segunda-feira, 17 de abril de 2017

[Castle Fic] A (Im)Perfect Love Story - Cap.12


Nota da Autora: Sei que tem gente querendo apressar as coisas (hahaha)! Minha sugestão é simples: just go with the flow... nesse capitulo tem varias risadas, momentos hots e claro a volta de duas pessoas pra lá de especiais... sim, estou falando deles: nossos médicos fofuchos ou como algumas dizem nosso casal Grey's Anatomy ou GrayShall. Enfim, divirtam-se! 


Cap.12

Três dias depois, Beckett acabara de sair de uma reunião na 1PP. Passava das três da tarde e ela não tinha comido nada. Um único pensamento lhe ocorreu. Pegou o celular. 
— Hey, Johanna… pode falar? 
— Kate! Você voltou! Como foi a viagem? Claro que posso falar. Acabei de sair do hospital. 
— Por que não nos encontramos naquele café da Union Square? Assim posso contar detalhes sobre as aventuras da estrada com Castle. 
— Ótimo! Pode me dar meia hora? 

Union Square

Beckett estava sentada numa mesa de canto. Tinha consigo outra sacola com cerejas que comprara do mesmo cara. Viu quando Johanna entrou. Acenou para a médica. Elas se cumprimentaram com um beijo. 
— Olha para você! Bronzeado do deserto? Está relaxada. Um sorriso enorme. 
— Você já se olhou no espelho, Johanna? - ela riu - vou pedir um café para nós então podemos conversar - sentadas lado a lado, elas bebericavam as bebidas enquanto Kate contava as aventuras ao lado de Castle - acredito que essa viagem foi uma espécie de busca, não queria dizer espiritual, porém nos ajudou a falar sobre coisas interessantes, momentos do passado, repensar nossa trajetória. Além da diversão. Aprontamos e não foi pouco! 
— Eu imagino o tipo de coisa que andaram fazendo - disse Johanna rindo - o que me lembra que alguém me desafiou e estou achando que está na hora de cobrar minha vitoria, Kate. 
— Não tão rápido, Johanna. Eu também tenho outra noticia para lhe dar - os olhos da médica se arregalaram, antes que ela dissesse algo Kate se antecipou - eu decidir tentar. Não estou me protegendo desde que deixei Nova York. Nós estamos tentando engravidar, Johanna. 
— Isso é incrível! Que boa noticia. Então estão brincando com o fogo há dois meses? E pelo que sei de Nikki e Rook se são realmente seus alter-egos imagino que tenham sido muitas noites de treino. 
— Sim, foram - ela riu - eu sei que os efeitos demoram. Meu corpo estava imune por muito tempo. Ele também está ansioso. 
— Eu sugiro você fazer um exame, uma contagem de hormônios e ultra-som. Coisa de rotina. Posso agendar para você no hospital mesmo. 
— Eu gostaria sim - a médica olhava para ela de uma maneira terna, carinhosa. Então a abraçou. 
— Ah, Katie… eu não posso resistir. Estou tão feliz por vocês. E como está o trabalho? Você não está se arriscando naquelas investigações loucas, certo? Por favor! Dê um tempo! 
— Não, está tudo bem. Mais trabalho burocrático de capitã. Não que eu não sinta falta das ruas, das cenas com sangue… de formular teorias. Ainda posso fazer isso e Castle não deixa nada ficar monótono. Antes de nos casarmos pedi isso a ele, que não nos tornássemos um casal rotineiro e chato. 
— Vocês? Duvido que isso acontecesse. 
— Chega de falar sobre mim, quero saber de vocês. Como anda o Paul? 
— Vocês dois armaram direitinho, não? 
— Nós somente demos um empurrãozinho, Johanna. Dê algum crédito ao Paul. 
— O café? A frase? 
— Sim, fomos nós. O mérito do encontro, do beijo é todo do seu namorado. Agora pare de enrolar e me conte o que aconteceu. Espera… vocês ainda estão juntos, certo? Não foi uma daquelas historias que você dorme com cara e depois dá um monte de desculpas e que é melhor não ficarem juntos, o trabalho - Johanna ria. 
— Não, Katie…estamos bem. Mais que isso, eu estou leve. Feliz. Durante todos esses três anos que trabalho com Paul, nós sempre nos apoiamos, curtimos nossos plantões. Salvamos vidas e confortamos um ao outro nas perdas. Depois que você e Castle apareceram no hospital foi que percebi o quanto eu gostava de estar ao lado dele, as vezes apenas uma conversa simples ou dividir as batatas fritas era suficiente para melhorar meu dia. Talvez devesse ter investido a mais tempo. 
— Não. Você cedeu na hora certa. Você tinha comentado que fazia muito tempo… 
— Em relacionamentos sim, em sexo nem tanto, mas Katie… Paul é muito bom! Somente percebi que estava desacostumada quando ele me tocou, que sentia falta. Não é apenas cama, é o todo. Tanto carinho, tanto desejo e nossa! Nem sei como retribuir o que Castle e você fizeram. 
— Ah, eu sei. Jantem conosco. Faço questão de recebe-los no loft. 
— Ah, você já pagou o jantar no Le Cirque. Não é justo! Paul me levou para jantar em outro lugar por causa disso. Vocês não deixaram que ele agisse com cavalheirismo - elas riram. 
— Não aceito um “não” como resposta. Aceite, por favor. Esse fim de semana. Nada de trabalhar no hospital. Sábado, oito horas. Vou lhe passar o endereço. Espero que Paul não tenha nenhum problema com Castle. 
— Não, pode ficar tranquila. Eu falarei com ele e quanto a você, venha fazer os exames amanhã. Eu dou um jeito de encaixa-la com a nossa ginecologista de plantão - elas se levantaram da mesa. Johanna sorriu abraçando Kate outra vez. Segurando sua mão, falou. 
— Quem diria, hum Katie? A vida tem uma maneira estranha de nos presentear. Uma médica com o nome da sua mãe salva sua vida e conhece pessoas incríveis que lhe ensinam que segundas chances são importantes, amar é possível assim como confiar. Todos devemos agradecer por esse encontro. Claro que gostaria que tivesse acontecido em circunstâncias mais fáceis, porém acredito que não teria o mesmo impacto e significado se assim fosse. 
Beckett não sabia o que dizer. As palavras de Johanna tocaram-na profundamente. 
— Katie, estou feliz por encontrar uma boa amiga - elas sorriram. 
— Sabe Johanna, você realmente me lembra alguém que eu amo - ela quase prendeu a respiração - Você me lembra de Castle - e minha própria mãe, pensou embora não tivesse coragem de dizer em voz alta. 
