quinta-feira, 27 de abril de 2017

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.111


Nota da Autora: "Nobody said it was easy...oh! It's such a shame for us to part..." com esses versos do Coldplay, eu venho cumprir minha parte da promessa. Eu não disse que o angst tinha terminado. Quero lembra-los que não estou escolhendo lados. Também é importante dizer que o capitulo é 80% Gigi, foco nessa mulher, entenderão ao ler. E claro que há referencias, entendedores entenderão hahahaha. Mais uma vez, eu me reservo o direito de evitar xingamentos ou ameaças (kkkkk). Enjoy... se puderem...


Cap.111 

A noite também não estava sendo nada fácil para Stana. Após a saída de Nathan, ela se deixou ficar no sofá chorando com a filha nos braços por um bom tempo. 
A discussão entre os dois foi tão calorosa que ela sequer se deu conta da panela que o marido colocara no fogo com os legumes para a sopa de Katherine. Sim, ele já adiantara parte do almoço da menina que foi totalmente perdido com a panela queimada. Stana foi obrigada a começar tudo outra vez. Colocou a filha no berço portátil e dedicou-se a preparar os novos legumes para a sopa. Uma hora depois, ela terminara. Tentou em vão limpar a panela queimada, era inútil. Após amassar e deixar esfriar um pouco, ela foi alimentar a filha. Katherine não estava a fim de comer. Adulou-a o quanto pode e finalmente próximo das três  da tarde a menina aceitou a sopa. 
Stana esperou um tempo para dar um banho rápido na menina, fez uma mamadeira e a colocou para dormir. Sabendo que provavelmente não poderia contar com o marido no dia seguinte, ela dedicou-se a separar as coisas mais necessárias de Katherine arrumando sua bolsa. Não poderia leva-la para o estúdio e também não poderia pedir ajuda a irmã porque desconfiava que Nathan estaria por lá. Aliás, esse foi um dos motivos pelo qual sequer contatou Gigi. Teria que apelar para Markus. Não ia faltar as gravações. 
Ela acabou descobrindo que cuidar de sua filha era mais trabalhoso do que parecia. Não tinha conseguido terminar de arrumar as coisas quando a menina acordou. Precisava de uma troca de fraldas. O número 2 fora poderoso. Separou as medidas de leite necessárias, as fraldas, os legumes e as frutas para dar o mínimo de trabalho para a cunhada. Fez tudo isso com Katherine no colo pois a menina se negava a ficar no berço ou no carrinho. Será que Nathan estava acostumando a filha mal? 
Sabia que não. Sempre que chegava em casa encontrava a menina no carrinho, no berço ou até no bebê conforto. Talvez ela estivesse sentindo a falta dele. Ao terminar tudo, ela estava cansada. Pegou o telefone e ligou para o irmão. 
Com a desculpa de um compromisso inesperado de Nathan, ela pediu para a cunhada ficar com Katherine durante o dia. Ela mesma iria busca-la por volta das cinco da tarde quando saísse do estúdio. Sim, ela pediria para sair mais cedo já que não tinha alternativa. Claro que a cunhada adorou a chance de ficar com a sobrinha. Anne também vibrou diante da possibilidade de cuidar de Katherine. Mais aliviada, Stana voltou a esquentar o resto da sopa. Dessa vez, Kate cooperou com a mãe e comeu rapidinho. Por volta das sete horas, ela dera um novo leite e colocou a filha adormecida no berço. 
Estava exausta. Durante todo o resto do dia ela se recusara em pensar sobre a briga com Nathan. Após um banho quente, ela foi para a cozinha porque lembrou-se que não comera o dia todo. Fez uma rápida refeição e voltou para o quarto. 
Sentada na cama, pela primeira vez ela contemplou o vazio ao seu lado. Não se recordava da última vez que estivera sozinha naquela cama, naquele quarto. De repente, todas as emoções que ela lutara tanto durante o dia para esquecer, a atravessaram como um gume de uma espada afiada perfurando seu coração. Dor. Automaticamente, os olhos encheram-se de lágrimas. 
— O que foi que eu fiz? 
Stana se agarrou ao travesseiro dele mantendo-o próximo ao peito. As lembranças e as duras palavras da discussão de mais cedo retornaram-lhe a mente. Podia sentir seus ombros tencionando. Ela estragara tudo. Ele estava feliz e… por que ela fez aquilo? Por que não esperou para ouvi-lo terminar a historia. Não pensou, apenas reagiu. Ao ouvir a palavra Vancouver, surtou. Tudo que conseguira pensar era que ele ia ficar longe dela, da filha. Três meses é muito tempo. 
Esse contudo não era o maior problema. Nathan a chamara de egoísta. Acusara sua própria esposa de apenas pensar nela. Não era verdade! Ela estava preocupada com a filha. Eles não podia simplesmente querer viver como antes. Katherine precisava de cuidados, de proteção e… droga! A quem ela queria enganar? Nathan fazia tudo pela filha. No fundo, ele fazia tudo por ela também. 
Era terrível admitir, porém ele estava certo. Ela fora completamente egoísta após tudo o que ele fez para ajuda-la. Não somente com a filha, bem antes. Com o trabalho, a gravidez, tudo. Ele não reclamou uma única vez em todos esses meses. E a primeira vez que ele encontra algo que chamou sua atenção, algo importante para sua carreira, ela surta. Por que ela se deixava se dominar por essa insegurança? Esse impulso de dizer o que lhe veio na cabeça de supetão? Eles podiam resolver seus problemas. Podiam se organizar. Agora estava cada um para um lado. Sofrendo, irritados simplesmente porque a teimosia e a vontade de estar certa ou no comando a fez expor ideias idiotas que levaram-no a dizer palavras que não deveriam. 
Ela sequer ouvira tudo… idiota! Ela era uma idiota! 
Sabia que estava errada, porém não ia ligar para ele. Não agora. Ele ainda estava com raiva. Ambos precisavam esfriar a cabeça e ela precisava entender porque ficara tão chateada com a ideia de Nathan passar três meses longe dela. 
Suspirou. Ela tinha que resolver seus problemas, suas maluquices. Tentou dormir. Infelizmente, a ausência dele ao seu lado tornava tudo mais difícil. Duas horas depois, quando finalmente começava a cochilar, Katherine chorou com fome. Stana se levantou e preparou a mamadeira da filha, trocou a fralda e após alimenta-la colocou-a de volta no berço com medo de que pudesse derruba-la de seus braços por causa do sono. Voltou para o quarto arrastando-se de sono, dormiu. 
