segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

[Castle Fic] Baby Boom - Cap.24


Nota da Autora: Primeiro, desculpe a demora! Segundo: não me responsabilizo pelos surtos, lagrimas, gritos e afins. Escrevi esse capitulo há algum tempo antes do natal para ser sincera. Não irei me ater a maiores explicações. Acredito que respondi parte das perguntas da fic. Ainda tem algumas, alias eu disse que originalmente essa historia teria 25 capítulos. Bem, vocês podem deduzir que passaremos disso. Estimo mais de 30... enfim, enjoy! 


Cap.24 


Beckett voltou para o seu apartamento. Ela sentia-se um pouco melhor após ter se despedido de Castle. Ainda tinha um certo tempo para ir trabalhar, a sacola dos presentes que comprara ainda estava na mala do carro. Resolveu deixa-la por lá. 

Tirou o casaco, as botas, deitou-se na cama. Ao fechar os olhos, os pensamentos em sua mãe retornaram-lhe a mente. Era sempre assim nessa época do ano, não tinha como não lembrar de Johanna. Mais de dez natais sem ela. Beckett se deu o direito de chorar. Não tinha ideia de quanto tempo se passou. Cochilara após se entregar as emoções. Chegou o relógio. Três da tarde. Ela precisava ligar para o seu pai antes de ir trabalhar. Sabia que o celular era de baixa recepção portanto ligou para a linha fixa que ele mantinha no local. 

— Hey, pai. 

— Oi, Katie. 

— Chegou bem na cabana? 

— Sim, tudo certo. Você está em casa ou no trabalho? Vai ficar de plantão hoje, não?  

— É o que faço todos os anos. Minha tradição. 

— E-eu sei. Eu ainda não me acostumei. Pensei que ia mudar esse ano, passar o natal com seu namorado. 

— Namorado? - ela ainda não havia contado sobre Castle e Dylan ao pai. 

— Sim, o médico - Beckett sorriu. 

— Eu terminei com ele meses atrás, pai. 

— Ah… isso é bom, eu acho. Você precisa de alguém que a compreenda, que saiba o que sua profissão significa e respeite isso. Médicos tem vidas parecidas com policiais, acho que não ia funcionar. E Castle? Ainda está lhe seguindo nos casos? 

— Está, por que? 

— Ele a entende. Já se arriscou por você. E da forma que você já falou dele, eu sei que gosta de Castle. Sabe, filha, a perda de sua mãe mudou nossa vida drasticamente. Porém, já se passaram mais de dez anos, eu me preocupo com você, Katie. Respeito sua tradição, mas filha será que não está na hora de criar novas tradições? Por que ao invés de trabalhar você não sai com seus colegas detetives e Castle para comemorar o natal? O tempo passa, as oportunidades vem e vão num piscar de olhos, não quero que fique presa a uma promessa e depois acabe se perguntando “e se…”. E se eu tivesse dado uma chance a mim mesma de fazer algo diferente? 

As palavras do pai a lembraram da carta de Royce. 

— Por que está me dizendo isso, pai? 

— Porque não quero que se arrependa de nada, Katie. O passado existe para lembrarmos que sempre podemos mudar, o hoje é uma dadiva. Guarde as boas lembranças da sua mãe, as vezes que cozinhava, os filmes que viam juntas, os passeios pelo Central Park, patinando, Recorde-se que ela criou e deixou memórias para nós dois. Você também não gostaria de deixar boas lembranças para alguém? Ter boas lembranças de alguém? Nunca é tarde, filha. Sabe qual é a melhor lembrança que Johanna, sua mãe, me deixou além de você? Ela me mostrou que todos nós podemos ser o mundo de alguém. Ela foi o meu. Seja o mundo de alguém, Katie, essa é a melhor memória e historia de vida que você pode deixar para uma pessoa especial. 

Beckett estava chorando. Não sabia porque motivos seu pai escolhera esse dia para lhe dizer todas aquelas coisas. Suspirou tentando recuperar o controle de suas emoções. Jim, tornou a falar. 

— Pode chorar, filha. Sinal de que não estou errado no que falei. 

— N-não, e-eu sei… essa época é complicada. 

— Foi complicada, acha que não pode fazer nada para mudar essa impressão? 

— E-eu preciso ir trabalhar… - disse Katie ainda chorosa. 

— Tudo bem. Tenha cuidado, Katie. Feliz natal, filha. 

— Feliz natal, pai. Obrigada. 


Três horas depois…


Beckett estava sentada na sua mesa. Além dela, havia apenas mais três detetives e cinco oficiais no 12th distrito. A noite estava extremamente calma. Ela fitava o relógio na parede. Quase sete da noite. Não havia absolutamente nada para fazer. Seu celular vibrou. Um video de Castle. Ela abriu o arquivo. Castle e Dylan vestindo camisas vermelhas, calças pretas e com gorro de papai noel nas cabeças. Apertou o play. A voz do escritor surgiu conversando com o filho, ambos sorrindo para a câmera do celular. 

— Dylan, hoje é natal. O que você mais gosta no natal? - o menino olhava para o pai e batendo palmas disse. 

— Hohoho… 

— E para quem vamos mandar beijo? 

— Mamama… hohoho…mamama… 

— Manda beijo, Dylan - Castle fez o gesto de encostar a palma nos lábios, beijar e soprar. Dylan o imitava, mas apenas conseguia beijar a mãozinha, em seguida, ele tornou a chamar por ela. Mamama… - Feliz Natal, babe - Castle jogou um beijo para a namorada. O video acabou. Beckett olhava o celular com um sorriso nos lábios. Havia lagrimas em seus olhos.  Respondeu o video “Feliz natal, meu baby boy. E feliz natal, babe. KB”. Levantou-se indo até o meio do salão, ficou de frente para o quadro de escalas. Respirando fundo, pegou o celular. 


Loft dos Castle


Dylan estava sentado ao pé da arvore de natal divertindo-se com os enfeites, as luzes e o seu “hohoho”. Castle sentado numa cadeira observando o filho. Alexis voltara com uma taça de vinho que ofereceu ao pai e um refrigerante. Castle sorriu para a filha, mas a menina sabia que ele não estava realmente feliz. Martha entoava canções de natal no piano. Alexis checava o celular de tempos em tempos. Ria e respondia mensagens.  

