quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

[Castle Fic] Baby Boom - Cap.25



Nota da Autora: E o Baby boy está de volta. Nesse capitulo vocês irão encontrar uma cena de Dylan inspirada no meu sobrinho. Também espero que não fiquem chateadas por um determinado acontecimento não mostrado, mas concordo com a Kate. O dia dos namorados se aproxima e com ele algumas bombinhas. Sim, vamos dar uma chacoalhada nessa história nos próximos capítulos! Enjoy! 



Cap.25  


Quando Kate terminou de arrumar Dylan, ela riu. Ele parecia uma bolinha de lã com tanta roupa. Não podia arriscar, estava muito frio lá fora. Saiu do quarto com o pequeno no colo. Entregou-o a Castle que já estava vestido. Foi se trocar. Vinte minutos mais tarde, eles caminhavam de mãos dadas até o parque.  

A paisagem era linda. Onde havia a grama verdinha, agora estendia-se um tapete branco e fofo. Poucas crianças se divertiam brincando na neve.  

Castle encontrou um lugar no qual poderiam deixar as coisas do bebê e também se divertirem um pouco. Segurando Dylan pelos braços, Kate começou a andar na neve com ele. Dylan estava achando muito diferente. De repente, ela sente um baque em suas costas, ao virar-se encontra Castle rindo para ela com outra bola de neve na mão.  

— Castle, não se atreva! - mas era inútil. Ele jogou a bola acertando Beckett no peito - Castle! - porém não segurou o riso. Lá estava ele, seu eterno menino - cuidado para não acertar o Dylan. O bebê sentou-se na neve. Ao vê-lo tentando pegar a neve, Beckett tirou as luvas. As mãozinhas tocaram o branco e automaticamente olharam para Kate.  

— Está gelado,meu amor? Está sim! Ai! Gelado! - ela brincava com ele rindo. Fez uma pequena bola e ofereceu para o menino - gelado, baby boy... ai - ela tocava a bola e sorria fazendo careta, o menino ria e a imitava. Ao virar-se para jogar a bola em Castle, ela o atingiu na perna. Não porque errara o alvo, mas porque se distraíra ao ver que ele acabara de fazer um boneco de neve.  

— Olha o que o daddy fez, baby boy! Um boneco de neve! Vamos ver? - pegou o menino em seu colo, se aproximou de Castle - quantos anos você tem mesmo? Ah! Lembrei. Nove anos e provavelmente movido por uma dose enorme de açúcar, eu devo culpar o excesso de cookies que ingeriu com as panquecas essa manhã.  

— Ah, Kate. Vai dizer que não ficou o máximo? O garotão gostou. Está rindo - estava mesmo e batia palminha. Beckett se aproximou com ele para que pudesse tocar o boneco. A mão de Dylan foi logo para a cenoura que Castle colocara no lugar do nariz. Depois o dedinho tocou a bola e quando afundou um pouco, ele olhou para Kate e falou.  

— Mamama... ado ado - e ria. Ela beijou o nariz do bebê. Ouvir aquele "mamama" tinha um novo sentido agora.  

— É gelado sim, meu amor. Quer ver o daddy reclamar? - ela pegou um punhado de neve e jogou em Castle acertando em cheio o ombro dele.  

— Beckett! - ela gargalhou, Castle olhou na direção dela - é guerra? - encheu a mão, porém ela foi mais rápida jogando outro punhado de neve no peito dele.  

— Castle, cuidado com o Dylan...  

— Sei, você está dizendo isso para eu não te atacar... não vai funcionar - jogou uma bola na direção dela, pegou na coxa.  

— Olha mãe! É o Castle e a Kate! Dylan! 

— Parecem duas crianças... - comentou Julia - se divertindo? - Sophia se aproximou do bebê, mexeu com ele.  

— Feliz natal, Dylan!  

— Feliz natal, Sophia - respondeu Beckett.  

— Faz tempo que não vejo vocês por aqui.  

— Estávamos ocupados.  

— Quer que eu segure ele um pouquinho para você se divertir com seu marido?  

— Por que não? - ela entregou o bebê a Júlia, Dylan estava muito ocupado prestando atenção a Sophia. Kate encheu a mão de neve e acertou Castle nas costas.  

— Hey! - ele gritou e revidou em seguida acertando Beckett no ombro. A brincadeira continuou até que Kate atingiu parte do boneco de neve derrubando-o - ah não! Você matou o Frosty! - Dylan ria e batia palminha.  

— Mamama... - Beckett se aproximou de Castle.  

— Claramente sabemos para quem é sua torcida, garotão... traidor! Se rendendo pelos cabelos bonitos, não? - disse Castle.  

— Sinto muito pelo Frosty. Posso te dar um beijinho para melhorar?  

— Um beijo? Claro! - ela sorveu os lábios dele carinhosamente. Castle envolveu sua cintura e sentiu algo gelado no seu pescoço. Ela não fez isso, pensou. Mas Beckett já quebrara o contato rindo.  

— Katherine Beckett, eu nunca pensei... - ele tirava o excesso de gelo da nuca - golpe baixo, detetive... já chega, não quero mais brincar. Vá cuidar do seu filho!  