Porém, não fora um sono tranquilo. Ela tornara a acordar sobressaltada no meio da noite pelo menos duas vezes o que tornava a volta ao sono bem mais difícil. Às seis da manhã, ela já estava acordada dando a primeira mamada de Katherine. Precisava estar no set antes das oito horas. 
Ao parar o carro na frente da casa do irmão, Stana desceu com Katherine nos braços, a bolsa da menina pendurada e mais uma sacola de coisas. A cunhada ajudou-a a se livrar do peso. 
— Muito obrigada novamente por ficar com ela. Foi realmente inesperado. 
— Que isso, Stana. Vou adorar - Anne estava do lado da mãe louca para segurar a prima. 
— Na bolsa dela tem as doses de leite, fraldas, pomadas, roupinhas se quiser dar banho nela e botei potinhos de sopa caso você não tenha tempo de preparar os legumes que estão na sacola. Também tem frutas e…
— Relaxa, Stana. Eu não sou mãe de primeira viagem. Pode deixar que me viro. 
— Desculpe, eu fico meio atarantada. É claro que você sabe cuidar de um bebê. 
— Cadê o tio? - Anne perguntou puxando a blusa de Stana fazendo-a olhar para si. 
— Ele está ocupado, trabalhando. Por isso trouxe a Kate - ela se agachou perto da sobrinha - você vai ajudar a sua mãe a cuidar dela? 
— Claro que vou. Depois que voltar da escola. Está tudo bem, tia Stana? Você parece triste… - disse Anne segurando o rosto da tia com as duas mãozinhas. O coração de Stana bateu mais forte. 
— Está, docinho. A tia só está trabalhando muito - ela beijou o rosto da menina. 
— Tá bom, tia. Quando tiver um tempinho, Anne queria ir para a casa dos tios. Estou com saudades de jogar videogame com o tio Nate e o tio Jeff. 
— E não está com saudades de mim? - Stana fazia biquinho. 
— Muita! - encheu a tia de beijos para provar o que dizia. 
— Eu tenho que ir - ela beijou a sobrinha - prometo que vou marcar algo - ela beijou a cabecinha da filha que parecia bem acomodada no colo da cunhada e suspirou - mamãe volta logo, Katie - entrou no carro e saiu dirigindo. Anne entrou em casa com a mãe e comentou. 
— A tia Stana não me engana. Ela está triste. 
— Que isso, Anne… é cansaço. Sua tia trabalha bastante virando noite. 
— Não, Anne sabe, ela está triste - a mãe resolveu não discutir, levou Katherine para o seu quarto e a filha foi atrás. 
Na casa de Jeff, eles já estavam todos acordados tomando o café especial preparado por dona Cookie. A mãe fez questão de mimar seus meninos principalmente seu caçula por tudo o que estava passando. 
— Não se acostuma com a mordomia viu, Nathan? Está todo bobo com esse café da mamãe que eu sei - a cunhada estava tentando fazê-lo relaxar e sorrir implicando com ele. Essa era a especialidade da relação deles. Não parecia estar funcionando muito. 
— Até onde eu me lembro, a mãe é minha. Você não pode se apossar dela. 
— Há! Está atrasado. Eu já fiz isso - Jeff ria. Cookie trocou um olhar com o filho. 
— Está uma maravilha, mas não posso reclamar nesse aspecto. Minha esposa me trata bem. Outro dia, ela fez um yakisoba delicioso para o jantar. Acho que ela esqueceu de devolver sua panela, bro - de repente, Nathan foi levado pelas lembranças daquela noite. O semblante entristeceu na mesma hora. Suspirou. Gigi percebeu. Jeff termina de comer e após voltar do quarto já como paletó e sua mochila de trabalho, beijou primeiro a mãe, depois a esposa, afinal qualquer mínimo carinho entre os dois era uma pequena explosão. 
— Bom trabalho, gostoso. Você vai chegar tarde hoje? 
— Não pretendo. 
— Eu vou direto para a loja daqui. Prometo que venho para casa cedo. Podíamos sair, não? A sogrinha precisa de uma folga. 
— É, podemos fazer isso, Gi. E pode ir conosco, bro - ele apertou o ombro do irmão que nada disse - vejo vocês mais tarde - Gigi esperou o marido sair e a sogra se afastar com os pratos sujos da refeição matinal para conversar sério com o cunhado. 
— Como você se sente, Nathan? Seja sincero, eu saberei se estiver mentindo. Está com uma cara horrível. 
— Gosto da sua sinceridade, Gigi. O que você esperava? Ainda estou chateado, triste e não estou mais acostumado a dormir longe dela. Foi difícil dormir naquela cama sozinho - ela esticou a mão apertando a do cunhado em sinal de compreensão - não sei o que deu na sua irmã!
— Nem eu… vocês precisam conversar. Acho que você não foi sincero com ela também. 
— Como assim? Do que está falando? 
— Nathan, você não está trabalhando desde que Castle acabou. Tudo bem, tem sua série, seus negócios, falo da sua carreira ou não quer sucesso, ter papeis legais e ser reconhecido no meio? Óbvio que sim. Só que você deixou a minha irmã brilhar, acredite ninguém é mais agradecida do que eu por isso, mas você não estava satisfeito. Mesmo assim ficou calado. Esse foi o motivo porque brigaram. Quando ela não concordou com a sua grande chance, você estourou. Quem não estouraria? É por isso que é ruim guardar as coisas para si. 
— Nossa! Desde quando você ficou tão boa nisso? 
— Você já me viu guardar alguma coisa? Eu falo logo! - ele riu - você precisa voltar para casa, Nathan. 
— Está me expulsando, Gigi? 
— Claro que não! Fique o tempo que precisar, mas ambos sabemos que quanto mais você estender essa briga, pior será. E a sua filha? Não sente saudades dela? 
— E como! 
— Não podem escapar da famosa DR… e quem sabe vocês não se acertam e rola aquele sexo selvagem de reconciliação? - ele riu. 
— Estava demorando… sabia que a verdadeira Gigi estava ai em algum lugar. Obrigado, eu me sinto melhor. 
— Parece melhor. Eu preciso trabalhar. Fique à vontade. Vejo você mais tarde e pense sobre o que eu disse - ela pegou suas coisas, deu um beijo na sogra e saiu. No caminho, mandou uma mensagem para a irmã. “Oi,sis! Que horas você estará em casa hoje? Estou com saudades da minha fofinha, quero vê-la. XG.”
Gigi foi direto para a loja de seu cliente. Ela havia ligado para um dos outros arquitetos que trabalhava consigo para encontra-la no local. Ela conversava com a gerente porque queria uma nova opinião sobre uma ideia que teve no dia anterior. Pediu para o arquiteto reconfirmar umas medidas para ela enquanto expunha o que pensara. A gerente adorou, mas sugeriu que ela conversasse com o dono. 
