quarta-feira, 26 de abril de 2017

[Castle Fic] A (Im)Perfect Love Story - Cap.13


Nota da Autora: Quando comecei essa fic, apesar de chama-la de S9 deixei claro que não seria como a série, um caso por capitulo. Primeiro porque torna a parte pessoal difícil de ser explorada, segundo porque Beckett é capitã e não faz muito trabalho de rua. Porém, esse capitulo é diferente e tem uma razão para tal. Que tal relembrar como é bom ver Caskett em uma investigação? Novamente eu reforço meu objetivo com essa S9: fechar a lacuna deixada na serie, explorar o lado shipper e pessoal tão ridiculamente esquecido na fatídica S8. E já vou avisando que não adiante xingar a escritora depois. Enjoy! 


Cap.13

Inicio de Novembro

Beckett acabara de voltar do tribunal. Tinha ido acompanhar um caso grande que passara pelo seu distrito. Uma prisão de Ryan e Esposito. Estranhou que os dois não estavam no salão. Ao chegar em sua sala, ela deu de cara com Castle a esperando. 
— Por que está aqui? Os rapazes pegaram algum caso e você não foi com eles? 
— Sim, eles pegaram um novo caso. Eu decidi ficar para trás esperando você. 
— Castle, eu não faço trabalho de rua. 
— Esse você vai. Esposito disse que é pesado. E a vitima não é qualquer um - Castle entregou um papel para a esposa. Era um recado do seu detetive, dizia para entrar em contato com o chefe dos detetives. Beckett pegou o celular e ligou. Por dez minutos conversou e ouviu mais que falou. Informando que entendera tudo, ela desligou - então? 
— Promotor Johnson. Eu o conhecia. Participei de alguns casos com ele. Não era dos melhores, particularmente não gostava da maneira como conduzia casos. Ele livrou alguns bandidos da pesada de uma longa pena. Não interessa agora. Ele passou a ser vitima. O Comandante avisou ao chefe dos detetives que eu deveria acompanhar o caso ou tomar a frente dele. 
— O que significa que vamos para rua investigar juntos. Em nome dos velhos tempos - ela sorriu. 
— Você tem o endereço, parceiro? 
— Claro! - ele mostrou a tela do celular. 
— Vamos andando - deixaram o distrito. 
A cena do crime fazia mesmo os melhores detetives sentir o estômago revirar. O promotor foi encontrado em seu escritório sentado em sua cadeira. Ele foi encontrado sem os dois olhos, tinha vários dentes arrancados e sua barriga fora cortada de ponta a ponta, o intestino para fora. 
Tanto ela quanto Castle sofreram o baque. Não era uma imagem boa de se ver. Beckett precisou de um minuto por estar visivelmente enjoada. No banheiro do fórum, ela acabou provocando. De rosto lavado e sentindo-se melhor ela encontrou Castle a esperando na porta do banheiro. 
— Tudo bem? 
— Sim, essa não é uma cena que se vê todos os dias - ele apertou a mão dela em sinal de compreensão. Voltaram a cena. Beckett observava cada detalhe. Ela havia deixado a ordem expressa para que ninguém do CSU tocasse no corpo antes dela examina-lo. Calçou as luvas. Andou ao redor do corpo - ele não era um exemplo de justiça, mas ninguém merece uma morte assim. Muito extrema não acham? 
— Ryan também não aguentou - disse Esposito se fazendo de forte. 
— Não posso culpa-lo. Isso é quase desumano. Especialmente porque sabemos que foi feito por alguém em sã consciência não um louco. 
— Pode ser um serial killer, essa pode ser sua primeira vitima - disse o detetive. Castle decide expor sua opinião, pois não concordava com a ideia de Esposito.
— Não. Nada de serial killer. Isso é trabalho de alguém com sede de vingança. Aliás está bem explicito no corpo… - ele olhou para os detetives, como não falaram nada, ele completou - sei que estão familiarizados com a expressão “olho por olho, dente por dente” dito pelo rei da babilônia antes de Cristo. 
— Também está na bíblia, em Mateus - disse Ryan ainda um pouco pálido a exemplo de Beckett. 
— Alguém queria muito se vingar dele - reafirmou Castle. 
— Certo, Castle tem razão. Vasculhem os últimos casos de Johnson onde inocentou alguém usem seis meses como janela. Talvez encontremos algo. Esposito, peça para a equipe do CSU fazer seu trabalho o mais rápido possível. O comandante quer respostas, tenho que atualizado de cada passo. Voltarei para o distrito - ao fazer um rápido movimento, ela sentiu-se tonta e quase perdeu o equilíbrio se não fosse por Castle ampara-la. 
— Tem certeza que está bem? 
— Sim, e-eu apenas preciso comer algo. 
— Vamos, paramos no caminho para você se alimentar. 
Eles seguiram no carro dela. Castle se mantinha calado, porem estava preocupado com o semblante que via ao seu lado. Claro que o choque da cena foi terrível, ele mesmo teve que se controlar para não provocar. Só que Beckett já vira muitas coisas como policial. Anos de carreira nas ruas não era comum vê-la assim. Eles pararam em um café porque teimosamente ela não queria almoçar. Castle a forçou a comer pelo menos um quiche com a bebida. Comprou um muffin para si.
— Esse vai ser um daqueles casos, não? Quando você precisa falar com o comandante? 
