terça-feira, 4 de abril de 2017

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.109


Nota da Autora: E consegui aparecer com atualização. Nesse capitulo tem risadas, caninhas de ciúmes, referências (para bons entendedores hahaha) e uma espécie de preparação do terreno para futuros projetos. E claro, a quem quero enganar? Tem cena hot e uma participação especial do casal fofura, nossos sogrinhos favoritos. Lembrando que o nome de atores e series aqui citados não me pertencem, conteúdo para diversão. Enjoy!  


Cap.109  

As filmagens de Absentia continuavam de vento em popa. Stana conseguira organizar seus horários para que filmasse cenas à noite apenas duas vezes por semana dependendo do episódio. Gigi a adulara a semana inteira para visitar o set. Não podia mais enrolar a irmã. Ela estava curiosa para conhecer o ambiente e os novos colegas de elenco de Stana. Na segunda-feira ela cedeu. 
Mesmo enrolada, ela conseguiu arranjar uma hora para ser a guia no set para a irmã. Apresentou-a para Neil, Patrick, Cara e o produtor e criador. Gigi tirou fotos com todos. Neil brincou com ela. 
— Nossa! A beleza é de família. Sua irmã também é muito bonita e mais alta que você. É um prazer conhece-la, Gigi - galante, pegou a mão dela levando aos lábios. Um sorriso charmoso. Deu uma piscadinha para ela. Gigi retribuiu o sorriso e tirou a foto. Não passou desapercebido para Stana o braço de Neil ao redor da cintura da irmã. Terminado o pequeno tour, Stana informou que precisava gravar em quinze minutos. 
— Sis! Que perdição esse set, não? Muito homem bonito e charmoso por metro quadrado. Esse elenco foi escolhido a dedo - a irmã olhou para ela de cara feia. O olhar de desaprovação.  
— Você está muito animadinha, não? Esqueceu desse negócio que tem no seu dedo junto do seu anel de gota? 
— Claro que não. Eles podem ser até bonitos, mas nenhum é páreo para o meu Jeff gostoso! Ha! Nenhum mesmo - rindo, Stana a expulsa do set. 
— Sai daqui antes que comece a listar as qualidades e os atributos do seu marido. 
— Morre de inveja que eu sei - provocou Gigi, beijou o rosto da irmã e sussurrou - dá um cheiro na minha fofinha por mim.   
Dois dias depois, Stana resolve fazer um agrado para o marido. Fazia tempo que não cozinhava para ele. Enviou uma mensagem no meio da tarde para seu celular “Não se preocupe com o jantar. É por minha conta hoje. Vejo você mais tarde. Love u. XS”. Quinze minutos depois, ela recebe uma emoji de uma piscadela com um coração e as iniciais dele. 
Deixou o set às seis da tarde e foi direto para a casa da irmã. Gigi abriu a porta e estranhou. 
— Sis, o que faz aqui? 
— Vim pedir uma panela emprestada. 
— Panela? Para que? Não tem panela na sua casa? 
— Vou fazer o jantar para o Nate. Cadê o Jeff? - perguntou remexendo nos armários - preciso de uma panela específica. Eu vi aqui. 
— Ele ainda não chegou - respondeu Gigi desligada comendo uma maçã - deve estar adiantando as coisas. Eu nem contei ainda para você, sis. Vamos para Edmonton nesse fim de semana visitar a sogrinha. 
— Aha! Achei! - com a panela nas mãos, ela fitou a irmã - você disse Edmonton? 
— Sim, vamos passar um fim de semana com os sogrinhos. 
— Que ótimo! Divirtam-se e mande muitos beijos para os dois. Preciso ir, Nate está me esperando. 
— Vai… nem quer saber das novidades da irmã. Depois que ouviu os conselhos da Gigi aqui, não quer mais largar o osso. Eu sei o que você vai fazer depois desse jantar. Não se preocupe, vou contar para o meu marido. 
— Tchau, sis. Agradece meu cunhado pela panela - Gigi deu de ombros. Viu Stana desaparecer pela porta. 
— Quanta pressa para chegar em casa! Ela nem prestou atenção ao que disse. 
Stana chegou em casa com duas sacolas de mercado. 
— Você pretende fazer um banquete para mim? Para que tudo isso? Temos muitas coisas para você cozinhar na nossa geladeira - ele disse ao vê-la entrar em casa direto para a cozinha. 
— Eu não lembrava se tínhamos todos os ingredientes então não quis arriscar. 
— E o que nós vamos comer? - perguntou escorando-se no balcão. Viu a esposa pegando a panela de dentro da sacola - você comprou até panela? 
— Não, peguei emprestado do seu irmão. Claro que tive que me virar para encontrar não adiantava nada perguntar onde estava a yoki da Gigi. Jeff não estava em casa ainda. Eu sabia que ele tinha, vi quando fui ajudar a Gigi a cozinhar o jantar do dia dos namorados. Vou fazer um yakisoba especial para nós, com tudo que temos direito. Frango, carne, porco, camarão e os legumes. Trouxe shoyu e óleo de gergelim. 
— Deu agua na boca. Como a nossa filha está dormindo, vou tomar um banho. Deixarei a babá eletrônica aqui caso ela chore - colocou o eletrônico sobre o balcão, aproximou-se da esposa e cheirou seu pescoço - eu já volto. 
Quando Nathan volta a cozinha, Stana estava colocando o yakisoba no prato, o cheiro estava delicioso.  
— Nossa, nem sabia que estava com tanta fome.  
— Sente-se, amor. Quer beber o que?  
— Pode me dar uma cerveja mesmo - ela vai na geladeira, entrega a garrafa para ele - agora será que pode se sentar à mesa comigo?  
