quarta-feira, 26 de abril de 2017

[Castle Fic] A (Im)Perfect Love Story - Cap.14


Nota da Autora: Para as ansiosas de plantão, aqui está a continuação do capitulo e vale dizer que devem pensar duas vezes antes de desafiar a escritora... quero ver se era essa a resposta que queriam... E claro que tem o casal Greys Anatomy porque sim! Enjoy! 


Cap.14     

— E-eu acho que posso estar… - Castle ainda estava meio zonzo diante da revelação dela. Ele pensara, contudo ouvi-la dizer era muito diferente. 
— Os enjoos? 
— Sim, os enjoos e também… eu não sei, esse caso, eu estava muito emotiva. Quase chorei com o Adam. Eu não tenho certeza, desconfio - ele sorriu. Beckett olha para o marido, com as duas mãos segura o rosto dele e o beija - pode ser que esteja…
— O que estamos esperando para confirmar? Vou na farmácia! - Castle pegou a chave do carro e já andava apressado rumo a porta. 
— Castle, espera! Você está de pijama…. - ela começou a rir. De repente, gargalhava. Castle olhava para a esposa atônito - você ia sair… de pijama - não conseguia parar de rir - Oh, meu Deus… - os risos começaram a diminuir no instante que as lágrimas inundavam seus olhos. Então Castle compreendeu. Ela estava nervosa. Caminhou até onde ela estava e abraçou-a. O coração de ambos batiam descompassados com a possibilidade tão próxima e iminente. Ele a levou até o sofá fazendo-a sentar. Voltou ao quarto e pegou o celular. Sentou-se ao lado dela e entrelaçou a mão na dela. 
— Você quer que eu ligue para a farmácia ou quer esperar até amanhã para fazer um exame de sangue? Pode ligar para Johanna. Se ela estiver de plantão não me importo de irmos até lá. 
— Independente do teste de farmácia, eu irei fazer o exame. Não sei se essas coisas são 100% confiáveis.
— Quer ligar para Johanna? Eu trouxe seu celular - entregou a ela. Castle sorriu ao ver que o número da médica estava nos favoritos de Kate. Ela esperou completar a ligação sem tirar os olhos de Castle. Mordiscava o lábio inferior. Nervosa. 
— Johanna? 
— Oi, Kate! Está tudo bem? - ela tinha que perguntar afinal passava de onze da noite - você não se meteu em outra confusão, quer dizer, está ligando uma hora dessas e…
— Não, eu estou bem. Você está trabalhando? Está no hospital? 
— Estou. Meu plantão é até às seis horas da manhã. Você está me escondendo algo. O que aconteceu, Kate? É o Castle? - ela olhava para o marido como quem diz: e agora? Ela claramente não queria levantar a possibilidade por telefone. Ele tomou o telefone da sua mão. 
— Oi, Johanna. Sou eu. Beckett cismou que preciso ver um médico porque passei mal. Vomitei um pouco, mas já disse que estou melhor só que ela não acreditou em mim. Quer que eu vá para o hospital - ele colocou a ligação no vivavoz. 
— Você ficou tonto? Enjoado? 
— Sim, tive um principio de vertigem. Foi comida. Exagerei na fritura e na pimenta. 
— Você pode estar com colesterol alto. Quanto vomitou? 
— Tudo o que comi? 
— Quer saber? Eu estou aqui mesmo. Venham me ver. Talvez precise ficar internado tomando soro. 
— Isso não. Vou ficar em casa.
— Você vai fazer o que Johanna mandar - disse Kate - eu vou leva-lo. Chegamos ai em quinze minutos - ela desligou. 
— Por que você não disse a verdade? 
— Não quero falar disso no telefone. Vamos, você tem um exame de sangue para fazer. 
Quando chegaram no hospital, Johanna já esperava por eles na recepção. Deu uma olhada em Castle que fingia se apoiar em Beckett. Desconfiada, falou.  
— Você não me parece tão mal… 
— Beckett é exagerada. Eu estou bem - ela revirou os olhos demonstrando irritação para trazer veracidade à cena. 
— Venham por aqui. Vamos tirar seu sangue e você vai esperar na enfermaria. Apenas depois do resultado eu irei decidir se você passa a noite aqui ou não. Afinal, o que andou comendo? - ele não respondeu. Esperaram até chegar na enfermaria - deram sorte. Hoje o meu plantão está calmo. Tive apenas uma cirurgia de emergência. Espero que continue assim. Sente-se, Castle - ela ordenou fechando a cortina e já calçando as luvas para tirar o sangue dele. Beckett tocou o braço da médica. 
— Johanna, não é o Castle que precisa do exame. Sou eu - a médica ergueu uma das sobrancelhas olhando intrigada para Kate - sou eu que estou vomitando e enjoada - sorriu - queremos ter certeza - ela deu de ombros e mordiscou os lábios. 
— Filha da mãe! Você mentiu para mim? Por que? 
— E-eu não queria falar que estava suspeitando de estar grávida ao telefone! - Johanna começou a rir. 
— Meu Deus! Tudo com vocês tem que ser um drama? Um acontecimento? Sente-se, Katie. Quero saber dessa resposta tanto quanto você. Será um exame prioridade zero - ela colheu o sangue da amiga - quando tudo isso começou? Os enjoos? 
— Dois dias. Mas não é só isso. Meu humor, minhas emoções estão meio bagunçadas. Aguçadas seria a palavra correta. Eu desconfiei porque foi a primeira vez que me vi não querendo café depois de enjoar. E por causa da minha reação ao caso que investigávamos. Pode ser um alarme falso, mas eu preciso saber. 
— Não é alarme falso, amor. 
— Você não pode ter certeza, babe… 
— Nem você. A menos que tenha notado mudanças em seu corpo. Apesar que acho que não deve estar de muito tempo. Melhor eu levar isso para o laboratório. Fiquem aqui, eu já volto - Johanna desapareceu deixando os dois sozinhos. 
— Acho que ela não está chateada por eu ter mentido, está? 
— Não, ela está tão ansiosa quanto nós. Não duvido ela voltar somente com o resultado. Você realmente enjoou com café? 
— Não enjoei do café, mas fiquei com medo porque quando vomitei a primeira vez foi ele que coloquei para fora e quando você me ofereceu, eu lembrei. E não tomei o vinho porque estava desconfiada. 
