domingo, 1 de janeiro de 2017

[Castle Fic] Baby Boom - Cap.22


Nota da Autora: Casketters, feliz ano novo! E para começar esse 2017, um capitulo especial.... amorzinho... obrigada por todas as alegrias que me proporcionaram no ano que acabou, os comentários, os risos e que tenhamos mais e mais no novo ano que começa.... enjoy!


Cap.22 

Nos últimos dois meses, a vida de Kate Beckett mudara em 180 graus. Após finalmente ceder aos encantos do escritor, ela se viu em uma rotina completamente diferente da que tinha antes. Passava a maioria de seus dias no loft. Em proporção, ficava apenas 2/7 da semana em seu apartamento para cuidar de coisas triviais ou quando estava trabalhando em um caso mais complicado que exigia dela mais horas na delegacia. Diante dessa situação, Castle cuidava de Dylan.  

Era cada vez mais evidente a ligação entre ela e o bebê. Mesmo não assumindo o título de mãe oficial, o que para Beckett era ela mesma dizer que era a mãe do menino, seus atos falavam por si. Quando questionada por estranhos, ela dizia que o menino era filho do namorado, o que alguns contestavam dizendo que o menino era a cara dela.  

E tinham razão. Dylan estava muito parecido com Kate com exceção dos olhos azuis.  

Maddie embora soubesse da relutância da amiga, ficara impressionada de ver a maneira como Kate cuidava do bebê e ainda encontrava tempo para o trabalho e Castle.  

Sim, Castle fora outra mudança positiva na vida da detetive. Era impossível não notar o olhar apaixonado que ela dirigia a ele. Mimo era a nova palavra incorporada ao dia a dia da detetive. Castle sempre arranjava uma forma de mima-la, seja com jantares, presentes, pequenas aventuras. Eram momentos de calmaria na vida da tão já sofrida e traumatizada Beckett.  

Ela acabara de chegar ao Q3 com o bebê no colo. Estava de folga e Castle tinha uma reunião na editora. Aproveitou para visitar a amiga. Maddie como sempre fez festa ao vê-los.  

— Kate!!! Dylan!! Que maravilha vocês aqui. Vieram me ver ou comer? E cadê seu daddy?  

— As duas coisas. Castle está trabalhando na editora e aproveitamos a folga para vir fofocar com a titia, não Dylan? - o bebê olhava para Maddie.  

— Madiii... 

— Oh! Vem cá, fofinho! Vamos sentar em um lugar tranquilo que não nos incomodem. Minha amiga, você está cada vez mais radiante. Qual o segredo de Castle?  

— Muita risada e muitas noites divertidas, por diversão quero dizer... 

— Olha só, aproveitando os talentos na cama do escritor. Quem diria, hein? E pensar que você relutava em se render a eles. Tudo bem que ainda não me conformo por você não me contar os detalhes picantes, mas… É bom vê-la sorrindo e feliz, Becks. E essa fofura está dando muito trabalho?  

— O usual. Agora que está engatinhando temos que ficar de olho. Ele pode não ser filho natural de Castle, mas por Deus! É tão teimoso e afoito como o pai. Não para quieto. Muito danado. Às vezes fico com pena da Martha, não é fácil tomar conta dele. Outro dia ele quebrou uma peça de vidro por pouco não se cortou.  

— Taí algo que achei que não ia ver. Becks contando histórias de travessuras de bebê. A maternidade faz bem a você, Kate.  

— Maddie...  

— Ótimo, negue o quanto quiser. Esse seu papo de tia não cola comigo. Algum plano para os próximos dias?  

— Na verdade sim, Castle está programando uma ida aos Hamptons. Aproveitar o thanksgiving. Fim de semana em família foram as palavras dele. Claro que quer levar a mãe e a filha para ficarem de babá de Dylan faz parte. Sabe como a mente dele funciona.  

— Que melhor lugar para namorar? Uma praia, um por do sol, jantar romântico, lagosta e muito sexo.  

— Maddie!!! 

— Ué! Vai dizer que não é exatamente isso que está pensando? Você não me engana, Becks - ela riu.  

— Tudo bem. É verdade. Estou louca para curtir os Hamptons com Castle. É um programa há muito tempo adiado.  

— Você está apaixonada mesmo, não? Conta para mim, Becks, ele já disse que te ama? - o olhar assustado da amiga dizia tudo - ah, por favor! Você ainda tem dúvidas? Ele é louco por você.  

— Maddie estamos juntos há pouco mais de dois meses.  

— Kate, na sua mente e por sua causa estão juntos há dois meses, mas para Castle? São anos! Eu lembro do jeito dele com você quando o conheci, a forma como te olhava durante o processo de adoção. Ele te adora. É amor, Becks. Você sabe ou melhor, você sente em cada gesto. Vocês não transam, fazem amor. Eu sei, não adianta negar. Está no seu olhar quando fala dele.  

— Maddie, amor é um sentimento muito forte.  

— Sim, por isso sei que é exatamente o que existe entre vocês. Amor. Por que outro motivo você acha que os dois se arriscam nesses casos perigosos? Salvam e protegem um ao outro? Não está apenas relacionado a sua profissão, faz isso porque se importa, porque o ama. Essa será mais uma afirmação que vai para a lista de coisas que Kate Beckett precisa admitir - Kate ficou vermelha. Ela beijou a cabecinha de Dylan, ficou pensativa.  

— Kate, me diz uma coisa, a quanto tempo conhece Castle?  

— Quatro anos.  

— E você acha que ele estaria ao seu lado todo esse tempo, te pediria para assumir a guarda de uma criança com ele, se não a amasse? Pense bem. E tem mais uma coisa, se algum dia ele disser as três palavras para você, mesmo que não se julgue pronta para retribuir, por favor, não surte. Não fique procurando desculpas para ignorar os sentimentos dele e os seus, apenas aceite. É muito bom ouvir um "eu te amo", Becks. Bom demais.  

Beckett sorriu. Ela nunca tinha parado para pensar sobre o que Maddie acabara de lhe dizer. Elas conversaram mais um pouco, Maddie trocou a fralda de Dylan enquanto Kate comia e se despediram com a promessa de Kate voltar e contar como fora o seu fim de semana. 

— Claro que posso esquecer os detalhes íntimos e quentes… mesmo assim, quero saber. 

— Quando você vai aprender que intimidade é algo bem sério em um relacionamento? - Maddie revirou os olhos. 

— Tchau, Becks… tchau, Dylan! - o menino sorria para tia e dava tchau.  

Dois dias depois  

Ao chegar no loft depois de leva-lo ao parque, ela deixou o bebê com Alexis para tomar um banho. Quando retornou à sala, encontrou Castle deitado no chão brincando com o filho. Ela pisou de leve no bumbum dele.  

— Já em casa? Terminou tudo ou brigou de novo com Gina?  

— Oh, mulher de pouca fé. Terminei tudo, não ia arriscar perder nosso fim de semana para escrever. Chega já passei dois dias com ela - ele percebeu que ela continuava pisando no seu traseiro - está macio o bastante para você?  

