quinta-feira, 13 de outubro de 2016

[Castle Fic] Baby Boom - Cap.9


Nota da Autora: Descobri que hoje é dia mundial do escritor, que melhor forma de comemorar do que com fic? Certo, aqui vai alguns esclarecimentos sobre o capitulo. Eu mencionei um filme e desde já peço que assistam para não perderem as referencias aqui e futuras... An affair to Remember, 1957 com um remate em 1994, em português chama-se "Tarde Demais Para Esquecer". E também tem outra surpresinha para as Noraholics de plantão...  Outro ponto importante: não queimem etapas, curtam a historia... palavras de escritor... Enjoy! 
Don't kill the messenger!



Cap.9

Dia #6

O sábado começou cedo de madrugada. Por volta das três da manhã, ela ouviu o chorinho ecoar no celular. Sonolenta, ela desceu para checar o pequeno. Encontrou Castle na cozinha preparando a mamadeira. Ela não pode deixar de reparar no short do pijama que ele usava. Era colado no bumbum evidenciando o formato. Ela gostava de admirar o traseiro de Castle. Não era a primeira vez que fazia isso. Estava tão concentrada em fitar o bumbum dele que não notou que ele estava sem camisa. A cara amassada virou-se para fita-la. 

- Eu disse que ia acordar. Volte para cama, Beckett. 

- Tudo bem, Castle. Vou vê-lo – ao encara-lo, ela prendeu a respiração por alguns segundos. Era muita informação para a madrugada. Ele ficou olhando para ela que parecia perdida embora ele soubesse em que.

- Pensei que ia ver Dylan… 

- E-eu vou… estou indo… - com uma ultima olhada, ela seguiu para o quarto. Dylan estava de olhos arregalados, ao perceber que era ela começou a mexer as perninhas feliz – hey, baby boy, está com fominha? O papai está trazendo um leitinho gostoso. Está sim... – ela pegou o pezinho dele levando a boca. Castle chegou nesse instante com a mamadeira – ah! Aqui está ele, baby boy. Papai trouxe comida. 

- Quer dar a mamadeira, Beckett? 

- Não, vá em frente. Você já teve o trabalho de prepara-la – ele deu de ombros. Pegou o bebê do berço e sentou-se na poltrona. Devidamente acomodado, ele ofereceu o bico da mamadeira para Dylan que sugou-a imediatamente. Não demorou para devora-la e assim que terminou já cochilava. Beckett sorria vendo Castle cuidar do pequeno. Dessa vez, os pensamentos proibidos se deixaram ser substituídos pela fofura e o zelo como o escritor cuidava do bebê. Após conseguir com que ele arrotasse, tornou a coloca-lo no berço. Beckett o cobriu. Ela o encarou – vai dormir, Castle. Está com uma cara péssima. 

- Haha... engraçadinha... vá dormir, Beckett e se ele chorar outra vez, não levante. Estou falando sério – ela revirou os olhos. 

- Vai pra cama, seu mal é sono – antes de subir as escadas, ela deu mais uma olhada para trás admirando o belo traseiro do homem que se arrastava de volta ao quarto. Balançando a cabeça se recriminando, ela voltou para seu quarto.  

Quando acordou de manhã, já eram nove horas. Como dormira tanto? Ao descer as escadas, encontrou Alexis brincando com Dylan, Martha assistindo televisão e Castle na cozinha remexendo em panelas. Ele não estava preparado para vê-la de shortinho e camisa branca pela casa. Era essa a roupa que vestia de madrugada? Ele estava com tanto sono que sequer reparara na roupa dela? O queixo caiu um pouquinho ao admirar as pernas da detetive. Seu transe acabou quando ela falou com ele, afinal sua voz também o distraia. 

- Bom dia, Castle. Tem café? 

- Ah, claro! Sente-se. Vou fazer...é...vou preparar os ovos para você. 

- Só café já está ótimo. 

- De jeito nenhum. Aqui o café da manhã é levado a sério especialmente nos fins de semana – em cinco minutos, ele entregava uma caneca fumegando de café a ela. Voltou sua atenção a frigideira e logo colocou um prato com ovos e bacon na frente dela. Complementou com um croissant quentinho que tirara do forno. Ela não reclamou. Assim que terminou de comer, ela levantou-se e foi até o bebê. 

- Hey... você já está brincando, meu amor? Baby boy... – ela se ajoelhou ao lado da criança para cheira-lo e beijar seu corpinho. O menino se jogava na direção dela. Kate brincava com ele arrancando risinhos. Percebeu que a fralda precisava ser trocada. Levantou-se e foi com ele para o quarto. Ela já estava uma expert no assunto. 

O resto do dia correu muito bem. Ainda foi Castle quem cuidou do banho de Dylan. Ela se encarregara das fraldas e das mamadeiras. Alexis ajudou mais já que estava em casa. Quando Kate se ausentou para tomar um banho, ele aproveitou para pedir um favor a sua mãe e sua filha. 

- Por favor, digam que tem planos para hoje à noite. 

- Do que está falando, pai? Eu vou ficar em casa. 

- Não, vocês não podem. Escutem, eu queria ficar sozinho com Beckett hoje. Vou fazer um programinha especial. 

- Richard, cuidado. Vá com calma. 

- Não se preocupe, mãe. Tenho a desculpa perfeita. Eu só preciso da casa para mim. 

- Eu posso ligar para o Ashley. Podemos sair para dançar, talvez. 

- Ótimo. E pode voltar lá pelas duas da manhã. Não me importo. E você, mãe? 

- Ah, eu encontro o que fazer. Veja se não exagera. Não assuste a garota, kiddo. 