Coincidentemente, ele chegou quando ela ainda estava lá. O Sr. Mackenzie era um homem alto muito charmoso na faixa dos 45 anos. Os cabelos levemente grisalhos em algumas partes, a pele bronzeada como bom californiano, olhos azuis e corpo bem definido. Tinha um sorriso sincero e levava seus negócios muito a sério. 
— Olá, Susan. Como vão as coisas por aqui essa manhã? 
— Caminham bem, Sr. Mackenzie. Deixei alguns papéis para sua revisão sobre a mesa além dos relatórios de vendas da ultima semana atualizados até ontem. Falei com Kathy. As peças de cozinha da nova coleção marinha estão deslanchando. 
— Isso é ótimo. Talvez ela tenha que encomendar a próxima remessa antes do que programamos. 
— Sim, ela ficou muito empolgada. Senhor, caso tenha um tempo sobrando em sua agenda da manhã, a Sra. Fillion está aqui na loja tirando algumas dúvidas para finalizar a sua proposta e me comentou uma ideia interessante. Eu disse que seria bom ouvir sua opinião. 
— Ela está aqui? Claro que posso falar com ela. Mande-a até meu escritório. 
— Claro, eu vou avisa-la. 
Dez minutos depois, Susan conduzia Gigi até a sala do Sr. Mackenzie. Ao vê-la, ele se levantou para cumprimenta-la. 
— Olá, Sr. Mackenzie. Espero não estar atrapalhando. 
— De jeito nenhum, você tem prioridade aqui. Por favor, sente-se. Aceita um café, uma água? Tenho certeza que Susan vem cuidando bem de você e sua equipe. 
— Ah, sim. Ela é ótima! Eu aceito um café se não for dar trabalho - ele mesmo se levantou indo até a cafeteira de expresso e providenciando a bebida. 
— Como anda a apresentação? Temos uma reunião na quinta-feira que vem, não? 
— Sim, está tudo sob controle. 
— Ótimo. Estou ansioso para ver o projeto. Você me surpreendeu com o conceito. Soube que você andou tendo umas ideias para um espaço em especial? Pode dividi-lo comigo ou terei que esperar até nossa reunião? 
— Claro que não, na verdade eu tive a ideia e acho melhor expor antes para saber se está dentro da linha que espera ver em sua loja, Sr. Mackenzie. Ficarei feliz em explicar o que imaginei. 
— Sou todo ouvidos e por favor, me chame de Steve. 
— Nesse caso, me chame de Gigi - e começou a falar o que tinha em mente. Juntos, eles seguiram para o espaço da loja onde Gigi explicava tentando faze-lo visualizar o que pretendia. Ela demonstrava empolgada o que via com palavras e termos de design, alguns conhecidos do seu cliente, outros nem tanto. Por fim, o Sr. Mackenzie concordou que gostaria de ver a ideia dela na apresentação da semana seguinte. Feliz com o resultado de sua visita, ela seguiu para o escritório a fim de adiantar o máximo que pudesse da sua apresentação com a ajuda de sua equipe e do estagiário. Cuidaria pessoalmente do espaço que descrevera para o seu cliente. 
Ao final da tarde, ela pode checar seu celular. Stana respondera sua mensagem afirmando que estaria em casa às seis. Era o tempo que ela precisava para sair do estúdio, pegar Katherine na casa de Markus e deixar as coisas aparentemente em ordem para que Gigi não tivesse motivos para brigar com ela. Como a irmã não mencionara nada sobre Nathan no texto, a cabeça de Stana começou a formar suas próprias teorias. 
E se ele não tivesse ido para a casa do irmão? Se estivesse em um hotel? Podia ter bebido, enchido a cara ou quem sabe ido atrás de Ryan? Claro que não, Stana! Ela se recriminava. É claro que ele está na casa de Jeff. Essa visita da Gigi era proposital, para sondar. O fato dela não mencionar nada é porque não queria que eu desse para trás em sua visita, pensou. Seria bom conversar com a irmã. 
Stana chegou em casa com a filha, organizou o máximo que pode e já se preparava para dar o jantar da menina quando a campainha tocou. Sentiu o coração apertar, mesmo sabendo que Nathan tinha a chave, desejou que fosse ele naquele instante na porta. Suspirou. Com Katherine atracada na lateral de seu corpo, abriu a porta para a irmã. 
— Oi, meu amor! Dinda estava com saudades… - ela foi logo tirando a menina dos braços da irmã. Notou as olheiras e o semblante triste de Stana assim que olhou para a irmã. 
— Sua noção de tempo é perfeita, Gigi. Eu ia começar a esquentar e amassar a sopinha de Kate. Ia coloca-la na cadeirinha, mas pode curtir o colo da dinda. 
— Vai comer sopinha, Katie? Está com fome? - ela virou-se para a irmã - E você não vai comer nada? 
— Depois que ela comer e talvez dormir eu como. Filhos sempre vem em primeiro lugar, Gigi. 
— É, já ouvi isso várias vezes nos últimos dias. Eu tenho várias novidades para você. Nós mal conversamos daquela vez que foi lá em casa pegar aquela panela… e você? Qual a novidade na sua vida além da sua série? 
Stana parou de amassar os legumes para a filha olhando séria para a irmã. 
— Gigi, corta a conversa de abobrinhas. Você e eu sabemos bem porque você está aqui. 
— Eu vim visitar minha sobrinha. Que mal há nisso? 
— Gigi… você está aqui por causa do Nathan. 
— O que tem o Nathan? - ela se fazia de desentendida. Stana suspirou. 
— Você não me engana, eu sei que ele está na sua casa - ela ia retrucar a irmã quando o celular de Stana tocou. Era o irmão - Marcus? Oi… 
— Stana, Anne insiste em falar com você. Não parou de me azucrinar desde que você levou a Katherine. 
— Tudo bem, pode coloca-la na ligação. OI, docinho! O que foi? 
— Tia, a Anne sabe que a tia está triste. O que está acontecendo? 
— Nada meu amor, eu só estou cansada. Tenho trabalhado muito. 
— Tia Stana, mentir é feio. A tia sempre diz para Anne não fazer isso. Cadê o tio Nate? Quero falar com ele. 
— Seu tio não está aqui, Anne. Ele está trabalhando - Gigi ouvia a conversa bastante interessada no pequeno interrogatório que a sobrinha fazia com a madrinha. 
— Ele viajou? É por isso que a tia está triste? 
— Não… ele não viajou. Apenas está trabalhando até tarde. Só volta de madrugada. 
— Ah… então Anne não pode falar com ele hoje… dá um beijo bem gostoso nele por mim, tia. 
— Tudo bem - essa afirmação fez Stana engolir em seco - eu dou. 
— E tia? Anne te ama muitão. 
— Também amo você, docinho. Um beijo - ao desligar o telefone, Stana mordiscou os lábios. Gigi colocou Katherine na cadeira e cruzou os braços olhando séria para a irmã. 
