terça-feira, 25 de outubro de 2016

[Castle Fic] One Night Only?! - Cap.68


Nota da Autora: "And you'll see me waiting for you on the corner of the street..." com esses versos de The Script eu informo: a esquina foi dobrada. Esse capitulo foi o mais dificil de escrever após Rise e só perdeu para o ultimo capitulo dessa fic por razões óbvias. Cada emoção, lembrança, choro foi revisitado. Always será sempre o meu episódio favorito. Não tenho palavras para descrever o que foi revive-lo em ONO. E afirmo que precisam preparar seus corações. 
Sim, esse capitulo resume o que ONO é. Uma historia de busca e superação. Um angst de sentimentos interpretados e vivenciados por alguém que se julgava incapaz de ser feliz, que culminou na maior realização de uma vida. É romance, sim, porém esse nunca foi o polo principal mesmo eu sendo Caskett roxa. A palavra é autoconhecimento. Eu estou emotiva, sorry! ONO é talvez a fic mais forte que já escrevi. Apertem os cintos e enjoy the ride! 


Cap.68

Agarrada ao prédio, Beckett se viu obrigada a concentrar toda a sua força em manter o corpo suspenso somente com os braços. Se escorregasse, morreria. Naquele momento, um flash passou em sua mente. O primeiro encontro com Castle, o primeiro beijo, a primeira vez que ele a salvou, quando fizeram amor de verdade, Roma, seu tiro, os pesadelos, a briga. E uma frase ecoava em seus ouvidos “eu te amo, Kate”. 

O que foi que eu fiz? 

A realização de que o fim estava próximo clareou seus pensamentos. 

Castle. 

Ele era tudo o que ela queria nesse instante. Nada de assassinos, tiros ou justiça. Somente uma pessoa importava. 

Castle. 

Gritando a plenos pulmões o nome dele, ela via sua força diminuir, os dedos escapulirem. 

- Castle! Castle! - ela lutava, uma força sobre-humana brotava dela, não podia se entregar, ela precisava estar viva - Castle! - não podia ser o fim. Então, em seu subconsciente, ela o ouvia, chamando também seu nome “Beckett, Beckett”. Isso lhe deu forças para gritar mais vezes - Castle! - infelizmente seus braços estavam cansados, as lágrimas escorriam pelo rosto, uma das mãos tornou a escapulir. Um a um, os dedos foram cedendo. Não ia aguentar mais. Era o fim. Roma seria apenas uma lembrança, a melhor de sua vida. Ouviu seu nome mais uma vez e largou do prédio no mesmo instante que uma mão a agarrara puxando-a para o telhado outra vez. Em sua mente, era ele. Castle viera atrás dela.      

Quando se deparou com Ryan, sua cara demonstrava decepção. Castle finalmente a abandonara. Desistira dela. 

Na sua volta a delegacia, Beckett não dissera uma única palavra. Sua mente, porém, fervilhava. Acontecera exatamente como ela discutira com Dana. Deixara a velha Kate domina-la, fora incapaz de ouvir o homem que a ama e se jogou para a morte. Sucumbira a obsessão e estragara sua chance de ser feliz. 

Outra vez os bandidos escaparam. A justiça foi vencida. Mas nada disso importava agora. Perdera a razão, o significado. Se ela pudesse voltar atrás… 

Na sala de Gates, ela e Esposito ouviam um sermão. Procedimentos, protocolos, usar a arma, nada importava para Beckett. A capitã informou que ambos cumpririam suspensão. Qual era o ponto de continuar? Nada ali fazia sentido. Beckett olhava para o seu distintivo. Servir e Proteger. Ela fizera isso por tantos, onde estava a justiça quando ela precisara? Onde estava a proteção? Suspirou. Não podia encarar a vida na policia da mesma forma. Acariciou o distintivo e jogou-o na mesa da capitã.     

- Eu me demito - virou as costas e seguiu para a sua mesa. Recolheu suas coisas, seus objetos pessoais e saiu sem trocar uma palavra com ninguém. Do 12th distrito, foi direto para o seu apartamento. Deixou a caixa sobre a mesa e saiu, não conseguia ficar encarcerada.

Ela perambulou pela cidade sem rumo. Milhares de pensamentos na cabeça. Todos envolviam Castle. Começou a chover por volta de seis da tarde. Andando pelas ruas de Nova York, ela pouco se importou se não tinha proteção. 

A chuva forte se transformara em uma tempestade com relâmpagos. A esmo, ela andava, porém, seu coração a levou até um lugar familiar. O parque com os balanços. Sentou-se em um deles observando a chuva cair e a encharcar. Foi ali naquele lugar que ela contou a Castle sobre seus muros. Falou de algo que nunca dissera a ninguém além de Dana. De seu modo estranho, ela abrira parcialmente seu coração naquele dia. 

Agora o que lhe restava era a solidão e a tempestade. 

“There is a universal truth we all have to face, whether we want to or not, everything eventually ends. As much as I've looked forward to this day, I've always disliked endings… 

Quatro anos se passaram desde que conhecera Rick Castle. Quarenta e oito meses. Alguns deles foram os mais felizes de sua vida. Tudo o que lhe restava era dizer adeus. 

Last day of summer, the final chapter of a great book, parting ways with a close friend. 

Seus dias nos Hamptons, as caminhadas na praia, a noite ao piano. A festa de lançamento de Heat Wave. A noite de autógrafos em Roma. O dia da morte de Montgomery. A vez que vira Castle ir embora porque ela pedira no hospital. 

But endings are inevitable, Leaves fall, you close the book. You say goodbye. Today is one of those days for us. Today we say goodbye to everything that was familiar, everything that was comfortable. We're moving on. 

Sim, tudo chega ao fim. Hoje era o dia de virar a pagina. Dera adeus a NYPD, sua casa por tantos anos. Entrara ali com um propósito, ao longo dos anos aquela delegacia virou um refúgio onde encontrou amigos, conforto. Não mais. Acabou. Ela vivera pela justiça, trabalhara por ela, infelizmente sua maior luta fora em vão. A justiça lhe virara as costas. Dissera adeus. Seguiria em frente. 

But just because we're leaving, and that hurts, there's some people who are so much a part of us, they'll be with us no matter what. 

Montgomery. Seu capitão acreditou nela, enxergou seu potencial. Ensinou-lhe muito do que sabia hoje. Ele lhe disse uma vez que não há vitórias, apenas as batalhas e você deve escolher o seu lado. Ela fizera sua escolha, por causa disso, perdera Castle. Para ela, Roy morreu como um herói. Deu sua vida para salva-la. Entendia completamente após a última conversa com Castle. 

Johanna. Sua mãe teve um papel extremamente importante na sua vida de detetive. Todos os dias honrara os mortos por causa dela. Mesmo não estando ao seu lado, permanecia em seu coração guiando-a em busca da verdade. Um caminho que quase a matou naquela tarde. Nunca poderia esquece-la, contudo a dívida que jurara reparar precisaria ser esquecida ao menos por um bom tempo. Era isso ou sua morte.