— Entendi. Se estiver grávida não vai poder tomar nenhum dos dois. 
— Acho que tudo isso é mito. As mulheres antigamente no século 18 não se preocupavam com isso. Tomavam vinho direto. 
— Beckett, eu não vou discutir isso com você. A médica irá dizer se quiser brigar com ela é por sua conta e risco, eu obedecerei cada ordem que a ginecologista disser. Será que faz muito tempo que você engravidou? Estamos tentando desde junho e quando você fez o exame foi final de agosto, não era setembro e… - ela pegou a mão dele. Beijou seus dedos. 
— Hey… saberemos quando chegar a hora - eles ficaram em silêncio por uns instantes - será que Johanna vai demorar muito? - Castle riu - o que? 
— Voce está mais ansiosa que eu. 
— É claro que estou! Você já passou por isso, tem uma filha e… e… não é você que vai ficar grávido com um barrigão, dores e meu Deus! E o parto? E se enjoar muito? O trabalho e… 
— Hey… - ele segurou o rosto dela nas mãos - respire. Fique calma. Uma coisa de cada vez. Primeiro o resultado do exame, depois… bem depois veremos. 
Quinze minutos depois, Johanna reapareceu encontrando os dois sentados na cama. Kate escorada no peito do marido, ele acariciava os cabelos dela. 
— Katie? - ela abriu os olhos. 
— Johanna, tem o resultado? 
— Sim, eu tenho - ela mostrou o papel que tinha nas mãos. 
— Pelo amor de Deus, Johanna! Você vai matar minha mulher e eu de ansiedade! Abra logo isso! - ela riu. 
— Estou tão curiosa quanto vocês - ela abriu o lacre do exame. Com os olhos, seguia as informações. As feições dela estavam sérias analisando os dados no papel. Não dava para adivinhar o resultado. 
— Por favor, Johanna. Deu positivo? - Beckett perguntou. 
— Katie, eu tenho a responsabilidade de informar que você será mamãe. Sim, você está grávida! - uma Kate boquiaberta tentava respirar. Castle soltou um grito e socou o ar. 
— Sim! Haha! Eu sabia! - Beckett ainda estava meio em choque. 
— Oh, meu Deus… e-eu estou… um bebê… meu Deus! Castle… - ela estava atarantada. Ele a abraçou rindo. Beijou-a. 
— Sim, Kate, você está grávida. 
— Ela está bem? - perguntou Johanna desconfiada do comportamento da mulher a sua frente. 
— Está. Ela está processando. Como quando eu a pedi em casamento - ele sorriu e levou um soco no peito - viu? Já se recuperou. 
— Grávida… e não fale daquele dia, eu pensei que você ia terminar comigo! 
— Johanna, você já viu alguém terminar um relacionamento oferecendo um anel com diamante?
— Cala a boca, Castle! - ela riu - estou grávida. A-acho que a ficha ainda não caiu - ela respirou fundo. 
— Demora um pouquinho - Johanna se aproximou e abraçou a amiga - ah, Katie… estou tão feliz por vocês. Será uma ótima mãe. É estranho eu me sentir um pouco parte dessa festa? Como se esse bebê fosse um pouquinho meu? 
— Não, acho que ele é - Kate afirmou lembrando-se da mãe - ele terá ao menos uma Johanna presente em sua vida. 
— Vou marcar uma consulta para você amanhã com Charlotte. Assim podem saber como seu bebê está, quanto tempo tem de gravidez e qual a data esperada para o parto - o bipe dela tocou - Vou deixar vocês sozinhos. Quando se sentirem bem o suficiente para ir embora, não me esperem. Alguém precisa de mim. Eu aviso qual a hora da sua consulta com Charlotte. Parabéns, papai - deu um abraço e um beijo em Castle. Voltou a beijar o rosto de Kate - tchau, mamãe. 
Assim que ela sumiu, Castle voltou a abraçar a esposa. Ele estava nas nuvens. Beckett fitou os olhos azuis, sorriu. Passou o polegar pelos lábios dele. 
— Um bebê, Castle. Nosso bebê. Conseguimos - ele tocou o ventre dela deixando a mão ali acariciando o local. Ele inclinou-se e beijou-a apaixonadamente.
— Nossa família, Kate. 
— Eu te amo tanto, Rick. 
— Eu também, capitã. Nossas aventuras estão apenas começando. Vamos para casa. 
De mãos dados e com sorrisos de orelha a orelha, deixaram o hospital.  
Na manhã seguinte, Beckett vai para o distrito acompanhada de Castle. Por segurança, optou por não beber o café. Mesmo assim estava de muito bom humor. A notícia da noite anterior lhe deixou feliz e um pouco aérea. Grávida. Carregava uma vida dentro de si. Isso era tão louco e incrível. Ela e Castle seriam pais. Não conseguia parar de sorrir. Castle também não ficava atrás. 
Ela se dirigiu a sua sala enquanto ele foi para a mini copa pegar uma caneca de café. Concordaram em casa que ainda iam manter a novidade em segredo por um tempo. Johanna mandara uma mensagem para Beckett avisando que a consulta seria às 3 da tarde de hoje. Sendo assim, ela iria inventar alguma reunião para deixar o distrito o que faria Castle também se afastar. 
Felizmente os rapazes pegaram um novo homicídio. Foram para as ruas, coletar evidências, fazer entrevistas. Castle os acompanhou para não suspeitarem de nada. Quando voltaram para a delegacia, ele se prontificou a montar o quadro apenas como uma desculpa para ganhar tempo. 
Por volta das duas da tarde, Beckett caminha pelo salão até sua antiga mesa. Avalia o quadro de evidências e pede um resumo do caso que Ryan lhe dá rapidamente. Vendo que eles já estavam bem adiantados, ela resolveu elogia-los e informar o que pretendia. 
— Ótimo trabalho. Se continuar assim irão fechar o caso ainda hoje. 
— Se a testemunha cooperar nos dando um desenho preciso do suspeito e conseguirmos o retorno de Perlmutter, acredito que sim - disse Ryan. 
— Confio em vocês. Aliás, eu estou de saída. Tenho uma reunião às três na 1PP. Não volto mais hoje. 
— Outra reunião? - Castle fingiu que estava chateado - você não se cansa dessas coisas sem graça, chatas? Vai falar de números outra vez? 
— De certa forma. O que? Você achou que o trabalho de capitã era somente mandar e desmandar?