— O que tem de tão interessante nesse celular, Alexis? 

— Ashley e eu estamos conversando. Ele está me enrolando porque disse que viria aqui antes de ir para a casa da avó. Não me diz que horas. 

— Ah… 

— Beckett deu noticias? 

— Está de plantão. Mandei um video meu e do garotão, ela respondeu - Alexis olhou para o pai, beijou-lhe o rosto. 

— Você está triste, pai. Queria que ela estivesse aqui. 

— Triste? Não! É natal! O primeiro de Dylan, teremos muitos presentes e… 

— Eu conheço meu pai, você está triste, mesmo sendo natal - de repente a campainha tocou - finalmente! - Alexis se levantou correndo para a porta - não sei porque Ashley demorou tanto - o pai sorriu ao ver a alegria da filha. Voltou sua atenção ao pequeno. Quando Alexis abriu a porta, já ia gritar o nome do namorado, mas a sua frente não estava Ashley. Beckett levou o indicador aos lábios pedindo silêncio - hey… - foi tudo o que ela dissera. Viu que Beckett segurava uma sacola enorme com presente. Deixou próximo à porta. Tirou o casaco. Vestia um vestido vermelho. Devagar, ela se colocou no meio da sala. Castle estava de costas mexendo com Dylan. 

— Alexis, você não vai deixar seu namorado entrar? Quero ao menos desejar um feliz natal a ele. Eu acho que… - quando ele se virou, calou-se ao ver a mulher no meio da sala. 

— Feliz natal, babe - Dylan ao ouvir a voz dela, virou-se e como um pequeno raio engatinhou até onde ela estava chegando primeiro que Castle porque ainda estava parado a admirando. 

— Mamama… hohoho…mamama… - ela se agachou e pegou o menino no colo. Beijou-lhe o rosto, a barriguinha, ergueu-o para olhar em seus lindos olhos azuis. Beijou a boquinha do bebê. 

— Oi, meu amor! Você está tão lindo, baby boy. É o hohoho, Dylan - Castle finalmente se aproximara dela. Kate entrelaçou a mão dele a sua, levou-a até os lábios beijando a pele - hey… 

— Você tirou uma hora de descanso do plantão? 

— Não, eu pedi dispensa. Eu não podia… eu sinto muito, Castle. Por tê-lo feito sofrer, eu o magoei e… e-eu apenas percebi que estava fazendo tudo errado quando falei com meu pai então você mandou aquele video e… eu não quero viver somente de passado. Eu quero novas lembranças. 

— Está tudo bem. Você está aqui agora. Talvez não entenda ainda, mas esse é o verdadeiro sentido do natal. Estarmos com quem amamos. Foi o melhor presente de natal que ganhei. Você, aqui - ela inclinou-se para beija-lo, mas Dylan se meteu no meio dos dois querendo participar. Kate riu - hey, garotão! É a minha vez! Ela já beijou você. 

— Deixa de ser bobo, Castle. Ele não sabe diferenciar. Tudo é brincadeira para ele. 

— Katherine! Achei ter ouvido sua voz. Pensei que era ao telefone. 

— Feliz natal, Martha. Eu vim cear com vocês. 

— Excelente! Você está linda. Vem com a vovó, Dylan. Deixa seu pai falar com a moça - ela pegou o bebê do colo de Beckett e se distanciou. 

— Agora sim, está linda, detetive. 

— Você também, escritor - dessa vez os lábios se encontraram. O beijo começou terno, aos poucos ganhou intensidade de duas pessoas apaixonadas. As mãos de Castle estavam em sua cintura vagando pelas costas de Beckett. As dela, envolta do pescoço, uma acariciando o cabelo rente a nuca e a outra descia pelo peito dele. Ao se separarem, ela o fitava com um olhar bobo. Os belos olhos azuis brilhando a sua frente - você me perdoa? 

— Não há o que perdoar, Kate. Vamos curtir nosso natal em família. 

— Sim, em família. Eu tenho orgulho de fazer parte dessa família, Castle - de mãos dadas, eles se encaminharam para a cozinha. Ele ia esquentar o jantar. Com a testa franzida, ele a fitou. 

— O que é essa sacola perto da porta? 

— Ah, eu quase esqueci. Presente de natal. 

— Para mim? 

— Não, para o Dylan. Espera, você não comprou nada para mim, certo? Eu disse para não comprar. 

— E eu disse que não ia deixar minha namorada sem presente. Esse garotão tem sorte. 

— Nem se compara as caixas enormes debaixo de sua arvore - ela sorriu. 

Ashley veio cumprimentar a namorada, acabou comendo algumas entradas que Castle fizera, desejara feliz natal para todos e seguiu seu caminho. Finalmente sentaram-se à mesa para jantar. Dylan estava esperto mesmo sendo quase nove da noite. Ele dormira boa parte da tarde. Saborearam o jantar, alimentaram o bebê. Riram, beberam, se divertiram. Chegara a hora dos presentes. Castle colocou o gorro de papai noel e começou a bater um sino. Todos sentaram-se perto da arvore de natal. Kate sentou-se no chão com Dylan escorado em seus joelhos. 

A cada toque do sino, a cada caixa ou embrulho entregue, o bebê vibrava. Gritava ou batia palmas ou ainda balbuciava “mamama” e “daadaddy”. Não entendia nada do que estava acontecendo, porém estava adorando a farra. Castle sempre exagerado, entregara várias caixas para o menino. Beckett ajudava-o a abrir. Brinquedos e mais brinquedos. Também havia roupinhas. Quando finalmente ele pareceu terminar de entregar seus presentes, Alexis e Martha tiveram sua vez. Beckett esperava paciente a sua chance de entregar seus presentes ao bebê. Ficou surpresa por receber de Martha e Alexis um presente. 

— Nossa! Não precisava, Martha. De verdade. 

— Alexis escolheu a echarpe e eu, o colar. 

