sábado, 1 de outubro de 2016

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.85


Nota da Autora: Sei que andei falhando com essa fic. Hora de me redimir. Como diz o ditado, depois da tempestade vem sempre a bonança. Chegou a hora desses dois respirarem um pouco e curtir um tempo a dois. Já passaram por muitas situações complicadas nos últimos meses, então que venham as merecidas ferias. E o celibato acabou...hahaha, claro que de uma maneira bem interessante para vocês. Enjoy! 

Atenção! NC-17...


Cap.85


Três dias depois, eles embarcavam em um voo para a Dalmatia. Cada um em uma companhia diferente voariam até Hong Kong, de lá partiriam juntos até o destino final, onde teriam um pouco da paz, tão ansiada pelos dois desde que aquela montanha russa de emoções começara. 
Em solo dalmatiano, Stana os guiou até a pousada onde ficariam. Após deixaram suas coisas no quarto, Nathan seguiu até a varanda para admirar a vista paradisíaca a disposição deles. 
- Incrível! Que lugar lindo! Não será nenhum sacrifício explorar esse lugar ao seu lado, amor. Livres, sol, mar e o tempo ao nosso dispor. Esperei muito para dizer isso, enfim sós! 
- A aventura está apenas começando... – ela concordou sorvendo os lábios dele – quer fazer o reconhecimento do lugar ou prefere deitar um pouco e descansar? 
- Acho que seria melhor estarmos exaustos para ajustar nosso relógio biológico ao novo fuso. Vamos passear – eles trocaram de roupa e saíram de mãos dadas pelas redondezas da pousada. 
Stana explicava a ele a história do lugar. Nathan ouvia encantado o relato da esposa. Também contara como descobrira a pequena ilha em uma de suas viagens sola pela Croácia. Comentou que lugares eles deveriam ir, passeios a fazer e acalmou-o dizendo que teriam tempo sozinhos apenas para curtir a praia e a eles próprios. Momentos de casal, ela chamou. Andaram por cerca de duas horas quando Nathan comentou estar faminto. Eram sete horas da noite. Decidiram por retornar ao quarto, tomar um banho e seguir para a pequena sala de jantar da pousada. Após uma boa refeição provavelmente apagariam de cansaço. 
Não deu outra. Comeram, beberam o vinho do local e recolheram-se para o quarto. Antes, porém, ela agendou o passeio do dia seguinte, um pequeno city tour e para o próximo havia escolhido uma bela caminhada fazendo trilha. Nathan apenas sorria, ela estava empolgada. Ao chegarem no quarto apenas trocaram de roupa e desabaram na cama. 
Como Nathan previra, a esposa tratou de mantê-los ocupados pelos próximos três dias. Seja fazendo trilhas em montes e montanhas, visitando lugares exóticos, vendo fauna e flora, eles não paravam um minuto. No quarto dia, foi a vez dele interceder. 
- Sabe o que quero fazer hoje? – ele iniciou a conversa enquanto vestia-se para tomar café.
- O que? 
- Quero aproveitar a praia. Hoje o dia será de descanso para nós dois. Ficar estirados sob o sol, de molho naquele mar fantástico, fazer uma caminhada pisando a areia molhada. É tudo o que quero hoje. Você concorda comigo? – Stana se lembrou das palavras de Gigi, que as vezes os passeios que ela gostava não eram tão interessantes para ele. 
- Concordo e melhoro um pouco mais. Depois que nos cansarmos da praia, que não será qualquer uma, vou leva-lo para comer em um restaurante típico da região. Você vai experimentar pratos novos. 
- Pelo que vejo iremos encerrar o dia em grande estilo. 
- E sabe o que é melhor dessa praia, Nate? – ela mencionou se aproximando dele envolvendo-o pelo pescoço – ela é deserta. Somente nossa. Ou você não reparou que somos os únicos na pousada?
- Ah, Staninha, não dá ideia... 
- É tudo o que quero, atiçar sua imaginação... – ela o beijou carinhosamente – vamos logo para o café porque algo me diz que esse dia será muito interessante.
E de fato foi. Eles fizeram tudo o que Nathan tinha vontade. Andaram na praia, ficaram estirados na areia. Ele passou protetor e bronzeador nela o que acabou se tornando uma atividade interessante no sentido explicito e censurado da palavra. Nathan espalhava o protetor pelas costas da esposa devagar, estava aproveitando o momento para tocar a pele alva e macia. Deitada de bruços, ela fechara os olhos e se entregara ao toque que recebia do marido. Viu diante disso, a oportunidade para provoca-la. os dedos passeavam muito próximos ao centro dela, fazia questão de desliza-los no interior das coxas, rente a abertura afastando o biquíni. Ela gemia, ele sorria apreciando a reação. Ele abusou da massagem e quase a fez gozar na espreguiçadeira. Como consequência, ambos correram em direção ao mar e dentro d´agua, a brincadeira tomou outras proporções. Essa era a beleza de se estar sozinho em um paraíso como aquele. A agua verde turquesa era um afrodisíaco a mais para dois amantes tão fogosos como eles. 
Stana quase perdeu o biquíni dentro do mar, mas valera muito a pena. Nathan a penetrara com vontade e o balanço das aguas apenas a fizeram atingir o orgasmo mais rapidamente. 
De volta a areia, ela se deitou em uma das espreguiçadeiras. Nathan tinha o celular nas mãos e acabou capturando vários momentos dela. Seja admirando o mar, seja deitada, ele guardara todas para mostrar depois. 
À noite, Stana o levou até um dos restaurantes do vilarejo e o apresentou uma variedade de pratos típicos da cozinha croata com influência italiana devido a proximidade com o pais. Ao retornarem para a pousada, eles fizeram amor outra vez. 
Durante uma semana, seus dias resumiam-se em explorar o local e ao parceiro. Ela estava amando cada minuto ao lado do marido, curtindo como nunca pensou poder. Não havia preocupação com mídia, fotógrafo, pessoas de modo geral. Não havia pressão de tempo. Não tinha uma agenda a seguir ou algo os impedindo de ficar. Podiam ser eles mesmos, sentiam-se livres. Nathan mostrou algumas das fotos muito bonitas que capturou dela quando estavam na praia. Pelo seu semblante, era possível ver que a calmaria se fizera presente, levando embora de vez as marcas de um tempo triste e desgastante. 
Finalmente, chegara a data de Nathan seguir para Berlim. Stana estava tranquila quanto a isso. Já tinha escolhido alguns passeios para fazer e lugares para visitar nos três dias que ele estaria longe. Ele embarcou para a Alemanha e Stana seguiu sua programação. Ela havia optado por fazer uma trilha que certamente Nathan não toparia. Após três horas de subida e caminhada, ela chegara no cume de uma linda montanha. A vista era de tirar o fôlego. 
Ali, sentindo-se no topo do mundo, ela respirou o ar puro, admirou a paisagem e tomou uma decisão. Até aquele momento, ela ainda estava se protegendo quando faziam amor. Depois da experiência depressiva que tivera e sua recaída, ela optara por se precaver, afinal não tinha condições psicológicas para avançar em uma nova etapa de sua vida. Agora, tudo era diferente. Stana já decidira seguir em frente. Era por esse motivo que quando Nathan voltasse de Berlin, ela não esperaria mais. Estava na hora de começar a escrever o novo capítulo de sua história, e porque não dizer, a nova temporada de suas vidas. 
