quarta-feira, 5 de outubro de 2016

[Castle Fic] One Night Only?! - Cap.66


Nota da Autora: Esse capitulo está menor do que os demais, porém está cheio de referências e discussões importantes. Sim, o angst está presente de uma maneira mais branda, vocês ainda não se livraram totalmente dele. Quero aproveitar esse capitulo para agradecer a duas pessoas. Silma, obrigada por todos os comentários maravilhosos, você realmente leu a fic em tempo relâmpago. Fico muito feliz pela repercussão desse meu xodó. E Gabys, você também comenta muito e merece menção honrosa, tem uma frase nesse capitulo que é a sua cara! Anyways, vale lembrar que estamos entrando na reta final. Enjoy! 

Cap.66     

Apesar de ter prometido voltar o quanto antes ao consultório de Dana, Kate se enrolou com o julgamento e somente agora iria encarar a amiga. Desde que entrara em sua sala, a terapeuta reparou o semblante preocupado e triste, podia apostar que a amiga não falara com Castle. 
- Quanta alegria em me ver, Kate. Fico lisonjeada. 
- Dana, não estou para gracinhas hoje. 
- Ouch! Que bicho te mordeu? Levantou com o pé esquerdo? - a terapeuta imaginava que algo dera errado na suposta conversa - não a vejo em semanas. O que aconteceu? 
- Aconteceu que eu estou perdida. Tem algo muito errado com Castle. Ele está estranho. Desde que voltou com a tal aeromoça a tira colo. É como se ele fosse aquele cara de anos atrás, o mulherengo fanfarrão e de repente, está tendo encontros sucessivos com Jacinta, dizendo que precisa de alguém divertida e descomplicada. E ainda teve o Colin e a história dele. Castle abdicou de uma investigação. Ele mudou e eu não sei o porquê, nem se fiz alguma coisa... ou se foi o oposto, o que eu não fiz. Eu perdi, Dana. 
Kate estava quase chorando, não tinha certeza do que ela fizera, se tiveram a tal conversa. E quem é Colin? Ela se levantou para dar um tempo e a ansiedade de Kate passar. Preparou café e serviu tornando a sentar-se de frente para a amiga. 
- Tudo bem, eu me perdi um pouco. Quero entender como tudo aconteceu. Você conversou com Castle? 
- Na primeira vez que tentei, ele me dispensou porque tinha um encontro com a tal Jacinta. Aquilo vinha me consumindo desde que voltara, tive muita raiva. O Colin havia me convidado para um drinque antes de embarcar para Londres, eu declinei porque queria muito conversar com Castle, ele não tinha a mesma vontade. Então, eu fui encontrar Colin. 
- Quem é Colin? - Kate explicou os detalhes sobre Colin e Jacinta, Dana queria matar Castle só por ver a tristeza no olhar de Kate. Maddie tinha razão, era grave. Da mesma forma, adoraria dar umas tapas em Kate. O que ela estava pensando? Felizmente, ali ela podia gritar. 
- Kate, você não aprendeu nada com o que aconteceu com Josh? Foi cometer o mesmo erro? Deus! Como é difícil fazer essas cabeças duras de vocês entenderem o que é preciso? 
- Eu estava com raiva. E e-eu não ia fazer nada com Colin, em outras circunstâncias talvez, mas...
- Mas? 
- Ele percebeu que havia algo entre eu e Castle, ele me contou uma história e foi isso que me fez tentar conversar outra vez. Quando Castle pareceu me escutar, eu perguntei o que estava acontecendo e subitamente a conversa perdeu o rumo. Eu o acusei de estar agindo como um playboy e no meio da discussão ele me disse "quem é você para julgar comportamento?" - ela disse imitando a voz dele - foi quando percebi que algo muito errado acontecera. Eu queria conversar, Dana... 
Pela primeira vez, Dana se sentiu encurralada, entre os deveres de terapeuta e os desejos de amiga. Castle a deixara entre a cruz e a espada. Como iria trazer Kate de volta para o lugar que estava antes disso sem revelar o que o escritor descobrira? Sentou-se ao lado dela. 
- Você está com medo. Teme que ele esteja desistindo. 
- É o que parece, não? Que ele seguiu em frente. 
- Por que acha isso? Por causa de Jacinta ou porque ele brigou com você? As vezes nem tudo é o que parece. Talvez ele estivesse em um dia ruim, preocupado com alguma coisa, com seus livros ou com a filha. As vezes descontamos nas pessoas erradas, você provocou, ele acabou explodindo com você. Até que ponto deveria levar isso para o lado pessoal? 
- E por que eu tenho essa sensação de que perdi? 
- Porque está deixando o medo falar mais alto. Hoje eu queria voltar no assunto de seu pai, o que de certa forma está relacionado com Castle. Seu pai era seu modelo de homem, como geralmente é para todas as meninas até ele se entregar ao álcool após a morte de sua mãe e abandona-la, ele traiu sua confiança e quando mais precisava dele. Depois veio Will, ele a trocou por um emprego em DC, novo abandono. Mais recente, Royce, outro modelo de homem para você, e o que ele fez? Traiu sua confiança indo contra tudo que acredita. Por último e não menos importante para o ponto que quero explicar, temos Josh. Ele apareceu na sua vida muito rápido e conseguiu roubar a sua confiança como detetive, o medo a dominou e veio a PTSD. Você vê que há um padrão, Kate? Os homens da sua vida tendem eventualmente a decepciona-la. Por causa disso, mais um muro. E tudo começa com a morte da sua mãe. Está me acompanhando até aqui? 
- Sim, e-eu não tinha pensado dessa forma... 