— Ah sim, muito bom - pisou mais forte. Dylan percebendo que ninguém dava atenção a ele, logo reclamou.  

— Daadaddy...  

— Pare de me olhar e dê atenção ao seu filho, Castle. Vou fazer o jantar.  

— Kate, seria muito pedir para você fazer aquele frango?  

— Claro que não, Alexis. É até mais prático. E Dylan pode comer um pedacinho do frango puro também.  

— Você anda mimando muito esse pessoal, Beckett. Vão ficar mal acostumados. 

— Olha quem fala... - ela se abaixou apenas para beliscar o traseiro. 

— Ouch! Olha a violência! Dylan, Dylan... o que posso fazer com uma mulher dessas... se cuide, garotão.  

— Pare de reclamar, Castle - ela começou a mexer nas coisas da geladeira, colocou panelas no fogo e pegou a assadeira - que horas iremos amanhã para os Hamptons?  

— Estou pensando em sair cedo. Oito da manhã, assim evitamos o trânsito na estrada afinal é sexta-feira. Muitos irão fazer o mesmo que nós. E não se preocupe com o jantar de ação de graças. Eu encomendei. E obrigada por aceitar comemorar na sexta em vez de hoje.  

— Não é que não estejamos comemorando hoje também, vamos jantar juntos - ela temperava o frango - eu nem lembro quando foi meu ultimo jantar de thanskgiving… acho que eu estava com o William. 

— O almofadinha do FBI? - viu Castle entortar a boca, percebeu que ele ficara chateado com o comentário. 

— Desculpe, eu não devia ter dito isso. 

— Tudo bem. Acho que vou dar um banho no garotão. 

— Castle, é melhor esperar o jantar. Ele vai se sujar todo outra vez. 

— Você tem razão.  

Beckett se concentrou em preparar o jantar. Mais tarde, estavam todos ao redor da mesa saboreando o frango. Ela se ocupava dando a comidinha de Dylan. O menino pareceu estar gostando da mistura de frango e purê de batata. A boquinha estava toda lambuzada, o que fazia Kate sorrir feito boba. Ao terminar, ela mesma deu banho no menino colocando o pijama e entregando para o pai enquanto preparava a mamadeira. Quando ele finalmente dormiu, ela foi arrumar as coisas para o dia seguinte. 

Partiram para os Hamptons no dia seguinte por volta das nove da manhã. O tempo na estrada foi ótimo. Conseguiram chegar antes do meio-dia na casa. Beckett ficou impressionada com o que vira. A mansão de Castle era deslumbrante. A vista da praia, a calmaria. Seria um fim de semana perfeito. 

Arrumou suas coisas e as de Dylan no quarto de Castle. Eles haviam trazido o berço móvel que estava no loft para o bebê. Após tudo organizado, Castle checou se os preparativos do jantar estavam encaminhados com a sua funcionária. Vendo que não precisava se preocupar, ele sugeriu que fizessem um passeio pelo lugar. Saíram os três. Passaram boa parte da tarde na rua. 

Ao retornarem para casa, ela fez uma mamadeira para o bebê e o colocou para dar um soninho. Aproveitou a oportunidade para se cuidar para o jantar de algo mais. Castle a observava enquanto se despia. 

— Quer ouvir quais são os planos para o fim de semana? Hoje jantamos juntos, em família. Amanhã será dia de praia. A primeira experiência de Dylan. Mal posso esperar. Você trouxe um roupa de banho, não? 

— Claro que sim. 

— A noite, seremos somente nós dois. Quero te levar para jantar no restaurante do pier. Você irá comer a melhor lagosta da sua vida. Depois podemos namorar um pouco… minha mãe pode ficar com o Dylan. E no domingo, podemos curtir a preguiça, depois piscina, um churrasco. O que acha? 

— Você pensou em tudo. Quem sou eu para reclamar? Mas talvez possamos fazer um ajuste. 

— Hum, que tipo de ajuste? - ela se aproximou dele somente de calcinha. Colocou as mãos sobre o ombro dele. 

— Que tal incluir um banho de espuma antes do jantar de hoje? 

— Eu posso conviver com isso… - ela o puxou pela mão para o banheiro. 

Por volta das sete da noite, eles desceram as escadas para a sala de jantar. A mesa estava lindamente arrumada e Beckett se surpreendeu com a quantidade de comida. 

— Meu Deus, Castle! Tem comida para servir umas vinte pessoas. Por que você é tão exagerado? 

— Até parece que você não conhece meu pai, Kate. 

— Ao invés de criticar, por que vocês não pensam no lado positivo? Teremos comida gostosa para todos os dias aqui - Martha surge na sala trazendo Dylan. 

— Olha quem acordou. Já aproveitei e arrumei-o para festa. 

— Hey, baby boy… você está lindo - Kate o pega no colo e beija o rostinho do bebê. Ele estava com quase dez meses. Segura-lo no colo por muito tempo já cansava. Mesmo assim, ela adorava.  

— Vamos nos sentar e comer? - disse Castle. 

— Não vai dizer nada antes, pai? 

— Claro que sim - ele esperou todos se acomodarem. Kate colocou Dylan no carrinho - estamos falando do dia de ação de graças. Tenho muito a agradecer. Pela minha família maravilhosa, por meu mais novo filho, o novo membro do clã Castle e por Kate - ele olha com ternura para ela, Beckett aperta a mão dele - tem sido um ótimo ano - ele ergueu o copo - um brinde aos novos recomeços - eles brindaram e começaram a comer. 

Tarde da noite, após ter colocado Dylan adormecido no berço ao lado da cama deles, Beckett trocou seu pijama. Estava sentada na cama ao lado de Castle. Notou que ela estava pensativa. 

— Um beijo por seus pensamentos - ela se inclinou beijando-lhe os lábios. 

— É engraçado. Como a vida se apresenta. A fatalidade de uma pessoa, torna-se a felicidade de outra. Estou falando de Anna, você e Dylan. Um bebê mudou completamente nossas vidas em poucos meses. Talvez eu nunca me imaginasse aqui. Dylan me mostrou outra forma de encarar a vida. Sou grata por isso. 

— É, um bebê de seis meses operou maravilhas para nós, não? Eu amo a ideia de ser pai outra vez. E poder dividir essa experiência com você, estar ao seu lado… é incrível. 

— Dylan me trouxe você - Kate olhava intensamente para ele. 

— Eu já estava ali, Kate. Dylan apenas ajudou-a a enxergar além do escritor, além do parceiro - ela sorriu - e se não fosse o bebê, seria de outra forma. Não sou de desistir fácil. 

— Você pode ser bem insistente. 

— E você bem teimosa - rindo ela o beijou outra vez. Castle a aconchegou em seus braços. Liga a tv - será que tem algum filme interessante passando hoje? 

— Sério? Você quer assistir um filme agora? - ela o fitava sem acreditar - Pensei que gostaria de outro tipo de diversão… - ela acariciava o peito dele. 

— Oh, detetive… você me conhece tão bem…mas eu falei do filme porque eu tenho uma curiosidade. 

— Qual? 

