sábado, 18 de setembro de 2010

[Bones Fic] Six months or a Lifetime? - Cap.2

Cap.2


Três dias depois
Royal Dinner – 4pm


Cam estava tomando um suco no balcão enquanto esperava por Michelle quando vê Booth entrar na lanchonete.


- Cam, saindo mais cedo do trabalho?


- É, terminei a última análise da pele da sua vítima e agora depende da Angela encontrar algo correspondente ao que passei a ela. Estou esperando Michelle, vamos pegar um cineminha juntas.

- Que bom. Estou faminto! Fiquei procurando as informações que a Bones solicitou e acabei esquecendo da hora. Preciso comer.

Ele pegou o menu e passou folhea-lo, decidindo o que queria fez o pedido. Cam aproveitou pra puxar conversa.

- Então, você e Hannah... como isso aconteceu?

- Simplesmente aconteceu.

- Não foi algo do tipo aconteceu pela sua situação, sozinho, carente no meio de uma guerra é meio estranho começar uma relação em pleno campo de concentração não?

- Não é comum mas porque isso importa? Onde nos conhecemos?

- Talvez não importe pra você ou pra ela, porém algumas pessoas principalmente as românticas gostam de ter boas histórias para contar de seu namoro, como se conheceram e tal. Eu diria que é algo digamos mágico.

- Hey, desde quando você é romântica?

- Não sou, pelo menos não ao extremo mas é sempre bom ter uma história de amor para contar.

- Cam, você quer chegar em algum lugar com essa conversa?

- Ah, como sua amiga estou feliz que esteja namorando mas talvez eu só ache esquisito depois de tanto tempo te vendo sozinho. Se a Hannah é a pessoa que você acha boa pra você que assim seja. Espero que seu coração esteja no comando e não sua mente.

- Camille, o que você quer dizer com isso?

Nesse momento, Michelle chega quebrando a conversa deles.

- Oi, pessoal!

- Você demorou!

- Metrô lotado. Vamos ou perdemos o filme.

- Vamos! Tchau Seeley.

- Ei, Cam! Você não me respondeu....

- Siga seu coração, Seeley e estará sempre no caminho certo.

Booth suspirou e continuou comendo.

Meia hora depois, ele caminhava pelo salão do Jeffersonian e encontrou Brennan discutindo detalhes do caso com seu interno Wendell.

- Aqui Bones todos os dados da nossa vítima como você pediu.

- Ótimo!

- O que você vai fazer com isso?

- Tenho que entregar a Angela para ela simular a cena e talvez confirmarmos a arma do crime. Você pode entregar a pasta a ela?

- Claro! Você está perto de descobrir essas coisas?

- Sim, acredito que se Angela for rápida, ainda hoje posso te informar.

- Ok, vou entregar a ela.

Ele se dirigiu a sala onde Angela ajustava os parâmetros do computador.

- Oi, Angela! A Bones mandou entregar isso pra você.

- Booth!

Ela o abraçou e deu um beijo no rosto dele.

- Você parece mais magro... a sua nova namorada está te consumindo?

- Angela, a Bones te contou né?

- Claro. Confesso que fiquei surpresa. Outra loira? Sempre achei que você queria uma morena de olhos azuis na sua vida. Vai ver estava errada.

Booth mordeu o lábio inferior e permaneceu calado.

- Gosta da Hannah?

- Gosto sim.

- Ela tem sorte.

- Er, eu preciso ir. A gente se fala depois,ok?

- Não some,Booth!

Ele passou mais uma vez com Brennan conversaram algo e depois ele se despediu.

Era sexta-feira e Brennan finalmente conseguira descobrir a arma e confirmar o suspeito como mentor do assassinato. Pegou o telefone e discou o número dele.

- Booth.

- OI, acho que você vai gostar de saber que a arma do crime é uma chave inglesa e sim tenho evidências suficientes para dizer que foi Ronald o culpado.

- Com o que?

- DNA... você pode vir aqui pra pegar as evidências e o relatório?

