Ele pegou o canguru colocando-o em si outra vez.  Estava na hora de voltar para casa. Satisfeita que Dylan estava tranquilo, entregou-o para Castle. Estavam prontos para retornar ao loft. De pé, ele a fitou. 

- Kate, eu realmente queria agradece-la por hoje. Você tem noção de quanto foi importante? Eu disse que queria festejar, mas a verdade é que você merece muito mais que um passeio no parque. Eu deveria te levar para jantar em um restaurante elegante, da sua escolha. Você foi perfeita e.... sei que estou alguns passos de conseguir a guarda de Dylan por sua causa. E-eu nunca vou poder retribuir esse favor. 

- Castle, não precisa. Considere como um dos favores após salvar minha vida. Estou fazendo com prazer, não é uma obrigação – ela alcançou a mão dele, deu um aperto carinhoso e fitou-o nos olhos sorrindo – Dylan é especial, merece uma vida boa e alguém especial. Como você – Castle sorriu principalmente porque ela não largou a mão dele. 

- Vamos? – ele acenou para Julie, Beckett fez o mesmo. Seguiram lado a lado pela rua e Beckett não largara a mão dele, mais que isso, ela entrelaçou seus dedos aos de Castle. A sensação de conforto, paz e serenidade os acompanhava. O gesto de Kate não passou despercebido por Castle – a garota dos balanços, acho que vou chama-la assim de vez em quando. 

- Não se atreva. Isso é um segredo, é intimo. Memórias com minha mãe. 

- Tudo bem. Eu entendo – as mãos continuavam entrelaçadas – o que você quer jantar? 

- Que tal comida japonesa? Sushi, sashimi.... e tempura. 

- Ótima pedida – eles entraram no prédio, subiram o elevador e apenas quando estavam no loft Kate largou a mão dele para pegar o bebê. Reparou que ele estava com a fralda suja. Anunciou que ia troca-lo indo para o quarto de Dylan. Castle sentou-se no sofá deixando-se levar por aqueles últimos minutos outra vez. Ela estava à vontade segurando sua mão, relaxada. Suspirou. Era um sinal. Só podia ser. Não podia estar imaginando isso. Beckett retornou à sala com Dylan cinco minutos depois, ela não apenas trocara a fralda como também a roupa. Vestira uma camiseta azul com um golfinho e uma calça de pijama também azul.  

- Pronto. Fralda limpa. Vamos brincar um pouco no tapetinho. 

- Eu irei providenciar a sopinha dele. Depois desse passeio e da mamadeira é bom um alimento e aposto que vai dormir logo, o que seria ótimo para que pudéssemos jantar. 

- Você acha que ele vai dormir mesmo? 

- Depois da sopa. Brinque com ele – ela seguiu para o tapetinho. Dylan já rolava bem a vontade ficando de bruços. Ela tinha o Mr.Frog nas mãos e fazia uma dancinha. Castle a admirava enquanto cortava os legumes. A cada dia que passava, ela estava mais envolvida com o garoto. Isso era bom porque a deixava leve, relaxada. Por outro lado, o apego poderia vir a ser um problema quando os 21 dias acabassem, a menos que a atitude de Beckett demonstrasse algo diferente ou ele fizesse alguma coisa para mudar a situação entre eles, o status do relacionamento. É claro que teria que fazer como se fosse casual. Sim, ele tinha uma ideia. Amanhã. 

Como era esperado, Dylan comeu a sopa, se lambuzou todo e Kate o limpou. Castle havia aproveitado para pedir a comida japonesa. Meia hora depois, o entregador trouxe o jantar. Ele pagou e acabou levando o bebê para uma troca de fralda. Por se tratar de comida crua, ele optou por não apressar. Era melhor comerem juntos. Eram oito da noite, portanto ela julgou que deveria tentar faze-lo dormir. Preparou uma mamadeira e roubou Dylan do colo de Castle. Sentou-se na poltrona para dar o leite. Castle havia se distraído com algo na televisão até perceber que ela esquecera o sapo no tapete. Castle veio ao quarto de Dylan com o Mr. Frog nas mãos. 

Calado, observava o jeito dela. Kate murmurava uma canção de ninar enquanto dava a mamadeira a Dylan. Ele reconheceu como “Frere Jacques”. O quarto iluminado apenas pela luz do pequeno abajur, fazendo o ambiente ficar quase na penumbra. De repente, a voz doce e melodiosa cantava em francês. Sorriu. Dylan prestava atenção nela. Os olhos azuis vidrados na mulher a sua frente. Com o sono o derrubando, os olhinhos abriam e fechavam repetidamente, lutando para continuar admirando aquela que considerava sua mãe. Beckett tirou a mamadeira vazia da boca do bebê, Castle prontamente a pegou. Ela o colocou de bruços para arrotar e quando terminou, ele entregou a ela o Mr.Frog. acomodando o menino no colo, mostrou o sapo a ele. Dylan o agarrou abraçando-o em seguida fazendo algo inesperado. Levou o polegar a boca fechando os olhinhos. 

