segunda-feira, 24 de abril de 2017

[Castle Fic] Baby Boom - Cap.34


Nota da Autora: Esse é o penultimo capitulo dessa fic. Eu sei que todos se apaixonaram por Dylan, nosso baby boy, recebi vários comentários querendo mais capítulos. A verdade é que essa historia já se estendeu 10 capítulos. É hora de se preparar para o final. Não se preocupem, podem sempre reler e outras virão. Sobre o capitulo? Fortes emoções, referencias... futuro... quem me conhece sabe que cada detalhe importa. As vezes menciono algo no inicio da fic e trago novamente em outra oportunidade. Aliás, é uma das coisas que mais gosto de fazer. Obrigada a todas as leitoras pelos comentários. Enjoy! 


Cap.34 

   
O jantar fez justiça ao local e a cada detalhe do serviço naquela noite. Eles conversaram sobre o cotidiano, os lugares de Nova York, as novas peripécias de Dylan, a nova turnê que Castle estava preparando com Gina para o Frozen Heat. Kate bebeu mais um pouco de champagne e voltou o rosto para observar a paisagem. 

Nesse instante, as cores vermelhas do Empire States transformavam-se em uma chuva de corações. Em seguida, um coração enorme completava a brincadeira de luzes no prédio. 

— A vista ficou mais bonita agora… - ela disse percebendo que Castle não olhava o mesmo que ela, parecia perdido fitando-a - o que foi? Não vem dizer que está entediado ou pensando em que presentes vai ganhar… 

— Não, estou admirando a bela mulher a minha frente, a minha namorada. 

— Tem certeza que não quer dar uma olhada pelo vidro? É bem espetacular. 

— A vista daqui também - ele tocou a mão dela, mas acabou olhando - especialmente para o dia dos namorados. Hora da sobremesa - ao ver o olhar malicioso dela riu - não esse tipo, Katherine Beckett! Segure sua vontade de me atacar, se é que você consegue. Se bem que não me importaria de ganhar uns beijinhos - ele trocou de lugar colocando sua cadeira mais perto da dela. Beckett passou o polegar em seus lábios e sorveu-os em um beijo lento. Castle a puxou pela nuca aprofundando o contato. Queria continuar, contudo sabia que não era adequado porque ambos depois de um certo tempo não conseguiam se controlar e ele não queria antecipar nada essa noite. Afastou-se dela. 

— Sobremesa… - ele sussurrou um pouco zonzo. 

Eles comeram o doce, tomaram um café, trocaram mais beijinhos. Castle teve que lidar com uma mão boba de Kate em sua perna roçando propositalmente em sua virilha. Respirou fundo. 

— Você está a fim de me tirar do sério hoje? Comporte-se. Na mesa você tem que ser uma dama, uma lady. 

— Mesmo? E onde eu demonstro o quanto eu quero você? - ela sussurrava no ouvido dele. 

— Em casa, na cama ou em alguns lugares interessantes você pode ser a louca… 

— Acho que você pode pagar a conta então, babe - mordiscou a orelha dele. 

— Deus! Controle-se mulher… 

Ele pagou a conta. De mãos dadas, saíram do restaurante. A noite estava fria. O inverno ainda não demonstrava sinais de trégua em Nova York. Ontem mesmo nevara na cidade e o chão estava coberto de neve, um tapete branco nas ruas. Kate preferiu o calor da mão de Castle a calçar as luvas. Caminhavam descendo a quinta avenida. 

— Não vamos para casa? A estação de metro fica atrás da biblioteca, Castle. 

— Eu sei, mas podemos fazer um passeio. Não é todas as noites que podemos aproveitar o inverno, com neve em uma noite tao bonita. Parece que foi encomendada para os amantes hoje, não? 

— Sim, tem razão - ela encostou a cabeça no ombro dele, acabou se abraçando no corpo de Castle sentindo o braço dele na sua cintura - podia estar menos frio. Ainda bem que tenho você para me aquecer. 

Ao chegarem próximo ao Empire States, Castle parou de andar e voltou a beija-la. 

— Vamos subir? 

— Castle, eu não vou subir nesse prédio. Deve estar cheio de casais ou mulheres desesperadas esperando um encontro. 

— Ah, Beckett, não seja estraga-prazer. Você mesma estava admirando o show de luzes. O que custa? Prometo para você que não tem ninguém lá em cima. 

— Não deve ter mesmo já passa das onze.Ou podemos nos deparar com pessoas que foram abandonadas.  

— Vamos, amor. É dia dos namorados. Por favor? 

— Tudo bem. Nem quero imaginar encontrar mulheres chorando lá em cima… 

Eles entraram no prédio. Castle fez sinal para o senhor na portaria perguntou se podiam subir. Kate estava distraída e não viu quando ele puxou um papel do bolso entregando para o senhor. Na verdade, Castle pedira para fechar o deck de observação naquela noite a partir das onze. Ele queria terminar esse encontro de maneira especial. 

No elevador, ele não perdeu a oportunidade de agarra-la enquanto o elevador fazia sua subida tradicional de mais de cem andares. Castle sorvia seus lábios com avidez, o corpo dela pressionado contra uma das paredes do elevador. As mãos dele passeavam pela lateral de seu  vestido. 

— O que aconteceu com o “comporte-se”? 

— O mesmo que acontece com lugares interessantes. Elevadores são um deles. Vamos - ele a puxou pela mão assim que a porta do elevador abriu. Empurrando a porta de acesso, eles sentiram o vento frio da noite. Começaram a caminhar e Beckett percebeu que o lugar estava deserto. 

— Isso é novidade. Não tem ninguém aqui? Será que “An affair to remember” finalmente perdeu o seu charme? 

— Não sei. Perdeu para você? 

— Claro que não - ele a guiou para um lugar onde julgava ser melhor para observar a vista e conversar. De frente para Beckett, ele acariciou seu rosto, brincou com a gola do casaco e desfez o laço abrindo-o um pouco - quer que eu congele, Castle? 

