sábado, 28 de janeiro de 2017

[Castle Fic] A (Im)Perfect Love Story - Cap.5


Nota da Autora: Sei que algumas leitoras reclamaram da Alexis, sorry! Minha diversão continua.Diva Martha na área. Prometo que a guria desaparecerá em algum momento. Aos fãs de Joh e Paul, continuem acreditando... e como não deveria deixar de mencionar, obrigada pelos comentários e enjoy the ride! Não há citação dos livros, apenas referencia dessa vez. Se tiverem a chance de ler a cena de Raging Heat, recomendo! Quanto ao angst, será que acaba agora? 
BTW: Não adianta ameaçar a escritora... #justsaying 




Cap.5 

Alexis chegou como um furacão em casa. Martha que esperava para saldar o filho ficou com uma enorme interrogação ao ver a neta chegar sozinha ao loft. 
— Cadê o Richard, Alexis?
— Está na droga do hospital babando na queridinha dele. 
— Alexis! Você não fez as pazes com seu pai? O que deu em você, kiddo? De onde veio esse nonsense todo? Nem parece a minha neta. 
— Ah, vó, chega! Estou cansada de ser a única pessoa com alguma sensatez nessa casa. Cansada de ver dois cegos aceitando tiros, sequestros e perseguições que os deixam à beira da morte como algo normal. Essa mulher é...
— Pare, Alexis! Katherine é a única pessoa com responsabilidade e capaz de opinar em uma situação como essa. Como você se atreve a pensar em falar mal de uma pessoa que é capaz de dar a vida pelo seu pai, por mim e sim, por você! Ou já esqueceu tudo o que ela fez quando sequer era esposa de Richard? Ela nos tirou daquele banco, moveu céus e terras para encontra-la em Paris, salvou seu pai de morrer nem sei quantas vezes. Sensatez? O que você entende por sensatez, eu chamo de amor. Mas você não entenderia os motivos de Katherine. Você não passa de uma menina mimada que está chateada por ter que dividir a atenção do pai. Escolheu a pior hora para ter uma crise de adolescência, esse tempo já passou para você, Alexis, é uma adulta agora. E ao meu ver, nem um pouco sensata. 
— Eu não estou tendo crise... – mas Martha a interrompeu. 
— Eu não acabei de falar. Você acha que foi fácil para ela sair dessa casa sem dizer nada a Richard para protege-lo? Sabe o quanto ela sofreu por se separar dele? Não há prova de amor como essa, abdicar de sua felicidade para salvar a vida de alguém. Você não sabe o que é isso. E o resultado está ai. Mesmo trabalhando juntos, o que ela temia aconteceu. E está levando a pior por enquanto. 
— Ela o fez sofrer quando foi embora. 
— Claro que sim, amar não é um festival de maravilhas como se vê nos filmes. Amor é sacrifício, exige decisões, te causa dor, porém é apenas parte do processo. O sentimento e o lado bom serão sempre melhores. Katherine apostou nisso. Que podia ser recompensada. Ela foi até a ultima missão, ainda será mais. Porque o sacrifício que fez não pode ser em vão. Talvez um dia você compreenda o que seja amar alguém com todo o seu coração, alguém por quem você nunca pensaria duas vezes em morrer por ele. Eu não quero ouvir mais nenhuma palavra ruim com relação a Kate Beckett vinda de você. Está na hora de ouvir a voz da experiência, Alexis e refletir antes que seja tarde demais e você tome um caminho sem volta. 
Alexis olhava para a vó um pouco chocada. Era a primeira vez que Martha falava desse jeito com ela, pior, defendendo outra pessoa. Não, era a segunda. Na outra vez defendera seu pai, agora Kate, por que todos pareciam estar vivendo em uma realidade diferente da dela?    
— Vou me deitar – ela começou a subir as escadas quando lembrou do que o pai dissera - Ele pediu que fosse ao hospital amanhã e não se esqueça de levar os exemplares de todos os Nikki Heats – Martha reparou no tom que a menina dera ao todos. Suspirou. 
Na manhã do nono dia no hospital, a rotina de Castle não mudara. Fizera exercícios pela manhã, conversara com as enfermeiras, passara meia hora escondido no quarto de Kate prometendo que viria vê-la mais tarde e que tinha uma surpresa. Perto da hora do almoço, ele ligou para o seu restaurante favorito e pediu comida. Em seguida, chamou a enfermeira para se certificar que a médica estava trabalhando pedindo que bipasse Johanna para vir ao seu quarto. 
Quando a médica chegou, ele já tinha colocado o belo filé e os acompanhamentos sobre a mesinha que convencera a enfermeira a arruma-lo. Johanna sorriu ao ver o que ele pretendia. Deixara uma cadeira para que ela se sentasse para comer com ele. 
— Pensei que se vou fazer uma refeição boa, deveria chamar você para dividi-la comigo. Sempre divido com Kate, mas ela não pode comer agora então... melhor do que essa gororoba que vocês servem nesse hospital. 
— A tal gororoba a que você se refere é parte saudável do tratamento, Castle. Mas vou aceitar seu convite, está cheirando muito bem – ela sentou no lugar que ele reservara, serviu a ambos e entregou o prato a ele. Ao provar, suspirou – isso está muito bom. 
— É o melhor! Espero que o ponto da carne esteja ao seu agrado. Eu e Beckett gostamos de ao ponto para mal. 
— Está ótimo. Acho que nunca fui ao Le Cirque. 
— Devia convidar o Dr. Gray – ele viu a médica erguer as sobrancelhas curiosa – o que? Vai dizer que não reparou? Ele gosta de você. E quer mais. 
— Nós somos só amigos... companheiros de trabalho. 
— Era o que Beckett dizia, mas não enganava ninguém. Ciúmes, eu vi – eles trocaram um sorriso. A médica, contudo, sabia que havia algo mais preocupando Castle, ele estava com um olhar quase triste. Tinha uma leve suspeita do que poderia ser, mas resolveu abordar o assunto de outra maneira, começando por algo que ele gostaria de conversar – soube que já fez uma visita a Kate hoje. É, não adianta subornar ninguém, tenho olhos e ouvidos nesse hospital. Não se preocupe, ainda poderá vê-la mais tarde. 