— Vou mesmo! - ela caminhou até onde Julia estava - quem é o baby boy da mamama? Quem é?  

— Dy-an... Dy-an...  

— Oh, meu amor - ela tirou o bebê do colo da mulher beijando seus lábios e a cabecinha.  

— Ele está cada dia mais parecido com você, Kate - ela apenas sorriu, o menino mexia-se no colo dela querendo ir para perto do boneco de neve. 

— Dei dei… - ela o levou até o resto do Frosty, colocou-o no chão. Então, Dylan pegou um pouco da neve e levou à boca - ado, ado… - Kate riu. 

— Meu amor, isso não é para comer - limpando a boquinha do bebê, ela o pegou no colo outra vez, levantando-se do chão - vamos andando, Castle? Acho que Dylan já ficou tempo demais no frio - ele se aproximou dela. Colocou a mão na cintura.  

— Tudo bem, eu estou querendo um vinho e um copo daquele eggnog batizado para esquentar - eles não viram, mas Sophia tinha colocado um pouquinho de neve na mão de Dylan que jogou no ombro do pai - hey! Você aprendeu rápido, não? Deveria dizer que nós, homens, precisamos nos unir. Pensando melhor, você tem que defender sua mamama. Vamos? - ele segurou a mão de Kate - feliz natal para vocês.  

— Para vocês também - eles saíram caminhando de volta para o loft.  

Os dias passavam depressa. Havia sempre uma surpresa quando sua vida tinha uma criança e Castle. Ela estava curtindo cada momento. Passaram o ano novo nos Hamptons, voltaram para Nova York e a vida seguiu. Novos assassinatos, cenas de crimes, teorias malucas. A parceria investigativa ao lado de Castle continuava a mesma, em perfeita sincronia. Beckett acabou percebendo algo interessante. Quando Castle sugeriu a ela para agirem naturalmente no julgamento da adoção, ela não sabia definir o que seria esse "naturalmente", porém agora ela compreendia. Nada mudara realmente, continuavam sendo os mesmos. Faziam piadas, provocações, em casa dividiam as tarefas, cuidavam do filho. Eram eles. Exceto por um pequeno e muito importante detalhe: agora eles dividiam a cama, faziam amor. Ela sorriu. 

Bebeu um novo gole do café enquanto olhava o calendário na sua mesa. Fevereiro. Menos de uma semana para o dia dos namorados. Dois dias atrás, Dylan completara um ano. Na verdade, ela só descobriu sobre a data depois que toda a confusão da adoção passara. Foi difícil convencer Castle a fazer algo simples, apenas para os amigos. Bebês não entendem o significado de aniversário com um ano. Prometeu que poderia exagerar no segundo. Foi uma noite agradável. Apesar de não entender o que se passava, Dylan bateu palminha nos parabéns e acabou metendo a mão no bolo de chocolate. Todos se divertiram. Maddie ficou feliz ao ver a amiga no papel de mãe que sempre foi dela. Os pensamentos de Beckett voltaram-se ao dia dos namorados. Precisava pensar em algo. Castle a encontrou assim. Com a caneca de café nas mãos e um sorriso bobo no rosto.  

— Pensando em mim, detetive?  

— Haha... bem que você gostaria, não?  

— Eu sei que está.  

— Convencido!  

— Temos um caso para investigar sabia?  

— Vai me dizer como fazer meu trabalho, Castle? Estou esperando por um resultado do laboratório para trazer o suspeito para interrogatório.  

— Ah! E enquanto espera, pensa em mim.  

— Nem vou responder - ela foi salva pelo gongo, ou melhor, pelo telefone. Assim que desligou, levantou-se e foram fazer uma visita ao seu suspeito.  


Dia dos namorados  


Castle tinha um plano para a noite. Infelizmente, eles estavam no meio de um caso quente. Duas mortes conectadas, muito dinheiro envolvido e um assassino esperto demais com uma ficha bem pesada. Sim, sua namorada e detetive já identificara o cara e tinha provas para incrimina-lo, o problema se resumia a encontrá-lo.  

Ficar de tocaia não era bem o que Castle esperava para esse dia. Queria muito persuadir sua namorada a fugir cedo do distrito hoje.  

Sentados no carro de Beckett, ele batia os dedos na coxa claramente entediado.  

— Você acha que ele vai aparecer logo?  

— Não tenho ideia. Por que?  

— É dia dos namorados, eu só queria que pudéssemos sair cedo hoje, nos arrumarmos, ter um jantar a dois, namorar um pouquinho... um tempo para nós.  

— Castle, eu também gostaria. Temos que esperar. Você planejou algo?  

— Talvez... o restaurante é bem especial. Duvido que adivinhe onde irei te levar.  

— Gosto do segredo...  

— Se esse bandido deixar... - de repente, alguém falou na escuta de Beckett.  

— Parece que nosso suspeito resolveu aparecer. Castle, fique no carro, por favor - ela soltou o cinto de segurança e saiu do carro vestindo seu colete.  

Tudo aconteceu muito rápido. Quando o suspeito se aproximava do seu apartamento, um dos oficiais da patrulha deu bandeira. Esperto, o assassino entendeu que estava sendo vigiado, pronto para ser pego em uma emboscada. Então, sabia que podia fazer uma única coisa: fugir. 