— Um minuto. Vou trocar de blusa, estou só shoyu e gergelim - ela sobe as escadas com rapidez e logo está de volta - pronto, podemos comer - ele se levantou puxando-a pela cintura. Sorveu seus lábios, rindo ela comentou - pensei que estivesse com fome.  
— Estou. Queria somente agradecer minha esposa pelo jantar que preparou para mim depois de um dia cheio.  
— De vez em quando é bom. Sente-se e coma antes que esfrie ou antes que Katherine acorde e acabe com a nossa festa.  
Eles jantaram, namoraram e curtiram um tempo a sós, nos braços um do outro. De repente, Stana o fitou.  
— Aconteceu algo estranho hoje no set.  
— O que? Alguém tentou te cantar? - ela riu.  
— Não, pelo contrário. Apesar de saberem que sou "solteira", o respeito existe. Esse é o lado estranho. Tudo é muito divertido, o trabalho mesmo pesado deixa todos de bom humor. Risos, piadas, brincadeiras. Eles implicam comigo porque eu bebo minha primeira caneca de café do dia sozinha, um ritual eles chamam. Hoje quando Patrick fez uma brincadeira todos riram menos eu. Naquele momento eu percebi o quanto sinto falta de Castle, do ambiente que tínhamos, de você.  
— Hey, isso não é estranho - percebeu a melancolia nos olhos dela - não fique assim, Staninha.  
— Ah, Nate... não posso evitar. Senti tanta vontade de te ligar, tenho saudades de dividir uma cena com você. Isso é estranho?  
— Claro que não.  
— Sinto falta de trabalhar ao seu lado. Pode me culpar?  
— Não, você sente falta do cara bonitão ao seu lado porque nenhum é páreo para mim - ela riu dando um beijo estalado na bochecha - brincadeiras à parte eu entendo. 
— Será que algum dia ainda iremos trabalhar juntos? Você gostaria? 
— Ainda pergunta? Nunca saberemos ao certo. As coisas em Hollywood são imprevisíveis. Torço para que sim. Que tal a gente ir para a cama? Posso matar as saudades de outro jeito - a babá eletrônica deu sinal de vida com o choro de Katherine - ou você pode ir alimentar sua filha agora. Talvez depois possamos voltar para o mesmo ponto - ela o beijou e subiu as escadas para checar Kate. 
Jeff chegou em casa por volta das oito da noite com uma sacola de comida chinesa. Encontrou a esposa na sala olhando alguns arquivos no notebook. Provavelmente ainda estava trabalhando. 
— Oi, Gi. Trouxe nosso jantar. Desculpe estar chegando tarde essa semana, preciso deixar tudo adiantado se vamos viajar na sexta à tarde  - ele beijou o pescoço dela, Gigi inclinou a cabeça para receber os lábios dele - trabalhando? 
— Pesquisando algumas coisas. Tenho uma novidade incrível! E a sis nem quis ouvir só pensava na droga da panela e no marido. 
— Panela? Você falou com ela pelo telefone? 
— Não, ela veio aqui que nem relâmpago atrás de uma panela sua. 
— Qual? 
— Sei lá, Jeff! Eu tenho cara de quem está preocupada com panela? - ela deixou o notebook de lado e fitou o marido - será que pode prestar atenção em mim um minuto? Ou também não está interessado? 
— Hey… devagar. O que houve? 
— Ah, amor. Uma oportunidade incrível! Nosso escritório estava numa concorrência para repaginar uma rede de lojas famosa de decoração. Três concorrentes. A conta vale muito e adivinha quem convenceu o dono? - ela apontava para si sorridente - isso mesmo! Sua esposa maravilhosa. Ganhamos a conta e se ele gostar do trabalho assina com o nosso escritório para remodelar todas as lojas no país. Se isso acontecer, você estará casado com a mais nova sócia de uma prestigiada firma de arquitetura e design de Los Angeles! 
— Wow! Isso é grande, Gi. Você, sócia! E quem é o cliente? 
— Vou mostrar, mas é confidencial portanto nada de se gabar de sua esposa por ai, gostoso. Começo a trabalhar na segunda. Vou conhecer o local, tirar as primeiras fotos, impressões. Serão longas horas de trabalho durante três meses, mas valerá a pena. Essa nossa viagem para Edmonton veio em boa hora, amor. 
— Que bom, porque não vejo a hora de estar lá fazer um piquenique com você no lago e Gigi, eu sei que você vai brilhar. Estou orgulhoso da minha esposa - ele beijou-a - vamos comer? 
— Literalmente ou no sentido figurado? - ele gargalhou. 
— Exatamente nessa ordem. 
No dia seguinte, Gigi chegou mais cedo que o marido outra vez em casa. Se dedicou a arrumar a mala que levariam para a viagem. Bastaria uma com as coisas dos dois. No banheiro, reclamou sozinha da gaveta bagunçada de cuecas de Jeff, não adiantava. Ela dobrava tudo direitinho e ele bagunçava tudo. A pasta de dentes novamente amassada no meio. Suspirou. Depois de preparar a necessairie com todos os artigos de higiene dos dois e as roupas, ela fechou a mala e tomou um banho. 
Sem muito o que fazer, ela mandou uma mensagem para o marido querendo saber se ele iria demorar. Jeff respondeu que estava enrolado e sem previsão, se quisesse podia pedir algo para comer. Gigi foi até a cozinha. Apos uma rápida inspeção na geladeira, ela acabou pegando o celular e pedindo uma pizza. Com três fatias no prato e uma taça de vinho, ela voltou ao quarto e ligou a televisão. Acionou o programa que estava assistindo antes na Netflix. Escorou-se na cama e esqueceu-se do resto. 