— Assim que eu tenha algo concreto, uma linha de investigação. Porém terei que reportar como encontrei a cena do crime. 
— É vingança, Beckett. Alguém ficou muito insatisfeito com algum parecer do promotor. 
— Mas esse nível de violência? Não seria demais? 
— Já vimos pessoas matarem por muito menos e não que esteja defendendo um assassino, mas tente-se colocar no lugar de um pai ou um irmão que perdeu a mãe ou teve a filha estuprada e o bandido saiu livre? Não é algo fácil de lidar. 
— Nada justifica matar alguém, Castle. 
— Eu sei, a menos que seja legitima defesa - ele afirmou recordando-se do que ela fizera meses atrás - e você não tenha outra alternativa. 
Beckett suspirou. O celular tocou. Ryan comentou que não encontrara nada relevante nos últimos processos de Johnson. Ela mandou aumentar a abrangência. Terminou de comer e pediu para Castle espera-la enquanto ia ao banheiro. Não disse a ele, mas estava enjoada outra vez. 
Ao voltar do banheiro, ela anunciou que precisava voltar ao distrito para atualizar o comandante. Juntos, ele seguiram para a sala dela assim que chegaram no 12th distrito. Ao estender a abrangência, Ryan encontrou casos demais. Sem muita perspectiva, ela resolveu conversar com o seu superior mesmo assim. 
— Castle, que tal você ajudar Ryan? Eu preciso ficar a sós para fazer essa ligação. 
— Tudo bem - ele deixou a sala dela puxando o detetive Ryan para a mini copa. 
— O que foi, Castle? 
— Preciso da sua opinião. Sobre Beckett ter passado mal na cena do crime. 
— Ah, qual é, Castle? Vai tirar sarro de mim também? Já não basta o Espo? Não esperava isso de você. 
— Ryan, quero sua ajuda, eu mesmo tive que me segurar para não… você sabe… foi horrível. O que quero saber é se isso pode ser outra coisa. Esse enjoo… 
— Oh, você está achando que Beckett está…
— Shhh não diga. Não quero ficar especulando sem ter certeza, eu fiquei realmente preocupado. Como foi com a Jenny? 
— Ah, foram enjoos comuns. Pequenas coisas, ela não tem o tipo de exposição que nós temos, Castle. Os dela foram com cheiros adocicados. Será que você não está imaginando? Quer dizer, a cena foi péssima e Beckett… ela se protege. 
— Ai que você está enganado. Vou contar isso porque é para você, nós estamos tentando. Desde a viagem. por favor, é segredo. Ela me mata se souber que contei a alguém. 
— Wow! isso é ótimo, Castle. Não se preocupe, seu segredo está seguro comigo da mesma forma que o meu também está com você. Eu sei - ele apontou para a aliança, sorriu - isso pesa. Meu conselho para você é não fique agoniado ou questionando. Isso só irá irrita-la e ambos sabemos que não queremos ver Beckett irritada. Se você estiver certo, deixe-a vir até você com a suspeita. Não brinque com os hormônios, Castle. Esse é o melhor conselho que posso dar a você. 
— Obrigado, Ryan. Quando é o exame? 
— Esse fim de semana. Estou nervoso. 
— Não fique. Voce irá conseguir. Agora vamos trabalhar antes que a Capitã nos veja confabulando na mini copa. Ela é muito brava especialmente sobre pressão - rindo, eles seguiram para o salão. Juntos, Castle e Ryan passaram o resto do dia revisando os processos do promotor a procura da sua possível agulha no palheiro. Sem sorte, eles ainda tinham mais de trinta processos para ler ao fim do dia. O time do CSU informou que não foi encontrado nenhum DNA na cena do crime. Os olhos pareciam ter sido removidos com uma faca pelos cortes ao redor, os dentes tinham marca de alicates de precisão. Fora um assassinato premeditado mesmo com toda a violência e a raiva presente no ato. 
Sem mais informações, Beckett decidiu deixar a continuação da investigação para o dia seguinte. Seguiu para casa com Castle que resolveu aceitar o conselho de Ryan, embora pretendesse observa-la com cuidado.  
No loft, ele perguntou o que ela queria jantar. Beckett disse que algo simples estava bom. Um sanduíche. Ela anunciou que ia tomar banho. Mais tarde, ela apareceu já de pijama. Sentou-se em um dos bancos do balcão. Castle preparava uns pedaços de frango enquanto bebia uma taça de vinho. Ofereceu outra a ela. 
— Acho melhor não. Meu estômago ainda não está recuperado de hoje. Por que o frango? Eu disse que bastava um sanduíche. 
— Você vai comer seu sanduíche, de frango. Não fez uma refeição decente hoje, Beckett. 
— Quando você vai parar de me mimar? 
— Nunca? - ela riu - eu gosto - ela parecia preocupada - hey, nós vamos resolver esse caso. Não pense muito sobre isso. Aquela imagem não é boa de se recordar. Precisamos de uma noite agradável. O que acha de assistirmos um filme? Nada de sangue, prometo. Faço até pipoca de panela para você - Beckett suspirou, levantou do banco inclinando o corpo no balcão para beija-lo. 
— Melhor que isso só se meu escritor favorito ler uma de suas historias para mim. 
— Hum… então o que vai ser? Um filme ou as aventuras de Nikki? 