— Então eu sei que isso me torna importante. Vejo você amanhã no hospital. Sem falta. 
À noite, Beckett contou a Castle que convidou Johanna e Paul para jantarem no sábado. 
— Pensei que íamos sair, jantar em algum lugar. 
— Achei que seria mais agradável aqui em casa. Ficaremos mais à vontade. 
— Sendo assim, eu insisto em fazer meu carbonara. 
— Eu deveria cozinhar, Castle. 
— Nem adianta discutir - não deixou espaço para Beckett argumentar - você se encarrega da sobremesa e da entrada. 
— Você sempre tem que tomar a frente das coisas, não? A ideia foi minha. 
— Pelo contrário, você é a primeira em tudo. Sempre - ela suspirou. 
— Tudo bem. Está decidido. 
— Vou fazer questão de mostrar meus livros e meu prêmio para Johanna - ela revirou os olhos, nem valia a pena mudar a cabeça de seu marido. 
No dia seguinte, Beckett comentou que tinha uma reunião no 1PP às dez. Não era verdade. Ela queria manter os exames em segredo por enquanto, não queria Castle se preocupando ou ficando ansioso com o assunto. Estavam em setembro o que indicava que ela estava há três meses sem o anticoncepcional. Será que não era o bastante? Chegando no hospital, ela perguntou pela Dr. Marshall na recepção. Dez minutos depois, ela apareceu. 
— Oi, Kate. Eu ia esperar até o meio-dia para você aparecer. Ainda bem que não esqueceu nosso acordo. 
— Assim como eu espero que não tenha esquecido a sua parte. Falou com Paul? 
— Falei. Cris, eu vou levar a Capitã Beckett até a obstetrícia. Se perguntarem por mim, estou dando uma consulta. Se houver uma emergência basta bipar. Vamos, Kate - elas entraram no elevador. Beckett olhava para a médica com uma das sobrancelhas levantadas. 
— Paul? 
— Ah, claro. Eu falei com ele. Aceitou seu convite, mas acredito que está um pouco receoso com Castle. Eles não desenvolveram uma conexão. Diferente de mim. 
— Eu sei, Castle também está preocupado se Paul vai gostar dos assuntos do jantar - ela riu - mentira, ele está pensando nas provocações - suspirou ao ver os olhos arregalados de Johanna - não se preocupe, eu controlo meu marido. Ou tento. Em ultimo caso, ameaço. Sempre funciona - elas riram. A porta do elevador se abriu. Johanna indicou o caminho para Beckett. Antes de entrarem na sala, a médica se certificou de que a ginecologista estava disponível. 
— Suzi, a Dr. Charlotte está com alguma consulta? 
— A última paciente saiu agora há pouco. Ela me disse que ia fazer umas análises em uns exames que chegaram essa manhã, a senhora tem hora marcada? Quer uma consulta? 
— Sim, não marquei hora. Gostaria de consulta-la sobre uma de minhas pacientes. Essa é Kate Beckett. Será que pode anunciar que estou aqui e o motivo da minha visita? 
— Claro - Beckett esperou a moça se afastar para voltar sua preocupação para Johanna. 
— Olha, Johanna, eu agradeço o que você está fazendo, porém se ela não estiver disponível eu volto outro dia, marco hora e… - ela suspirou. A médica pegou a mão de Beckett, sabia que algo a afligia. 
— Fale, Kate. 
— É só que… eu não sei se preciso ficar preocupada. Já fazem três meses que suspendi meu anticoncepcional e nada aconteceu. E se… 
— Kate, isso é uma das coisas que você terá que dizer para Charlotte. Também é um dos motivos porque viemos aqui embora eu acredite que não há nada de errado com você. Cada mulher reage de uma maneira a ausência do anticoncepcional. E a ansiedade é uma das piores armadilhas quando se está tentando engravidar. 
— Por isso não falei da minha vinda aqui para Castle. Ele iria querer vir comigo. 
— Você mentiu? 
— Não, eu omiti por uma boa causa. Posso contar depois dizendo que era uma consulta de rotina. Ele ia me colocar mais nervosa do que já estou e você pode imaginar o tipo de pergunta que ele faria para a médica. 
— Dr. Marshall? Ela disse que pode recebe-la agora. 
— Obrigada, Suzi. Vamos? - indicou a porta do consultório para Beckett, mas ela fez a amiga entrar primeiro - olá, Charlotte. 
— Joh! Acho que tem umas duas semanas que não a vejo. Como andam as coisas na emergência? 
— Corridas como é de se esperar. Essa é Kate Beckett, minha paciente e amiga. Dr. Charlotte Blanc. Ela é canadense, mas já trabalha aqui conosco há cinco anos. Tem mais tempo de casa que eu. 
— Um prazer, doutora - Kate estendeu a mão cumprimentando-a. 
— Pode sentar-se, Kate. 
— Como eu estava falando, Charlotte, Kate foi minha paciente há alguns meses. Passou por uma situação complicada, digamos que pulou uma fogueira. 
— Ela está sendo modesta. Johanna salvou minha vida. 
— Agora, ela e o marido estão querendo engravidar. Vá em frente, conte o que vocês decidiram. Eu vou deixa-las à vontade. É uma conversa privada. 
— Não, Johanna. Pode ficar. Eu preciso de alguém. Confesso que Castle mesmo com suas doidices me deixa mais calma - ela sorriu para a amiga. 
— Tudo bem, então - ela apertou a mão de Beckett. 
— Dr.Blanc, depois do que aconteceu a mim e ao meu marido, eu acabei por repensar minha vida, prioridades e decidi que estava na hora de constituir uma familia. Castle merece isso, eu também. 
— Isso é ótimo. Foi uma decisão conjunta, certo? 
— De certa forma. Eu parei de tomar meu anticoncepcional em junho antes de fazermos uma viagem de dois meses e depois contei para ele. Está tudo bem, ele ficou empolgado. O problema é que já faz três meses que estamos tentando e - ela mordiscou o lábio um pouco envergonhada - não é pouco - Johanna riu do jeito de Kate. 
— Eu sugeri que ela fizesse os exames apenas para acabar com essa dúvida, afinal cada mulher reage diferente com esse assunto.
— Johanna tem razão. A suspensão do anticoncepcional não necessariamente induz a mulher a engravidar logo na primeira relação. Algumas levam dias, semanas, meses e até anos. É muito relativo. Desde quando você toma e quando suspendeu? 