No instante em que ela saiu do carro, Beckett entendeu que toda a operação tinha ido para o limbo. Ao ver o seu suspeito correndo na direção contraria do apartamento onde residia, ela começou a perseguição também correndo atrás dele. 

— NYPD! Parado! - claro que o sujeito não a obedeceu. Acionou Ryan e Esposito pela escuta e seguiu o mais rápido que conseguia. O suspeito era esperto. Fazia zigue-zague querendo engana-la ou fazê-la perder alguns metros de distância. Ela corria de arma em punho, derrubavam lixeiras, desviavam de pessoas. Castle que nunca obedecia a detetive, acabou deixando o carro em direção contraria a dela pensando em interceptar o sujeito. De repente, ela se viu em uma ruela. Ao final, havia uma grade bastante enferrujada que o assassino escalava. Beckett não pensou duas vezes, ao vê-lo pular já do outro lado, começou a sua escalada. Quando estava prestes a pular para o outro lado vendo o cara ganhar uma certa distância dela, não reparou que havia um pedaço do ferro exposto. Avançando na grade sentiu a fisgada na perna. Na hora que aterrissou do outro lado, a dor ao tentar fincar a perna ao chão foi terrível. Acabou caindo sobre o braço no cimento. 

Sangue. Sua calça estava rasgada. 

Mesmo com dor, ainda no chão, ela não se deixou abater. Precisava para-lo. 

— NYPD! Eu disse parado agora! - ela apontou a arma, mirou e atirou. Ouviu um grito e seu suspeito desmoronar a metros dela. Acertara sua perna. Gritou pela escuta. 

— Suspeito atingido. Policial precisando de reforços - então Castle surgiu se jogando sobre o sujeito para imobiliza-lo. Felizmente Esposito aparecera e rendera o criminoso. Somente nesse instante ele percebeu que Beckett estava caída. Castle corria afobado ao encontro de Beckett. Estava sentada fazendo careta e olhando para a roupa suja de sangue. Não tinha coragem de ver a extensão do ferimento. 

— Beckett! Meu Deus! Você está sangrando. 

— Castle, eu não mandei você ficar no carro? Por que é tão teimoso? 

— Você está ferida! 

— É só um arranhão! - ele rasgou a calça dela. O corte fora profundo, com grandes chances de infeccionar. Ao redor do local, começara a inchar. Ia levar pontos com certeza. Também havia um arranhão no antebraço direito devido a queda. 

— Só um arranhão, Beckett? Isso pode infeccionar. Olha o estado dessa grade! Ferrugem pura. Consegue se levantar? Precisará de pontos - ele estendeu as mãos para ela, porém ao tentar erguer-se, a fisgada de dor foi maior e quase tombou se Castle não a segurasse - ampare seu peso no meu ombro. Eu seguro você. Não force a sua perna esquerda. Vou leva-la para o hospital. 

— Eu preciso interrogar o suspeito. Posso chamar os paramédicos no distrito, não preciso ir para o hospital. Além do mais, o nosso suspeito também vai precisar de cuidados. 

— Mais uma razão para irmos ao hospital - mas Castle não ganhou a discussão. Ele praticamente a carregava até próximo ao carro. Ryan se antecipou e havia uma ambulância no local para tratar dos feridos. Beckett teve seu corte examinado, limpo, fez a sutura levando três pontos e foi medicada. Também tomou uma injeção contra tétano por precaução. Os paramédicos também trataram do suspeito. Por sua teimosia, voltaram ao distrito com o suspeito devidamente medicado, curativo na perna e por meia hora ela discutiu com o cara detalhes do crime. Conseguiu arrancar uma confissão dele. Estava exausta. Assim que saiu da sala de interrogatório com Esposito, com dificuldades e mancando, deu de cara com o seu superior. 

— Beckett, agora que você já prendeu o assassino, quero que suma da minha frente e desapareça desse distrito por dois dias, fui claro? Você precisa se cuidar. Está mancando! 

— Sim, senhor. Eu irei. Só preciso me recuperar um pouco. 

Caminhou até sua mesa, desabou em sua cadeira. Castle entregou uma caneca fresca de café. 

— Acho que nosso programa do dia dos namorados foi para o espaço… desculpe, Castle. 

— Isso é o que acontece quando sua namorada resolve dar uma de super-heroína. Mesmo assim, você não vai escapar de comemorar o dia dos namorados comigo. Posso mudar a programação. 

— Castle, eu estou ferida, cansada. E se duvidar aquela droga de remédio vai me deixar sonolenta. Sou a pior companhia para você hoje. 

— Não para o programa que tenho em mente. Pegue suas coisas, detetive. Você vai comigo para o loft - sabia que não adiantava contestar. Ele ia insistir até que ela cansasse. Não era ruim ficar com ele, sentia-se fraca e Castle poderia cuidar dela. 

Ao chegarem no loft, ela mancava. Andava apoiada em Castle. 

— Katherine, o que aconteceu? 

— Ela foi dar uma de detetive perseguindo um suspeito pelas ruas. Acabou se ferindo. 

— Está tudo bem, Martha. Foi apenas um corte. Dylan? 

— Dylan está dormindo, deve acordar daqui a uma hora com fome.