Ao retornar da Alemanha naquele 30 de junho, Nathan encontrou a esposa esperando-o. Ela vestia algo típico de verão. Um vestido amarelo com alguns sobre tons laranjas. Os cabelos estavam soltos e havia uma bela mesa pronta esperando para o jantar. Ele reparou na cama bem arrumada e nas velas espalhadas pelo quarto já acesas. Ao vê-la, ele jogou a pequena mala no canto do quarto e correu para abraça-la. Não se preocupou. Saiu erguendo-a do chão sorvendo seus lábios em um longo beijo. 
- Estava com saudades, Staninha. 
- Eu também. Esses três dias pareceram um mês. Estou mal-acostumada, Nate. 
- E o que significa tudo isso? Alguma ocasião especial que eu me esqueci? 
- Não, eu apenas queria receber meu marido adequadamente. Com um jantar gostoso e uma potencial sobremesa deliciosa – ela piscou para ele roubando-lhe um rápido beijo. Colocando-a no chão, ele sorriu. 
- Agora estou mais curioso para terminar esse jantar. Você está linda com esse vestidinho de verão, amor. 
- Precisava entrar no clima da estação. Quer vinho? 
- Aceito – ela o serviu e contatou a recepção avisando que já poderiam trazer o jantar. Sentou-se ao lado dele sorrindo. Logo o garçom apareceu trazendo a entrada. Após serem servidos, ela esperou o rapaz desaparecer para voltar a conversar. 
- Como foi Berlin? 
- Foi ótimo, mas não acredito que você já não saiba disso. Não assistiu nenhum vídeo? Não viu uma foto? – o rosto ficou vermelho na mesma hora – culpada! Eu sabia que não seria você se tivesse se mantido alheia a tudo. Apesar que ultimamente você vem fazendo isso. 
- Eu vi algumas fotos, gostei do lance da caça ao tesouro e alguns vídeos – ela respondeu sem graça – eu gostei de um em particular, o que você fala dos meus beijos.
- Por que será? Adora ouvir um elogio, não Staninha? 
- Achei que você se saiu bem pela tangente, mas respondeu o fã.  
- É, as vezes fico todo enrolado com essas perguntas mais pessoais. Nossos fãs sabem exatamente o que nos deixa sem graça. A propósito, Seamus e Jon estão ótimos. Curtindo bem essas longas férias. Seamus disse que vai passar um tempo viajando com Juliana. Jon andou fazendo alguns testes e vai gravar mais umas músicas. Acho que todos estão encontrando o caminho.   
- Isso é bom – eles foram servidos do prato principal e o restante do jantar seguiu tranquilamente. Após a sobremesa, cada um com sua taça de vinho seguiram para a varanda. Stana fez questão de sentar-se ao lado dele apoiando sua cabeça no ombro esquerdo para contemplar a visão da lua que estava particularmente linda naquela noite. Por alguns minutos, ficaram em silêncio contemplando a paisagem digna de paraíso na terra. Então, Stana suspirou e decidiu que estava na hora de comunicar sua decisão. 
- Nate? – ele afastou um pouco a cabeça para poder fita-la. 
- Diga, amor. 
- Eu tenho algo para te pedir. 
- O que quiser, Staninha. 
- Eu andei pensando. Nos últimos meses, nós tivemos momentos difíceis. Profissional e pessoal – claro que ela estava se referindo especificamente a ela e suas crises – nossa saúde foi afetada, nossa relação, nossa vida como casal. Enquanto você estava em Berlin, eu tomei uma decisão. Está na hora de virar a pagina, escrever um novo capitulo em nossas vidas, de nossa história – ela ajeitou-se no pequeno sofá de modo a encara-lo – eu decidi parar de me proteger porque é tempo de tentar criar a nossa família. A partir de agora, eu estarei livre. Esperando que juntos possamos iniciar nossa família. 
- Stana, eu...- mas ela colocou o indicador nos lábios dele indicando que não terminara de falar. 
- Nathan, eu quero que a partir de agora faça amor comigo pensando que em determinado momento, uma nova vida será concebida – ela tomou o rosto dele nas mãos – eu quero mais. Faça um filho comigo, Nate...  
Os olhos azuis brilhavam transbordando de felicidade. Ele a tomou nos braços e beijou-a apaixonadamente. A noite trazia o brilho do luar. O céu limpo combinava com a estação do verão que marcava presença lá fora. Dentro do quarto, apenas duas pessoas importavam. Um homem e uma mulher. Amantes, cúmplices, eternos apaixonados. Foi exatamente como fora a primeira vez. Fizeram amor lentamente, respeitando seus corpos, seu desejo, explorando o toque, o cheiro, o gosto. Havia urgência e carinho, criando um belo equilíbrio na cama. Tudo era íntimo e pessoal. Entrega completa. Duas horas de intenso prazer. Ela lhe fizera um pedido, ele atendera. Ainda não sabia se havia conseguido realiza-lo. Não importava. Nathan podia passar o resto da vida tentando. 
Finalmente chegara o dia de retornar aos Estados Unidos. Com uma rápida estadia de 24 horas em Londres, eles turistaram e se divertiram na terra da rainha. Conforme combinado com os irmãos, eles sairiam de Nova York para encontra-los na Republica Dominicana. Stana aproveitou a oportunidade para passar dois dias em Manhattan inclusive com direito a fogos em South Hamptons. Claro que se mantiveram reclusos e as poucas vezes que saíram juntos pelas ruas da cidade, estiveram disfarçados. Tiveram sorte. Ninguém os descobriu. 
A chegada à capital Santo Domingo ao anoitecer foi tranquila. Jeff já deixara agendado um carro para leva-los até o resort onde se hospedariam. Ele e Gigi já estavam na cidade desde aquela manhã. Devidamente acomodados, Stana tratou de ligar para a irmã. 
- Oi, sis! Que bom saber que já chegaram. Estão cansados? Com fome? Se quiserem sair para comer, eu e Jeff ainda não jantamos. Na verdade, estávamos esperando por vocês para decidir o que fazer. Entenderemos se tiverem querendo dormir. 
- Bem, estamos um pouco cansados da longa viagem, porém precisamos comer. Podem nos dar meia hora para tomar um banho e trocar de roupa? 
- Claro que sim! Estamos no quarto 545, quando estiverem prontos apenas ligue. 
- Tudo bem, não iremos demorar.  
Eles se arrumaram e optaram por um dos restaurantes do resort. Escolheram uma mesa um pouco distante da muvuca do salão a fim de saborearem sua refeição em paz e evitarem qualquer surpresa, apesar que Nathan sabia que a probabilidade de serem reconhecidos ali era pequena. Escolheram beber mojito, para comer ficaram com frutos do mar. O tópico da conversa entre os quatro resumiu-se entre as aventuras da viagem na Europa e os próximos passeios que curtiriam juntos. O jantar descontraído, rendeu uma caminhada pela área do resort durante o belo luar. De mãos dadas, os casais aproveitavam a noite estrelada para namorarem e festejar a vida. 
Antes de voltar ao quarto, Stana teve um momento a sós com a irmã. Nathan e Jeff estavam entretidos falando com o concierge sobre os passeios, em especial o que fariam no dia seguinte. 