— Acho que é a minha vez, então - ela puxou um embrulho retangular e entregou a Alexis - você está entrando no seu ultimo ano do colégio, mesmo com a tecnologia de hoje, é bom manter um histórico do que aconteceu fisicamente. Para recordar. Tenho o meu até hoje - era um scrapbook. 

— Obrigada, Kate. Eu adorei. 

— Esse é seu, Martha. Espero que esteja a sua altura - era uma caixa pequena e quadrada. Ao abrir, a mãe de Castle se deparou com um belo par de brincos com pedras de jade. 

— Dignos de uma diva. Obrigada, Katherine - ela deu um beijo na mulher que estava um pouco vermelha. Beckett não estava acostumada a tantas demonstrações de carinho e a todo esse lance do natal. 

— Agora é a vez do meu baby boy - ela tirou um embrulho menor primeiro. Entregou ao menino - vamos ver o que é isso, meu amor? - ajudando a tirar o laço e abrindo o saco, Kate retirou de dentro um capitão América fofinho, do mesmo material do elefante - quem é esse, baby boy? Quem é? É o América. Daddy gosta do América, pode dizer América? 

— Meica…meica… - não resistindo a tanta fofura, ela tascou um beijo na bochecha do bebê. 

— Você é muito lindo! Vamos ver o outro? - Beckett pegou a caixa maior. Na verdade, era maior que o menino. Abriu a embalagem com todo o cuidado tirando uma espécie de carrinho com luzes e musica que é usado para incentivar a criança a andar. Castle, calado, observava fascinado o jeito dela com o seu filho. Estava para explodir de felicidade por ver o quanto Beckett estava curtindo o momento. Ela colocou o menino de pé ensinando como fazer. Dylan soltava gritinhos. Mas o brinquedo tinha muitas funcionalidades. Ele se interessou pelos botões de cores e o telefone. Colocou-o no ouvido e olhando para Kate soltou um “mamama” e abriu um sorriso. 

— Ele sabe que pode usar o telefone para falar com você, Beckett. 

— É, sei que alguém ensinou isso a ele - ela sorriu - bem, acabou. 

— Sim, também acabei - disse Castle - vamos esperar a manhã para ver se o papai noel deixará algo nas meias. 

— E Katherine? Você não comprou nada para sua namorada, Richard? 

— Ela disse que não queria nada. 

— Como você pode ser tão desligado? Você mora com duas mulheres e ainda não entende nada? - Beckett ria. 

— É verdade, Martha. Eu pedi para ele não se preocupar com isso. Tanto que não trouxe nada para Castle. 

— Eu não entendo esse relacionamento de vocês… vou pegar mais vinho. Você aceita mais, Katherine? 

— Claro. Castle, seu filho está ficando com sono. Se fizer a mamadeira, eu o coloco para dormir. 

— E você acha que ele vai querer dormir com outra pessoa além de você? - ele a beijou rapidamente. Kate pegou o bebê no colo e conversava com Alexis. A menina mostrava o presente que ganhara do namorado. 

— Obrigada por ter vindo, Kate. Meu pai estava muito triste antes de você chegar, ele disfarçava, mas eu sabia que não era o mesmo sem você aqui. 

— Eu que agradeço vocês, por me aceitarem aqui com todos os problemas e bagagem que eu trago comigo. 

— Você faz meu pai feliz, isso é o que me importa. 

Castle se aproximou com a mamadeira. Beckett tirou da sua mão. Acariciando o ombro dele, se dirigiu para o quarto do bebê. Como a maioria das noites, ela cantou para o seu baby boy enquanto ele saboreava o leite. Essa noite, ela escolhera uma música de natal. Fazia mais de dez anos que não cantarolava uma. 

— I don't want a lot for Christmas. There is just one thing I need. I don't care about the presents underneath the Christmas tree. I just want you for my own more than you could ever know. Make my wish come true oh, all I want for Christmas is you.  

Castle a observava da porta com uma taça de vinho nas mãos. 

— Durma, meu baby boy. Foi uma noite cheia de emoções e novidades, não? Para mim também. Estarei aqui com você e seu daddy. Não irei a lugar nenhum. Amanhã certamente tem mais. Seu daddy vai aprontar. Conheço a peça - o menino começou a fechar os olhos, balbuciou um ultimo “mamama” e dormiu - Kate embalou-o um pouco mais em seu colo, então levantou-se e o colocou no berço. 

— Sabe, você devia parar de falar bobagem sobre mim para o meu filho. Quem disse que vou aprontar? Que juízo você faz de mim, Kate - ele a abraçou por trás, beijou-lhe o ombro. Ambos ficaram admirando o bebê dormir - então, devo assumir que tudo o que você queria de natal era o pequeno? Eu a ouvi cantando - ela se virou sorrindo. Acariciou o rosto de Castle, passou o polegar em seus lábios. 

— Não me importaria de ter o daddy dele também… - ela sorveu os lábios dele com vontade. Deixou as emoções assumirem o controle naquele momento. Castle se afastou dela. Os olhos amendoados diziam tudo o que ele precisava. 

— A nossa festa está apenas começando, mas antes vamos tomar uma eggnog e comer uns cookies. Então levamos a festa para outro lugar mais interessante, o quarto. 

Eles voltaram para a sala. Tomaram a eggnog batizada com conhaque por Martha, comeram os cookies. Alexis despediu-se e subiu para dormir. Martha acompanhou a neta, estava na hora de deixar os dois sozinhos. Kate estava parada na frente da arvore de natal admirando-a com outro copo de eggnog na mão. Castle estava recolhendo os pratos com os doces e uns copos. Ao retornar para a sala, olhou para a janela. Sorriu. 

— Kate, olhe. Está nevando - ela virou a cabeça na direção da janela. Caminhou até onde ele estava. Abraçou-o por trás beijando-lhe as costas - quando você pensa que a noite não pode ficar mais especial… - ela beijou o pescoço dele, ficou a sua frente. Começou a desabotoar a camisa. 

— Nós ainda nem chegamos no quarto… 

— Oh, Kate… - ela beijou o peito dele, usou os dentes para provocar o espaço entre a clavícula e o ombro, mordiscou a garganta, o queixo e tomou seus lábios outra vez. 