- Puxa, já são 6:30! Ok, estou indo.

Quinze minutos depois, Booth estava ao lado dela ouvindo a explicação para solucionar o crime. Satisfeito ele sorriu.

- Ótimo, Bones. Agora é só prender o cara.

- Vem aqui na minha sala, vou te devolver a ficha e te entregar os relatórios para você levar ao FBI.

Ele a seguiu. Estavam conversando na sala quando Angela entrou.

- Ah, solucionamos mais um hein?! Como nos velhos tempos!

- Velhos tempos?

- É, esse um ano pra mim pareceu bem mais mesmo estando em Paris.

Booth sorriu e ajeitou os papéis nas mãos.

- Então, acabamos.

Brennan olhou pra ele.

- Estou faminta, que tal jantarmos Thailandesa?

- Ah, er... não vai dar. Tenho que ir pra casa, eu – eu já combinei de sair pra jantar com Hannah.

- Oh, tá certo.

Por mais que Brennan quisesse disfarçar a decepção estava no seu rosto mas Booth estava tão desatento que não notou. Angela sim.

- Eu tenho que ir. Bom fim de semana!

- Tchau, Booth.

Brennan sentou-se na cadeira. Angela saiu logo atrás dele.

- Hey,Booth.

Ele virou.

- Posso te dar um conselho sobre relacionamentos?

- Angela agora não, eu preciso ir e além do mais não preciso de conselhos amorosos,ok?

- Eu não disse que eram amorosos. Falei relacionamentos o que inclui família, amizade e namoro.

- Você não vai me deixar ir embora enquanto não conseguir dizer o que quer né?

- Certo.

- Tudo bem, manda.

- Namoro existe para nos alegrar, para somar a nossa vida. Não deixe esse namoro te cegar, não deixe o relacionamento com Hannah te subir a cabeça e te afastar. Amores vão e vem,Booth mas as amizades sempre permanecem. Seis anos não são seis dias, lembre-se dos seus amigos e não se afaste.

- O que você está dizendo Angela?

- Estou dizendo que estou aqui a uma semana e você mal veio ao laboratório. Você não a levou a campo. Estou dizendo Brennan estava aqui a muito mais tempo. Não a exclua da sua vida, ela já fez muito pra merecer sua completa atenção. Vocês tem uma história e isso não desaparece por causa de um namoro.

Ele fitou-a sério.

- Conselho de amiga. Bom fim de semana, Booth.

E ela desapareceu rumo a sala de Brennan novamente.

XXXXX

Vários dias se passam e Brennan não tem notícias de Booth. Durante esse período, ela tentava se ocupar catalogando ossos antigos. Angela estava preocupada. Será que Booth não entendera nada do que ela dissera? Brennan continuava fechada em copas.

Cam dirigiu-se a ela e finalmente deu a notícia que ela esperava.

- Dr.Brennan, Booth ligou. Pediu para você esperá-lo na frente do Jeffersonian em dez minutos. Um novo caso.

- Porque ele não ligou pra mim?

- Ele ligou mas você não atendeu.

Brennan colocou a mão no bolso do casaco. O celular não estava lá.

- Devo ter deixado na minha sala. Obrigada, Cam.

Ela apressou-se para encontra-lo. Quando Booth parou o carro, ela não pode deixar de sorrir. Era bom vê-lo novamente.

- OI,Booth!

- Hey,Bones. Tudo bem?

- É, está.

Ela estava morrendo de curiosidade para perguntar por onde ele andava mas se controlou.

- Do que se trata o caso?

- Um esqueleto encontrado numa sala de máquinas de uma indústria de brinquedos. O corpo foi encontrado pelo técnico da manhã. Saberemos mais detalhes quando chegarmos lá.

- E como vão as coisas com você? Muito ocupado?

- É o Hank estava com a macaca esses dias.

- Macaca? Oh, metaforicamente.

- Isso.

- Ah, e como ele está? Ainda não o vi desde que voltei.

- Ah, sei lá. Deve estar bem.