- Agora temos Castle. Você tem medo que ele a decepcione também, não se trata apenas de sentimentos. Você gosta dele. A questão é quando estiverem juntos em algum momento ele vai decepciona-la como fizeram os outros? É isso que a incomoda realmente, a dúvida se Castle agirá como os demais. Só que você já tem várias evidências de que isso não irá acontecer porque ele estava ao seu lado quando Josh a atacou, Royce a traiu, a morte dele e tantas outras situações... e o mais importante de tudo: Castle a ama. Você ainda acha que ele também irá abandona-la? 
- Como você pode ter certeza de que ele ainda me ama se anda por ai com aeromoças a tiracolo? 
- Você não respondeu a minha pergunta - Dana revirou os olhos - ele ainda está saindo com ela? 
- Não, ela não está mais em Nova York. 
- Mesmo? Responda o que eu perguntei, Kate. 
- Não acho que ele vai me abandonar - ela suspirou - quando se está amando, quero dizer, apaixonado não se esquece fácil, certo? 
- Não - Dana percebeu o uso do verbo amar - deixar de amar alguém é muito difícil, leva tempo. Mas você já sabe disso. Para mim é bem simples. Você deve tentar conversar outra vez com ele e por favor, não ataquem um ao outro, isso só os faz perder tempo. Ele precisa saber que você confia nele, quer que a espere e Kate, Castle é o seu divisor de águas, ele derruba esse muro criado por seu pai e cultivado por todos os outros que passaram por sua vida. 
- Tudo bem, eu tentarei conversar com Castle outra vez. 
- Ótimo! E sabe, esse tal Colin que apareceu na sua vida é um cara inteligente. Deu bons conselhos a você. Você disse que ele era bonito, quanto? 
- Tenho uma foto - Kate pegou o celular e mostrou. 
- Oh, Deus! Por que ele voltou para Londres? 
- Não adiantava, podia ser bonito, mas como Castle me disse uma vez, o coração quer o que quer - Dana sorriu diante da pequena revelação. Estava ficando orgulhosa de sua amiga. 
- Estava pensando em mim... na próxima sessão, quero voltar a falar de sua mãe. Espero sinceramente que você não tenha mais nada para reclamar de Castle. Acho que estamos perto, Kate, eu sinto isso. Quando você estiver disposta a derrubar esse último muro, sei que sua vida terá um outro significado - Dana observou Beckett, a linguagem corporal mostrava que havia algo mais lhe perturbando, a viu morder os lábios - o que foi? 
- Eu estava pensando em como vou dizer o que quero para ele, sem revelar que sei que me ama. Deus! Eu sinto saudades dele, de abraça-lo, de me aconchegar em seu corpo. Eu quero Roma outra vez, eu disse isso antes. Então, por que não entendeu? 
- Eu vou falar isso apenas uma vez. Pare de complicar as coisas! Quantos ataques de ciúmes serão necessários? Quantas Jacintas para você assumir o que quer? Seja direta se for preciso. 
- Vou tentar. 
- Tente com vontade. Acabamos por hoje, não desapareça. Quase esqueci de mencionar, daqui a um mês estarei viajando para Milão. Tenho um congresso de psicologia e aproveitarei para fazer um curso na universidade, isso significa que vou me ausentar por três meses. 
- Mas, e o tratamento? 
- Eu estimo que até lá já teremos terminado. Meus instintos me dizem isso – percebeu a apreensão no rosto de Kate. 
- Falando assim, parece que está me pressionando.  
- Relaxe, Kate. Chegaremos lá. Agora vá para casa. 
- Obrigada Dana - a terapeuta esperou até que ela deixasse o consultório. Alguém estava merecendo um puxão de orelha. Pegou o celular e discou. Ao atender a ligação da terapeuta, Castle não tinha ideia do que o esperava. 
- Olá, Dana! Tudo bem? 
- Estava, até duas horas atrás. E se você não vier até meu consultório amanhã bem cedo, terei que decretar meu primeiro fracasso como terapeuta. 
- Do que você está falando? 
- Ah, eu acredito que você sabe muito bem... isso não é uma conversa para se ter ao telefone. Meu consultório, sete da manhã, sem desculpas – para dar mais ênfase ao drama que ela criara, desligou o celular antes que ele pudesse falar ou perguntar alguma coisa. Sim, exagerara um pouco. Kate saíra de seu consultório acreditando que poderia reverter a situação, porém Dana sabia que se não interferisse e fizesse com que Castle baixasse a guarda, teria muitos problemas em derrubar o último muro, aquele construído há treze anos. 
Kate Beckett tinha apenas uma obsessão que a guiava. Se aprendesse a conviver com isso, ela seria feliz. Não havia dúvidas para a terapeuta de que ela entendia seus sentimentos por Castle, mais cedo ou mais tarde acabaria se declarando para ele outra vez. Nesse dia precisaria estar curada, sem reservas para aproveitar tudo o que a vida tinha a lhe oferecer. 
Castle ainda olhava intrigado para o celular. O que estava acontecendo afinal? Por que Dana estava tão brava e essa intimação? Kate. Só podia estar falando dela. Pelo que se lembrava a detetive estava bem, exceto pela discussão que tiveram mais cedo, ela inclusive o ajudara alguns dias atrás e ele percebera que havia uma mudança. Ela fizera questão de salientar o lance da parceria. 
A conversa. 
Kate pediu novamente para conversar e acabaram discutindo. Maddie falara sobre a conversa. Seria esse o motivo de Dana também estar brigando com ele? O que Beckett teria de tão importante para conversar que causara todo esse alvoroço entre as amigas dela? Ele deu de ombros. Descobriria amanhã. 
A verdade é que a mágoa de Castle estava prejudicando seu pensamento. Em nenhum momento ele considerou que o assunto da conversa era sobre os dois. Seus sentimentos e porque não dizer, seu futuro? 