— Vem comigo… - rindo ela o puxou pela mão até a porta do loft. 

— O que você está fazendo? - ela não respondeu puxando-o para as escadas que levavam ao telhado. A neve caia constante, não era forte, porém com flocos grandes. Rapidamente os flocos tocavam sua pele, seu vestido, seus cabelos. Então, ela voltou a beija-lo apaixonadamente. Perderam-se um no outro. A temperatura de zero grau não importava contato que continuassem um nos braços do outro. As mãos vagavam pelos corpos trazendo a sensação de calor, provocação. Quando finalmente quebraram o beijo, Castle manteve a testa colada na dela - o que foi isso, Kate? 

— Estou criando memórias. De nós dois. Para nós dois - ela sorriu. A neve se misturava em seus cabelos, ela encostou a cabeça no ombro dele - minha mãe adorava a neve. Sempre reclamava quando não nevava no inverno. Íamos patinar no gelo todo o ano na frente do Rockefeller. Hábitos que se perderam… por isso quero as lembranças, como essa. Neve em nosso primeiro natal juntos - ele beijou a cabeça dela. 

— Você não me dá alternativa, Kate. Depois de tudo o que falou, o que já aconteceu. Mesmo que não goste, eu só posso dizer o que sinto. Desculpe, mas eu te amo - ela o fitou, sorriu. 

— Não precisa se desculpar. Eu sei - ela esticou a mão para que alguns flocos caíssem em sua palma - acho que agora podemos voltar e levar a festa para o quarto, não? 

— Sim. 

No quarto de Castle, ela agradeceu pelo aquecedor ligado. Estava com frio. Os mamilos despontavam no tecido do vestido. Castle tirou a camisa. Foi até seu closet. Voltou com uma caixa nas mãos. Era claramente um presente. 

— Castle, o que é isso? Eu disse que não queria presente e você prometeu. 

— Quem disse? Não prometi nada. E porque acha que é para você? Esse eu comprei para mim - sentado na cama, ele começou a rasgar o papel que envolvia a caixa. Beckett sentou ao seu lado, havia um pouco de curiosidade a consumindo para saber o que havia dentro daquela caixa. Ao erguer a tampa, ela viu uma camisola de seda branca com detalhes em renda. 

— Hum… está mudando suas preferências para a hora de dormir, Castle? 

— Haha… fazendo piadinha. É meu presente, para me agradar, portanto terá que vesti-lo - claro que Beckett sabia que esse era apenas um pretexto para não dizer que comprara algo para ela. Tirou a peça da caixa e foi até o banheiro. Castle aproveitou para tirar as calças ficando apenas de cueca. Cinco minutos depois, ela aparecia no quarto vestindo a camisola. Linda. Era longa com um decote grande nos seios e o estômago coberto em renda até o ventre. Obviamente, ela não estava com a calcinha. 

— Wow! Eu caprichei. Escolhi bem. Está linda, amor. 

— Eu gostei. Mas sabe o que será melhor? - ela disse se aproximando dele, acariciando os ombros com a mão até segurar o rosto de Castle entre elas - quero ver você tira-la, então você poderá me ter, me fazer sua, bem devagar, assim - ela inclinou-se para sorver os lábios dele. Primeiro, roçou os seus lábios levemente sobre os dele. Passou a língua. Então beijou-o, devagar. Uma, duas, três vezes. Castle entreabriu os lábios que ela sugou numa dança própria lenta e excitante. Abriu as pernas e sentou-se no colo dele sem parar de beija-lo. Por fim, sentindo as mãos de Castle sobre o seu corpo, Beckett enfiou a língua completamente provando com urgência aquela boca. 

Com um dos braços envolta de sua cintura e o outro apoiando suas costas com a mão segurando o pescoço de Kate, ele a inclinou para prova-la. Os lábios de Castle devoravam seu pescoço seguindo para o colo, o meio dos seios. Sobre o tecido, ele usou a ponta da língua para instigar o mamilo, roçava seus dentes de leve até abocanhar um dos seios ouvindo-a gemer. Ele a trouxe de volta colando seu corpo no dela. Trocaram outro beijo intenso. Segurando-a pela cintura, usou as mãos para puxar a peça que ela usava. Sabendo que a saia estava solta, Castle apenas deixou as mãos deslizarem pelos ombros dela trazendo as alças da camisola consigo, despindo-a. Com parte do corpo totalmente exposto, ele a ergueu de seu colo apenas para observar o tecido deslizar pelas pernas rumo ao chão. Kate estava completamente nua a sua frente. 

Castle levantou-se da cama. Beckett o puxou para si colando seus corpos. Os dedos ágeis da detetive baixaram a cueca que ele usava até os joelhos. Ele se encarregou de livrar-se do resto. Castle tornou a beija-la. Deitou-a na cama. Não tinha pressa. Foi assim que ele começou o ato de ama-la. Provando cada centímetro do seu corpo. Sorvendo a pele perfumada, tocando seus seios, seu ventre, acariciando o meio das pernas com seus lábios, sua língua. Kate gemia em antecipação sonhando com o momento que ele a provaria apenas para descobrir que ele a enganara. Voltara sua atenção aos seios. 

Numa dança sensual, eles se tocavam, se provavam. Castle finalmente usou os dedos para preencher o centro dela. Com precisão, ele arrancava gemidos e súplicas dela. Quando usou os lábios, Kate sabia que estava perdida, logo seria tomada pela força do orgasmo. O que de fato aconteceu. Ela gritava a mercê do toque de Castle. 

Ao perceber que ela começava a respirar um pouco mais natural, ele colocou seu corpo sobre o dela. Cobriu-lhe os lábios em um beijo que quase a fez perder os sentidos. Então a penetrou vagarosamente sem perder o contato do olhar. Beckett gemeu baixinho. Respirou fundo ao senti-lo completamente dentro de si. Então, Castle começou a mover-se dentro dela, em meio a leves estocadas, ele a beijava ou mordiscava seu pescoço. Kate deixara as pernas cruzadas em suas costas para senti-lo ainda mais profundamente. Preenchendo-a. O ritmo aumentava, mais e mais. Como uma gata, ela o surpreendeu trocando de posição. Agora, era ela quem estava por cima. Beijou-lhe os lábios e aumentou os movimentos. Uma das mãos estava espalmada no peito dele, servindo de apoio. A outra tirara a dele de sua cintura levando-a até um dos seios. Quando Castle o apertou, ela gemeu jogando a cabeça para trás. 