— Parece que você não escapou nem da Anne, certo? O que ela disse? Também notou que você está arrasada? Tudo bem, eu não tenho muito tempo porque pretendo ir para casa e sair para jantar com meu marido e minha sogra então terei que ser breve, ir direto ao ponto. O que você pensa que está fazendo? O que deu em você, Stana? Juro que estou sem entender até agora. 
— Gigi não é tão simples como você pensa e…
— Não. Você vai ficar calada enquanto eu digo o que é simples. Nathan chega com uma noticia incrível sobre a carreira dele. Uma ótima oportunidade no cinema ao lado de pessoas que rendem boa bilheteria, uma chance excelente para alavancar o currículo dele. Exposição além da tela de tv e ao invés de você vibrar com ele, você surta? Simples seria você ouvir e celebrar com o seu marido essa conquista. Depois de tudo o que ele fez por você? O tanto que a apoiou? Como você pode surtar, sis? O homem está arrasado. Ele não tem feito outra coisa além de apoia-la desde que foi demitida. Incentivou-a em cada um de seus projetos, suas ideias. Deus! O homem toma conta da filha para você trabalhar… e a única vez que ele queria ouvir um “parabéns, amor! Estou muito feliz por você. Vai ser uma experiência incrível” e receber um beijo e um abraço, você o questiona e o acusa de esquecer da filha? Logo ele que tem sido babá em tempo integral? - ela sentou-se no banco de frente para onde Stana estava, fitando a irmã - sério, sis, não entendo o que fez até agora. E entendo a frustração e a decepção do meu cunhado. Não quero rodeios, quero a verdade. Qual o verdadeiro problema? 
Stana passou a mão nos cabelos. Evitou olhar para a irmã por uns instantes. Ao fazê-lo, Gigi reparou que os olhos estavam cheios de lágrimas. Ela ia desabar, devia estar lutando contra isso desde a briga. 
— E-eu não sei exatamente. A ideia de Nathan passar três meses longe de mim, de Katherine… eu tenho medo. Ele pode se deixar influenciar por Ryan, gostar de ficar filmando longe, engatar um trabalho atrás do outro. E como nós ficamos? Ambos loucos por trabalho, com agendas malucas. Como criaremos nossa filha? Essa rotina de gravações que tínhamos na época de Castle já eram bem complicadas e estávamos trabalhando lado a lado. Imagina se viajar. Hoje é Vancouver. Amanhã é Nova York, e depois? Paris? Nova Zelândia? Deus! Eu mal consegui dormir uma noite longe dele! - Gigi sorriu pensando: ele também, sua boba - o choro corria livre. Gigi foi até onde ela estava e a abraçou sem falar nada por alguns minutos. Afastou-se e retomou a discussão.  
— Lembre-se que tudo o que você está dizendo pode acontecer com a sua carreira. Talvez seja você que tenha que viajar por meses para a Bélgica, Bulgaria, Africa! 
— Três meses longe, na companhia de outras pessoas, mulheres…e-eu não sei se estou preparada. 
— Bem, tenho que te dar razão aí. Contracenar com alguém como Caitriona Balfe é bem complicado. Eu não deixaria meu Jeff fazer isso. 
— Espera, você disse Caitriona? Como assim? 
— Stana, você sequer ouviu os detalhes da proposta? Não sabe nem quem são suas potenciais inimigas? Meu Deus! Será que tenho que ensinar tudo para você? - ela revirou os olhos - Olha, eu sou possessiva, mas você ganha de mim no quesito insegurança e surto. Está pior do que pensei. Agora entendo porque Nathan estava tão decepcionado. 
— Ah, Gigi! Você também surtaria. Detesta quando o Jeff viaja por uma semana. Não vem falar de surto comigo. 
— Eu não gosto, mas aceito e nunca surtei por isso. Só por ciúmes e ele sabe muito bem porque está na nossa aliança para nenhum dos dois esquecer. E quer saber? Eu não sou o foco da conversa. Vou perguntar de uma vez: Você confia no seu marido? - ela fitava a irmã. 
— Sim, claro que sim. 
— Então não há o que temer. Vocês precisam conversar. Você deve uma explicação a ele, deve desculpas e juntos irão encontrar uma solução para todos os problemas. Não adianta fugir da conversa, sis. Os dois estão horríveis, sofrendo pelos cantos e sem dormir.   
— Ele me chamou de egoísta… - as lágrimas caiam - ele tem razão. Só pensei em mim… 
— Oh,sis. É, tenho que concordar. Sabe, ele também está arrasado e de certa forma, não  é totalmente vítima em tudo isso, acredito que ele saiba disso. Ambos disseram coisas idiotas no calor da discussão - ela abraçou a irmã - não se preocupe, eu sei que podem consertar e depois fazer sexo selvagem. 
— Gigi! 
— Ah, por favor! Nada é melhor que sexo depois da DR. Na boa? Eu fiquei empolgada com o filme do meu cunhado. Claro que se ele fosse trabalhar com a Caitriona seria melhor ainda, mas… 
— Você disse que era ela… 
— É um dos nomes. Melhor você se atualizar logo das coisas, viu? Bem, eu preciso ir. Hoje é sexta-feira e vou sair para jantar com meu marido gostoso e a minha sogrinha fofa. 
— Sogra? - Stana ergueu a sobrancelha sem entender o que a irmã quis dizer. 
— É, faz parte das novidades da minha vida que você não quis ouvir porque estava muito ocupada com o trabalho e agora bagunçando seu casamento. Se você for uma boa menina e resolver logo todos esses problemas, prometo que até domingo eu conto tudo. Deixa de ser cabeça dura, sis e vê se entende de uma vez por todas. Nathan é louco por você. Insegurança é tao inútil nesse relacionamento! - ela pegou a bolsa. Deu um beijo na irmã, outro na sobrinha e caminhou até a porta - sabe, dependendo de como seja essa conversa e os planos de vocês, talvez tenham que começar a pensar se vale a pena manter o segredo de vocês por muito mais tempo. Pode poupar muitas confusões mais para frente. Tome a iniciativa, sis. Ligue para ele. 
Sorrindo, Gigi desapareceu batendo a porta atrás de si. Stana ainda zonza com o bombardeio de verdades que ouviu da irmã, deixou-se chorar um pouco mais. Acalmando-se, ela voltou sua atenção ao jantar da filha. O pensamento, porém, estava no marido. Será que ele voltaria para casa essa noite ou ela seria obrigada a dormir muito mal outra vez?  
Quando chegou em casa, Gigi encontrou o marido e a sogra devidamente prontos esperando por ela. 