Booth sempre se incomodara quando Brennan lhe perguntava sobre seu chefe.

- Como assim, você não sabe? Estava trabalhando com ele não? Ou a sua namorada está de ocupando muito o tempo?

- Não, Bones. Hannah não tem nada a ver com isso. Eu só não me interesso tanto pela vida do meu chefe assim.

- Ok,entendi. Não precisa ficar todo irritado.

- Não estou irritado.

- Sei.

Ela virou o rosto para a janela. Não ia continuar a conversa. Cinco minutos depois, chegaram ao local do crime. Na cena, Brennan calçou as luvas e examinou o corpo. Era mulher, uns 30 e poucos anos. Juntou todos os particulados relevantes que encontrou para levar ao Hodgins. Tirou fotos da posição do corpo e pediu para levarem os restos ao Jeffersonian.

Em seguida, ela e Booth foram interrogar o técnico que encontrou o corpo e o responsável da noite já que o crime ocorrera no seu turno de trabalho. Não obtiveram muito. Booth então a deixou no laboratório para identificar a vítima enquanto ele voltava ao FBI para averiguar os técnicos.

- Mais tarde volto pra saber o que você encontrou.

Brennan passou a tarde com Angela e Hodgins tentando identificar a vítima e a causa da morte. Quando achou que já tinha o suficiente, resolveu ligar para ele.

Booth estava na sua sala conversando com Hank quando ela ligou.

- OI,Bones.

Andrew cochichou “Dr. Brennan?”

Booth confirmou com a cabeça.

- A vítima é Isabela Sommers e trabalhava na fábrica. Achei marcas profundas no corpo dela que indicam ter sido morta antes de ser queimada na casa de máquinas, não foram as queimaduras que a mataram. Acho melhor você vir aqui.

- Ok, estou de saída. Vou apenas terminar um assunto com o Diretor Hank.

- Andrew está com você?

- Sim, na minha frente.

- Diga oi para ele por mim.

Contrariado, ele fez.

- A Bones disse oi!

- Ah, obrigado diga para ela aparecer aqui no Bureau para tomar um café comigo.

- Ele disse pra você vir visitá-lo quando quiser.

- É muita gentileza dele.

- É tá certo, olha daqui a pouco estou aí.

Mais tarde no Jeffersonian, ela explicou a ele tudo que achara. Ele por sua vez trouxe a ficha de Isabella e pelo que pode investigar estavam diante de um crime passional. Precisavam interrogar as pessoas da fábrica sobre ela. Eles sairam juntos rumo a fábrica e investigaram cerca de cinco pessoas que trabalhavam com a vítima e descobriram que ela era admirada pelos homens, eles a desejavam mas ela já namorava um outro funcionário da fábrica que estava fora da lista de suspeitos pois estava viajando para a China. As suposições eram muitas e o único jeito de talvez reduzir a lista de suspeitos era descobrir exatamente como ela morreu. Ao entrarem no carro, Booth perguntou.

- Está com fome?

- Estou.

- Tá então vamos ao Founding Fathers e enquanto comemos podemos avaliar melhor o caso.

Founding Fathers

Eles estavam comendo e de certa forma conversavam alegremente sobre algumas suposições do caso. Quem os olhasse de fora, não saberia dizer que eram apenas parceiros. Eles formavam um lindo casal.

- Então, qual a sua idéia Bones? Como acha que ela morreu?

- Bem, os golpes são bem fortes e profundos. Alguém bateu nela com certeza além de golpeá-la com um objeto que ainda não sei qual é. Podemos tentar redesenhar a cena do crime.

- Como?

- Aqui mesmo na mesa.

Brennan começou a arrumar alguns objetos que estavam na mesa para fazer uma simulação. Nesse momento, a namorada de Booth chega por trás e põe as mãos nos olhos dele. Brennan observa.

- OI, Hannah.

Ele retira as mãos dela e sorri.

- Oi, amor.

Ela senta-se ao lado dele e se põe no meio dos dois. Beija Booth o que já deixa Brennan irritada.