Quando Jeff chegou em casa cansado, pensava se Gigi guardara alguma comida para ele. Eram dez da noite, mas pelo menos ele não teria que voltar ao escritório amanhã. Tirou o paletó, desabotoou a camisa ficando apenas com a camiseta branca que usava por baixo. Encontrou a pizza sobre o balcão. Esquentou uns pedaços e pegou a garrafa de vinho, imaginava que ela tinha ao menos uma taça no quarto. 
Então Jeff foi pego de surpresa. Gigi estava na cama muito concentrada em algo na tv. Para falar a verdade, ela estava bem próxima com a cabeça inclinada e mordendo os lábios enquanto uma cena de sexo acontecia na frente dela. Ele reconheceu de imediato. Respirou fundo e fechou a cara. Não acreditava nisso. 
— De novo, Gigi? - a voz dele a fez dar um pulo na cama, o coração acelerou - Basta eu não estar em casa para você ficar assistindo… assistindo.. - ele estava vermelho - essa pornografia!  
— Jeff, o que você está dizendo? 
— Como você pode estar quase babando vendo isso? 
— Eu não estou babando! Que doidice é essa? 
— Doidice? Esse é o nome agora? Eu chego em casa tarde e encontro minha mulher vendo e curtindo um outro cara nu na tv. Sim, você estava gostando. Vi a sua cara - ele estava realmente com raiva. 
— Não tem nada demais! É uma série como qualquer outra. 
— Não mesmo. 
— Porque você está tão chateado? Aconteceu alguma coisa no trabalho e você está descontando em mim? É isso? 
— Me diga, Gigi, você gostaria de chegar em casa e me ver assistindo filme pornô e gostando? 
— Outlander não é pornografia, Jeff. Que besteira! Vem cá - ela tentou segurar a sua mão, mas Jeff tornou a se afastar - qual o problema? É uma ótima cena de sexo, eles tem muita química e…
— Pare de falar desse homem! 
— Meu Deus! Jeff, você está com ciúmes do Jamie? Espera… ciúmes ou está achando que eu estou comparando… nossa! - ela não completou a frase apenas de olhar para o marido sabia a resposta - você está com ciúmes! De um personagem? 
— Ele não é um personagem. Não gosto de ver você babando por outros caras. Ele é bem real. A cena é real, taí meu irmão que não nos deixa mentir. 
— Ah, que bonitinho! Você está inseguro achando que eu vou gostar mais do Jamie do que de você, vou comparar performances? - ela ria. 
— Pare de rir. Não gosto disso, você é minha mulher. 
— Eu sei e você bravinho é excitante - ela se aproximou dele ficando de joelhos na cama e apoiando as mãos nos ombros largos dele - e você tem que parar com esse ciúme bobo. Não estou desejando o Jamie, sim ele é bonito, as cenas são quentes - ele ia falar mas Gigi colocou a mão sobre os lábios dele - mas Jeff, é televisão. E meu amor, seu instrumento é imbatível ninguém supera o meu gostoso - uma das mãos foi direto ao membro dele apertando - meu Jeff com ciúmes, tem coisa mais linda? Adorei ver isso. Você é meu, eu sou sua, de mais ninguém.
— Sou muito melhor que ele. 
— É? Vou precisar de provas… - falou com a cara mais sacana, ele a segurou pelos joelhos e com um movimento a jogou de costas na cama - vem, gostoso vamos mostrar para a Claire como se faz.     
Mais tarde, ela estava deitada no peito dele. Jeff estava possuído aquela noite com a pequena crise de ciúmes o que rendeu um ótimo momento de prazer para ela. Ainda não satisfeita pela atitude, ao seu ver, boba do marido, ela comentou. 
— Ainda não acredito que você estava com ciúmes de um personagem, amor. Isso não é estranho? E para sua informação, você é melhor que ele mesmo porque nunca fiz sexo com Jamie. 
— Não começa, Gigi - ela se ergueu colocando a mão para apoiar o queixo ao fita-lo. 
— Sério, Jeff, deve ter uma explicação mais coerente para seu pequeno ataque… 
— Você não entende? Somente a ideia de te ver com outro homem, admirando outro homem  sexualmente que não seja eu, ou sendo desejada por alguém… isso me deixa louco. Você é minha, de mais ninguém. 
— E eu achando que a possessiva da relação era eu! Jeff, olhar não tira pedaço, não vou ficar com ciúmes se você disser que a Claire é bonita ou outra mulher real, terei ciúmes se você ficar com cara de bobo olhando para alguém porque saberei que está se imaginando fazendo o que não deve com ela. Isso não admito. 
— E como você acha que estava quando cheguei aqui? 
— Eu não estava desejando o Jamie - ela revirou os olhos - acho que somos mais possessivos do que imaginamos. 
— Não conheço muitos casais que tem a palavra “mine” escrito nas alianças. 
— Eu te amo, meu gostoso. Não te troco por ninguém. Hum… talvez por três Jamies - ela sorria com a língua entre os dentes. 
— Três? Não provoca… tire esses pensamentos da cabeça ou vou ser obrigado a te mostrar quem manda - ele a virou de volta para o colchão segurando as mãos dela sobre a cabeça, o peso do corpo dele a pressionando na cama. 
— Não por favor, trégua! 
— Trégua? - ela balançou a cabeça - vou te mostrar o que é trégua - ele abocanhou o seio dela com vontade fazendo Gigi gritar. A prova de fogo ia demorar para acabar. 