— Por ai… 
— Está errado. Comandar uma delegacia não é apenas isso. Envolve recursos, orçamentos, negociações e… 
— Bla bla bla…chatoooo 
— Nem sei porque ainda perco meu tempo - ela revirou os olhos, mas sorria - divirta-se com os rapazes. Vejo você em casa. 
— Eles praticamente já resolveram o caso. Acho que vou passar no Remy’s e tomar um sundae de chocolate. 
— Você faz isso de propósito, não? Ontem mesmo eu mencionei que fazia tempo que não tomava esse sundae ai hoje, porque eu tenho uma reunião você resolve ir ao Remy’s. 
— Melhor comprar um sundae para ela se não quiser dormir no sofá, Castle - disse Ryan. 
— Como? Ela vai passar umas três horas nessa reunião. Vai derreter… deixo para outro dia. 
— Castle, isso não é desculpa - ele deu de ombros quando ela retrucou - eu tenho que ir, faça o que quiser. 
— Alguém vai dormir no sofá - Ryan implicava com ele. Castle fez uma careta para o detetive e seguiu para o elevador. Ele esperava por Beckett na rua. Juntos entraram no carro. 
— Voce não tinha outra desculpa para dar? Fugir do caso, Castle? Sorvete?
— Viu como funcionamos bem? Você pegou minha ideia no ar e enganamos os dois direitinho. Amanhã eles irão perguntar se dormi no sofá, eu vou inventar uma mentira dizendo como a persuadi e sequer vão se lembrar que você saiu para um reunião falsa. Você esquece que eu sou escritor. Criatividade é meu ganha-pão. 
— Que seja - ela dirigia a caminho do hospital. Na recepção avisou que tinha uma consulta marcado com a Dr. Charlotte. A atendente pediu para ela esperar um minuto. Claro que foi um pouco mais. A médica apareceu sorridente. 
— Kate! Que bom ver você. Entre - Beckett obedeceu a mulher fazendo sinal para Castle acompanha-la. De portas fechadas, a médica sentou-se na cadeira comentando - quando a Johanna me contou a novidade fiquei feliz. Foi bem rápido considerando a última vez que nos falamos. Como se sente? 
— Ainda um pouco surpresa e não sei, parece que não aconteceu. Quero dizer eu estou feliz, acho que meu cérebro não teve tempo de absorver o que está acontecendo. 
— É natural. E você deve ser o papai? 
— Sim, esse é Rick Castle. Meu marido - ele estende a mão para a doutora. 
— É um prazer conhece-la. 
— Ótimo, ambos são pais de primeira viagem? 
— Não, eu tenho uma filha. Já adulta. 
— Ah, então será que ainda se lembra do que é ter um bebê por perto? Uma grávida precisando de sua ajuda? 
— Não de todos os detalhes, porém tem coisas que são inesquecíveis. Trocar fraldas, fazer mamadeiras, noites acordado. 
— Esse é o principal. Que tal a gente fazer um ultra-som para ver como esse bebe está crescendo ai dentro? Podemos ir a sala ao lado. Você se deita na maca, Kate. Tem alguma ideia de quando pode ter engravidado? 
— Não realmente - disse Kate - claro que foi depois que vim em seu consultório. É difícil dizer. 
— Vamos descobrir. Vai sentir algo gelado - a médica aplicou o gel e logo em seguida pegou o sensor para iniciar o exame. Castle tinha o olhar atento para o monitor - deixa eu ver a condição do útero, normal. O resto parece bem e ah! Olha aqui - a médica aponta para um pontinho na tela - está vendo isso? Bem aqui? É o seu bebê - Beckett procurou a mão de Castle e entrelaçou os dedos nos dele. Trocaram um olhar e voltaram sua atenção à imagem - é pequeno agora, mas logo estará se desenvolvendo. Vou fazer algumas análises para descobrir de quanto tempo é a gravidez e tirar as medidas - Castle olhava fascinado. Ali estava seu filho e de Beckett. Eles conseguiram. Iam ter um bebê. Suspirou. 
— É o nosso bebê, Castle - ela sorria. 
— Pelos meus cálculos, você está de oito semanas. Lembra de alguma coisa em especial?  
— Não realmente. 
— Isso não é problema. Posso jogar os dados no computador e ver quando foi concebido, pelo menos a estimativa da semana. Vou tirar umas fotos da imagem. Preparados para ouvir o coração? - eles se entreolharam e afirmaram que sim para a médica. O barulho das batidas fortes e ritmadas invadiu a sala. Beckett sentiu o corpo arrepiar e apertou a mão de Castle. 
— Nosso bebê. Meu Deus… isso está realmente acontecendo, Castle? 
— Sim, está - ele acariciou o rosto da esposa, o polegar roçou nos lábios dela. 
— Vou deixa-los à vontade, assim que terminarem venham a outra sala - Kate passou a mão no rosto de Castle. Beijou-lhe os lábios. 
— Oh, Kate. Eu estou tão feliz. Vamos ter um bebê. Dois meses - outro beijo - nossa família. 
— Sim, você me deu uma família, babe. Vamos, essa aventura está só começando - Beckett se levantou da maca, ajeitou a roupa e de mãos dadas com o marido se dirigiu a outra sala. Sentaram-se nas cadeiras de frente para a médica. 
— Eu já carreguei os seus dados no computador. Segundo o programa, seu bebê foi concedido em meados de setembro. A data de nascimento deverá ser entre o dia 10 e 16 de junho. Eu vou receitar algumas vitaminas importantes para a gravidez. Também sugiro uma dieta leve. Nada de exageros. Sem bebida alcoólica daqui para frente. 
— E o café? Beckett é viciada nele. 
— Ela vai ter que abdicar um pouco dele. Existe um mito em torno do café, por via das dúvidas nós suspendemos seu uso no primeiro trimestre e depois você pode tomar apenas uma vez por dia e com leite. Nada de puro. 
— Quando poderemos saber o sexo? Apesar que será apenas para confirmação. Tenho certeza que será um menino. 
— No quarto para o quinto mês dependendo da posição do bebê. Tem também o exame de sexagem fetal que poderia ser realizado a partir das dez semanas de gravidez. Se quiserem eu agendo para fazer. 
— Não, nada de apressar as coisas - disse Beckett. 
— Mas Beckett, assim não poderemos comprar nada. Nem um presentinho - a cara de angustia de Castle a fez rir. 