— O que acha, doutora? Ela está próximo de acordar? Eu sinto que sim – na verdade, ela também. Por curiosidade, ela pediu para seu residente realizar alguns testes em Kate. Os resultados foram muito bons. A contagem de células brancas, hemácias e plaquetas estava normal. Não apresentou anemia, o que era um avanço devido a sua condição e perda de sangue. Suas defesas estavam se curando. Os pontos foram retirados e estavam secos, livres de qualquer infecção. O hematoma na lateral do tiro de raspão começava a sumir, a pele estava clareando. Não queria dar maiores esperanças a Castle. Fisicamente, tudo parecia bem, porém o cérebro era sempre uma caixinha de surpresas. 
— Teremos que esperar, Castle. Mas não é isso que está mexendo com você. Eu reparei que você está um pouco menos animado desde ontem. Vi como sua filha o tratou. Estou acostumada com essas crises. Tenho uma adolescente de treze anos em casa. 
— O problema é que Alexis não é uma adolescente. É uma adulta. Vinte anos. Ela que sempre foi a voz da razão tantas vezes, é mais responsável que eu, por que está agindo assim? Ela conhece Kate, sabe do que já passamos, porque está se voltando contra a minha esposa, a mulher que amo? É como se ela tivesse tendo uma crise de adolescência seis anos depois. 
— Castle, ela passou por uma situação delicada. Quase o perdeu. Não é uma reação tão incomum. 
— Eu sei, mas eu estou aqui, vivo, estou bem enquanto Kate... ela está lutando pela vida, ela me salvou, Alexis não tem o direito de culpa-la. Se conheço bem minha esposa, ela já se culpa demais pelo resto do mundo, não precisa que ninguém a acuse de nada. Tenho certeza que no momento que ela tomou aquele tiro tudo que pensava era que aquilo era sua culpa. 
Johanna segurou a mão dele. Viu que estava abalado. 
— Hey... a culpa não interessa. E quanto a sua filha, está abalada. Você insistir em ficar aqui piora um pouco as coisas, mas ela vai cair em si. A tormenta vai passar. 
Eles continuaram comendo, Castle ficou mais animado ao poder dividir suas preferências culinárias com a médica. Foi uma hora de almoço bem gratificante. Ela se despediu agradecendo pela comida e pela companhia dizendo que no horário de visitas viria busca-lo para ver a esposa. Estava saindo do quarto de Castle quando o Dr. Gray bipou-a para uma consulta na emergência. Ao vê-la, foi logo perguntando. 
— Onde estava? 
— Almoçando. 
— Eu passei na cafeteria, você não estava lá. 
— Porque não almocei lá. Estava com Castle – ela viu a reação de choque seguida exatamente pelo que o escritor dissera, uma ponta de ciúme – você pediu uma consulta. Quem é o paciente? Precisa de uma opinião ou quer assistência em cirurgia? – e rapidamente voltaram a postura profissional embora Paul pretendesse interroga-la mais tarde sobre o tal almoço. 
Por volta das cinco da tarde, Martha apareceu no hospital com duas sacolas. Uma com objetos pessoais para Castle, roupas, itens de higiene e seu notebook. Na outra, os exemplares de Nikki Heat. Antes de ver o filho, porém, Martha optou por passar no quarto de Beckett. Afinal, sabia que tão logo entregasse os livros, ele a apressaria para vê-la. Quando estava prestes a entrar, a porta se abriu e Jim sai do quarto. 
— Olá, Martha. 
— Jim, que bom vê-lo. Apesar das circunstâncias – ele concordou. 
— Visitando Castle? 
— Visitando aos dois. Como ela está? 
— Dormindo, pelo menos o quadro dela apresentou melhora segundo os últimos exames da médica, o que é um bom sinal, está se recuperando. 
— É um excelente sinal. Não vai demorar muito, Jim. Acredito nisso e na força que esses dois exercem um no outro. 
— A Dr. Marshall me contou que Castle se recusou a ter alta. É um gesto nobre da parte dele. 
— Ah, você conhece Richard, ele sempre foi assim com Katherine. Se havia apenas um centímetro do novelo para puxar e isso o levasse a ela, ele puxava. Agulha no palheiro, ele procurava. Nada mudou. Ele acredita que se estiver perto dela, conversar com a esposa, Katherine acordará. Pode ser o seu lado inventivo, de escritor falando. No fundo, não passa de puro romantismo. Diante das circunstâncias, romantizar as coisas não faz mal a ninguém muito pelo contrario. Vincit omnia ammor.
— O amor vence tudo... – Jim estava impressionado por Martha usar uma frase tão incomum e ao mesmo tempo tão conhecida dele e da filha. Uma derivação da lápide de Johanna. 
— E sejamos sinceros, se a situação fosse reversa. Katherine faria o mesmo. Talvez não recusasse alta, mas tenho certeza que ficaria o máximo de tempo possível ao lado dele. 
— Conheço bem a minha filha. Katie é teimosa. Herdou isso da mãe, assim como a paixão pela justiça, pela vida. Ela ficaria sim. Você sabe que sou muito racional, pragmático. Rotina faz parte de quem eu sou. Talvez Katie tenha um pouco do meu jeito metódico que a auxilia em seu trabalho investigativo, mas tem instinto como a mãe. 
— Paixão, romance, viu só? Eles sempre se completam. Não se preocupe, Jim. Esses dois ainda tem muitas aventuras para viver. Além do mais, quero meus netos – Jim olhou intrigado para Martha, uma das sobrancelhas erguidas – o que? Você não quer? Eu adoro o papel de avó, não gosto do nome em si. Minha única neta é uma mulher feita. Quero alguém para encher de doces e levar a mãe à loucura – ela riu – Katherine vai enlouquecer comigo. E você precisa dessa experiência, Jim. Crianças iluminam nossas vidas. Ter pequeninos correndo pela casa é uma maravilha! 
— Sim, crianças são divertidas, puras, nos fazem sorrir. Eu lembro quando Katie era pequena. Sempre foi moleca e inteligente. Se eu e Johanna não tivéssemos tão focados em nossos cargos, podíamos ter dado um irmão ou uma irmã para ela. 
— Algo me diz que o destino agiu a favor de vocês. Katherine tinha praticamente a idade de Alexis quando perdeu a mãe e sofreu, foi influenciada tão fortemente com isso. Imagine alguém mais novo. Não, Jim, tudo aconteceu como deveria, ou melhor, quase tudo – ele sorriu. 