- Deixe em minhas mãos. E obrigado. 

Conforme combinado, as duas deixaram o loft por volta das sete da noite. Castle estava no quarto de Dylan dando-lhe a última mamadeira antes dele dormir. Não via a hora de ficar sozinho com Beckett. Ele tinha certeza que ela apreciaria o que ele preparara para a noite. Quando apareceu no quarto de Dylan, ele notou que usava outro shortinho e uma blusa larga com mangas três quartos que deixavam seu pescoço e parte dos ombros a amostra dependendo de como ela se movesse. As alças do sutiã ficavam evidente. Era rosa claro, quase do mesmo tom da blusa. Ela percebeu que o menino dormira no colo de Castle. Ele se levantou colocando-o no berço. Reduziu a luz do quarto e fez sinal para que Beckett o acompanha-se. Na sala, ele fez o convite. 

- Já que somos apenas nós dois hoje à noite, que tal eu pedir nosso jantar do Le Cirque e assistirmos um filme? Apenas para relaxar. 

- É, pode ser, com uma condição. 

- Diga. 

- Nada de filme de ficção cientifica ou terror. 

- Sério? – ela ergueu as sobrancelhas – tudo bem. Na verdade, acho que tenho o filme perfeito. Você vai gostar, porém primeiro o jantar. Quer escolher ou confia em mim?

- Eu não me importaria de comer aquele filé outra vez. 

- Seu desejo é uma ordem – sorrindo, ele pegou seu celular no balcão da cozinha e discou – meia hora. Quer vinho? 

- Por que não?  - ele entregou a taça e brindou com ela. 

- Em comemoração a nossa primeira vitória para Dylan. 

- A Dylan – ela respondeu. 

O jantar chegou e comeram conversando animadamente. Uma garrafa de vinho tinto se fora. Ao terminarem a refeição, Castle disse para não se preocupar com a limpeza. Não era importante. Eles seguiram para a sala, carregando a segunda garrafa de vinho e as taças. Kate sentou-se no sofá de frente para a televisão colocando a bebida sobre a mesinha de centro. Observava Castle agachado mexer no equipamento de vídeo. 

- Então, o que iremos assistir? 

- Acredito que você irá adorar. Um clássico – ele pediu licença e com o controle na mão, sentou-se ao lado dela. Apertou o play. Na tela, as letras anunciavam o filme. Kate chegou a prender a respiração. 

An affair to remember.

Ela trocou um olhar intrigado com Castle, ele sorriu. 

- Eu disse que era um clássico. Diga que você adorou a escolha – ela sorriu. 

- Sim, excelente escolha.   

O filme começou roubando toda a atenção de Kate. Embora já tivesse visto o clássico várias vezes, era difícil recusar revê-lo. Era um romance por muitos considerados clichê. Duas pessoas muito diferentes, de mundos distintos. Um galante Cary Grant interpretando alguém famoso que vivia rodeado da imprensa e fofocas especialmente sobre sua vida amorosa. A personagem de Debora Kerr centrada e não era de dar muita conversa para o tipo de Grant. Mas a vida sempre pode nos pregar peças e numa viagem de navio de volta aos Estados Unidos, mesmo ambos estando comprometidos, eles se apaixonaram. 

Kate estava à vontade no sofá, Castle entregara a taça com vinho para ela. Ele também parecia completamente relaxado ao lado dela. À medida que a história ia evoluindo, Beckett se transportava para aquele mundo. Estava tão absorta pelo filme que não percebeu que deixara a sua cabeça apoiada no ombro de Castle além de ter se aconchegado junto ao corpo dele. Claro que ele estava adorando aquilo. Em determinada cena, o diálogo entre as personagens lembrou os dois, Kate virou o rosto para fita-lo, sorriu. Castle sorriu de volta. 

Uma nova cena que o ator lembrava as atitudes de galanteador de Castle fez Kate voltar a olhar para ele. Com a cara cínica, ele perguntou. 

- O que foi? 

- Isso é tão você. 

- Eu não sou assim! Isso é bom ou ruim? 

- Um pouco de ambos. O lado bom é que ser galanteador e usar seu charme pode ser uma arma poderosa para conquistar mulheres, você sabe como fazer, como Nickie. Eu gosto… 

- E qual seria o lado ruim? 

Você escolhe os momentos mais inapropriados para fazer isso… 

- Eu não faço isso! 

- Faz sim! – e Kate usou o indicador para cutucar a barriga dele. Quase fazendo cócegas. Ele riu e puxou-a um pouco mais na sua direção mantendo a mão em um dos ombros dela. Beckett não se importou de ter o braço dele envolta de si.    

Quando se aproximava a cena mais clássica do filme, Kate foi ficando emotiva, nervosa. Sem perceber, ela tocava a coxa de Castle acariciando-a. Mesmo já tendo assistido muitas vezes, o encontro que não aconteceu ainda a afetava. Então, era a hora da cena do reencontro. O quadro, a conversa, Kate chorava. Castle afagava-lhe as costas. Estava tocado com a forma que ela reagia ao filme. Não era algo comum ver Beckett render-se as emoções tão facilmente. Na verdade, pelo que se recordara ela apenas chorara duas vezes na sua frente. Ambas referindo-se a sua mãe. 

Ao fim do filme, enquanto os créditos rolavam e a musica tema tocava, ela ainda tinha lágrimas nos olhos e marcando o rosto. Um pouco envergonhada, ela o fitou. 

- Desculpe. Você deve estar me achando uma idiota. A durona detetive Beckett em lágrimas por um romance bobo. 