— Eu apenas queria admirar seu vestido. Você está tão linda - ela sorriu - sabe, eu queria que esse dia, essa noite fosse especial. Lembra quando me contou da história da sua mãe? Do desejo que ela tinha em terminar um encontro aqui, nesse mesmo lugar, como Nickie e Terri? 

— Você não esqueceu… 

— Não esqueço nada do que você me conta, Kate. É por isso que quis subir. Porque queria que você realizasse esse sonho pela sua mãe, por Johanna. Sei que é importante. Um belo final para um encontro no dia dos namorados, não? Essa é a outra razão porque não há ninguém aqui. Eu mandei fechar o deck para que tivéssemos um momento especial. Um presente. 

— Nossa! Rick Castle ataca outra vez - ela sorriu - adorei meu presente - tocou o rosto dele, Castle avançou beijando-lhe apaixonadamente. Segura a mão dela, beija e a olha sorrindo. Não resiste e a puxa para um novo contato dos lábios. Ao quebra-lo, fica com a testa grudada a dela. 

— Podia passar o resto da noite provando seus lábios. 

— Isso é tentador, mas tenho outra pergunta. Será que ganharei outros presentes? 

— Você anda convivendo muito comigo, Kate. De certa forma, você não está errada. Porque esse não é apenas um encontro de namorados - ele se afasta sem perder a conexão com os olhos dela. O polegar acariciando a pele da mão ainda envolta na sua. 

— Kate, você sabe o quanto eu te amo, não? Estamos juntos desde quando Dylan se tornou meu filho, nosso filho. Você deu um outro significado a palavra família nesses últimos meses que estamos juntos. 

— Você me deu uma família, Castle.  

— Eu sei, eu a conheço a mais de 4 anos. Vi você sofrer, brigar, fazer justiça e se transformar. Você comprou uma luta para salvar um bebê que acabou conquistando seu coração e trazendo à tona o lado maternal que você jurava não ter. Tem ideia do quanto isso te faz maravilhosa? 

Ela sorria. Adorava ouvir as palavras de Castle quando a elogiava. Ele a conquistava com suas frases cheias de sentimento e significado. Contudo, Kate começava a sentir um frio na barriga, o coração batia mais forte. Ele estava sendo muito detalhista, enfático. Será? 

— E você tinha razão, eu não tinha ideia. Mas agora eu tenho. Por isso quero mais. Quero oficializar o que temos. Não posso imaginar minha vida sem você, Kate. Não quero. Eu disse que dependia de você. Ainda depende - ele pegou uma caixinha azul em seu bolso, abriu de frente para ela. A reação de Beckett foi a natural de qualquer mulher. 

— Oh meu Deus… - ela levou a mão à boca. Viu Castle se ajoelhar a sua frente. 

— Katherine Houghton Beckett, quer casar comigo? - os olhos azuis intensos a fitavam. Os seus amendoados estavam perdidos em meio às lágrimas que se formavam. Estava acontecendo. Ela o puxou pelo casaco fazendo-o ficar de pé na sua frente - então? - o sorriso alargou-se, ela o agarrou num beijo intenso. 

— Sim, é claro que sim. Oh, Castle… - tornou a beija-lo - nada de fogos de artificio? Balões? 

— Minha namorada gosta de tudo intimo e especial. Precisava agrada-la - ele pegou o anel e colocou no dedo longo de Beckett. 

— É lindo… bem parecido com o da minha mãe. 

— Verdade, achei que você gostaria de algo nesse estilo. 

— Acertou de novo, escritor. Castle, isso foi muito… você tornou um momento especial ainda mais inesquecível. 

— Pode ser bobagem minha, mas você é fã de Nickie e Terri, sua mãe também. Achei que era uma maneira de faze-la presente para você. 

— Rick, eu te amo tanto. 

— Eu também a amo, Kate. Acho que agora podemos ir para casa, abrir uma garrafa de Don Perrignon que deixei na geladeira especialmente para a ocasião e comemorar, não? Do jeito que você queria na sobremesa. 

— O que estamos esperando? 

No loft, a festa continuou. Castle e Beckett, uma garrafa de champagne e uma noite interminável. Eles se amaram, se declararam, se completaram. Beckett não conseguia para de sorrir. Deitada na cama ao lado dele após mais um momento de prazer, ela acariciava o peito dele. 

— Como eu cheguei até aqui? Ainda é tudo muito novo, intenso. Eu não sei… nunca me imaginei em nenhuma dessas situações. Mãe, noiva, é tão diferente da policial da NYPD que caça bandidos. É difícil explicar o que estou sentindo. 

— Está feliz? Quer desistir? 

— É claro que estou feliz - ela virou-se para fita-lo - não vou desistir, Castle. É apenas… avassalador, louco, em um ano e meio minha vida se transformou na de outra pessoa. 

— Não, ainda é sua vida, Kate. Você apenas se permitiu experimentar coisas novas. Se abriu para outras oportunidades. Então chegamos aqui. Formando uma família, vendo seu amor pelo nosso pequeno aumentar a cada dia, me fazendo ama-la cada vez mais. Isso chama-se viver intensamente. Aproveitar o melhor que a vida lhe oferece. Quero apenas que continue aqui sendo a pessoa mais importante da minha vida. A mulher que eu amo. 

— Eu farei isso. Não posso dizer que estou preparada completamente para tudo. Eu tenho medo de não saber agir, as nuances do casamento, mas eu preciso fazer isso. Eu o amo o suficiente para tentar, deixar para trás as coisas que me afligem e ficar ao seu lado, viver cada dia com você, com Dylan. Eu estou me desafiando a te fazer feliz. E você me deu a chance. 

— Esse desafio vai ser bem fácil. Eu já estou feliz, amor. Demais, Kate - ele a puxou para perto de si. Acariciou o rosto da amada colocando os cabelos para trás da orelha. 