— Desculpa, amor. Prometo que me apronto bem rápido. Tive que resolver um probleminha crônico de teimosia - ela beijou o marido - Falando nisso, cadê o cabeça dura do seu irmão? Ele vai com a gente ou está pensando em voltar para a casa dele? 
— Nate disse que não está no clima para sair - ela suspirou. 
— Acho que ele não tem muita escolha. Vamos arrasta-lo. Sei que está precisando espairecer e quem sabe um tempo na minha companhia não o faça perceber o quanto sente falta da sua Katic? - ela riu já subindo as escadas. 
— Que mulher é essa? - olhava Cookie abismada para Gigi que subia as escadas. 
— Ela foi falar com a irmã. Aposto que tem um monte de ideias nessa cabecinha para fazer o mano voltar para casa rapidinho.    
Batendo na porta de Nathan após se arrumar, ela entrou. Encontrou o cunhado deitado com as cobertas sobre as pernas. Tinha os olhos fechados. 
— Que folga é essa? Vai ficar grudado nessa cama para o resto da vida? Não, mesmo. Trate de se arrumar. Você vai jantar conosco e nem pense em abrir essa boca para inventar desculpas que não vai colar comigo. Se precisar de roupa, pode pegar no closet do seu irmão. Ele não vai se importar. 
— Gigi, não quero sair. Não estou no clima. 
— Ninguém perguntou se está. É sair conosco ou voltar para casa agora. Não há terceira opção. 
— Você não pode me obrigar a voltar para casa. Saio agora mesmo daqui e você não saberá para onde eu fui. 
— Tem certeza que quer me desafiar, Nathan? - o olhar de Gigi dizia que era uma péssima ideia - A proposta sobre suas bolas ainda está de pé. Você tem quinze minutos. Estamos esperando na sala. Não se atrase - ela deixou o quarto com a mesma pose. Nathan riu. Só o seu irmão mesmo para conseguir driblar essa maluca. Balançando a cabeça, ele levantou da cama e foi atrás de uma camisa. Gigi era capaz de conseguir qualquer coisa de qualquer pessoa. No fundo, estava agradecido pela insistência da cunhada. Estava difícil aturar a fossa e a solidão. Pelo menos, estar ao lado de Gigi era diversão garantida. 
— Já, amor? Você foi rápida. Podemos ir? Estou morrendo de fome. 
— Ainda não, gostoso - ela sentou-se ao lado dele - temos que esperar a Cinderella se arrumar.  Dei quinze minutos para Nathan estar aqui embaixo. 
— Você o convenceu a ir conosco? 
— E eu lá sou mulher de convencer alguém? Eu o intimei - Jeff riu. 
— Minha filha, cada dia que passo eu a admiro mais - disse Cookie - nem eu como mãe o convenci. 
— As vezes eles precisam de um incentivo melhor que carinho. 
— Por que eu acho que incentivo não foi bem o que você ofereceu ao mano? 
— Se fosse você não perguntaria isso dele - Gigi cheirou o pescoço do marido, suspirou - a conversa com a sis foi dura. Tive que dizer umas verdades para ela. Dois idiotas cabeças dura, cada um sofrendo para um lado. Ela está péssima. Fiquei com um aperto no peito de vê-la daquele jeito, mas ela provocou isso. Cabe a Stana consertar. Vamos com calma, ele vai conosco, conversar, rir e até o fim da noite eu o convenço a voltar para casa. 
Nathan apareceu na sala quinze minutos depois. Gigi o parabenizou pela pontualidade. Saíram de casa. Jeff tinha feito reservas em um restaurante francês que experimentara com um cliente há semanas atrás em um almoço. Devidamente sentados, ele perguntou se todos iriam beber. 
— Eu poderia tomar uma taça de vinho - disse dona Cookie. 
— Eu quero vinho também. O que você vai querer, Nathan? - perguntou Gigi. 
— Se todos irão de vinho, eu acompanho. Melhor pedir a garrafa, bro - Jeff escolheu o vinho e pediu uma entrada também. O local era bem reservado e não estava tão cheio naquela sexta. Talvez mais tarde. 
— Como foi seu dia, amor? - Jeff perguntou tocando a mão de Gigi. 
— Bem produtivo. Estive na loja, discutir uma ideia brilhante que tive para um espaço especial com o meu cliente e ainda voltei para o escritório a tempo de distribuir as tarefas para a minha equipe e colocar o estagiário para trabalhar no cad. Eu podia fazer isso, mas quanto mais tempo eu tiver para gerenciar e me ater aos detalhes da apresentação, melhor. Ainda mais agora com esse novo espaço. Merece minha dedicação exclusiva para ganhar pontos com Steve. 
— Tem muito trabalho então - disse Jeff - e falou como uma sócia. 
— Tenho. Tudo deve estar pronto até quinta. Na verdade, quarta porque no dia seguinte é a apresentação. Prometo que não vou trabalhar no fim de semana, gostoso - ela mordiscou os lábios - tudo bem, talvez só no sábado de manhã. Preciso colocar no computador o que está borbulhando na minha cabeça - Jeff riu. 
— Tudo bem, sei que é importante, Gi - vendo que o irmão estava um pouco perdido e quase entediado com a conversa, Jeff resolveu explicar porque eles estavam conversando tanto sobre o trabalho de Gigi ultimamente - desculpa, bro. Você tem ouvido muito sobre cad, apresentação, clientes e nem sequer demos uma explicação coerente. A Gi ganhou uma concorrência muito importante para a firma dela e se conseguir remodelar a loja desse cliente e agrada-lo, poderá remodelar todas as suas lojas do país e ainda ganha o titulo de sócia. Com o nome na porta. Por isso estamos falando disso. É muito importante - Nathan sorriu para o irmão. Ele falava orgulhoso das conquistas da esposa. Torcendo por cada novo passo. Era bonito de ver. 
— Nossa, Gigi! Então é uma oportunidade única. Também vou torcer por você, mas acho que essa você já ganhou. 
— Também concordo, filho. Ela está se dedicando muito. Não faz outra coisa desde que voltamos de Edmonton. 
— É, estou me empenhando para isso. Você está ouvindo em primeira mão. A sis não sabe. 
— Não? - ele achou estranho. Gigi geralmente divide tudo com a irmã. Por que será que a mantivera fora dessa conversa? 
— Não. Nós quase não nos falamos nas últimas semanas e da última vez que a vi, ela queria uma panela e você. Nem me deu ouvidos. 
— Andava muito ocupada no seu novo mundo - Nathan deixou escapar em um tom de desdém. 
— Também não é assim, naquele dia ela estava empenhada em lhe agradar. Você tem que ser justo quando a situação pede. 
— É, a noite foi boa e ela estava nostálgica. Disse que sentia minha falta. Queria trabalhar outra vez comigo. E agora…- ele se calou. 