- Claro que não – ele se aproximou dela usando o polegar para limpar a lágrima – é normal se emocionar com filmes, peças, músicas. Sentir nos faz humanos, vulneráveis. É a beleza das emoções – ele sabia que a bebida também influenciava os pensamentos e ações dela. 

- Não é um romance bobo. É a história de duas pessoas totalmente diferentes, interessantes que acabam se apaixonando e mesmo parecendo errado, é certo. E quando... o acidente….por que ela não contou? Por que tem que ser tão orgulhosa e teimosa? É bobo, mas eu…  

- Não é bobo - Castle se perguntara se ela percebera que sua própria indagação quanto a personagem caia como uma luva para si mesma - É uma história de amor onde o destino teve um papel fundamental, um pouco cruel com os amantes, mesmo assim... e essa música.... – ele estava muito próximo dela – confesso que fiquei um pouco surpreso com esse lado romântico. Quer dizer, eu nunca duvidei que tivesse – a voz dele saia em sussurros, um pouco rouca e sensual aos ouvidos dela. 

Os olhares fixos um no outro, o momento se formando ao som de Love Affair na voz de Nat King Cole, ela poderia sentir seu coração bater um pouco mais rápido. A sensação de borboletas no estômago estava de volta. Uma das mãos de Castle deslizou pelo rosto dela, acariciando. Os olhos amendoados fitavam os lábios dele. Kate tomou um longo suspiro. Olhar para ele era envolvente. Excitante. Ela estava nervosa. Sua mão pousou no peito de Castle. Então... sentiu a mão dele na sua e um choro rompeu na sala.  

Sua reação não poderia ser outra. Sorriu e baixou a cabeça. Ao se levantar, ela mordiscou os lábios. Não acreditava no que estava prestes a acontecer. Seguiu para o quarto de Dylan, pegou-o no braço. Ele chorava, ela sabia o que era. Fome. 

- Oh, baby boy, você é bom de tempo... – ela sorriu para o bebê – será que perdi outra primavera? – Castle apareceu ao seu lado com a mamadeira. Kate ofereceu o bico para Dylan que pegou na hora. Sugava com vontade o leite. Ela suspirou. Sentiu Castle muito próximo em suas costas. A mão em sua cintura, observando-a alimentar o bebê. 

- Você está bem? Pode terminar e faze-lo dormir? 

- Hum hum... 

- Está bem – ele deslizou a mão ao longo do braço dela até ombro – eu vou me deitar. Boa noite, Kate – então ele afastou os cabelos gentilmente, o nariz roçou em sua pele e teve a impressão de que inspirara seus cabelos. Ela já ficara vermelha, o sangue pulsava nas veias. Por fim, sentiu os lábios quentes. Ele a beijou bem no pescoço. O corpo dela estremeceu. Fechou os olhos. Ele se afastou deixando-a sozinha com o bebê. Beckett suspirou. O que foi isso? 

Dylan terminou o leite, após o ritual colocou-o de volta no berço. Cobriu. Devagar, ela deixou o quarto e fitou o sofá na sala. O lugar onde ela e Castle passaram as duas ultimas horas. Aquela noite pareceu um encontro. Um filme, vinho, a companhia um do outro. Por que ela estava pensando que era um encontro? Bem, ela quase beijara Castle e... oh, Deus! 

Beckett suspirou e decidiu subir as escadas. Ela não dormiu logo em seguida. Algumas cenas do filme, o abraço de Castle e seu beijo no pescoço fazia sua mente vagar para outro momento. O primeiro beijo deles. Aqueles lábios. Não, isso estava errado. Era apenas o vinho falando. A bebida e o filme. Fechou os olhos. Um fato interessante lhe ocorreu. A sua historia com Castle era parecida com a de Nickie e Terry, ele um playboy sempre as voltas com suas aventuras na imprensa, alguém relativamente famoso. Ela, uma pessoa comum, centrada, apreciadora da ordem e sem muita inclinação para playboys. De repente, seus mundos se colidiram e aos poucos Beckett começou a apreciar os gestos de Castle, admirar sua inteligência, reconhecer que era charmoso. Tornaram-se parceiros, amigos e sim, havia a atração, a sincronia. Agora, contra todas as possibilidades, estavam dividindo o mesmo teto por causa de uma criança. Afinal, o que isso dizia deles? Teriam o mesmo fim das personagens do filme? Ela não percebeu que murmurava a música do filme até cair no sono. Sonhou com Castle. Tal e qual no clássico. Ele era Cary Grant, ela, Debora Kerr. 

Na manhã de domingo, Castle a encontrou cedo no quarto de Dylan sentada na poltrona dando-lhe a mamadeira. Checou o relógio. Oito da manhã. Ele escorou-se na porta para admira-la. Não era apenas o fato dela estar linda olhando para o bebê, Kate vestia apenas um shortinho e uma camiseta. As pernas de fora o deixavam zonzo. Quando ela percebeu que Dylan terminara, levantou-se com o bebê no colo e se deparou com o escritor. 

- Bom dia, Beckett. 

- Bom dia, Castle. 

- Eu não ouvi Dylan reclamar com fome. 

- Oh, ele não reclamou. Eu vi que estava acordado pelo celular e resolvi descer para vê-lo. Imaginei que estaria com fome, estava certa. 

- Quer café? 

- Você prepara o café, eu faço as panquecas. 

- Panquecas? 

- É domingo, Castle. Dia de panquecas. Desde que você tome conta de Dylan – entregou o garoto para ele – minha mãe sempre fazia panquecas para o café da manhã. Sente-se e tome conta do meu baby boy. Martha ainda dorme? 