— Tem coisas e cores neutras para bebê, Castle. 
— Você tem enjoado muito? 
— Não. Eu reagi bem. Tive enjoos numa cena de crime, mas não era a melhor imagem. Não senti nada hoje pela manhã. 
— Monitore. Se sentir, terá que ir devagar. Talvez enjoe algumas comidas, bebidas, cheiros em geral. Varia de pessoa para pessoa ou pode não enjoar de nada. Gravidez não é doença portanto continue trabalhando, vivendo sua vida normalmente. Nada de exageros e superproteção, certo Castle? - a médica olhava para ele. 
— Certo. 
— Sabemos que alguns pais ficam exagerados, super cuidadosos. O que é bom, mas grávida não está inválida. Alguma outra pergunta? - na verdade, Beckett tinha muitas, porém achava que era muito cedo para falar ou estava muito ansiosa. Poderia ser apenas bobagem de sua parte. 
— Acho que não. Estamos bem. 
— Ótimo. Quero vê-la aqui no proximo mês, com o fim do primeiro trimestre. Aqui estão os remédios, aproveitem bem a época, é muito gostosa - eles se levantaram cumprimentaram-se entre si - cuidem-se e parabéns mais uma vez. 
Satisfeitos saíram do consultório. Johanna estava esperando-os na recepção. 
— Então? 
— Dois meses. Está tudo bem. 
— Ah, que maravilha! - ela abraçou Beckett - estou tão feliz por vocês. Alguma preferência por menino ou menina? 
— Não, eu ficarei feliz do mesmo jeito. Mas Castle jura que é menino. 
— Veremos se dessa vez você fez um garoto. Estão indo para casa? 
— Sim, o dia acabou para nós. E você? 
— Tenho mais duas horas de plantão. Vou falar com o Paul. Não esqueci o nosso próximo jantar. 
— Tudo bem. Obrigada, Johanna. 
— É um prazer, Kate. Tchau, Castle. 
De volta ao loft, Beckett trocava de roupa enquanto Castle fazia algo no escritório. Ela se pegou de frente para o espelho admirando sua silhueta de frente e de lado. Claro que não havia barriga, porém Beckett se sentia diferente. Os seios estavam sensíveis, a barriga lisa não esboçava sinal de que cresceria logo. Suspirou. Castle voltou para o quarto a fim de perguntar o que ela queria jantar e a encontrou assim. Não resistindo, ele a abraçou por trás. 
— Se admirando, mamãe? - beijou-lhe o pescoço - não dá para perceber ainda, amor. 
— Eu sei. Mas meu corpo está diferente, Castle. Eu sinto. 
— É normal - ele acariciava o ventre dela. Virando-a de frente para si, Castle se ajoelhou e beijou-lhe o ventre, sentiu as mãos de Kate em seus cabelos enquanto fazia isso. 
— Cas? Promete uma coisa? 
— Sim, Beckett. Eu continuarei a ama-la se ficar enorme e chata durante a gravidez - ela riu. 
— Não era isso, bobo. Mas é bom saber. Não é como se você tivesse uma escolha. Eu estou grávida, porém ainda carrego uma arma - ele a abraçava pela cintura - Podemos deixar esse assunto apenas entre nós por um tempo? Não quero que todos saibam agora. Talvez daqui a um mês. Contamos apenas para Martha e meu pai. 
— E Alexis, quando ela ligar. Tudo bem. Faremos isso. Quer evitar o assunto com Gates? Ela vai ter que se preparar para a sua saída. 
— Até lá, com sorte eu poderei contar com Ryan. 
— O que você quer para jantar? Salada e frango.Tem que comer saudável, não? 
— É. Está ótimo, babe. 
— E depois do jantar devemos comemorar de verdade. 
— Comemorar você disse? Hum... vou gostar dessa sua ideia? - ela envolveu seus braços no pescoço dele.  
— Muito. Garanto.  
— Então é melhor eu me apressar. Você sabe que não gosto de perder tempo.  
— Exceto quando foi para decidir ficar comigo.  
— Touché - ela beijou-o de uma maneira tão sensual que fez Castle gemer - acho que acabei de provar que a espera valeu a pena.  
— Tudo bem, Kate. Vamos comer. 
Após a refeição, eles ficaram na sala namorando. Bastou o clima esquentar para que Castle a puxasse para o quarto.  
A sequência de beijos e mãos bobas tomou proporções maiores e acabou na cama. Ele livrou-se da blusa que ela usava, das suas próprias roupas e explorava o corpo de Kate com a boca. Ela mantinha as mãos nele incentivando tudo o que fazia. Um calor lhe subiu atiçando o desejo de tê-lo dentro de si. Castle voltou a tomar-lhe os lábios. O beijo entre os dois era algo sempre poderoso capaz de deixar ambos à beira da loucura. Ele já havia se livrado da calcinha dela, se arrumava para penetra-la no momento que Kate mordiscava seus lábios e chamou por ele.  
— Castle... será que podemos? - ela quebrou o beijo, a ruginha de preocupação na testa - será que é certo?  
— É claro que é - ele a beijou novamente, Kate o puxou pela nuca aprofundando o contato para logo depois se separar. Castle olhava ofegante para ela.  
— O que foi? Por que parou?  
— E se machucarmos o bebê? E se eu tiver...- ele colocou o dedo indicador nos lábios dela.  
— Não vai acontecer nada. Não faz mal acredite em mim... - voltou a beija-lá e quando Kate estava cedendo novamente ela o empurrou.  
— E-eu tenho medo... não quero arriscar, e-eu nunca passei por isso antes e...- Castle saiu de cima dela. Sentou-se na cama - desculpa, eu quero muito, babe. Só preciso saber se devemos.  
— Eu sei que não é problema, mas pode pesquisar no Google. Eu espero. Ou se preferir, pode ligar para Johanna - Kate olhava para o marido. Suspirou. Ela acabara com o clima, não? Pegou o celular e mandou uma mensagem para Johanna. Enquanto esperava a resposta, ela pesquisou e não encontrou qualquer restrição. Mordiscou os lábios já se preparando para pedir desculpas quando o som de mensagem soou. Ela leu a mensagem de Johanna "Vá em frente, coelhinha. Nada de errado em querer seus orgasmos. Divirta-se." Ela deixou o celular de lado. Olhou para o marido. 
— Desculpa, babe. Eu sou uma boba. Não entendo muito disso - ela deixou a cabeça descansar no peito dele. Castle acariciava seus cabelos.  