— Agora ela está curtindo uma fossa arrependida de ter brigado com você. Conheço minha irmã. Teimosa e insegura. E nem pense que fica atrás, Nathan. Sua cara de sofredor está estampada para qualquer pessoa. Até a Anne sabe que ela não está bem - ela viu o cunhado fechar a cara - certo, vamos mudar de assunto. Mas continuo dizendo que a melhor solução seria ir para casa, gritar um com o outro e depois agarrarem-se e fazer o melhor sexo da vida de vocês. 
— Gi, por favor… - Jeff queria evitar os comentários exagerados e explícitos que a esposa sempre fazia. 
— Relaxa, meu Jeff. Estou falando para o bem do Nathan - o jantar deles chegou. Após serem servidos e Jeff ordenar outra garrafa de vinho, ele mesmo comentou. 
— Vamos mudar de assunto. Como está a comida, mãe? 
— Deliciosa. Sabe, eu não sou muito fã desses pratos chiques com nomes esquisitos, mas esse arroz de cogumelo e essa codorna estão incríveis.  
— Verdade, sogrinha. O meu prato de vieiras e camarão também está divino. Lembrei daquele restaurante que comemos em Cozumel. Que frutos do mar! E eles tinha um molho de pimenta sensacional. Nossa! Deu água na boca somente de lembrar. Nós passamos muito bem na nossa lua de mel. Em todos os sentidos. Não tenho do que reclamar. 
— Olha lá o que você vai dizer, Gigi - Nathan a alertou. 
— Por que? Está com medo de ficar com vontade, cunhado? Sério, sogrinha. Acho que você e meu sogro deviam pensar em fazer uma viagem dessas, um cruzeiro. É muito bom. Não falta diversão. Cada comida, cada drinque, e os eventos, as festas, os lugares excitantes, não gostoso? Ah… deu até vontade de voltar - ela olha apaixonada para o marido. Rouba um beijo dele - nós aprontamos muito, não amor? 
— Temos uma ideia, Gigi. Não precisa entrar em detalhes. 
— Ai, Nathan! Você parece a sis querendo cortar meu barato toda vez que falo que nos divertimos. Eles nem imaginam, né gostoso? - Jeff estava vermelho. A mãe ria diante da cena. 
— Filho, você não vai se acostumar nunca com o jeito da sua esposa? 
— Mãe, se ela consegue me deixar atônito as vezes com os comentários dela, imagina o mano que é todo certinho.
— Acho que não, mãe. 
— Ele gosta das surpresas, minha sogra. Ama! - ela riu colocando outra garfada na boca - eu sei que levo a fama, só que a minha irmã também não fica atrás. Ela pode ser pior que eu, aposto! - Nathan deixou escapar um sorriso malicioso. Gigi trocou um olhar com ele que tentou disfarçar na mesma hora. 
A sobremesa foi outra maravilha. Comeram de lamber os beiços. Devidamente satisfeitos, Jeff perguntou quem queria café. A vontade era unânime. Gigi e a sogra se dirigiram ao toalete. Sozinhas, a sogra comentou. 
— Nate está um pouco melhor, não acha? 
— Sim, porém nós duas sabemos que ainda está triste e a única maneira de resolver isso é colocando-o frente a frente com a sis. Ele precisa ir para casa essa noite. Acabar com essa briga sem sentido. Tudo bem, não é tão sem propósito assim. Minha irmã errou. Precisa consertar. Eles não funcionam separados. Queria que a senhora visse a cara de enterro da sis. Ela não dormiu também, como o Nathan. 
— E como vamos fazer com que se entendam? 
— Eu sei que deveria ser a minha irmã a dar o primeiro passo, mas eu vou tentar convencê-lo a voltar para casa hoje pela filha. 
De volta a mesa, eles terminaram o café e conversaram mais um pouco. Jeff pediu a conta e mesmo com toda a insistência de Nathan ele não deixou o irmão pagar. Hoje era seu convidado. Antes de entrarem em casa, Gigi inventou uma desculpa para que Jeff a deixasse sozinha com Nathan. 
— Hey, você não está com saudades da sua filha? 
— Claro que estou, Gigi. Ainda pergunta? 
— Então porque vai ficar aqui, por que não volta para casa? - ele ia começar a falar, mas a cunhada o impediu - olha, eu sei que está chateado, magoado. Não estou dizendo para ir e se oferecer de bandeja. Apenas estou lhe dando a oportunidade de tentar. Vá para casa ficar com Katherine. Você não precisa ser a pessoa a ceder na discussão. Não cabe a você dessa vez. Também não significa que se voltar deve dormir com a minha irmã. Ela deve lhe procurar. Nathan adiar esse sofrimento torna as coisas mais difíceis, cozinhar a mágoa, remoe-la, não é bom. Sabe o que me disse sobre não conseguir dormir sozinho? Os dois sofrem do mesmo mal. Se quiser curtir a fossa e a solidão, isso é opção sua. Mas não prefere ter sua filha em seus braços para aliviar um pouco essa nuvem cinzenta sobre a sua cabeça? 
— Você quer mesmo que eu volte, não? O que sua irmã lhe disse? Vamos, eu sei que foi falar com ela, Gigi. 
— Não interessa o que conversamos ou como ela está se sentindo. Ninguém está pedindo para você ceder, Nathan. Apenas volte para casa. Você sabe que não tem escolha. Você não vai admitir para mim, mas está com saudades. Eu sei. Apesar de todas as coisas idiotas que disseram, vocês se amam. 
Nathan baixou a cabeça. Sorriu. 
— Eu não devia dar ouvidos a você, Gigi. 
— Pelo contrário, você sabe que eu estou certa - ele não resistiu. Beijou o rosto da cunhada, apertou sua mão. 
— Vou pegar minha chave - sorrindo, Gigi entrou em casa lado a lado com Nathan. Subiram as escadas. 
— Boa sorte, Nathan - entrou em seu quarto. Jeff já estava desfilando pelo quarto de cueca - hey! Quem mandou começar a festa sem mim? 
— Que festa, Gi? 
— Você, desfilando de cueca pelo quarto sem platéia. Um desperdício! Acho que podemos encerrar a noite com chave de ouro - ela tirava a roupa. Colocou sobre uma poltrona que havia no quarto e usando apenas calcinha e sutiã, Gigi se jogou na cama king size - vem cá, meu gostoso. Vamos brincar no nosso playground preferido. 
— E o mano? 
— Ele já deve ter saído pela porta. Logo vai estar em casa. O primeiro passo foi dado. Cabe a sis consertar a burrada de uma vez. Chega de falar dos outros - ela se levantou andando na cama até a beirada onde ele estava - quero você - puxando-o pelo elástico da cueca, ela se desequilibrou e caiu na cama levando-o consigo. As gargalhadas ecoaram no quarto e Jeff a calou com um beijo intenso e apaixonado. Gigi atracou as pernas na cintura do marido aumentando o contato entre eles - hora de cumprir com suas obrigações, meu marido. 
— É sempre um prazer, minha esposa. 