— Hoje o filme, não me sinto confortável para viver uma das cenas de crimes de Nikki. Mantenha minha sugestão em mente para outra oportunidade. 
— Ótimo! Pode escolher o filme se quiser. Vou demorar mais quinze minutos até terminar aqui. 
Meia hora depois, eles estavam sentados no sofá de frente para a tv escorados um no outro comendo e apreciando o filme. No meio do filme, ele se levantou para preparar a pipoca. Satisfeita, ela deixou a cabeça tombar no ombro dele enquanto saboreava a pipoca e ria das cenas na tv. 
Deitados na cama, Castle trocava beijinhos com a esposa e evitava a todo custo comentar dos enjoos de mais cedo. Algo extremamente difícil para o escritor. Ela mesma achou estranho não ouvir qualquer comentário e inclusive vê-lo evitar discutir um caso tão interessante e picante como o que tinham nas mãos era algo inédito especialmente considerando que era a primeira vez que investigavam juntos desde Loksat. Será que Castle estava lhe escondendo algo? Será que o caso mexera com seus brios como ser humano? Ele mesmo dissera que o ato era compreensível e…. não, ele era Castle. Escrevia sobre assassinatos, porém seria incapaz de cometer um. Respirou fundo tentando tirar o pensamento de sua mente. Virou-se para fita-lo. 
— O que foi? 
— Voce está calado. Não gosto disso. 
— Não é nada. Quer dizer que prefere quando eu falo demais e a irrito? Bom saber porque da próxima vez que eu fizer isso e você reclamar vou me lembrar desse momento. 
— Eu não disse nada - ele beijou-lhe os lábios levemente. 
— Ryan estava nervoso. Com a prova. Você acha que ele vai passar no exame para Lieutenant? 
— Tenho certeza. 
— Por que?
— Porque é o Ryan, ele precisa disso. Quer algo mais para sua família. É por isso que sei que vai ser bem sucedido. Faz isso por Jenny e as crianças. 
— Tem razão. 
No dia seguinte, não havia muita mudança no caso até as dez da manhã quando Esposito recebeu outro alerta de uma cena de crime. O chamado para o 911 veio de um vizinho que achou a porta dos fundos de um apartamento aberta e o carro do dono na garagem do prédio. 
— Park Avenue - disse Esposito. 
— Uma celebridade? - perguntou Castle. 
— Um juiz - declarou Beckett - vou com vocês. Há uma grande possibilidade desse crime estar relacionado com o que estamos investigando. 
Ela estava certa. Ao chegarem no apartamento da vitima, encontraram o juiz Brandon em sua sala de estar sentado em uma poltrona. Mesmo MO do promotor. Olhos, dentes, intestino. Beckett não resistiu novamente a imagem e pediu licença para ir ao banheiro. Sozinha no lavabo, ela se olhava no espelho após ter vomitado. Três vezes em 24 horas. Isso não podia ser normal. Claro que a cena do crime era intensa, quase demoníaca em sua opinião. Nem o 3XK conseguiu deixa-la tão enojada. Então, o que estava acontecendo? Passou a mão no rosto. 
Um alarme soou em seu cérebro. Será? 
Ela mesma não queria acreditar na possibilidade. Não deveria estar pensando nisso. Não agora no meio de um caso tão importante. Precisava esquecer esse pensamento por uns instantes, uns dias até que conseguisse se livrar desse assassino. Tinha que manter sua mente focada nessa investigação. Seu distrito contava com ela. Seu comandante esperava isso dela. Não ia decepciona-los. E ainda tinha Castle e suas impressões sobre o caso. 
Investigação em primeiro lugar. Decidida, ela voltou à cena do crime. 
— Você está bem? - perguntou Lanie. Beckett anuiu para a amiga. 
— Acredito que não vamos encontrar novas respostas aqui. Deixe o time da CSU cuidar da cena. Ryan, mude a sua abrangência para casos envolvendo o promotor e o juiz. Eles tem alguma ligação. Um processo os une. Castle, venha comigo. Vou voltar para o distrito e informar o comandante. Quero respostas em uma hora. 
— O que deu nela? - perguntou Esposito. 
— O que você acha, bro? Olha essa cena! Como não ficar irritado diante de tanta violência? É claramente uma afronta à justiça. Beckett percebe isso. E tem a pressão. Precisamos ajuda-la a montar esse quebra-cabeça. Essa não foi a última vitima. Acho que o nosso assassino está salvando o melhor para o final. 
12th Distrito
Beckett já atualizara o comandante e o chefe dos detetives. Estava de pé analisando as informações disponíveis no quadro. Castle estava observando-a. Sua esposa estava agitada, irritada, ela queria respostas. Ele também. Ryan se aproximou deles. 
— Pessoal, tenho novidades. 
— Eu também - disse Esposito - Lanie confirmou que o assassino usou os mesmos instrumentos para fazer o serviço. Encontraram fios de cabelo no corpo, não é do juiz e não encontraram nada no banco de dados semelhante. 
— Nada novo ai. Ainda precisamos de um suspeito. Ryan, o que você tem? 
— Encontrei três casos potenciais onde o promotor e o juiz atuaram juntos decidindo a favor do réu. Um roubo, um acidente de carro sem vitima fatal e um suposto estupro - Castle trocou um olhar com Beckett. 
— E temos um vencedor. Porta número 3, por favor - disse Castle.  