— Verão. Vamos casar no verão assim que tivermos recebido os papéis finais da adoção do nosso baby boy. Spencer falou três meses. Marcaremos o casamento para agosto, assim não corremos o risco de perder a data. 

— Será como você quiser - ele disse pensando na conversa que teve com Andrews. 

— Como eu quiser… gosto disso. Se é assim, será que posso admirar minha parte preferida do seu corpo? 

— Oh! Mudamos o tom da conversa? - ele sorriu maliciosamente, implicou - não está olhando para eles?  Sempre achei que sua parte preferida fossem meus olhos…

— Também gosto muito deles, mas você sabe do que estou falando. Vai me obedecer, Castle? 

— Não posso competir com a autoridade de uma Lieutenant… - ele virou-se de bruços e sentiu os dentes de Kate tocando a pele do seu bumbum. Depois o peso do seu corpo em suas costas. Era o momento de celebrar outra vez.

Na manhã seguinte, ela foi acordada pelo seu baby boy. Dylan subiu na cama querendo festa. Encheu a mãe de beijos. Castle apareceu em seguida com uma bandeja de café da manhã. Após beijar e fazer cócegas no menino, ela virou-se para beijar seu noivo. Ria. 

— Por que está rindo? Ainda é de felicidade? 

— Também. Mas percebi que você é meu noivo agora. Meu parceiro e noivo ou seria melhor dizer fiancé?     

— Fiancé é chique. Eu gosto. Quer seu café especial? Fiz panquecas - ele colocou a bandeja na frente dela. Dylan ficou todo animado de ver os pães, o queijo. Sorriu para o pai. 

— Dyan que! Dyan que pan! iche, daddy! - Kate comia uma panqueca enquanto Castle fazia um pedaço de pão com queijo para o filho. Isso era o que Dylan chamava de sanduíche ou “iche” em sua própria linguagem. Ela bebeu o café vendo a alegria do menino com a comida. Castle sentou-se ao seu lado. Ela sorveu seus lábios. 

— Bom dia, fiancé - eles fizeram o desjejum. Em seguida, Castle levou o filho para a sala deixando Beckett tomar um banho. Quando ela apareceu, viu que os dois estavam sentados no chão. Castle comandava um carrinho de controle remoto e Dylan obedecia os pedidos do pai de colocar obstáculos. Ela sorriu diante da cena até Martha dar um grito. 

— Meu Deus! O que é isso que está me cegando? Katherine, por favor! Cuidado com a sua mão - Beckett não aguentou. Caiu na gargalhada. 

— Mãe, você poderia ser um pouco mais discreta - resmungou Castle. 

— Isso foi o presente do dia dos namorados? Uma joia? Pelo menos você está aprendendo a tratar melhor sua namorada - Beckett trocou um olhar com Castle. Entendeu que ela não sabia da proposta - posso ver? 

— Claro - Martha se aproximou pegando a mão de Kate, avaliando a joia - foi mais que um presente do dia dos namorados. Na verdade, você está olhando para o meu anel de noivado - o rosto de Martha se iluminou olhando para Beckett - Castle me pediu em casamento ontem. E eu aceitei. 

— Oh, Katherine… isso é maravilhoso. Estou tão feliz por você - ela abraçou-a com vontade - minha futura nora. Finalmente você acertou, Richard. 

— Bem, sabe o que se diz sobre a terceira vez ser a certa - ela piscou para a futura sogra. 

— Você está se achando, não Beckett? 

— Ah, pare de reclamar, Richard e me dê um abraço - ela beijou o filho, pegou o neto no colo - está vendo, Dylan? Sua mamama e seu daddy vão casar. 


Duas semanas depois… 


Beckett estava de folga. Preparava um prato de cereal e frutas para o lanche de Dylan. Castle estava ao telefone com Gina acertando os últimos detalhes da turnê de três semanas que faria em março. Ele praticamente ficaria o mês de março longe deles. 

Castle surgiu na sala no instante que ela observava o filho se alimentando. Era engraçado vê-lo colocando as colheres na boca fazendo sua própria sujeira particular. 

— Hey, você já começou a fazer o almoço? 

— Ia começar assim que Dylan terminasse de comer. Por que? 

— Estava pensando em irmos almoçar no Q3. Você ainda não contou a novidade para Maddie. Ela vai adorar saber. 

— Mamama… passa…papinete no parque… Dyan que… mamama… 

— Olha só pedindo para passear, baby boy? E qual a palavra mágica? 

— Pofavo…Dyan que… 

— É uma ótima ideia. Almoçamos, falamos com a tia Maddie e depois passeamos no parque. Está bom para você, garotão? 

— Sim, Maddiii! 

— Já sou voto vencido mesmo… tudo bem, vamos nos arrumar. Alguém precisa de um banho - ela se levantou - vamos, baby boy. Tia Maddie não gosta de menino sujo - ele correu para alcança-la. 

Q3 

Quando Dylan avistou Maddie no meio do salão, não pensou duas vezes. Gritou. 

— Maddiii! 

— Dylan, você não pode gritar em um local como esse. É feio. Falta de educação - disse Kate. 

— Ah, olha quem veio visitar a tia! Que saudades, meu amor! - Maddie ergueu o menino do chão enchendo-o de beijos - você está cada dia mais lindo. E sua mãe está se tornando uma péssima amiga. Fica semanas sem dar sinal de vida. 

— Não exagera, Maddie. Você esteve no loft no aniversário no inicio do mês. 

— Exato e já estamos no final. Entende minha reclamação agora? Vieram almoçar? 

— Sim, consegue uma mesa para nós? 

— Claro! - em cinco minutos eles estavam devidamente sentados. Beckett escondia o anel usando ainda suas luvas. Contar as coisas para a amiga tinha que ser feita de forma tranquila, devagar. Castle pediu um vinho e uma das entradas do cardápio. Maddie disse que voltava logo com o suco especial de Dylan. Kate descobriu uns dias antes do aniversário dele que seu filho gostava de suco de melancia com gengibre. Ele bebeu um copo inteiro que ela havia preparado para si. 