— Sempre tomei, porém houve uma época que não usava religiosamente, isso aconteceu depois que comecei a namorar o Castle. Quatro anos, quase cinco… meu Deus! Faz tanto tempo… 
— Certo. E parou há três meses. A reação do seu corpo é normal. Qual a freqüência que tem relações? Três vezes no mês, quatro? - Johanna soltou uma gargalhada ao ver a cara de Beckett - mais? 
— Você está se referindo normalmente, certo? A viagem conta? 
— Se está ligada ao seu tempo sem anticoncepcional, importa sim - ela baixou a cabeça - não precisa me dar o número exato. 
— E-eu acho que na viagem nós… isso é embaraçoso! - ela colocou as mãos no rosto - acho que se ficamos uns dez ou quinze dias sem transar foi muito. Viajamos por sessenta dias. Quando voltamos, bem… nossa média é duas, três vezes na semana dependendo de como anda o trabalho. 
— Certo. Com uma média de um orgasmo por vez? 
— Meu Deus! Isso está ótimo! Bem que Castle disse que você não consegue se conter… 
— Castle é um mentiroso! Dois a três… depende da situação. Média? Dois. 
— Ow! Nikki! Você faz jus ao seu alterego. 
— Cala a boca, Johanna! - Beckett estava completamente vermelha. 
— Estão praticando bastante, isso é bom - a médica sorria - o que quero fazer é uma contagem de hormônios, uma ultra-som e um exame preventivo apenas para ver como está seu aparelho reprodutivo. E Kate, não há nada com que se envergonhar. Você é uma pessoa jovem e sexualmente ativa. Ao contrário de umas e outras… - ela olhou para Johanna. Beckett viu nisso a oportunidade de se vingar. 
— Mesmo? Então ela não sabe… 
— Kate! 
— Não sei do que? 
— Nada, eu não sou o foco da conversa. Podemos voltar para a consulta de Kate? 
— Tudo bem, vou chamar a enfermeira para tirar o seu sangue. E quero que deite ali para eu examina-la antes de irmos para a ultra-som. Você tem tempo agora, não? 
— Sim, eu tenho. Quero me livrar disso e saber se está tudo bem o quanto antes. 
Foram duas horas de exames e conversa. A ultra-som foi a ultima parte da consulta. A médica conversou bastante com Kate explicando o efeito do anticoncepcional e a sua nova situação após limpar o corpo da proteção. Ao terminar, ela pediu para Beckett sentar-se outra vez no consultório. 
— Certo, Kate. Seu corpo está em ótimo estado. Seus hormônios balanceados, o útero limpo e saudável. Está pronta para receber uma gravidez a qualquer momento. O que posso dizer para você é continue tentando.      
— Esse conselho você não precisa dar a ela. Parecem coelhos. 
— Haha… você está se divertindo, não? Pelo menos os resultados não são como os do coelho. Eu não estou gravida. 
— Dê tempo ao tempo, Kate. E controle a ansiedade. As vezes pensar muito sobre o assunto acaba lhe prejudicando - disse a médica. 
— Tudo bem. Muito obrigada, Dr. Blanc. 
— Por favor, me chame de Charlotte e quando estiver desconfiada da gravidez quero que venha me procurar. Combinado? 
— Claro - elas saíram do consultório. No corredor, Kate sorriu e falou. 
— Obrigada, Johanna. Eu me sinto bem melhor. Temos que esperar, quem sabe até o fim do ano eu não volte aqui para contar a novidade. 
— Eu insisto em ser a primeira a saber. 
— Você quer dizer depois de Castle, claro. Porque se duvidar ele vai descobrir primeiro que eu que estou grávida. 
— Não duvido - ela abraçou e deu um beijo na amiga - te vejo sábado. 
— Às oito. Você recebeu a mensagem com o endereço, certo? 
— Sim. Estaremos lá. 
Beckett voltou para o distrito. Ficou surpresa ao encontrar Castle e Esposito discutindo em frente do quadro de evidências. 
— Você está errado. Tem que checar! 
— Castle, isso não é relevante. 
— Claro que é. 
— Que bagunça é essa no meu distrito? - os dois começaram a falar juntos e Beckett apenas olhou para Castle - calados. Ryan, você pode me explicar o que está acontecendo? 
— Beckett, eles estão discutindo as linhas de investigação. Esposito não acha relevante investigar o colega de trabalho dela. Castle acha que sim porque o cara tem uma queda pelo macabro e afirma que gostava da vitima mesmo ela sendo casada - ela suspirou, já tinha a sua resposta mas resolveu dar a chance a Ryan - e qual a sua opinião? 
Ryan olhou para os dois. 
— Vamos Ryan. Se quer ser um Lieutenant precisa decidir. 
— Eu prefiro a linha de Castle. Tudo é importante. Eu digo que devemos investigar o cara. 
— Bro! Você é meu parceiro! 
— Não posso ignorar a evidência. Teorias são validas e essa é uma ponta solta no caso. 
— Ótimo! Ryan, concordo com você. Investiguem o cara. Eu vou para a minha sala - ela percebeu o jeito de Castle todo empolgado. Seguiu para sua mesa, dois minutos depois, o marido surgiu com uma caneca fresca de café. Ela sorriu. 
— Obrigada - ela sorveu um pouco do liquido. 
— Você mereceu. 
— Por que? Acha que fiquei do seu lado? Ryan foi quem decidiu. Melhor levar café para ele. 
— Não adianta fingir, Beckett. Nossa! Essa sua reunião demorou. Você ao menos almoçou? 
— Não deu tempo - ele olhou para a esposa entortando a boca - tudo bem, Castle. Não seria a primeira vez. 
— Mas e se tiver gravida? Vai deixar nosso filho com fome? Ah, Beckett não sei o que eu faço com você. 
— Não estou gravida, Castle. 
— Como sabe? Nunca ficou antes!  - ela sorriu - eu já volto. 
Dez minutos depois, ele aparece com uma salada e um suco verde. 
— Aqui está seu almoço, capitã. Tudo do jeito que você gosta, bem natureba - ela o puxou pelo paletó dando um beijo carinhoso nele. 
— Voce é um ótimo marido, amor. Agora, volte para o salão, os rapazes devem estar precisando de sua inteligência, seu cérebro. 
— Beckett, você está zoando da minha cara? 
— Claro que não. Vá ajudar os rapazes. Você sabe que o admiro e suas teorias algumas vezes fazem sentido. 
— Algumas? 
— Não se ache. Eu preciso terminar um relatório para Gates. Vamos juntos para casa. Ah! Johanna confirmou o jantar de depois de amanhã. Preciso que vá as compras para mim. 
— Agora os elogios fazem sentido… faça sua lista hoje à noite que vou as compras amanhã - ele deixou a sala dela. 