- Então sis, aproveitou bem a praia? Usou e abusou do maridinho? 
- Ah, Gigi... foram dias muito bons. E antes que você comece, não totalmente movidos a sexo. Fizemos muitos programas bons. Porém, aconteceu uma coisa importante.
- O que? 
- Depois que Nathan voltou da Alemanha, eu conversei com ele sobre o que queria, na verdade, eu fiz um pedido. Até o momento, eu vinha me protegendo. Decidi que não quero mais. Está mais do que na hora de virar a pagina e escrever nosso futuro. Estamos tentando de verdade ter um bebê – Gigi não resistiu e abraçou a irmã com vontade. 
- Ah, sis... eu amei a notícia. Fico tão feliz por vocês. E quem sabe meu sobrinho já não está crescendo aqui dentro? – ela tocou o ventre da irmã – ou poderá ser concebido aqui, não? 
- Quem sabe... tudo pode acontecer. 
- Hey, madames. Não vamos para o quarto? Amanhã temos que acordar cedo – disse Nathan. 
- Ah, está empolgado com o mergulho, Nate? – implicou Stana. 
- Você sabe quanto eu gosto dessas aventuras e precisamos descansar Staninha.     
- Tudo bem, você tem razão. Vamos? – ela estendeu a mão para ele e com os dedos entrelaçados seguiram para o quarto. Não demoraram muito para deitarem-se na cama. O cansaço e o jetlag acabava sugando a pouca energia ainda existente no corpo dos dois. Stana se aconchegou em seus braços e logo adormeceram. 
Acordaram por volta das oito da manhã, preguiçosa, Stana se esfregava calmamente no corpo do marido, provocando. Os lábios passeavam pelo peito dele mordiscando a pele, usou a língua para brincar com o mamilo dele. Nathan acabara dormindo sem camisa. Ele gemeu baixinho, sinal de que já estava acordado. Ela moveu o corpo colocando todo o seu peso sobre ele. Uma das mãos desceu para o meio das pernas dele apalpando e acariciando o membro. Isso o fez abrir os olhos. 
- O que você está fazendo? 
- Bom dia, babe... animado para mergulhar? Porque acho que você está animado para outra coisa...
- Hum... acordou inspirada, Staninha? 
- Por que não? A menos que queira tomar café. 
- O café pode esperar.... – e puxou-a pela nuca sorvendo-lhe os lábios. A brincadeira da manhã estava apenas começando. 
Uma hora depois, o telefone toca. Nathan é quem atende enquanto Stana terminava de se arrumar. 
- Vocês ainda estão dormindo? Assim vamos perder o barco! – era Jeff. 
- Já estamos terminando de nos aprontar. Dez minutos estamos no café – ele desligou – eles pensam que nós dormimos demais. Nada de contar vantagem da sua manhã para a sua irmã, hein? 
- E desde quando eu faço isso? Saiba que sua performance na cama não é um dos assuntos que eu converso com a minha irmã. Não comparamos as figurinhas, Nate. 
- Até porque ia ser muito estranho me comparar com meu irmão – Stana riu com a colocação. 
Eles tomaram café e pegaram o barco meia hora depois. Foram levados a uma pequena praia considerada deserta e propícia para mergulho. Após as instruções dos treinadores e devidamente equipados, os quatros submergiram na agua cristalina. Um verde azulado límpido que chamava atenção de quem o olhasse. 
O fundo do mar era algo de desenho animado. As formas, as cores, as plantas e os peixes chamavam a atenção dos mergulhadores. Era um passeio deslumbrante. Jeff havia se preparado. Usando o melhor da tecnologia, o irmão nerd não perdera a chance de se equipar do melhor. Havia uma câmera em seus óculos de mergulho e ele filmava todos os lances. Em um dado momento, eles pararam para observar o habitat submarino, a brincadeira era interessante. Stana estava deslumbrada com o que via. Defensora e admiradora da natureza, era a primeira vez que desfrutava de algo assim tão bonito. Sabia que o ato de mergulhar era um dos preferidos de Nathan enquanto ela adorava fazer trilha. Era delicioso ver a empolgação e a sua desenvoltura no mar. Aliás, esse equipamento de mergulho principalmente essa roupa deixava Nathan ainda mais gostoso. 
Nathan fez sinal para o irmão filma-lo. Ele tentou fazer bolhas. A primeira tentativa falhou. Queria tentar mais uma vez. Stana observava o momento em que o marido voltava a ser criança. Porém, quando conseguiu fazer o movimento não teve o resultado da bolha que queria e sentiu o ombro doer. Muito. Na mesma hora, Stana se preocupou com ele. Aproximou-se dele, a troca de olhares silenciosos perguntava se estava tudo bem. Ele balançou a cabeça positivamente, não queria preocupa-la embora sentisse dor. Mesmo não totalmente convencida, ela resolveu não insistir a fim de não se tornar a chata do dia. 
Mais tarde, quando voltaram a superfície, Jeff sugeriu que almoçassem na praia. Todos concordaram. Por várias vezes, Stana reparou que Nathan sentia o braço ao mexe-lo em determinados movimentos. A dor visível no rosto dele. Não falou nada. Passaram a tarde na praia. 
Ao retornarem com o barco até o resort, Nathan preferiu ir para a piscina. Stana pediu licença para ir a toalete arrastando Gigi consigo. Na verdade, ela estava matutando uma ideia desde que tivera da praia. Mesmo preocupada com a dor do braço de Nathan, ela viu nisso uma oportunidade para retribuir algo que ficara devendo alguns meses atrás. Precisava apenas se preparar e se certificar de que ele estava bem para que a brincadeira tivesse o resultado esperado. 
Após confabularem juntas, encontraram seus pares na piscina. Alguns mojitos depois, Stana perguntou a Nathan. 
- Como está seu ombro? Não adianta me enganar, sei que sentiu dor. Seu rosto não me engana, eu o conheço. 
- Sim, já melhorou. Não devia ter forçado para fazer a tal bolha. 
- E está mesmo melhor? Tem certeza ou está dizendo isso para me tranquilizar? Quer um analgésico? Talvez seja melhor você colocar a tipoia hoje à noite.  
- Tenho certeza. Não se preocupe, Staninha. Vamos curtir o resto do dia. Tudo bem? 
- Está bem – ela beijou-lhe os lábios rapidamente.         
À noite, assim que ficaram a sós no quarto, ela resolveu testar a teimosia de Nathan. Ela o observara durante o resto de dia percebendo que sentia dores no braço mesmo tentando esconder. Disfarçadamente, ela foi para o banheiro pegar um analgésico, mantendo-o escondido para que ele não visse, e agua. Colocou o copo na cabeceira ao seu lado reparando que Nathan estava sentado na ponta da cama zapeando os canais da televisão segurando o controle remoto com a mão esquerda. 
- Você não vai tomar um banho antes de deitar para descansar?
- Pode ir primeiro, Staninha. Quero ver como está a programação, saber as noticias. 
- Nate, os canais são em espanhol. Desde quando você entende a língua? – ele sorriu, ela balançou a cabeça – tudo bem, eu vou tomar banho – quinze minutos depois, ela voltou vestindo a camisola bem no momento que ele massageava o braço. Sem dor, ela pensou. Iria desafia-lo – o banheiro é todo seu – ele se levantou da cama e desapareceu. 