They are our solid ground. Our North Star. And the small clear voices in our hearts that will be with us …

Quatro anos. Castle comprou suas batalhas, a fez rir, salvou sua vida, trouxe café. Provocou e foi provocado. Ele a amou. Castle era o seu amigo, parceiro, amante. Adorava seu sorriso, o jeito moleque, os olhos azuis profundos e os beijos. Ele era seu porto seguro. Ele não a abandonara. Ela o deixara ir. Simplesmente não foi atrás dele, não lhe dissera tudo o que queria. 

Afinal, o que ela queria? 

Durante quase treze anos ela sonhara com esse momento. Sonhara com o dia que colocaria o responsável pelo assassinato de sua mãe atrás das grades. Seu desejo de ver isso acontecer era tão grande que não mediu as consequências de seus atos. 

Sentada no balanço, debaixo da tempestade, ela finalmente percebeu a loucura que cometera. Esteve por um fio, escapou de morrer, deixou-se consumir pela vingança, seu senso de justiça e para quê?  

Para perder a vida, desistir de seu distintivo, desacreditar que a verdade vence tudo? Sim, todos esses eram motivos válidos, porém o mais importante foi negligenciar seu coração, mais uma vez. Ela precisava parar com isso. Precisava reconhecer o quer era prioridade e o que realmente queria.  

Sabia que o magoara, sabia que perdera a chance de escolher ficar com Castle no momento que ele saiu pela porta de seu apartamento. Será que ele estaria disposto a ouvi-la?  

Beckett se levantou do balanço. Enquanto caminhava de volta ao seu apartamento, sua mente tinha apenas um pensamento: Castle. Suas lembranças ao lado dele passavam como um filme antigo, algo que acontecera há milhões de anos e para ela era como se fosse ontem. Podia sentir o calor da pele dele, o toque elétrico provocado por suas mãos e os lábios apaixonados que a beijavam como nunca ninguém o fez.  

…Always.” 

Uma palavra tão poderosa: Always. Tinha o significado íntimo para os dois. Não era sua palavra de segurança, era aquela que representava tudo o que um significava para o outro, que estariam ali, não importava como. Ouvi-la tinha um efeito tão poderoso como de um “eu te amo”. 

Os dois erraram, os dois mentiram. Magoara e fora magoada. Não podia terminar assim, não depois de tudo o que eles viveram nesses quatro anos. 

Rick Castle era sua felicidade. Ela já o deixara ir uma vez porque precisava reconhecer a si mesma. Agora, ela sabia o que queria, precisava dele. E não sossegaria até que ele entendesse isso. 

De frente para seu prédio, ela não entrou. Encharcada pela chuva, Kate Beckett optou por seguir atrás do que de fato desejava. Entrou em seu carro. Seu destino? O loft de Castle. 

Não importava o que Rick Castle decidira sobre eles, ela era teimosa o suficiente para ir atrás dele uma última vez. No meio do caminho pegou o celular, ligou para ele. Ouviu o tom umas quatro vezes até a ligação cair. Ele havia recusado. Provavelmente não queria falar com ela. Ótimo, pensou, a conversa ao telefone nunca fora o que tinha em mente. Queria vê-lo, encarar aqueles belos olhos azuis que tanto a fascinavam. Se após ele ouvir tudo o que tinha a dizer ainda a quisesse fora de sua vida, ela pensaria em seu próximo passo. A adrenalina que corria em suas veias era tão grande que ela sequer se dera conta do quanto encharcada e fria estava.  

XXXXXX

Sozinho em seu loft, Castle olhou pela última vez para a foto da bela mulher em seu celular. Rejeitara sua ligação, afinal, o que ela queria? Não interessa, repreendeu a si mesmo. Beckett não faz mais parte de sua vida. Você precisa esquece-la, apaga-la completamente. Ele ligou a televisão que usava como monitor em seu escritório. O arquivo que montara sobre o atentado dela estava lá. Tudo chega ao fim. Olhando uma última vez para os dados a sua frente, ele pegou o arquivo e levou-o para a lata de lixo. Arquivo deletado. Ele suspirou, isso era fácil. Como conseguiria apaga-la de seu coração? 

De frente para a porta do loft, ela já sentia o corpo tremer em antecipação, não apenas pela ansiedade de ver Castle e tudo o que estava por enfrentar, mas também o resultado do corpo molhado pela chuva. Arrepios percorriam seu corpo, ela não se importou. Bateu na porta. Aguardava nervosa. Um longo suspiro foi ouvindo assim que a porta se abriu.  

E lá estava ele. O homem mais importante da sua vida, o belo e charmoso escritor de olhos azuis que virou sua cabeça e roubou seu coração. Ele a olhava intrigado, o semblante sério e Beckett podia perceber que ele ainda tinha um olhar triste.  

Castle primeiramente se assustou ao vê-la ali. Depois, reparou que Beckett estava completamente molhada, os cabelos esticados bem diferente do que ele estava acostumado a ver. Será que ela viera andando até ali, na tempestade?  

O reconhecimento de ambos ocorreu em questão de segundos então Castle perguntou com uma certa irritação em sua voz.  

- Beckett, o que você quer? - nada lhe preparara para a resposta que receberia.  

- Você - e avançou contra ele segurando seu rosto com as duas mãos, beijando-lhe os lábios. Surpreso e curioso, ele quebrou o beijo, afastando-se dela. Sentiu as mãos gélidas, Beckett estava chorando com a testa colada na dele.  

- Eu sinto muito, Castle. Eu sinto tanto - tentou beija-lo outra vez, porém Castle a impediu. 

- O que aconteceu? - com os rostos bem próximos um do outro, ela tentava controlar o choro.  

- Eles escaparam e eu não me importei, eu quase morri e a única coisa que conseguia pensar era em você - o olhar intenso fixo nele, tinha uma ternura exposta em meio as lágrimas - que não podia viver sem seus beijos, seu abraço, seu sorriso e Deus! Seu olhar terno, o brilho perfeito desses olhos azuis. Eu só quero você - Beckett avançou querendo beija-lo outra vez, a tentativa de colar os lábios nos dele foi em vão. Decidida a mostrar que de fato não sairia dali sem resolver tudo, ela acariciou o rosto de Castle rente a boca. Os olhos praticamente imploravam para ele toma-la, perdoa-la, aceita-la.   

A tempestade continuava lá fora, um relâmpago iluminou a sala tornando os olhos azuis dele ainda mais vibrantes. Então, Kate viu. Desejo. Ele não deu tempo para que ela assimilasse o que acontecera em seguida. Castle a empurrou contra a porta fechando-a atrás de si, sorvendo seus lábios com desejo e intensidade. Um beijo apaixonado, negado há meses. Amantes ansiando por um toque. Ele a tomou os lábios com paixão, saudade. As mãos quentes de Castle contrastavam com a pele gelada de Beckett causando faíscas. Trazendo a luxúria à tona. Castle fazia sua própria dança, devorava-lhe o pescoço, retornava para os lábios, ouvia os gemidos dela, as mãos de Beckett agarrando-se a ele, puxando-o para perto de si, repetia tudo outra vez, não conseguiam se largar. 

Foram meses de distância, sofrimento reprimido, desejo e vontade negada, o propósito já não importava mais nesse momento. Tudo o que queriam era sentir, entregar-se um ao outro como se não houvesse amanhã. Castle deslizava seus lábios provando-lhe a pele fria. Rosto, lábios, pescoço, colo. Finalmente abriu a blusa que ela usava, beijou o meio de seus seios. E lá estava ela. A cicatriz no peito tal qual ele se recordava. Tirou um instante para contempla-la, Beckett percebeu e colocou sua mão sobre o local ao mesmo tempo que sorvia seus lábios novamente. 