Sábado 

O dia começou agitado para Castle e Beckett. Eles teriam que dividir a cozinha em algum momento. Após o café, Beckett tomou conta do espaço para fazer a sobremesa que precisava ser refrigerada. 
Ele se preocupou em arrumar as bebidas e deixar a casa apresentável para as visitas. Beckett adiantou tudo o que podia e seguiu para o quarto a fim de tomar seu banho deixando-o livre para destruir a cozinha se quisesse. 
Por volta das sete da noite, estava tudo encaminhado. Por se tratar de massa, seria feita poucos minutos antes de jantarem. Beckett estava pronta apenas aguardando seus convidados. Lembrou-se que precisava pedir algo ao marido. 
— Castle? Você já terminou de se vestir? - ela o encontrou abotoando a camisa - deixa que eu faço isso - aproveitou para cheirar o pescoço - hum, que cheiro gostoso. Você trocou sua loção pós-barba? 
— Sim, essa é mais cítrica estou experimentando. Preciso saber se minha esposa irá aprovar - ele sorriu vendo o jeito que ela abotoava a camisa dele com um olhar bobo, feliz. 
— Você quer saber minha opinião? Acho que precisarei de mais um teste - ela começou a beijar e mordiscar o pescoço do marido passando pelo rosto, a mandíbula e sorvendo os lábios - está aprovada, mas não descarte a outra. Eu também gosto dela. Pronto, está muito charmoso. 
— Você está muito contente com tudo isso não? Da para ver em seu olhar. 
— Estou. Quer dizer, Johanna é a primeira amiga que não é da policia com exceção de Maddie e sei lá, eu gosto da ideia de que podemos falar de outros assuntos, conhecer coisas novas, pessoas com hobbies diferentes.
— Você sabe que eu serei o maior assunto da noite não? 
— O que me lembra que preciso pedir um favor. 
— Favor? 
— Sim. Eu sei que Johanna gosta de comentar sobre seus livros, vai falar disso quer eu queira ou não, porém não é uma reunião de fãs. Eu preciso que evite o assunto, inclua Paul nas conversas e, por favor, Castle não invente de implicar com ele. Pode fazer isso, por mim, babe? - ela acariciava o rosto dele, a outra mão brincava com a gola da camisa. 
— Você vai tornar a noite difícil e tediosa assim… 
— Castle… 
— Tudo bem, mas posso fazer alguma brincadeira? Só uns comentários sobre relacionamentos… deixa vai… - a cara dele de pidão fez Beckett rir - você gosta das minhas provocações… eu sei. 
— Se exagerar vou ser obrigada a beliscar você… 
— Sempre apelando para a violência não, Beckett?    
Às oito e quinze, a campainha do loft soou. Castle foi atender já que Beckett estava ocupada com a preparação da entrada. Sorriu abrindo a porta e dando de cara com os médicos.
— Boa noite, Johanna, Dr.Gray. Bem-vindos a casa dos Castles. Podem entrar. 
— Oi, Castle - Johanna entrou e deu um beijo nele - por favor, nada de Dr.Gray. É Paul, isso é um jantar agradável entre amigos - ele cumprimentou o namorado. 
— Olá, Paul. Como vai? Podem ficar à vontade. Sentem-se por favor. Querem tomar algo? - Kate se aproxima, beija Johanna e cumprimenta Paul também com um beijo. 
— Castle tem razão, sentem-se. 
— Tenho whisky, vodca, vinho. Apenas para lembra-los que o jantar é italiano. Quem cozinhou fui eu. 
— Mesmo? - Johanna perguntou impressionada. 
— Ele insistiu em fazer o carbonara para vocês. Eu me encarreguei das entradas e da sobremesa. 
— Eu aceito o vinho tinto, Castle - disse Paul. 
— Então, vinho para todos - após entregar as taças, Castle sentou-se ao lado de Kate no sofá a frente e ergueu o brinde - a novas amizades e aos recomeços. 
— Saúde! 
— Bem colocado, Castle - concordou Paul - aos recomeços - trocou um olhar com Johanna. 
— E como a vida anda lhe tratando, Paul? Trabalhando muito ou anda reservando um tempo para se divertir? Fiquei satisfeito em saber que você finalmente ouviu meus conselhos. Café, livros, conversas? - Castle sorria. 
— É digamos que estou intercalando um pouco de tudo no meu dia a dia, o que me leva a uma pergunta que queria lhe fazer desde quando tudo aconteceu, você sabe, entre mim e Joh? - ele acariciava a coxa da médica - como vocês fizeram aquilo? O café, a frase, o encontro… vocês pagaram nosso jantar! - eles riram. 
— Essa é minha especialidade. Beckett duvidou de mim, ela não acreditava que você ia chamar Johanna para sair. Ela sempre foi assim, acredito que você também. Usa muita lógica em tudo que faz e esquece de seguir o curso da vida. Você gostou do café, não? Pode me parabenizar. 
— Hey! Não tão rápido! - disse Kate - você não fez isso sozinho. Pode até ter convencido o barista a entregar aquele café, mas a ideia da frase foi minha. 
— De quem era a letra no copo? - Castle retrucou. De repente, Paul e Johanna trocavam um olhar um pouco assustados. 
— Era sua, porém eu disse o que escrever porque sabia que Johanna ia reconhecer. E você nem sabia se ele ia chama-la para o Le Cirque! Ficou na dúvida também quando eles saíram do café indo um para cada lado. 
— Er…pessoal, tudo bem. Não precisam discutir por causa disso - tentou intervir Johanna. No mesmo instante, eles responderam em uníssono. 
— Não estamos discutindo! - Castle e Beckett se entreolharam falando juntos. Johanna desatou a rir, Paul baixou a cabeça segurando o riso também e Kate acabou gargalhando.    
— Wow! O que foi isso? Vocês estão em sincronia. Como conseguem? Viu isso, Paul? 
— Acho que sempre foi assim. Desde que começamos a trabalhar juntos. Em lugares, durante as investigações, analisando evidências. E também completamos o pensamento um do outro. A conexão estava lá, desde o primeiro momento - disse Castle - e evoluiu para a leitura do olhar. As vezes nem precisamos de palavras. 
— Tenho que concordar, mesmo quando ele me irritava muito, eu percebia a sincronia. Vou buscar a entrada para a gente petiscar. Castle, o copo da Johanna está vazio - Beckett se levantou retornando com uma pequena bandeja com pedaços de pão italiano cortados em rodelas, torradas e um pote com uma espécie de compota de berinjela. 