— Ótimo. Vou tomar um banho. 

— Tem certeza que consegue fazer isso sozinha? - Castle perguntou vendo Beckett mancar.  

— Eu posso tomar banho, Castle.  

— Cuidado com o corte, o paramédico disse que o material aguentava água, quero dar uma olhada depois como ficou - ela revirou os olhos. Após vê-la desaparecer em direção ao quarto, Castle comentou a mãe. 

— Acho melhor eu observar de perto o que a Srta. teimosia vai fazer. Tive que mudar nossos planos do dia dos namorados por causa disso. Será que poderia nos dar uma certa privacidade, mãe? 

— Claro, kiddo. Alexis foi ao cinema com Ashley. 

— Certo. Vou pedir comida para nós e fazer um programinha leve. Kate precisa relaxar. O dia não foi fácil. 

— Imagino. Bem, divirtam-se - Martha subiu as escadas.   

Após se certificar que Beckett não teria problema, ele foi providenciar os detalhes para curtirem a noite a dois. Ele sabia exatamente o que poderia agradar a namorada após um dia como esse. Poderia soar piegas, mas ele faria mesmo assim.  

Kate saiu do banho. Antes de vestir o pijama, ela avaliou o estado do corte. Estava bem feio. Vermelho e um pouco inchado ao redor. Ótimo! Mais uma marca no meu corpo, ela pensou. O arranhão do antebraço conseguido na queda estava ficando roxo. Suspirou. Por que tinha que enfrentar uma perseguição a um assassino logo no dia dos namorados? Estragara a noite deles. Ela tinha comprado dois presentes para Castle. Era difícil escolher algo para quem tem praticamente tudo! Um era de zoação, mas estava curiosa para ver a reação dele e vê-lo usando também. O outro, era mais singelo, um presente mesmo. Embora fosse algo simples. E tinha um ato simbólico. Não tinha ideia do que ele ia pensar quando visse. 

O pijama que ela usava era cheio vermelho com bolinhas brancas. Secará parcialmente os cabelos. Ao aparecer na sala, ela viu algumas coisas no balcão. Taças de vinho, pratos, comida. Sentiu o cheiro do filé do Le Cirque.  

— Hey... - ele se aproximou dela, beijou-lhe o rosto - hum, está cheirosa. Como está o corte?  

— Feio, mas vou sobreviver. É o nosso jantar?  

— Sim, melhor eu me aprontar para ficar à altura da minha namorada. Adorei o pijama, detetive.  

— Dylan não acordou?  

— Até agora não. A menos que esteja brincando sozinho no berço... - Castle seguiu para o quarto, Kate para ver Dylan. Encontrou o garoto acordado, sentado no berço brincando com o capitão América que ela lhe dera. Ao ver Kate se aproximar, rapidamente ficou de pé segurando na lateral do berço. Ela desconfiava que seu baby boy ia andar qualquer dia desses. As pernas estavam durinhas. Tinha firmeza. Talvez faltasse incentivo.  

— Hey, baby boy. Está brincando com o América? Quer comer?  

— Meica... mamama...  

— Vou cortar um pedaço da carne do daddy, misturar com um purê e vamos comer tudinho. De sobremesa, um leitinho bem gostoso - ela tirou-o do berço. Segurando as mãozinhas do bebê, ela o colocou para andar. Dylan pareceu gostar da brincadeira ainda que pisasse de maneira engraçada. Na sala, encontrou Martha pegando uma caneca de café.  

— Está melhor, querida? Tem certeza que pode estar andando assim? - vendo que ela andava devagar com o menino e ainda puxando a perna.   

— Sim, um banho ajuda a recuperar as forças. A perna ainda dói bastante, mas não quero estragar a noite mais do que já fiz.  

— Pelo que posso notar acho que está tudo bem. Se tem uma coisa que Richard sabe fazer é organizar uma festa. Vejo comida, o sofá pronto, algumas coisas perto da TV. Acredito que vocês ainda terão uma ótima noite. E você, pequeno? Trate de dormir logo para não atrapalhar seus pais - ela sorriu para Beckett - sabe, ele vai andar logo. Hoje enquanto brincava com Alexis, ficou em pé sozinho, se equilibrando. Caiu sentado depois. As perninhas já estão prontas.  

— Só espero que eu esteja por perto quando isso acontecer - o menino se desequilibrou batendo na perna dela. Beckett fez uma careta. Martha a acudira pegando o menino. Mancando, ela seguiu para a cozinha. Castle apareceu na sala. Kate remexia nas sacolas de comida.  

— O que você está fazendo, Beckett? Esse é o nosso jantar - ele também estava cheiroso. Usava uma calça de moletom e a camiseta do capitão América, a mesma que ela vestira na primeira noite que dormira espontaneamente com ele. Dylan reconheceu de cara.  

— Meica... daaddy...  

— Muito bem, garotão. Você não nega que é meu filho.  

— Exceto que quem deu o boneco para ele fui eu.  

— Ciúmes agora, detetive? - ela cortava um pedacinho do filé - você está destruindo nosso jantar. 

— Estou fazendo o jantar do meu filho. Você devia me agradecer - ele suspirou olhando intensamente para ela - o que foi?  