Quebrando o beijo, ela sorriu entrelaçou seus dedos aos deles e o guiou para seu quarto. 

No mesmo cenário de tantas outras noites adoráveis, ela ficou de frente para Castle. Queria que aquele momento fosse único, eternizado, como se fosse a primeira vez. Para Beckett era uma nova entrega, dessa vez, mais importante do que quando eles namoraram. Esse era o tudo ou nada propriamente dito. 

Ela o fitou. Ele ficava ainda mais lindo com os olhos cheios de desejo e a cara de apaixonado. Ela deslizou um lado da blusa levando alça do sutiã junto expondo o colo completamente para Castle. Os olhares expressavam tudo o que as palavras não conseguiriam. A voz de Beckett saiu como um sussurro sensual. 

- Faça amor comigo, Castle. Como em nossa primeira vez apaixonados.  

Ele não disse nada, ajeitou o cabelo dela para trás dos ombros e deitou-a gentilmente sobre sua cama. Outra vez, sorveu-lhe os lábios. Beckett ansiava por cada toque, cada beijo, cada contato com a pele dele. Queria livrar-se das roupas que estavam em seu caminho, precisava toca-lo. Estava cansada de não poder sentir seus músculos, seus bíceps, a batida de seu coração, mas ela simplesmente não conseguia parar de beija-lo. 

Apos vários minutos saboreando os lábios um do outro, Castle notando a urgência que ela tinha em arrancar-lhe a camisa, livrou-se da peça. Um largo sorriso surgiu no rosto de Beckett. Ele decidiu tirar tudo. Completamente nu, ele a despiu também. Diante da imagem perfeita daquela mulher em sua cama, ele se deu um minuto para admira-la. 

Ali estava Kate Beckett, a mulher mais extraordinária que já conhecera, a mulher que ele amava com todas as forças de seu ser, cada fibra de seu corpo, mente, alma e coração. Inclinou-se sobre ela para um novo beijo, dessa vez os corpos se tocaram pela primeira vez. Pele contra pele, depois de tanto tempo o mero roçar de lábios era capaz de provocar as mais loucas sensações nela. 

Os lábios de Castle deslizavam provando a pele fria e cheirando a chuva em contraste com a pele quente e perfumada dele. Sugou-lhe os seios após beija-los, um a um fazendo ela arquear seu corpo, gemer de prazer. Ouvia seu nome ser repetido, pedindo por mais. Quando ele chegou ao meio das pernas, provocou roçando seus dentes na pele fina e macia da parte interna de suas coxas, retardando o momento que ela tanto ansiava. Sentiu Beckett agarrar-lhe os cabelos empurrando-o contra si. Precisava senti-lo, necessitava daquele toque como necessitava do ar que respira. 

Castle percebera isso. Sorria. Ela realmente sentira falta dele e para que negar se ele também a desejava mais do que a própria vida? Não querendo postergar a chance de proporcionar prazer a ela, ele beijou seu centro e a provou. Ela gritou com o contato. Castle não tinha pressa. Podia passar muitos minutos perdido ali, dando prazer e vendo-a sucumbir sem reservas a cada toque, a cada gesto. Ao perceber que ela estava prestes a ser tomada pelo orgasmo, ele parou o que fazia com os lábios e introduziu dois dedos dentro dela forcando seu corpo sobre o de Beckett pegando-lhe de surpresa entre gemidos, calando sua boca com um beijo apaixonado. 

Completamente zonza pelo poder do orgasmo e o beijo que recebera, ela ofegava encarando-o. Os olhos dele tinham um brilho intenso. O azul estava mais claro. Ela pediu. 

- Quero você dentro de mim…. me tome por completo, Rick. Eu quero tanto isso… leve-me de volta para casa. Nossa casa.      

Ele sorriu para Kate. Sua Kate. Estava estampado em seu rosto. O desejo, a alegria, o sentimento. Apaixonada, sempre. Não precisava ouvir absolutamente nada. Seus gestos, seus beijos, falavam por si só. Castle sabia o quanto algo era importante quando ela usava seu primeiro nome. Beijando-lhe o colo, sentiu as batidas de seu coração. Então, ele se afundou dentro dela. Os olhos fixos um no outro. Sorriam. 

Kate tinha razão. Era como voltar para casa. O lugar de onde nunca deveriam ter saído. Era a consumação de todo o sentimento existente em seus corações. Fazer amor com ela era mágico, era a união de corpos, a junção de almas que se completam, se pertencem. Ele começou a mover-se dentro dela, as mãos continuavam perdendo-se nos corpos um do outro. Tocando, apertando, sentindo que era real, não era sonho. A cada movimento, cada gemido, sabiam que não havia outro lugar que gostariam de estar, não havia limites para o amor que crescia e emanava em cada encontro de pele, a consumação do ato tornava-se a maior demonstração de entrega experimentada por eles até ali. 

As respirações começavam a ganhar um ritmo mais pesado, os corações acelerados, os corpos se buscavam em movimentos rápidos e excitantes. Um novo orgasmo se aproximava. Kate entrelaçou novamente os dedos nos dele antes de sentir o corpo tremer anunciando o que estava por vir em breve. Castle tornou a beija-la e foi responsável por suprimir o grito de prazer quando o orgasmo lhe atingiu. Ele ainda se movimentava dentro dela. Queria ter certeza de que ela estava satisfeita plenamente. Ele próprio já não se conteria por muito tempo. Kate beijava-o de maneira urgente, entre os efeitos da paixão e a luta para manter a respiração de maneira coerente, ela mordiscava seus lábios, seu queixo. Não podendo mais resistir, Castle se entregou ao átimo de prazer. 

Por alguns minutos eles permaneceram estáticos, calados, os únicos sons no quarto eram o barulho da tempestade, os relâmpagos e as respirações descompassadas. Ele estava deitado sobre ela com todo o peso de seu corpo. Castle não podia ver, mas Beckett sorria. Sentira tanta falta do corpo dele sobre o seu, do calor, do cheiro masculino. Ela não percebera que estava chorando. O reencontro com Castle foi mais do que especial, fazer amor com ele naquela noite transformara-se na maior demonstração de entrega que ela já vivera. 

Era isso que se chamava amor? Essa sensação louca que provocava-lhe arrepios pelo corpo, borboletas no estômago e a vontade de sorrir constantemente como uma boba? Sentir seu coração leve, o calor dos braços dele? 

Castle virou-se para o lado, puxou-a consigo em uma abraço. Kate podia sentir a respiração quente dele em sua nuca. As mãos sobre o seu estômago. Buscou por ela e apertou-a mantendo o contato. 

Sim, ela reconhecia o que era estar apaixonada, porém essa sensação de querer-se perder com Castle sem pensar, sem limites. Isso era novo e maravilhoso. Adorava estar apaixonada por Rick Castle. Contudo essa noite era especial. Era um novo marco em sua vida. O muro de aço se fora, o núcleo da cebola se derretera. Estava pronta. 