Juntos, eles flexionavam seus corpos estendendo o momento de prazer. A cada nova estocada, Beckett sentia-se mais próximo de receber a onda de prazer tão ansiada. Castle se ergueu do colchão para aumentar a força que imprimia dentro dela. Podia sentir que ela usava a vagina para pressiona-lo, a sensação era excitante e apenas o fazia mais duro dentro dela. Ele moveu o corpo de modo a escapar um pouco de dentro dela somente para penetra-la de uma vez. O grito com o contato mandou a mensagem que ela precisava para o cérebro, o corpo de Kate começou a tremer quase imediatamente envolvida pelos braços dele. Castle roubou outro beijo dela e se afundou outra vez. 

O orgasmo veio. Dominou-a completamente. As unhas agarravam-se aos ombros de Castle. Não podendo mais lutar, ele se deixou gozar com ela. Exausto, puxou-a consigo desabando na cama. 

Silêncio. Por longos minutos, o silêncio dominara o quarto. Além dele, apenas a respiração descompassada dos amantes. Kate foi a primeira a se recuperar. Beijou-lhe o peito e rolou para o lado aconchegando-se no travesseiro. Castle deitou-se de lado, permaneceu olhando para ela. Passou a ponta dos dedos em seu rosto. 

— Foi o melhor presente de natal que já recebi - ela sorriu. 

— Hora de dormir, Castle ou o papai noel não vai te trazer presentes. Ultimamente você tem sido um garoto muito levado. 

— Exatamente como você gosta, não? - ela se aconchegou mais próxima a ele, roçou o nariz no dele, deu um beijo de leve nos lábios. 

— Sim, eu adoro. Boa noite, Castle. Feliz natal. 

— Feliz natal, amor.  


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Kate ouviu um chorinho ao longe. Dylan. Ela mexeu-se na cama, espreguiçou. Ao fazer a menção de se levantar, Castle a segurou. 

— Onde voce vai? Fique… 

— Dylan está com fome… 

— Fique, eu vou - Castle se levantou, antes de ir até o quarto do filho, ele deu um nova olhada na mulher que estava deitada na cama, sua mulher. Sorriu. Entrou no quarto do filho, o bebê estava chorando realmente. Ao vê-lo, esticou as mãozinhas querendo pedir colo. Ele o carregou. 

— Olá, garotão! Já acordou para ver os presentes do papai noel? Também quer leitinho, não? Vamos buscar - foi para a cozinha, preparou o leite e voltou ao quarto do filho. Ao invés de sentar-se na cadeira para dar a mamadeira, ele continuou alimentando o bebê andando de um lado a outro - está gostoso, Dylan? Estou tão feliz, filho. Esse foi o melhor natal que já passei. Sua “mamama” tem um magnetismo sobre mim. Tão especial, tão linda. Forte e ainda assim delicada embora se esconda por trás daquela suposta mascara. Ela não me engana. Conheço cada nuance de Kate. E ela ama você, filho. Demais. 

Castle não sabia, mas Kate estava escorada na porta. Ouvindo tudo, o coração batendo forte. Até aquele instante, ela não tinha pensado, mas ali estavam os seus dois amores. Um homem maravilhoso que a conquistou não apenas pela sua inteligência, suas historias, sua beleza. Ele era diferente de todas as pessoas que passaram por sua vida. Ele a fazia rir. Ele amansava seu coração, entendia sua provocação, seus problemas. Ele a conhecia como ninguém. 

— Hey… você já devia ter terminado, o que tanto vocês conversam? 

— Dylan está querendo descobrir o que mais vai ganhar de presente. O que tem na sua meia. 

— Você é muito cínico. Primeiro que Dylan não sabe o que é natal ou presente, segundo eu ouvi o que você falou. Tudo - ela se aproximou, cheirou o pé de Dylan - hey, baby boy… você devia dormir mais um pouquinho - ela acariciou o cabelo dele deixando sua mão na nuca de Castle, seus dedos faziam pequenos círculos, com a outra mão, ela virou o rosto dele na sua direção, beijou-o carinhosamente - acha que ele vai dormir outra vez? 

— Talvez se você cantar para ele… 

— Posso tentar - ela pegou o bebê dos braços dele - quer dormir, baby boy? Ou quer ficar conosco na cama? - Kate se aproximou da janela, ainda nevava. Ela cantou - Oh the weather outside is frightful but the fire is so delightful and since we've no place to go. Let it snow, let it snow, let it snow. Oh it doesn't show signs of stopping and I brought some corn for popping. The lights are turned way down low. Let it snow, let it snow, let it snow - Castle abraçou-a por trás. Beijou-lhe o rosto. O bebê os olhava com as butucas azuis bem despertas. 

— Acho que ele não vai dormir - disse Castle - melhor voltarmos para a cama. Ainda abraçado nela, eles voltaram para cama. Kate deitou o bebê em seu peito, mas Dylan não queria ficar quieto, logo se moveu para o estômago do pai apoiando-se nele para ficar de pé. Caia sentado e ria. Castle o ergueu deixando-o de pé sobre seu peito. Dylan pulava. 

Eles não sabiam quanto tempo ficaram brincando com o pequeno, demoraram a adormecer. Castle abriu os olhos novamente por volta de nove horas da manhã. Olhou para o lado. Dylan dormia entre ele e Kate. Ela estava de lado e o menino tinha a mãozinha no rosto dela. Não resistindo, ele pegou o celular e tirou a foto. Sorrindo, levantou-se da cama ajeitando os travesseiros para proteger o filho e seguiu para a cozinha. Preparou o café. Panquecas natalinas, eggnog, panetone. Colocou tudo na mesa. Sua mãe apareceu dando-lhe bom dia. 

— Parece que somos apenas nós dois, kiddo. Até o Dylan ainda dorme? 