Quando voltou ao quarto, Stana estava deitada na cama assistindo o noticiário. Percebeu Nathan sentando e puxando o edredom para sua cintura, tudo indicava que ele queria aconchegar-se para proteger o braço, antes que ele pudesse ficar como queria, Stana se mexeu e esmurrou o braço dele sem muita força, porém suficiente para fazê-lo gritar e o rosto se contorcer. 
- Ai! O que você está fazendo? 
- O que eu estou fazendo? Você mentiu, Nathan! Disse que não estava com dor. Eu vi suas caretas várias vezes durante o dia. Estava usando o controle remoto com a mão esquerda. Por que esconder de mim que não está bem, babe? Poxa! Eu também me preocupo com você...
- E por isso você me agride? Se sabia que eu estava com dor, por que me bateu? 
- Para provar que você estava escondendo sua dor de mim, mostrar como você é teimoso! 
- Olha quem fala... – ela deu outro murro no braço dele – Ai! Isso dói! Sua mão parece chumbo! 
- Pare de ser exagerado porque nem bati com toda a força... tome, é um analgésico, vai ajuda-lo a dormir melhor e amenizar a dor. E nem abra a boca para argumentar. 
- Nossa! Como você está mandona, Staninha... devia estar fazendo uma massagem ao invés de estar me agredindo. 
- Se não tivesse escondido sua dor, eu até faria. Não está merecendo – ela procurava manter o semblante sério, por dentro gargalhava. Nathan fazia bico diante da declaração dela – deite-se para dormir, amor. O remédio fará efeito logo. 
- Você devia estar me ajudando ao invés de me agredir. 
- Olha o drama, Nate – para provar que estava disposta a encerrar a noite, ela se enfiou debaixo das cobertas e desligou a televisão. Na mesma hora, ele reclamou. 
- Eu estava assistindo, sabia? – ela suspirou e entregou o controle nas mãos dele. 
- Divirta-se. Boa noite – virou-se para o lado e já ia fechando os olhos quando ele perguntou. 
- Nem um beijinho? Sabia que carinho ajuda a passar a dor? – Stana virou-se para fita-lo, colocando o corpo sobre o dele, ela beijou-lhe os lábios. Sorrateiramente, deixou uma de suas mãos deslizar até o braço operado outra vez e o apertou – Deus! Qual o seu problema, mulher? Não sabe que estou com dor?
- Estava apenas testando sua teoria, pelo que percebi, beijo não cura dor. Já a tipoia e os analgésicos...quer mais um? – ele estendeu a mão aceitando. Stana colocou a tipoia sobre a barriga dele. Após entregar a pílula para o marido, ela virou-se de costas para Nathan se ajeitando para dormir. Ela ria por dentro. Não estava tratando-o mal, não mentira ao dizer que estava preocupada. Na verdade, era tudo teatro. Stana tinha uma ideia na cabeça, estava matutando uma forma de executa-la e sabia que Nathan iria ficar bem agradecido. 
Na manhã seguinte enquanto tomavam café, ele aproveitou para queixar-se da esposa quando Gigi perguntou como fora a noite e escutou algo totalmente diferente do que imaginara. Para variar, ele não poupou detalhes para o seu pequeno drama, ou seria gigante? 
- Acho que precisa conversar seriamente com sua irmã. Ontem à noite, ao invés de cuidar de mim, me bateu. 
- Bateu? Como assim? 
- Estava provando para Nathan que ele estava sentindo dor e mentiu para mim. 
- Você me agrediu! Ela me esmurrou de propósito. Tem a mão pesada, não é você que está sentindo o músculo latejar e...
- Ah, por favor! – ela revirou os olhos – eu não agredi você, eu esmurrei seu braço para provar um ponto. 
- Você me agrediu, sim! Você tem uma mão pesada, Stana. 
- Para de reclamar, quanto drama! Parece criança de tão dramático, “você me agrediu”, por favor! Por que homem é frouxo? – Jeff e Gigi observavam a discussão dos dois que pareciam completamente alheios ao que se passava ao seu redor. Os irmãos do casal trocaram um olhar e Gigi abriu um sorriso. 
- Incrível, não? – sussurrou baixinho para o namorado – são idênticos. Parece que estou vendo-os na tv – Jeff concordou com ela também sorrindo, então não se aguentando mais, resolveu acabar com a discussão dos dois teimosos – desculpa, mas tenho que falar. Olha para vocês! Parece que eu estou diante de um episódio de Castle. Como podem ser tão parecidos com suas personagens? – ao ouvir a palavra Castle ambos se calaram e mantiveram o olhar fixo um no outro – as justificativas, as caras e bocas, a revirada clássica dos olhos e até a voz chorosa de Castle. Meu Deus! Estou impressionada. Agora, será que dá para acabar o show e voltarmos para o nosso café, para curtir nossas férias? 
Stana e Nathan se tocaram do que faziam. Um embaraço atingiu aos dois. Ela ficou logo vermelha e ele baixou a cabeça. Então começaram a rir, o riso se transformou em gargalhada. Stana encostou a cabeça no ombro dele como quem pede uma trégua, ele acaricia o rosto indicando que aceitava. 
- Ótimo, melhor assim, não? Que tal falarmos sobre o passeio de hoje? E mais uma vez, me desculpem por mencionar...vocês sabem. 
- Tudo bem, sis. Acho que parecíamos Castle e Beckett mesmo – ela tornou a sorrir fitando os olhos do marido, Nathan apertou sua mão de leve – o que iremos fazer hoje? 
- Trilha. Iremos subir uma montanha para encontrar uma cachoeira. Um dos seus passatempos preferidos, sis. Três horas de caminhada – viu os olhos de Nathan arregalarem-se – calma, temos momentos de parada. Ninguém vai morrer sob o meu comando. Quer dizer, sob o comando do nosso guia, Pablo. Vocês tem quinze minutos para se vestirem adequadamente. Mas eu deixo vocês finalizarem o café. 
Ao terminar, Stana anunciou que ia ao banheiro e arrastou a irmã consigo. 
- O que foi? – perguntou Gigi – você não me trouxe aqui para reclamar mais do seu marido ou do passeio que vamos fazer, certo? Sis, qualquer que seja sua bronca com o Nathan dessa vez não me inclua. Depois ele vai dizer que fico incentivando a violência domestica. 
- Deixa de ser boba, Gigi. Eu bati nele ontem para provar que ele estava sofrendo com dor calado. Na verdade, é parte de um ato. Encenação. Preciso da sua ajuda para fazer uma surpresa para ele. Não sei bem como conseguir o que preciso aqui, portanto vou improvisar. Quero aproveitar o momento para retribuir de certa forma o que ele vem fazendo por mim. 
- Já vi que vai rolar sacanagem... – o sorriso era malicioso. 
- Oh, Gigi! Não fala assim...
- Ah, sis! Pare de querer bancar a santa que você está longe disso – após outra revirada de olhos de Stana, Gigi riu – tudo bem, qual a ideia? – ela contou para a irmã o que pretendia fazer naquela noite. Gigi sorria diante do que ouvia, Nathan ia ficar muito feliz com a encenação. Com recursos limitados, sobrava a improvisação. Trocaram algumas ideias e decidiram perguntar do próprio guia sobre algumas possibilidades. Gigi se animou para fazer uma noite especial para Jeff também, mas com um tema diferente do escolhido pela irmã, por razões óbvias. 