— Tudo bem, amor.  
— Você vai ter que ter paciência comigo.  
— Admita que eu estava certo e ficaremos bem - ela torceu os lábios, ao invés de concordar com ele, Beckett sorveu seus lábios apaixonada deixando uma das mãos deslizar até o membro dele segurando e acariciando. A reação de Castle foi imediata. Gemendo entre seus lábios, ele a derrubou na cama e recomeçou o que faziam. O desejo voltou com força total. Necessitavam um do outro, clamavam pela união de seus corpos e por saciar o desejo que os consumia. Ele a penetrou de uma vez e Beckett se deixou levar pelas sensações que fazer amor com Castle a proporcionava. Foi muito fácil chegar ao orgasmo. Ao final de tudo, trocaram um novo beijo e adormeceram enroscados um no corpo do outro.  
Pela manhã, Beckett aproveitou o sábado para ficar um pouco mais na cama. Espreguiçou-se procurando pelo corpo quente de Castle, porém apenas encontrou o lugar vazio e frio. Checou o celular. Passava das dez. Então ela sentiu o cheiro de bacon. Sorriu levantando-se colocou o roupão de seda e seguiu para a cozinha. Ele estava fritando ovos.  
— Ah, você acordou. Está com fome?  
— Sim, mas não sei se deveria comer bacon.  
— Oh! Os ovos são para mim. Tem frutas, aveia e suco de laranja para você. Se quiser faço o seu sem bacon - ela já comia um morango. Beliscou o bumbum dele.  
— Acho que vou aceitar... sua mãe está em casa? - sentou e serviu-se de suco de laranja.  
— Acho que sim. Deve estar dormindo ainda. O chamado sono da beleza ou como ela tenta nos enganar em relação à preguiça. Você está bem? Algum enjoo?  
— Não, estou ótima. Amanhã é a prova do Ryan.  
— Ele vai se sair bem.  
— Também acho é só não deixar o nervosismo dominá-lo.  
— Ok. Aqui estão seus ovos. Você quer fazer alguma coisa hoje?  
— Não pensei sobre isso. Por que?  
— Estava pensando que poderíamos sair, olhar algumas lojas de bebês, almoçar.  
— Você está louco para gastar dinheiro, não? - ela brincou com o marido - você não vai sossegar. Tudo bem, vou deixar você se safar com isso. Podemos ir passear e eventualmente você irá fazer uma compra. Um ou dois itens no máximo - nesse instante Martha aparece na cozinha. 
— Bom dia, kiddo! Olá, Katherine. Vejo que não fui a única que dormiu mais um pouco hoje.  
— Oi, Martha. Nós temos algo para contar - ela olhou para Castle. 
— É mãe. 
— Não me digam que estão em um daqueles casos malucos onde um ou os dois podem sair feridos ou sabe lá o que!  
— Não é nada disso, mãe. É algo bom - Beckett sorri para Castle e depois para a sogra.  
— Eu estou grávida, Martha.  
— Meu Deus! Katherine, isso é maravilhoso - ela abraça a nora - de quanto tempo? Quando descobriram?  
— Dois meses. Fomos ontem na médica - sim, Beckett não conseguia deixar de sorrir.  
— Ah! Em breve teremos um pequeno ou uma pequena correndo pela casa.  
— Segundo Castle será um menino.  
— Richard nasceu para ser rodeado de mulheres.  
— Obrigado, mãe. Isso realmente mostra o quanto preciso de alguém do mesmo sexo para me ajudar.  
— Não seja dramático. Será ótimo ter um bebê por perto.  
— Castle, por que não vai se arrumar? Eu preciso de uns minutos para contar ao meu pai - ela esperou o marido ir para o quarto - ele quer comprar coisas de bebê. Acha que eu sobrevivo, Martha?  
— Querida, se tem uma pessoa capaz de freia-lo, esse alguém é você. Boa sorte! - rindo Martha se afastou para dar a privacidade que ela precisava para falar com o pai. Sentada no sofá, Beckett esperava a ligação ser atendida.  
— Alô?  
— Hey, dad...  
— Katie, que bom ouvir sua voz. Como você está, filha? 
— Muito bem. Estou ligando para contar uma novidade. 
— Novidade? Hum… você subiu de patente de novo? - ela riu. 
— Não, é pessoal. Preparado? O senhor sera vovô. Estou gravida, pai. 
— Katie! Que ótima notícia! Wow! Parabéns! Você me pegou de surpresa. Eu nem sei o que pensar. 
— Não gosta da ideia de ter um netinho ou uma netinha pedindo doces e presentes para o vovô? 
— É claro que sim, mas é novo para mim. Como está Castle diante da notícia? 
— Como o senhor acha? Empolgado, radiante. 
— Dê parabéns a ele por mim. Nossa! Sua mãe teria amado isso. 
— Eu sei… eu pensei nela quando confirmei a gravidez. Ela seria a primeira a correr para a loja e comprar algo. Competiria com o Castle, claro - Jim riu. 
— Aproveite, Kate. É uma fase muito bonita. Gosto de saber que você está feliz, filha. 
— Estou. Muito feliz. 
— Ótimo! Assim que eu me livrar de um processo que está em julgamento irei visita-la. Mande lembranças a Martha por mim. 
— Pode deixar. Espero sua visita - ao desligar, ela suspirou. A lembrança da mãe veio em seus pensamentos. Tê-la ao seu lado durante esses meses seria muito bom. Johanna teria adorado participar de tudo. Sentiu os olhos arderem. Rapidamente tentou se recompor, porém Martha percebeu. 
— Você se lembrou dela, não? Sua mãe? Tudo bem, querida. É natural. Eu sei que não sou ela, mas estarei aqui para o que você precisar. Pode contar comigo. 
— Obrigada, Martha - Castle apareceu na sala.
— É para hoje? Eu já estou pronto - ela revirou os olhos. 
— Já estou indo apressadinho. 
Meia hora depois, eles deixavam o loft. Andaram pelas ruas de Nova York visitando várias lojas para bebês. Ela teve que controlar o marido de perto porque ele já estava pensando nos brinquedos para o quarto do bebê. Com muito custo e alguma ameaça, ela conseguiu conte-lo. As compras se resumiram a uma sacola grande o que certamente era um avanço em se tratando de Castle. Da última vez que tiveram um bebê por perto, ele comprou um enxoval novo para a criança. De mãos dadas, seguiram para um restaurante para almoçar. 