— Como você pretende contar para ela? 

— Devagar. Terei que fazê-la sentar-se à mesa conosco. Sei lá qual será a reação de Maddie. 

— Ai vem ela. 

— Aqui está o suco especial do meu fofinho. Gostou do vinho, Castle? Eu particularmente adoro essa vinícola. 

— Está ótimo. Voce está muito ocupada com o restaurante ou pode se dar ao luxo de sentar um pouquinho com os amigos?

— Essa é uma das vantagens de ser a dona do local - Maddie sentou-se de frente para Kate - qual são as novidades? 

— Castle vai sair em turnê em março. Frozen Heat. Passará praticamente o mês fora. O que acho bom. Ele precisa de exposição, desde que não assine peitos - ela o olhou séria. 

— Isso mesmo, ponha ordem na casa. 

— E não comentamos com ninguém ainda, mas Castle conseguiu a guarda definitiva de Dylan antes do tempo. Ele será um Castle no máximo até junho! 

— Isso é incrível! Estou tão feliz por vocês. Sei o quanto lutaram por esse garotinho. Parabéns, papai. 

— Beckett é modesta. Não fiz isso sozinho. Nada teria acontecido se eu não tivesse o apoio dela. 

— Adoro quando homens nos valorizam. Você deveria deixar Castle falar isso mais vezes. Quem diria, minha amiga finalmente feliz, com um namorado rico e mãe. Ah, Becks… torci tanto para ver esse sorriso em seu rosto - Beckett que mantinha a mão por baixo da mesa longe da vista de Maddie, resolveu dar a noticia final. 

— Tenho mais uma pergunta para você, mas vou aceitar seu conselho e exigir do meu futuro marido que sempre fale coisas maravilhosas ao meu respeito - a mão com o anel estava bem à frente da amiga. 

— Você disse…você… o anel! - Maddie soltou um grito - você vai casar! Becks!!! Isso é… - outro grito - esse anel está me cegando, você caprichou hein, Castle - ela se levantou para abraçar a amiga, rindo e gritando - isso merece um brinde! Vou buscar uma Chandon. 

— Hey, eu ainda não fiz a minha pergunta. Você aceita ser minha madrinha? 

— Ia te bater se não me chamasse para o papel! Ainda pergunta? Claro que sim! Já volto com a champagne. 

Eles brindaram, conversaram. Beckett dividiu com a amiga quando e onde pretendia casar. Maddie estava animada com a ideia de planejar o casamento e a ausência de Castle daria a elas um bom tempo para começar a ver os detalhes que precisavam ser resolvidos o quanto antes. Kate deixou claro que não queria um casamento muito grande. Não era seu tipo de festa. Após o almoço, eles se despediram e seguiram para o parque como Dylan pedira. 

O menino se divertia entre os balanços, com as outras crianças, jogou bola e por fim pegou o patinete. Kate comia um copinho de sorvete enquanto Castle tomava conta do filho no brinquedo. Ela ficava impressionada com a velocidade do pequeno no patinete. Já podia imaginar que ele aprenderia a andar de bicicleta muito rápido. 

Tudo aconteceu em segundos. Dylan ia a uma velocidade alta, quando a bola cruzou o seu caminho ele tentou desviar para a esquerda. O impulso foi forte e acabou fazendo-o se desequilibrar e o patinete tombou de frente jogando o menino de encontro a um dos brinquedos do parque. Beckett apenas ouviu o grito. Castle já estava acudindo o menino. O antebraço de Dylan sangrava. Ele o bateu contra a ponta do ferro cortando a jaqueta e a pele sensível. O joelho ralado estava escondido pela calça de moletom. 

Ao ver o estado do menino, Beckett se desesperou. Correu até o lugar onde Dylan estava caído chorando. Castle tentava acalma-lo, porém o menino só queria a mamama. Ele chorava e chamava por ela. 

— Mamama…doidoi… - Kate se ajoelhou no chão ao lado dele, o sangue deslizava pela mãozinha do seu filho e no joelho esquerdo. O menino se jogou no colo dela. 

— Meu Deus! Como isso aconteceu? 

— Acontece, amor. Vou juntar as coisas e vamos para o hospital - Kate abraçava o filho. O coração disparado. Ela estava assustada e lutava para não chorar junto com o pequeno. Eles chegaram em tempo recorde no hospital. 

Um residente ao ver o desespero de Kate, tratou de ajuda-los. Levou os dois para a enfermaria enquanto Castle cuidava dos pormenores na recepção. O médico pediu para uma das enfermeiras auxilia-lo. Kate colocou Dylan sentado na maca. Contou o que acontecera. 

— E-eu não sei… foi tudo tão rápido e o ferro… tire logo a roupa, doutor - as mãos dela tremiam. O susto fora grande. Ao tocar na perna do menino, ele aumentou o choro.

— Algo me diz que a perna não escapou ilesa - Beckett tirou a calça de moletom também. O joelho tinha sangue prensado. Fora ralado. Com todo cuidado, o médico começou a limpar os ferimentos tentando conversar com Dylan. Kate mantinha o menino calmo a base de carinhos. 

— Deixe o médico examinar o dodói está bem, baby boy? Ele vai fazer curativo, colocar band- aid e depois se você se comportar direitinho nós vamos tomar sorvete. Eu, você e o daddy, que tal? 

— Doiii…não toca…Dyan não que…

— Vamos, meu amor. O moço quer ajudar, a dor vai passar. 

— Vai? - o menino olhava para ela. Os olhos azuis brilhavam cheios de lágrimas.  

— Vai, sim. E depois vamos tomar sorvete. 

— Vete? - ele fungou - Dyan que vete… - abriu um sorriso - Oba! 

— Mas precisa se comportar. 

— Dyan que vete… - o médico já conseguira limpar o joelho enquanto a enfermeira cuidava do braço. 