XXXXXX 

A chegada a Edmonton foi tranquila. Ao ver a sogra, Gigi gritou de alegria abraçando dona Cookie e enchendo-a de beijos. A mãe de Jeff ria do jeito da nora. 
— Que saudades, sogrinha! 
— Ah, Gigi. Você é um amor. Estava sentindo falta dessa alegria. É bom tê-los de volta. Vem cá, filho. Deixa eu te dar um abraço. Vocês estão muito bem. Estou te achando até mais magro… 
— Anda fazendo exercícios regularmente. Os meus preferidos, devo acrescentar. 
— Ai, meu Deus vai começar - Jeff comentou agarrado a cintura da mãe - cadê o pai? 
— No vizinho. Estão arrumando as coisas para a próxima ida à mata. Vai caçar de novo na terça. 
— E deixar a sogrinha sozinha? Que coisa feia! 
— Por que você acha que estou feliz com essa visita? Eu não sei quando terei companhia novamente. Vamos entrar vocês devem estar com fome. Eu preparei um jantarzinho simples para vocês. Temos muito o que conversar. Quero saber da viagem, noticias da Stana e Nathan, minha neta. Terá que me atualizar, Gigi. 
— Claro! Ah, a Katherine está tão linda! Vou mostrar as fotos para a senhora depois. 
— Você ainda não se animou? - Cookie provocou. 
— Não podemos agora, sogrinha. Muita coisa importante acontecendo. 
— A Gi pegou um super projeto e quando terminar, ela vai se tornar sócia da firma de arquitetura - ele falava isso orgulhoso da amada, ela e a mãe perceberam. Não resistindo, Gigi tascou um beijo na boca do marido. Bob chegou nessa hora. 
— Hey, que demonstração explicita é essa na minha casa? 
— Sogrinho! Acho melhor abrir o olho porque essa casa está mais para ser só da minha sogra se continuar se afastando. Acho um absurdo essa historia do marido viajar e deixar a esposa sozinha. Já disse isso pro meu Jeff. Devia ser proibido. 
— Ela reclama toda vez quando eu tenho que viajar. Quero ver quando for a vez dela agora toda importante. 
— Vem, meu velho sente-se para jantar. Depois, esses dois precisam descansar. Amanhã farei um jantar especial para nós. O que vocês pretendem fazer nessa cidade? Tem planos ou vão apenas descansar? 
— Eu quero levar a Gigi para fazer um piquenique no lago amanhã. 
— Não era lá que você levava todas as suas namoradas? - implicou Bob. A cara de intrigada de Gigi logo apareceu. 
— É verdade, Jeff? Porque vou logo avisando que se for, não quero mais ir. Não sou qualquer uma, sou sua mulher. 
— Pai! Quer parar? Ele está implicando com você, Gigi. Do mesmo jeito que o Nate. Não sabe como essa mulher é desconfiada e possessiva, pai? 
— Não tem nada disso, minha filha. Bob gosta de mexer com os filhos. E você tem razão, não é qualquer uma. Tratem de comer e ir para cama. Se querem ir para o lago amanhã, melhor sair daqui antes das dez. Vão levar pelo menos duas horas de carro até lá. Vou preparar uma cesta de guloseimas para vocês e me certificarei de manhã se a caminhonete está com combustível suficiente. 
— Obrigado, mãe. 
Pela manhã, Gigi encontrou dona Cookie na cozinha preparando panquecas para o café da manhã também reparou na cesta sobre o balcão. Ela não podia amar mais aquela mulher. As duas ficaram tagarelando sobre as novidades. Gigi mostrou várias fotos da sobrinha e viu a avó babar na menina. 
— Como estou com saudades de carregar essa fofura. Ela está tão gordinha! Cheia de pregas e linda. Meu filho caprichou mesmo - Gigi mexia no celular a procura das fotos quando Cookie viu a foto da nora com Neil - quem é esse, Gigi? - nesse instante, Jeff aparece na cozinha. 
— As duas vão conversar até que horas? Não podemos sair muito tarde - ele se sentou à mesa servindo-se de café. 
— Ah, ele trabalha em Absentia com a sis. Todos esses. Fui visitar o set de filmagens outro dia. Eles são ótimos! Esse comigo é o Neil, muito simpático - intrigado, Jeff se levantou para ver o que ela mostrava. Percebeu que tinha umas dez fotos de Gigi com uns caras e o tal Neil estava em uma com as mãos envolta da cintura de sua esposa, bem à vontade. 
— Quando você tirou essas fotos, Gigi? 
— Na visita, não lembro. Aqui diz que foi uma segunda, semana passada. 
— E você escondeu isso de mim por que? - Cookie viu que o filho estava chateado. 
— Não escondi. 
— Também não me contou. Foi visitar sua irmã, mas não a vejo em nenhuma foto - Gigi suspirou. Pronto, ele ia ficar com raiva. 
— Não é nada demais e tem uma foto minha com a sis. Ela só me apresentou o pessoal. 
— E você tirou várias fotos com todos os homens do elenco… - disse sarcástico. Ela entendeu, não a historia de Outlander outra vez - eles pareciam bem à vontade abraçando você não viram sua aliança ou você também esqueceu de mencionar que era casada para eles? 
— Filho, também não é assim. 
— Deixe, dona Cookie. Seu filho está com complexo em relação a artistas. Acredita que eu vou troca-lo por algum deles. Tem um especifico em mente, aliás. Eu esqueci de mencionar minha visita porque estávamos ocupados. Você enrolado com trabalho, eu em conseguir a conta, a nossa viagem e não era nada demais. Nada importante.    
— Não acho uma foto da minha esposa agarrada com um cara sem importância. 
— Eu não estou agarrada nele, Jeff. Para com esse ciúme bobo! - eles não perceberam que a sogra já tinha se retirado da cozinha, também impedira o marido de entrar lá. 
— O que está acontecendo? 
— Briguinhas de ciúme bobo de recém-casados. Seu filho é mais possessivo do que você imagina, Bob. Deixa que eles vão se entender. Gigi vai dobra-lo rapidinho. 
Jeff estava emburrado de braços cruzados. O rosto vermelho. Gigi se aproximou devagar. 