— É claro que essas coisas naturebas tinham que vir de Beckett. 
— Bem, brincadeiras à parte. O café veio em boa hora. Eu estava tendo um dia muito difícil. A frase ajudou também, Kate. Você é dono do Le Cirque por acaso? 
— Não, apenas um cliente VIP. Conheço todos os garçons, o maitre e o dono. Eu queria estar lá naquela noite para ver a reação de vocês, porém Kate não deixou. De qualquer forma, a mudança é perceptível, não Beckett? Paul está mais relaxado, sorrindo. 
— Kate, isso aqui está muito bom. É um exemplo de como as coisas saudáveis podem ser gostosas e bem apreciadas - disse Paul ligeiramente implicando com Castle. Beckett riu e piscou para ele. 
— Vindo de você, não esperava outro comentário. Ainda tenho pesadelos com aquela comida que você mandava me servir no hospital. Pegando o seu gancho de “coisas gostosas e apreciadas”, o que achou do último Nikki Heat? Eu sei que você devorou, Johanna. Você é uma fã hardcore que nem a Kate. Não larga até acabar - Johanna riu. 
— Eu adorei. O que foi aquela cena do elevador? Jesus! E foi só as preliminares. O resto rolou em casa. Ela faz jus ao nome. Heat. E Rook não fica atrás. Satisfaça minha curiosidade: aquilo é baseado na vida real? - Castle tinha um sorriso sacana no rosto. 
— Aquela cena em particular, não. Existe a licença poética do escritor que talvez tenha fantasiado devido a uma antiga memória que sua musa lhe proporcionou uma vez em um elevador… 
— Ah, não acredito em você. Nikki Heat carrega muitas características de Kate e tenho certeza que essa parte do sex appeal, do fogo vem dela. 
— Johanna! - Kate arregalava os olhos - o que o Paul vai pensar? 
— Ah, Kate! Corta essa! Seu marido pergunta quando pode voltar a fazer amor com você depois de um coma, você revela para a ginecologista sua média… e não adianta corrigir, eu estava lá - ela tentava em vão fazer a amiga se calar, era tarde demais. 
— Você foi à ginecologista? Está tudo bem? Está com algum problema que não me contou, Beckett? 
— Não, babe. Consulta de rotina. Johanna me acompanhou, quer dizer, ela conseguiu a consulta para mim. 
— Ah… então você já contou para ela que estamos tentando engravidar? 
— Sim, contei. 
— Bom. Mal posso esperar. Estou ansioso. 
— Posso imaginar, Castle - disse Johanna - eu acredito que não vai demorar muito. Mas voltando a conversa sobre o livro, minha parte favorita foi o casamento. Aqueles votos. Que palavras lindas. isso pode parecer estranho e embaraçoso, porém quando eu li as únicas pessoas que me vinham em mente eram vocês. Castle e Beckett, Nikki e Rook. 
— E meu trabalho está feito - disse Castle empolgado. 
— Que tal mudarmos de assunto? - disse Kate - Paul não está muito a fim de ouvir sobre seus livros - Castle deu de ombros enquanto o médico sorria para ela.  
— Quem está com fome? Vou colocar a massa para cozinhar. Em uns quinze minutos estaremos jantando. 
— Como foi a viagem de vocês? Joh me falou que cruzaram o país de moto? 
— Sim, foi fantástica! Era um sonho antigo que Castle tornou possível. Relaxamos, convivemos com cidades agitadas e pacatas, aproveitamos nosso tempo juntos. Eu pude refletir. Eu realmente recomendo. Vocês deviam pensar sobre isso. Ou sobre qualquer viagem. Que tal nas próximas férias? Sei que Johanna gosta de viajar. 
— É verdade, ela me contou algumas de suas aventuras. Acredita que ela comeu grilo quando esteve na China? 
A conversa continuou animada. Minutos depois, Castle os chamou para jantar. Sentados na mesa, os dois casais um de frente para o outro tiveram a chance de provar o carbonara. Novamente, Castle agradou com a sua massa. 
— Agora entendo porque Kate gosta tanto desse prato. Isso é delicioso. Quer dizer, já comi vários carbonaras antes, mas esse é especial. Qual o segredo, Castle? 
— Ah, Johanna… muito bacon e muita manteiga. 
— Nada saudável, quase uma bomba para o coração - disse Paul rindo - está gostoso, Castle. 
— Ainda bem, Paul. Acho que você poderia comer ao menos umas três vezes por mês e um daqueles kebabs bem gordurosos das carrocinhas de Nova York? Ou o cachorro quente. Algo me diz que você passa longe desses lugares. 
— Acertou. 
— Ah, Paul! Viva um pouco! Faça alguma coisa maluca! Kate tinha o mesmo problema quando a conheci. Toda certinha, cheia de regras, procedimentos. Séria e irritada. Devo confessar que ficava linda assim. Especialmente quando revirava os olhos. Minha parte preferida, já imaginavam porque eu adorava irrita-la, não? - Johanna ria. Kate apenas olhou para ele. Naquele olhar estava a sua resposta, ele sabia que ela gostava também - parte do ato era pura encenação, uma espécie de role play. Eu fingia irrita-la, ela fingia estar possessa. Não enganava ninguém. 
— E vocês até já sabem qual será o próximo comentário: ela era louca por mim. Agora sou, na época nem tanto. 
— Mentirosa! Paul, qual foi o lugar mais estranho que já transou? Ou a coisa mais louca que já fez? - Johanna quase se engasga com o vinho. 
— Castle! - Beckett o repreendeu e beliscou o braço dele. 
— Ouch! Foi só uma pergunta! 
— Uma pergunta pessoal e íntima. Desculpe, Paul, as vezes meu marido não tem limites. 
— Tudo bem, Kate. Já conheço esse lado do seu marido. 
— Apenas queria mudar o tom da conversa. E demonstrar a Paul que é bom ser rebelde. Disse isso para você também. O que prova o meu ponto de como vocês se parecem - ao ver o olhar da esposa, ele completou - no inicio, você era assim antes. Agora é rebelde, e linda e… 
— Alguém se enrolou… - disse Johanna rindo - confesso que fiquei curiosa com a pergunta de Castle. 