— Vou deixar você fazer suas visitas, vou passar no quarto do Castle enquanto você está aqui – sorrindo Martha empurrou a porta. A médica estava lá dentro. 
— Oh, precisa de um tempo, doutora? Achei que Jim estava sozinho com a filha. 
— Pode ficar à vontade. Estava mostrando para ele os últimos resultados. 
— Sim, ele me contou. Richard deve estar ainda mais esperançoso com isso. 
— Na verdade, não contei a ele – Martha tinha uma interrogação no rosto – quando recebi os resultados pela manhã, fiquei feliz, porém existe algo na medicina que qualquer médico tem que estar alerta. Em casos difíceis, o que inclui o caso de Kate, quando o paciente apresenta uma melhora significativa nós precisamos ter uma certa cautela. Em muitos casos, essa melhora engana e o paciente piora drasticamente chegando a falecer em vários deles. 
— Está dizendo que isso pode acontecer com Katherine? Mas você falou para o pai dela e...
— Sim, falei, porém também expliquei o lado negativo. Embora no caso de Beckett, já se passou mais de doze horas, o que é um bom sinal. Ainda assim preferia que a senhora não comentasse isso com Castle. 
— Tudo bem. 
— A senhora veio sozinha? 
— Sim. Por que pergunta, doutora?
— Não é da minha conta, desculpe. Vou deixa-la sozinha com Kate – Martha realmente não se importava com a suposta indelicadeza da médica. 
— Pode falar, tem relação com Alexis, não? 
— Sim, ontem eu e o Dr. Gray acabamos presenciando o fim da discussão entre eles. Ele estava triste hoje, porque a filha não entende o que ele está fazendo, porque ela quer culpar a Kate pelo que aconteceu. Eu disse que talvez só precise de tempo. Sou mãe de uma adolescente, estou acostumada a crises. 
— Só que Alexis não é mais uma adolescente. Está claramente agindo como uma, eu tive que dar um sermão nela ontem. Não admito injustiças, doutora. E se tem alguém que fez todo o possível para manter meu filho a salvo nessa história e nos últimos oito anos que a conheço, esse alguém é Katherine. 
— Ela é uma mulher e tanto. Ao menos pelo pouco que já ouvi e pesquisei a respeito dela. O adjetivo da dedicatória de Heat Wave parece descreve-la bem. Extraordinária. 
— Sim, eu acrescentaria memorável também – Martha apertou de leve a mão de Beckett ao dizer essa palavra, era como se tentasse fazê-la escutar o que dizia – melhor ver meu filho. Richard já deve estar indócil porque eu não cheguei com os tais livros de sua musa – ela sorriu balançando a sacola – prepare-se, Katherine, você terá uma sessão exclusiva de leitura do seu alter ego. Até mais, doutora. 
Martha saiu andando pelo corredor. Deu uma leve batida na porta. 
— Hey, kiddo. 
— Mãe! Finalmente. Achei que tinha ido para algum happy hour ao invés de me visitar. 
— Não precisa disfarçar, sei qual o seu interesse na minha visita, Richard. Trouxe algumas roupas, seu notebook e o básico de higiene. E antes que faça cara feia, sim, aqui estão os livros – disse mostrando a sacola e sentando na cadeira ao lado da cama – como sua mãe tenho obrigação de lhe dizer que fui obrigada a dar um sermão na sua filha. E não me arrependo. Sinceramente não sei o que está acontecendo com Alexis, talvez alguma companhia ou outro problema, porém não ia deixar que ficasse falando bobagens na minha frente. 
— A senhora brigou com ela? 
— Não, eu dei um sermão e disse para ela refletir sobre minhas palavras. 
— Não devia ter feito isso, ela vai ficar com mais raiva de mim e principalmente de Beckett. 
— É por causa disso que ela fez o que fez. Esse seu comportamento molenga como pai. Eu sei, Alexis é uma mulher brilhante, inteligente, nunca deu grandes trabalhos, mas nos últimos dois anos não tem sido bem assim ou você já esqueceu de quanto ficou magoado e triste quando ela se mudou? Ela o peitou. É o que está fazendo agora. Dessa vez, infelizmente ela não tem argumentos nem razão. Por isso disse umas verdades para ela, do meu jeito. Agora, quer falar para sua mãe como está esse coração? 
— Como você acha? Destruído, dividido, detesto brigar com Alexis, mas não admito que fale mal de Kate que sequer insinue qualquer coisa negativa sobre a mulher que eu amo. Não voltei atrás com a minha decisão. E a situação funciona para os dois lados, nunca deixaria Beckett falar mal da minha filha, embora eu saiba que nunca faria isso. Não fez em oito anos. 
— Eu sei, kiddo. Ela vai cair em si. Você precisa se concentrar em Katherine agora – Martha beijou-lhe a testa e o rosto – o que me deixa com o pé na porta. Sei que está louco para vê-la. Vá ler suas aventuras para sua musa. Quem sabe ela não se anima e acorda para ler as historias por si mesma ou para escrever outras histórias, não? Espero que amanhã tenhamos boas noticias. Boa noite, Richard. 
— Boa noite, mãe – respondeu já levantando da cama com a sacola nos braços pronta para visitar sua amada. 
— Pronto? – era a Dr. Marshall que aparecia na porta – vim busca-lo e estarei indo para casa. Meu plantão acabou há uma hora. 
— Devo agradecer por se demorar um pouco mais somente para me acompanhar até o quarto de Beckett – ela riu. 
— Não se ache tão convencido. Estava trabalhando atualizando as fichas de alguns pacientes – a careta que ele fizera a deixara com um ar de interrogação. 
— Detesto papelada. Beckett sabe disso. Sou um ótimo parceiro para investigar, questionar pista, montar o quadro de evidências, mas uma vez que o caso acaba eu caio fora. 
— Todos tem seu lado fraco, nenhum parceiro é perfeito. 
— Beckett é – a médica sorriu – exceto quando me agride com beliscões. Sério, ela tem uma mão afiada para agarrar nariz, orelhas e... – resolveu parar de falar, porque ele certamente gostava dos beliscões no bumbum e do jeito que ela apertava seu membro, não era uma conversa apropriada para se ter com a médica. Lembrar disso colocou um sorriso bobo no rosto dele. 