— Amor, eu não escondi nada de você. Por que está agindo assim? Você sabe que só quero você. Está encucado desde aquela historia da insegurança com o Jamie. Jeff, minha irmã é artista vive nesse meio e não se contamina. Por que você acha que eu ia querer um desses caras quando tenho um homem maravilhoso e gostoso como você? 
— Sua irmã se casou com um desses atores. 
— Detalhes… e isso é a Stana, estamos falando da Gigi. Por que essa insegurança agora? 
— Olha para esses caras, Kristina! Todos são sarados, novos, uns 30 e poucos anos no máximo. Você tem 32 e eu sou quase um cinqüentão. 
— Mas é meu cinqüentão, meu gostoso, meu Jeff. Não troco você por nenhum deles, nem por três Jamies. Gosto de homens mais velhos e maduros - ela esfregava as mãos no peito dele - Agora que tal parar com essa bobagem de ciúmes e aproveitarmos nosso fim de semana? - aproximou o rosto do dele, beijou a área próxima a orelha e mordiscou o lóbulo completando - e ninguém me deixa louca como você… - se afastou para fita-lo. 
— Tudo bem, desculpa. Você sabe como me sinto em relação a você, Kristina. 
— Como sei! Eu também sofro do mesmo mal. Se quiser apago as fotos do meu celular, não me importo. 
— Não, tudo bem. Isso seria ridículo demais da minha parte. 
— Que bom, pelo menos não preciso me livrar das fotos do Jamie… - ao ver a fisionomia dele mudar, ela logo corrigiu - estou brincando, amor. Não tenho nada. Acho que preciso de uns nudes seus, gostoso. 
— Não inventa, Gigi - ela riu e voltou a abraça-lo. 
— Agora sim, estava ficando chateada por não me chamar assim. Não gosto - ela o beijou - vou chamar sua mãe e peça desculpa pela sua ceninha. 
— Não sei o que eu faço com você. Ficou doido - ela sorriu. 
Quando Cookie voltou à cozinha encontrou o filho comendo um pedaço de pão, viu a nora sentar-se no colo dele segurando uma caneca de café. A mãe sorria. 
— Vamos, Jeff. Estou esperando… peça desculpas da sua mãe pelo seu show. Sogrinha, não devia ter presenciado isso. Era uma briga sem propósito entre marido e mulher. 
— Que isso, Gigi. Não precisa pedir desculpas. Ciúmes é algo perfeitamente normal em um relacionamento especialmente sendo recém-casados. 
— Ah, sogrinha, o nível de ciúmes do seu filho e o meu não é normal. Somos possessivos demais. Imagina que até de personagem de tv ele tem ciúmes! 
— Está falando do colega de elenco da sua irmã? Ele é muito bonito. Imagino que o Nathan tenha o mesmo problema considerando que ela se casou com o seu co-star. 
— Ah, não! Eu não estou falando de Neil, estou falando de personagem da ficção mesmo. 
— Gigi, quer parar? Acabou de pedir desculpas da minha mãe pela cena inapropriada que fizemos e agora continua tocando no assunto para me envergonhar - ele já estava vermelho de vergonha. 
— Olha, sogrinha… ele não fica lindo vermelhinho e bravinho? - tascou um beijo no marido outra vez - e essa panqueca, sai ou não sai? 
Com uma hora de atraso, eles conseguiram deixar a casa e ir para o lago. A paisagem era incrível. Um lago de aguas claras em um tom de azul com as montanhas por trás. O sol tornava tudo mais agradável mesmo que a temperatura estivesse em torno de quinze graus. Jeff esticou uma toalha grande para sentarem, deixou a cesta no canto da arvore. Sentou-se escorado no tronco do carvalho, observava o jeito da esposa que se perdia na paisagem. Pegava pedrinhas, jogava no lago. Colhia uma pequena flor dente de leão que encontrara ao redor do lago e soprava jogando as folhas ao vento. Então ela se virou caminhando em sua direção. 
— É tudo tão lindo, calmo. Olha o silêncio! Conseguimos ouvir os pássaros - sentou-se entre as pernas do marido aconchegando o corpo em seu peito. Ele a abraçou. Vestia apenas um shortinho, uma blusa e o moletom. Jeff abriu o zíper do agasalho para tocar o corpo da esposa - é tão calmo que me dá vontade de gritar. Jeff, o que você está fazendo? 
Ele tinha as mãos por baixo da blusa que ela usava tocando a pele quente por estar protegida do frio. 
— Quer gritar, Gi? - ele tomou-lhe a boca, as línguas se tocando sensualmente. Gigi sentiu o corpo deslizar ficando na horizontal sobre a toalha. O short fora aberto e os lábios de Jeff já estavam sobre seus seios. As mãos rápidas deixaram a peça para trás como a calcinha. Ela gemeu em antecipação ao que ele ia fazer. 
— Eu adoro piqueniques… - e gemeu em seguida. Ele a devorava com extrema precisão. Embora fizesse isso várias vezes, cada vez que acontecia, Gigi acreditava ser diferente. A intensidade era maior, o orgasmo, a reação do seu corpo. Jeff não parou ali. Tirou a bermuda que usava e a cueca. Estava excitado demais, pronto para toma-la. A discussão de mais cedo despertou um desejo quase animal nele. Sem aviso, ele tornou a se ajoelhar na toalha. Ergueu os quadris ela colocando as pernas de Gigi em seu pescoço e a penetrou de uma vez. O grito diante da surpresa ecoou pelo ambiente aberto. Ele se afundava dentro da esposa sem reservas, movia-se rapidamente. Gigi segurava-se o quanto podia na toalha. A pele quente e suada a deixava vermelha. A camisa que usava estava cheia de gotículas de suor. 
Ele retirou as pernas de seus ombros impulsionando o membro dentro dela deixando o corpo pressiona-la contra a grama. As bocas se encontraram e Jeff devorou-lhe os lábios com vontade. O corpo dela tremia debaixo do seu começando a sentir todas as sensações do orgasmo. Ele movia-se dentro dela, estocando-a mais e mais até ouvi-la gritar e gemer seu nome recebendo todo o impacto do prazer que a inundou. Ele mesmo não se segurava mais. Esvaziou-se dentro dela. 
Deitados sobre a toalha, ambos tentavam controlar a respiração. Gigi sentou-se ainda um pouco ofegante. Fitava o lago pensativa. Tirou a blusa que usava ficando realmente nua. De pé, ela olhava para o marido. 