XXXXXX

Stana colocou Katherine no berço logo depois das oito horas. Desde então, deitou-se na cama para ler o próximo roteiro que filmaria. Contudo, a mente não conseguia se concentrar. Além do cansaço pela noite mal dormida, ela ainda repassava na mente toda a conversa com a irmã. Gigi fora mais dura que o normal. Ela estava claramente do lado de Nathan. Poderia culpa-la? 
Claro que não! Ela era a errada da história. Ela fizera a tempestade no copo d’ água que os levou a essa briga. Agora, ela estava ali. Sozinha na cama, o corpo doído pela fadiga, a tensão. A cama parecia gigante, fria e inadequada sem ele ao seu lado. Suspirando, ela tentou dormir. O relógio marcou nove, dez, onze e Stana não conseguira desligar. Por volta de meia-noite e meia, Katherine chorou. Fome. Normalmente, a última mamada no peito era a primeira da noite que acontecia entre sete e oito horas. Na madrugada, ela usava a mamadeira. 
Levantou-se da cama e ao invés de descer para preparar a mamadeira, Stana foi direto para o quarto da filha. Seja pela solidão ou por carência, ela pegou a pequena em seus braços, sentou na poltrona e ofereceu o peito. Naquela noite, ela precisava de um ato de amor, sentir-se conectada a alguém, ser importante. As lágrimas desciam pelo rosto enquanto ela acariciava a cabeça da filha admirando-a mamar. Foi assim que Nathan a encontrou. 
Ele entrara em casa procurando fazer o mínimo de barulho possível. Não sabia se ela estava dormindo. Como bem dissera Gigi, ele optara por voltar pela filha portanto seu primeiro ato foi checar Katherine em seu quarto. Não esperava encontrar Stana dando de mamar exatamente naquele momento. 
A cena o fez parar na porta do quarto. O coração bateu mais rápido. Era sem dúvidas um dos momentos de mais amor que já presenciara na vida. Ele quase esqueceu que estava brigado com ela dando mais um passo em sua direção já pensando em beijar-lhe o topo da cabeça. Ao cair em si, ele soltou um gemido frustrado. Isso chamou a atenção dela. Virando o rosto, Stana prendeu a respiração ao vê-lo por alguns segundos. Ele viu o rosto marcado pelas lágrimas. 
— Nathan… você voltou… 
— Desculpe, não queria assusta-la. Vim checar como Katherine está. Não vou perturba-la. Eu voltei porque queria saber se minha filha estava bem. Não se preocupe comigo. Vou dormir no quarto de Anne - ele se virou sem dizer mais nenhuma palavra. 
Sentado na cama de Anne, ele passava as mãos no cabelo e no rosto. Ela estava abatida, percebeu. Cansada, sofrendo. Suspirou. Ele não ia ceder. Voltara para ficar perto da sua menina. Dessa vez, não era ele quem teria que dar o próximo passo. Tirou os sapatos, a calça jeans, a camisa do irmão e vestiu uma de suas calças de moletom e uma camiseta. Enfiou-se nas cobertas. Compreendia que não dormiria. O sono tornara-se artigo de luxo nos últimos dias, mesmo assim, fechou os olhos. 
Stana estava quase entrando em parafuso. O coração parecia uma bateria de escola de samba desafinada. Ele voltara para casa. Isso era um bom sinal. Não! Ele a tratara friamente. Seco. Não estava ali por ela. Nathan ainda estava magoado. Ela colocou a filha de volta no berço. Em seu quarto, ela olha para o espaço vazio ao seu lado. 
Por um bom tempo fica sentada agarrada aos joelhos, pensando que ele estava sob o mesmo teto que ela. Tão longe e ao mesmo tempo tão perto. Então por que não viera para o quarto? Porque não pedira para conversar? Stana tentava encontrar as respostas para essas perguntas. A verdade era que sendo a teimosia característica de ambos, cada um esperava que o outro tomasse a iniciativa. Ela suspirou, o sono não seria seu companheiro essa noite outra vez. 
Nathan retornou ao quarto da filha para admira-la dormindo já que não seria capaz de fazer o mesmo naquela cama de solteiro e com Stana a apenas alguns metros dele. Por cerca de meia hora observou Katherine. Cheirou a cabecinha da filha e voltou para o quarto. 
O quarto estava na penumbra. Um corpo estava coberto com o edredom. Um movimento simples fez a pessoa se mover na cama. Passava das três da manhã. Nathan sentiu algo gelado tocando seu braço. Stana inclinava-se sobre o corpo dele espremendo-se no colchão de solteiro ao lado do marido. Ele tinha os olhos fechados, aparentemente dormia de barriga para cima. Embrenhando-se nas cobertas, ela deitou de lado. Colocou um dos braços sobre o estômago dele, a cabeça próxima ao ombro dele. Ela inalou profundamente sentindo o cheiro do homem ao seu lado. Não se importava de estar quase caindo da cama. Os dedos frios tocavam sua pele até acariciar seu rosto. Então, ela fechou o rosto e adormeceu imediatamente. Ele percebeu o corpo dela relaxando, a respiração lenta e calma. 
Ela não deveria estar ali. Era provação demais. 
Por volta de seis da manhã, ela desperta devido o movimento dele na cama. Por pouco não caiu. Agarrou-se nele.  
— Nathan? Está acordado? - é claro que estava, dormir era uma missão impossível sem ela ao seu lado, portanto o corpo quente da esposa ajudou-o por duas horas, mas a cabeça estava em alerta com mil pensamentos por isso acabara acordando - Nathan? - ele abriu os olhos. 
— O que você está fazendo, Stana? - ela o olhava intensamente. 
— Você precisa me ouvir, Nathan. Por favor, fale comigo. 
— Stana, volte para o quarto. É madrugada. 
— Por favor, e-eu não consigo dormir sozinha. Eu vim para cá porque… droga! Essas foram as três melhores horas de sono que tive. Não vou voltar para o nosso quarto sozinha. Não posso! Não sabendo que você está na nossa casa e se recusa a deitar em nossa cama. E-eu preciso falar. Diz que vai me ouvir, por favor, Nathan… - ele podia ignora-la, agir friamente. Ser indiferente, contudo a urgência na voz de sua esposa fez o coração repetir o feito de horas atrás. A quem ele queria enganar? Também não conseguia dormir sem ela ao seu lado. A distância e todo o clima da briga estava o consumindo. Mexeu-se na cama e sentou-se. Ela fez o mesmo. 

— Tudo bem, Stana. Você quer conversar? Então vamos conversar.  


Continua...

11 comentários:

Priscila Barros disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Priscila Barros disse...

Eu amo amo amo amo a Gigi ❤❤❤❤
Sabia que a Staninha tava arrasada também, mas ainda bem que ela viu que tinha errado.
A conversa da Gigi? A melhor do universo! Como eu amo essa doidinha ❤ só ela pra falar todas as verdades que a Stana precisava ouvir! Amo muito a Gigi!
Ahh, e pausa para a referência da Caitriona ❤❤ eu tava tão abalada com a briga no capítulo anterior que deixei a referência maravilha escapar no comentário. Ahh, como eu queria ela contracenando com o Nate, já ia surtar nível Gigi hauahauahuhauahauahu ❤

**— Não podem escapar da famosa DR… e quem sabe vocês não se acertam e rola aquele sexo selvagem de reconciliação? - ele riu.**

Preciso dizer que somos todas Gigi e pensamos a mesma coisinha hauahauahuhauahauahu ❤❤

Tá doendo no coração ver esses dois separados, essa conversa vai ser tensa, meu coração tá apertado só de pensar. Espero que toda essa nuvem de briga passe logo do paraíso e nossos amorzinhos fiquem de bem ❤

Amei o capítulo, Kah. Cheio de emoções ❤❤ muito obrigada ❤❤

Madalena Cavalcante. disse...

Kah... TA FALTANDO UM PEDAÇO AI!!!!!!
Tenho que dizer que a Gigi é a melhor personagem dessa história, pq meu Deus, QUE MULHER!!
Ainda bem que ela existe pra colocar ordem nesse casal, pq sem ela.. Sei não!
Sabia que a Staninha ia cair na real assim que ele saísse de casa, pena que ela fez a merda que fez e só se tocou depois --
Pra ser sincera achei admiravel o fato do Nathan voltar pra casa e ainda deixar ela dormir com, mas a carne é 'fraca' né?!! Rsrs só espero que nk próximo capítulo eles consigam se resolver da melhor forma possível, pq essa briga não pode durar tanto assim, tem uma serumaninho maravilhoso no meio disso tudo que não pode sofrer por conta desses tipos de briga!!!

Aguardando ansiosamente o próximo capítulo!!!!! ❤❤❤

Rebeca Nascimento disse...

Cada dia que passa mais encantada pela Gigi,adorei o posicionamento dela nisso tudo.Que capitulo Karen.A Stana indo deitar do lado do Nathan foi muito real,as vezes faco isso!kkk
Aguardando ansiosa o proximo. Falando em próximo sera que pode acabar com a tortura e postar logo.KKK

cleotavares disse...

Ai que dó. Esses dois bobos sofrendo. A Staninha caindo em si. A Gigi? Melhor pessoa. Até a Annie notou a tristeza da tia. A Kate com certeza, também devia está sentindo a falta do papai.
E agora? Agora faltou um pedaço do capítulo, com a reconciliação e o sexo selvagem, hahahaha!

"Perando" o próximo.
Bjsss! Kah.

Fernanda Monica Souza E Silva disse...