— O filme “An Affair to Remember” ele tem algum significado para você, não? Não me entenda mal, sei que você tem um lado romântico, mas quando nós assistimos…

— Você está se referindo ao meu choro - ele anuiu. Olhando diretamente para Castle, via a curiosidade dominarem aqueles olhos azuis - tudo bem. Lembra quando eu contei sobre Temptation Lane? A historia é um pouco parecida. Meu pai estava viajando a trabalho. Eu tinha 14 anos e estava chateada porque o garoto que eu gostava me esnobou. Cheguei em casa chorando. Minha mãe disse ter o remédio perfeito para isso. Na verdade, ela estava doida para ir ao cinema assistir um romance porque provavelmente não convenceria meu pai a ir com ela. Fomos ao cinema assistir “Sintonia de Amor”, muita pipoca e doces. Eu fiquei intrigada com a referência ao outro filme então minha mãe disse que era um dos seus preferidos. Ela me fez assistir assim que chegamos em casa. Lembro de suas palavras “Katie, você é muito nova para chorar por garotos. Espere para chorar por alguém que valha a pena. Espere seu Nickie”. Ela inclusive disse para mim que sua ideia de encontro perfeito seria terminar a noite no alto do Empire States, porém ela nunca realizou seu sonho. Meu pai é muito desligado para essas coisas. Essa é a história. Naquele dia, todas as lembranças vieram a minha mente. Eu já estava um pouco vulnerável emocionalmente. Acho que somente contribuiu. 

— Interessante. Gostei. 

— Agora que já esclarecemos meu choro, que tal… - ela nem precisou terminar a sua proposta. Castle sorveu os seus lábios intensamente deitando-a na cama. 

O sábado começou agitado. Dylan acordou sete da manhã reclamando de fome. Beckett levantou para preparar o leite.   

— Bom dia, meu amor. Meu baby boy está com fome? Vou pegar uma mamadeira para você - ela se inclina no berço devorando a barriguinha dele, o menino agarra seus cabelos e solta gritinhos de alegria. Ela o tira do berço, nota que Castle já está sentado na cama - você acordou o daddy, baby boy. Quer ficar com ele? - caminhou até a cama onde Castle esfregava os olhos. Tinha um sorriso despontando nos lábios. Colocou o bebê em seu colo e deu um selinho rápido no namorado.  

— Poxa… é só isso que mereço de manhã cedo? Depois da noite de ontem? - ela riu. Voltou a beija-lo, Dylan que estava no meio dos dois voltou a reclamar.  

— Chega, Castle. Tenho que fazer o leite do seu filho. Eu já volto - sorrindo ele ergueu o menino fitando-o.  

— Hey, garotão... ela não é linda? Vamos nos divertir na praia hoje. Eu, você e Kate. Ah, e será uma noite especial. Ela mal pode esperar - Beckett voltou ao quarto com a mamadeira na mão. Sentando-se na cama, viu o bebê engatinhar até onde ela estava apenas para se deitar em seu colo pedindo pelo leite. Kate o abraçava e acariciava seus cabelinhos enquanto Dylan sugava avidamente a mamadeira.  

— Vamos para a praia, baby boy? Castle, não acha que estará frio para ele?  

— Está fazendo sol e milagrosamente 22 graus. Não ficaremos muito tempo. Quero que experimente o mar, a areia. Vai ser muito bom para ele. Tem que se acostumar para o verão. Vou buscar café para você.  

Ele se levantou da cama. Estava apenas de boxer.  

— Hey, Castle? Vá devagar. Quero apreciar a vista - ele virou-se fazendo uma careta e o que viu foi uma Kate sorrindo com uma cara sonhadora olhando na direção do seu traseiro - você está me atrapalhando... 

— Nossa... me sinto um objeto sexual - ela gargalhou.  

Quando ele voltou ao quarto com a caneca de café para ela com um coração desenhado, encontrou Beckett de maiô e short, Dylan com a sunguinha e uma camiseta. Ela pegou a caneca e sorveu o líquido quente. Delicioso, como um bálsamo.  

— Melhor que isso apenas... - ela o beijou longamente, ao soltar os lábios de Castle, comentou - isso.  

— Gostei do maiô embora estava esperando um biquíni - ela riu - vou me arrumar.  

Quinze minutos depois, eles sentavam a mesa para comer. Alexis se juntaria a eles em pouco tempo, assim que trocasse de roupa. 

O bom de se ter a praia no quintal de casa era a privacidade que se conseguia. Beckett segurava Dylan em seu colo, Castle ajeitava as cadeiras de sol junto com Alexis. Ela decidira caminhar com o bebê para perto da agua. O cheiro do iodo fez Kate inspirar profundamente. Agachou-se para encostar os pezinhos de Dylan na areia, segurava suas mãozinhas. O primeiro contato com a areia macia fez o bebê encolher os dedinhos. Ao sentir os pés afundando, ele olhou para Kate como se quisesse uma explicação. 

— Você gostou baby boy? É geladinho? Vamos caminhar um pouquinho? - ela apoiava os bracinhos do bebê, as costas dele ligeiramente tocando suas pernas para protege-lo caso caísse. Dylan ensaiou uns passinhos, ao sentir a areia se misturar entre os dedos pareceu gostar do que acontecia. Kate ria vendo o jeito desengonçado que ele caminhava. Ela decidiu molhar os pés do bebê na agua. Quando Dylan sentiu o contato da agua gelada, deu uns gritinhos. 

— Está gostando, baby boy? - ela se ajoelhou na agua, segurando-o. Dylan batia palminhas. Não resistindo, Kate o encheu de beijos. Castle observava a cena abobalhado. Como ela poderia ser tão adorável? Agora, Beckett sentara-se na beira da agua mostrando conchinhas para o bebê, fazendo com que ele tivesse todas as experiências possíveis. Ela inclusive deixou-o engatinhar na areia, mas Dylan achou estranho e voltou a sentar-se. Em seguida, batia agua com os pezinhos apoiado nos braços dela. Foi brindada com um “mamama”. Kate resolveu entrar um pouco mais no mar. Alexis olhou para o pai. 

— Feche a boca, pai. Vai acabar babando. Por que não vai se juntar a eles? Aproveite! A propósito, chamei o Ashley para vir aqui hoje, tudo bem? 

— É, está… - ele respondeu sem prestar atenção ao que a filha dizia fascinado pela mulher e o bebê. Começou a andar na direção deles. Ouve a gargalhada de Kate e os gritinhos de Dylan seguidos de outro “mamama”. O vento esvoaçava seus cabelos. Ele entrou na agua ficando ao lado dela. 

— Hey, garotão! Está gostando do banho de mar? Parece que você não é o único. Só acho que deveria livrar-se desse short, Kate - o olhar safado a fitando. Ela riu e bateu o cotovelo nele. 

— Ele está amando, Castle. Olha a alegria dele - Dylan batia as mãozinhas na agua e se assustava, logo se recuperava e olhava para Kate como se a chamasse para brincar. Castle pegou-o em seu colo por um instante. levando-o um pouco mais para dentro do mar, Beckett os acompanhou. Os três brincaram bastante na agua, Castle sugeriu que voltassem a praia. Tinha trazido uma piscina inflável que podia manter Dylan ocupado e Alexis poderia vigia-lo enquanto eles curtiam um momento a sós. 