— O que você está fazendo, Gigi? 
— Sabe, você fica muito mais provocante quando precisar provar que é melhor. Sexo de reconciliação é muito bom. 
— Isso não lhe dá o direito de me provocar… 
— Eu sei… mas você consegue me deixar ainda mais louca para te agarrar, vai me dando um calor… - ela o puxou pela mão - acho que preciso esfriar a cabeça, gostoso… - ela correu e se jogou no lago. Jeff riu e foi atrás dela. A ideia de esfriar de Gigi era bem diferente do que o nome significava. As coisas tornaram a esquentar entre eles. 
Quando finalmente decidiram voltar para casa, tiveram que improvisar e enxugar o corpo com guardanapos e parte da toalha que usaram para o piquenique. Sorrindo, eles caminharam de volta ao acostamento da estrada onde deixaram o carro. Jeff sentou ao volante e viu a esposa contemplando a imagem do lago mais uma vez. 
— Definitivamente eu adoro piqueniques - roubando mais um beijo dele, ela se recostou no banco do carona para apreciar a viagem de volta.       
Depois do jantar, Jeff ficou conversando com os pais enquanto Gigi subiu para tomar um banho e ajeitar as coisas. Como um fim de semana passa tão depressa? Eles iriam embora após o almoço de amanhã. 
Gigi acordou primeiro que o marido e desceu as escadas à procura da sogra outra vez. Encontrou-a na cozinha. Beijou-a e abraçou-a com vontade. 
— Sogrinha! Por que eu tenho que ir embora? Queria curtir um pouquinho mais sua companhia. O que está fazendo? Panquecas de novo? 
— Sobrou massa de ontem e vou fazer uma omelete. Bob vai fazer churrasco para o almoço então só preciso me preocupar com um purê de batatas e uma salada. Estava pensando na sobremesa. Toparia fazer um bolo comigo, minha filha? 
Gigi se sentiu culpada para dizer não a sogra, afinal eram seus últimos momentos juntos e não sabia quando poderia curtir a sua companhia novamente. 
— O bolo de chocolate do Jeff gostoso? - a sogra riu - está bem, eu faço com a senhora. 
Após o café, Bob queria mostrar para o filho o que tinha arrumado para a caçada e depois faria o fogo do churrasco. Gigi desconversou dizendo que ia ficar fazendo companhia a sogra e conversando. Realmente fizera isso. Ela acabou contando a crise de ciúmes de Jeff com Outlander. 
— Sério, sogrinha. Eu me assustei a principio com a atitude dele, mas então me lembrei como eu sou também e entendo, viu o irmão aprontar muito nesse meio antes de sossegar. No fundo, era insegurança. Porque eu admirava alguém mais jovem - ela riu - um homem daquele enorme, lindo e gostoso inseguro. Isso só me deixa mais apaixonada por ele. 
— As vezes somos cegos e bobos por quem amamos, filha. Acontece. E depois que você ganhar essa promoção? Imagino que vá trabalhar mais, viajar mais - ela batia o bolo, não captara o que a sogra queria lhe dizer. 
— A senhora está falando que com as viagens ele vai ficar mais ciumento ou mais carente? Não me importo com nenhum dos dois, especialmente o carente. 
— Não estava me referindo a isso - a ficha caiu. Gigi sorriu. 
— Estava falando de tempo. Essa é sua maneira de me pedir um neto nas entrelinhas, sogrinha? - Cookie riu envergonhada - eu não posso prometer ainda, eu sei que tenho tempo, mas meu Jeff talvez queira logo. Não estou pronta, de verdade. 
— Não estou forçando você a nada. Apenas queria saber se conversavam a respeito. 
— Algumas vezes. Não depois que casamos. E-eu… - a sogra a abraçou. 
— Que isso, minha filha. Foi apenas uma pergunta. Não fique assim, tudo a seu tempo. Agora capriche nesse bolo para o seu marido. Ele vai ficar surpreso. 
Jeff aparece na cozinha para pegar as linguiças e a carne e se depara com a esposa à beira do fogão mexendo uma panela. Gigi murmurava baixinho a letra da canção “Starving”. Sua mãe conseguira de novo. Ele se aproximou dela beijando-lhe o pescoço. 
— Está fazendo meu bolo, Gi? 
— Estou fazendo a sobremesa porque minha sogrinha pediu. 
— Sei, sei… - ele envolveu os braços na cintura dela continuou cheirando e beijando a nuca de Gigi que já sentia as pernas fraquejarem - repita o que cantava, Gi. Está faminta? Seus joelhos estão que nem geleia, fracos? Seu corpo está sentindo coisas… 
— Jeff…Deus! - a calda foi esquecida enquanto ela se inclinava contra o corpo dele, a mão que mexia a panela agora no pescoço dele incentivando o carinho. 
— Filho! Nao atrapalhe a Gigi… 
— E-ele nao está atra-atrapalhando… - empurrou o marido tentando se recuperar. 
— E eu nasci ontem. Leve logo essas carnes ou vão acabar saindo para o aeroporto sem comer - Jeff ria vendo o estado que Gigi se encontrava. Saiu. 
— Droga! Você me paga, Jeff! - gritou ao ver que a calda grudara no fundo da panela - vou ter que fazer de novo! - Cookie ria do jeito da nora. 
Quando eles acabaram de comer, Gigi se apressou para terminar de pegar as suas coisas e trocar de roupa. Seu voo era dali a duas horas. Jeff descera com a mala assim que ela terminou. Secava os cabelos. 
— Vamos, Gi. Até o aeroporto será pelo menos vinte minutos. 
— Estou descendo - ela gritou na beira da escada ao ver a sogra toda arrumada, perguntou - vai deixar a gente no aeroporto, sogrinha? 
— Não, Jeff me convenceu ontem. Vou com vocês - Gigi olhou de olhos arregalados para o marido. 
— É, Gi. Vi como você ficou falando que era pouco tempo para curtir a mamãe e o pai vai ficar duas semanas longe, comprei uma passagem para ela ir para LA conosco - ela gritou jogando-se nos braços de Jeff. 
— Amor… eu vou adorar! Vamos logo para casa - virou-se para o sogro - juízo viu, fã #2? Nada de estripulia nessa caçada e volte logo - deu um abraço apertado e um beijo no rosto dele.  
— Cuide da minha esposa. 
— Pode deixar! - saíram para o aeroporto.