— Você disse "meu filho"... eu ainda me surpreendo...  

— Bem, não era você que dizia para eu admitir? Dylan é meu filho, nosso - ele a beijou - ok, você não vai morrer por um pedacinho de filé, vai?  

— Não... desde que o garotão coma e durma para eu curtir minha namorada - ela riu. 

— Você não me disse o que faremos... 

— Surpresa...  

Kate preparou o jantar de Dylan e o alimentou. Em seguida, Castle fez o leite. Enquanto ela tentava colocá-lo para dormir, ele cuidava do jantar deles. Ao retornar para a sala, Beckett encontrou os pratos com comida e as taças de vinho sobre a mesinha de centro. Castle estava sentado no sofá esperando-a. Sentou-se ao lado dele.  

— Então escritor, qual o programa da noite?  

— Já que a detetive escolheu se arriscar hoje, iremos fazer algo light. Uma maratona de filmes clássicos românticos e se ficar muito açucarado, posso intercalar com episódios de CSI - ele mostrou um box da série.  

— Filmes românticos? Vamos assistir "An affair to remember" outra vez?  

— Não, escolhi Casablanca e Sintonia de amor. Por qual quer começar? - perguntou entregando a taça de vinho para ela.  

— Sabe, eu não me importaria de assistir um filme de ficção ou bem sangrento, mas já tivemos nossa cota de ação por hoje. E a data pede algo mais sentimental. Acho que Casablanca - ela brindou com ele - ao começo de uma bela amizade - pegando seu prato de comida aconchegou-se junto a ele e dedicou sua atenção ao filme. Quando o primeiro acabou, ela aproveitou para ir ao banheiro. Castle preparou a pipoca.  

— Preparada? O segundo merece pipoca - ele esperou que sentasse outra vez, segurou seu rosto e beijou-a. As mãos de Kate vagavam pela camisa dele, escapando por baixo do tecido tocando-lhe a pele quente. Ele jogou o cobertor sobre os dois - como está a perna? 

— Tudo bem, dói. Mas vou sobreviver. Já cortei o efeito do remédio com o vinho mesmo. 

— Comporte-se ou nada de presente para você.  

— Presente?  

— Claro! É o nosso primeiro dia dos namorados.  

— O primeiro de muitos, espero... 

— Ora, ora... para alguém que dorme com uma arma, você está me saindo bem romântica, Beckett.  

— Nunca disse que não era. Será que pode apertar o play?  

— Ansiosa para ver o Tom Hanks? Eu sou mais bonito que ele, mais charmoso e talvez tenha tido o mesmo número de convites de mulheres para tran... e-eu não devia ter dito isso... - ele balbuciou após ver o olhar fulminante que Beckett lhe dava - olha, começou... - mas não escapou de levar um soco no peito.  

Uma vez ou outra entre pipoca e beijinhos, ele percebeu que Kate suspirava em algumas cenas.  

— Tudo bem?  

— Sim... e-eu só lembrei dela.  

— Quer que eu pare?  

— Não. Está tudo bem. De verdade. Ela ria tanto da Meg Ryan... hey, eu percebi agora, Sam... ele me lembra você. Falando de mágica - ele sorriu e foi surpreendido por um beijo apaixonado.  

— Sim, pura mágica - ele concordou. 

Eles continuaram assistindo o filme abraçados no sofá. Quando terminou, Kate suspirou.  

— Engraçado como depois de assistir um filme tão leve, bobo, a gente se sente bem. Me fez até esquecer da dor que sentia, das maldades. É bom estar aqui no sofá, abraçada com você, comendo besteira.  

— Será isso resultado dos remédios e do vinho que você tomou? Está muito sentimental, detetive... - ela fez uma careta para ele - acho que está na hora dos presentes,não? 

— Certo, vou buscar - ela se levantou ainda andando com dificuldade. Castle observava. Ela devia estar com dor, mas se fazia de durona. Pelo menos poderia descansar dois dias em casa. Ficou feliz ao ver que Montgomery praticamente a obrigou a vir para casa depois da prisão. A partir de amanhã, ela não teria essa moleza toda. Iria obriga-la a ficar no sofá. Ela retornou com um embrulho e duas caixas nas mãos. Uma pequena e outra grande.  

— Hum... vou ganhar três presentes, detetive? Já estou gostando de ser seu namorado - ela riu.  

— Meu namorado parece uma criança...  

— Ah, quem não gosta de ganhar presente? Antes da gente começar, coloque sua perna para cima, Kate. Aposto que está com dor e fica sofrendo calada - ela obedeceu colocando as pernas sobre Castle. Ele ergueu a calça do pijama para verificar o corte. Estava inchado e vermelho. Tocou de leve ao redor e viu a careta que ela fazia - devia tomar outro analgésico.  

— Estou bebendo. O vinho faz o mesmo efeito. Posso começar?  

— Claro. Estou louco para saber o que minha namorada comprou para mim - Kate pegou o  embrulho menor, estava curiosa para ver a cara dele.  

— Aqui, acho que vai gostar. Eu sei que vou - como um menino ele rasgou logo o embrulho. Tirou de dentro uma peça de roupa.  