Ela certificou-se de que Dylan estava bem acomodado na piscina, tirou o short expondo o corpo no maiô. Castle a olhou de cima a baixo, sorrindo. 

— Você está irresistível, sabia? Eu me recordo daquela vez em LA. Meu coração quase saiu pela boca. Aliás, você adora fazer testes com meu coração - ela estendeu a mão para pegar a dele. Puxou-o em direção ao mar. No meio do caminho, ela o tomou em um beijo apaixonado envolvendo seus braços ao redor do pescoço dele deixando as mãos deslizarem pelo peito de Castle acariciando-o enquanto seus lábios estavam ocupados mordiscando o lóbulo da orelha, descendo até o pescoço e retornando à boca. 

— Nao faz isso, Beckett… Deus! 

Rindo, ela finalmente entrou na agua com ele. Não esperava que estivesse tão gelada. O corpo se arrepiou com a temperatura, o que fez Beckett agarrar-se ainda mais no corpo de Castle. 

— Está frio! Por que não me disse que estava tão gelada? - ele a pressionou com força contra o seu corpo. 

— Acho que teremos que nos manter ocupados para a temperatura subir, não? Entende o que eu quero dizer? 

— Pervertido… - mas simplesmente não conseguiam se afastar, entre beijos e caricias, os dois passaram um bom tempo de molho no mar. Beckett não perdeu a chance de provoca-lo usando as mãos para atiçar o membro dele, porém apesar de excitado, Castle não deixou por menos. Afastou parte do maiô dela nos seios e sorveu-lhe o mamilo fazendo Beckett gemer. Roçava com o dente puxando-o, instigando até abocanhar por completo o seio. Kate sentiu as pernas amolecerem, teve que se agarrar na cintura dele com força. Jogou a cabeça para trás. 

Ninguém sabia o que estava acontecendo no mar. Castle tinha suas costas para a praia. Kate sumia atrás dele. Quando soltou o seio dela, pode ver o quanto estava vermelha. Os olhos amendoados gritavam desejo. 

— Apenas um pequeno lembrete para não me provocar, detetive. 

— Meu Deus, Castle. 

— Acho que podemos voltar para a praia. O garotinho precisa de atenção e essa brincadeira me deu fome. Que tal um pedaço de torta de abóbora? 

— Acabou? É isso? Você vai me deixar assim? Louca de vontade de…

— Mais tarde, Kate - ela revirou os olhos. Recompôs-se e finalmente saiu da agua. 

Dylan estava sentado na piscina rodeado de brinquedinhos de plástico. 

— Hey, baby boy. Está se divertindo, meu amor? Alexis está brincando com você? Obrigada, você não deveria estar de babá. Seu pai é muito folgado! 

— Não me importo. Dylan é um fofo e gosto de passar um tempo com meu irmãozinho. Aproveito para treinar - ao ver a cara de pânico de Castle, Kate e Alexis gargalharam e fizeram um high-five. 

— Devia ter filmado a sua cara. 

— Sem graça! Vamos acabar com essa conversa. Comer. Sim, comida é sempre um bom tópico. E você - ele olhou para Beckett que ria, querendo ser mais enfático - pare de incentivar esse tipo de assunto. 

— Querendo ser bravo, Castle? - ela segurou a mão dele - fica bonitinho bravinho. Vem, seu  mal é fome. 

Eles fizeram a refeição na área externa da casa. Depois, Beckett se ocupou dando banho em Dylan, uma mamadeira e fez o bebê dormir. Na sala, eles tomavam um café na frente da lareira. Martha estava ao piano e Alexis saíra com Ashley para dar uma volta. Kate estava deitada no sofá enquanto Castle fazia uma massagem em seus pés. Um chorinho começou. 

— Dylan acordou. Vai pega-lo? 

— Claro. Nao se levante - ele ja estava de pé inclinou-se para beija-la. 

— Hum, é bom ser mimada. 

Castle retorna para a sala com Dylan no colo e uma sacola de brinquedos. Espalhou-os no chão , colocando o bebê no tapete em frente a lareira. Kate sentou-se ao seu lado para curtir o menino um pouco. Uns quinze minutos depois, Castle desapareceu. Quando voltou trazia uma bandeja com vasilhas de sorvete. Ela voltou para o sofá, o bebê estava concentrado brincando. Beckett saboreava o sorvete. De repente, se assustou com algo em sua perna. 

Dylan simplesmente tinha ficado em pé segurando em sua coxa. 

— Mamama…deideidei… 

Baby boy, o que você está fazendo de pé? Oh, meu Deus! 

— Acho que ele quer sorvete, Beckett. Sua culpa. 

— Minha? 

— Deideidei… mamama…

— Foi você que deu sorvete no parque para ele. 

— Você quer sorvete, baby boy? Quer? - ela mexia com a colher para transformar em liquido - Castle, acho que deve estar com fome. Melhor preparar algo, não vou enche-lo de chocolate. 

— Vou cortar umas frutas, mas ele vai querer mais que uma colher. 

— Como você conseguiu ficar de pé? Você é um bebê muito inteligente… é sim - Beckett sorria para Dylan oferecendo a primeira colher. Ele devorou rápido abrindo um sorriso. As mãozinhas fincadas na coxa de Beckett mostravam que não estava disposto a se satisfazer com uma apenas. Ela riu - você é bem filho do seu pai mesmo - deu outra colher ao bebê. A felicidade de Dylan foi tanta que deu um gritinho e bateu palmas, caindo sentado no instante que soltou a coxa de Kate. Não pareceu se importar. Segurando as pernas dela, ele se colocou outra vez de pé muito rápido - muito bem, baby boy - Kate estava maravilhada. Castle tentou engana-lo com as frutinhas, aceitou a primeira colher, porem não quis a segunda. 

— Mamama… deideidei… - mudaram de tática. Kate ofereceu a colher com as frutas. Dylan assim que percebeu o que era, cuspiu. 

— Ah, não… o que faremos? 

— Diga você, ele quer o sorvete - Beckett pensou por alguns segundos pegou duas colheres do sorvete derretido e jogou sobre as frutas. Ofereceu para Dylan. Ele aceitou tranquilamente, já pedindo mais - e não é que funcionou? - acabou comendo tudo. Ela o pegou do chão, colocando-o com os pezinhos apoiados em seus joelhos. Soprava a barriguinha dele. 

— Danadinho, já quer comer as porcarias que seu daddy tanto gosta. Não vou deixar… você vai ser saudável. 

— Ele sabe o que é bom, não garotão? Esse negocio de aveia, quinoa, brócolis não está com nada! - Beckett riu balançando a cabeça. 

Mais tarde, eles alimentaram o bebê com verduras, arroz e peru. Beckett preparou uma mamadeira e pediu para Castle coloca-lo para dormir enquanto ela tomava banho. Tinha reserva para as nove da noite e não queria dar trabalho a Martha.  