— Sobre Paul? - implicou Beckett. A amiga sorriu e trocou um olhar com o namorado - esse é o tipo de conversa que devem ter a sós. Não dê corda para as loucuras de Castle… 
— Você deu… - completou Johanna. Castle olhou para ela ainda apreensivo. 
— Eu não disse nada. Estou quieto - todos riram. 
— Acho que está na hora da sobremesa. Precisamos esfriar a cabeça, não? - Beckett se levantou para pegar o doce - podem ir para a sala. Eu levarei as coisas até lá. 
— Johanna, quero te mostrar uma coisa. Pode vir também se quiser, Paul - ele os levou até o escritório. Ao ver as estantes com todos os seus livros, Johanna ficou maravilhada. Com orgulho e empolgação, Castle mostrou a ela o prêmio que recebera Edgar Alan Poe - esse é o maior exemplo do quanto Kate mudou a minha vida. Recebi essa homenagem pelo conjunto da minha obra, porém foram os Nikki Heats que me trouxeram até aqui. Eu pensei que não escreveria outra vez. Então ela apareceu. 
Johanna sorria. Era apaixonante o amor desses dois. Paul se distraíra com outra coisa em uma das prateleiras. 
— Não acredito…isso é… um helicóptero de controle remoto? Isso vale uma fortuna. 
— Eu sei. Tenho dois helicópteros, três tanques, alguns aviões. Você gosta? 
— Eu coleciono carros de controle remoto desde menino. Tenho vários carros de luxo, algumas raridades. Nunca tive coragem de comprar um helicóptero. 
— Ah, esse é especial! Posso te mostrar a potência e tenho um tanque com câmera. Eu usei para espionar a Kate uma vez, foi divertido. Aqui, segure o controle - Johanna sorriu erguendo a sobrancelha. Percebendo que estava sobrando, ela voltou a procurar Kate na cozinha. 
— Finalmente. Achei que iam passar o resto da noite ali. Castle se gabou muito? - ao ver que Paul nem o marido a acompanhavam, perguntou - cadê os dois? 
— Os marmanjos estão brincando. Babando em um helicóptero. Parece que Castle e Paul tem algo em comum afinal. Nossa! Que doce bonito! O que é?   
— É uma torta feita com creme de confeiteiro, avelãs naturais e torradas, essência de baunilha e ganache de chocolate amargo. É receita da minha mãe. Aprendi a fazer muito nova, acho que tinhas uns dez anos. Claro que se pode incrementar, colocar outros recheios, só que esse era o preferido dela - Beckett sorriu. Ergueu o pirex com a sobremesa para levar até a mesinha de centro na sala - pode trazer a bandeja para mim com os pratos? 
Johanna ajuda a amiga. Então, Beckett sente algo passando em suas pernas. Ouve um barulho mecânico. Ao olhar para baixo encontra o tanque com a camera. Castle. Revira os olhos. 
— Outra vez, Castle? - a voz de Castle vem do escritório. 
— Está na hora da sobremesa? 
— Está. Larga esse controle de uma vez e vem comer. Traga o Paul - a voz levemente irritada. Johanna estava rindo. 
— Ah, você ri. Sabe o que ele faz com isso? Fica me espionando com a câmera enquanto trocava de roupa, parece aqueles adolescentes nerds pervertidos. 
— O que foi que eu disse? Todas as vezes ela reclama da boca para fora… - Castle aparecia na sala conversando com Paul. 
— Pronto, Kate. Nossos nerds chegaram, vamos logo comer essa torta. Não vejo a hora de prova-la. 
Beckett sentou-se e começou a servir a todos. Castle esperou ela terminar com as visitas. Ao seu lado, ele beijava seu pescoço enquanto ela colocava a torta para ele. Fazia cócegas. Rindo e se contorcendo com o prato na mão, ela tentava em vão afasta-lo e brigar com ele, porém a única coisa que conseguia dizer era alguns “para, Cas”. 
— Coma sua sobremesa. Você tinha que se exibir, não? 
— Kate, isso está delicioso. Não é muito doce - disse Paul - vou virar fã. 
— Obrigada, Paul. 
— Ah, Katie… é incrível. Consigo sentir a baunilha, a avelã e o ganache está gostoso demais. Quero a receita. 
— Não tem nada demais, Johanna. É bem simples de fazer. Eu lhe dou a receita. De Johanna para Johanna - elas trocaram um sorriso. Após a sobremesa, Castle fez café. Conversaram um pouco mais e a médica finalmente resolveu que deviam ir andando. Ela tinha plantão no dia seguinte às nove da manhã. Na porta, eles se despediram. 
— Gostamos bastante de tê-los aqui hoje. Foi uma noite divertida - disse Castle. 
— É verdade, acho que estamos devendo uma retribuição. Afinal vocês pagaram o jantar do Le Cirque e agora ofereceram mais um. Estamos em desvantagem. Claro que eu não cozinho como vocês, mas talvez a Joh possa me ajudar. O que acham da próxima ser na minha casa? 
— Por que não? Adoraríamos, Paul - disse Beckett. 
— Voces gostam de frutos do mar? - perguntou Johanna. 
— Claro! 
— Ótimo. Então vou ajudar Paul nesse jantar. Nós checaremos nossos horários e avisamos vocês. 
— Sim, você terá a chance de conhecer minha coleção de carros e vai perceber que ela dá de mil na sua - Johanna e Kate se entreolharam. 
— Plagiando algo que Castle me disse uma vez: garotos serão sempre garotos?! - elas riram. 
— Já estou curioso… - eles se despediram. Johanna deixou para abraçar Kate por ultimo. 
— Eu adorei. Tudo. E parece que faremos isso mais vezes - beijou o rosto da amiga - não esquece de me enviar a receita. 
— Tudo bem. Obrigada. A gente se fala. 
Assim que a porta do loft se fechou, Castle virou para fitar a esposa. 
— Foi muito bom, não? 
— Foi ótimo. E você até que se comportou - ela o abraçou rindo - tirando a demonstração de meu brinquedo é melhor que o seu… as vezes esqueço que me casei com um menino de nove anos. 
— Isso, pode falar. Só que hoje, você não se comportou. Que historia é essa de eu ficar sabendo da sua visita a ginecologista através de Johanna? Quando foi isso? Por que não me contou? 
— Porque não era nada demais, rotina. Você sabe, parei de tomar a pílula precisava saber se estava tudo bem. Esquece isso, Castle. Tenho uma coisa mais interessante para fazer agora do que ficar falando de médico. 
— Hum, mesmo? Quer brincar de ser uma então? - ela gargalhou. 