— O que é isso? - Kate ria - oh! Kate Beckett - ela comprara uma cueca estilo short do Batman. Cheia de carinhas de Batman, morcegos e o nome do personagem - é o seu personagem favorito, não? Vai ser interessante morder o Batman... 

— Oh, mente poluída... eu adorei, mas estou com medo de ser atacado quando vestir isso.  

— Podemos fazer um teste mais tarde. Eu comprei isso para zoar com você. Abra o outro agora - era a caixa maior, ele obedeceu. Eram duas camisas. Uma social muito bonita em tom de roxo e uma camiseta da NYPD - essa cor combina muito bem com seus olhos, a outra você pode vestir para passear com Dylan, tal pai, tal filho - ela sorriu e pegou uma caixa menor. 

— Esse é uma espécie de presente simbólico - entregou para ele. Ao abrir, Castle se deparou com um exemplar de seu livro “Gathering Storm”. Parecia um pouco usado embora bem cuidado. 

— Um livro meu? - ele a olhava intrigado. 

— Não qualquer livro. Tem algo que não contei para você ao meu respeito. Há alguns mistérios sobre Kate Beckett que até mesmo o talentoso escritor e aspirante a detetive Rick Castle não conhece. Alguns certamente poderá descobrir convivendo comigo, mas esse em especial somente se eu contar.  

— Eu já sei que você é minha fã, Beckett. E não sou aspirante a detetive! Sou seu melhor parceiro - ela riu.  

— Vai me deixar terminar? Quando eu me rendi a obsessão, me perdi na toca do coelho por aqueles três anos, perdi parte da minha vida. Levei um ano com muita terapia, ajuda e buscando forças que não julgava ter para seguir em frente, deixar tudo para trás. Nessa mesma época, eu conheci seus livros - ela parou de falar, olhou fixamente para os olhos azuis - suas histórias me ajudaram, Rick. Você me ajudou a superar a perda da minha mãe. Esse livro em especial tem uma história própria - ela segurou a mão dele - eu passei mais de uma hora na fila da livraria apenas para pegar seu autógrafo.  

— Você fez mesmo isso?  

— Sim - ela respondeu ficando um pouco vermelha - eu não podia dizer isso antes porque a última coisa que precisava era você do meu lado se exibindo. Mas estamos juntos agora e mesmo que escolha se gabar, acho que a importância da história fala por si só. Eu o achava charmoso, aquele sorriso estilo debochado e os olhos... quando fiquei frente à frente com você foi estranho. Não sei explicar. Não trocamos muitas palavras, na verdade eu apenas disse meu nome. Não disse que era da polícia ou sobre minha mãe. Leia o que escreveu.  

Castle abriu o livro. Não podia negar que estava impressionado por ouvir o relato de Beckett. Na página de entrada, estava escrito: "To Kate. Stay strong. You'll be great." E a assinatura tradicional de Castle.  

— Até hoje não sei porque você escreveu essas palavras... 

— Talvez eu tenha percebido como se sentia ao olhar para você.  

— Eu não sei...  

— Obrigado por compartilhar esse momento comigo, Kate - ele inclinou-se e beijou-a.  

— Você pode autografa-lo outra vez? Agora que você me conhece realmente?  

— Claro. Quem mais sabe dessa história?  

— Somente o Will.  

— O almofadinha? Ele sabia que você tinha uma queda por esse bonitão? Porque isso explica muita coisa... 

— Eu não tinha queda nenhuma por você !  

— Tarde demais, Beckett. Você já admitiu.  

— Acho que desconfiava - eles riram, ela não ia contar o que Will disse a ela logo no primeiro ano em que trabalhavam juntos - vai escrever ou não? - ele se levantou em busca de uma caneta. Retornou ao sofá e fez um certo mistério enquanto escrevia. Devolveu o livro para ela. Beckett acariciou a capa com a ponta dos dedos, abriu na mesma página e leu: "To Kate. I said once "You are extraordinary" I may correct myself, you're beyond extraordinary. The most incredible woman I've ever met. Yours..." e a assinatura seguida de uma palavra. Always.  

Ao fitar o homem a sua frente, ela tinha lágrimas nos olhos.  

— É tudo verdade.  

— Eu sei, apenas não entendo como você consegue ver tudo isso em mim. Eu sou cheia de problemas, traumas.  

— Não, Kate. Você é humana. Será que posso entregar meu presente agora? Sim, tenho apenas um.  

— Claro.  

— Mesmo sabendo que você roubou a cena com essa revelação, eu irei contar minha história. Eu lembro quando você me contou sobre a perda da sua mãe. Você me mostrou que usava o seu solitário no pescoço pela vida que perdeu e o relógio de seu pai pela vida que salvou. Hoje eu entendo que a simbologia daquilo era uma espécie de equilíbrio familiar. Então alguns dias atrás, eu estava assinando uns papéis para o Andrews e percebi algo também simbólico. Você salvou muitas vidas, Kate, mas nenhuma foi tão importante quanto a do meu filho, agora seu também. Decidi quebrar o equilíbrio. 

Ele entregou uma caixinha azul para ela. Beckett cuidadosamente abriu a caixa para se deparar com uma pulseira de pérolas e três pingentes de prata. Três letras. D.K.C.  