Beckett estava apenas de calcinha e sutiã perambulando pelo quarto quando Castle apareceu. Não perdeu tempo. Foi logo agarrando-a por trás e beijando-lhe a nuca. 

— Para, Castle. Precisamos nos arrumar ou vamos perder as reservas. Ele dormiu? 

— Como um anjinho. O que você quer que eu faça? Fica me provocando andando para lá e para cá com esse corpo maravilhoso e… - ela beijou-o vagarosamente - viu? Não provoca… 

— Isso é para você se aguentar até mais tarde. Qual o traje desse restaurante? Não sei se tenho uma roupa apropriada. É fechado? Faz frio? 

— Ele tem um ambiente fechado. mas eu reservei a mesa na varanda para apreciarmos a vista. Com o mar tende a ficar frio. Por que? 

— Terei que usar manga comprida e talvez um casaco ou… eu trouxe um vestido preto com mangas três quartos. Eu não sei…

— Qualquer coisa que você vestir será ótimo. Se colocar um saco de papel ao redor do seu corpo ficara linda - ela enrubesceu - agora está mais linda - ele beijou o rosto dela. 

— Vou chegar a alguma conclusão. 

Quinze minutos depois, ela deixou o banheiro completamente maquiada e trajando uma saia na altura dos joelhos preta, e uma blusa de manga três quartos igualmente preta com um decote incrível nos seios. Jogou uma capa fina e transparente também no mesmo tom, os saltos finos e altos como gostava e os cabelos soltos. 

— Eu não disse? - Castle sorria - Perfeita! 

— Você também não está nada mal. Gostei da cor - ele usava uma calça bege social e uma camisa de botões e mangas compridas que enrolaram ate o cotovelo na cor salmão. Colocara um casaco marrom por cima. 

— Vamos? 

— Sim, só quero dar mais uma olhada em Dylan antes. 

— Claro - ela se debruçou no berço do bebê. Olhava com carinho tocando seus cabelinhos de leve. Cheirou a cabecinha. Satisfeita, pegou a mão de Castle e desceram para a sala. Martha estava assistindo um filme com Alexis e Ashley. Na verdade, o filme estava em pausa para decidirem o que iam comer. 

— Dylan está dormindo no berço. Alexis, você tem a câmera em seu celular, certo? Espero que ele não dê trabalho a vocês. 

— Sim, Kate, nao se preocupe. Divirtam-se. 

— Voce está deslumbrante, Katherine. 

— Obrigada, Martha - de repente, Castle percebeu algo. 

— Espera, você vai dormir aqui? - perguntou dirigindo-se diretamente para Ashley, preocupado.

— Vai. No quarto de hospedes - disse Martha - relaxe, kiddo. 

— Vamos, Castle. Não quero chegar atrasada e estou com fome. 

— Mas…mas… 

— Castle, olhe para mim - ele obedeceu - temos planos essa noite, não? Pode focar em nós? - o jeito que ela se colocou na frente dele, deixou o olhar de Castle na direção de seu decote. 

— C-claro. 

— Ótimo. Não pretendo chegar cedo hoje - ela saiu puxando o escritor pela mão. Ashley olhou para Alexis rindo. 

— Ela sabe como dominar seu pai direitinho. 

— Ah, sim. Você ainda não viu nada. Domina muito bem. Especialmente quando ela está com raiva ou briga com ele.   
  
Castle e Beckett chegaram ao restaurante e foram conduzidos para a mesa reservada. Ele tinha razão, estava frio, porém a vista compensava. Castle ordenou um vinho branco, uma entrada de caranguejo e obviamente as lagostas ao termidor como prato principal. Sozinhos, eles brindaram. Não conseguiam tirar os olhos um do outro. Beckett esticou a mão para toca-lo. 

— Está gelada, amor. Quer meu casaco? - Kate inclinou a cabeça para o lada sorrindo. Era tão inesperado ouvi-lo chamando-a de amor - o que foi? - ela mordiscou os lábios. 

— Nada, quer dizer, é que… eu… você me chamou de “amor” e isso é doce e inesperado. Acho que ainda preciso me acostumar, sabe? 

— Kate, nós estamos juntos há três meses se contarmos os 21 dias, até mais. Não é a primeira vez que te chamo assim. Parece pouco de relacionamento, porém nos conhecemos há muito mais. São quatro anos juntos. Ainda se surpreende com o quanto eu gosto de você? O quanto significa para mim? Para Dylan? 

— Não, eu sei Castle. É apenas… - ela suspirou - eu passei muitos anos da minha vida sem isso. Você faz tudo parecer tão simples, tão certo. Eu confio em você, Castle. Ao mesmo tempo que é maravilhoso, também se torna assustador, mas de um modo bom. Consegue entender? 

— Perfeitamente. Eu conheço você, Kate. E entendo. O que só torna tudo o que estamos vivendo especial - ela baixou a cabeça, estava vermelha. Castle ergueu seu rosto para fita-lo com a mão em seu queixo - Sobre ser simples, não sou eu que declaro isso. A vida realmente é simples, não deveríamos complicar tanto - ele beijou-lhe os lábios carinhosamente. 

— Como você faz isso? - ela mordiscou os lábios - Deus! Eu não sei o que eu possa ter feito para… - ele a interrompeu. 

— Para me ter na sua vida? Ter amor, companheirismo, alguém que possa confiar completamente mesmo nos momentos mais difíceis com sua própria vida? Fácil. Você foi você. É o suficiente - ele a beijou outra vez, as lagostas chegaram. Sorrindo, ele completou - essa conversa ainda não terminou. 

— Não? 

— Está suspensa para apreciarmos o resto do nosso jantar. Depois, encontraremos uma forma de termina-la, levando a possível provocação para outro nível - ela riu - boun apettit. 

Eles degustaram da lagosta com vontade. Beckett não parava de elogiar o prato. Tudo muito saboroso. 

— Acho que foi a melhor lagosta que já comi em anos. Muito boa. 

— Fico feliz que tenha gostado. Eles realmente capricham. Pronta para a sobremesa? E sempre encerraremos com o café - ela sorriu. Comeram um doce igualmente maravilhoso, saborearam o expresso com chantilly. Castle pagou a conta e sugeriu uma caminhada no píer, podiam andar pela praia. Como um cavalheiro, ele colocou seu casaco nos ombros dela. Abraçando a namorada pela cintura, caminhavam lado a lado trocando caricias. Beckett acabou agarrando-se ainda mais no corpo de Castle para tentar driblar o frio. A temperatura não estava tão baixa, fazia uns 15 graus, porém o vento tornava tudo mais difícil. 

— Quer caminhar na areia ou seu corpo precisa se aquecer? 

— Seria bom você me aquecer um pouco, não era essa a sua ideia quando disse que levaria a conversa para outro nível? Se fizer a temperatura subir, será mais fácil caminhar na areia. 