- Oh, Deus! Ele chupa dedo. Eu nunca percebi antes... 

- Nem eu. É a primeira vez, acho que tem relação com o Mr.Frog – ela suspirou trocando um olhar com Castle e voltando sua atenção a Dylan. 

- Ele fica ainda mais lindo e... – foram interrompidos pela voz de Martha.

- Aí estão vocês. Pensei que tivessem desaparecido – no mesmo instante, os dois levaram o indicador aos lábios, em sincronia como tantas vezes, indicando silêncio. 

- Ele está quase dormindo, mãe – sussurrou Castle. Martha admirou a cena por um instante, a detetive e seu filho pareciam um casal de verdade. 

- Oh, Richard! Ele chupa dedo? Você também fazia o mesmo até os três ou quatro anos.

- Sério? Não me lembro. 

- Eu devo ter algumas fotos, vou procura-las – deixou o quarto. 

- Acho que ele dormiu, vou coloca-lo no berço – Kate se levantou vagarosamente da poltrona e gentilmente colocou Dylan no berço cobrindo-o com a manta. Saíram do quarto. Martha estava na sala segurando um álbum antigo no colo. 

- Eu sabia que tinha as fotos. Aqui, sente-se Katherine – ela obedeceu curiosa para ver outras fotos de Castle quando bebê – vê aqui? Ele tinha nove meses e nessa já andava, repare no dedo na boca. Ele carregava esse cobertor azul com estrelinhas, lua e foguetes para todo o canto especialmente quando estava com sono. Se pegasse a manta, eu já sabia, hora de dormir. 

- Então, a obsessão por espaço vem de criança – disse Beckett implicando, sorrindo na direção dele. 

- Richard, cadê suas fotos de bebê? Estão faltando três delas. Nossa, como a semelhança é incrível. Parece que estou vendo o Dylan. Você não acha, Katherine? – Martha percebeu que a detetive se perdeu observando seu filho quando bebê. Ele era uma graça, pensou Beckett - Katherine? 

- Oh, sim. Muito parecido. 

- Richard, as fotos? 

- Ah, devem estar no meu quarto. Vou busca-las – Kate sabia que ele não teria todas, afinal uma estava em sua carteira. Tentou desconversar. 

- Nossa! Estou com fome. 

- É verdade, ainda não comemos. Vamos, basta sentar e apreciar. Quer um pouco, mãe? Sushi, sashimi... 

- Não, eu não sou adepta a essas comidas cruas. 

- Ah, Martha tem tempura. Coma um pouco conosco – insistiu Kate para que ela esquecesse das fotos. A mãe dele acabou sentando-se ao lado da detetive e provando um pouco – eu estou bem cansada. Não vejo a hora de me jogar na cama e dormir. 

- Não posso dizer que a ideia é maravilhosa. 

- Olha para vocês, tão jovens e cansados em plena noite de sexta-feira. Esse bebê está mesmo transformando-os em pais – ninguém ousou retrucar o comentário dela. A porta do loft se abriu e Alexis apareceu trazendo uma sacola de uma loja de brinquedos. Ela havia comprado um livrinho inflável bem colorido para Dylan. Castle adorou o gesto da filha. Conversaram um pouco mais enquanto a menina experimentava alguns rolinhos e logo se despediu dizendo que ia para seu quarto. Restaram os três na sala outra vez. 

Martha sabia que devia dar uma certa privacidade para o casal, porém era tão interessante observar a interação deles. até um cego percebia a conexão, o jeito que conversavam, faziam piadas e provocações. O que faltava para assumir seus sentimentos? Beckett acabou de comer e anunciou o que já se esperava. 

- Castle, obrigada pelo jantar. Acho que vou me deitar. O dia foi cheio hoje. Muitas situações e... 

- Você quer dizer muitas emoções, não? – ela não retrucou, na verdade estava ponderando sobre um outro assunto. 

- Castle, será que você poderia me dar a babá eletrônica? Quer dizer, se Dylan chorar e você não ouvir... e-eu fico preocupada e...

- Tudo bem. Você está com o seu celular? Eu posso baixar o app e conecta-la a unidade principal. É tudo online. 

- Tem um aplicativo para isso? 

- Você soou como eu... – ele riu – tem sim, é uma babá da Apple. Simples de usar e você pode checar como o bebê está de qualquer lugar usando apenas o wifi – ela entregou o aparelho para ele. Rapidamente, ele digitou varias coisas. Tornou a dar o celular para ela colocar a senha e continuou seu trabalho. Menos de cinco minutos, ele terminara mostrando a imagem de Dylan dormindo tranquilamente no quarto. 