Saíram do hotel por volta de dez da manhã. Com o guia explicando como seria a subida, eles começaram a trilha. Gigi não enganara ninguém, houveram paradas, momentos de descanso para recuperar a energia, se hidratar. Nathan sentia-se melhor fisicamente, os exercícios que vinha fazendo para perder peso estavam ajudando e quanto ao ombro, a dor maior já passara, apenas algumas pontadas incomodavam de vez em quando. Stana admirava a paisagem como uma criança admira o castelo da Cinderella, maravilhada. 
Ao chegarem ao topo da montanha, o espetáculo tornara-se ainda melhor. A vista era de tirar o fôlego, em meio a uma paisagem de arvores e mar, o céu azul reinava soberano. 
- Wow! Que lugar lindo... – disse Stana.
- Ainda não terminou. Essa é apenas a subida para que vocês apreciem a vista. Depois que tirarem suas fotos e registrarem tudo, seguiremos pela trilha da esquerda alguns metros abaixo para encontrar a cachoeira da próxima montanha. Mais meia hora de caminhada. Sugiro fazerem um lanche com essa vista. 
- Obrigada – disse Stana outra vez – Jeff, pode tirar umas fotos nossas? 
O cunhado assumiu o papel de fotógrafo com prazer. Em seguida, Nate tirou umas selfies deles e Stana retribuiu o gesto fotografando o cunhado e a irmã. Sentaram-se em pedras para comer alguns sanduíches de queijo e uvas que Gigi trouxera. Devidamente prontos, Nathan se aproximou da esposa que estava perdida em pensamentos fitando a paisagem. Abraçando-a por trás, ele beijou-lhe o pescoço. No mesmo instante, ela virou o rosto para sugar-lhe os lábios. 
- Está feliz, Staninha?
- Muito... 
- Então, isso quer dizer que você não vai mais me bater? – ela sorriu, mas Nathan não continuou a provocação, seu comentário foi outro – quem diria, nós dois aqui, no Caribe. Sem ninguém nos seguindo, sem medos, apenas aproveitando a companhia um do outro. Parece um sonho, não? 
- Mas é a pura realidade. É o nosso momento, aquele que antecede o capitulo futuro da nossa história. Nosso prólogo. 
- Tem razão. Eu te amo tanto, Staninha. 
- Eu sei. A reciproca é verdadeira – e tomou os lábios dele outra vez. Foram interrompidos pelos gritos de Gigi. 
- Hey! Será que dá para deixar essa agarração para a noite? Temos que seguir viagem e o Pablo não veio aqui para ficar vendo isso. Nem eu! – rindo, os dois de mãos dadas se juntaram aos demais. 
- Perdoe minha irmã, ela não tem decoro e aparentemente nem limites... – Stana disse. 
- Decoro, sei. Não era eu que enviava a língua dentro da boca do Nathan a cinco minutos atrás – a reação de Stana foi mostrar a língua para a irmã. 
- Ótimo, bem madura você. 
- Invejosa...- Stana implicou. 
- Por que? Eu tenho meu próprio Fillion, esqueceu? – Jeff e Nathan trocaram olhares e não resistiram caindo na gargalhada. 
- Onde fomos nos meter, bro? – Jeff brincou. 
- Mulheres Katics, eu avisei... elas são admiráveis. E loucas, essa é a melhor parte. 
Eles seguiram até a cachoeira e o guia não os enganara. Era linda demais. Ficaram contemplando o barulho e a força das aguas antes de arriscarem-se em um banho. A agua extremamente gelada era um bálsamo para os corpos cansados da caminhada. Os quatro se deliciaram com a beleza do lugar. Meia hora depois, eles vestiam-se para enfrentar a descida. 
De volta ao resort, optaram por passear na cidade com a orientação de Pablo. Visitaram museus, praças, muitos lugares diferentes onde a cultura latina estava presente. Após um jantar delicioso em um restaurante de comida típica caribenha regados a doses de mojito, eles retornaram para o hotel. Enquanto Nathan e Jeff programavam outro passeio e mergulho para dali a dois dias, Stana e Gigi colocavam o plano da irmã em prática. A ida ao centro fora providencial, agora apenas precisavam de pequenos detalhes. Usando sua lábia, Stana convenceu um dos seguranças do hotel a lhe levar até onde poderia conseguir o item que faltava para a sua pequena festinha particular. Feliz, fez questão de dar uma gorjeta para o rapaz que a agradeceu imensamente. 
Despediram-se dos irmãos e seguiram para o seu quarto. Sozinhos, Nathan sentou-se na cama para se livrar das roupas do dia ficando apenas de boxer enquanto ela seguiu para o banheiro deixando uma sacola lá dentro. 
- Foi um dia muito proveitoso, não achou amor? – ele comentou quando ela surgiu novamente no quarto.
- Sim, depois desses lugares incríveis que visitamos só tem uma coisa em mente para mim essa noite... – ele percebeu o brilho no olhar – mas preciso saber, com todo esse exercício de hoje, como está seu braço? Ainda dolorido? E por favor, sem enrolação. 
- Tudo bem, dói um pouco ainda. Nada comparado a ontem, mas confesso que a caminhada me deixou com um pouco de dor na coxa e nas costas. Nada que me impeça de desfrutar de uma noite interessante se entende o que digo – ele piscou para ela.     
- Certo, então se é assim, por que você não vai tomar um banho, relaxar com agua quente e depois podemos pensar na diversão da noite? – ela estava próxima dele, usava as mãos para acariciar seu peito sem quebrar o olhar. 
- Ou podemos tomar banho juntos, dessa vez sou eu quem precisa de alguém para esfregar minhas costas...
- Hum...não era o que tinha em mente, mas se você se comportar posso atender esse pedido. 
- Por se comportar você está sugerindo não agarrar você e não joga-la contra a parede? Difícil porque isso é tudo que tenho em mente no momento – ele a puxou contra si e beijou-a com vontade. Sem quebrar o beijo, ele a empurrava até o banheiro jogando-a com roupa e tudo debaixo do chuveiro. 
- Nathan! 
- O que foi? Quer que eu tire sua roupa, Staninha? – ele arrancou a calça e a camisa que ela usava devorando seu corpo com os lábios. Ela sequer percebeu quando perdera a calcinha. Empurrando seu corpo contra a parede, Nathan provava os seios da amada arrancando suspiros e gemidos além da reação das mãos dela sobre seu corpo. Sentia as unhas marcando-lhe a pele o que apenas tornava tudo mais empolgante e aumentava sua excitação. Não demorou muito para que ele estivesse dentro dela. Muito menos para o prazer os dominar. Ofegantes e claramente molhados de suor e agua, Nathan optou por diminuir a temperatura para refrescar o ambiente. 
Stana reclamou da mudança, mas acabou cedendo após alguns beijos do marido. Finalmente, ela esfregou as costas dele, aproveitando o momento intimo, acariciando-o, deslizando suas mãos até o membro que estava descansado após a rodada anterior. Ela podia provoca-lo se quisesse, porém era capaz dele toma-la outra vez e perderia sua chance de fazer sua própria brincadeira. Stana beijou o ombro direito justamente no espaço onde havia o furo da cirurgia. Ele entrelaçou seus dedos nos delas e a fitou sorrindo. 
- Acho que terminamos esse banho, não? 
- Concordo. Podemos aproveitar os demais espaços do quarto para estender nossa noite. 
- Hum... adoro essa sua mente criativa, babe. Só preciso de mais uns minutinhos para lavar meu cabelo. Prometo que não demoro – beijou-lhe os lábios – vá se preparando para mim, diria que nem precisaremos de roupa – ela riu e Nathan gargalhou saindo do banheiro enrolado na toalha. 