Consultório de Dana Anderson 

Castle chegara ao local no horário determinado pela terapeuta. Nem sua assistente estava lá. Relutante, ele trouxera café para tentar quebrar o gelo. Se Dana estivesse tão irritada quanto soou ao telefone, ele precisaria de símbolo de paz. Vagarosamente se aproximou da porta e bateu de leve. 
- Dana? 
- Pode entrar, Castle. 
- Bom dia. Trouxe café – ele estendeu o copo para a terapeuta. 
- Obrigada. Sente-se – ele obedeceu – acredito que saiba o assunto que o traz aqui, não? 
- Kate. Mas não sei porque você está agindo tão ríspida comigo. Bateu o telefone na minha cara. 
- Você mereceu. O que você pensa que está fazendo, Castle? Em pouco tempo, você quase jogou meses de terapia no ralo! Kate está tão bem, ela cresceu e de onde saiu essa Jacinta? Ciúmes, agir como o cara descolado. Que quer as coisas descomplicadas? Eu pensei que entendesse a mulher que ama! Aparentemente não porque fez tudo errado. Quase despertou a velha Kate outra vez. Descomplicada! Ela tentou conversar com você, mas não… estava muito ocupado se divertindo com sua nova amiguinha. 
- Dana, acho que você está esquecendo o que aconteceu. Sua postura não é de terapeuta, você está tomando as dores de Kate e...
- É claro que estou tomando as dores dela nesse momento. Você está atrapalhando a minha paciente. Eu não esqueci a sua mágoa, a sua raiva. Sou profissional, Castle. Tive que inventar que estava estressado, preocupado com algo. Ela não sabe que você sabe. Kate está se questionando sobre o que fez de errado para você mudar. E ela decidiu conversar com você sobre como estava se sentindo porque na cabeça dela, talvez você não tenha entendido o que ela tentou lhe explicar logo após o experimento. Você a confundiu. E sabe qual o resultado disso? Ela acredita que pode consertar, ela quer que você a escute. É por isso que está aqui hoje. Porque eu preciso que pare de evita-la, de ser teimoso! 
- Ah, então eu sou o culpado agora! Ela esconde que sabe dos meus sentimentos e eu sou o responsável pela terapia dela estar fracassando? Faça-me o favor, Dana. Corrija seus próprios erros. Ela é sua paciente, eu não sou terapeuta! Tenho sentimentos também. 
- Castle, a terapia não está fracassando. Ela evoluiu. O que estou dizendo é que Kate irá procura-lo para conversar e se você rejeitar essa conversa, ai sim, todo o meu trabalho, todo o esforço dela terá sido em vão. Meu Deus, homem! Ela mencionou Roma na conversa anterior! Se você a ama, como realmente diz, será que não pode passar por cima desse orgulho para ouvi-la por alguns minutos? Ela está tão perto, Castle... tão perto. Não destrua tudo, Rick. 
Dana sentou-se na sua poltrona, suspirou. Precisava se acalmar, deixar o sangue esfriar. Castle estava calado. Parecia remoer as palavras da terapeuta. Ela precisava que ele cedesse só um pouquinho. 
- Maddie comentou sobre isso. Quer dizer, quase me atacou. A tal conversa, é sobre nós? Eu e Kate, nosso relacionamento? 
- O que você acha? 
- Vai dar uma de psicóloga para o meu lado agora, Dana? – ela revirou os olhos. 
- É claro que é sobre vocês, sua parceria, sua relação, seus sentimentos. E se você ao menos a escutar, saberá que eu estou certa ao dizer que estamos perto. Eu derrubei vários muros, Castle. Você, outros tantos. Resta um. Apenas um e posso garantir que é o mais importante de todos.
- O dos sentimentos, da capacidade de se entregar – ele completou. 
- Ah, não. Está errado. Kate sabe bem o que quer. Agora, após refletir, ela entende. Reconhece seus sentimentos, algo que não conseguia enxergar até aquela bomba, até você desaparecer em turnê. Isso foi antes da tal Jacinta, Castle. O muro faltante é aquele que definiu sua identidade durante os últimos treze anos. 
- O caso da mãe... a perda de Johanna. A promessa de vinga-la. 
- A justiça roubada. Aquilo que a impede de ser quem ela realmente é – ele calou-se por uns instantes, passou a mão nos cabelos, cobriu o rosto. Tudo começava a fazer sentido. Ele a julgara, não respeitara seu tempo, sua luta como Kate mesma explicara para ele ao falar do experimento. Deixou-se dominar pela raiva, a frustração. Ele estivera a um passo de perde-la para sempre, de desistir. 
- Eu a menosprezei. Tratei-a mal, quase como alguém sem importância. Por raiva. 
- É, sua colocação está correta. Porém, para sua sorte, ela se culpou. Ela procurou entender o que fizera de errado e embora não tenha encontrado a resposta correta, Kate está confiante que pode se explicar para você. Só depende de você ter um momento para ouvi-la. 
Ele levantou-se. Andava de um lado a outro. Visivelmente nervoso. Ainda havia a mágoa. Mas também existia o amor. O querer, o seu coração que batia forte a cada sorriso dela. 
- Então, Castle? Irá ouvi-la? – ele virou-se para fitar a terapeuta. Dana tinha os braços cruzados no peito. O semblante sério. Esperava uma resposta. 
- Sim, darei a chance dela falar. 
- Foi o que pensei. Obrigada, Castle. Não se arrependerá por isso. 
- Assim espero, Dana – ele se encaminhou para a porta quando ia saindo, ela o chamou. 
- Castle? – ele a fitou - Desculpe por antes, minha atitude. Eu agi com emoção depois de ver como Kate saiu do meu consultório. Eu fui grossa, desculpe. De verdade. 
- Não há o que se desculpar, Dana. Talvez você tenha me devolvido a esperança que perdi. 
Ele deixou o consultório. Dana sorria. 