- Imagino que sim, elas chegaram tarde. Alexis saiu com Ashley, foram dançar segundo ela – Beckett riu. 

- É bonitinho essa sua cara. Com ciúmes do namorado da filha. 

- Não tenho ciúmes. 

- Sei, sei – ela já mexia os ingredientes numa vasilha. A massa estava se formando. Castle terminara de lidar com a cafeteira oferecendo uma caneca do latte favorito dela. Segurava a sua própria. Dylan estava no bebê conforto. Em questão de minutos, ela fez as panquecas. Colocou manteiga, mel e pedacinhos de morango. Enquanto fazia tudo isso, ela murmurava a canção do filme. O fato não passou desapercebido aos ouvidos de Castle. Ao provar o que preparara, elogiou-a dizendo estarem deliciosas.

- Os talentos escondidos de Kate Beckett – ela se sentou para comer de frente para ele. 

- Estava pensando que poderíamos levar Dylan para passear no parque novamente. Ele se divertiu tanto. 

- Ele ou você? – Castle sorria, entendeu a mão acariciando a dela. Os olhos azuis a fitavam intensamente – o que você quiser, Kate. Já concordei que devemos leva-lo ao parque mais vezes – ela olhava para a mão dele sobre a sua. Não queria ser rude e puxar a sua, mas aquilo era...era.... Beckett sabia que deveria dizer errado, porém não conseguia terminar o pensamento. Nesse instante, Alexis aparece e ela aproveita para fingir que precisava de mais mel. 

- Bom dia, Alexis. Panqueca? Beckett quem fez. 

- Bom dia. Claro que sim, ninguém diz não a panquecas. Oi, Kate. 

- Se divertiu ontem? 

- Muito. Ashley adora dançar e apesar de rock ser seu estilo preferido, ontem tocaram umas baladinhas no clube para dançar coladinho, sabe? Nossa, é tão bom a sensação de estar nos braços de alguém. O calor da pele, os rostos juntinhos, a mão na cintura – enquanto a menina falava, Castle fitava a detetive. Ela retribuía o olhar imaginando uma dança com Castle, o rosto enrubesceu pelas ideias, ela derrubou a faca no chão. Alexis sorriu – então vem o beijo. 

- Oh! Pare! Não quero ter essa imagem na minha mente – disse Castle balançando a cabeça arruinando o momento. Beckett riu, mais de nervoso do que da situação de Castle. Precisava desesperadamente mudar o tópico da conversa. 

- Quais os planos para hoje? 

- Nada demais. Vou terminar um texto que preciso entregar amanhã e depois vamos ver uma exposição de animais no Brooklin. Nem contem comigo para almoçar. E vocês? 

- Vamos levar Dylan no parque e depois, não sei. 

- Acho que podemos almoçar na rua mesmo. Você vem jantar em casa? Podemos pedir chinesa. 

- Posso trazer Ashley? – Castle entortou a boca. 

- Claro que sim - disse Beckett. 

- Hey! Acho que eu sou o pai dela – ele ergueu as mãos – tudo bem. 

Eles terminaram o café. Beckett percebeu que Dylan precisava de uma troca de fralda, porém Castle a impediu de seguir para o quarto do bebê. 

- Beckett, melhor dar um banho nele enquanto é cedo e já que vamos sair... 

- Essa é sua obrigação. Você é o pai, esqueceu? 

- Tem certeza que não quer tentar? E se acontecer da agente estar aqui e você precisar fazer isso. 

- Não irá acontecer. Pode tirar seu cavalinho da chuva. O banho é sua obrigação e se ela estiver por aqui nesse momento, acredite, vou inventar qualquer coisa. 

- Certo, eu ainda vou vê-la se arrepender. Vem garotão, hora de brincar na banheira – Beckett o viu seguir para o quarto de Dylan. Foi atrás. Ele tirou a fralda, pegou a toalha e uma roupa limpa para o bebê. Com o menino em um dos braços e as coisas na outra mão ele virou-se quase esbarrando nela – oh, desculpe. Você não deveria estar se arrumando? 

- Resolvi observar, não posso? 

- Claro que sim – ela o seguiu para o banheiro. Apenas observava a facilidade dele em fazer aquilo. O bebê se divertia, ria e soltava gritinhos. Dez minutos depois, ele já havia terminado porém deixava Dylan brincar um pouco mais na agua. Quando finalmente o enrolou na toalha, o menino mordia um dos brinquedinhos de plástico. O capuz da toalha na cabeça, as perninhas balançando e vários sons desconhecidos. Ele ainda estava na festa. Ela sorriu. 

- Hey, garotão... tem uma moça bonita te olhando. Pisca para ela – Castle sorria. Beckett pode ver como ele ficava bem naquele papel. Os olhos azuis na mesma tonalidade, o jeito de carregar o bebê. O brinquedo caiu no chão, mas Dylan estava mais interessado no sacolejo que Castle fazia até coloca-lo na cama para vesti-lo. Depois de enxuga-lo, colocar a fralda e o macaquinho curto que escolhera, ele penteou os cabelinho do menino que começava a mostrar um tom de castanho bem próximo do dela e um pouco de perfume. Calçou um mocassim. 

- Ele não vai sentir frio? 

- Não acho, mas separei um casaquinho se for o caso – ele pegou o bebê no colo outra vez – está lindo garotão. Charmoso que nem eu. Quer ver como estou cheiroso, tia Kate? – na hora o bebê falou. 

- Mamamama... 

- Desculpe, meu erro. Não é tia. Viu, Dylan já sabe – ela revirou os olhos. 

- Não vou cair nessa. Esses sons são involuntários. 