Tão logo ele desapareceu de suas vistas, Stana começou a executar seu plano. Estava curiosa para ver a reação de Nathan. Arrumou-se com o que conseguira improvisar, secou apenas um pouco seus cabelos para arruma-los e compor a personagem sensual que queria encenar hoje. Sentindo-se pronta, sorriu diante do espelho. Pegou dois vidros de óleo e suspirou antes de abrir a porta. 
- Sr. Fillion, fui informada de que precisa de uma massagem no ombro e nas costas. Parte de sua fisioterapia e recuperação, sou Nikki. Sua enfermeira particular e massagista. Pode checar minhas credenciais na internet se quiser. 
Nathan não acreditou na imagem que vira a sua frente. Como ela conseguira isso? Stana usava uma cinta-liga branca, a lingerie igualmente branca, o sutiã perfeito para ele arranca-lo e com um detalhe inusitado: um adesivo da cruz vermelha em cada seio. Os cabelos soltos ainda molhados, um boné branco com o mesmo adesivo e o batom vermelho sangue nos lábios. 
- Peço desculpas pelo meu uniforme, porém não tive muito tempo para me arrumar devido a uma chamada de emergência no chuveiro e se não tiver satisfeito, pode requisitar outra colega minha – o sorriso safado despontava no rosto dela enquanto Nathan ainda estava boquiaberto com a imagem. Ela se aproximou dele vendo que ainda estava apenas com a toalha na cintura. 
- O que foi, Sr. Fillion? Não gostou? 
- Na verdade... tem um único detalhe que me intriga. Você disse Nikki? Seria muito pedir por Stana? Acredito que ela está me devendo um tratamento especial desde a minha cirurgia. 
- Eu sei. Serei eu, babe. 100%. Agora que tal deitar de bruços na cama para eu iniciar minha massagem? E por favor, livre-se da toalha... a visão do seu bumbum é bem mais interessante. 
Ele obedeceu. Stana se posicionou sentando-se nas pernas dele. Espalhou o óleo com essência de baunilha sobre as costas de Nathan e começou sua massagem. Sim, era um tratamento especial, não era uma massagem comum. Ela esfregava as costas dele, inclinando-se para usar a boca beijando-lhe a pele, o pescoço, os ombros. As mãos habilidosas acariciavam, provocavam. Mordeu o bumbum e pode ouvi-lo gemer ao gesto. Não tinha pressa. Deitou-se sobre o corpo dele enquanto as mãos deslizavam pelos braços sentindo os músculos. Esfregava-se nele. Então, levantou-se para ordena-lo que virasse. Ele já começava a ficar excitado, porém Stana ainda não chegara nesse nível. 
Repetindo o mesmo processo de antes, tornou a sentar-se nas pernas dele. Massageava o peito e cada um dos braços. Demorou-se um pouco mais no braço direito, massageando, acariciando, afinal esse era o membro debilitado, os gemidos de prazer de Nathan mostravam que ela estava no caminho certo. Seus lábios faziam um passeio pelo tórax de Nathan, explorando, beijando, saboreando e mordiscando. Usando a língua brincou com o mamilo dele enquanto uma das mãos buscou pelo pênis que estava desperto, ansiando por um toque. Seus lábios encontraram os deles de maneira apaixonada, sensual. Ele queria se perder com ela. Precisava se entregar aquela mulher maravilhosa, toma-la por inteiro. 
Ela o atiçava com as mãos, mais e mais, loucura, poder e amor. Ele queria ir além, necessitava disso tanto quanto o ar que respirava. Nathan se colocou sentado na cama. Ela ainda tinha seu membro na mão. Os olhares se encontraram, o desejo presente naquele azul penetrante que Stana amava. Para ela, bastava de encenação. Queria-o dentro de si. Nathan usou a boca para tomar-lhe os seios. Livrou-se da peça e sorveu um a um fazendo-a jogar o corpo para trás contando com ele para segura-la, o que aconteceu. Os dedos encarregaram-se de rasgar a calcinha jogando-a longe. Stana sorriu diante da atitude dele. Era descartável mesmo. Beijando o ombro machucado, ela usou os lábios para acariciar o pescoço e sorver o lóbulo da orelha dele e por fim pedir, quase suplicar. 
- Nate, me tome...totalmente. Quero ser sua, completamente. Dentro e fora. Agora...
Ele não esperou outro pedido. Afundou-se nela de uma vez. Stana envolveu seus braços no pescoço dele e o recebeu. Ele movia-se aprofundando mais e mais dentro dela. Sentia a resposta da provocação ao ter seu membro invadindo-a. Era o momento de perder-se. E ainda assim, era uma brincadeira. Um jogo de sedução particular, somente deles. Nathan a segurava pela cintura aplicando mais velocidade. Ela segurou-se nos ombros dele respondendo aos movimentos. Em um dado momento, as mãos dela seguravam o rosto dele roubando-lhe um beijo avassalador. Não conseguiriam aguentar muito mais. 
- Vem, Staninha... vem... – com uma estocada mais forte, ele a fez gritar alto. O corpo começou a tremer fazendo-a agarrar-se aos ombros, ao pescoço deixando seus seios na altura dos lábios dele. Ao sentir a língua dele provando-lhe os seios, gemeu outra vez rendendo-se...
- Não pare, N-ate...não... – mas o próximo som foi um longo gemido. O orgasmo a vencera da mesma maneira que o dominara também. Segurando-se um no corpo do outro, eles experimentavam a sensação de prazer. Ele ainda bombeava dentro dela, seja por vontade ou por reflexo. 
Nathan a deitou no colchão sem qualquer intenção de sair de dentro dela. Agora por cima, ele acariciou-lhe o rosto voltando a beijar-lhe os lábios carinhosamente roubando o resto de fôlego que ela ainda tinha. Os corações realizavam um latejar contra a pele muito rápido. Quebrando o beijo para fita-la, ele sorria ao ver o desejo ainda firme nos olhos amendoados, os traços verdes começavam a dominar. 
- Hora de fazer amor, Staninha... – e deslizou seus lábios pelo colo, seios, retornando a boca vermelha e perfeita para outro beijo apaixonado. Sentiu as pernas dela enroscando em sua cintura, aproximando-os mais, fazendo-o afundar-se completamente dentro dela. 
Não havia pressa, nem o súbito ato de devorar-lhe em questão de segundos. Não. O tempo parara naquele quarto. Era carinho, entrega, cumplicidade. A união de dois corpos, tornar-se único. Não havia limites para ama-la. Fazer amor era tudo o que importava naquela noite. E de repente, ouvi-la gritar seu nome, pedir por mais, era mágico, excitante e divino. Estar pele contra pele, as respirações intensas, os corpos transformando-se, a dança e o último encontro dos lábios antes de entregarem-se juntos e totalmente ao prazer. 
Não sabiam quanto tempo se passara após o último gemido, o ultimo sussurro do nome dele escapar de seus lábios. Ela estava deitada sobre o peito dele. Sentia-se leve, quase adormecida. Amor imenso, pensou. Suas últimas palavras foram as três mais importantes. 
- Eu te amo, Nate... – a resposta não veio em palavras e sim em um gesto. Ele a fez olha-lo. No azul dos seus olhos, ela viu. Amor e devoção. Enamorados sempre. Sorrindo, ela fechou os olhos. 