— Sim, está na cama com Kate. Ele acordou umas quatro da manhã. Mamou e não queria dormir mais - a mãe se serviu do café pronto na cafeteira. Acariciou o ombro dele, sorriu. Segurando o braço dele com carinho, perguntou. 

— E como você está se sentindo, Richard? 

— Radiante, feliz, nas nuvens. 

— Sim, está estampado no seu rosto. Aposto que no de Katherine também - ele pegou o celular e mostrou a foto que tirara. 

— Como não poderia estar? - ela deu um beijo no filho, os dois ouviram uma gargalhada vindo do quarto - acho que acordaram - Castle rumou para o quarto. Encontrou Kate sentada devorando a barriga de Dylan que deitado no colchão gargalhava também - está rolando uma festa aqui e ninguém me convidou? 

— Daddy, Dylan fez um presentinho de natal para você. Caprichou pelo cheiro - Kate o ergueu entregando-o para Castle - ele é todo seu. Preciso ir ao banheiro. 

— Hey! Nem ao menos um beijo de bom dia? - ele segurava seu braço, ela escapou. 

— Depois… - correu para o banheiro. Cinco minutos depois, ela o encontrou trocando a fralda de Dylan, vestia outra roupinha nele. 

— Olha quem apareceu… - ele colocou o menino no berço por um instante. Se aproximou dela, abraçando-a - bom dia, amor. 

— Bom dia, babe - ela o beijou. 

— O café está pronto e temos que checar as meias, não? Será que tem presentes para o Dylan? 

— Daaddy… mamama… - o bebê fazia o gesto do beijo que Castle lhe ensinara. 

— Quer um beijo também, baby boy? - Kate se aproximou do berço, abaixou-se e beijou os lábios do bebê. Repetiu o gesto. Pegou-o no colo - vamos tomar café, meu amor? Daddy fez para nós. 

Ao chegarem na sala, Alexis também já estava esperando por eles para o café. 

— Ótimo! Estão todos aqui. Tomaremos café e checaremos as meias - a menina tinha realmente o mesmo espirito do pai.  

Eles sentaram-se à mesa. Castle colocou Dylan na cadeirinha. Pegou um potinho de frutas e começou alimentando o bebê enquanto tomava seu café. A alegria estava presente na mesa. Risos, elogios a suas panquecas. Comentários sobre a neve. Alexis queria ir ao parque para aproveitar o momento com Ashley, mas se recusava sair de casa sem saber o que havia na sua meia. 

— Ainda está nevando? - perguntou Martha. 

— Não, estava até quatro da manhã - disse Kate - vi quando Dylan acordou. 

— Poxa! Eu adoro ver a neve cair, por que dormi? - resmungou Alexis. 

— Começou o que? Uma da manhã, Castle? 

— Por ai… 

— Voces viram cair? 

— Sim, fomos até o telhado. Vimos cair, foi muito bom… - disse Kate - nas palavras que seu pai adora falar, foi mágico. 

— Já vi que se divertiram muito. E não dormiram… - disse Martha - ah, que momento bom para se estar apaixonado. Aproveitem cada minuto, kiddos. 

— Ok, quem quer saber se tem presente nas meias? Vocês foram boazinhas esse ano? 

— Se tem alguém que foi malvado aqui, esse alguém é você, Castle. 

— Olha quem fala com todas as suas provocações, Kate Beckett. 

Eles se levantaram da mesa em direção a parede onde as meias estavam penduradas. Beckett ainda dava um pouco de suco de maçã a Dylan. Ao ver seu nome em uma das meias, ela olhou surpresa para Castle. 

— Eu também tenho uma? 

— Claro que sim, você é parte dessa família. Minha namorada e… - ele não sabia se podia dizer “mamama” do Dylan, então calou-se. Ela percebeu o que acontecera e sorriu. Alexis evitou que o momento se tornasse estranho. 

— Não enrola, pai. Quer verificar logo essas meias? 

— Começando pela mais velha. 

— Richard! 

— Feliz natal, mãe. Presente dignos de uma diva - ele entregou-a um caixa com um belo colar que era a cara de Martha, um perfume e dois ingressos para o balé. Ela agradeceu dando-lhe um abraço e um beijo. Em seguida, foi a vez de Alexis. Também ganhara um perfume, um estojo de maquiagem e dois ingressos para o musical Grease - pode levar seu namorado. 

— Ah, pai… obrigada - e pulou no pescoço de Castle enchendo-o de beijos. 

— Agora é a vez do garotão. O que será que tem aqui? - ele meteu a mão na meia e puxou vários livros de historia - ah… muitas novas histórias para lermos juntos, garotão - ele mostrou os livros para o bebê, Kate estava sentada com o menino entre as pernas. Dylan segurou um dos livros e apontando disse. 

— Vrum…vrum… 

— É um carro, meu amor? - Kate beijou o topo da cabeça dele - é sim - ele levantou o livro e como quem exibe gritou. 

— Xiiis… vrumvrum… - Alexis olhava para o pequeno. Os olhos arregalados. 

— Oh, Dylan… você prestou atenção no que eu dizia? Aprendeu a falar “vrumvrum”   

— Eu sou muito inteligente como meu daddy e minha irmã Alexis, não é baby boy?  

— Xiiis - o menino repetia. Alexis pegou-o em seu colo levando-o para perto da arvore de natal. Sentou-se com ele e passou a virar as paginas do livro brincando com o menino. Castle olhava a cena com um sorriso bobo nos lábios. Beckett se levantou e enroscou seu braço no dele. 

— Cuidado para não babar o chão, Castle ou seria daddy babão… está vendo essa cena? Isso é o reflexo do homem que você é, do quanto influencia as pessoas, muda a vida delas. Como fez com Dylan, comigo - ela olhou para o namorado. Ele estava emocionado, tinha lágrimas nos olhos azuis. 

— Minha familia, Kate… 

— Eu sei. Você é um homem de família - ela se pôs na frente dele, beijou-lhe os lábios - não vai checar sua meia? 

— Nah…eu sei o que tem lá dentro… 

— Sabe mesmo? - intrigado com o comentário de Beckett e o sorriso malicioso que vira em seu rosto, ele foi até sua meia. Ao enviar a mão não reconheceu uma caixa retangular. Estava coberta com um papel cheio de duendes. 