- Não mesmo, é reconhecimento. Vai se arrumar, vou deixa-lo com Alexis para me trocar – eles voltaram a sala e encontraram Martha tomando uma caneca de café. 

- Bom dia, bebê. Que tal vir com a vovó? – interessado na blusa colorida de Martha, Dylan pulou para o seu colo – está tão lindo, vão sair? 

- Vamos ao parque. Quinze minutos e estou pronto, Beckett. 

- Eu já volto, Castle – ela disse subindo as escadas. 

- Passeio no parque, sei... 

- Não comece, mãe. 

- Hey! Onde pensa que vai? Quero saber sobre ontem à noite. 

- Depois...

Meia hora depois, eles saiam com o carrinho, a bolsa do bebê e bem à vontade para um domingo no parque. Chegaram no local por volta das onze. Essa era a maravilha do outono. Mesmo sendo fim de setembro, a temperatura era agradável e o sol gostoso. O dia estava excelente para estar no parque. Novamente encontraram Sophia e sua mãe. A menina veio correndo na direção de Kate que empurrava o carrinho para ver Dylan. 

- Oi, Dylan! 

- Diga oi para a Sophia, baby boy – a menina deu um beijinho na perninha dele sorrindo, Dylan retribuía o sorriso, eles sentaram-se em um dos bancos próximos aos balanços ao lado da mãe da menina – tudo bem com você? Não sabia que vinha ao parque aos domingos também. 

- Ah, venho sempre que tenho uma folga na semana e domingo é mandatório traze-la aqui. toda criança precisa socializar. A vizinhança é boa. Gosto de passar um tempo também. Relaxar – disse Julie. 

- É verdade, é um belo lugar. 

- Pena que o inverno vai chegar logo e roubar nossas tardes. Ele está cada vez mais parecido com você, Kate. Até o tom do cabelo. Somente os olhos são do pai. 

Ali estavam eles, no parque no domingo trocando experiências com bebê. Quer dizer, Castle e Julie. Beckett apenas ouvia e comentava algo que lera nos livros. Sentiu-se um pouco excluída por não ter tanto o que dizer. Começava a se sentir desconfortável. Aquela mulher parecia estar roubando a atenção de Castle, eles vieram ao parque por causa de Dylan, agora ele ria das histórias de Julie. De repente, Beckett arregalou os olhos. Ela estava com ciúmes? Não, definitivamente não. Só que Castle não trocava uma palavra com ela fazia uns cinco minutos. Claro que ele não estava alheio ao conflito que a detetive vivenciava ao seu lado. Quando Beckett fez menção de levantar-se, ele esticou o braço segurando sua mão. Os olhares se encontraram, ele sorriu para ela apertando outra vez sua mão para então larga-la. 

Aquele olhar valia mais que a história de Julie. Então, ele perguntou. 

- Você não quer ir ao balanço? Eu trouxe o canguru se quiser levar Dylan. 

- Acho que vou sim – quando ela se levantou, Dylan começou “mamamama”. Julie comentou. 

- Ah, que bonitinho. Ele já está ensaiando falar mamãe. 

- Não, isso é apenas reflexo de fala, fonética – disse Kate. 

- Não querida. Não é verdade. O bebê usa os fonemas para identificar as pessoas, objetos. Ele a reconhece, é assim que a chama porque você é a mãe dele. Dylan sabe. Da mesma forma que vai fazer com o pai, a comida. Você vai ver. 

- E-eu vou para os balanços. 

- Vou com você... – a cara de Castle dizia tudo. Estava estampado o sinal de vitória. Não estava se contendo, ao chegar perto do balanço, ela retrucou. 

- Fale, sei que não está se aguentando. 

- O que? 

- Castle, quer tirar esse riso cínico da cara, fala logo “eu te disse”. E quem é essa mulher para dizer que estou errada? Está no livro e – Castle ria. 

- Julie está certa. Dylan a reconhece como mãe. Os livros não estão errados, mas nesse caso ela sabe do que está falando, como eu já havia explicado. Ela é mãe, Beckett. 

- Agora vai ficar dando razão a Julie? – o tom de voz indicava apenas um sentimento. Ciúme - Está errado. Ela não conhece Dylan, não sabe da história, Dylan não pode achar que sou mãe dele. 

- Tarde demais, Beckett – notando a apreensão dela, Castle procurou amenizar as coisas – hey, tudo bem. Não vamos racionalizar demais o significado disso. Vamos apenas cuidar do garotão, nos divertir. Sente-se nesse balanço, eu sei que você quer – tinha razão. Dessa vez, porém, ela optou em ficar sozinha. Castle tirou o bebê do carrinho. Queria curtir o momento com Dylan em seu colo. Sentou-se na grama próximo ao balanço onde ela sentara. O menino tinha o elefantinho azul na mão. Mordia-o constantemente babando tudo. Com uma fralda de pano, ele enxugava a criança. Desconfiava de dentes. Mesmo no balanço, Beckett percebia o momento intimo entre os dois. Pai e filho, pensou, não havia outra descrição para o que via. Seu coração bateu forte. Sorria. 

Castle notara que ela parara de se balançar. Estava sentada olhando para os dois. Um sorriso bobo nos lábios. 

- O que foi? – perguntou limpando outra vez a boca de Dylan. 

- A paternidade lhe cai bem, Castle. Muito bem. 

- Obrigado – a maternidade também a você, ele pensou – que tal irmos almoçar. Esse garotão deve estar com fome. 

- Como vamos alimenta-lo? Você não fez sopa, ele não pode comer a nossa comida ou de restaurante e... 