— Viu? Como disse, não há parceiros perfeitos. O que pretende ler para Kate hoje? 
— Estou em dúvida entre uma parte de Frozen Heat ou uma de Raging Heat... 
— Se for a declaração de amor de Nikki e proposta de Rook, voto nessa. Vou deixa-lo à vontade e Castle? Nada de subornar as enfermeiras, você tem uma hora. Se trapacear, amanhã não terá mais que dez minutos. 
— De repente, você me lembrou tanto a Beckett… quando a conheci, ela tinha os cabelos da cor do seu, mas curtos - vendo que a médica o olhava de braços cruzados, entendeu - sem trapacear, certo. Te vejo amanhã, Johanna – ele virou-se para fitar a esposa, beijou-lhe a testa – hey, gorgeous... sou eu. Que tal um pouco de historia do seu escritor favorito. Quem é ele mesmo? Ah, seu marido, Rick Castle em pessoa. Vou ler e depois conversamos. Temos uma hora como disse a doutora. Preparada? Sei que é uma de suas cenas preferidas. 
Castle começou a ler o trecho de Raging Heat. A voz traduzia exatamente todas as emoções existentes na cena. Em sua mente, essa era uma das formas de mostrar a familiaridade para Kate, de ajudar a traze-la de volta para casa, para si. 
Enquanto recitava concentrado sua história, ele não tinha ideia do que acontecia na própria mente da mulher deitada a sua frente. De certa forma, nem ela. 
Ouvia uma voz ao longe. Ainda não conseguia reconhece-la, estava abafada. De repente, imagens surgiam. Ela conseguia ver um homem e uma mulher em algum lugar de Nova York. Era um diálogo. A mulher claramente era ela. O homem ainda não conseguia definir. Conversavam seriamente. Algo sobre relacionamento, dividir, parceria. Rook, o nome do homem era Rook. Ele estava propondo casamento para Kate, mas eu já sou casada pensou. Com Castle, sou casada com Rick Castle. Então, ela lembrou. Rock era a personagem, o repórter que seguia Nikki como Castle e ela. Casamento. Por que isso parecia tão vivo em sua mente? Ouvira os votos de Castle tão nitidamente há pouco tempo. Palavra por palavra, então por que ela não conseguia vê-lo? O que acontecia com ela? Parecia presa a algum lugar e todas essas memórias apareciam do nada. E ela jurava ouvir a voz de Castle. Será que ele estava próximo? Sonho, estaria sonhando? Sim, devia ser isso. Estava tão cansada depois de atirar em Caleb. Dormir. Parecia bom, estava com saudades. Sim, dormiria e sonharia com Castle... descansaria e assim poderia ver Castle em vez de Rook. Apesar dela gostar de Rook. 
Castle terminou de ler, ao olhar para o rosto de Kate, teve a impressão de que ela sorria. Ele tocou sua mão e riu brincando. 
— Por acaso está sonhando comigo, gorgeous? Sonhos quentes? Posso ajudar a imagina-los com algumas cenas especiais... eu adoraria fazer isso, porém prefiro a versão ao vivo, da vida real. Tem ideia de quanto eu sinto sua falta, Beckett? De quanto eu quero beijar seus lábios, tocar sua pele, fazer amor por horas. Eu só quero deixar todo esse terror para trás, Kate. Para isso, eu preciso que você acorde. Lembra o que você me disse quando me deixou para investigar Loksat? Você disse que precisava terminar com aquilo para que tivéssemos nosso felizes para sempre. Adivinha? Acabou, amor. Basta você acordar para que possamos viver nosso final feliz. Eu estou pronto, você está pronta. Abra os olhos, Kate. Veja, estou bem aqui. 
Não houve qualquer reação de Kate. Ele apertou a mão dela mais uma vez, levou-a aos lábios. 
— Eu te amo, Beckett. Por favor, apenas acorde. 
A enfermeira apareceu na porta do quarto. Ele sabia que sua hora acabara. Levantou-se da cadeira, pegou sua sacola e inclinou-se para beijar-lhe a testa. Chegando perto da orelha dela, ele sussurrou. 
— Você ainda me deve cafés, mas se acordar eu ficarei feliz em trazer um skin latte grande com vanilla. Prometo. Nunca esqueça. Always. 
Sorrindo, ele saiu acompanhado pela enfermeira para o seu quarto. 
Amanhã completaria dez dias de hospital. Castle havia negociado com seu médico dois dias adicionais a sua alta o que significava que no dia seguinte, ele deixaria o hospital de vez. Queria que Kate acordasse, era a única forma dele sair dali com o coração e a mente aliviada. 
Quando Johanna voltou ao conforto médico encontrou Paul sentado no sofá comendo um sanduíche com uma porção de batata frita. Ela não pediu licença, pegou umas duas e levou a boca. 
— Essa comida não é saudável, sabia? Nossa! Agora que percebi como estou com fome! 
— O que? Hoje não teve jantarzinho com o seu escritor? O que você ainda está fazendo aqui? Seu plantão acabou a mais de uma hora. 
— Paul… eu estava atualizando prontuários. E qual o problema com o meu almoço com Castle? Ele convidou e eu aceitei, que mal a nisso? 
— Ele é um paciente nesse hospital, Johanna. Você está tratando-o com certas intimidades…
— Ele é seu paciente, afinal qual é o problema? Paul… por acaso você está com ciúmes de Castle? 
— Eu? De novo isso? Ciúmes do escritor? Você tem cada uma! - mas ele não conseguia disfarçar - não conhece o tipo dele? Milionário, sedutor, acha que pode tudo… 
— Paul, ele é casado e louco pela esposa! Ou você não prestou atenção em nada do vem acontecendo bem na sua frente? - ele ficou calado. Johanna roubou mais umas batatas. Ficou olhando para o médico - estou cansada. Preciso ir. Começo cedo amanhã - ela se levantou e espreguiçou-se. 
— Você não tirou um dia de folga. Está indo para o décimo dia direto nesse hospital. Isso é errado. 
— Isso é dedicação à minha paciente. 
— Parece mais ao marido dela. 
— Paul… 
— Tudo bem. Desculpe - ela sorriu - Descanse, Joh. Boa noite. 
— Não exagere nas batatas… - ela inclinou-se e beijou-lhe o rosto - até amanhã - deixou a sala. 