XXXXXXXXX 

Quando encontraram-se no dia seguinte com os irmãos, havia uma atmosfera diferente no ar. Estavam extremamente sorridentes e Gigi implicou. 
- É impressão minha ou você está mancando, Stana? 
- Impressão... 
- Não sei – ela fez cara de séria como se tivesse analisando a irmã – alguém se deu muito bem ontem... sua cara grita sexo – virou-se para o cunhado – a sua também! – pronto! Ambos estavam vermelhos. 
- Gigi, por que você faz isso? – disse Jeff – pare de embaraçar as pessoas. 
- Se preferir posso falar de você... – ele balançou a cabeça, restava rir. 
- Vou comer. Quer ovos, babe? Bacon? 
- Sim, por favor, Staninha. 
- Gigi, você não vai pegar nada para o Jeff? Não é como se tivesse que preparar... 
- Tá bom, tá bom... o que quer amor? 
- Ovos mexidos e harsh brown – Nathan esperou as duas se distanciarem para comentar alguma coisa com o irmão, não era nada sobre performance ou a intimidade com sua esposa. Era simplesmente o fato de estar maravilhado. 
- Jeff, vou te falar. Eu nunca pensei que fosse me sentir assim tão de quatro por uma mulher. Stana consegue me roubar o chão algumas vezes. 
- A noite foi boa, então? 
- Maravilhosa. Sou afortunado, bro. 
- Somos. Também não tenho o que reclamar do que experimentei ontem à noite. Gigi é incrível. Duas palavras para você. Strip tease – Nathan riu. 
- Somos dois babacas apaixonados. Acho que Katic é sinônimo de feitiçaria porque elas têm um poder de nos enfeitiçar, dominar... 
- Adoro ser um babaca apaixonado – disse Jeff. 
- Um brinde a isso! – e Nathan encostou sua xícara de café na do irmão, sorrindo. 
Gigi e Stana esperavam na estação onde o cozinheiro preparava os ovos, também tiveram uma breve conversa. Gigi queria saber se o plano da irmã funcionara a contento e se era ele o responsável por esses olhares apaixonados e perdidos que ela vira essa manhã. Sorrindo, Stana respondeu. 
- Sim, deu certo. Só que foi bem mais que isso. Muito além. Sou loucamente apaixonada por esse homem. Ele tem um poder sobre mim... e um fogo! Deus! 
- Como todo ariano. Você não é diferente por muito pouco foi taurina, e gosta do que é bom. 
- Você sabe que não gosto nem acredito nessa bobagem de astrologia, Gigi. 
- Só estou lhe dando fatos. Eu não tenho reclamações do meu nessa área também. Ontem me diverti muito. 
- Será que somos ninfomaníacas? Precisamos de tratamento? Apesar que ontem e há muito tempo não se resume a somente sexo. É muito mais que isso. 
- É sis, estamos bem. Nada de tratamento a não ser mais doses de endorfina - As mulheres voltaram igualmente sorrindo. No primeiro momento a sós do passeio, Nathan sussurrou ao ouvido dela. 
- Ainda não tive tempo de agradecer pela minha massagem de ontem. Eu adorei a minha enfermeira particular. 
- Estava devendo. Você queria a fantasia, não? 
- Sim, mas não tanto quanto quero você, a realidade. 
- É, concordamos nesse ponto. Nossa realidade é bem melhor – ela beijou-lhe rapidamente nos lábios, porém ele a puxou e prolongou o beijo tornando o momento mais íntimo do que ela pretendera, não tinha o que reclamar - também preciso agradecer por ontem, foi realmente especial. Todos os momentos, mas particularmente a última vez. 
- O prazer é meu, Staninha. 
Nos dois dias que se seguiram, eles curtiram as praias. Tornaram a mergulhar e Nathan conseguiu fazer a tal bolha de agua que queria. Comeram em restaurantes maravilhosos e terminaram sua visita a Republica Dominicana em alto estilo com um passeio de barco ao longo das praias da região com direito a por do sol em uma praia distante. 
Nathan não cansava de observa-la. Estirada sobre a areia, linda, o mar ao fundo. Ele teve que capturar o momento em uma foto. 