XXXXXXXX

Em outro canto da cidade, a vida seguia sua rotina. Johanna deixava o plantão naquela tarde de sábado para uma folga merecida de dois dias seguidos. Nem acreditava que seu dia fora tranquilo e ainda eram duas da tarde. Como prometera a Audrey de irem fazer compras em um dos outlets em Jersey, Johanna optara por vir trabalhar de carro. Ela sabia que Paul estava na escala de sábado, porém não se atentou para o horário em que entraria no plantão. Lá se fora sua chance de uma noite de sábado com seu namorado. Pensando no assunto, fez uma nota mental para enviar uma mensagem perguntando a Paul se estaria livre no domingo à noite. 
Ao chegar em seu carro, estava prestes a abrir a porta quando sentiu alguém aproximar-se pressionando-a contra o veiculo. O perfume. Paul beijava-lhe o pescoço. 
— Já de saída? - ela virou-se para fita-lo. 
— Hey… eu ia mandar uma mensagem para você - ela beijou-lhe os lábios - trabalha domingo à noite? 
— Não. Quer fazer alguma coisa? 
— Sim, nem que seja comer pizza na sua casa. Só quero passar um tempo ao seu lado. 
— Hum, saudades? - ela sorriu. 
— Alguém anda muito convencido, será que Castle te contaminou? 
— O que ele tem a ver com isso? Tudo bem, eu ligo para você amanhã. Enquanto isso… - ele sorveu os lábios de Johanna com vontade. O corpo imprensou o dela contra a lataria do carro. As mãos de Paul acariciavam a lateral do corpo de Johanna, a boca devorava-lhe o pescoço voltando para os lábios. Ela sentia um arrepio percorrer-lhe a pele, o calor subir fazendo seu rosto ficar vermelho e gemeu em antecipação. Paul quebrou o beijo olhando-a intensamente - isso é para você não me comparar mais com esse escritor. E porque não dizer algo para lembrar de mim e ficar com vontade…
Ele se afastou sorrindo. Um pouco desnorteada, ela começou a rir passando a mão no pescoço tentando acalmar as batidas descompassadas de seu coração. 
— Paul… isso não se faz… - ainda podia sentir o cheiro do perfume dele em sua pele - maldito seja! - murmurou baixinho. Precisava afastar esses pensamentos impuros da sua mente, pelo menos até a noite seguinte. Ele ia pagar pela brincadeira - Me aguarde, Dr. Gray. 
No domingo, Ryan entrava no prédio da 1PP disposto a subir de patente e fazer não apenas Jenny, mas também a sua capitã se orgulhar dele. Beckett também não deixou de pensar no amigo. Queria vê-lo tenente. 
Castle recebeu uma ligação da filha e acabou aproveitando a oportunidade para contar a novidade. Alexis deu parabéns a Kate e ao pai mostrando-se preocupada em como Beckett conseguiria cuidar de um bebê e de seu pai. Fora isso, nada de extraordinário aconteceu com eles. 
Johanna chegou na casa de Paul por volta das sete da noite. Ao abrir a porta, Paul sorriu. Ela estava usando um vestido e um casaco. Trazia uma sacola nas mãos. 
— Hey, você trouxe o jantar? 
— Não. Uma entrada para degustarmos com cerveja ou tequila. Guacamole e tostillas - entregou a sacola para o namorado e beijou-o - hum, existe algum motivo especial para isso? 
— Não realmente. Eu apenas pensei que quando tivéssemos aqui, você ia provavelmente sugerir que pedíssemos pizza o que não é um problema para mim. Mas por que não ter outros sabores? 
— Eu não tinha pensado em pizza - ele falou com a cara mais lavada pois sobre a mesinha de centro havia três menus de diferentes pizzarias. 
— Imagina! - ela riu voltando a beija-lo. Os lábios de Johanna realizavam uma dança lenta sobre os de Paul, as mãos escorregavam pelo peito dele provocando ela sussurrou no ouvido de Paul após mordiscar o lóbulo da orelha - diz que você tem tequila… 
— Na verdade, eu tenho - a voz saiu meio rouca. 
— Muito bom - ela se afastou sentando-se no sofá após tirar seu casaco como se nada tivesse acontecido. Paul se dirigiu ao pequeno bar que mantinha na sala do apartamento, pegou uma garrafa de Jose Cuervo e dois copos de shot. Seguiu para a cozinha. Com um prato com sal e pedaços de limão, voltou à sala onde ela estava. Colocou a garrafa e os copos na mesa. Mostrou o prato com sal e limão. Johanna sorriu. Mal sabia ele o que ela tinha em mente. 
— Sente-se ao meu lado, Paul. Vamos comer esse guacamole. 
— Sabe, já que começamos com mexicana podemos continuar. Posso ligar para um mexicano. Uns burritos, quesadillas ou tacos. 
— Por mim tudo bem. Você quer fazer isso logo? Assim ficamos livres para aproveitar a noite - Paul seguiu o conselho da namorada imaginando que ela queria ir a outro nível, algo que ele não ia mesmo reclamar. Pedidos feitos, ele sentou-se ao lado dela servindo a primeira dose de tequila para ambos.  
— Não sabia que você gostava de tequila assim.  
— Não sou uma super fã, mas tem ocasiões em que uma boa tequila é a melhor companhia.  
— Espero não ser esse o caso, não está dizendo que prefere a bebida do que a mim - Johanna riu acariciando a coxa dele.  