Castle era o fim de um precipício no qual ela escolhera jogar-se de cabeça. Essa era a sua felicidade. Sentiu os lábios dele mordiscando o lóbulo da sua orelha, depois beijou-lhe o pescoço perguntando. 

- O que você está pensando? Posso ouvir as engrenagens se movendo, Kate - ela virou-se para fita-lo, ele percebeu as lagrimas nos olhos, as marcas no rosto - hey… o que foi? 

- E-eu só estou feliz - sorriu - feliz como nunca pensei que podia ser um dia - ela virou-se para fita-lo. Acomodou-se sobre o peito dele, beijou-lhe a pele, mordiscou-lhe o ombro, voltou a encara-lo - eu cometi muitos erros, magoei e fui magoada. Lutei durante meses para chegar a esse momento, com você. Briguei com o meu coração, com a minha vontade, tive que passar por cima da minha racionalidade para entender que durante todos esses anos eu procurava por justiça guiada por uma frase “vincit omnia veritas”. A verdade vence tudo. Está no epitáfio da minha mãe. Verdade. Eu levei quatro anos para entender que procurava de maneira errada. Precisei de meses de terapia para me redescobrir como pessoa apenas para constatar hoje, após quase morrer que você é a minha verdade, Castle. Sempre foi. E juntos venceremos tudo. 

- É uma revelação e tanto - eles sorriam, Castle acariciou seu rosto puxando-a para um beijo. 

- Eu demorei, confesso. Compliquei demais o que já era complicado. Eu fui obrigada a me redefinir. Reencontrar a verdadeira Kate Beckett, aquela que existiu há treze anos atrás e que reapareceu por breves meses nos Hamptons e em Roma. Finalmente a encontrei. Hoje estou aqui. Para você, entregue de corpo e alma porque não consigo imaginar seguir minha vida sem você, simplesmente não posso. Você me mostrou que era possível ser feliz, eu duvidei mesmo assim porque precisava resolver outras coisas. Você nunca me abandonou, mesmo quando saiu porta afora do meu apartamento dizendo que acabou, eu sabia que você não me abandonaria. Porque é você, Rick Castle, o escritor irritante e teimoso que não desiste nunca. Eu tinha que vê-lo, provar que não era o fim. É apenas o começo - as lágrimas tornavam a cair. Ele as enxugava com o polegar. Não satisfeito, usou a boca para beijar cada maçã do rosto. 

- Eu não podia esperar por outra coisa vindo de você, Kate. Essa teimosia, tenacidade, determinação foram características que fizeram me apaixonar por você. Sua beleza, sua gargalhada, seu jeito sexy de morder os lábios. Eu confesso que tive vontade de mata-la várias vezes, por complicar algo simples. Contudo, eu entendo perfeitamente a necessidade de se curar, eu a admirei ainda mais por isso e mesmo com as brigas, eu sabia que nossa hora ia chegar. Eu nunca desisti.

Beckett passou o polegar nos lábios dele, sorriu. 

- Agora estou aqui. Apenas me ame, Castle. Always. 

Castle a puxou de encontro ao seus lábios, dessa vez, o beijo foi terno, carinhoso. Um beijo apaixonado, cheio de sentimento. Beckett passava as mãos pelo peito dele. Ergueu o corpo e sentou-se nas pernas dele, era sua vez de explorar o corpo dele adequadamente. Seus lábios deslizavam provando a pele, os dedos apertavam os braços, os músculos. Ela beijou-lhe os mamilos, roçou seus dentes neles e mordeu-os, lambeu-os. Ouvindo os gemidos dele, ela sorriu. Uma das mãos deslizou para o meio das pernas dele à procura do membro. Ao segura-lo nas mãos, viu seu nome escapar dos lábios dele. Inclinou-se para beija-lo mais uma vez, usou os dentes para mordiscar sua garganta, depois os ombros. 

Percebeu a respiração de Castle mais rápida, reflexo da brincadeira que ela fazia acariciando seu membro. Riu. Ele já estava pronto novamente. Espalmando as duas mãos no peito dele, apoiou-se para sorver a sua boca. A língua explorava o interior buscando sua igual, o beijo tornou-se profundo, excitante, capaz de faze-los ofegar ao se separarem. Era o desejo falando mais alto. 

Então, Beckett se posicionou para recebe-lo. Com cuidado, ela deslizou o membro deixando-a preencher completamente. Gemeu satisfeita ao poder senti-lo outra vez dentro de si. Segurando-se com as mãos espalmadas no peito de Castle, ela começou a movimentar-se. Ao sentir as mãos dele em seus seios, ainda se movendo, jogou a cabeça para trás, rendendo-se ao toque de Castle. De repente, não era mais os dedos que puxavam seus mamilos e os apertavam, eram os lábios dele. Castle devorava-lhe os seios e o pescoço enquanto se impulsionava dentro dela. 

Os movimentos tornaram-se mais rápidos e intensos, Castle a guiava segurando-a pela cintura, afundava-se nela, queria perder-se com Kate, hoje e sempre, quantas vezes conseguisse. Ambos estavam próximos de ceder ao prazer, ela já tremia em seus braços e quando o clímax os atingiu, Castle afundou seu rosto no pescoço dela, balbuciando seu nome e as três palavras poderosas.      

- Eu te amo, Kate…  

XXXXXX

Eles estavam deitados na cama. A tempestade havia passado, apenas uma chuvinha fraca caia la fora criando um barulho gostoso no vidro da janela. Kate estava deitada no peito dele, sua mão entrelaçada com a dele. Castle, vez ou outra, beijava-lhe a testa ou cheirava-lhe os cabelos. Estavam muito elétricos para dormir ainda. Beckett decidiu que precisava falar o que acontecera. Não da sua quase morte, mas o que se passou depois. 

- Tem algo que preciso te contar. 

- Mais revelações? 

- Sim, embora essa não seja de todo positiva - ela olhou para Castle, era impressionante como a preocupação voltara totalmente aos olhos dele, ao semblante - antes de lhe contar, quero que saiba que estou bem. Aceitei minha própria decisão. 

- Do que você esta falando, Beckett? 

- E-eu pedi demissão. Eu não faço parte da equipe do 12th distrito, nem da NYPD. Foi melhor assim. Servir e proteger. Eu sempre procurei servir, trazer a justiça para as vitimas que cruzaram meu caminho. Protegi os cidadãos de Nova York da melhor maneira que pude durante anos. Eu pedi por justiça e proteção uma única vez, não as recebi. Não há porque continuar quando a própria justiça me virou as costas. Estar de frente para Gates ouvindo-a me dar um sermão, recitando protocolos, me fez pensar no porque ela insistia em me falar de regras quando eu sei muito bem para que elas servem, o que representam e quando usa-las e quebra-las. Era como se ela não me respeitasse como profissional após tudo o que eu fizera naquele lugar. Então eu decidi, já tinha perdido demais em um curto intervalo de tempo e precisava focar naquilo que era prioridade, no que era importante. Você. 