Férias mais que merecidas fizeram a volta para Los Angeles ser igualmente agradável. 

Continua...

9 comentários:

marta santos disse...

Eu amo loucamente essa fic , eu já disse isso . Esses dois são como o queijo e a goiabada , a lua e o sol ,romeu e julieta .... KAREN E JOBIM !!! Obrigada kah ,valeu a pena esperar , que capítulo espetacular , que momentos incríveis , eu estou sem fôlego ( quer dizer palavras ) 😂😂😂 ... Já imagino os próximos passaos e meu Coração está dando saltos de alegria ( imaginando um Dylan ) 😍 e ao mesmo tempo não quero apressar , pois sei que o fim está chegando e não estou preparada para isso , não mesmo ... porém sei que você irar nos supreemder como sempre e eu estarei aqui e nos estaremos aqui para admirar , pirar, chorar , querer te matar , morrer de amor , e gargalhar. Você nos propociona todas esses sentimentos ... Thx, thx , thx... Always 💙
KADT melhor fic do mundo , meu xodozinho Ever 💜
Mah 😘😘😘

cleotavares disse...

Ai, ai! É muito amor envolvido.Que bom que ela está bem, que todos estão bem. O Jeff e a Gigi são uns amores de irmãos. E agora? o que esperar daqui pra frente? Será que o baby já foi concebido? Eu aposto que sim.

Gabriela Mendonça disse...

Owwn que capítulo maravilhoso... tão bonitinhos curtindo as férias, depois de tanto sofrimento e fazendo passeios para agradar os dois... OMG vem baby Stanathan uhuuuuuu... apesar que isso significa que a fic esta chegando ao fim... tão bonitinha a Stana falando para ele que ela já esta pronta para ter um filho.
Nikki kkkkkk, se o Nathan estava com dor passou na hora que viu a Stana. Certezaaaaa. E a Gigi n fica atrás, aproveitou a noite hein.
Se eles já aproveitavam bem os momentos, imagina agora que querem fazer filho kkkkkkk. Acho tão lindo esses dois, imagina quando o baby chegar...

Pâmela Bueno disse...

aaaaaahhhhh foi tão love esse cap que to com gostinho de quero mais... to tão ansiosa pro baby que nem sei, super ansiosa para ver a gravidez, ver o Nathan mimando a Stana, ela passando mal, e tudo o que eu sempre sonhei ler em uma fic, ainda mais essa sendo tão boa e bem escrita!!! a parte mais esperada está por vir hahahahah mal posso esperar

Priscila Barros disse...

OMG, KAH! QUE CAPÍTULO LINDO E CHEIO DE AMOR <3

Posso dizer que, como fã louca de KADT, eu estou mais apaixonada que nunca por essa fic, foi totalmente recompensador esperar o angst passar, pois ele trouxe mais amor que nunca. Estou completamente tonta com tanta fofura! Em especial com essa frase:

Faça um filho comigo, Nate...

EU TIVE UM ATAQUE DE FOFURA COM ISSO!!!!!! Já fico aqui imaginando uma criança linda, com os olhinhos do Nate, o jeitinho da Stana, aiii <3

A parte do Caribe também foi um show a parte! O entrosamento dos dois casais é maravilhoso de ler, Giff é aquele amorzinho que a gente protege mesmo! <3
Já to ansiosa pelo próximo capítulo, Kah! <3

Madalena Cavalcante. disse...

Meu deus que capítulo mais maravilhoso 😍😍😍😍😍😍😍 tão feliz por ver eles assim! Minha Staninha tá dd volta e agora com esse desejo de ser mãe! Tô muito maravilhada, sério! ❤ AHAZOU KAH ❤

Madalena Cavalcante. disse...

Meu deus que capítulo mais maravilhoso 😍😍😍😍😍😍😍 tão feliz por ver eles assim! Minha Staninha tá dd volta e agora com esse desejo de ser mãe! Tô muito maravilhada, sério! ❤ AHAZOU KAH ❤

Vanessa Belarmino disse...

Eu amei tanto esse capitulo... E vc me conhece bem pra saber que não foi pela "chuva"...
Toda tristeza, dor e aquele peso no peito, ficaram para trás... Nos permitimos respirar aliviados e felizes juntamente com a Stana... Podemos realmente sentir a esperança de uma nova temporada na vida deles... Decidir aumentar a família e isso vir dela... Bem, antes dessa loucura toda acontecer ja estava nos planos, mas agora é real... Eles querem isso, e se depender da prática, em breve teremos um baby SN por aí... haha
E o que mais gosto é a maneira que vc orquestra tudo... É intenso, emocionante e engraçado...
Vc sabe dosar bem, nada fica exagerado... Eu amo todo o contexto até mesmo nas NC´s, o cuidado que vc tem é incrível... Eu admiro essa arte de fazer amor com palavras...
Vamos falar da parte engraçada... Staninha pedindo para Nate tirar a toalha na massagem para ela apreciar a vista,e as mordidas... hahaha Quem não faria o mesmo?
Eles dando uma de Castle e Beckett tb foi muito engraçado e o melhor de tudo foi perceber que mesmo quando Gigi mencionou isso, Stana não teve nenhuma recaída... Acho que ela entendeu bem a frase da Anne. Amo as cenas das sis, sempre são ótimas... E Giff! Porque se eu não mencionar Giff no comentário, não seria eu... ahahha
As vezes eu fico espantada com o quanto que Giff cresceu na fic... Meu coração shipper não esperava tanto, mas tem sido maravilhoso... ♥
Parabéns, vc conseguiu fazer uma não SN, shippar e teorizar muito em KADT! haha
Esperando ansiosamente pelos próximo capítulos...

Silma disse...

Que capítulo maravilhoso meu dels 😍 Você sempre consegue surpreender a gente,sabemos o quanto você manja mais é sempre bom ser atingida com uns tiros desses!!!
Desde o 1 primeiro capitulo eu já amei issooooooo aqui 😍👌🏽 (Sou Stanatan ALWAYS ❤️),e essa fic consegue preencher o vazio do meu otp não ser real.Você consegue capturar cada detalhe pequenino e isso é incrível cara!Essas fic deixa Stana & Nathan tão real 😍 que eu vomito arco-íris de tanto amor! 💑🌈
Eles dando uma de Caskett 😂😂😂 a vida imitando a arte meu povo 😂😂😎!!!

Faça um filho comigo,Nate... 😢 coração pulou pra fora 😪😍 um momento aguardadíssimo,vem babe SN ❤️
"Já vi que vai rolar sacanagem" "Decoro,sei.Não era eu que enviava a língua dentro da boca do Nathan a cinco minutos atrás" "Então sis,aproveitou bem a praia?Usou e abusou do maridinho" 😂😂 Gigi melhor SERHUMANINHO do mundo 😎 O momento irmãs 😍😍 é muito amorzinho gente 👌🏽!
Que venha o próximo capítulo e com ele bastante coisas boas 🍃