— Nesse caso é a junção perfeita - ela tocou o rosto dele trazendo o rosto de Paul para perto roçando o polegar nos lábios, ela instigava a imaginação do médico usando a ponta da língua para instiga-lo até render-se completamente ao beijo. As mãos de Paul já deslizavam pelo corpo dela apertando-lhe os seios, saboreando o pescoço da médica. Johanna com muita força de vontade conseguiu se afastar.  
— Que tal experimentar o guacamole? - ela respirou fundo pegando uma tortilla enchendo da mistura de sabores. O jeito como ela comia não passou despercebido para Paul. Podia ser loucura, porém ele jurava que era sensual, provocante. Para afastar os pensamentos por uns instantes da sua mente, ele provou a comida. 
Viu quando Johanna despejou o sal nas costas da mão. Em seguida, ela pegou o copo com a bebida e ofereceu a ele. 
— Achei que ia beber.  
— Eu vou. Primeiro você - ainda sem entender Paul pegou o saleiro e derramou um pouco em sua mão. Johanna rapidamente pegou seu copo sobre a mesa e virou. Então Paul foi pego de surpresa quando ela pegou a mão dele e levou à boca. Os olhos não deixavam de fitar o par agora extremamente verde cheio de desejo.  
— Wow!  
— Beba, Paul - ele obedeceu virando a dose de vez. Johanna ofereceu a mão para que ele sorvesse o sal. Ele sugou a mão dela com gosto. Então ela ofereceu o limão. Paul fez uma careta ao sentir o azedo em sua boca. Sorrindo, ela pegou a garrafa de tequila servindo novas doses. Comeu um pouco mais de guacamole.  
— Esse é um novo jeito de beber tequila.  
— Pela sua reação imagino que tenha gostado.  
— E como! - a campainha tocou. A comida chegara. Paul se levantou para atender. Aproveitando que ele estava ocupado, ela resolveu ficar mais a vontade. Tirou os sapatos erguendo as pernas no sofá. O vestido que usava era super fácil de tirar e não colocará sutiã. Não ia negar que estava com fome, mas se Paul a provocasse ou mesmo a pressionasse só um pouquinho, ela cederia partindo para ação no mesmo instante.  
Paul voltou trazendo pratos, guardanapos, pimenta. Colocou tudo sobre a mesa. Percebeu que ela estava bem à vontade sentada sobre as próprias pernas quase de joelhos o que expunha boa parte da pele alva e macia que ele tanto adorava. O coque que usava fora desfeito e os longos cachos estavam caídos sobre o ombro.  
— Está com fome?  
— Estou. Quero provar a quesadilla. Pode me dar um pedaço? - ele estendeu o prato para Johanna - e passe a pimenta também - ele a viu mergulhar um pedaço direto no molho da pimenta. Provou. Depois repetiu o gesto com o guacamole. Ele olhava espantado para a forma sensual que Johanna comia ou seria apenas ele que achava tudo naquela mulher sexy?  
— Não vai comer?  
— Claro. E-eu estava decidindo... tacos. Melhor - Johanna escondeu o risinho de satisfação - estão bons - ela fingiu não ouvir. Pegou um burrito e partiu ao meio porque não conseguiria comê-lo todo. Ao colocar a comida na boca, Paul a olhava intensamente enquanto ela agia de maneira displicente. Pode ouvi-lo gemer. Terminou a comida, limpou a boca e avisou que ia usar o banheiro. Sorrindo, ela tirou o excesso de pimenta e cebola do hálito voltando para sala com o batom vermelho retocado. Paul mordiscava um último pedaço de quesadilla. Viu que a metade de seu burrito também se fora. Sentou-se do lado dele novamente.  
— Satisfeito?  
— Sim. Estou bem. Quer mais tequila?  
— Claro - ela não esperou por ele, virou a dose e serviu outra dose. Paul ergueu uma das sobrancelhas olhando-a, porém Johanna não lhe deu tempo de questionar. Erguendo-se do sofá, ela atravessou uma das pernas sobre o corpo de Paul sentando-se em seu colo com o shot em uma das mãos e o resto do sal nas costas da outra.  
— O que você está fazendo? - perguntou imediatamente colocando as mãos na cintura dela.  
— Oferecendo a você uma dose especial de tequila. Abra a boca, vire o shot, mas não engula ainda - ele obedeceu. Johanna segurou o rosto de Paul com as duas mãos e sacudiu a cabeça dele - agora engula.  
— Wow! - no entanto Johanna não deu tempo para o homem a sua frente pensar. Ela passou o resto de sal em seus lábios e beijou-o em seguida. As mãos de Paul deslizaram pela lateral do seu corpo até encontrar os seios dela. Apertou e segurou um deles em sua mão acariciando e ouvindo os gemidos de Johanna durante o beijo. Finalmente ela se afastou.  
— O que foi isso?  
— Apenas um truque que aprendi no México.  
— Meu Deus, Joh... estou meio zonzo.  
— Eu sei, essa é a sensação - ela beijou Paul mais uma vez.  
— Joh? 
— Hum? - ela roçava o nariz no pescoço dele sentindo o cheiro da loção pós-barba da Hugo Boss.  
— Eu não aguento mais - ele puxou o vestido dela pela cabeça deixando Johanna apenas de calcinha. A boca foi direto para seus seios, sugando um e outro. Ela inclinou-se para trás sentido o braço de Paul apoia-la. Puxou-o pelo cabelos erguendo seu rosto sorvendo seus lábios em um beijo ardente. Podia sentir a ereção dele contra seu corpo. De repente, ele a levantou-se do sofá carregando-a consigo. 
— O que você está fazendo,Paul?  
— Vou levá-la para a minha cama.  
— Com tequila ou sem tequila? - ela sussurrou sugando o lóbulo de sua orelha.  