- E quando penso que você não pode me surpreender… você fez de novo. Será difícil imagina-la sem um distintivo, é parte de quem você é - ele moveu-se sentando-se na cama, segurava a mão dela - eu sei que estava chateada, revoltada, triste, sua mãe merece justiça. Eu, de todas as pessoas, sou o primeiro a reconhecer isso. É frustrante. Mas agora que você definiu as suas prioridades, o que é importante, talvez possa reavaliar sua decisão. Você é uma detetive, a melhor que já conheci, você é capaz de deixar agentes da CIA com inveja, Sei que não é o momento, porém não ponha um ponto final nessa história. Algo me diz que se você quiser reconsiderar, Gates estaria disposta a ouvir. 

- Talvez. Mas chega de falar sobre isso. Eu estou ficando com sono… 

- Feche os olhos, Kate. Vamos dormir - ela se aconchegou de lado com o corpo colado ao dele. Castle envolveu a cintura dela e beijou-lhe o ombro - boa noite, Kate. 

- Boa noite, Castle.        

A chuva cessara. Quando Castle abriu os olhos naquela manhã, deparou-se com o sol adentrando seu quarto refletido no lençol creme que cobria parcialmente o corpo nu de Beckett. Podia reparar na pele clara dos ombros, a respiração tranquila fazendo seu peito subir e descer. Notou pequenos arrepios, devia estar com frio. Ela tomara muita chuva ontem, não podia adoecer. Cuidadosamente, ele a cobriu um pouco mais, louco para toca-la ao mesmo tempo que gostava de observá-la dormir. Parecia um sonho, desejara reviver esse momento de tê-la para si, em sua cama, tantas vezes que a realização do fato ainda lhe causava surpresa.  

Kate Beckett estava ali. Na sua cama. Ela abrira seu coração, se entregara a ele. Dessa vez, seria para sempre. Cheirou os cabelos dela. Não tinham o aroma característico de cerejas. Efeito da tempestade. Não importava. A tempestade lhe trouxe ela, seu arco-íris e agora era tempo de ir além dele, viver intensamente e começaria essa nova página de sua história juntos com um simples gesto, contudo de imenso significado para os dois.  

Ele se levantou da cama deixando-a sozinha. Torcia para que ela não acordasse. Com uma rápida passagem pelo banheiro, ele dirigiu-se para a cozinha. Ao retornar ao quarto, trazia consigo duas canecas fumegantes de café. Kate ainda dormia. Ele parou ao lado da cama sorrindo feito bobo. Deus! Como ela era linda. Sua detetive, sua musa, sua Kate.  

Sentou-se ao lado dela na cama. Inclinou-se beijando-lhe a bochecha demorando-se vários segundos usando o nariz para acaricia-la. Ela sorriu mexendo-se um pouco, sentia cócegas. Abriu os olhos e deparou-se com Castle a admirando. Vestia um roupão preto, parcialmente aberto mostrando o peito. Entregou a caneca para Kate.  

- Bom dia, Beckett... - ela pegou a caneca das mãos dele com um sorriso nos lábios, o mesmo de sempre, aquele que ele mencionara esperar todos os dias.  

- Bom dia... babe, é bom poder te achar assim outra vez e como é bom ouvir você me chamar com carinho, como fazia antes e... - não completou o pensamento, apenas recebeu os lábios dele nos seus.  

- Senti saudades desses beijos de bom dia, Kate - ela tomava um pouco do café - está com fome? Posso fazer panquecas...  

- Essa é sua forma de me agradecer pela noite, Castle?  

- Também, mas é um momento importante na nova página que começamos a escrever hoje. Será um prazer.  

- Nesse caso, eu vou aceitar... mas antes, acho que preciso confirmar que ainda temos aquela sincronia de antes... - ela desfez o laço do roupão que ele usava, jogou o lençol longe mostrando o corpo nu para ele.  

- Acho que três orgasmos não foram suficientes? - as pontas dos dedos de Castle deslizavam pelo colo dela até o local da cicatriz.  

- Talvez eu queira uma contra prova, reavaliar a evidência... - Castle inclinou-se beijando o meio dos seios bem na cicatriz. Em seguida, tornou a encara-la. Passou o polegar em seus lábios e tomou-a em um beijo apaixonado deitando-a na cama novamente. Perderam-se um no outro com a mesma intensidade da noite anterior e ainda assim, delicadamente.  

Kate se espreguiçou satisfeita após fazer amor naquela manhã. Usando os dentes, ela o instigava deixando marcas no peito e nos ombros. Após sorver seus lábios outra vez, ela murmurou mordiscando o lóbulo da orelha dele.  

- Acho que preciso muito daquelas panquecas agora...  

- Seu desejo é uma ordem, amor - ela estava deitada sobre o corpo dele - terá que sair de cima de mim se quiser comer... - ela riu. Castle se levantou pegando o roupão do chão. Ao se encaminhar para o closet, ouviu-a suspirar. 

- Pode ir bem devagar, quero apreciar a vista.  

- Kate Beckett, sua pervertida!  

- O que posso dizer? A culpa é sua por ter um traseiro gostoso... - foi a vez de Castle gargalhar. De volta do banheiro, ele entregou um roupão branco para ela - qual o problema, Castle? Não consegue se controlar se eu estiver nua? - ela levantou da cama indo em sua direção, colando seu corpo no dele plantando um beijo rápido nos lábios.  

- Por mais interessante e tentador que seja ver você desfilando pelo loft nua, nunca podemos prever quem baterá na minha porta.  

- Oh! Eu esqueci completamente... Alexis e Martha estão aqui e...  

- Hey, relaxe... primeiro você não é uma estranha nessa casa, segundo não precisa se preocupar com a minha mãe, ela está nos Hamptons e Alexis está celebrando a graduação com os amigos, não a espero por aqui antes do meio-dia. Vamos, está na hora das panquecas.  

Eles seguiram de mãos dadas até a cozinha. Kate sentou-se no balcão para vê-lo preparar o café. Somente então, ela checou o celular. Dez chamadas de Dana.  

- Nossa!  

- O que foi?  

- Dana, ela me ligou dez vezes.  

- É, ela me ligou querendo notícias suas e eu falei que você estava... bem, falei do caso. Acho que a forma que falei a fez ficar mais preocupada.  

- Depois ligo para ela.  

- Ambos devemos um pedido de desculpas a Dana - disse Castle entregando a panqueca enfeitada com morangos, amoras e chantilly formando uma carinha sorridente. Também colocou ao lado torradas francesas e uma nova caneca de café com um coração desenhado. Ela sorriu e voltou a fita-lo.  

- Castle, eu já disse que sinto muito? Eu fiz você sofrer, você me perdoa? De verdade? - ele podia ver a sinceridade naqueles olhos amendoados, quase implorando para aceitar suas desculpas. Contornou o balcão e veio abraçá-la pela cintura beijando-lhe a nuca.  

- Já passou, Kate. Não há o que perdoar. Eu te amo - ela virou-se para beijar-lhe os lábios.  

- Eu sei. Demorei para entender isso, para perceber que não importa o que acontecer, você estaria ali para me apoiar. Eu tive tanto medo quando estava pendurada naquele prédio, lembrei de cada gesto e ao me ver a salvo, eu somente pensava em você.  

- Você ficou pendurada em um prédio? Como isso aconteceu, Kate?  

- Não importa, é passado.  

- E se eu não quisesse falar com você? Se batesse a porta na sua cara?  

- Eu a derrubaria. A teimosia é uma das minhas melhores qualidades. Pergunte a Dana.  