— Isso não estava aqui antes… 

— Hum.. será que o papai noel o perdoou por ter sido um menino levado? - Castle já rasgara o papel e abria a caixa. Era um porta-retrato. Ele olhou para Kate - você… quando tirou essa foto? - era Castle deitado sorrindo erguendo Dylan. 

— Um dia desses… não lembro quando. É uma boa lembrança. Castle? - ele estava perdido olhando para a foto. Quando ergueu o rosto, ela viu a lagrima teimosa. Ele passou a mão no rosto tentando disfarçar. Beckett sorriu. Aproximou-se dele, segurou sua mão. 

— Eu tenho algo para você. 

— O que aconteceu com o meu pedido para não ter presentes? 

— Não é bem um presente - ele tirou uma caixinha quadrada da meia com o nome dela, aos olhos de Kate parecia uma joia - é algo que você precisa ter, afinal é parte da família. Abra - ela obedeceu. Dentro da caixa havia uma chave com um laço vermelho.

— O que é isso, Castle? 

— É a chave do loft. Sua chave, Kate. Você não precisa mais esperar alguém abrir a porta para você. Essa também é sua casa - ela sorriu, levou a mão até os olhos, lutando para não derramar as lagrimas. Seu coração tamborilava no peito. Ela não podia mais segurar o que teve vontade de dizer desde ontem, depois de presenciar esse momento de emoção de Castle com os filhos não podia. 

— Castle, eu… - então sentiu o bebê subindo em suas pernas, olhou para Dylan, sorriu. Agachou-se para pega-lo - o que foi, baby boy?  É bom você está aqui porque tenho algo muito importante para falar. Castle, o que você ia dizer antes de distribuir os presentes? Você disse que eu era da família, sua namorada e o que mais? 

— Kate, e-eu não… 

— Vamos, Castle… 

— Eu ia dizer mãe postiça de Dylan, mas sei que você não gosta e… parei - ela colocou o indicador nos lábios dele. 

— Não gosto mesmo. Porque você está errado. Não aceito ser mãe postiça, não quero. Eu sou a “mamama" dele, Rick. Cansei de lutar contra tudo o que sinto, meu amor por ele. Independente do que somos, do nosso relacionamento, Dylan é nosso filho. 

— Vo-você disse… nosso? 

— Sim, nosso. Não é baby boy? Quem é esse? - o menino olhava para Kate, depois para Castle. 

— Daaddy… 

— E quem sou eu, Dylan? - ele segurava o nariz dela, a mãozinha deslizava tocando o rosto de Beckett. 

— Mamama… mamama… 

— Sim, sou sua “mamama” - Kate chorava. 

— Meu Deus… - foi tudo o que Castle conseguiu dizer. Ele a puxou sorvendo seus lábios. Kate quebrou o beijo, colocou o menino no chão que saiu engatinhando até a arvore de natal. Certificando-se de que ele estava seguro com Alexis, Beckett voltou sua atenção ao namorado. Tornou a beija-lo. Ao se afastarem, Castle envolvia sua cintura, os olhares conectados. 

— Sabe quando disse ontem no quarto que era o melhor presente de natal? Eu me enganei - ela limpou uma lagrima que caia dos olhos azuis - esse foi o melhor. Significou o mundo para mim, Kate - as palavras fizeram-na lembrar do que o pai disse, o coração acelerou - Achei que nunca ia ouvir você assumir isso. Deve ser o verdadeiro espirito de natal, não? 

— Talvez a magia do natal? Certamente era algo que Rick Castle diria - ele sorriu. 

— Por que agora? O que mudou? 

— Eu já assumira o papel há algum tempo, mas dizer a palavra em alto e bom som me apavorava. Pelo peso da responsabilidade, de achar que não era digna ou o velho medo que sempre me persegue - ela riu - ser complicada e complicar, marcas registradas de Kate Beckett. Mas ontem ao falar com meu pai, ele me mostrou que mais importante que cultivar o passado é criar novas lembranças, novas tradições, ser importante para alguém. Amo minha mãe e Deus! Eu sinto falta dela, não desejo isso a ninguém. Dylan me escolheu e cansei de fingir que eu não sou importante para ele, Castle. Não precisa sentir a falta que sinto de uma mãe quando a tem bem aqui. Quero fazer parte do mundo do meu baby boy, o que significa estar no seu mundo também. 

— Onde quer que esteja, Johanna está orgulhosa de você, Kate. E eu também.  

— Então, Castle, o que acha de levar nosso filho para curtir a neve pela primeira vez? 

— Nosso filho… você dizendo isso parece um sonho. 

— Não é sonho…. - Dylan engatinhou com pressa até ela.

— Mamama… vrumvrum… 

— Viu? É realidade… vem com a sua “mamama”, baby boy… quer passear, meu amor? Eu, você e o daddy vamos ao parque brincar na neve - ela parou no meio do caminho para olhar para Castle. Ele tinha aquele olhar bobo outra vez. 


— Castle? Você vem? - sem dizer nada, ele a seguiu até o quarto.


Continua....

6 comentários:

Camila Lorrane disse...

OMG OMG. Que cap mais fofo meu Deus isso foi tao perfeito que eu li com lagrimas nos olhos. Cara to sem palavras esse foi um cap mais fofo e cheio de emoção. Kate finalmente asumiu ser a Mamma de Dylan. Csstle e seus presente de Natal. Dylan o que dizer desse Baby Boy que arranca uma risada de Mim vontade de morde esse garotão. Esse Natal foi um Natal cheio de amor. Alegria e emoção aonde quer que Johanna esta ela ta orgulhosa da filha que ela criou😢. Kah esse Cap ta tao lindo Parabens. Cada dia que passa vai ficando cada vez mais lindo 👣👶🏼😍💖💙👏👏👏

cleotavares disse...

Ownt! Kah! Que capítulo mais lindo. Amei, amei muito. Agora quero vê a Kate apresentando o netinho para seu vovô.

Parabéns Karen! Tu arrasas, mulher!