XXXXXXXX 

Três dias depois, eles tinham um novo caso. Castle passou os dias anteriores pensando sobre sua atitude. Relembrando as palavras de Dana. Ele ligara para Beckett informando que estava enrolado com o livro, mas se surgisse algum caso interessante esperava que ela o avisasse. 
Beckett cumpriu sua promessa. Ligou para avisa-lo. A principio, ele rejeitou a chamada o que deixou a mãe intrigada e Martha demonstrou que ele estava errado. estava punindo a detetive sem ao menos dizer o porque. Castle ficou irritado. Por que todos mundo o considerava culpado na história? E quanto a Beckett? Ela mentiu para ele, não que os outros saibam. Mas, sua mãe tinha razão. Ele ia para a cena do crime, segundo ele talvez seu último caso com Beckett. A menos que algo muito atípico acontecesse, após ele se desculpar como tinha decidido e dito para Dana.   
O caso era realmente interessante. Castle e suas ideias malucas estavam de volta e ele vibrou ao declarar que o assassino era um zumbi. Beckett ainda não encontrara o momento apropriado para uma conversa, porém ficou mais aliviada ao ver que Castle parecia bem mais tranquilo. Diferente daquele cara que brigou com ela, quase gritando. Aliás, ela teve certeza que o velho Castle, aquele que a admirava estava de volta quando ele se aproximou dela e falou. 
- Beckett, posso lhe dizer uma coisa, fora do caso? Tópico diferente? 
- Claro, o que foi? 
- Acho que te devo um pedido de desculpas. Pelo outro dia quando briguei com você. Eu estava com problemas, Gina estava me apressando por capítulos do livro, querendo reuniões, reclamando de outros capítulos. Eu acabei descontando em você. 
- Tudo bem, Castle. Todos temos nossos dias ruins – ela sorriu, Dana acertara outra vez – da próxima vez que tiver um dia ruim, pode falar. Se quiser conversar, estou aqui. seu trabalho de escritor também é parte da nossa parceria, afinal é sobre mim que escreve. 
Foi a vez dele sorrir e pensar Dana tem razão, há algo diferente nela.
Enquanto Ryan e Esposito vasculhavam a vida da vitima e das pessoas ligadas a ela por ordem de Beckett, Castle e ela fitavam o quadro de evidências tentando entender o que realmente se passava. Ele, obviamente, insistia na ideia de que o assassino era um zumbi. Beckett racionalmente procurava decifrar o que estava por trás das informações que conseguiram. Estavam distraídos debatendo sobre o caso quando Dana surgiu no salão. 
- Ora, ora...boa tarde! 
- Dana? O que faz aqui? – perguntou Beckett. 
- Tirei o dia para resolver algumas pendências da minha viagem, após o almoço pensei em lhe fazer uma visita. Afinal, você sempre vai ao meu local de trabalho, eu raramente apareço no seu – virou-se para fitar o escritor - Olá, Castle!
- Dana, é sempre um prazer. 
- Almoço? São quase quatro da tarde. 
- Sim, almocei tarde. Mas não vim de mãos abanando. Trouxe um agradinho para você. Segundo a Maddie é a sua preferida de chocolate do menu dela. Disse que comeu duas naquele jantar de degustação.  
- Você foi almoçar no Q4? – perguntou Castle já fazendo cara de quem iria reclamar – não faz isso, especialmente porque não almocei... os pratos do Q4, ah...
- Deixa de reclamar, Castle. Você almoçou comigo. 
- Só porque você considera salada um almoço. Para mim é apenas acompanhamento. Faltou o prato principal. Tanta coisa boa para comer no Q4 e acabei comendo folha... – ele entortava a boca revoltado. Beckett revirava os olhos e Dana sorria ao ver o jeito dos dois.  
- Castle, que tal você ir encher o saco do Esposito enquanto eu dedico alguns minutos do meu tempo para a minha amiga? Veja se ele já conseguiu as informações que precisamos – Beckett seguiu com Dana até a mini copa. Sozinhas, Kate abriu a embalagem e pegou o garfo provando o doce. Fechou os olhos ao sentir o chocolate derreter na boca. 
- Como você está, Kate?
- Estou bem, agora com essa sobremesa melhor ainda – ela colocou a terceira garfada seguida na boca, esperou alguns segundos para mastigar e então falou – ele pediu desculpas. Castle. Por ter discutido comigo, falado aquilo sobre comportamento. Ele disse que estava preocupado e estressado com Gina, ela anda pressionando muito para o próximo livro. Heat Rises mal teve tempo de se afirmar. Você tinha razão, outra vez. Estou começando a achar que você é bruxa mesmo – elas riram. 
- Não se trata disso, apenas interpretei a partir do que conheço de Castle. É bem difícil imaginar um comportamento assim vindo de Castle. Ele que sempre está disposto a te ajudar, a cuidar, disponível. Nem vou entrar na questão de sentimento. 
- É... – Kate sorria – agora está tentando me convencer que o assassino é um zumbi. Só ele mesmo – Dana retribuiu o sorriso, o olhar de Kate dizia tudo. Apaixonada – esse lado de moleque, que acredita no fantástico. Ele não se cansa de querer me convencer. A criança dele parece estar sempre presente. É bonitinho. Quer café? 
- Por que não? Você não desistiu da tal conversa, certo?
- Não. Estou esperando o momento. Talvez depois do caso resolvido ou até antes. Dependerá da oportunidade. Não irei adiar. Não posso garantir de conseguir fazer algo bom, eu e essa maquina não nos entendemos direito. 
- Uma máquina de expresso. Estava esperando que me oferecesse aquele mijo choco que vocês chamam de café. 
- Parece o Castle falando. Se quiser eu o chamo para preparar a bebida para você, é mais seguro. Ele já me ensinou, porém não fica igual. Não consegui aprender.
- Ou é mais cômodo ser servida por ele, não? Tudo bem, vá chama-lo e pode ir verificar o seu caso, sei que está morrendo aqui sem saber o que está se passando. 
- Certo, obrigada pelo doce, estava delicioso – ela sai pela porta deixando uma Dana pensativa, parece que haviam se acertado. Minutos depois, Castle surge na mini copa. 
- Disseram que você queria um café – ele foi direto para a maquina – algum pedido especial? 