— Quero o processo, Ryan - cinco minutos depois ele entregava a papelada para a sua capitã. Sentada em sua cadeira com Castle literalmente fungando em seu pescoço, ela lia sobre a ocorrência. Ao terminar, jogou a pasta sobre sua mesa. Esfregou os olhos. 
— É esse. Só pode ser, Beckett. Como um juiz concorda com isso? É um claro caso de estupro. 
— Não é difícil de entender porque, mesmo que seja ultrajante. O réu ê filho de um advogado proeminente. Segundo ano de direito na NYU. Acabar com a vida do jovem ou fazer um favor? Fica claro que a garota não era ninguém importante, foi completamente descartada. Isso aconteceu há dez meses. O assassino foi esperto. Esperou. 
— A vingança é um prato que se come frio, Beckett. E ambos sabemos quem fez isso agora, não? - Castle a olhava sério, ela mordiscou os lábios - não pode haver outro suspeito. Tem que ser o pai. Motivo não lhe falta. 
— Teremos que fazer uma visita aos Williams. Vamos, não será uma conversa fácil - eles deixaram o distrito. A família morava no Queens, uma casa modesta. O pai, John Williams era marceneiro trabalhava para Ikea. A mãe era secretária em uma firma de contabilidade. Família de classe média. Ao bater na porta do pequeno apartamento e anunciar ser da NYPD, percebeu o medo no olhar da mulher. Receosa, ela abriu a porta declarando que não tinha qualquer problema com a policia. Beckett tentou ser o mais delicada possível. 
— Sra. Williams, eu sinto muito. Sei que deve ser um assunto complicado e difícil para a senhora, porém estamos aqui para falar sobre o processo que ocorreu há dez meses contra sua filha. 
— Não, por favor, não quero falar sobre isso. Aqueles homens destruiram nossa familia. Eles acabaram com a vida da minha menina e com todo respeito capitã, eu não acredito na justiça. 
— Tem todo o direito para sentir-se assim. Acredite, eu também já fui uma vitima da justiça, negligenciada por mais de dez anos. Alias, essa foi a razão pela qual entrei na academia. Sra. Williams, o juiz e o promotor que trabalharam no caso da sua filha foram mortos. Assassinados - Beckett pode ver o pavor nos olhos da mãe. 
— O que você quer insinuar com isso? Quer que eu sinta pena deles? Eles destruiram minha filha, duvidaram da palavra dela para que aquele filho de papai, um playboy cheio de vontades saísse impune. Minha Trisha não sai do quarto dela desde que tudo aconteceu. Ela era uma menina alegre, inteligente. Sonhava em ser pediatra, louca por crianças. Conseguiu uma bolsa integral de medicina. Não temos muito dinheiro para bancar uma faculdade. Ela se dedicou e provou que podia ser a melhor aluna da turma. Esse pesadelo acabou com ela. Tirou inclusive a possibilidade de Trisha ser mãe. Como você acha que me sinto com tudo isso? Não posso sentir pena deles. Deus, isso é… - não conseguiu falar, as lágrimas escorriam pelo rosto. 
— Quer um copo com agua, Sra. Williams? - Castle ofereceu levantando-se para procurar a cozinha. Voltou com um copo. A mulher a sua frente segurava o objeto com as mãos trêmulas. 
— Desculpe por fazer isso, mas temos motivos para desconfiar que seu marido possa ser o responsável… - Beckett colocou as fotos sobre a mesa. O olhar de pavor no rosto da mulher fez Beckett fechar os olhos, mesmo para ela era difícil conduzir essa conversa, acreditar que aquela família seria capaz de agir por justiça. 
— Justiça divina. Olho por olho… meu Deus! Como vocês podem achar que John fez isso? É desumano! Ele não seria capaz disso. Somos católicos e não, meu marido não fez isso está enganada. 
— Precisamos investigar… 
— Investigar, ha! Foi o que a policia fez da outra vez e mesmo com todas as evidências mostrando que fora um estupro, eles as ignoraram. Minha menina não sai de casa, não sai do quarto! Todos os dias eu entro lá abro a janela, levo café a ela. Tento conversar, no ultimo mês trocamos algumas palavras. Ela recebe a visita de uma psicóloga toda a semana. Está começando a melhorar e agora isso? Tudo o que meu John faz é trabalhar feito louco para pagar as contas, sustentar nossa familia. Ver Trisha assim acabou com meu marido. Ele sonhava em vê-la médica. Ele não fez isso, capitã. Está errada. 
Nesse instante, John entra pela porta. 
— O que está acontecendo aqui? - a mulher correu para abraça-lo. 
— É um engano, diga que eles estão errados, John. Você não matou aquelas pessoas. 
— Matar? Do que você está falando Mary? Quem são vocês? - ele estava assustado. 
— Capitã Beckett, esse é meu parceiro Castle. Senhor Williams, o promotor Johnson e o juiz Brandon foram assassinados ambos com o mesmo método. Trata-se de um crime de vingança - ela estendeu a foto para o homem - desculpe, mas precisamos investigar e perguntar. Onde estava anteontem às oito da noite? E ontem entre sete da manhã e dez da manhã? 
— Meu Deus! Quem fez isso? E-eu não… eu não matei ninguém. 
— Preciso saber onde estava. 