- Incrível! Como mexo nisso? 

- Simples, vou mostrar – lado a lado, ele indicava todos os passos que ela precisava para logar, navegar, escolher câmeras e checar o bebê. Kate se inclinava quase deitando a cabeça no ombro dele prestando atenção ao que ele fazia. 

- Entendi. Se ele chorar, irei ouvir. 

- Você não precisa fazer isso, Beckett. Eu irei acordar, será apenas fome. 

- Richard, deixe a moça fazer o que quiser. Bem, eu vou assistir um filme. Boa noite para vocês – Beckett desejou boa noite e esperou que Martha desaparecesse na escada para voltar a conversar com Castle. 

- Se ele chorar, eu desço. Pode dormir se quiser. 

- Acho que sei quando não entrar numa discussão com você, detetive – ele sorriu. Por segundos, o silêncio se fez presente, apenas os olhares importavam. 

- Sabe, eu acho que deveríamos levar Dylan mais vezes ao parquinho. 

- Você não está falando isso somente porque quer voltar aos balanços, certo? – foi a vez dela sorrir. 

- Não... passeios são bons para os bebês, está no livro. Podemos ir de dois em dois dias – Castle reparou no uso do verbo no plural. Definitivamente ela estava contando com ele nesses momentos – de qualquer forma, é uma sugestão. Vou dormir. Estou feliz por ter dado tudo certo com a agente, de verdade. 

- É, eu também. Você foi responsável por isso, Beckett. Não sei como agradece-la – ele tomou a mão dela na sua, acariciando a pele macia com o polegar – de verdade – a intensidade dos olhos azuis provocaram arrepios no corpo dela. Suspirou e devagar deixou sua mão escapar da de Castle. 

- Não precisa. Boa noite, Castle. 

- Até amanhã, Kate. Você tem razão, vamos leva-lo ao parque mais vezes – com um ultimo sorriso, ela subiu as escadas por fim. 

Ela fechou a porta do quarto. Escorada na madeira, Kate fechou os olhos. Por que seu corpo reagia assim? Como uma adolescente sem controle. Por que estremecia ao toque dele? Era como uma faísca. Isso não podia ser normal. Não havia porque aceitar essa situação. Estava ali fazendo um favor. Ajudando Dylan. Fim. Suspirou e se dirigiu ao banheiro. 

Após um banho, enrolada na toalha, ela procurou por sua camisa do pijama. Onde ela a colocara? Revirou os travesseiros e as gavetas. Então, lembrou. Ela deixara no quarto de Castle. Não sabia se deveria ir até lá para pega-la. Bastava usar outra camiseta, tinha tantas. Mas inexplicavelmente, ela se viu vestindo a calça do pijama e uma camiseta branca. Desceu as escadas novamente. Sequer pensou se ele poderia estar dormindo ou a vontade. Ela apenas entrou no escritório e deu de cara com ele na frente do notebook. 

- Beckett? O que faz aqui? 

- Desculpe, e-eu... você não está dormindo? 

- Não, gosto de escrever de madrugada. Precisa de alguma coisa? 

- Queria saber se... você achou... – ela mordiscou os lábios envergonhada por ter que perguntar isso a ele – minha blusa do pijama. 

- Ah, você deixou no meu quarto. Fazia parte da cena com a agente. Vem comigo – ele se levantou, Beckett foi atrás. Ao vê-lo abrir uma gaveta, estranhou – eu guardei logo em seguida. Aqui está – Castle esperava que ela não se lembrasse para que pudesse ficar com a peça, a gaveta em questão não era a mesma que ele cedera para colocar suas coisas. Era uma das dele. Ela sorriu. 

- Obrigada, e-eu vou dormir. Boa escrita para você – ela amassava a camisa nas mãos, fazia inconscientemente ao vê-lo se aproximando dela. De repente, estavam a centímetros de distância tanto que Beckett se viu obrigada a dar um passo para trás ficando rente a porta. Castle sorria observando o jeito sem graça da detetive.

- Eu me diverti muito hoje, Kate. Com a visita, com o passeio. Mesmo estando nervoso, você tornou tudo mais fácil. Achei que devia dizer isso. 

- Você já me agradeceu antes, Castle. 

- Eu sei. É bom enfatizar – ele tornou a ficar bem próximo a ela. 

- Eu também. Eu me diverti – ela caminhava pelo escritório evitando a proximidade. 