— Doutor, teremos que dar uma anti-tetânica. O corte não foi tão profundo, mas a sujeira e nunca se pode prever o estado desses brinquedos de parquinho. 

— Com certeza. Pode providenciar para mim - ele virou-se para Dylan - agora que está tudo limpo, vou colocar o curativo e algo bem legal - ele viu o pacote parecido com o que sua mãe usara semanas atrás. 

— Miki? 

— Você quer um band-aid do Mickey, baby boy

— Ah, eu não tenho do Mickey, serve do capitão América? 

— Meica! 

— Você acertou, doutor - disse Castle que acabara de chegar. 

— Meu Deus, não tem nem um mês que ele ganhou esse patinete e já me deu dois sustos. 

— Não se preocupe, mamãe. Criança é assim mesmo. Eles brincam, se cortam, ralam, caem e daqui a pouco estão fazendo tudo de novo. Eu era terrível quando criança. Minha mãe sofreu. Quebrei duas vezes o mesmo braço, levei ponto na cabeça, na perna. Fora todos os ralados do corpo. Você ainda tem muito tempo pela frente. 

— Isso era para me animar? - disse Beckett assustada. O médico e Castle riram do jeito dela. Castle a abraçou. 

— Está tudo bem, amor. 

— Certo, Dylan, o toque final - ele disse pegando a injeção das mãos da enfermeira - vou virar você de lado um pouquinho. Vai levar uma picadinha, mas logo passa. E vai poder comer seu sorvete - é claro que quando o furou o menino chorou, porém Beckett logo o acalmou pegando-o no colo - mamãe, se ele reclamar de dor ou tiver febre, dê esse antiinflamatório para ele. Duas gotas por peso, ok? 

— Sim, obrigada doutor. 

— Não foi nada e relaxe. Está na hora do sorvete, Dylan. Você se comportou muito bem. Faz um hi-five comigo - o garoto obedeceu e bateu na mão do médico. Um pouco mais calma, Beckett sai do hospital carregando o filho no colo e com Castle ao seu lado. Ela cumpriu a promessa. Eles pararam para tomar sorvete. 


XXXXXXXXX


O mês de março passou voando. Apesar da ausência de Castle, Beckett conseguiu se virar entre a delegacia, a casa, cuidar de Dylan e ainda achar um tempo para resolver coisas do casamento com Maddie. Quando ele voltou de viagem, Beckett percebeu o quanto sentira falta dele. 

— Alguém acordado nessa casa? 

— Daddy!!!! - Dylan correu agarrando as pernas dele. Castle o ergueu beijando o menino e fazendo hi-five. O filho o abraçou e depois olhou-o sorrindo perguntando - tem “pesente”? - Beckett riu.         

— É só isso que interessa? Presente? Não sentiu saudades? 

— Ele aprendeu direitinho com o pai dele - disse Kate se aproximando beijando o rosto do noivo - ele queria brincar com o daddy dele de carrinho e super-herói, pediu várias vezes. 

— Foi mesmo, garotão? Então eu vou tomar um banho, brincamos um pouco e depois a sua mamama vai lhe dar seu jantar, o leite e dormir, combinado? 

— “Combimado” - ele colocou o menino no chão. Kate o abraçou beijando seus lábios.  

— Eu senti muitas saudades. 

— Eu também, mas vamos matar essas saudades no quarto depois que o pequeno dormir… - ela sorriu e beijou-o de novo. 

O ritual aconteceu como Castle previra. Ele brincou, viu o filho comer, entregou os presentes,  conversou com a mãe, Alexis e Kate sobre a turnê enquanto jantavam e também pode ficar alguns minutos observando sua noiva amorosamente colocando Dylan para dormir. Ele não se cansava da cena. Ela ainda insistia em acalenta-lo no colo, apesar de algumas vezes deitar com ele na cama de casal até ele cochilar. Era a hora de comprar uma caminha para o seu garotão. 

Mais tarde, Castle já estava na cama esperando por Kate que estava se trocando no banheiro. Ela voltou ao quarto usando apenas uma camiseta dele. Assim que sentou-se ao seu lado, Castle sentiu o cheiro delicioso de cerejas. 

— Então, como estão as coisas por aqui? 

— Trabalho continua o mesmo. Assassinatos, motivos idiotas, sangue. Nada novo. Dylan está mais danado do que antes. E Maddie quase me deixa doida com esse lance de casamento. Sério, é mais fácil lidar com três Dylans… 

— Cuidado com o que você deseja, Kate… 

— É sério eu disse para ela que quero uma cerimônia simples, mas ela fica insistindo em fazer algo grande. As vezes queria que o tempo passasse mais rápido para terminar logo com isso. 

— Arrependida? - ela olhou para o noivo. Acariciou seu rosto. 

— Claro que não. Eu quero casar com você, mas essa loucura de festa. Não preciso disso. Quero o mínimo possível. 

— Converse com Maddie. 

— É, vou tentar outra vez. Esquece isso por hora. Eu quero matar as saudades - ela riu envolvendo seus braços no pescoço dele. Castle beijou-lhe os lábios. Deitou-a devagar na cama. 

— O que iremos fazer com essa tal de saudade, hum? - ele já levantava a camiseta deslizando as mãos no corpo de Beckett. A noite ia ser longa.   


Primeira semana de Junho


Castle estava na delegacia analisando um caso ao lado de Beckett. Ryan checava antecedentes de um possível suspeito quando o celular do escritor tocou. Ao ver o nome no visor, ele se levantou da sua cadeira cativa e disse a Beckett que ia atender na mini copa. Gina. Ela não se importou continuando sua investigação. Castle respirou fundo antes de retornar a ligação, afinal não se tratava de Gina e sim de Andrews, seu advogado. Provavelmente, noticias da adoção. 