- Tudo bem, coma a sua panqueca - eles passaram um tempo comendo em silêncio. A velha mania de roubar comida do seu prato estava de volta, Castle agradeceu por esse gesto - então, quais os seus planos para hoje?  

- Eu não tenho que trabalhar, mas preciso ir ao meu apartamento trocar de roupa e definitivamente preciso de um banho, lavar meu cabelo...  

- Sabe, você não precisa sair correndo para o seu apartamento, ainda tem roupas suas aqui, na sua gaveta - ela estava surpresa, obviamente não se lembrava - Tem, você não veio buscá-las depois que rompemos a parceria com benefícios.  

- Tudo bem, acho que não preciso voltar para casa correndo. Vamos fazer assim, vou tomar um banho e depois podemos assistir um filme ou... um passeio pela cidade, ou no parque.  

- Sim, adoraria passear com você por Nova York, comermos em algum lugar calmo, aproveitarmos o tempo para namorar...  

- Hum... namorar... eu gosto do som dessa palavra - ela caminhou até a porta do escritório - você não vem? Preciso de alguém para esfregar minhas costas.  

- Com prazer.  

Uma hora depois, ela apareceu na sala vestindo uma calça jeans e uma blusa roxa de botões. 

- Eu não sabia que tinha deixado essa blusa aqui. É uma das minhas preferidas. Achei que tivesse perdido na lavanderia. 

- Essa cor fica linda em você. 

- Roxo é uma das minhas cores favoritas. A outra é azul. Por que será? - ele sorriu.              Eles deixaram o loft para o passeio por Manhattan. De mãos dadas com Castle, Kate sentia-se leve, animada e feliz. Eles andaram pela Union Square, visitaram a Macy's onde Kate brincou com Castle mostrando algumas roupas sexys para mexer com a imaginação dele. Sua vontade era comprar, mas ela não aceitou. Acabaram parando para almoçar no Eataly. Comida italiana faz bem para a alma, foi a resposta de Castle. Enquanto saboreavam sua lasanha, ele comentou.  

- Estava pensando, agora com seu tempo livre, nós podíamos passar um tempo a sós, que tal os Hamptons?  

- Ah, Hamptons é sempre uma boa pedida - mas Castle reparou que ela estava pensativa, olhando para o nada.  

- Hey, o que foi? A ideia de não fazer nada te incomoda, não? Por que você não conversa com Gates? Tenho certeza que ela não entenderia mal se você pedisse para que reconsiderasse sua demissão.  

- É, talvez ela me desse apenas uma punição. Suspensão, como fez com Espo. Só que isso não me serve mais...  

- Não diga isso. Você sabe que não é verdade. Kate, você é uma detetive. Foi assim que a conheci, que me apaixonei por você. O que começou com o propósito de buscar justiça para sua mãe, se transformou em quem você é. Mesmo com toda a sua obsessão, você trouxe conforto para muitas famílias ao longo dos anos. Eu não consigo imagina-la longe do 12th, não chamá-la de detetive. Eu ainda sonho em ver você capitã do 12th, capitã Beckett, adoro o som disso. Converse com ela, não hoje ou amanhã, apenas pense que isso seria o melhor a fazer e eu realmente não gostaria de abandonar o posto de melhor parceiro que você já teve.  

- Quem disse que você é o melhor? 

- Eu sei, simples assim - ela sorriu e apertou a mão dele.  

Deixaram o local abraçados. Ela gostou de saber sobre a opinião dele e Castle estava certo. O que ela iria fazer? Voltar para a faculdade e cursar direito? Por mais que esse fosse o sonho de seu pai, ela não conseguia se ver como advogada ou promotora. O desejo passou. Talvez devesse falar com Gates. Eles pararam para tomar um café antes de decidir o que fariam.  

- Acho que está na hora de visitar Dana. O que acha de pregarmos uma peça nela?  

- Não acho que seria uma boa ideia.  

- Sério? Você, Rick Castle, o maior implicante do universo não quer sacanear a minha terapeuta? O que aconteceu com meu escritor?  

- Meu escritor... gostei disso. É que quando ela me ligou, eu meio que a tratei mal e disse do caso e que você ia morrer... - ela olhou intrigada erguendo uma das sobrancelhas - o que? eles iam matá-la, de fato você escapou de morrer por muito pouco.  

- Agora eu entendo as dez ligações. Não se preocupe, eu tenho a desculpa perfeita para engana-la. Chegarei lá para uma consulta normal, você não vai entrar comigo apenas quando eu falar seu nome em um lamento.  

- Como assim, lamento? E como irei ouvir?  

- Tudo bem, eu vou dar um jeito de te chamar.  

- Ela vai querer te matar.  

- Nah, ela vai me passar um sermão de qualquer maneira, pelo menos posso me divertir.  

- Meu Deus! Quem é você e o que você fez com a minha detetive ranzinza?  

- Eu não sou ranzinza!  

- Não, você é perfeita - ele inclinou-se para beija-la - chegamos. O que você quer que eu faça?  

- Melhor ficar do lado de fora até que eu entre no consultório. Não quero que ela o veja e estrague a brincadeira - ela o beijou rapidamente e entrou - oi, a Dana está ocupada? 

- Não, ela acabou de atender o último paciente de hoje. As consultas dela estão reduzidas por causa da viagem. 

- Posso falar com ela? 

- Acho que sim, vou verificar - a secretária pegou o telefone e anunciou que Beckett estava na área de espera - ela mandou você entrar. 

Quando Beckett entrou no consultório de Dana, encontrou a amiga de pé com os braços cruzados. A cara era de poucos amigos. 

- Quem é vivo sempre aparece? O que aconteceu com você? Por que não atendeu o celular? Liguei várias vezes! Pensei que tivesse acontecido algo sério, droga, Kate! Eu liguei para o Castle e qual não foi minha surpresa ao saber que ele nem sequer queria saber de você. Morri de preocupação. Vocês brigaram feio? Você desapareceu! 

- Oi, para você também, Dana. Eu estava em um caso complicado e…

- O caso da sua mãe, Castle me disse. E você pode vivenciar outra vez essa loucura. E parece que a experiência não serviu de nada. Foi por isso que vocês brigaram? Achei que você já tinha aprendido com as últimas situações. Como você é teimosa. 

- Hey! Vai me deixar falar? 

- Sente-se, quero saber porque você brigou com Castle. 

- Porque ele mentiu para mim. Ele me enganou durante um ano, Dana. 

- Eu ouvi direito? Que eu saiba foi você quem não contou sobre o que aconteceu no dia do seu atentado. Do que você está falando? 

- Ele sabia de uma pista do meu atentado, do caso da minha mãe e simplesmente decidiu esconder de mim, alegando que era para me proteger. Um arquivo que foi entregue a um amigo de Montgomery. Ele mentiu para mim sobre a coisa mais importante da minha vida. Ele se declarou, me acusou de saber e acabamos brigando. Não foi uma discussão qualquer, Dana. Foi a pior que já tivemos. E-ele me disse que acabou - Beckett se esforçava para parecer verdadeira - ele me abandonou, você disse que ele não faria isso. E-eu deixei a velha Kate me dominar e agora, eu perdi tudo. Arrisquei minha vida, meu distintivo e não consegui pegar os culpados. Eu fracassei e acabei afastando a pessoa mais importante da minha vida. Eu fiz tudo errado. 