XXXXXXX

O estágio do coma era sempre indefinido. Seja quando acontecia por uma falha do organismo ou induzido para dar ao paciente a chance de melhorar mais rapidamente sem exigir tanto de um corpo debilitado. Nos dois casos, o resultado era desconhecido. Um verdadeiro imprevisto. Era quase como um jogo de roleta onde sorte e raciocínio tinham o mesmo peso. 
Cedo pela manhã, a doutora Marshall checou sua paciente assim que chegou ao plantão. Ela parecia mais corada, embora o semblante de Kate não determinasse nada. A médica fizera seu exame preliminar, chegou os monitores, o prontuário e fez algumas anotações antes de assinar. Johanna aproximou-se da paciente para observa-la melhor. Era uma mulher muito bonita. Tinha uma pele sedosa de causar inveja a muitas mulheres. O corpo esbelto e marcado pelos riscos da profissão não a deixavam em desvantagem. Era alta, porte de modelo. E de olhar penetrante, apesar de tê-lo visto apenas em foto. 
Não foi à toa que Rick Castle a escolheu como musa, embora ele já tivesse deixado claro para a médica que não a escolhera apenas pela beleza. Não, sua personalidade o atraiu. Torcia para que eles pudessem estar juntos em breve. 
Durante a manhã, Castle fez uma visita para a esposa. Leu um pouco e dissertou outro monólogo. Após deixar o quarto, ele seguiu para os exercícios. 
Deitada na cama, qualquer pessoa podia entender que Kate estava inerte em seu estado comatoso. Contudo, não era exatamente o que se passava em seu cérebro. 
Parecia um sonho, porém Kate sabia ter sido bem real. Todo o caso da perseguição de Loksat passou outra vez como um filme. Cada detalhe. O momento da emboscada, o carinho trocado com Castle, o reencontro e o abraço após salvar sua vida possibilitando-a de matar o suposto Loksat. A volta para casa, ela sentindo-se aliviada e feliz prestes a saborear um café da manhã especial com Castle. Então, tudo aconteceu, o pesadelo não acabara. 
Castle. 
Ele estava baleado. Precisava de ajuda. Ela vira o sangue. Tentara ajuda-lo. Ainda daria tempo? Dor. Ele estava sentindo dor. Sabia que levara um tiro, não. Foram dois. Não importava. Tinha que salva-lo. De repente, a cena sumiu da mente como se alguém tivesse apertado um interruptor. Não via o momento de desastre, o quadro medonho de violência. Agora ela via balanços. Um dia lindo de primavera no parque. Estava sentada em um dos balanços olhando crianças brincarem. Ela sorria porque o pensamento era em seu futuro. Estava calma, leve. Happily ever after. Tinha um cartão branco com letras douradas e essa frase nas mãos. Também segurava um envelope. 
Faltava algo naquele lugar. Seu coração sentia. Faltava a pessoa mais importante de sua vida. Castle. Ao pensar nele, seu nariz captou o cheiro da bebida. Um copo grande de skin latte com essência de vanilla se materializou a sua frente. O sorriso se alargou. Também captara outro aroma com o nariz. A deliciosa loção de barba que ele usava. 
— Para você. Grande skim latte two bumps sugarfree vanilla. 
Castle. 
Ele precisava dela. Sim, precisava estar com ele. Saudades, ela estava com saudades. 
Kate abriu os olhos estranhando o ambiente. Não era o loft, nem a delegacia. As paredes brancas não revelavam muito. Os olhos corriam por aquele quarto. Não parecia o necrotério. Suspirou e seus lábios se separaram emitindo um único som. 
— Castle...
Ao virar a cabeça para o lado e tentando mexer os braços, Kate finalmente entendeu. Hospital. Havia monitores, soro em sua mão, fios por todos os lados. O estômago doía. Fome. Há quanto tempo ela estava ali? Queria muito um café. Estava sozinha. Onde estava Castle? Estava bem? Será que sobrevivera? Ele não podia...não! Ele estava bem. Ela ouviu a voz dele, não? Castle falava de seus votos. Será que sonhara? E onde estão os médicos desse hospital?
Ela tentou se levantar, mas o gesto abrupto fez tudo rodar. Estava sem forças e cansada. Como se tivesse levado uma surra. As costas doíam. Talvez porque estava deitada. Quantas horas estava ali, naquela cama? 
Sem muita alternativa, Kate foi obrigada a se distrair com seus pensamentos. Lembrava que Castle fora baleado no peito, porém não recordava de que lado. Fora próximo do coração? Tiros no coração podiam ser perigosos. Ela já passara por isso. Onde estava todo mundo? Queria ver Castle, sair dali com ele e talvez fazer algo louco, sumir pelo mundo. Não era uma atitude que se esperasse de Kate Beckett, de forma alguma. Entretanto, após os últimos acontecimentos, isso não era uma má ideia. 