- Não, me surpreenda – ela o observou ocupando-se da maquina, decidiu que era a hora de falar – obrigada, Castle. Por ter me escutado. As coisas parecem estar bem entre vocês. 
- É, pensei bastante sobre o que você me disse. Ainda me questiono porque tudo com ela tem que ser tão complicado. 
- Faz parte de quem ela é, porém principalmente do que a transformou. Sua paciência irá recompensa-lo em breve. Eu sinto que falta pouco. 
- Espero sinceramente que você esteja certa.    
- Sei que estou. Pode achar que não, porém seu pedido de desculpas foi importante. Ela está bem, seu semblante está leve, estava sorrindo e falou sobre o caso, seu jeito de querer convence-la sobre o zumbi. 
- Ela reclamou?
- Pelo contrário. Disse que gosta de ver que não deixa seu lado criança desaparecer – ele sorriu – talvez ela admire isso em você – ele entregou o café a terapeuta – hum, isso está muito bom. Kate tem razão, você é o expert – Castle não falou mais nada. Ficou pensativo diante do comentário. Dana terminou o café e agradeceu outra vez. Seguindo para o salão ao lado dele, ela se despediu de Beckett. 
- Tinha razão, ele sabe fazer café. Preciso ir. Quando você aparece no consultório? 
- Ainda não sei, Dana. Talvez depois desse caso. 
- Vou esperar. Até outra hora – e seguiu para o elevador. Beckett e Castle voltaram sua atenção para o quadro de evidências. Discutiram um pouco mais sobre suas opções, porém não havia muito o que fazer no distrito naquele dia. Castle decidiu ir para casa. 
- Já que estamos dependendo de informações, eu vou encerrar o dia por hoje. Quem sabe amanhã não pegaremos esse zumbi...
- Não é um zumbi. 
- Só porque você se recusa a concordar comigo. Até amanhã. 
- Boa noite, Castle. 
O caso continuou se formando aos poucos. No dia seguinte, eles encontraram uma pista de onde a vitima tinha estado durante duas horas que sumira. Uma fabrica abandonada próxima a um beco escuro e deserto. Andar por lá a noite, mesmo que do lado de Beckett fazia Castle sentir medo. De repente, ouviram passos, muitos passos e vários zumbis apareceram. Castle e Beckett estavam cercados. E sim, contrariando todas as teorias loucas dele, não eram zumbis, apenas humanos que adoravam se vestir e agir como tais. Um deles reconheceu a foto tirada da câmera de segurança identificando o suposto assassino. Mais confusões envolvendo zumbis aconteciam já que o suspeito aparentava estar morto porém se levantou da maca correndo no necrotério. Castle tinha que concordar que esse caso estava muito divertido.
Ao ser questionado por Ryan se realmente acreditava em zumbis, ele diz que não. Mas acreditava em enlouquecer Beckett. Um comentário do amigo mexeu com ele. Ryan estava feliz de vė-los bem outra vez. Ele não conseguia explicar, porém toda vez que tentava se afastar dela, algo acontecia ou mesmo com a mágoa, Castle sentia dificuldades em se ver longe dela. 
Eles foram até o hospital onde o seu suspeito se recuperava. Ao entrevista-lo, ele garantiu a Beckett que não se lembra de nada. Infelizmente, as evidências provavam o contrario e ele precisaria de um advogado. Quando saíram do quarto, Castle não estava convencido que ele dizia toda a verdade, a conversa que se seguiu foi no mínimo estranha para começar, porém suficiente para deixar Beckett nervosa e apreensiva. 
- Por que você acha que Kyle não está dizendo a verdade? 
- Quando acontece algo marcante em sua vida, as pessoas se lembram – ali, no olhar de Castle estava uma grande interrogação. Encurralada, ela respondeu.
- Talvez seja muito para se lidar. Talvez ele ainda não consiga encarar isso – sim, ela respondia por si. 
- Acha que um dia irá conseguir? 
- Espero que sim, se estiver seguro – no meio de uma conversa, ela colocava seu próprio destino para ele em códigos. Foram interrompidos por Perlmutter que descobriu que o suspeito estava drogado. Precisaram voltar a falar com alguns dos zumbis falsos. Através da droga, chegaram ao verdadeiro culpado. 
Fim de caso. Um ótimo ato com um toque hollywoodiano. Beckett sabia que ele estava prestes a ir embora, havia ponderado sobre aborda-lo desde quando ouvira as indiretas no hospital. Respirou fundo e decidiu que não podia adiar mais o momento. Ela se aproximou dele, o rosto ainda coberto com a maquiagem. 
- Castle, podemos conversar? Acho que já pedi isso outras vezes, mas havia sempre algo ou alguém para nos impedir e depois daquela insinuação no hospital, eu...
- Insinuação? – ele se fez de desentendido. 
- Sim, não tente negar. Somos adultos inteligentes. 
- Tudo bem, o que você quer me dizer, Beckett? Do que se trata essa conversa? – o tom era frio, quase impaciente exatamente por ela ter citado a conversa do hospital, o que revelava que ela sabia do que ele estava falando. 
- Eu creio que não tenha me expressado bem na nossa última conversa. Quando tive a experiência? A terapia ajuda. No começo é complicado porque você está perdido, confuso. É difícil achar um ponto de equilíbrio, depois melhora, é possível perceber que existem problemas e dificuldades a vencer. Você se lembra logo no começo quando me seguia, me analisava que eu mencionei as camadas da cebola? 
- Sim, você implicava comigo porque eu queria entende-la melhor, mais profundamente – Beckett sorriu. 
- Então, pense nos meus muros como uma cebola. Dana e eu estamos trabalhando para derruba-los, um a um, como se retirássemos as camadas da cebola. Especialmente após a experiência. 
- Fico feliz em saber disso. De verdade. 
- De todas as pessoas, você é quem precisava saber. Talvez a única que realmente se importa. Ainda não acabou. Toda cebola tem um núcleo, considerado seu coração, a parte mais importante. Todos os meus muros eram feitos de concreto, eles foram quebrados e vieram abaixo. Exceto por esse, o núcleo. Ele é feito de aço. Bem mais difícil de destruir. Deve ser derretido, o processo é mais lento. 
- Nossa, Beckett. Eu pensei que era um muro. E obrigado pelas metáforas e analogias, meu lado escritor agradece. 