- Ah, oi Dr. Brennan.

- Oi.

Seca.

- Pensei que você só viria me encontrar mais tarde.

- Me livrei das gravações mais cedo. Tava morrendo de saudades.

A cara de Brennan era típica de quem está odiando ser interrompida ainda mais pra ver demonstrações de afeto.

- É estamos trabalhando ainda. O Booth e eu.

- Ah, tudo bem vou pedir uma bebida.

Chamou o garçon e acomodou-se na cadeira como se fosse a coisa mais natural do mundo. Para evitar maiores problemas, Booth resolveu tomar a frente.

- Então, Bones. Onde estávamos?

- Como eu ia dizendo antes de ser interrompida, digamos que essa bisnaga de ketchup seja o agressor e a vitima o azeite. Para acertá-la,ele precisaria imprimir um golpe forte algo em torno de ...

Mas Booth não estava escutando o que ela dizia. A loira o tocava, ria e chamava sua atenção a todo o tempo. Brennan terminava de expor uma idéia e ele a pedia para repetir parte dela. Brennan estava ficando irritada com a situação.

- De quanto mesmo era a força aplicada?

Brennan respirou fundo e começou a explicar novamente.

- A força para criar aquelas marcas no peito e na cabeça deve ter sido forte similar a um estrangulamento com um objeto afiado. Assim...

Brennan bateu a bisnaga do ketchup com força na mesa e apertou-a. O molho voou direto para o rosto e o cabelo da loira.

- Oh meu deus! Estou toda melada!

- Bones mas o que?

- Desculpe eu...

- Vou ao banheiro.

Assim que ela saiu Booth virou para ela.

- Porque você fez isso?

- Foi sem intenção eu estava explicando a você e...

- A Hannah está toda suja e com ketchup nos olhos e cabelos!

- Já disse que não tenho culpa. Talvez se ela não tivesse aparecido do nada e ficado no meio nada disso teria acontecido.

- Tivesse aparecido?

- Ou você tivesse prestando atenção em mim e nos detalhes do caso, estamos trabalhando Booth!

- Ah, quer saber? Vou embora Bones, não vou discutir aqui com você.

Ele jogou o dinheiro na mesa e assim que Hannah apareceu ele falou.

- Estamos indo. Tchau Bones!

Ele saiu de mãos dadas com a namorada. Brennan estava possessa. Chamou o garçon e pagou a conta. Saiu do restaurante bufando e pegou um táxi. No caminho ligou pra Angela.

- Angie, preciso de você.

- Sweetie onde você está?

- Indo pra casa.

- O que aconteceu?

- Não por telefone...

- Ok, estarei lá em quinze minutos.

Apartamento de Brennan

Quando Angela chegou ao apartamento, encontrou Brennan com um copo de vodka nas mãos e a garrafa sobre a mesa. A coisa parecia séria.

- O que aconteceu,Bren?

- Briguei com Booth.

- Como assim?

- Não foi intencional mas estávamos comendo e discutindo o caso e de repente do nada aparece a droga da namorada dele. Além de atrapalhar a gente, ainda ficava trocando carícias tirando a atenção de Booth, ele me pediu pra repetir várias vezes a mesma coisa até que eu com raiva acabei fazendo besteira, apertei o ketchup e espirrou nela.

- Ouch!

- Não foi por querer, eu estava ficando brava com a situação e aconteceu. Também agora não me arrependo.

- Brennan, você está com ciúmes. É natural mas daí a brigar?

- Angie não é ciúmes e Booth pensa que fiz de propósito. Ele me deixou sozinha no restaurante e saiu com ela, vim pra casa de táxi.

- Isso não se faz!

- Tomara que ele broche hoje.

- Brennan!

As duas começaram a rir.

- Sério, amiga. Você está sim com ciúmes e deve admitir. Durante muito tempo você foi a única mulher na vida dele.

- Eu não era a namorada dele!