— Pegue a garrafa... - rindo ela agarrou a garrafa de José Cuervo enquanto ele caminhava para o quarto.  


Continua...

4 comentários:

Priscila Barros disse...

Ahhhhh, que maravilha, que capítulo lindo e maravilhoso! ❤❤❤❤❤❤❤
Primeiramente eu queria dizer que quase gritei aqui quando a Johanna falou que o resultado do exame era positivo! ❤❤❤❤ Ahhhh, um baby caskett ❤❤❤❤ depois de tudo que esses dois passaram, é tão lindo ver isso acontecendo ❤❤❤❤
*Quero ver a Kate controlar o Castle pra ele não comprar metade da cidade pra essa criança hauahauahuhauahauahu ❤*
Ahhh, e o que falar do casal Grayshall maravilhoso?! E essa tequila?! Meu Deus, preciso dizer que lembrei muito de Giff! Ai que amor ❤❤❤❤❤ amo forte Grayshall ❤❤❤❤❤❤
Ai, eu amei tudo, Kah! O capítulo foi lindo ❤❤❤❤

Madalena Cavalcante. disse...

AAAAAAAAAAAH VEM LILY CASTLE!!!!!!!!!!!!!!!! *-----* Morri com o resultado do exame!! Coisa mais linda da vida! E ela se admirando no espelho???!!!!!!! Sofri com essa cena!
E o que falar do meu terceiro casal preferido?! O QUE FOI AQUELA PEGADA DO PAUL NO ESTACIONAMENTO??????! E A JOH COM A TEQUILA?????!!!!!!!!!
Kah, como sempre um capítulo. maravilhoso, que me fez ficar super ansiosa por ver como a Kate vai conseguir frear as compras do Rick! Kkkkkkkkkkk

cleotavares disse...

Ahhhhhhhhh! Que lindooooooo! Valeu a pressão, hahahaha!
A ultra sonografia "Preparados para ouvir o coração? " Nossa! Isso mexe comigo, e muito.
Já estou imaginando, o Castle enlouquecendo a Kate ou o contrário. Vai ser ótimo.
E o que dizer do casal Grey´s Anatomy? Humm! O Paul tem pegada, e a Johanna não fica atrás.

Valeu, Kah! Qualquer coisa, a gente ameça mais, ops! digo, pede mais. hahaha!

Vanessa Belarmino disse...

Um homem que fica tão bobo e zonzo e quer sair a rua de pijama para comprar o teste de gravidez na farmácia. Eu iria rir e beijar, porque é fofo demais.♥♥♥
E ainda vai abraça-la porque sabe que ela está nervosa. Quero um Castle pra mim. Onde clica? ♥
Ligaram pra Joh. Ela ta certa, eles fazendo drama a toa hahahah
Ele ja tem quase certeza que ela está gravida. Joh foi levar o sangue pessoalmente ao laboratório. Todo mundo ansioso. Beckett mais que Castle, o que é algo raro.
Kate surtando com a possível gravidez... Enjoo, ficar enorme, parto e etc. Claramente eu ahahaha
E Castle sendo um lindo e a acalmando. Como não se apaixonar mais por esse homem todos os dias?
Yes, ela está gravida! OMG, referencias ao pedido de casamento. Covardia, mas foi uma boa comparação.
Achei bonitinho e reação atarantada da Kate. ahahah
Joh participando da festa. Amei.
A família deles. Tão emocionante isso! É capitã, as aventuras estão recomeçando hahahah
Eles no consultório, tão lindo. A emoção de ver e ouvir seu bebe pela primeira vez.To emotiva hj hahaaha
Kate se olhando no espelho, e Castle todo bobo. Claro que ele ia beijar o ventre dela.
"— Sim, Beckett. Eu continuarei a ama-la se ficar enorme e chata durante a gravidez"
Ai gente eu to rindo dela parando bem na hora da comemoração, por medo hahaha
Melhor que isso só a resposta da Joh hahaahahahah
"Vá em frente, coelhinha. Nada de errado em querer seus orgasmos. Divirta-se."
Castle sempre sendo incrível, porque ne para ele é complicado parar quando está animado assim...
Foi lindinho ela pedindo desculpa, falando que não entende nada disso e falando que ele vai ter que ter paciência com ela.
E enfim rolou a comemoração.
Arrasa Ryan, to torcendo tanto.
Ja estava com saudades de Martha, acho que ela vai cumprir a promessa de mimar os netos e enlouquecer Kate hahaha
Jim surpreso. *-*
Martha dizendo que não é mãe dela, mas estará lá para o que ela precisar... Eu vou chorar.♥
Conter as compras de Castle vai ser um desafio e tanto hahaha
Paul todo saidinho, um provocador. Mas Joh não vai deixar barato. Tequila hein. Se inspirou em Nikki hahahah
Ok, concordo com Mada, queremos NC do casal Greys Anatomy. Vc vai arrasar nisso. Meu Deus que química!
Mas meu segundo shipp favorito ainda é Giff, isso não vai mudar ♥♥♥
1º é Caskett ♥♥♥
3º SN (talvez) haha