- O que eu posso dizer? Sou uma garota complicada – ela abriu o sorriso – enfim, aquele muro que estava falando, ele virá abaixo. Está caindo e quero que esteja lá quando acontecer. 
- Eu quero estar lá também – um novo sorriso e um suspiro, Castle reparou, seria alivio? E a que muro ela se referia? Será que tem a ver com seus sentimentos em relação a ele? – esse muro de aço, está relacionado com a experiência de Dana? 
- Sim, esse muro me definiu pelos últimos treze anos. Eu sinto que estou quase pronta para aceitar tudo o que aconteceu naquele dia do meu atentado. Absolutamente tudo. 
Dessa vez, Castle foi quem sorriu. Dana tinha razão. Ela estava diferente, mais leve. Ele se arriscava até a dizer quase feliz. 
- Eu preciso ir. Tirar essa maquiagem, está derretendo. 
- Certo. Vejo você amanhã? 
- Sim, até amanhã detetive – e pela primeira vez em semanas ela gostou da forma que a palavra “detetive” soou na voz dele. Pareceu como antes, havia carinho em sua voz. Suspirou. Beckett custara a admitir que a terapeuta estava certa. Ela estava evoluindo. De fato, hoje Kate entendia e sua vontade era derrubar o último muro o mais rápido possível. Enquanto arrumava suas coisas para ir para o seu apartamento, ela se viu pensando sobre a conversa, seu resultado para sua relação com Castle e suas próprias conclusões acerca de si mesma. Sim, certamente fora um bom dia. 
Mais tarde em seu apartamento acompanhada de uma taça de vinho, ela ainda sorria relembrando o último caso e a sua conversa com Castle. Pegou o celular, discou o numero de Dana. Ao terceiro toque, ela atendeu. 
- Olá, Kate. 
- Hey, Dana. O que você está fazendo? 
- Nesse exato momento estou estudando algumas técnicas de psicanálise para o meu curso. Preciso refrescar a memória. Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa? 
- Tudo bem, Dana. Nenhuma tragédia. Na verdade, aconteceu algo sim. Eu conversei com Castle. 
- E como você se sente? Mudou algo ou ainda acredita que as coisas estão obscuras entre vocês? Dessa vez, ele entendeu o que você gostaria que entendesse? 
- Sim, ele entendeu – Dana pode ouvir o suspiro do outro lado da linha - Eu me sinto muito bem. Aliviada por saber que agora ele pode encarar parte do meu tratamento como uma mudança. Eu achei que você deveria saber, não ia esperar aparecer em seu consultório para contar – ouviu Kate soltar um murmúrio e um barulho de liquido sendo servido. 
- Você está bebendo? 
- Sim, vinho. Você não?
- Estou. Minha mente funciona melhor após um dia de trabalho com uma taça de vinho. Eu agradeço. Fico satisfeita com o progresso que vocês vêm fazendo. 
- Eu percebi algumas coisas importantes. Agora mais do que nunca eu quero trabalhar no meu último obstáculo. Preciso derrubar esse muro, vencer essa força obsessiva do caso da minha mãe. Encarar que meu senso de justiça no caso dela não precisa ser extremo. Tudo ou nada. Eu sei que meu coração ainda quer vinga-la, também reconheço o quanto é difícil superar isso, quebrar essa barreira. Só que eu preciso vencer isso, por mim, por Castle. Pela primeira vez em várias semanas, eu senti que estamos bem novamente, sendo nós, parceiros. 
- Por que diz isso? 
- Pela forma como ele me chamou hoje ao se despedir. Detetive. Você se lembra que eu contei durante a terapia que gostava quando ele me chamava de Beckett ou detetive porque tinha um jeito diferente? Foi o que aconteceu hoje, aquela forma que a palavra “detetive” foi dita. Foi carinhosa como já fora outras vezes – ela deixou escapar um sorrisinho gostoso, Dana notou – me fez muito bem. 
- No fim, a conversa realmente foi melhor do que esperávamos – Dana estava surpresa com a forma com que a amiga parecia ter encarado tudo. Era exatamente isso que gostaria de ver em Kate. Decisão, vontade e alegria. 
- Foi. Tem mais uma coisa: lembra quando você me perguntou quanto de 100% eu estava pronta para encarar meus sentimentos por Castle? 
- Claro! Você me disse 70%. 
- Disse. Está na hora de rever o número, Dana. Hoje posso afirmar que estou pronta. 100%. Eu apenas preciso resolver a obsessão, fazer o restante do muro vir abaixo. É exatamente ai que você entra. 
- Eu vou ajuda-la. Se tem pressa, por que não vem ao consultório amanhã? Kate, você ainda está bebendo? Porque esse momento definitivamente merece um brinde. 
- Erga a taça, Dana. 
- A você e ao seu progresso, Kate – não precisavam estar no mesmo espaço físico para saber que ambas ergueram seus copos e beberam – vejo você amanhã? 
- Sim, as seis da tarde – desligaram. 
No dia seguinte, ela se ocupou com o relatório do último caso. Castle passou rapidamente no distrito e ao ver que não havia um novo caso, resolveu voltar para casa e escrever. Ao final da tarde, Beckett foi encontrar Dana. Juntas, elas conversaram por uma hora focando no alvo principal. A significância do caso Johanna Beckett. O progresso continuava. Quase ao final da sessão, Kate comentou. 
- Por mais que fale sobre isso com você, Dana, eu ainda não sei qual seria minha reação se algo aparecesse. Quer dizer, você viu o que aconteceu quando fizemos a experiência. Por mais que esteja falando a você que pretendo colocar a emoção de lado, a obsessão, se eu me deparar amanhã com uma pista, não sei se estou madura e consciente o suficiente para não colocar a armadura e sair agindo como o último cavaleiro. 
- Infelizmente, Kate, existem situações que apenas a conversa não é suficiente. É preciso ser desafiado. Sentir na pele o impacto. Esse é um desses casos. Apenas saberemos como está o nível da sua obsessão quando a vida lhe mostrar isso de fato. Acho que sua sessão acabou por hoje. Mesmo horário amanhã? 
- Sim, mesmo horário – Kate se levantou do divã e já se dirigia para a porta. 
- É bom se questionar sobre isso. Tentar imaginar sua reação. Falaremos sobre esse assunto na próxima sessão. E Kate? Estamos caminhando bem, melhor do que você pensa. E Roma, está muito próxima, quase virando a esquina. 