- Mesmo assim, ele fazia tudo com você, por você. E agora, ele não está mais tão presente na sua vida e isso a deixa triste, insegura e até com raiva. É natural.

- Angela não vem com psicologia pro meu lado.

- Isso não é psicologia. Estou mostrando a você fatos que mudaram na sua vida.

Brennan ficou pensativa por uns momentos até que resolveu falar.

- Mas porque? Ele disse que continuávamos parceiros e agora ele me evita. Pensei que quando voltasse da Indonésia tudo ia ser diferente. Eu queria que fosse diferente mas não do jeito que estamos hoje. Você sabia que nem consegui conversar direito com ele ainda sobre a viagem? Nós conversávamos tanto. Eu não quero que ele se afaste,não quero que ele me abandone.

De repente, ela perdeu o controle e começou a chorar. Angela a envolveu com os braços.

- Shh tudo bem, pode chorar...

- Como pude me deixar enganar, passar por isso... de novo.

- Hey, Booth não te abandonou.

- Angie, eu o afastei. A culpa é minha dele ter seguido em frente.

- Não diga isso, você só está mexida com toda essa situação.

- Angie, é verdade. Ele queria tentar sabe, ser um casal mas eu disse não. Eu não entendo nada dessas coisas e tenho medo de prejudicá-lo no FBI, tudo que eu fiz foi pra proteger a ele. Então, ele seguiu adiante.

Angela estava chocada. Booth queria estar com ela?

- E depois, nos separamos com essas viagens e só então eu pude perceber o quanto ele me faz falta. Eu refleti muito sobre minha vida nesses seis anos com ele e percebi que um simples telefonema dele me fazia sorrir, queria tanto poder ouvir as piadas dele novamente...

- Oh, Sweetie... você está apaixonada! E tenho que dizer, finalmente!

- Eu não sei o que fazer. Amor, eu não sei o que isso significa realmente mas acho que é isso que sinto por ele. Sabe aqueles sintomas que dizem que o corpo apresenta quando nos sentimos apaixonados ou atraídos por alguém? Taquicardia, mãos suadas, frio na barriga, pupilas dilatadas pela liberação de endorfinas? Tive todas quando o vi na noite do nosso encontro na volta a Washington.

Angela sorriu e abraçou a amiga mais uma vez.

- Estou feliz por você finalmente ter se rendido a esse sentimento maravilhoso.

- O que tem de maravilhoso? Ele nem quer saber da minha amizade! Só sinto raiva, tristeza e choro. Queria mesmo era dar um soco na cara de Booth.

- Pode até ser que você esteja assim agora mas em vez do soco você queria mesmo era ir pra cama, fazer sexo com Booth.

- Booth não faz sexo, ele faz amor.

As duas riram.

- Porque você não conta a verdade pra ele? Abre o jogo!

- Você acha que é tão fácil assim? Eu não sei o que dizer, o que fazer.

- Diga que o ama!

- Não Angie, você não entende. Se eu disser a Booth isso ele pode não acreditar. Ele está com raiva de mim e além do mais ele me disse que está feliz com a tal da Hannah.

- Ele está feliz porque a Hannah foi a segunda escolha, se ele soubesse que você o ama, largava ela num instante. Você é a mulher da vida dele. Você, Temperance Brennan.

- Eu não consigo. Não posso. Eu quero a felicidade dele porque antes de tudo, Booth é meu amigo.

- Sabe, Booth tirou a sorte grande. Você é extraordinária, Bren.

Angela olhou pro copo vazio sobre a mesa e resolveu mudar de tática.

- Tudo bem que você não queira dizer o que sente para ele ainda porém acho que tem outras maneiras da gente mexer com ele.

- Como assim?

- Brennan você é uma mulher linda, charmosa. Use isso a seu favor. Vamos até seu quarto. Acho que Booth precisa conhecer outra Bones.

E puxando-a pela mão, Angela a levou ao quarto.

No dia seguinte...