— Muito esperta, você. Só que não é o momento de elevar a nossa conversa a esse nível que sua mente está pensando. Eu posso fazer seu corpo se esquentar um pouco - ele a abraçou bem rente ao seu corpo. Sorveu os lábios dela sensualmente. Com a mão na nuca de Beckett, aprofundou o beijo sentindo que ela o puxava cada vez mais para si. Propositalmente, ele acariciou um dos seios com a outra mão, instigando. Os dedos tocavam de leve a pele exposta através do decote. Afastou-se dela. 

— Conseguiu esquentar um pouco? 

— Eu quero mais… - ele via o desejo nos olhos dela. 

— Não tão rápido, Kate. Vamos, tire esses sapatos. Hora de caminhar na praia - mantendo-a ainda colada em seu corpo, eles começaram uma caminhada tranquila pelas areias ao som do barulho das ondas quebrando constantemente. Uma sensação de paz a invadiu. 

— Kate? 

— Hum? 

— Lembra quando você me perguntou como eu fazia isso, por “isso” entendo roubar seu chão, envergonha-la e deixa-la sem graça? Posso também imaginar que causo aquela sensação de arrepio e borboletas no estômago? 

— Castle, é bom você ter um bom ponto porque não é uma boa hora para ficar se gabando. 

— Responda. Minha definição de “isso” está certa? 

— Sim… mas não se ache! - ele riu. Não queria mais esperar. 

— Eu vou dizer porque isso acontece, porém quero que me prometa. Independente do que eu lhe disser hoje, não irá ficar fazendo analises ou encucada, nem se sentindo estranha ou errada na situação, porque nada disso será aceito por mim. 

— Você está soando muito complicado, Castle. 

— Na verdade, é bem simples. Eu aprendi a admira-la com o passar dos anos. Como profissional, como pessoa, como mulher. Nunca foi segredo para ninguém que eu gostava de você. Eu esperei, sofri com os Demmings e Joshs da vida, porém no fundo do meu coração, eu sabia que um dia você entenderia. Dylan me ajudou. Quando você aceitou a aventura de ser mãe de Dylan na minha farsa, eu já estava apaixonado, contudo eu tive a certeza de outra coisa, algo muito importante. A descoberta tornou o nosso momento com o garotinho ainda mais especial. Cada vez que eu a via faze-lo dormir, brincar com ele, cantar… meu coração só faltava explodir de alegria, de felicidade…

— Castle… - mas ele a calou com o indicador sobre seus lábios. Ela sabia o que viria a seguir. 

— De amor. Sim, eu não posso mais esconder o que sinto. Saiba que não espero nada em troca, eu apenas preciso dizer - os olhos azuis a fitavam, profundos, serenos - eu te amo, Kate. 

Um silêncio se instalou entre eles. Os olhos continuavam conectados. Beckett absorveu o poder daquelas palavras. Uma rápida sequencia de acontecimentos passou em sua mente. Então, ela sorriu. 

— Tudo bem, Castle. E-eu gostei de ouvir isso. De verdade - ela sorveu os lábios dele apaixonadamente. Em seguida o empurrou e saiu correndo pela praia. Castle corria atrás dela, mesmo sendo ligeira, ele entrou no jogo para provoca-la. O frio era um aliado, pensou e tão logo a ausência do casaco fosse sentida, mais fácil se tornaria para ele a alcançar. Beckett tentou provoca-lo, mas ele foi mais rápido derrubando-a na areia. Ela gargalhou. Castle ajoelhou-se ao lado dela tomando-lhe os lábios, o pescoço, a boca descendo pelo decote arrancando gemidos dela. 

— Cas… babe… - ele não estava interessado em ouvi-la. Não queria parar. Ele estava sobre o corpo dela, explorando. Reunindo suas forças, ela conseguiu mudar de posição ficando por cima dele. Roubando-lhe um beijo, Beckett se levantou - vamos terminar a festa em casa, Castle - esticou a mão para ele. 

— Está com medo de ser pega em flagrante, detetive? 

— Claro que isso conta bastante. Principalmente porque pode me fazer perder o distintivo. Mas não é por isso - Castle já se levantava limpando a areia das roupas. Ela se aproximou dele, brincou com o colarinho, deslizou os dedos nos lábios de Castle - acho que é um momento muito especial para ser desperdiçado na praia. Vamos terminar a noite como ela merece. Faça amor comigo, Castle. Na cama. 

— Seu desejo é uma ordem, Beckett. 

Eles chegaram em casa silenciosos. Pé ante pé, os dois subiam as escadas não querendo acordar ninguém, especialmente o bebê. A preocupação de pai falou mais alto e Castle abriu a porta do quarto de Alexis apenas para se certificar de que sua mãe cuidara do namorado da filha. Ela dormia sozinha. Ao ver o alivio no rosto de Castle, Beckett sorriu e beijou-lhe o pescoço. Esse lado de pai responsável sempre mexia com ela.

No quarto, foi involuntário checar como o bebê estava. Claro que Dylan dormia tranquilo agarrado ao elefante. Kate ajeitou as cobertas. Castle esperava observando-a. Ela não sabia, mas esse lado de mãe postiça o encantava. Ele sentia muito por não poder falar diretamente para a mulher a sua frente. Um passo de cada vez, hoje já dera um grande o bastante. Beckett virou-se para fita-lo. Caminhou até onde ele estava. Deslizando as mãos pelo peito dele, os olhos cravados nos seus. Os dedos começavam a desfazer os botões. Roçou o nariz no de Castle, beijou-lhe os lábios. 

— Pode repetir o que me disse na praia? 

— Quer ouvir outra vez? - ele parecia surpreso. Beckett beijou o pescoço dele, perdida na pele, a camisa já estava no chão. 

— Sim, é bom ouvir… - Castle ergueu seu rosto. Se iria dizer aquelas palavras novamente, teria que encarar os belos olhos amendoados. Suspirou, abriu um sorriso. 

— Eu te amo, Kate Beckett. Nunca duvide disso - foi a vez dela inspirar profundamente. O impacto daquelas palavras era capaz de deixa-la zonza. Mesmo não se sentindo preparada para retribuir o sentimento dele com as mesmas palavras, ela sabia que Castle conseguia perceber que gostava muito dele. Demais. 

— Então, faça amor comigo - o sorriso despontou nos lábios de Beckett.

Ele puxou-o pela cintura. Sorveu os lábios novamente enquanto as mãos procuravam o fecho da saia. Quando achou, em segundos a peça veio ao chão. Foi o momento de se concentrar na blusa. Quebrando o contato, ele puxou a roupa fazendo Kate erguer os braços para ajuda-lo a despi-la. Ao vê-la completamente nua a sua frente, não resistiu. 

— Perfeita… - as mãos de Castle deslizavam pela pele tocando-a, sentindo-a, era apenas o inicio de uma longa trajetória pelo universo do corpo de Kate Beckett. Deitou-a cuidadosamente na cama. Ela esperou pelo seu próximo passo. Castle tirou as peças de roupa que ainda possuía. Juntou-se a ela. Continuou o que fazia antes, o toque sobre a pele macia e fria despertava os sentidos da mulher deitava a sua mercê. Via os poros de Kate arrepiarem-se, ela leva-la a mão até os cabelos, remexia-se na cama. Os lábios beijavam seus ombros, seu colo, o meio dos seus seios. Em antecipação ao que viria, ela envolveu suas longas pernas na cintura dele. O gesto fez Castle sorrir. Ela estava ansiosa. Beijou um dos mamilos e brincou com ele usando a língua. Por fim, abocanhou-o sentindo as mãos de Kate em seus cabelos, gemendo e pedindo por mais. 