Quase destruíra seu casamento. Sofrera. Magoara a pessoa mais importante de sua vida porque julgara saber o que era melhor para ele. Sua ideia de proteção serviu apenas para causar-lhe dor. E no fim, acabara por colocar em risco a sua vida, a sua felicidade. Sumir significava viver seu happy ending. Ambos mereciam isso. Castle uma vez perguntou se ela não se divertia, agia loucamente. Houve uma parte de sua vida em que era rebelde. Talvez fosse a hora de trazer a Rebel Beckett de volta. Dessa vez, pelo simples fato de curtir a vida.         
A mente começava a cansar. Não, ela não iria fechar os olhos outra vez. Precisava ficar acordada. Por Castle. Onde ele estava?
Uma hora depois, a enfermeira volta ao quarto de Kate para fazer sua ronda habitual. Com o prontuário da paciente na mão, ela foi direto para o monitor verificar os sinais vitais quando uma mão segurou seu pulso. A enfermeira levou um susto. 
— Meu Deus! Você está acordada... – respirou aliviada – você quase fez meu coração parar. 
— Castle... onde ele...
— Está tudo bem. Vá com calma. Você está fraca. Vou chamar a doutora – a enfermeira foi até o comunicador na parede contrária a cama – Chamando Dra. Marshall ao quarto 545. Código verde – voltando para o lado da cama, ela falou – não se preocupe, a doutora está a caminho. Você está se sentindo bem? 
— Sim, tenho fome e um pouco de dor nas costas. 
— Algum enjoo? Dor de cabeça? 
— Fiquei enjoada quando tentei levantar, tudo rodou. Acho que preciso de açúcar no meu sangue. 
— Tem razão – a enfermeira estava impressionada, mesmo com a voz baixa, ela parecia bem. Falava firme – assim que a doutora chegar aqui, iremos discutir o que você deve comer, não podemos exagerar. Terá que começar devagar. 
— Enfermeira, o que... – mas Johanna não terminou a pergunta – você acordou! Graças a Deus! Tem muita gente interessada em sua recuperação, Kate. Ninguém mais ansioso do que seu marido, claro – ela estava intrigada, falava como se ela tivesse apagado há muito tempo. Só dormira algumas horas, certo? – Meu nome é Johanna Marshall e sou a médica que a operou e cuidou de você quando chegou aqui – percebeu que Kate prendeu a respiração e suspirou.  O nome, claro - você levou dois tiros. Um de raspão que acabou atingindo seu apêndice e no estômago, motivo porque você perdeu muito sangue. Ficou extremamente fraca. Preciso fazer umas perguntas.
— Tudo bem. Mas posso saber quantas horas dormi? – a Dr. Marshall trocou um olhar com a enfermeira. 
— Não foram horas, você estava em coma há dez dias – Kate arregalou os olhos – depois da sua cirurgia, tivemos que a colocar em coma induzido porque estava muito debilitada. Perdeu muito sangue e seu corpo não estava apto a recuperar-se sozinho. Estávamos esperando sua reação desde aí. Pode me dizer seu nome completo, idade, estado civil e profissão, por favor? 
— Meu nome é Katherine Houghton Beckett Castle. Tenho 37 anos, sou casada e sou capitã do 12th distrito de homicídios da NYPD. 
— Ótimo. Pode me dizer a última lembrança que tem antes de apagar?
— Eu e Castle estávamos no loft. Ele ia fazer café para mim, ouvi um tiro. Ele foi baleado no peito e um inimigo esperava para me acertar. E-eu acho que o matei. E fui atingida. Havia muito sangue, eu tentei salvar Castle, e-eu não queria que ele morresse... 
— E você conseguiu. Salvou a vida dele – um alívio a tomou. 
— Onde ele está? Posso vê-lo?
— Calma, Kate. Uma coisa de cada vez. Primeiro preciso saber como você está se sentindo, se seu cérebro está funcionando bem. Falemos do passado. O que aconteceu no dia 9 de janeiro de 99?
— Minha mãe foi assassinada a mando do senador Bracken. 
— Há quanto tempo conhece Castle? 
— Oito anos. Estamos casados há um ano. 
— Está com dor?
— Um pouco nas costas. Deve ser de estar deitada. E no estômago. 
— Está com fome, acredito. E você foi baleada no local. Enjoos?
— Não, só fome e morrendo por um café. 
— Parece que está tudo bem. Para garantir, vou fazer uma tomografia. Após o exame, você receberá uma refeição, um analgésico para as costas e depois quando você estiver se sentindo melhor, eu trarei Castle para vê-la - Johanna percebeu a mudança, o brilho no olhar diante da menção ao nome do marido. 
— E quanto ao café? - ela sorriu. 
— Veremos. 