- Oh, Kate… eu não acredito. Você já tinha entendido que não podia continuar essa loucura, tinha entendido que precisava se livrar dessa obsessão. Castle, ele não desistiu de você, está apenas magoado, chateado. Se você conversar, talvez ele a escute. 

- Sabe qual é a pior parte disso? Eu estou triste, chateada, com o coração em pedaços e subindo pelas paredes! 

- Acabou seu suprimento de chocolate, Kate? - Dana falou sarcástica, a terapeuta estava surpresa por ver como alguém conseguia se sabotar tanto. Naquele momento, ela não queria ser a médica, a voz da razão, Dana queria ser a amiga que Kate precisava. Do lado de fora do consultório, Castle podia ouvir parte da conversa porque Beckett deixara a porta semiaberta. Estava adorando o ato. 

- Olha, Dana, eu só preciso me acalmar, preciso encontrar outra forma de lidar com a vontade, com o desejo. 

- Kate, esquece a terapeuta por um instante. Irei falar como sua amiga. A única forma que você pode acabar com essa necessidade e saciar o que te consome é colocando endorfina no seu corpo e se o chocolate não serve mais, engula esse seu orgulho, deixe a teimosia de lado e vá atras de Castle, pelo amor de Deus! Chega de ser cega! Caso contrário nem todo o chocolate do mundo irá ajuda-la, Kate. O que eu faço com vocês dois? - ela grunhiu frustrada. 

- Ah, Dana… - ela se aproximou da porta, virou-se de costas para a amiga apenas para fazer um sinal para Castle - não preciso de todo o chocolate do mundo, eu… 

- Já sei, você precisa de Castle… o que está esperando? 

- Na verdade, eu já consegui uma fonte de endorfina para a vida toda - ela sorri e Castle entra no consultório entrelaçando os dedos nos dela, beijando-a no rosto. 

- Olá, Dana… - a cara da terapeuta era impagável. Foi um susto e um choque ver os dois de mãos dadas a sua frente. 

- O que vocês pensam que estão fazendo? Vocês mentiram para mim? Que brincadeira doentia é essa? Castle, você me disse que ela ia morrer! Como puderam fazer isso? Era tudo uma mentira? Vocês vão me matar do coração! 

- Eu não menti. Ela quase morreu… 

- É, também brigamos - Kate olhou para ele - mas eu percebi que estava errada. Nada era mais importante do que ter Castle na minha vida. Eu fiz o que você disse, eu corri atrás. Nós estamos juntos novamente. Pode esquecer o chocolate. 

- Acho que nunca fui comparado a endorfina, mas posso assumir que é um elogio. Dana, acho que ambos devemos um pedido de desculpas a você. Eu a destratei no telefone ontem, mas essa ideia de engana-la agora foi da Beckett, eu fui contra. 

- Vocês estão juntos finalmente? - Kate anuiu e beijou Castle novamente - Oh, Deus! Vou mandar rezar uma missa! Nossa! Tive vontade de bater em você. 

- Eu só tenho que agradecer a você, Dana. Por ajuda-la e também me fazer entender o que estava acontecendo, não me deixando cego ou mesmo desistir de tudo. 

- Do que ele está falando? - Beckett olhava para Dana intrigada. 

- Você não é a única que precisa de conselhos, Kate. 

- De qualquer forma, que tal um jantar especial para comemorar o sucesso de sua terapia? Afinal, eu conheci uma nova Kate hoje. 

- Por que não? Eu aceito. Q4? 

- Claro. Apenas não conte nada para Maddie, será uma surpresa. 

- Combinado - disse Dana - ah, vem cá. Quero lhe dar um abraço, oh…Kate, eu estou tão feliz! - ela abraçou a amiga com carinho - Não acredito que esse jejum terminou! Vamos comemorar. 

- Ótimo. Eu ligo confirmando o dia do almoço ou jantar. Vamos andando, Beckett? 

- Vamos. Pode me dar um minuto com a Dana, babe? 

- Ah, você chamou-o de babe… que fofinho! - Castle riu e se dirigiu a porta. 

- E temos um novo fã-clube… te espero lá fora - quando estava sozinha com a terapeuta, após ter fechado a porta para evitar que Castle escutasse tudo, ela voltou a falar. 

- Dana, eu realmente preciso agradecer por tudo. Você tornou isso possível. Eu ainda terei que contar com calma como tudo aconteceu, mas eu estou muito feliz. Demais. 

- Kate, você tornou isso possível quando entrou por aquela porta pedindo minha ajuda. Enfrentou seus medos, seus traumas, por Castle. Agora você o tem. Posso perguntar uma coisa? Você se declarou para ele? 

- Eu disse o que ele significava para mim, como precisava dele na minha vida, mas…

- Mas você não disse as três palavras. 

- Não ainda, e-eu preciso… um passo de cada vez. Preciso de um momento especial. 

- Sempre pensando… faça um favor a si mesma: menos pensamentos e mais sentimentos. 

- Oh, acredite Dana. Sentimentos foram tudo o que senti ontem, hoje… e espero sentir daqui a umas duas horas novamente. 

- Sua pervertida! Sai já daqui, você e seu suprimento eterno de endorfina! - rindo Kate acenou para ela e deixou o consultório abraçada a Castle. Tinha razão, ela sentiria tudo outra vez duas horas depois.    


Continua...

9 comentários:

TheMikyMel disse...

OMG!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
ESSA FIC!
Amei como a Kate ficou, desinibida e pensando em si mesmo, em seu sentimento. Não mais com aquele peso e aquela sombra que sempre a acompanhava. Ela e Castle, TÃO LINDOS! Mas Dana está realmente com razão, ela precisa sentir mais e pensar menos, precisa dar-se por completo a ele, ressaltando as três palavrinhas mágicas.
Amei como ficou. Uma simples ideia e floreou isso tudo. *-*

leticia cristinny disse...

Se alguem ver as estruturas, elas são minhas kkkk... Jesus! foi dificil assistir o episodio, foi mais dificil ainda ler sobre ele, reviver, eu via as imagens e com o que foi acrescentado, Meu Deus, to no chão. Foi lindo, foi emocionante, foi profundo...
Eu planejei fazer o maior textão, mas estou igual a kate, sentindo demais, e sem saber o que fazer, falar então, vish, já nem sei o que é isso hahahahahahaha.
MARAVILHOSO!!!! Tudo tão perfeitinho, tão lindo <3
Eu realmente amei, amei de coração mesmo, ótimo, perfeito, ainda é pouco pra descrever, li com lagrimas nos olhos <3 <3 <3
parabéns Kah,vc fez um excelente capitulo

Géssica Nascimento disse...

"Suprimento eterno de endorfina"!!!
kkkkkkkkkkkk
Perfeito!!
Amei ... mais isso não é nenhuma novidade, sempre amo!!!
Maravilhoso, perfeito, sem palavras para descrever!!
Quero mais, mais e mais!!!
Parabéns Karen!

cleotavares disse...

O que tinha nessa chuva? gotas de amor? Olha só a Kate, tão linda, tão amorosa, tão zoeira.
Tão linda, a Kate livre e amando, só falta as 03 palavrinhas. Mas, acredito que está bem perto.