— Olá, Andrews. Por favor, diga que tem boas noticias - ele ficou calado ouvindo o advogado - certo, o juiz assinou? Entendo. Se eu posso ir no seu escritório agora? Claro que sim, apenas preciso avisar a Kate. Chegarei por ai daqui a uma hora, tudo bem? Ótimo! - Castle desligou o telefone sorrindo. Essa talvez fosse a noticia mais esperada por ele depois do “sim” da Kate. Queria se manter calmo, sem demonstrar grandes emoções para ela. Esse era um daqueles momentos especiais que mereciam ser desfrutados com calma e a dois. 

Ele deixou a mini copa e voltou a sentar-se na cadeira. Beckett ao vê-lo tratou de dividir a mais nova peça do quebra-cabeça encontrada. Após explicar, ele comentou algo que a deixou intrigada. 

— Pensei que ia ficar mais animado até quem sabe me dar uma teoria maluca… 

— Alguém está com saudades das minhas teorias incríveis e interessantes? Olha só, quem diria, Beckett. 

— Não é nada disso. Apenas esperava um pouco mais de animação, só isso - ela não conseguia decifrar o que o rosto de Castle dizia - Algum problema?

— Não, quer dizer, não é um problema - ele suspirou como se tivesse realmente chateado por dividir as próximas palavras com ela - Gina quer que eu vá até o escritório da editora agora. Aparentemente, ela vai se encontrar com um novo diretor de marketing e quer que eu esteja presente para mostrar a campanha de Frozen Heat e falar de como foi a turnê. Acho que ela quer intimidar o cara. 

— A turnê de Frozen Heat já acabou há quase três meses. 

— Eu sei, mas acredito que esse é o melhor exemplo que ela tem agora. Eu disse que estava ocupado. Ela mandou eu falar com você. 

— Não tem problema, Castle. Vá para a sua reunião. Somente prometa que não vai emendar em um jantar. Quero discutir umas coisas do casamento com você hoje à noite. Nem acredito que consegui dominar a Maddie nesse assunto. Vou esperar você para jantar. 

— Beckett, são duas da tarde. Não sou louco de passar mais de três horas na companhia de Gina. Vejo você em casa - ele apertou a mão dela de leve. A pedido de Kate, eles não trocavam caricias especialmente beijos no 12th distrito. 

Castle chegou ao escritório de Andrews ansioso. A secretária dele pediu para que esperasse alguns minutos. Ele tamborilava os dedos na coxa com rapidez, característica de quem está inquieto. Andrews não contara a Castle se o processo foi de todo concluído, se teriam que passar por nova audiência ou mesmo se o seu pedido de meses atrás fora atendido. Na verdade, essa era o principal motivo do seu nervosismo. Tudo o que o advogado dissera era que o processo da adoção fora aceito. 

— Sr. Castle? O Dr. Andrews irá recebe-lo agora. 

— Obrigado - disse Castle se encaminhando para a sala. Ao entrar, teve uma grata surpresa. Mark Spencer estava lá. 

— Sente-se, Castle. O agente Spencer veio pessoalmente conversar com você a respeito do seu processo - ele cumprimentou o agente - aceita um café, agua? 

— Estou muito nervoso para isso agora. Eu preciso saber. 

— Castle, respire. Não sou portador de más noticias. Aliás, eu mesmo já lhe dissera meses atrás que o seu processo não ia ser difícil. Por que veio sozinho? Kate também é parte interessada. 

— Ela está no meio de um caso e eu quero saber se vocês conseguiram o que eu pedi antes de contar sobre tudo para Kate, vocês sabem o quanto Dylan é importante para a minha noiva. Para nós - o agente Spencer sorriu. Pegou um envelope dentro de sua pasta e entregou para Castle. 

— Veja você mesmo - ele abriu o envelope puxando uma espécie de contrato de lá. Aproximadamente, dez páginas. Era o relatório final com o parecer de Spencer, outro com o da Dr. Reynolds. Ele olhava as declarações. Castle leu muito rápido o que aqueles papéis diziam, então viu o último. O papel oficial assinado pelo juiz. A adoção permanente de Dylan. Tudo o que ele e Kate lutaram esses dois anos. Ele sorria. 

— Isso aqui também é seu - disse Andrews - eu tomei a liberdade de providenciar uma nova certidão para Dylan, basta assinar e levar para o cartório a fim de registrar. Claro que se precisarem fazer qualquer modificação, é com vocês. Eu segui o que estava no processo. 

— Obrigado, Andrews. Nem sei como agradecer. Aos dois - o sorriso alargou-se - preciso comemorar ao lado da minha família. Em especial ao lado de Kate, ela tornou tudo isso possível.   

Castle chegou ao loft primeiro que ela. Apesar de encontrar a mãe e a filha, ele permaneceu calado quanto as novidades. Kate deveria ser a primeira a ouvir. Ele brincou com o filho por duas horas antes de arrasta-lo para o banho. Ao invés de vestir o pijama, ele colocou uma calça de moletom e uma blusinha que dizia “I love my mommy” com um coração enorme vermelho. 

Quando Beckett chegou, encontrou-o na cozinha fazendo o jantar de Dylan. O menino estava na cadeirinha brincando com uns carrinhos aguardando pacientemente a comida. Ele conversava com o garoto que respondia em seu próprio dialeto que muitas vezes nenhum dos dois compreendia. 

— Hey… estou em casa. 

— Mamama…. - ela beijou o menino cheirando sua cabecinha. 

— Está cheiroso, baby boy. E não está de pijama - ela o tirou da cadeirinha para abraçar e beijar Dylan - e que blusa bonita essa que o daddy escolheu. 

— Gostou? Garotão, seu jantar está pronto. Você vai comer sozinho ou sua mamama vai ter que ajudar? 

— Dyan que papa com a mamama…

— É só ela aparecer que você me esquece, não? 

— Deixa de bobagem, babe. Vou trocar de roupa, meu amor. Comece a comer com o daddy - ela foi para o quarto. Ao retornar, encontrou Dylan com metade do prato de comida apenas - estava com fome, não? 

— Eu vou esquentar o nosso jantar também ou você quer que eu espere até ele dormir? 