A doutora Marshall ordenou que o residente a preparasse para a tomografia. Estava confiante de que tudo estaria bem, os resultados seriam normais. Kate estava calma, não apresentava sinais de traumas, pensava e raciocinava direito. Sabia quem era, o que acontecera e reconhecia as pessoas importantes de sua vida. Confiava que em uma hora, ela poderia proporcionar o reencontro de Castle com sua musa. Após ser levada para o exame, Kate apenas pensava em rever Castle. Queria muito olhar para aqueles olhos azuis, tocar aquele rosto. Os últimos segundos de sua lembrança eram dele morto, sim chegou a pensar que ambos morreriam. A vida lhe dera outra chance de conseguir seu final feliz e dessa vez ela não abriria mão disso por nada. 
A médica esperava os resultados na sala de imagens enquanto via Kate sendo introduzida na máquina. Estava confiante que não encontraria nenhum dano cerebral. Estava cansada de tragédias envolvendo aqueles dois. Quinze minutos depois, ela sorria diante do monitor. Tudo certo. Acionou o microfone e comunicou-se com a sala de exames. 
— Tudo certo, pode leva-la de volta ao quarto. Conversarei com a enfermeira sobre a alimentação. 
Johanna mandou servir uma sopa de legumes e um frango grelhado para a paciente. Para beber, um suco de maçã. Tudo em doses pequenas. O café teria que esperar. Seu estômago não recebia comida há dias e não queria arriscar com algo tão pesado. Talvez no dia seguinte. Ao retornar ao quarto, ela encontrou Kate comendo. 
— Vejo que está gostando da comida. Ao contrário de Castle que apenas reclamava, das saladas, do cereal, aveia. 
— Castle gosta de doces, sanduíches e massa. Além de um bom steak de filé. 
— Disso eu tenho certeza. Pude fazer uma exceção para matar o desejo dele. 
— Quero vê-lo. Pode ligar para ele? Se me der meu celular, eu mesma ligo. 
— Aqui, acredito que isso seja seu - a médica entregou a aliança - Kate – Johanna se aproximou dela tocando sua mão – Castle teve alta há dois dias atrás, porém se recusou a deixar o hospital sem você. Pediu mais dois dias que coincidentemente acabam hoje. Íamos expulsa-lo ao meio-dia. Ele está aqui, internado ainda e em um quarto bem próximo ao seu. Será que consegue convence-lo a voltar para casa? 
— Castle? Ele está aqui? – estava surpresa com o gesto do marido. 
— Sim, não quis deixa-la. Todos os dias ele a visitava duas vezes ao dia, conversava, lia trechos de seus livros. 
— Os sonhos... – ela sussurrou. 
— O que disse? 
— Eu tive sonhos. Com Rook, com nossos votos de casamento. Achei... Castle leu a proposta de Rook?
— Acho que sim, mas vai ter que perguntar para ele. Está pronta para vê-lo?   
— Sim. 
— Eu volto em um instante – Johanna saiu em direção ao quarto de Castle. Ele estava sentado na poltrona com o notebook no colo, ao vê-la sorriu. 
— Ah, doutora. Fiquei inspirado após a ultima visita para Kate e comecei a escrever uma cena. Já escrevi três capítulos. Essa mulher é realmente minha inspiração. Ele a olhou intrigado com a forma que o fitava – já sei, seu colega Paul não teve coragem de vir aqui me expulsar e mandou você para tentar me convencer. Boa tentativa, não vai funcionar. Johanna, eu sei que negociei dois dias e prometi sair do hospital, mas eu sinto que Kate vai acordar, eu sei que vai. Não quero estar longe quando isso acontecer. Pode me ajudar a convencê-lo? Por favor?
— Castle... você está certo. 
— Estou? – ele não entendeu porque a médica concordou logo com ele, mas não ia perder a pose – é claro que estou. Preciso ficar por perto. 
— Não estou falando da sua estada no hospital, estou falando da sua esposa – ela se aproximou dele tocando-lhe a mão – ela acordou, Castle – ele arregalou os olhos. 
— Beckett está acordada? Tem certeza? Oh, Deus! – ela pode ver as lágrimas em seus olhos e o sorriso largo – o que estamos esperando? Preciso vê-la e... espera. Ela está bem, certo? Ela sabe quem eu sou, essa não é a hora que você vai me dizer que Kate perdeu a memória, vai? 
— Você está deixando sua imaginação de escritor domina-lo, Castle – ela sorriu – não, ela está bem. Com um pouco de dor, cansada e ainda fraca, mas está bem. Perguntou por você. Vamos, ela quer vê-lo – ele se olhou no espelho, ajeitou o cabelo. Seguiu a médica até o quarto 545 - pronto?
— Ainda pergunta? – ele respirou profundamente. A médica abriu a porta. Quando Castle entrou, seus olhos encontraram os da esposa. Ela sorria. Por longos segundos, eles apenas olhavam um para o outro. Então, ele deixou o nome dela escapar de seus lábios. 
— Kate...