- Boa noite, Kate – ele se inclinou para beija-la no rosto, propositalmente na bochecha bem no canto dos lábios. Afastou-se e voltou para a sua cadeira. Beckett não pode evitar de abrir a boca diante do gesto. Virou-se e apressou o passo para as escadas. 

Sentou-se na cama. Olhava para a blusa nas mãos. Levou-a até o nariz. Tinha o perfume dele. Beckett inalou profundamente fechando os olhos. Por que ele fizera isso? Ele quase a beijara. E por que ela se sentia uma adolescente idiota com o coração disparado? Isso não era o comportamento de alguém racional. Precisava tirar esses pensamentos da cabeça. 


Deitada ela ficou observando o bebê dormir pela tela de seu celular. Sim, o dia fora de emoções, mais do que Castle podia imaginar. Kate ainda não tinha ideia que as emoções e as armadilhas de seu coração estavam apenas começando. Adormeceu com a camisa próxima ao nariz sentindo o cheiro dele. 


Continua...

12 comentários:

Silma disse...

Ai meu coração 😍😍

MarluLeles disse...

Dio mio até eu estou com borboletas no estomago... Se o Castle continuar assim acho que eu me apaixono e tomo ele da Kate. Kkkkkkkk

MarluLeles disse...

Dio mio até eu estou com borboletas no estomago... Se o Castle continuar assim acho que eu me apaixono e tomo ele da Kate. Kkkkkkkk

cleotavares disse...

Nossa, Kate! Como você consegue resistir, criatura? Eu tinha ido pegar essa camiseta e ficado lá mesmo.

Luciana Carvalho disse...

Que lindo esses três!!! Kate tá caidinha.. não resiste girl, pq nem eu tô resistindo a tanta fofura!!

Luciana Carvalho disse...

Que lindo esses três!!! Kate tá caidinha.. não resiste girl, pq nem eu tô resistindo a tanta fofura!!

Line Psi disse...

Coisa mais fofa essa história, muito amor esses dois e com o bebê fica ainda mais lindo. Próximo capítulo por favor

Gabriela Mendonça disse...

Eitaa doidooo, a primeira visita da agente... e eles passaram com louvor. Morta com o Dylan se ajudando, garoto danado soltou o mamamama na hora certinha kkkkkk e a Kate bagunçando a cama kkkkk.
Os balanços... aiii que tuuuudooooo, parabéns Kah por inserir esse elemento tão Caskett nessa história linda.
E por falarem Caskett, tão fofinhos gente. Dois apaixonadinhos, dois lindos. Castle danado beijando a Kate e depois dando beijo no canto da boca. O que foi a Kate pegando na mão dele? Kkkkkk acho que fi tão natural que ela nem reparou. Acho que tem de ser assim mesmo, aos pouquinhos nada desair atropelando nada. Vamos focar no Dylan e sua adoção. Depois a gente pensa em Caskett juntos kkkk. É tão fofo ver eles se paquerando.

rita disse...

Cada dia melhor, tão amada de se ler! Linda fic, emocionante, excelente, PURA. Estou amando como todas as suas fics, e esperando ansiosamente a postagem do próximo capítulo. Abraços Karen.

Pâmela Bueno disse...

aiiii eu vou morrer de tanta fofura nessa fic!!!!! sério, to apaixonada pelo jeito dos dois, com o bebê assim vendo ela como mãe... Queria guardar eles num potinho hahahah

Vanessa Belarmino disse...

Wow! Até a agente ta shippando hahaha #CasaLogo
Quanta fofura esse trio... Teve até beijinho... Eles não tão atuando nada... Tudo sincero! Kate nos balanços foi tão fofinho. Eles são perfeitos juntos... A detetive vai surtar quando tiver que voltar pra casa... Não vai ser fácil. 21 dias com eles 😍😍😍 e depois ficar sem... Nós queremos que eles fiquem juntos logo e nem falo por NC, mas por eles... Mas amo o jeito que vc está conduzindo as coisas, faz ficar mais especial ainda... E sabemos que vai valer a pena esperar... Então pra que ter pressa ne? Até lá, vc vai nos matar de Fofura ❤❤

Priscila Barros disse...

Aiiiiiin, que visita maravilhosaaa! Ainda bem que correu tudo certo! Kate toda emocionada falando com a agente, e esse beijo?! <3 <3 <3 que amor!!!! O Castle também todo fofo. Ai que lindo <3 <3 <3 <3 <3
O passeio no parque foi outra fofura <3 <3 a Kate toda boba no balanço com o Dylan fofura <3 tanto amor e tanta fofura, ela é a mamamama mais fofa do mundo <3 ela pedindo pra ficar com a babá eletrônica toda cheia de preocupação foi tão lindo <3
Essa interação cada vez mais forte deles três me enche de amor, to amando cada parte dessa fic, Kah. <3 <3 <3 <3