— Não, seu bobo. Eu quero você. Vamos para o quarto - ela o puxou pela mão. Sozinhos, ela tirou o vestido jogando-o no chão. De calcinha e sutiã, Beckett se aproximou dele desfazendo os botões da camisa enquanto os lábios se deliciavam provando a pele dele. Cheirando a mistura de perfume e o odor característico da sua pele. Cheiro de Castle. A camisa foi ao chão. Ele a puxou contra si e abraçou-a. Os dedos ágeis já se livravam do sutiã. Puxando-a pela cintura, ele a beijou. Os lábios se deixaram provar, as línguas tocar. Beckett não se recordava de como acontecera. Instantes depois, ela estava completamente nua. Os dois estavam. 
Castle sentou-se na cama e a puxou para sentar em seu colo. Com os seios dela a sua disposição, ele os provou. Beijou-os, tocou-os, mordiscou e provocou com a língua até ver os mamilos despontarem então os sugou. Beckett jogou a cabeça para trás e gritou ao sentir o membro dele penetrando-a. Erguendo-lhe a cabeça com as mãos, roubou-lhe um beijo. Começaram a se movimentar ainda sentados na ponta da cama. Segurando em sua cintura, Castle imprimia força e velocidade. Então, ele sentiu-a enlaçando as pernas nele. Viu nisso uma oportunidade. 
Ergueu-se da cama carregando-a apenas para deita-la outra vez no colchão ainda conectados. De pé ele continuou estocando nela. Mais e mais. O corpo de Beckett curvado, parte de suas costas mal tocavam o colchão. Ele inclinou-se sobre ela para beija-la fazendo com que seu membro afundasse mais profundamente dentro dela. Kate agarrou seus ombros puxando o corpo dele para cima do seu. O beijo era intenso, urgente. 
Castle sai de dentro dela ouvindo vários gemidos de protesto. Ele deitou-se na cama por fim devorando-lhe os lábios, o pescoço. Uma das mãos tocou-a no meio das pernas. Completamente úmida para ele. 
— Castle… por favor… 
Ele sorriu penetrando-a de uma vez. Novamente unidos, eles se movimentavam em busca do prazer, da entrega, da cumplicidade que os unia em tudo o que faziam. Amor, paixão, rendição. Castle roubou mais um beijo sentindo o corpo dela tremer por baixo do seu. Segundos depois, a explosão tomou os dois de maneira inesperada. Forte, intensa. Ele desabou o corpo sobre o dela. 
Tentando se recuperar, ele rolou para o lado da cama finalmente deixando o conforto de interior quente e úmido dela. Kate incomodou-se com a sensação de vazio. Aconchegou-se no peito dele buscando contato. Beijou-lhe o peito. 
— Bem melhor… - Castle beijou seus lábios. Movimentou-se na cama ficando de conchinha com ela. Beijava seu pescoço, as mãos acariciavam seu ventre e subiam para apertar os seios. 
— Está cansada? 
— Por que pergunta? Quer dormir? - ele mordiscou o lóbulo da orelha dela. Sente a mão de Beckett no seu traseiro, ela o belisca. 
— Acho que comeria mais um pedaço daquela torta… vou buscar - Castle se levantou da cama. Kate virou-se para admirar o espetáculo do traseiro dele caminhando em direção a sala. Ele não se incomodou em colocar o roupão. Essa era uma das vantagens de estarem sozinhos. O passeio de Martha para Atlantic City foi providencial. Ele surgiu na porta do quarto. Completamente nu, ela admirava a anatomia de seu marido. Não tinha do que reclamar. Castle trazia um pote com o doce nas mãos, lambia a colher. Ficou de frente para ela, de pé, comendo o doce. Ele está me provocando, pensou. Beckett ficou de joelhos na cama. 
— Não vai me dar um pouco? - ele sorri. Enche a colher e oferece para ela. Provando o doce, Beckett deixa escapar um gemido de satisfação. 
— Sabe, acho que estamos fazendo isso errado… 
— Estamos? - ela ergue uma sobrancelha fitando-o. Algo estava sendo criado na cabeça do seu escritor. Castle pegou a colher apenas com o ganache de chocolate. Passou no seio dela. Deixou o pote sobre a cabeceira e inclinou-se para lamber o doce. Ele sugou o chocolate e o seio com maestria. Beckett gemia sentindo o corpo se arrepiar de prazer. Ao terminar sua tarefa, ele a beijou apaixonadamente e voltou a deitar-se de lado na cama puxando-a consigo, 
— Imagino que agora você esteja satisfeito. 
— Depois desse doce delicioso de chocolate, especialmente a última parte, recuperei minhas energias. 
— Mesmo? Engraçado, não sinto nada… - ela provocou. Castle ergueu uma das pernas dela, ajeitou-se no colchão e a penetrou de lado. 
— Tem certeza? - impulsionou-se dentro dela. Kate colou suas costas no peito devido ao movimento. Ele sussurrou no ouvido da esposa - está pronta? - não esperou resposta. Se afundou dentro dela movendo-se e provocando prazer. Castle mordia o pescoço, o ombro e deixava sua boca encontrar-se com a dela roubando-lhe beijos descuidados. Em poucos minutos, ela sentiu seu corpo tremer. Se segurando no pescoço dele, Kate deixou o orgasmo a dominar além dos beijos e das caricias de Castle. 
Após o gozo, ela deitou-se de bruços. Castle acariciava suas costas. Ela virou a cabeça para fita-lo. 
— Isso foi muito bom… 
— Culpe o chocolate - ele ajeitou-se na cama puxando o edredom para cobri-los - beijou-lhe os lábios lentamente. Beckett suspirou e se aconchegou no peito dele. Fechou os olhos. 
— Eu não me importaria de repetir o feito… adoro quando você me provoca, babe. 
— Com chocolate? Eu fiz em nome da pesquisa literária - ao ouvir isso, ela se ergueu apoiada no peito dele. 
— Você está dizendo que vai escrever uma cena com Nikki e chocolate? 
— Não… estava testando as reações do seu corpo em outra posição. Confesso que foi bem rápido te excitar… 
— Quer tentar de novo? 
— Como assim? 
— Eu acho que agora que você já teve sua demonstração de teoria e pratica para escrever, podíamos realmente aproveitar a posição, não? - ela foi até a cabeceira, pegou o doce e lambeu uma colher. Depois esfregou a colher nos lábios dele - vamos acrescentar um componente a mais. 