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Nathan tinha uma convenção para ir no domingo. Stana não reclamou, ficaria um tempo sozinha com a filha e quando ela estivesse dormindo podia se dedicar ao seus textos. Dara telefonou para a amiga cobrando os novos scripts da sua série. Disse que estava enrolada entre o trabalho e o pouco tempo que sobrava para dar atenção para Nathan e Katherine, porém não esquecera. 
Ele se divertia nesses eventos. Sempre era bem recebido pelos fãs e colegas de profissão. Nessa tarde em particular, seu objetivo era apenas divulgar um pouco maus seu trabalho com Alan e estender seu networking. Nathan não contava com um encontro interessante. Ninguém menos que seu amigo Ryan Reynolds estava no mesmo evento. 
— Quando me disseram que você estava por aqui, não acreditei. Como você está, Nathan? 
— Muito bem - abraçou o amigo - e você não faz o tipo de ator de convenções. Suas paradas são geralmente nas altas rodas do cinema de Hollywood. 
— Vim para assistir o pre-lançamento de um filme de um amigo. Alguém comentou que você estava aqui, está muito ocupado no momento ou tem um tempo para tomar uma cerveja e conversar comigo? 
— Aceito o convite. Vou apenas avisar o Alan - eles foram para um dos lugares reservados na convenção para beber. Sentaram-se à mesa, tomaram cerveja e colocaram o papo em dia. Ele não falava com Ryan desde a premiere de Deadpool, nem gostava de lembrar dos acontecimentos daquela noite. Ao encherem a terceira caneca de cerveja, Ryan fez uma pergunta que atiçou o interesse de Nathan. 
— Você está procurando algo nesse momento ou já está focado em outro projeto além de Con Man que eu não saiba? 
— Estou aberto à boas oportunidades. Por que a pergunta? 
— Imagino que esteja querendo fugir um pouco da televisão depois de oito anos. 
— Não necessariamente, se me apresentarem uma boa historia, um bom roteiro, não diria não a tv. 
— Eu estou com um projeto de um filme. Na verdade, não é meu. Lembra-se do Geoff, da faculdade? 
— Ah, sim. Virou diretor, não? Encontrei com ele em São Francisco. 
— Ele mesmo. Apresentou o roteiro de um filme futurista com base investigativa. Está selecionando o elenco. Eu sou um dos agentes ou policiais como queira definir. Tem o meu parceiro que ainda está em aberto e duas policiais que também estão sendo escolhidas. Geoff me disse que uma dela seria o interesse amoroso do meu parceiro e eu seria uma espécie de lobo solitário. Ele já tem o nome de algumas atrizes, entre elas sei que estão Caitriona Bafen, mas ele praticamente a descartou devido a sua serie, Carly Pope aposto minhas fichas nela e Katie Cassidy. Se estiver interessado em dar uma olhada, eu posso mandar o script para você ler. 
— Por que não? Tem previsão de quando seriam as filmagens? 
— Essa é a parte boa e ruim. Geoff quer começar no mês que vem, a locação é em Vancouver o que significa que se quiser terá que agir rápido. Geoff me pediu sugestões sobre quem devíamos contratar para contracenar ao meu lado. Não teria nenhum problema em ser você. Leia o roteiro e me dê seu parecer em dois dias, eu converso com Geoff. Não acredito que ele vá recusar a oferta. 
— Puxa obrigado, Ryan. Teria que fazer algum teste? 
— Uma passagem de texto provavelmente aqui mesmo em Los Angeles. Bem, vou deixar você voltar ao trabalho. Foi bom te ver e não enrole para me responder - ele pegou o celular, deu alguns toques - pronto, o script já está no seu email - eles trocaram um abraço e Ryan seguiu em frente. Nathan checou seu celular. O email fresquinho na sua caixa de entrada. Suspirou. Já tinha compromisso para os próximos dias. Animado, ele retornou ao seu stand. 
Ao chegar em casa, encontrou a esposa sentada na poltrona de amamentação do quarto da filha lendo um roteiro com uma caneca de café nas mãos. Não era um roteiro de Absentia. 
— Hey… o que faz aqui? Katherine está bem? 
— Está. Eu acabei de coloca-la de volta para dormir. Fralda suja. Acabei me distraindo lendo. 
— Seu texto para amanhã? Posso repassar com você se quiser, sei que gosta. 
— Não, Dara me enviou um novo roteiro que escreveu para a minha série. Ela insiste que eu continue escrevendo. 
— Ela está certa. Vem para o quarto - ele a puxou pela mão. 
— Como foi a convenção? 
— Ótima! Ryan Reynolds estava lá, conversamos bastante. Colocamos o papo em dia - ele ponderou e decidiu não comentar ainda sobre o roteiro, nem a oportunidade deixaria nas entrelinhas - me consultou sobre um trabalho que está desenvolvendo. Pediu minha opinião. É do mesmo cara que encontrei em São Francisco, falei para você. O que virou diretor. 
— Que bom, amor. Acho bacana ele querer sua opinião - ela pareceu não ligar os pontos, pensou Nathan e realmente não o fizera. Ela estava muito envolvida com o próprio roteiro que tinha nas mãos para ver além de um casual encontro entre amigos. De pijamas, eles deitaram cada um do seu lado da cama. Nathan pegou o iPad para ler o script, Stana encostou em seu ombro e continuou o que fazia antes. Duas horas depois, eles finalmente decidiram dormir. Nathan envolveu os braços na cintura da esposa, trocaram um beijo e fecharam os olhos. Sabia que a esposa dormira quase de imediato. Ele ainda persistia. Sua cabeça fervilhava com a historia de Geoff e a possibilidade de um novo trabalho.  
Dois dias depois, ele aproveita que Stana não iria filmar antes das três da tarde para comparecer a um compromisso. Não fora claro com a esposa. Ele iria se encontrar com Ryan e Geoff. Dependendo de como fosse a conversa, ele contaria a novidade. 
Ao voltar para casa estava radiante. Stana o esperava pronta para sair. 
— Katherine já comeu e está de fralda trocada. Deixei a sopinha dela na panela esfriando, mais tarde você amassa e dá para ela. Tudo bem no seu compromisso? 
— Tudo ótimo, Staninha. 