— Eu estou com fome. 

— Tudo bem. 

Eles jantaram juntos e logo em seguida, Beckett foi ler uma história para o filho e coloca-lo para dormir. Quando voltou para a sala, encontrou Castle sentado no sofá. Havia um envelope sobre a mesinha de centro e duas taças cheias com vinho. 

— Estava esperando por mim? - ela sentou-se ao lado dele beijando-lhe os lábios. 

— Você disse que queria falar comigo sobre algo do casamento, mas antes, será que posso ter a palavra? Eu realmente preciso conversar com você - Beckett franziu o cenho, a maneira como ele falara lhe soou estranha. 

— Algum problema, Castle? Isso tem a ver com a tal reunião que você foi hoje com Gina? 

— Sim e não. Kate, eu não tinha uma reunião com Gina. Eu não fui completamente honesto com você. Mas havia uma razão para isso. 

— Castle, você mentiu para mim? 

— Beckett, por favor, me deixe terminar. E-eu não menti para você. Eu tomei uma decisão de omitir esse assunto de você até que eu tivesse certeza de que eu conseguiria o que queria - ele pegou o envelope nas mãos - Gina não me ligou. Foi o Andrews - o semblante dela que demonstrava uma certa desconfiança agora mudara. Ela ficou preocupada rapidamente. 

— Castle, o que está acontecendo? - ele entregou o envelope para a noiva. 

— Veja você mesma - um pouco insegura, ela abriu o envelope. Seus olhos percorriam as palavras no papel. 

— Castle, onde conseguiu isso? Esse é o relatório do agente Spencer. Isso não devia estar com você. Sao documentos sigilosos e… - ela se calou. Ao segurar o único papel que interessava, Castle viu seus dedos tremerem. Ela estava de boca aberta. Ergueu os olhos para fita-lo. Havia lágrimas neles, a voz saiu quase como um sussurro - Castle, isso é… onde você conseguiu… Dylan…

— Isso é o documento oficial de adoção de Dylan. Eu tenho a guarda permanente dele como pai e você - ele limpou a lágrima que marcava seu rosto - como mãe dele. A certidão não nega esse fato. Apenas precisamos assinar, registrar e autentica-la. Dylan é oficialmente nosso - ele se aproximou dela apontando para o papel - vê aqui. Certidão de adoção. Pai: Richard Edgar Castle. Mãe: Katherine Houghton Beckett. 

— Como? Nós nao somos casados. 

— Eu conversei com Andrews, perguntei se havia alguma possibilidade na lei. Ele consultou o agente Spencer e o juiz. Ambos concordaram em abrir a exceção, afinal eu lhes garanti que casaríamos. Acredito que minhas palavras exatas foram você não escaparia de mim. É real, Kate. Você é a mãe de Dylan. Se quiser, podemos acrescentar o seu sobrenome também. 

— Oh, Castle… - ela olhou o papel mais uma vez, os dedos percorreram de leve seu próprio nome - meu filho, nosso Dylan - ela colocou os papéis sobre a mesa, novamente chorava. Encostou a testa dela na dele. Castle limpou as lágrimas com o polegar, acariciando o rosto dela - não quero mudar nada. É perfeito. Eu te amo, Rick. Por tudo. Eu mal posso esperar para casar com você. 

— Eu também. Agosto, amor. Somos uma família de verdade. E eu te amo demais, Kate. Always - ela sorriu. Seus lábios encontraram os dele em um beijo longo e apaixonado que rapidamente se transformou em algo mais intenso. Ela se levantou e puxando-o pela mão levou-o para o quarto.  

Ela parou na frente da cama, tirou a camiseta. Olhava intensamente naqueles olhos azuis. 

— Faça amor comigo, Castle - ele a puxou contra seu corpo, beijou-a. 

— Quantas vezes quiser, Kate - e deitou-a sobre a cama inclinando seu corpo sobre o dela. Os lábios vagavam deliciando-se a cada centímetro do corpo da bela mulher deitada ao seu dispor. Era um prazer e uma dádiva satisfazer a pessoa que amava. Castle usava as mãos para provoca-la tocando os seios, fazendo a pele se arrepiar ao toque de seus dedos deslizando pela lateral do corpo, tirando a calcinha, acariciando o interior da coxa. Ela se contorcia ansiando por senti-lo dentro de si, o coração tinha seu próprio ritmo, uma batida movida por desejo e emoção. 


Quando ele a penetrou, ela sabia que iria ver estrelas naquela noite. Castle era o seu pequeno pedaço de paraíso. Estava certa. Juntos, eles se entregaram ao encontro de almas apaixonadas e atingiram o momento mais ansiado do prazer não uma, mas três vezes deixando o corpo expressar o que palavras não conseguiam descrever.    


Continua...

8 comentários:

Rebeca Nascimento disse...

Como sempre você caprichou!Lindo pedido,simples mais romântico. Só triste com o fato de estarmos mais próximos do fim!Amo de paixão essa historia!!

rosangela pereira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
cleotavares disse...

Oh! O Castle não é mesmo um príncipe? O pedido de casamento, a certidão de Dylan. Muito lindo.
Já está chegando ao fim. Vou sentir saudades do baby boy.

Priscila Barros disse...

Aiiiii quanto amoooor nesse capítulo ❤❤❤❤❤❤❤❤❤
Começando com esse pedido de casamento cheio de significado e referência ❤❤❤❤ sério, que lindo! ❤❤
Pausa para falar mais uma vez que somos todos Martha e Maddie ❤❤ as maiores Caskett que respeitamos ❤❤❤❤
*Amei muito a Maddie de madrinha ❤ melhor madrinha do mundo ❤*
Pra fechar com chave de ouro, os papéis da adoção saindo com o toque especial de Kate como mãe real oficial ❤❤❤❤ eu amei amei amei!

Ai Kah, que capítulo lindo ❤❤❤❤❤ muito obrigada ❤❤❤❤❤

rita disse...