- Eu trouxe um potinho de legumes – ela sorriu enquanto ele se levantava – quer leva-lo no colo? Eu fecho e carrego o carrinho. 

- Definitivamente, a paternidade lhe cai bem – disse ainda impressionada. 

Eles acenaram para Julie e Sophia ao deixarem o parque. Castle pegou a rua paralela ao loft dizendo que teriam que pegar o metro. Quando Beckett perguntou onde iriam almoçar, ele comentou ser no Chelsea. Um pequeno bistrô. 

O lugar era uma graça. Lembrava alguns cafés parisienses. Não estava muito cheio. Castle escolheu uma mesa de canto com a visão da rua. Armou o carrinho e colocou o bebê sentado. Após sentarem-se e olharem o cardápio, fizeram o pedido. Ele escolheu um sanduíche, Beckett uma salada. Foi a vez de voltar sua atenção para Dylan. Castle colocou o babador nele, tirou o potinho da bolsa e abriu. Trouxera a colherinha também, como ele pensara em tudo? Outra vez, Beckett se viu impressionada. 

O garoto parecia estar adorando a comida. Ela admirava o show. E a cada momento se via mais apaixonada pelo homem a sua frente embora não admitisse em nenhum momento. Cada novo gesto, cada cuidado com Dylan, adicionava uma estrelinha a lista de motivos para admirar Rick Castle. Uma lista mental que Beckett sequer percebia que fazia em seu subconsciente. 

De repente, ela se viu lembrando dos acontecimentos da noite anterior. O rubor tornou a aparecer em seu rosto. Ciente disso, ela pediu licença para ir ao toalete. Estava há uma semana convivendo com Castle, suas ações, seus pensamentos estavam completamente poluídos por essa nova fase. Ele tornava tudo tão simples e ao mesmo tempo tão complicado! 

Com seu jeito de moleque, seu lado carinhoso e vê-lo atuar como pai, como uma pessoa normal em sua própria casa. Isso os aproximava mais que a parceria que já tinham e ela tinha medo. Muito medo de não entender o que se passava com eles. Castle tornava a convivência fácil. 

Uma semana, havia duas mais para enfrentar. Ela conseguiria. Por Dylan. 

Repetia isso como um mantra embora teimasse em não entender que seu coração, a paixão e o carinho pelo escritor estavam estampados em cada gesto dela.  

Ao retornar para a mesa, viu que Dylan já estava quase terminando o potinho e a comida também chegara. Castle se dividia entre comer seu sanduíche e alimentar o menino. Beckett comeu sua salada em silêncio. Ele olhava para a mulher a sua frente, um simples ato de beber um suco era bonito, delicado. Não conseguia parar de sorrir. 

Limpou a boca do bebê, deu um pouco de agua para ele e voltou a atenção ao seu sanduíche. Beckett acabou sua salada. Resolveu dar uma trégua para o papai. Começou a brincar com Dylan. 

- Quer fazer um leite para ele? Complementar a alimentação, sabe. 

- Claro – ela se colocou no papel de mãe. Outro espetáculo para que ele apreciasse. Terminou seu sanduíche enquanto Beckett tinha o menino no colo para a mamada. Pegou-a murmurando a musica do filme pela segunda vez naquele dia. Pagou a conta, desmontou o carrinho e seguiram para o metro. 

Devidamente sentados no trem, ela se deixou encostar a cabeça no ombro dele enquanto segurava Dylan em seu colo. A noite mal dormida começava a dar sinais. Ela estava quase cochilando no ombro dele. Ao perceber o que fazia, ela afastou-se rapidamente perdendo o contato. Ele aproveitou o momento e perguntou. 

- Cansada? Não tem dormido bem? 

- Dormimos tarde ontem e acabei levantando cedo por causa dele. Estou bem, Castle. Só um pouco de sono. Escuta, eu não estou reclamando. A noite foi muito boa e cuidar de Dylan... tem sido uma experiência bem...diferente – ela quase dissera maravilhosa – eu estou gostando. Não há nada de errado com o loft, ok? Só quero esclarecer antes que pense que estou reclamando. 

- Não vou pensar isso. É a nossa parada – ele se levantou e involuntariamente colocou a mão nas costas de Beckett guiando-a para fora do metro enquanto tinha Dylan nos braços. Na calçada em frente ao loft, ela virou o bebê para fita-la. 

- Baby boy, você vai ficar com o papai agora. Eu vou para o meu apartamento. 

- Pensei que não tivesse nada de errado com o loft. 

- Não tem, Castle. Eu preciso ir até lá para pegar algumas roupas. Eu trouxe poucas roupas de casa. Devia estar trabalhando, esqueceu? 

- Ah... é isso. Tudo bem, se quiser podemos ir com você. 

- Não precisa, tome conta de Dylan. Ele devia dormir agora. Não vou demorar – ela tirou a chave do carro da bolsa – te vejo mais tarde, no jantar. Chinesa, certo? 

- Certo. Dê tchau para a ma...tia Kate – mexeu a mão do bebê – não demore – sorriu. Ela entrou no carro e Castle esperou até que dobrasse a esquina para entrar no prédio. Quando Martha o viu entrar em casa sozinho com o bebê, um alarme soou em sua mente.

- Cade a Katherine? Ah, Richard! O que você fez? 

- Eu não fiz nada. 

- É claro que sim! Vocês brigaram? Deve ter exagerado ontem a noite. Só pode! Assustou a moça. Será que você não escuta nada do que eu digo? 