Nossa como não ama a Gigi ela é extraordinária e tudo, merece muitos corações 💖💖💖💖💖💖💖💖💖💖 ela foi perfeita com a sis dela e deu um show de bola com o cunhado conseguindo fazer ele volta para casa,sem dizer na entimanda que ela deu para ele ir jantar com eles ela é simplesmente maravilhosa em tudo.
O Jeff ele é tudo de bom merece a mulher que têm. Dona Cookie uma mãezona linda cuidado dos seus meninos é muito lindo de vê.
Anne voltou arrasado, já percebendo que a tia estavam triste, espero que ela continua aparecendo mas vezes .
Há Staninha reconhecendo que errou foi difícil de vê -la tão vulnerável e Nate querendo se fazer de difícil, sendo que não verdade Ele queria mesmo era te-la em seus braços.
Achei importante ela ir procura Ele no quarto da Anne, mostrando a ele a falta que ele faz e querendo conversar esclarecer tudo foi sensacional.
Tenho certeza que tudo servirá como um diversor de água para eles essa conversa, com o resultado positivo e claro.
Esperando o próximo capítulo o mas breve possível pois já estou ansiosa e com aquela sensação de querer mais.
Espero que o próximo eles já tenho ser acertando.
Ps. Você e excepcional no quê faz merece meus 👏👏👏👏👏👏👏👏 aplausos pois esses capítulos são espetacular me faz muito bem lê tudo que postar obrigado e obrigado 💝💝💝💝💝💝

Marta Santos disse...

Kah Socorroooooooooooooo , está faltando um pedaço , pela amor de Deus . Cara ! Eu amo a Gigi loucamente , melhor pessoinha EVER! Ela deu um show kkk , tinha que ser a gigi pra colocar ordem nesse barraco , meu Deus , alguém da o Oscar pra ela , plis! Essa brigada me deixou tonta , fiquei muito abalada, but , não escolhi lado ,apesar de que mina bichinha estava totalmente errada , but fiquei com dó dela ,Nathan pegou pesado tbm 😢 , eu não gosto de ver meus bichinhos assim , me dar uma dor no core. A Gigi xingando a Sis dela kk , foi muito legal a forma como ela "ficou do lado do Nate". O que dizer da Anne meu amorzinho 💙 a pessoinha criança mais adulta que eu conheço . Sobre a conversa das Sis , SÓ li versades , Gigi você incrível , quem diria a menina que não queria nada de compromissos , cresceu sa casou e está dando conselho a irmã "responsável " to bege com o crescimento da minha louquinha . Ela falou duro e faz efeito , agora é aguarda o próximo capítulo , ver a roupas sujas sendo lavadas e depois da tempestade o sexo selvagem . #ansiosa
Capítulo maravilhoso Kah , você tinha razão eu adorei( como sempre ) 💙 thx
Mah😘😘😘😘

Géssica Nascimento disse...

A-D-O-R-E-I!!!
Melhor pessoa do mundo: Gigi!!! :) :) Perfeita!! Nunca pensei, quando ela apareceu pela primeira vez em nossas vidas, que ela seria, essa pessoa!!! Adoro!!!
Bom d+++++
Capítulo perfeito Karen!!!

Vanessa Belarmino disse...

Essas notas me deixam nervosa...
Stana péssima e cuidando da filha. Gente eu até esqueci de Markus, esposa e Anne.
Estaria eu tão focada em outras coisas? hahaha
Reflexões de Staninha... Wow! Ela percebe que reagiu mal, surtou e que ele não merecia.
Mas ela sabe que tem algo mais profundo aí nesse surto.
Noite terrível para os dois. Que dor! Ela fez bem de não ligar, eles precisam esfriar a cabeça.
Ela sabe que ele deve estar na casa do irmão.
Eu ri de Stana tentando "ensinar" a cunhada a cuidar de Kate.
Staninha ela já tem a Anne, se saiu super bem né? hahaha
Anne percebendo que a tia está triste. Que amorzinho!
Mal amanheceu e Gigi já começou dando show. A preocupação com Nathan é tocante. Nate ganhou uma irmã caçula.
Minha bichinha sacou na hora, que ele tb não foi honesto e tb estourou. Com razão, mas ambos precisam falar...
Gigi não guarda nada mesmo, fala logo... Ela ta certa. Sim, Gigi, quemos DR e sexo de reconciliação hahaha
Hum, Sr. Mackenzie? Prevejo ciumes! Adorei ver Gigi trabalhando. E ainda mandou msg pra irmã.
Stana ja criando teorias... A dinda com Kate que fofinha. Anne ataca novamente... Menina esperta.
La vem o furação Kristina. Minha nossa! A bichinha foi com tudo.
Eu adivinhei, o motivo do surto hahahaha (me achando... ahaha). Gigi dando informações que ela não sabia.
Amei essa conversa, serio. Gigi entendendo o lance do ciumes, mas não entendendo a insegurança. E dizendo que
poderia ser ela, e se fosse os países seriam mais distantes e exóticos, e certamente seria mais tempo.
Gigi ainda sai mencionando o segredo. WOW!
Se eu fiquei zonza com o bombardeio de verdades da minha bichinha, imagina Staninha.
"e quem sabe um tempo na minha companhia não o faça perceber o quanto sente falta da sua Katic?" hahahaha
Ela é hilária demais... Lembrou ate das "bolas dele". Parece que foi ontem. Intimou mesmo! "As vezes eles precisam
de um incentivo maior que carinho" (rindo alto hahaha)
Tão fofinho Jeff perguntado sobre o dia dela, ela toda empolgada... E ele todo orgulhoso da esposa, falando para Nate... Lindo!♥♥
Aliás dona Stana ta falhando com a sis, poxa nem deu chance da minha bichinha falar sobre isso. Desde o dia do Yakisoba.
O jantar está rendendo... Gigi e suas pérolas... Jeff vermelho. Dona Cookie se divertindo hahaha
Own lembranças da lua de mel no México (golpe baixo). Gigi defendendo Stana, quando ela merece. Minha bichinha é justa mesmo.
E ela convencendo Nate a voltar para casa. E ainda não falou nada sobre a conversa com a irmã. Essa mulher é o máximo. ♥
Não é a toa que sou fã. hahaha Playground preferido! Amo e não nego. ♥♥
Ele chega bem na hora que ela está amamentando Kate e chorando. Ai meu coração.
Nate usando o quarto da Anne. Bem, normalmente é Stana né haha (to rindo de nervoso)
Dois teimosos sofrendo separados. Que dizer, tão perto e tão longe.
Staninha foi até ele, se espremeu na cama de solteiro, para estar com ele. Sentindo o calor do corpo dele, o cheiro dele. ( me sentindo naquela cena que a Kate cheira a camisa de Castle... Aiiii) Que dorzinha.
Staninha não querendo ficar sozinha na cama deles e praticamente implorando para conversar foi de cortar o coração.
E a autora ainda deixa a conversa para o próximo capitulo. Agora entendi as supostas ameaças de morte... hahaha
Seria demais dizer que apesar de um capitulo generoso desses, faltou um pedacinho aqui no final?♥
Vc me mata dona Karen. Tô toda coisada hahaha

Unknown disse...

Nossa a Stana pegou pesado, tudo bem brigar por ciúmes, agora falar q ele não pensou na filha, e ela?? Pensou por acaso? Que egoísta e insensível, tadinho do bundudo lindo, agora dona SK, rebole pra prestar a m. Que vc fez . Com certeza ele vai perdoar, porque ele é completamente doido por ela.

Fafylonenathan disse...

Tem mais o NF é tão louco pela SK que ele perde o rumo, quando o assunto é ela. Vai perdoar e vai ter love muito love. Abre o olho do, deixa de ser egoísta.