— Ontem e-eu estava trabalhando. Tinha uma entrega de armários…armários de cozinha. No…no Brooklin. Pode checar com o meu super…supervisor. 
— Preciso do nome dele. 
— Peter… Peter Brown - ele entregou o celular a Beckett mostrando o número. 
— E quanto ao outro dia? 
— E-eu sai do trabalho, depois do expediente fui tomar uma cerveja em um bar antes de vir para casa. Meu Deus! Acha mesmo que eu faria isso? - chorando ele conta a versão do promotor - ele disse que não havia provas de que aquele monstro fez algo a minha garotinha. Ele mentiu. Disse que ela poderia ter se envolvido com vários na festa. Tinha testemunhas que a viram com outros rapazes, tinha bebido. Ela não era esse tipo de garota. Minha garotinha foi violentada, chamada de mentirosa e promíscua, mas eu nunca mataria alguém. Eu tive muito ódio, queria socar aquele playboyzinho de merda por ter jogado o nome da minha Trisha na lama, por destruir a vida da minha filhinha, mas eu não sou um assassino - ele abraçava a esposa - você acredita em mim, Mary? 
— Claro que sim… 
— Com licença, eu preciso confirmar essas informações - Beckett se afastou para a cozinha com o celular de John. Ligou para o superior e conversou com ele. No fundo, ela apenas queria a confirmação. Seus instintos lhe diziam que não fora John. As suspeitas de Castle estavam erradas dessa vez. Mas ele não tinha um alibi para a morte do promotor e ainda tinha o DNA. Voltou a sala. Castle estava olhando umas fotos sobre o aparador. Ela trocou um olhar com o marido confirmando que errara. 
— Desculpe mais uma vez, Sr. Williams. Eu precisava checar. É o meu trabalho. Não significa que goste de fazê-lo algumas vezes. Essa é uma delas. Infelizmente o senhor não tem um alibi solido para a morte do promotor e nós encontramos DNA em uma das cenas do crime. Preciso leva-lo para a delegacia e fazer o teste. Eu sinto muito por tudo. Por Trisha. Ela não merecia ter sido negligenciada pela justiça. 
— Não, ela não merecia - disse o pai. 
— Ele não vai a lugar nenhum! Não! - Mary gritava - John não é um assassino! Saia da minha casa. Você é louca. 
— Calma, Mary. A moça somente está fazendo seu trabalho - ambos estavam sensibilizados com a cena. então, Castle virou-se para a mãe com um porta-retrato nas mãos. 
— Sra. Williams, quem é o rapaz nessa foto com Trisha? 
— Nosso filho, Adam. Ele é louco pela irmã. Ficou arrasado quando tudo aconteceu. Tem dezoito anos, está no primeiro ano do preparatório de direito da NYU. Ele escolheu o curso para que pudesse fazer justiça para as vitimas como sua… - ela parou de falar trocando um olhar com o marido. Beckett olhou para Castle. 
— Mary, onde Adam está agora? 
— Na universidade. Ele mora no dormitório e… não! - eles trocam um olhar. Beckett pega o celular. 
— Preciso dar o aviso. Marcus pode ser a próxima vitima - ela liga para Esposito informando para se dirigirem a NYU, prédio e dormitório de direito. Explica o que aconteceu e diz que ela e Castle estão a caminho. Beckett também solicita uma patrulha para levar John ao 12th embora soubesse que o DNA da cena não era dele. Assim que os policiais o levaram, Beckett e Castle saíram dirigindo a toda a velocidade para a NYU. Não poderia haver uma próxima vitima. 
No caminho, Castle checava as informações sobre Adam com Ryan. Marcus estava no dormitório, teria aulas apenas amanhã. Adam deveria estar em sala de aula, porém assim que chegaram lá descobriram que não era o caso. Beckett falou com o coordenador do curso de direito e conseguiu o número do apartamento de Marcus. De arma em punho, ela se colocou na frente da porta. Esposito e Ryan lhe davam cobertura. Ela conseguia ouvir uns gemidos. Não precisou dar o alarme. Bastou bater na porta para ouvir um gemido mais alto e o barulho de uma tapa. Queria o flagrante. Ela chutou a porta. 
— NYPD! Largue a arma, Adam! 
A cena era angustiante. Marcus estava amarrado a uma cadeira. A boca amordaçada. Sangue por todo o rosto e a camisa. Adam já arrancara um dos olhos. 
— Adam! Largue a arma e coloque as mãos para cima. Agora! - Esposito entrou para segura-lo. Tentou resistir, mas Ryan torceu o braço dele derrubando a faca no chão. Perto da cadeira estava o alicate de precisão, provavelmente do pai. Beckett manteve a arma apontada para ele enquanto recitava os seus direitos - Adam Williams, você está preso pelos assassinatos de Johnson e Brandon e pela tentativa de homicídio de Marcus Troy. Tem o direito de permanecer calado, tudo o que dizer pode e devera ser usado contra você no tribunal… - ela continuava falando, quase automaticamente quando Castle percebeu que ela baixava vagarosamente a arma e levava a mão a boca. Ao terminar, respirou fundo - levem-no daqui. Castle, chame uma ambulância. Alguém precisa levar esse traste para um hospital - ela chutou a perna do rapaz com raiva e arrancou a fita adesiva com força fazendo Marcus gritar de dor. 
— Hey! Eu sou a vitima aqui! Ele ia me matar! 