— Hey... cadê o meu café, Castle?

Continua...

4 comentários:

cleotavares disse...

Ai ai, um dia essa Alexis toma jeito. A Martha como sempre, sábia. Estou amando esse joguinho da Johanna e Paul, sendo que o Paul é meio lento, haha.
A leitura, a mente dela trabalhando, o Castle acreditando e enfim ela acordooooooooou! Ai gente! tão lindo, ele perguntou por ela, ela perguntou por ele. E você quer café, Kate? Pede logo um beijão.

#Caskett, amo de graça.

Gabriela Mendonça disse...

E mais um Vrau na Alexis... ela não cansa de falar abobrinha. Só espero que quando Kate acordar ela n venha de palhaçada e falar nada para ela...
Castle abrindo os olhos da Johanna, afinal ele já passou por isso. Mas acho que o Gray n vai gostar nadinha desse almoço.
Dona Martha esta se superando viu... só close certo.
Olha só... a Kate está bem ligada no que esta rolando ao seu redor... só falta acordar né mocinha??
ahh prometeu café... agora certeza que ela levanta kkkkk falou a palavrinha mágica.
Nossa Gray ta com muito ciume... Para de ciúme e age seu moço... chama logo ela para sair.
elaaaaaaa acooooordoooouuuu. eu disse bastava oferecer café kkkkk
E ela já acorda perguntando por quem? isso mesmo o boy dela. Que sincronia é essa... nadaaa é amor mesmo... e a certeza que se o outro n esta bem nada jamais ficará.
Ai vc mal acorda e já vem o baque da sua médica ter o nome da sua mãe... Que bonitinho ela falando dos sonhos que teve... neh sonho nao flor... foi tudo verdade.
"hey...cadê o meu café, Castle?" kkkk a pessoa já volta pedindo café kkkkk

Priscila Barros disse...

A KATE ACORDOU!!!!!!!! ❤❤❤❤❤❤❤❤ Eu fiquei tão feliz ❤❤❤
Mas lá vamos por partes
A alexis já começou irritando, né?! Nossa, essa guria não dá uma trégua! Eu amo demais a Martha e os vraus que ela dá nessa menina, tomara que ela acorde pra vida, porque né....
Bom mesmo é ver o Castle se recuperando fisicamente cada dia mais. E ainda bancando o conselheiro amoroso ahauahauah, tomara que a dra. johanna pegue as dicas e se jogue logo nesse ship fofinho ❤❤❤❤
Falando nela, gosto tanto do lado caskett dela e de como ela tem ajudado o Castle a ficar perto da Kate. ❤❤ Pontos para nossa médica amorzinho ❤❤❤ ainda ganhou autógrafos do nosso escritório favorito ❤❤
Agora dr. Gray com ciúmes é hilário hauahauahuhauahauahu, alguém tem que lembrar a ele que o Castle já tem esposa, e que a Johanna tá ligadona na dele mesmo hauahauahuhauahauahu ❤❤
Ahhh, outra coisa. Amei muito o papo dá Martha com o Jim, tão lindo quando ela fala de netos pra ele ❤❤❤❤ sei que a Martha vai ser a vó babona, mas acho que o Jim vai gostar muito de ser avô ❤❤❤
E finalmente nossa Kate acordou!!!!! Eu fiquei mega feliz, sabia que as conversas e a proximidade do Castle iam ser muito importantes pra ela. Agora bom mesmo foi a primeira coisa que ela perguntou quando viu o Castle hauahauahuhauahauahu eu me acabei de tirar com ela. Nossa Kate está de volta ❤❤❤❤❤❤❤❤
Ai Kah, muito muito muito obrigada por esse capítulo ❤❤❤❤❤❤❤

Vanessa Belarmino disse...

Martha diva mesmo. "Você não passa de uma menina mimada que está chateada por ter que dividir a atenção do pai."
Nem vou citar o samba todo, que foi maravilhoso.
Castle almoçando com Johanna, tao fofinhos. Amigos mesmo. E Paul enciumado. Será que ele não vê que o escritor já tem sua musa?
Jim e Martha são tão lindinhos.Falando sobre os filhos e ate netos. Tb queremos. haha
Até Martha gostou da doutora...
Sobrou até para Castle. "Esse seu comportamento molenga como pai" hahaha
Isso mesmo! Divou demais!
Castle lembrando dos beliscões safadinhos hahahaha
Finalmente uma "reação" de Kate. Acorde pelo amor de Deus!
Castle falando da saudade, de planos. Nós queremos ver o final feliz.
Paul está tão cego de ciumes e ta sendo meio babaca. Mas vou dar um desconto.
OMG! ELA ACORDOUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU! E está bem. Bendito café e Castle haahah Eu até achei que ele tinha trazido o café dela e ela acordou com o cheiro hahaha
Que bom que a doutora ja falou logo para ela que Castle estava bem.
Johanna ta tão emocionada com o ótimo estado de Kate que a hora que ela promover o encontro com Castle, acho que vai dar uns pulinhos haha
Adorei a conversa inicial de Kate com Joh. Ela entregando a aliança, falando que ele ficou no hospital.
Eu ja fico com o mesmo medo de Castle quando acordam do coma hahaha
A emoção dele é linda. Algo me diz que vou chorar mais no próximo...
A mandona quer o café hahaha
Kate Beckett is back! ♥♥