— Eu preciso ir, não posso chegar atrasada. Amanhã devo filmar apenas pela manhã devo estar em casa às dez então conversamos mais - ela deu um beijo rápido nele - tchau, Nate - saiu apressada. Ele não via a hora de dividir sua alegria com ela.  

Continua...

5 comentários:

cleotavares disse...

Essa Gigi, não existe. Eu achando que seria o Nathan a ter um ataque de ciúmes, vem o Jeff e tem um pirepaque. D. Cookie, como sempre, um amor. E esse sogrinho, não para em casa. aff!
E a Stana, como reagirá a novidade do maridinho, muito feliz, eu acho.

Fernanda Monica Souza E Silva disse...

Amei tudo Gigi sendo Gigi linda e louca ,Jeff lindo como sempre os sogrinhos sendo um amor como sempre e finamente Staninha e Nate lindos e amorosos como sempre amo eles, Kate uma verdadeira princesa senti falta da Anne pois ela faz a diferença para esses tios que tanto ama ela
PS. Esperando muito a renovação dos votos do nosso casal lindo ,Gigi falando para o Jeff que esta pronta para te um filho , nossa já estou vendo a carinha de felicidade dele e a revelação do segredo com todos festejando muito a alegria deles
Parabéns você é uma artista da escrita muito talento um dó na verdade ,queria lhe pedi ser fo possível não demora muito pois é muito bom e sempre fica com aquele gostinho de quere mas 💗💗💗💗💗💗💗💗

Géssica Nascimento disse...

Faço minhas as palavras da Fernanda Monica, você é maravilhosa como escritora Karen!! Não tenho palavras!!
Nunca imaginei que o Jeff fosse fazer uma cena dessas! Choquei!! Esses dois se merecem, assim como os irmãos são perfeitos um para o outro.
Destino é complicado de explicar, heim!!!

Priscila Barros disse...

Aaaaaahhhhh, que capítulo maravilhoso! ~ amei amei amei as crises de ciúmes do Jeff gostoso kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ~
Mas vamos por partes, amo amo amo essas cenas caseiras do meu casal lindo SN, até um simples jantar é cheio de gestos de amor ❤
Agora vamos a maior e mais maravilhosa referência de todas: Jamie/Outlander ❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤
Eu não consegui me conter com essa crise de ciúmes do Jeff com o Jamie hauahauahuhauahauahu, minha gente! Olha, eu sei que o homem é bom (o homem é espetacular, sim sim Jamie é fora do
comum ❤❤), mas a Gigi te ama, Jeff ❤
Eu ri muito, mas muito mesmo hauahauahuhauahauahu
Kah, você ainda me mata com essas referências maravilhosas ❤❤❤❤❤❤❤❤
A viagem para a casa dos sogrinhos foi ótima também, com direito a mais uma rodada de ciúmes. Tô amando que dona Cookie vai para LA com eles ❤❤❤
E já estou ansiosa para o novo projeto do Nate também ❤
Ahh, eu amei muito o capítulo, Kah! Muito obrigada ❤❤

Vanessa Belarmino disse...

Ainda tô viva... ahahaha
Gigi visitando o set de Absentia. Neil todo animadinho, deixa o Jeff ver hahaha
Aquele set é uma perdição mesmo. Staninha implicando com Gigi hahaha
Parecia que Stana entrou na casa da irmã com uma missão e nem estava ligando para o que a sis falava. Quanta concentração por uma panela hahaha... Depois do jantar tem sobremesa sim, Gigi.
Staninha preparando o jantar para Nate é tão bonitinho. Um sempre querendo agradar o outro. E que fofinho ela sentir falta de contracenar com ele... ♥
Sou como Gigi, nem aí pra panela... Tadinha, ela querendo compartilhar a noticia e todo mundo só pensando em panela... AFF
Jeff todo orgulhoso da esposa (amo escrever isso)♥ Parece que alguém vai trabalhar demais nos próximos três meses. Só eu notei que Gigi parece não estar mais tão irritada com a pasta de dente? hahaha Agora ela suspira... Não adianta brigar ne? hahaha
Eu amei ver Jeff com ciumes, quero mais... hahaha
Sério primeiro com o ator da série e depois os colegas de elenco da Stana... Muito bom!
Jeff bravinho é tão bom, até Gigi achou bonitinho e ela não tem o que reclamar porque para provar o ponto dele, ela se deu bem pra caramba. Varias vezes hahahaha
A visita aos sogrinhos lindos (meus favoritos)... ♥♥♥
Bob implicando com Gigi... "Não sou qualquer uma, sou sua mulher"
E o ciumes ataca novamente hahaha
A sogrinha sabiamente, sai de cena e deixa os pombinhos resolverem a pequena crise sozinhos...
Quando ele fala "Kristina", chega me dar um coiso... Imagina Gigi
Piqueniques assim devem ser ótimos mesmo... Gosto desse Jeff selvagem ahhahaha
Dona Cookie está empenhada em ter um neto Giff (tamo junto hahahaah).
A sogrinha vai pra LA! Que ótimo!
Que bom aparecer um projeto para Nate, mas não contar pra Stana... Hum, isso pode dar merda. Se bem que se ela não tivesse apressada, ele teria contado ne... Fico pensando nas bombinhas, como ja disse com dois casais são muitas possibilidades... E eu amo...♥