— Você não tem limite, Katherine Beckett! - ele a jogou contra o colchão e sorveu os lábios. Porém dessa vez não houve teste ou competição, Castle simplesmente optou por fazer amor com ela do jeito que sua esposa merecia. Beckett experimentou uma nova rendição.  

Continua...

4 comentários:

cleotavares disse...

Amei. Essa amizade de Kate e Johanna está cada dia mais forte. O Castle e o Paul compartilhando algo em comum reforça mais esse laço de amizade que surgiu entre os quatro. Espero lê mais cenas entre eles. A Kate, na ginecologista, com vergonha da sua performance, haha! boba!.
E o nosso casalzinho não perde tempo, vamos treinar.

Marta Santos disse...

"Eu pago internet pra ler isso " kkkk ,brincadeira ... Mais um capítulo incrível .Sobre a amizade da Kate com a Joh , está tão lindo ,a forma que vc está escrevendo , criando a Joh 😍😍😍 . Fora que a Kate esta dando uns conselhos maneiro ( que ela poderia ter usado kkk ). Ah sobre a ginecologista eu rir com vontade , kate toda vermelha com vergonha(até parece aí te mm vergonha na cara kkkk ) das coisinhas que ela faz com Castle , e quando a média pergunta , com qual frequência eles tem relação kkkkk , de 60 so ficou sem 10 a 15 dias !!! Sobre orgasmos prefiro não comentar , minha coelhinha ficou tão evergonha kkkkk e a Joh so ajuda ( Joh melhor pessoa ) Eles são coelhos 😈 safadinhos kkk . Sobre o jantar eu adorei , Castle não deixou barato com as suas alfinetadas sutis kkk , essa amizade sa casais está muito bacana mano , quero mais encontro como esses . Ah finalmente algo em comum entre Paul e Castle ( amém ) kkk as crianças brincando com o helicóptero, é o Tanque do Castle com a Câmera que nos deu uma visão Maravilhosa da Kate . Esse menino percertido ( Lindo ). EU respeito muito esse tanque . Aí hoje eu tirei o dia pra apreciar sua escrita ,#dayKah,meu dia foi maravilhoso obrigada rs . Kah 💙💙💙💙💙💙💙💙💙💙💙

Priscila Barros disse...

Ahhh que capítulo amorzinho ❤❤❤❤
Eu amo amo amo muito essa amizade linda da Kate com a Johanna, eu tava com saudade dessas duas conversando ❤❤
Gostei mais ainda da Johanna quando ela "implicou" com a Kate na ginecologista com a questão do sexo hauahauahuhauahauahu, eu ri muuuuuito! São dois coelhos mesmo! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk​
Amei muito o jantar, o casal Grayshall maravilhoso interagindo com Caskett é lindo demais ❤❤❤
Ver o Paul e o Castle encontrando um ponto em comum (mesmo que seja pra falar que um tem o brinquedo melhor kkkkkkkk) foi muito bom. Esse jantar foi muito amorzinho ❤❤❤❤

Eu amei tudo, Kah ❤❤❤❤

Vanessa Belarmino disse...

O capitulo ja começa com essas duas fofas. Wawww!
Muito bonitinho Kate dizendo que resolveu tentar engravidar, e Joh sugerindo que ela faça exames... Toda cuidadosa.
O casal Greys segue firme e forte. E Joh toda boba apaixonada. Ansiosa por esse jantar no loft. Joh falando de segundas chances e confiar.
Ela lembra Castle mesmo!
Caskett meio que discutindo para cozinhar. Ao menos na cozinha, Castle manda hahahaha
Hum, ela não falou para Castle sobre a consulta. Eu ate entendo o lado dela, mas ne... Ela ta preocupada.
Amando o papo das duas. E como a coisa flui espontaneamente.
Que fofinho Kate pedindo para Joh ficar e ela apertando a mão da Kate...
Kate está sendo modesta, acha que eles ficaram 10, 15 dias sem fazer amor? No maximo sete hahahaha
Media de orgasmos? hahaha
Socorro! Johanna é a versão feminina de Castle hahahaha
Eu ia dizer que eles são como coelhos hahahaha
Beckett testando Ryan. Amei a resposta dele, aprendeu direitinho.
Castle repreendendo levemente Kate por não se alimentar. Tão fofinho. E ainda compra almoço natureba.
Ótimo marido mesmo!
E o sabado chegou. Kate pedindo com jeitinho para Castle se comportar com Paul.
Caskett discutindo pra ver quem foi o melhor cupido hahahahaa
"Não estamos discutindo"
Amando essas duplas... Joh e Castle implicando com Kate e Paul e Kate implicando com Castle hahahaa
Johanna querendo saber se as cenas são baseadas na vida real hahaha
Joh jogando Kate na fogueira sobre a consulta hahaha
Kate mudando o tópico da conversa.
Finalmente os marmanjos acharam um ponto em comum. hahaha
Jantar maravilhoso, não da pra escolher um melhor momento. E ainda teremos outros!
E ainda terminamos a noite em grande estilo...Com direito a visão privilegiada do traseiro e outras partes hahaha
3 orgasmos, chocolate e dormir agarradinho com Castle. Amor, paixão, e doce rendição.♥♥♥