- Mãe, quer parar? Não é nada disso. Beckett foi até seu apartamento pegar algumas roupas. Ela não esperava passar tanto tempo em casa. Apenas isso. E sobre ontem, foi tudo muito bem – ele se sentou no sofá ao lado da mãe – é interessante observar a luta dela. Beckett está travando várias batalhas aqui, com Dylan porque não consegue aceitar que age como mãe dele. Quis inclusive brigar comigo dizendo que o tal “mamama” não é o bebê reconhecendo-a quando todos sabem que sim. E também comigo. Ontem eu pude perceber o quanto ela tenta não demonstrar que quer algo mais. Ela age naturalmente em alguns instantes e logo se repreende por isso. 

- Ela está se apaixonando, kiddo. Um pouco mais a cada dia. Por Dylan, por você. Mas não está disposta a ceder. Ela tem problemas em assumir. 

- Não diria problemas, Beckett sofreu perdas, não lida bem com sentimentos. É preciso ter paciência. 

- Disso não discordo, já se passaram três anos. Algo me diz que se você estiver certo e ela não ceder nesses 21 dias, a ausência de Dylan, a sua, na vida dela fará toda a diferença para o melhor ou para o pior. 

- Eu não acho que ela irá ceder nesses dias, mas eu não pretendo sumir da vida dela. Não poderia. 

- Você a conhece melhor que eu, apenas tenha cuidado – ele sorriu – ela não é apenas mais uma conquista, certo, Richard? 

- Não, ela é especial. Eu vou fazer esse garotão dormir. 

Por volta das sete da noite, Beckett aparece no loft. Alexis e Ashley estavam na sala, Martha com Dylan no colo rondando pela casa e nem sinal de Castle. Ao ver o bebê, ela largou a pequena valise no chão e foi ao encontro de Martha. 

- Baby boy, você está acordado? Saudades de você – o menino esticou os bracinhos querendo pegar os cabelos de Kate que estavam presos em um coque. Rindo, ela o pegou no colo. 

- Acho que ele não gosta de ver seus cabelos presos, Katherine – Martha soltou o coque. No momento que os cabelos caíram no ombro dela, Dylan agarrou um punhado soltando um gritinho – eu disse, criança adora puxar os cabelos – Beckett o ergueu para soprar na barriguinha dele. as gargalhadas dele eram muito fofas de se escutar, o momento em si era lindo de se ver. 

- Cadê meu baby boy? Cadê? – nesse instante, Castle surgiu na sala. Vestia uma camiseta do capitão América, os cabelos ainda molhados. Beckett sentiu o cheiro amadeirado quando ele se aproximou, o cheiro de Castle. 

- Ótimo! Estão todos aqui. Podemos escolher o que vamos pedir? Alexis pode pegar os menus na gaveta? Vão listando ai que já volto. Vou deixar a valise de Beckett lá em cima – ela nem percebeu o que ele dissera tão envolvida que estava com o menino. 

Minutos depois, eles escolhiam as comidas. Fizeram o pedido e jantaram quase uma hora depois. Ashley foi embora por volta das dez da noite. Beckett estava fazendo um leite para o bebê que ainda não dormira devido ao barulho das conversas e das pessoas brincando constantemente com ele. Estava no colo de Alexis no momento. Ela o pegou dizendo que ia para o quarto dele. 

Sentou-se na poltrona e alimentou-o acalentando-o para dormir, o que aconteceu muito rápido. Quando deixou o quarto de Dylan, encontrou Castle na sala com uma taça de vinho nas mãos. 

- Quer um pouco de vinho, Beckett? 

- Não, obrigada – ela disse lembrando-se dos efeitos que a noite anterior causara por conta da bebida – eu vou arrumar minhas coisas. Você não vai se deitar? 

- Vou terminar meu vinho e escrever um pouco. Se Dylan reclamar a noite, não se preocupe. Eu cuido dele. Descanse. Está precisando. 

- Não precisa fazer tudo sozinho, Castle. 

- Ele é minha responsabilidade, você já está me ajudando muito. 

- Não me incomodo. Nem um pouco. Boa noite, Castle. 

- Até amanhã, detetive. 


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Na segunda-feira, Castle anunciou que ia levar Dylan a pediatra. Beckett insistiu em acompanha-lo. A consulta foi interessante especialmente para Beckett que aprendera muitas coisas sobre bebês. Eles contaram o que acontecera após a morte de Anna. A médica se sensibilizou com o gesto de Castle. Como conhecia Dylan desde que nascera, ela comentou que ele estava muito bem e totalmente adaptado pelo que podia ver. Também informou que era a hora de trocar o leite dele e passou novas vitaminas. 

Sete meses. O tempo passava rápido. 

Assim que saíram da médica, Castle passou na farmácia e comprou várias latas do leite. A próxima mamada já foi com o novo. 

A noite, após jantarem, Beckett preparava mais uma mamadeira para Dylan quando seu celular tocou. 

- Hey, Ryan! Você não está me ligando para consultar sobre um caso, está? 

- Não, as coisas no distrito estão bem. Agitadas, mas eu e Espo estamos dando conta com os outros. Estou ligando por outro motivo. Imaginei que você quisesse ter um retorno sobre a entrevista que fizemos na sexta. Pensei em ligar no fim de semana, só que não me pareceu certo incomodar. 

- Ah, espera que vou colocar no FaceTime, o assunto interessa a Castle – ela sentou-se do lado dele segurando a mamadeira pronta, o menino se acomodou no colo de Castle – é o Ryan, quer falar sobre a entrevista. 

- Hey, Ryan. Sentindo minha falta? 

- Não exagera, Espo chora todo o dia. 

- Ele não está ao seu lado se disse isso – retrucou Castle. 