Kah! tu arrasas, sabia?

Silma disse...

Cadê minhas estruturas????? 😵 Dona Karen sabe o chão?Então,tô nele!!!Menina que capítulo espetacular foi esse 👌🏽 você ultrapassou todas as minhas expectativas 😍 AMEI ESSE CAPÍTULO ❤️ FOI LINDO DEMAIS ❤️ Finalmente meu otp tá junto pra sempre 😍 Vou confessar um negócio aqui...lágrimas rolaram 😪 relembrei todo o episódio e vou te falar aqui Ô...consegui conter as emoções não 😪✋🏽 episódio tenso e intenso 😍 #ALWAYS meu episódio preferido pra todo o sempre ❤️
E o que falar desses orgasmos múltiplos que tanto ansiei? 😏 nem preciso comentar que foi outro show à parte 😌✋🏽😎 Miga,tu arrasa mais ainda nesses momentos 😂😂😎👌🏽
O capítulo inteirinho foi maravilhoso não sei nem falar que parte eu gostei mais,depois dos orgasmos claro 👌🏽😌
Eu rachei de rir quando a Kate falou "Sabe qual é a pior parte disso?Eu estou triste,chateada,com o coração em pedaços e subindo pelas paredes" 😂😂😂😂😂😂😂😂 eu ri alto cara 😂😂😂 miga também pudera né?Cê deixou bem explícito que não queria a "parceria com benefícios" 😏 e que benefícios né colega 😎✋🏽👌🏽
Gente e que brincadeira foi essa com a tia Dana pô 😂😂😂😂😂😂 cês querem matar a mulher meu povo "O que vocês pensam que estão fazendo?Vocês mentiram para mim?Que brincadeira doentia é essa?Como puderam fazer isso?Era tudo uma mentira? "Vocês vão me matar do coração" tia Dana foi o que senti também 👌🏽 #TiaDanaSeuTrabalhoFoiFeitoCom Maestria 😌😏👏🏽
•"Na verdade,eu já consegui uma fonte de endorfina para a vida toda" "Sua pervertida!Sai já daqui,você e seu suprimento eterno de endorfina" "Oh,acredite Dana.Sentimentos foram tudo o que senti ontem,hoje…e espero sentir daqui a umas duas horas novamente" "Vocês estão juntos finalmente?Oh,Deus!Vou mandar rezar uma missa!Nossa!"
Parabéns Karen 😍👌🏽

Gabriela Mendonça disse...

E dobramos a tão aguardada esquina!!
E a tempestade veio para lavar toda a magoa, toda insegura e fazer dona Kate jogar o orgulho no balde e correr atrás do love!! "Não importava o que Rick Castle decidira sobre eles, ela era teimosa o suficiente para ir atrás dele uma última vez." maravilhoso pensamento, lutar pelo amor do Rick, mostrar que se importa e que esta 100% pronta para ele e para tudo que always representa.
"Quebrando o beijo, ela sorriu entrelaçou seus dedos aos deles e o guiou para seu quarto." a cena cortada do seriado, vc usou!! Muitoooo maassa... e que reconciliação não?? e depois ela se abrindo e se revelando para ele foi incrível!!
Eu pensei que ela iria cismar por ele ficar influenciando ela a voltar para delegacia, já tava achando que ia rolar treta kkkk.
É tão fofinho ver eles interagindo, e ela analisando a bunda dele? kkkkkk quem não faria ne? kkkk
a pegadinha com a Dana kkkkkkk mortaaaaaa... quase mata a pobre Dana, depois de ouvir Castle com toda a sua frustração dizer que a Kate ia morrer e depois da Kate não atender as ligações, imagina como estava a cabeça dela? ai vem Caskett e arma uma pegadinha kkkk
Já quero ler a reação da Maddie kkkk vai gritar e dar pulos no meio do restaurante, além de perguntar como foi a reconciliação e quando terão baby kkkk

Luciana Carvalho disse...

Aiiiii que emoção!!!!
Nem acredito que lí esse capítulo tão esperado!! Amooooo o amor desses dois.
Foi lindo, terno e cheio de sentimentos, pena que está chegando ao fim!
Karen, essa foi a melhor fic sua que já li! Obrigada pelo esforço e por nos presentear com uma história de amor tão linda. Incrível como vc consegue captar toda a essência de Beckett!
Por favor explora bastante essa lua mel!

Luciana Carvalho disse...

Aiiiii que emoção!!!!
Nem acredito que lí esse capítulo tão esperado!! Amooooo o amor desses dois.
Foi lindo, terno e cheio de sentimentos, pena que está chegando ao fim!
Karen, essa foi a melhor fic sua que já li! Obrigada pelo esforço e por nos presentear com uma história de amor tão linda. Incrível como vc consegue captar toda a essência de Beckett!
Por favor explora bastante essa lua mel!

Vanessa Belarmino disse...

Pela primeira vez decidi ir comentando enquanto leio...
Porque depois dessa frase "Roma seria apenas uma lembrança, a melhor de sua vida",
não sei se tenho condições de fazer ao terminar de ler...
Aiiiiiiiiiiiii!!! Intercalar as reflexões da Kate com o discurso da Alexis, foi demais para meu coração... Socorro!
Roy, Johanna, Castle...
"Castle não a abandonara. Ela o deixara ir"
Desse jeito eu que não chego em Roma... OMG! Eu não vou conseguir fazer isso...
¬¬ Respirando e chorando ¬¬
A definição da palavra "Always" que só a gente entende... ♥♥
Ela indo atrás dele, uma ultima conversa e se não der certo, nem quero pensar nesse
próximo passo, vai para a listinha dos "what if" que não queremos ver...
"Arquivo deletado. Ele suspirou, isso era fácil. Como conseguiria apaga-la de seu coração? "
Que delicadeza de NC... Primeira vez da primeira vez como apaixonados... Voltar para casa, nossa casa... ♥
Eu sei que você é a rainha das NCs, mas isso foi... Isso foi mágico!E sim, eu to chorando de novo...
Você sabe que Roma para mim nunca foi sobre sexo...
Era sobre viver em seu paraíso, seu próprio conto de fadas particular, mas uma história real... Era sobre liberdade, entrega, amor, felicidade... Always

"Você é minha verdade, Castle. Sempre foi. E juntos venceremos tudo"
Confessa que quis escrever isso em inglês... haha
Café, panquecas (referencia S2 duplo...) e bis...
Nos mata de chorar e agora deixa a gente apreciando a vista (bem, a Kate né, a gente so imagina mesmo...haha)
Totalmente culpa do Castle, quem manda ter um traseiro tão gostoso...
Gente tadinha da Dana, custa ligar e dizer que ta viva e que tá em Roma? Poxa!
E ainda vai zoar com a cara dela... ahhaa
Suprimimento eterno de endorfina hahaha #Quero
"Vou mandar rezar um missa" hahahahahaa
Tão bom ver a Kate leve assim... *-*

Ai Kah, ja li varias versões de Always, inclusive suas... Mas essa foi a mais especial de todas...
Não sei com explicar, mas acho que como você sentiu quando escreveu, nós sentimos lendo...
Eu to sem palavras... Só sei sentir... ♥♥
♥♥♥ Ciao Roma!♥♥♥