— Cala a boca! Nem uma palavra a mais - Beckett o fuzilava com os olhos. Tinha o joelho sobre a cadeira no meio das pernas do rapaz. 
— Vou falar para o meu pai da sua conduta como policial - ela apertou as bolas dele com o joelho fazendo-o gritar de dor. 
— Uma única palavra para quem quer que seja e eu asseguro que da próxima vez que alguém o pegar na prisão fará o papel de mulherzinha - os paramédicos chegaram - levem esse idiota daqui - Marcus não deu uma única palavra depois disso. Ao ficaram sozinhos, Castle se aproximou dela, abraçando-a. 
— Tudo bem? 
— Não, mas vai ficar. Assim que eu reabrir o caso de Trisha. Marcus Troy não sairá dessa apenas com um olho faltando. Quero justiça de verdade. Irei falar pessoalmente com o comandante. 
Castle se sensibilizou pela esposa. Sabia o quanto Beckett ficava mexida com casos de injustiças. Ele a abraçou mais forte, beijou-lhe a testa. 
— Vamos sair daqui. 
— Precisamos voltar ao distrito, eu tenho que fechar esse caso e falar com o comandante, eu devo uma resposta a John e Mary. Deus! Que tragédia! Uma família destruída… os dois filhos, Castle. 
— Eu sei. Isso é um fardo terrível para qualquer pai suportar - eles saíram da universidade de mãos dadas. 
No 12th distrito, Beckett recebeu a confirmação de que o DNA combinava com o do Sr. Williams em 50%, o que era óbvio já que o DNA era de seu próprio filho. Ela esperou que Esposito colocasse Adam em uma das salas de interrogatório. Queria que ele se acalmasse. A equipe do CSU já estava na universidade e a ambulância veio direto para a delegacia com Marcus. O paramédico declarou que não havia muito a fazer. Ele já perdera o olho. Beckett suspirou e pediu para colocarem Marcus na sala ao lado. Tentando parecer calma, ela ligou para o comandante relatando os últimos acontecimentos. Pediu para que o seu superior viesse ao distrito acompanhar o interrogatório. Em um caso delicado como esse, ela preferia que ele visse com seus próprios olhos o que estava na mente do culpado para que tomasse uma decisão coerente com relação a tudo. 
— Capitã Beckett, você está sugerindo que o assassino não seja preso? 
— Não, senhor. Eu acredito na justiça. Ele irá cumprir pena. Eu também sei que ela é capaz de falhar. Experiência própria. Não pediria sua presença se não fosse importante. 
O comandante a atendeu. Beckett conduziu o interrogatório após recolher o DNA de Adam para análise. Foi um dos depoimentos mais difíceis que ela já ouvira em toda a sua carreira. Teve que segurar as emoções ao ver o jeito como Adam falava da admiração à irma chorando. De tudo o que acontecera a sua família e de que sabia que decepcionaria os pais, porém ele não conseguia conviver tão perto daquele cara e não fazer nada. Ele o viu se gabando, fazendo festas, trapaceando em provas e tratando mal outras garotas. Ele não merecia levar aquela vida. 
— Eu entendo que você teve que me impedir. Eu ia mata-lo. Talvez assim o pai dele sentisse um pouco que fosse da dor que causou em minha família. E ele saberá, todas as vezes que olhar para o filho caolho que foi sua culpa. 
— Eu realmente sinto muito, Adam. A justiça tropeça com muitos de nós, mas violência e vingança não são a melhor forma de resolver os problemas. Mesmo sendo primário, você pegará no mínimo 20 a 30 anos. 
— Eu sei, capitã. Eu errei, decepcionei meus pais. Não sei se voltaria atrás. Eu prefiro pagar pelos meus erros - Beckett sentiu uma vontade enorme de tocá-lo, como uma espécie de conforto, mas não o fez. 
— Está fazendo a coisa certa, Adam - ela saiu da sala visivelmente arrasada. Sabia que o comandante acompanhara tudo ao lado de Castle na sala de observação. Ela foi até lá - comandante, com sua licença eu peço para Castle me acompanhar no interrogatório de Marcus Troy. Ele estava lá e pode me ajudar a entender como tudo aconteceu. 
— Vá em frente. Assim que acabar, nós conversamos. 
A verdade era que Beckett não confiava em si mesma sozinha naquela sala com Marcus. Ela estava irritada demais com todo esse caso. Emocional demais. Castle acariciou as costas dela na frente da sala. Ela se deixou perder nos olhos azuis do marido para acalmar-se. Engoliu em seco. 
— Pronta? Você consegue fazer isso, Beckett. E algo me diz que você já conseguiu o que queria do comandante. Apenas entre nessa sala, pergunte o que aconteceu e não dê ouvidos às reclamações do playboy idiota. Vamos - ele abriu a porta para ela. 
Beckett fez exatamente o que Castle sugerira. Perguntas claras, diretas, objetivas. Marcus agiu como previa-se. Reclamando, se fazendo de vítima e usando o nome do pai até para pedir por um advogado quando Beckett o lembrou que não precisava de um. Foi difícil ouvir toda a ladainha e pedir foco pelo menos umas três vezes durante o depoimento dele. Ao terminar, ela estava visivelmente cansada. Chamou o comandante até sua sala. Castle a acompanhou. 