- Não. Estou em casa – Castle e Beckett riram – escutem, como dizia a Beckett, nossas entrevistas foram na sexta-feira. Espo se saiu bem, até elogiou Castle. Mas ficou no profissional. Eu falei dos dois. Disse que sempre desconfiei da relação fora do distrito, falei das panquecas. Não se preocupem, ficou uma ótima historia de amor – Castle ria e Beckett revirou os olhos. 

- Ryan, você não falou nenhuma besteira, certo? Não exagerou em detalhes e...

- Relaxa, Beckett. Falei o básico do que já vi, não pintei nenhuma cena estilo Eve e Roarke, mas algo bem do jeito de vocês. Como o lance do café – Beckett olhava intrigada para Castle. 

- Eve e Roarke? Do que ele está falando? 

- Não! Você, Beckett, uma rata de livraria e romances policiais não conhece esses dois? São personagens de Nora Roberts. Série mortal. Agora que você falou, Ryan, Eve me lembra a Beckett. 

- Eu sei! Especialmente quando está irritada com um caso e... 

- Hey! As maricotas podem deixar para conversar sobre o clube do livro depois? Quero saber se você tem algo a mais para acrescentar, alguma dica de que a agente suspeita da nossa relação fajuta ou duvidou, comentou, sei lá...

- Não, ao contrario. Disse que a sua reputação a precede, Beckett. E ela sorria muito durante a entrevista. Acredito que ficou satisfeita. Não posso dizer nada quanto ao capitão. Não sei se já fez a dele. 

- Ótimo, obrigada por nos contar. 

- É um prazer. Está tudo bem com vocês não estou vendo nenhum olho roxo ou arranhão daqui. Já tentaram estrangular um ao outro? Nossa! Pareci o Espo agora. Como está Dylan? 

- Dylan está ótimo e nós também. Estou conseguindo suportar a Beckett querendo mandar na minha casa. 

- Eu não faço isso! Não dou ordens a ninguém. 

- Tudo bem, pessoal. Não precisam brigar. Se souber de algo mais, eu ligo. Vocês fazem falta, sabia? – Beckett sorriu. 

- Também sentimos falta de vocês, Ryan. Mais de você do que de Espo, mas você não vai dizer isso a ele. 

- Castle... – nova revirada de olhos. 

- Não se preocupe. Fica entre nós. Pelo menos já sei o que dar de presente para a Beckett no natal.

- Nudez mortal. 

- Exato. Boa noite, pessoal – desligou. 

- Nudez mortal? – ela olhou para Castle confusa. 

- Não é pornografia. É o livro. Você realmente nunca leu? 

- E você? Não aguenta ler seus próprios livros e corre para os dos outros? – ela implicou. 

- Tenho que estar atento a concorrência – ela se levantou do sofá. 


- Me dá o Dylan. Vou faze-lo dormir – esse era o mais novo ritual na vida de Kate Beckett. 


Continua... 

7 comentários:

cleotavares disse...

Essa fic está cada dia mais viciante. Hehehehe a Beckett está caidinha pelo baby boy e pelo Castle. Bom mesmo é "devorar" o capítulo, achando que vai ser nesse, daí no final, eu penso é no próximo e fico torcendo pra você escrever logo. Beija logo, Castle!

Kah! Já disse que tu és mara?

Silma disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Silma disse...

Que capítulo cute 😍 O que falar desse filme?Mds a escolha não poderia ser melhor!Minha cara Kate você já tá na dele só não quis dizer!
No dia que o capítulo tiver cenas mais ousadas 😏 acho que vou ter um ataque 😂😂 pq só com essas provocações eu já fico aflita e feliz,imagina quando REALMENTE acontecer!
Amando essa nova família 😍

Géssica Nascimento disse...

Completamente viciada pela fic e torcendo pra ver essa família formada, formada de verdade!!

rita disse...

Amando mais a cada capítulo! Ansiosa pelos próximos. Abraços.

Vanessa Belarmino disse...

O que esperar de um capitulo que ja começa com Castle de short colado e sem camisa??? Não sei se sou forte o suficiente pra não agarrar o homem e dar de mamar para o baby depois... Não pera... ahahah... Ok, a gente alimenta a criança primeiro... KB é muito forte! Sem or!
Eu to amando essas "traves", pequenos gestos, toques, palavras... Dylan "atrapalhando" e ajudando com o "mamamama"
Amando a admiração dela por ele crescer, não só como pai, mas pelo homem que ele é... Eu ja to pensando em quando acabar esses 21 dias, Kate vai entrar em depressão hein... hahaha
Não to querendo acelerar as coisas, estou curtindo o caminho, a paisagem... Mas é claro que a gente ta louca para ver ele juntinhos, tipo pra sempre... Mas sei que a espera vai valer a pena. Como ja disse, confio em vc!
Ryan citando serie mortal de novo, não me surpreenderia se Kate começasse a ler...
Mal acabei de ler e ja quero o próximo...

Priscila Barros disse...

Aiii, que lindooo!!! Que capítulo maravilhoso, Kah! Esse encontro na madrugada foi, no mínimo, interessante huahauahua, to amando muito <3 <3
Agora esse jantar foi maravilhoso!!! A Kate toda a vontade vendo o filme, tão lindinhos <3 eu ri tanto com Dylan chorando bem no meio de tudo huahauhauahuahuahauhauahuahuahauhauahauhau <3
Eles no parque foi outra fofura, é lindo ver o Castle paizão, brincando com o Dylan e encantando mais ainda a Kate <3
Pausa para a referência linda de série mortal <3 <3 kate sortuda, vai ganhar Nudez Mortal de presente huahauhau <3
amei amei amei o capitulo Kah <3