Kate sorriu. Sim, talvez ela pudesse começar a sonhar com Roma.    

Continua...

9 comentários:

cleotavares disse...

Parece que essa sofrência está chegando ao fim. A Dana é show e esses dois só precisam de um empurrãozinho ou um empurrãozão. "Roma"! ai vão eles.

Leila Simiao disse...

Um misto de sentimentos me tomam nesse momento, a ansiedade por querer ler a sua versão de always, tristeza de saber que o final está chegando e não terão mais novos capitulos. Essa fic foi emocionante e muitas vezes achei que sua versão foi melhor que o original. Irei sentir muita falta.

MarluLeles disse...

Sinceramente, não sei eu mais quero colocar do colo e proteger... Li uns 10 capítulos essas últimas semanas, como percebi que já estavamos chegando messa faze 😁, e como sempre você arrasa. A forma como coloca os sentimentos da Kate e como a Dana consegue guia-la é simplesmente perfeito. Ainda acho que vc deveria fazer psicologia. 😉 bjos 😘💕

MarluLeles disse...

Sinceramente, não sei eu mais quero colocar do colo e proteger... Li uns 10 capítulos essas últimas semanas, como percebi que já estavamos chegando messa faze 😁, e como sempre você arrasa. A forma como coloca os sentimentos da Kate e como a Dana consegue guia-la é simplesmente perfeito. Ainda acho que vc deveria fazer psicologia. 😉 bjos 😘💕

Silma disse...

Nossa Karen fiquei lisonjeada com as suas palavras 😍😍Realmente eu li essa num recorde,todo e qualquer tempinho livre eu ia lá e lia um pouco ☺️ Essa fic é uma coisa viciante.Nunca mais vou assistir os episódios citados aqui como antes!!!
Capítulo mara,o coração já começa apertar com o fim,Porém tá bastante ansioso pelo que estar por vim!
Amo tia Dana ❤️ Melhor SERHUMANINHO!