Ao sentar em sua cadeira, Beckett se colocou em sua posição de autoridade, estava na hora de usar seu lado politico. 
— Comandante, conforme o senhor mesmo pode perceber o caso que me pediu prioridade está resolvido e o assassino será encaminhado para a penitenciária do estado onde esperará a data de seu julgamento embora não há dúvidas de sua condenação. É apenas uma questão de tempo. 
— Sim, ambos sabemos disso. Três futuros jogados na lama. 
— Na verdade, são dois. Se o senhor estiver disposto a salvar o terceiro - ela estendeu a pasta do processo de Trisha Williams para o seu superior - ai estão as provas do que aconteceu com Trisha há um ano. São dez meses desde que o promotor Johnson ajudou a inocentar Marcus Troy. 
— O caso foi encerrado, capitã. 
— Sim, foi. Mas com a ligação das vitimas e com o novo caso que irá ao tribunal do estado contra Adam Williams podemos usar seu depoimento para reabrir o caso de Trisha uma vez que nem o promotor, nem o juiz do caso podem ter uma palavra sobre o mesmo. É hora de fazer justiça, comandante. Ambos sabemos disso. É por esse motivo que uso esse distintivo todos os dias, para proteger e servir, honrar minha mãe e seu senso de justiça. Ela também morreu pela dama cega. 
Castle estava calado e orgulhosa de sua esposa. Não sabia de onde Beckett tirava toda aquela força para falar desse assunto. 
— Muito bem, Capitã. Entregue o caso a um promotor que honrará o diploma que lutou para conseguir. Eu falarei com o procurador do estado. Excelente trabalho, Beckett - ele se levantou e estendeu a mão para cumprimenta-la - gostaria de ter mais capitães como você. 
— Obrigada, senhor. Estou apenas fazendo meu trabalho. Receberá meu relatório completo ainda hoje. 
— Não precisa, vá para casa com seu marido. Você teve um dia cheio hoje. 
— Tive sim, porém preciso tirar esse caso da minha mesa o mais depressa possível. Por mim - ele apenas balançou a cabeça. Sabia exatamente do que ela falara. Também já estivera em situações como essa durante sua carreira. Ao deixa-los sozinhos, Beckett tornou a sentar-se em sua cadeira. Castle veio por trás e começou a massagear seus ombros - Cas, você se importa de me deixar sozinha por uma hora para terminar isso? 
— Tudo bem. Quer café? 
— Não, eu só quero terminar esse relatório e ir para casa. Peça para Ryan a cópia digital do caso de Trisha, vou envia-la ao promotor Vargas. Eu irei explicar o porque dele pedir para julgar esse caso. 
Castle saiu da sala de Beckett, falou com Ryan e ficou perambulando pelo distrito até ela acabar tudo o que precisava fazer. Uma hora e meia depois, eles saíram de mãos dadas da delegacia. 
Beckett se manteve calada por boa parte da noite, deitada ao lado dele, Castle observava o jeito da esposa. Ela estava pensando, analisando, era a boa e velha atitude de Beckett. Racionalizar. Não desligara do caso. 
— Kate, acabou. Pode desligar agora. Tenho certeza que o caso será reaberto. Trisha terá sua justiça. 
— Adam terá sua justiça, quanto a Trisha talvez ela nunca tenha sua vida de volta - de repente, ela sentou-se na cama. Olhava para ele - Castle, eu preciso saber. Você concorda com a atitude de Adam e você agiria como ele numa situação como essa? 
— Por que isso agora, Beckett? 
— Eu preciso saber. Por favor. Você disse que o pai tinha motivo, que entendia e eu me lembro… quando Alexis foi sequestrada você não pensou duas vezes em fugir para Paris atrás dela porque como pai faria qualquer coisa por sua filha. Você me disse isso uma vez - ele viu a apreensão nos olhos dela. 
— Sim, eu disse que ele tinha motivo. Eu também fui correndo para Paris porque queria encontrar minha filha. Mas matar? Não… eu defenderei as pessoas que amo de tudo, você, minha mãe, Alexis. Não mataria porque não acredito que essa seja a solução. Eu sempre lutarei porque haverá sempre a escolha, uma opção além dessa. Como pai, eu não consigo imaginar o que John e Mary passaram. Nem quero. Eu teria que estar no fundo do poço para pensar em atirar em alguém outra vez, mesmo assim ainda tentaria não matar - ele se lembrou de Tyson - Você acredita em mim, não? 
— Sim, eu acredito - um primeiro sorriso apareceu no rosto dela, Beckett pegou a mão de Castle na sua - nunca pensei que você seria capaz de matar. E-eu precisava ouvir o que faria. Porque isso é muito importante para mim. 
— Eu sei. Eu vi o quanto foi difícil para você não se compadecer de Adam, falar de sua mãe. 
— Eu me compadeci dele, mas isso não significa que tenha que passar a mão em sua cabeça. Ele errou. E quanto a minha mãe, tudo o que falei é verdade. Cada caso me lembra dela e da importância da justiça mesmo que tardia. Não foi somente por isso que perguntei. 
— Não? E por que foi? 
— Eu precisava saber como o homem que eu amo e admiro se sentiria diante de uma injustiça com alguém que ama. Como ele agiria. 
— Eu já disse, faria de tudo para protege-la, salva-la. Não matar. A menos que sua vida dependesse disso Kate. Você sabe. 