Ele continuou sua jornada, delicadamente tirou as pernas dela de sua cintura. Beijou o estômago, a região do umbigo, chegava a altura do ventre. Roçou os dentes na calcinha, provocando. Afastou as pernas e beijou-lhe o centro ainda sobre o tecido. 

— Castle… por favor… 

Castle retirou a calcinha. Kate gemeu se antecipando ao que iria acontecer em seguida, mas o escritor voltou a colocar seu peso sobre ela, roubando-lhe um beijo. Era intenso, carregado de desejo. Urgente, quase possessivo. Então, ele acariciou o rosto dela e tornou a beija-la carinhosamente. Beckett podia sentir o peso do corpo masculino sobre o seu, a excitação próxima a sua coxa. Ela queria tanto senti-lo dentro de si. Não resistindo, ela o empurrou de costas para o colchão. Sobre o corpo dele, Beckett usava os dentes e os lábios para provoca-lo ao longo de toda a extensão do peito de Castle. Segurou o membro dele, acariciou as bolas e sorriu vendo-o gemer e fechar os olhos. Deslizou seu corpo recebendo-o dentro de si. 

De tão excitada pelas preliminares e as emoções da noite, ela gritou ao senti-lo afundar-se dentro de si. As mãos de Castle estavam outra vez na sua cintura. Juntos, eles começaram a mover-se. A sincronia, as caricias, os sentimentos, tudo estava envolvido naquele ato. Ao perceber que ela estava próxima do orgasmo, Castle rapidamente mudou a posição. Com o domínio, ele a distraiu com um novo beijo apenas para se aprofundar ainda mais dentro dela. 

O tremor a fez gemer alto com a ultima estocada. Agarrando-se ao pescoço de Castle, ela se deixou receber a onda de prazer que quase lhe roubou o juízo. Por alguns segundos, ela não conseguia pensar em absolutamente nada. Apenas sentir. Seu corpo recebendo o de Castle, seu cheiro, sua pele. O orgasmo a deixou fraca. Extasiada. E quando achava que ia recobrar suas ações, ele tornou a se movimentar dentro dela, mordiscou seus lábios e com uma nova serie de caricias, afundou-se finalmente deixando o orgasmo o dominar. Ela já o abraçava sentindo os efeitos daquela demonstração do quanto era bom fazer amor com ele. Castle sussurrou em  seu ouvido. 

— Eu amo você, só…você… Kate… - ela beijou seu ombro, Castle não vira. Mas Beckett tinha um belo sorriso nos lábios. 

Minutos depois, ele estava deitado de lado abraçando-a. Os lábios beijavam o pescoço, o ombro. Suas mãos entrelaçadas sobre os seios dela. Beckett virou-se querendo um beijo. Perderam-se nos lábios um do outro. Castle já usava as mãos acariciando o corpo dela, prevendo um novo momento de prazer. Então, um chorinho os tira do transe. Dylan. Olhando para Beckett ele riu. 

— Alguém deve estar com fome. Essa é a parte chata de ser namorada de um pai solteiro. Nunca podemos ter certeza que não seremos interrompidos em um momento como esse. Comece a se acostumar, amor. 

— E quem disse que eu não gosto desses momentos? Prepare a mamadeira, vou tira-lo do berço - Castle levantou-se, vestiu o roupão e desceu para a cozinha. Beckett pegou a blusa dele, fechou os botões. Checou o relógio na cabeceira. Três e meia da manhã. 

— Hey, baby boy. Atrapalhando a noite do seu daddy… está com fome, amor? - tirou o bebê do berço. Beijou-o. Com ele no colo voltou para a cama - daddy já irá trazer seu leite. Então, você irá mamar e dormir até umas nove da manhã, combinado? Precisa deixar eu e seu daddy brincarmos um pouquinho, baby boy… - Castle apareceu no quarto, sentou-se ao lado dela entregando a mamadeira. 

— O que você está conversando ai, garotão? Nada de monopolizar minha garota, vou logo avisando. 

— Como o daddy é bobo, baby boy

— Deidei… mamama… - ela ofereceu a mamadeira. 

— Sou bobo, é? Por que? 

— Está com ciúmes de um bebê, Castle - ela sorria - não precisa. 

— É didicil competir com o Dylan. Voce se desmancha para ele. 

— Você também. Ele tem o mesmo efeito em nós, mas não precisa ficar com ciúme. Eu gosto dos dois igualmente - Kate não percebeu o que dissera, porém a frase foi muito especial para Castle, afinal indiretamente ela estava admitindo que o amava, tal como ao bebê. Ele sorveu-lhe os lábios em um beijo carinhoso. 

— Mamama…daadaddy… - Dylan não apenas terminara a mamadeira como a empurrara e agora tentava chamar a atenção dos dois apaixonados que por alguns segundos se esqueceram de que ele estava ali. Kate quebrou o beijo. 

— Que foi, baby boy? Já acabou? Vamos dar para o daddy bobo e eu farei você dormir - os olhos azuis do menino fitavam o pai. Castle mordiscou os pezinhos do filho. 

— Booboo daadaddy… daadaddy boobo… - Kate gargalhou. 

— Castle! Ele está te chamando de bobo. 

— Eu percebi, olha o que você fez, Beckett. Não sou bobo - o bico apareceu. 

— Ah, é sim. Meu bobo - ela beijou-o outra vez - daddy bobo, não Dylan? É sim, muito bobo. 

— Boobo… daadaddy… mamama

— Vamos dormir, baby boy. Não é hora de brincar - ela aconchegou o menino ao peito e cantou fazendo-o render-se ao sono. Dez minutos depois, ela colocava o bebê de volta ao berço. Castle reaparecera na porta do quarto. Desfazia o nó do roupão. Aproximando-se dela, começou a desfazer os botões da camisa. 

— Agora, onde estávamos mesmo? 

— Na parte que o bobo me leva para a cama outra vez. Hora da brincadeira, Castle.


E a brincadeira durou até depois das quatro da manhã quando finalmente adormeceram. 

Continua...

10 comentários:

Camila Lorrane disse...

OMG ja começamos 2017 em grande estilo que cap mais lindo. Dylan chamando Castle de Bobo awn que coisa mais gostosa ja ta quase andando. Maddie dando seus conselhos pra nossa Beks. Castle conseguiu dizer Eu Te Amo pra Kate. Ela toda apaixonada OMG Cap Hot 😍😍😍👶🏼👣

Silma disse...

Feliz ano novo Karen 😍 que esse ano seja muito feliz e cheio de coisas boas na sua vida.
E que tenhamos mais fic maravilhosas pra lê ❤️

Rosy disse...

Feliz ano novo Karen😘!OBRIGADO pelas fics maravilhosas!!