Brennan estava mais serena apesar das marcas de olheiras que ainda possuia. Ela decidiu que trabalharia o dia inteiro em busca da arma do crime. Queria encerrar esse caso o mais rápido possível, sem Booth.

Assim que chegou ao laboratório procurou Angela.

- Angie?

- Oi, Bren. Como você está?

- Melhor.

- Isso é bom.

- Angie, quero te pedir um favor. Não comenta o que conversamos ontem a noite com ninguém,tá? Nem mesmo com o Hodgins. Esse assunto é muito delicado pra mim.

- Claro! E sempre que precisar me avise. Eu estou do seu lado seja qual for sua decisão.

Sorrindo, Brennan rumou para sua sala.

FBI

Seeley Booth não estava num bom dia. Passara a manhã irritado e discutira com dois colegas por besteira. Não dormira bem a noite. As palavras de Bones ainda não saiam da sua cabeça. Estava arremessando uma bolinha na parede tentando aliviar o stress quando ouviu alguém o chamar.

- Agente Booth?

- Ah, Sweets. O que foi?

- Boa tarde pra você também, Booth. Bem que disseram que você estava com a macaca hoje. O que houve?

- Ah,não Sweets! Terapia agora não.

- Não estou aqui como seu médico, estou aqui como um amigo. Aconteceu algo com você e a Dr.Brennan?

- Porque tem que ser algo com a Dr. Brennan pra me fazer ficar irritado.

- Puxa, foi apenas uma pergunta mas pela sua resposta já sei que foi.

- Wow, tem bola de cristal agora? Já deduz tudo numa simples resposta?

- Não, você que me deu os argumentos. Primeiro, você não a chamou de Bones e já que você está namorando é natural surgirem desentendimentos entre parceiros. Ciúmes até.

- Tá eu briguei com ela mesmo mas não tem nada de ciúmes e nem a ver com meu namoro.

- Sei que você está mentindo mas como não quer minha ajuda, vou me retirar.

Sweets encaminhou-se para a porta mas antes voltou-se para Booth.

- Pra quem deveria estar feliz por estar namorando você está muito irritado. Isso não é bom num relacionamento. E acho interessante você tentar seguir em frente. Tentar não custa nada, certo?

- O que você está insinuando?

- Nada, é só uma observação. A tentativa pode acarretar outras consequencias e algumas vezes perdas. Ah, antes que eu esqueça, você e a Dr. Brennan tem sessão amanhã comigo. Não se preocupe, avisarei a ela.

E deixou a sala. Booth suspirou profundamente e jogou a bolinha no cesto de lixo.

Brennan estava analisando os últimos detalhes que Angela acrescentou à simulação da cena do crime quando seu celular tocou.

- Brennan.

- Olá, Dr. Brennan. É o Sweets.

- Oi, Sweets.

- Estou ligando pra primeiro lhe dar as boas vindas a Washignton. E também para lembrá-la que temos sessão amanhã.

- Sessão?

- Sim, de terapia comigo. Agora que você e o Agente Booth voltaram e estão novamente trabalhando juntos tenho que voltar a terapia. Ainda mais depois de um ano sem conviver, tenho que garantir que vocês continuam trabalhando da mesma forma.

- Certo, como se você fosse resolver algo com psicologia.

Brennan revirou os olhos.

- Que seja, espero você amanhã às 2 da tarde.

- O que o Sweets queria?

- Disse que eu e Booth temos terapia amanhã. Imagina, eu encarar o Booth na frente do Sweets? Ele vai querer discutir sobre a briga.

- Ah, mas isso pode ser uma ótima oportunidade para mostrarmos a nova Brennan a ele. Vamos trabalhar nisso,ok?



Continua...

2 comentários:

Rubine disse...

Queria ver a cara da Banana toda suja de catchup! hehe

Gabriella Figueiredo disse...

Ah Hannah n se fassa de coita da ta...Pq vc n tem vocação pra Santa..
Sai da vida de booth sua assanhada...Bren joga seu charme e cai nessa vcs merecem ser felizes juntos....So espero q booth perceba isso logo...!!!《♡》