Vanessa Belarmino disse...

OMG! Vc ainda vai me matar... Capitulo foi tão perfeito que é ate difícil comentar... Amei tudoooo!!!
Jim Beckett superou Maddie, super fã de Castle e ainda deu uma chacoalhada em Katie, que meu Deus!!! Que vontade de abraçar esse homem!
E que vídeo mais lindo, como não se render a esse dois homens?
Ainda não superei esse "hohoho" do baby boy... Imagino os gritinhos... hahaha
Eu esperava um natal especial, mas vc foi além... Esse natal foi mágico e épico!
Sabia que Kate iria para o loft, e a reação de Castle ao vê-la foi tão fofinha... Sem falar de Dylan que foi mais rápido que o pai...
Achei tão lindo ela se desculpar, e Castle sempre tão compreensivo...
Amo ver a interação de Kate com Dylan... Ja mencionei que fico tipo o Castle ne? Babando haha
E como lidar com os dois abraçadinhos velando os sono de Dylan? ♥♥
A cada vez que Castle diz "amor" ou "eu te amo", eu fico mais trouxa hahaha
Neve, novas memórias e a temperatura sobe... Só vc pra fazer a temperatura subir com neve hahaha
Castle todo feliz andando com Dylan pra lá e pra cá, conversando com ele... Coisa mais linda! Se o capitulo terminasse com os três dormindo na cama, já seria ótimo... Mas a autora achou que era pouco...
Eu gargalhei na hora de começar a ver as meias pela "mais velha" hahaha
Detesto Alexis, mas tenho que dizer que essa cena com Dylan foi muito fofa... "Vrum vrum"
Castle melhor pai do mundo, quem não se emociona?
Kate fazendo o papai babão chorar... E a leitora mal sabia que vinha mais por aí...
A chave para o loft, serio? "Essa também é sua casa"... E aí Dylan aparece e torna tudo o que viria mais especial ainda... Juro que não esperava...
Ver Beckett assumindo "oficialmente" seu papel de mamama, foi uma das coisas mais linda que ja li... OMG! Eu chorei e não foi pouco... Chorei junto com os dois... Sem falar da honestidade dela em dizer o que mudou...
Pausa para este trecho "ser complicada e complicar, marcas registradas de Kate Beckett". haha
Beckett é uma personagem tão forte, tão maravilhosa... Não importa seu nível "broken", e nas suas mãos então, tudo fica perfeito...
Certamente foi o natal mais mágico de todos!
Diz que vai rolar esse passeio na neve com Caskett e o filho deles? Por favorzinho!♥♥♥
Obrigada Kah! A cada capitulo, te amo mais!♥♥

PS.Não vejo a hora de vovô Jim conhecer Dylan, vai ser hilário Kate chegando e dizendo "Pai, estou namorando Castle, quero que conheça nosso filho" hahaha


rita disse...

Cada vez mais emocionante! Só você para fazer aflorar sentimentos que algumas pessoas que devido a muitas dores e vários problemas, pensam que tudo acabou. Lendo essa fic extraordinária, sentem que ainda existe tempo para continuar tentando voltar a ser feliz enquanto existir VIDA . Abraços da amiga.

Priscila Barros disse...

E no fim da minha maratona dessa fic maravilhosa, cheia de amor, fofura, crescimento e emoção eu só tenho a te agradecer por toda essa história, Kah. Cada parte dessa fic é emocionante, eu tô completamente apaixonada pelo Dylan e por essa família que se formou.
Foi lindo ver a Kate se desarmando a cada capítulo, cada pedacinho dá barreira dela caindo e dando espaço ao amor que esse pequeno trouxe, fazendo enxergar não somente o homem maravilhoso que a ama, como também o instinto materno dessa mulher forte!
Como foi lindo ver ela se desprender um pouco da dor do passado e ir criar novas memórias com Castle e Dylan no Natal. A neve e tudo mais teve um significado incrível, mas o melhor presente ficou para o outro dia. Eu quase chorei quando ela falou que aceitava mesmo ser a mamama do Dylan, que estava cansada de lutar contra o óbvio. Oh pequeno Dylan, você nem sabe, mas transformou a vida de Castle e, principalmente, de kate com todo seu amor. Ah, eu amo esse baby boy ❤❤❤❤❤❤❤
Kah, mais uma vez eu vou te agradecer por essa fic e por esse capítulo. Amei tudo ❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤

Gabriela Mendonça disse...

"Respeito sua tradição, mas filha será que não está na hora de criar novas tradições? Por que ao invés de trabalhar você não sai com seus colegas detetives e Castle para comemorar o natal?" Isso Jim, autoriza e influencia a sua filha a mudar de ideia...
"Seja o mundo de alguém, Katie, essa é a melhor memória e historia de vida que você pode deixar para uma pessoa especial." Lacrou... palmas para o Jim. Acho que ele salvou o Natal da Familia Castle.
"Feliz natal, babe - Dylan ao ouvir a voz dela, virou-se e como um pequeno raio engatinhou até onde ela estava chegando primeiro que Castle porque ainda estava parado a admirando." Issooo o Natal esta salvo... N sei se Castle resistirá, maaas o natal esta salvo.
"Sim, em família. Eu tenho orgulho de fazer parte dessa família, Castle" que fofaaaaa.
"Como você pode ser tão desligado? Você mora com duas mulheres e ainda não entende nada?" Martha sendo Martha.
" Sim, fomos até o telhado. Vimos cair, foi muito bom… - disse Kate - nas palavras que seu pai adora falar, foi mágico." Ta virando uma Castle kkkkk
Ai misericordia, chama a minha mãe... ela finalmente aceitou seu papel na vida do Dylan? eu li certo? que maravilhosoooo "Não gosto mesmo. Porque você está errado. Não aceito ser mãe postiça, não quero. Eu sou a “mamama" dele, Rick. Cansei de lutar contra tudo o que sinto, meu amor por ele. Independente do que somos, do nosso relacionamento, Dylan é nosso filho."
"— Então, Castle, o que acha de levar nosso filho para curtir a neve pela primeira vez?" Definitivamente ela quer matar o Rick, e a gente junto kkkkkk