Rosy disse...

Feliz ano novo Karen😘!OBRIGADO pelas fics maravilhosas!!

cleotavares disse...

Amo muito essa fic, até a Alexis é legal. Quem diria, a Beckett toda soltinha com os Castle´s. Entendo perfeitamente essa obsessão pela bunda do Castle. E o baby boy já está ficando um rapazinho.

rita disse...

Belíssimo capítulo! Gostoso, amoroso, meigo, e a demonstração do que sentem um pelo outro, além do amor carnal que deixa arrepiada quem lê, o amor pelo bebê, uma das fics mais lindas que já li.Parabéns! Beijos Karen.

Vanessa Belarmino disse...

Happy new year! E começamos bem...
OMG! Maddie tentou me preparar para o que viria, mas nem me toquei... É como te disse, aproveitei tanto a caminhada que ainda não tô acreditando que estamos no paraíso (na mais linda paisagem). Claro que conhecendo a autora, sei que logo teremos bombinhas hahaha
Kate contatando as novas travessuras de Dylan é tão fofo, e como ela inclui Castle, dizendo que parece filho dele mesmo. Maddie preparou bem o caminho...
Hum, dois meses hein, vejo que Kate está aproveitando bem tudo... Pisando, beliscando, não aguenta ficar sem tocar aquele traseiro. Quem a culparia? hahaha
Quem mancada mencionar Will, Beckett, assim não da... Final de semana em família, nos Hamptons ♥♥
Temos tantos motivos para agradecer nessa fic, não é mesmo?
Castle desfilando de boxer tem que ser em "slow motion", para aproveitar bem a vista ahahaah
Eu adoro esses momentos de Dylan com mamama dele... As descobertas dele e o jeito que ela fica orgulhosa e babona com tudo que ele faz.
Adoro esses dois Alfas se provocando, todos ganham hahaha
"— Danadinho, já quer comer as porcarias que seu daddy tanto gosta. Não vou deixar… você vai ser saudável. " Mamama que manda, anotem...

"— Nada, quer dizer, é que… eu… você me chamou de “amor” e isso é doce e inesperado. Acho que ainda preciso me acostumar, sabe? " E falou aquela que mandou um "babe" antes da conversa sobre o relacionamento deles ou a mudança, no caso... hahahah
Obvio que eu ainda não estava esperando "eu te amo" e foram tres vezes (tres ocasiões). Kate tb gostou de ouvir e foi muito especial mesmo... Eu diria a que comemoração foi ótima. E a participação de Dylan tb... Adorei Kate negociando com ele... "Voce vai dormir ate as nove". Olha o que a convivência com Castle faz...
Eu aqui ja fico pensando em Beckett tendo seu momento de pensar sobre o que foi dito, racionalizar ou deixar sentir? E claro, a conversa do final de semana com Maddie. O que será que está mais fácil,Beckett se assumir mamama do Dylan ou ver que tb ama Castle? O tempo dirá...

Silma disse...

Eu acho tão lindo a forma como eles estão vivendo. A Kate por mais que não queira dar o braço a torcer ela já toda dona de casa e mãe de família.Isso é nítido. Faz e fala sem pensar.
Sabe a farsa?Virou verdade!
"Eu te amo,Kate" nem gritei véi 😌ele falou GENTE 😻 e ela teve uma reação tão linda(se levarmos em conta de quem estamos falando,Kate Beckett).
Amei o capítulo!!!

Priscila Barros disse...

Ai que lindinhos!!!!!! Eu sigo toda boba com essa fic e com o amorzinho desses três!
Tia Maddie sempre trazendo verdades, parece que estava prevendo um 'eu te amo' hauahauah ❤
O Dylan fofura cada vez maior e mais esperto! Já sabe que sorvete é maravilhoso hauahauahuhauahauahu, garoto esperto! E ele ficando em pé?! Essa fofurinha tem um jeito especial de fazer todo mundo ficar bobo de amor ❤❤❤❤❤❤
Esse jantar foi bem marcante e maravilhoso! Castle todo apaixonado dizendo que ama a Kate fez meu coração se derreter. Eles dois são lindos demais! ❤❤❤❤
Ai, obrigada por mais um capítulo lindo Kah. ❤

Gabriela Mendonça disse...

"Madiii" ai meu DEus... que lindinhooo gente...
"Olha só, aproveitando os talentos na cama do escritor. Quem diria, hein? E pensar que você relutava em se render a eles. Tudo bem que ainda não me conformo por você não me contar os detalhes picantes, mas… É bom vê-la sorrindo e feliz, Becks. E essa fofura está dando muito trabalho?" Maddie, a maluca que vc respeita. kkkkk "Não está apenas relacionado a sua profissão, faz isso porque se importa, porque o ama. Essa será mais uma afirmação que vai para a lista de coisas que Kate Beckett precisa admitir" Maddie é incrível, sempre com a verdade para tacar na cara da Kate.
"Eu já estava ali, Kate. Dylan apenas ajudou-a a enxergar além do escritor, além do parceiro - ela sorriu - e se não fosse o bebê, seria de outra forma. Não sou de desistir fácil." Depois de um jantar de agradecimento, palavras lindas para finalizar a noite... muito fofos;
"O primeiro contato com a areia macia fez o bebê encolher os dedinhos. Ao sentir os pés afundando, ele olhou para Kate como se quisesse uma explicação." primeira ida à praia é tão maravilhoso ver a descoberta deles...
"Você está irresistível, sabia? Eu me recordo daquela vez em LA. Meu coração quase saiu pela boca." quem n lembra de LA.
"— Apenas um pequeno lembrete para não me provocar, detetive." até parece kkkk ai é que ela vai provocar mesmo.
"Dylan simplesmente tinha ficado em pé segurando em sua coxa." Opaaa... baby boy querendo andar? O que a pessoa n faz para tomar sorvete.
"Castle, olhe para mim - ele obedeceu - temos planos essa noite, não? Pode focar em nós? - o jeito que ela se colocou na frente dele, deixou o olhar de Castle na direção de seu decote." Essa manja da arte de dominar o boy.
"De amor. Sim, eu não posso mais esconder o que sinto. Saiba que não espero nada em troca, eu apenas preciso dizer - os olhos azuis a fitavam, profundos, serenos - eu te amo, Kate." OMG, Castelinho disse eu te amo... aguenta coração, hein Kate Beckett...
"— Pode repetir o que me disse na praia?" Que fofinhaa... oh Deus, tomara que ela crie coragem de retribuir o gesto, com palavras pq com atitudes ja esta estampado...
"Precisa deixar eu e seu daddy brincarmos um pouquinho, baby boy…" kkkkkkkkkk morta com esse papo da Kate kkkkk
"Booboo daadaddy… daadaddy boobo… - Kate gargalhou." Meu DEus kkkkkkkkkk. Coitado do Castle com essa dupla ai.
"Na parte que o bobo me leva para a cama outra vez. Hora da brincadeira, Castle." Mostra a ela quem é o bobo.
Nossa ta muito fofo de ver esse casal... já quero o eu te amo da Kate.