MARAVILHOSO!! Abraços.

Marta Santos disse...

Nem acredito que esse é o penúltimo capítulo snif snif 😢 , já está doendo pacas , but vida segue e com ela vem às novas histórias . Vamos falar desse capítulo MARAVILHOSO , cheio de amooor . Foi lindo emocionante .Esse pedido de casamento , omg 😍😍😍😍😍 , eu ja esperava por isso que ele fosse fazer o pedido , but como Always vc me surpreendeu com o local ,nossa lindo . Castle mais uma vez acertou. ELES VAI SE CASAR , nossa estava aqui pensando nos primeiros capítulos e vejo o quando a Kate cresceu , a evolução dela como mãe é tão linda ,ela como namorada e agora como noiva e depois como esposa, nossa, estou bem gay hoje kkk . Sobre a Martha e a Maddie minha pessoas favoritas,#teamcaskett , elas são tão especiais , tão imporantes pra história ,eu amo essas duas . Sobre Dylan fazendo arte , eu ainda estou no chão, omg essa criança quase me matou do core , ainda bem que não foi nada grave . E por fim a adoção ,agora eles são oficialmente pais do nosso baby vou , estou tão feliz ,fiquei emocionada. Nosso baby Castelinho tem os melhores e mais lindos pais do mundo . Capítulo MARAVILHOSO KAH. 💙💙💙💙💙💙💙💙💙💙💙

Mah😘😘😘

Vanessa Belarmino disse...

Capitulo maravilhoso! Tô tentando pensar que não foi o penúltimo. Aii!!
Eu amei tanto!
Que jantar maravilhoso! Castle é um homem incrível! Pensa nos detalhes. Como não amar um homem desses? ♥
Beckett provocando o bichinho em todos os sentidos hahaha
"E onde eu demonstro o quanto eu quero você?" Em todos os lugares, fique livre hahaha
Castle tirando uma casquinha no elevador, porque ninguem é de ferro ne hahaha
OMG! O filme, a historia que a Kate contou, ele lembrou de tudo. Se fosse só para comemorar o dia dos namorados, ja estaria ótimo, mas tinha mais... Pedido de casamento lindo, junto com essas palavras que só Castle saberia dizer e o anel parecido com o da Johanna ( a autora me quebra). Não teve sobremesa, mas eu amei mesmo assim... haha
Um ano e meio e tantas mudanças. Mãe, noiva, em breve esposa (Mrs Castle)♥
"Eu estou me desafiando a te fazer feliz. E você me deu a chance." KB tb tem seus momentos♥
Casamento em agosto,e eu surtei pq é mes do meu niver... Tipo meu presente! É bobo, mas não pude evitar...
Kate ainda vai aproveitar muito essa parte preferida e abundante de Castle. hahaha
Martha sempre tão "discreta", mas ficou tão feliz por eles. Acho lindo o carinho que ela tem com a Kate.
Maddie é presidente do fã clube Caskett, totalmente nos representa. Eu acho tão fofinho o jeito dela com Dylan. ♥♥♥
E ainda tem sustinho no parque. Dylan parece que tem DNA Caskett mesmo hahaah
Adoro esse lado materno de Kate, essa coisa de se preocupar, deixar de lado o nervosismo para apenas fazer o que for melhor para o baby boy. E Castle sempre tentando tranquilizar, dando todo o suporte. Baby boy é tão fofo até dodói. ♥♥
Furação Maddie sendo comparado a tres Dylans... A madrinha quase não deve estar enlouquecendo a noiva... ahhaah
Agora é oficial os dois são pais do Dylan. ♥ Kate merece mesmo! Emocionante! ♥
Comemoração em grande estilo. Amo!
Amo essa fic! ♥♥♥


Silma disse...

Eu amo quando você traz referências no capítulo 😍
"An affair to remember” só de lê essa frase o coração para ❤😪 O pedido de casamento não poderia ter sido feito em outro lugar que não fosse no Empire States 😍
O que aconteceu com o “comporte-se”? amo essas provocações 😏
" — Isso é novidade.Não tem ninguém aqui?Será que “An affair to remember” finalmente perdeu o seu charme? 
— Não sei.Perdeu para você?" MANO OCÊS ME MATAM 😍🤧
"Você não esqueceu" Kate Beckett quando é que você vai entender que ele nunca esquece de nada que venha de você? 🤔💙
"Katherine Houghton Beckett,quer casar comigo?" eu simplesmente pulei de alegria como se o pedido fosse feito pra mim 😂🤧 meus bichinho vão se casar e ser felizes!
"Sim,é claro que sim" OMG 😲😍 claro que ia aceitar fía 😏👌🏽
"Bom dia,fiancé" vocês matam meu emocional 😍
"Você disse…você…o anel! - Maddie soltou um grito - você vai casar! Becks!!!Isso é… - outro grito - esse anel está me cegando,você caprichou hein,Castle - ela se levantou para abraçar a amiga,rindo e gritando" a reação da Maddie são as minhas 😂😍
"Você aceita ser minha madrinha?" pergunta mais óbvia dona Kate 😜😂você ainda tem dúvidas? 😏
"Ia te bater se não me chamasse para o papel!Ainda pergunta?Claro que sim!" 😍 aaaaaaaaaaaaa
Eu amo sem medida esse lado mãe e protetor da Kate.Ela desenvolveu pelo simples fato de amar o Dylan e querer sempre que ele esteja bem.
"Mamama…doidoi" ai 😭😭😪 A sua Mamama vai cuidar de você baby boy 😪🤧
"Vete?" o Dylan é eu quando as pessoas dizem que vão me dá comida 😂😌
O QUE FALAR DOS PAPÉIS DA ADOÇÃO? 😭🤧 eu fiquei tão chorosa 😭 VOCÊ É MÃE KATE!!!!VOCÊ É MÃE!!! 😍❤

Muito obrigada por esse capítulo lindo Kah! ❤