— Poderia dizer que é coincidência, porém não seríamos nós. Eu percebi que as iniciais de Dylan eram as nossas também. Quero que aceite o presente pela outra vida que me ajudou a salvar. Não precisa usar os pingentes se não quiser.  

— Castle... - Ela avançou beijando-o apaixonadamente - é claro que vou usar. Deus! Pode colocar para mim? No outro braço contrário ao relógio. Equilíbrio - ele fez o que pedia.  

— Feliz dia dos namorados, Kate - ela sorriu.  

— Castle?  

— Hum?  

— Que tal você vestir o seu presente? - ela tinha um olhar malicioso.  

— Detetive Beckett não acho que esteja em condições de fazer certas artes. Sua perna... 

— Quem disse que vou usar a perna? Preciso apenas das mãos e da minha boca...  

— Meu Deus.... - ele gemeu puxando-a consigo para o quarto.  

No dia seguinte, Beckett acordou com o cheiro maravilhoso do café e uma bandeja com guloseimas ao seu lado. Mas havia algo mais. Tinha algo sobre ela, pensou ser o braço de Castle, porém ao abrir os olhos deparou-se com Dylan sobre seu estômago.  

— Bom dia, baby boy...  

— Mamama... 

— Faz tempo que você acordou?  

— Um pouco. Já tomou leite e brincou com o daddy, certo garotão? Agora viemos acordar a "mamama" - ele inclinou-se beijando seus lábios - bom dia, amor.  

— Bom dia, babe... - ela puxou o bebê mais para perto do seu peito. Cheirou a cabecinha. Mas Dylan não queria ficar deitado, queria festa. Logo se sentou - preciso desse café - ela se sentou na cama. Castle lhe entregou a caneca.  

— Como está a perna?  

— Dolorida, mas melhor.  

— É, você realmente não precisou dela ontem.  

— Eu disse...  

— Acho que deixou uma marca, sabia?  

— Deixei? - ela riu - não seja dramático. Dylan pegou um croissant e meteu quase todo na boca - meu amor! Devagar, você pode se engasgar - ela puxou o pão, cortou em pedaços menores com a mão e devolveu para o menino que continuou a comer animado.  

— Você deveria comer e tomar um analgésico. Quero examinar sua perna, ver se os pontos estão secos. E nada de fazer malabarismo hoje. Vai ficar sentada, quieta com a perna para cima. Vou cozinhar para você.  

— Isso é em retribuição a ontem? 

— Se eu soubesse que usar uma cueca do Batman a deixaria tão animada, eu mesmo teria providenciado.  

— Não foi bem a cueca que me deixou animada, foi o conjunto - ela riu.  

— E depois o pervertido sou eu… 

Mais tarde quando ele já examinara sua perna mesmo sob protestos, Beckett estava sentada no tapete ao lado de Dylan. Brincava com o bebê e Castle tomava conta da cozinha. De repente, ouviu-o falando ao celular. Quando desligou se aproximou dela.  

— Era o assistente da agente Wilson. Está nos informando que fará uma visita amanhã. Deve ser parte do processo da guarda definitiva.  

— Será ela outra vez?  

— Ele não disse. Você não está muito à vontade com a potencial visita, certo? 

— O que você queria? Ela só faltou gritar no tribunal que não devia ficar com Dylan, que não era boa mãe.  

— Ela está totalmente errada. Até hoje não entendi porque ela foi tão agressiva no tribunal. Não havia necessidade daquilo.  

— Se o propósito era nos quebrar, arrasar com o nosso emocional, ela conseguiu. Não sei se vou aguentar essa mulher aqui me criticando só com o olhar. E ainda estou ferida. Será um prato cheio para ela.  

— Posso ligar e dizer que não estamos disponíveis...  

— E dar mais motivos para ela? Não. Vou enfrentar a fera. Não posso garantir que vou ser simpática... 

— Oh, Beckett! Eu não tenho nada contra quanto a você ser a tigresa, mas lembre-se que essa visita é importante para Dylan. Não posso negar que fiquei bem interessado nesse seu lado irritado. É excitante - ele roça os dentes na nuca de Beckett.  

— Pode parar... não vai funcionar - a voz já em tom mais baixo, então ela viu, disse baixinho - Castle, olhe! - Dylan havia se apoiado na mesinha de centro e estava de pé. Dava alguns passinhos segurando na madeira. Ele soltou as mãos e tentou andar, deu o primeiro passo, no segundo ele desequilibrou-se e caiu de joelhos no tapetinho.  

— Hey, baby boy... você está querendo andar? - ela vai até onde o bebê está, puxa-o para si e beija sua bochecha - logo ele estará correndo por todo esse loft.  

— Mal posso esperar. Viu? Ele está tentando outra vez - e estava mesmo. Também não conseguiu. Castle voltou sua atenção para a namorada - você tem certeza que está tudo bem para a visita amanhã? 

— Está, Castle. Prometo que vou me comportar, babe - ele riu. 

— Vou voltar para o almoço.  

Eram dez da manhã do dia seguinte. Castle estava preparando novamente o almoço e Beckett sentada no sofá com o cobertor sobre as pernas e um livro observando Dylan brincar. 