Gabriela Mendonça disse...

OMG eu que agradeço Kah, realmente comento mesmo e não teria como ser diferente. Essa fic é muito, muito boa.
Eu achando que a frase era o lance da cebola kkkkk nao naooo era a esquina, a bendita esquina antes de Always. Esquina que está cada dia mais perto, aliás nunca estivemos tão perto.
Olha eu não quetia ser a Dana não... que situação ver a Kate desesperada achando que perdeu o Castle, que ele seguiu em frente e ter que fingir que não sabe de nadinha. Mas ela é a Dana, conseguiu acalmar a Kate. E amei o puxão de orelha que o Castle levou, BEM FEITO.
O episódio do zumbi, já é incrível mas aqui na fic foi maravilhoso, a Kate mostrando ao Castle que ela esta tentando ser melhor para ele, que ela quer ele lá quando o núcleo da cebola for destruído.
A conversa com a Dana, pós desabafo com Castle, fez o coração disparar kkkkk ela finalmente confessou que esta 100% pronta para o Castle ahhhhh nessa hora eu dei um leve gritinho ( fico me perguntando o que acontecerá quando eu ker sua versão de Always kkkk).
Sei que a angústia e a sofrência não acabaram ainda... mas pelo menos já da para ver a esquina, antes a gente nem via kkkk estamos chegando no fim do quarteirão. E que venha Always.
Parabéns Kah, fic maravilhosa. Dá gosto de ler.

Vanessa Belarmino disse...

Isso Dana!! Espero que agora a ficha do Castle tenha caído... Tava estragando tudo, ainda bem que a Kate evoluiu, senão tínhamos regredido para sempre... Ficaria naquela de um pé a frente e dois para trás, e cada hora um fazendo merda... Não haveria Roma e nem Always hahaah
Podia ser tão simples... Mas não, tem que nos fazer sofrer ate o fim...
Kate está 100% pronta, que orgulho... Ver ela assumir que estava apaixonada foi lindo, agora ela fala em amor... Que fofa. Amei a comparação do muros com cebolas... Adorei ela ligando pra Dana pra contar, e o brinde... haha
Achei incrível esse linha de pensamento da Dana, sobre os homens que fizeram parte de vida da Kate, que de certa forma a decepcionaram... E o medo dela que isso aconteça com o Castle...
Agora que parece estamos quase em Roma,virando a esquina (sim, peguei a referência... hahaha), la vem o enfrentamento com o núcleo... Aiii!! Isso vai doer pra caramba... Eu tô focando em Roma parte 2, senão meu coração não aguenta...

Ana Cavalari disse...

Já passou das 04h e com lágrimas no rosto finalmente cumpri minha promessa, "de hoje não passa". Nunca foi nenhum segredo que sou totalmente apaixonada por ONO, e chegar onde chegamos agora é realmente inexplicável. São tantos sentimentos nesse momento que não sei exatamente o que dizer, fico feliz por eles finalmente conseguirem se entender, ansiosa pra saber como será sua versão de Always, triste pois está acabando uma coisa que já faz tanto parte de mim. De todas nós. Como diria a Gaby "a esquina está se aproximando" ou podemos dizer que já chegamos na esquina, não é? Castle por pouco não põe em risco todo o progresso de Kate, mas podemos culpar ele? Até a pessoa mas adorável no mundo tem o seu direito de se revoltar, ainda mais o Castle, que sempre respeitou e esperou Kate de um jeito que nenhuma outra pessoa faria. Dana até poderia ser considerada o Anjo na vida de Kate, fala sério, o que seria de Kate sem ela? Ou sem a Maddie? Estaria totalmente perdidinha. Quando Kate disse que estava 100% preparada eu gritei, sério. Ver o quanto ela evoluiu me deixa tão orgulhosa! Agora foco no último muro, o mais difícil. Amei os capítulos Kah, extraordinários como sempre. Que venha Roma! 💕💕

Ana Cavalari disse...

Já passou das 04h e com lágrimas no rosto finalmente cumpri minha promessa, "de hoje não passa". Nunca foi nenhum segredo que sou totalmente apaixonada por ONO, e chegar onde chegamos agora é realmente inexplicável. São tantos sentimentos nesse momento que não sei exatamente o que dizer, fico feliz por eles finalmente conseguirem se entender, ansiosa pra saber como será sua versão de Always, triste pois está acabando uma coisa que já faz tanto parte de mim. De todas nós. Como diria a Gaby "a esquina está se aproximando" ou podemos dizer que já chegamos na esquina, não é? Castle por pouco não põe em risco todo o progresso de Kate, mas podemos culpar ele? Até a pessoa mas adorável no mundo tem o seu direito de se revoltar, ainda mais o Castle, que sempre respeitou e esperou Kate de um jeito que nenhuma outra pessoa faria. Dana até poderia ser considerada o Anjo na vida de Kate, fala sério, o que seria de Kate sem ela? Ou sem a Maddie? Estaria totalmente perdidinha. Quando Kate disse que estava 100% preparada eu gritei, sério. Ver o quanto ela evoluiu me deixa tão orgulhosa! Agora foco no último muro, o mais difícil. Amei os capítulos Kah, extraordinários como sempre. Que venha Roma! 💕💕