— Sim, mas não estava falando especificamente de mim - ela acariciou o rosto dele - estava falando de um bebê - ela tocou o ventre - Castle, eu acho que estou grávida.   


Continua...

3 comentários:

cleotavares disse...

Ui! Que caso horrível. E Beckett, como sempre, com sede de justiça. Amei os segredinhos de Castle e Ryan.
"não adianta xingar a escritora depois" Sei! "eu acho" hum! E ela termina o capítulo.
oh mulher cruel, essa Kah.

Priscila Barros disse...

Wooooow! Que capítulo maravilhoso!
Como é bom ver esses dois juntos investigando ❤❤❤ morro de saudades! E que caso eim! Foi muito bom ver eles teorizando juntinhos, como nos bons tempos, eu amei!
Agora esse final foi tipo wooooow! Agora entendi o que a Lee falou hauahauahuhauahauahu. Temos bebê a caminho??? Ai meu coração ❤❤❤❤❤
Vou correndo logo pro próximo capítulo!

Amei amei amei esse capítulo, Kah ❤❤❤❤❤❤

Vanessa Belarmino disse...


Castle esperando Beckett para ir ate a cena do crime. Ele todo empolgado que eles vão investigar juntos. Bonitinho.
Hora de serem parceiro no crime. hahaha
Kate passando mal, o corpo estava em estado horrível mesmo. Muita violência, concordo com Castle, tem cara de vingança.
Bonitinho Castle amparando Beckett todo preocupado.
Coisa mais fofa Castle indo se aconselhar com Ryan. Vomitei arco iris aqui. Ryan ta certíssimo ninguem quer Beckett irritada.
Torcendo demais para Ryan. Ele merece.
Castle não falou nada, mas está caprichando na alimentação. Senti que o vinho foi um teste tb. Sei la hahaa
Ele não vai parar de mima-la nunca.
Imagino que esteja difícil pra ele não comentar sobre o enjoos e tb sobre o caso. Ate Kate estranhou.
Hum, Kate ligou o sinal de alerta.
Vc trabalha o caso muito bem. Adoro. Esse é bem forte e toca na ferida da injustiça. Adorei o fechamento.
Por um lado triste com Adam e a familia, mas ao menos Beckett vai conseguir justiça por Trisha. Adam deveria ter cortado outra coisa de Marcus.
ahaha Ok, estou levando muito olho por olho... Mas voltando a Beckett, amei a postura dela, não que esperasse algo diferente no que se refere a fazer justiça.
Mas a maturidade dela em levar o caso agora que é superior, foi lindo de ver. Até o comandante elogiou. E Castle apoiando ela como sempre.
Kate calada e racionalizando chega me dar um coiso.
Não pensei que ela fosse perguntar isso para Castle. Ele respondeu tão sinceramente, e claro que ele está certo. Há uma escolha, e ele só faria isso se fosse pra salvar alguém que ele ama. Legitima defesa.
Mulher como assim? Que jeito de falar que acha que ta grávida hahaha
Solta a bomba e saí correndo. Vc adora isso né?