— Castle, você não devia se preocupar com almoço. Podíamos pedir algo. Alexis só chegará do colégio após as três e sua mãe está na sua escola de teatro. Devíamos ter saído ou ligado para o Q3. Aposto que Maddie mandaria comida se duvidar, ela mesma viria entregar. 
    
— Poderíamos fazer isso, porém você está esquecendo de um detalhe muito importante. A visita da agente - Castle entregou um copo de suco para ela - tome seu analgésico - ela abriu a boca para falar algo e mudou de ideia, deixou o livro aberto sobre o estômago - você está lendo o livro da concorrência de novo? - ela riu. 

— Tenho que saber mais sobre o trauma de Eve, esse é o sexto, eu acho. Vingança, muito bom, Sobre Roarke. 

— Não provoca, Beckett. 

— Castle, você não tem um almoço para preparar? Além do mais, não imagino Roarke usando uma cueca do Batman para a Eve… já você…- ela mordiscou o lábio inferior - posso deixar outra marquinha se quiser e se deixar ler o meu livro. 

— Chantagista… droga! Preciso ir… bem ali - rindo ela voltou a atenção ao seu livro vendo que Dylan estava se divertindo bastante com os brinquedos. Lia uma pagina e erguia os olhos para observar o pequeno. Na terceira vez que fez isso, viu que Dylan largou o carrinho vermelho de repente, engatinhou até o sofá e segurando-se ficou de pé. 

— Mamama… - ele pedia colo, queria ficar com ela. Beckett o puxou colocando-o sentado em seu estômago. 

— Que foi, baby boy

— Mamama… - e se aninhou no peito dela. Parecia muito quieto e não era a hora de seu cochilo, geralmente fazia isso depois do almoço. Kate o abraçou e suspirou - está com soninho, Dylan? - embora tivesse adorando ter o bebê deitado sobre si, ela começou a se preocupar. Será que estava ficando doente? Estaria sentindo alguma coisa? Não tinha nada errado aparentemente, a temperatura era boa. Então, por que largara seus brinquedos para ficar com ela? Nesse instante, a campainha tocou. Castle prontamente se antecipou, afinal não queria Beckett forçando a perna. Ao abrir, ele se deparou com a agente Wilson. 

— Bom dia, agente Wilson. Imagino que esteja aqui para a visita. 

— Sim, bom dia Sr. Castle. Posso entrar? 

— Claro - a agente entrou na sala do loft e viu Kate acomodada no sofá. Castle usava um avental - Kate, temos companhia - ela virou-se para checar quem era. Deu uma olhada no bebê. Não era um pensamento digno de Kate Beckett, mas naquele momento ela se lembrou de uma das primeiras lições que Castle lhe ensinara sobre bebês: eles pressentem algumas emoções. Sensitivo ou não, Dylan parecia ter sentido que a mulher estava por vir. E para o bebê era o mesmo que procurar conforto e proteção. 


— Olá, detetive Beckett. 


Continua...

7 comentários:

Camila Lorrane disse...

OMG ja tava com saudades do Meu Baby Boy. Dylan aprendendo dar seus passinhos e começando a fala que coisa mais fofa brincando na Neve com seu Daddy e com sua Mamma. Kate Beckett safadinha hahahaha. Dia dos Namorados foi por agua baixo hahahaha. Cueca do Batman ja quero kkkkkk. Quero Dylan pra mim Gostei dos presentes do Dia dos Namorado. Parabens Kah fico muito lindo. Dylan ta crescendo tão rapido. agente Wilson o mulherzinha do capeta viu. 👣👶🏼💖💙😍😍

cleotavares disse...

A Kate sendo a Kate, correndo atrás de bandido. O Dylan sendo fofo, tentando seus primeiros passinhos(vai botar esse Loft à baixo, haha).
OMG! O livro, a cena que eu tanto quis vê na série, thanks! Kah.
Amei a cueca do batman, ha!

Priscila Barros disse...

Aii que capítulo maravilhoso Kah! A começar pelo passeio lindo no parque, essa família linda brincando na neve (Castle, o mais criança de todos sempre hauahau), agora fofo mesmo foi o Dylan jogando neve nele também ❤❤❤
Confesso que fiquei alarmada com essa perna da Kate, poxa, um machucado justo no dia dos namorados não é legal eim, mas bem que o Castle conseguiu resolver a situação e eles tiveram a noite merecida, com foco especial nos presentes fofos e na zueira dá cueca do Batman hauahauahhauha, melhor casal ❤❤❤❤❤
E o pequeno Dylan quase andando?! É fofura demais pro meu coração ❤❤❤
Lá vem de novo a agente... Meu coração fica pequenininho com essa mulher por perto observando os dois desde o dia da última visita antes da audiência. Tomara que essa visita seja tranquila.

Obrigada por esse capítulo, Kah. Eu amei ❤❤❤

Priscila Barros disse...

E eu já ia esquecendo... a referência mais uma vez ❤❤❤ Castle com ciúmes porque a Kate tá lendo a concorrência é maravilhoso hauahauahauhauah
Ela pode até não concordar, mas até a teimosia pra ir no médico depois de se ferir em combate é igual a da Eve hauahauahuhauahauahu ❤❤❤❤❤

Priscila Barros disse...

Aii que capítulo maravilhoso Kah! A começar pelo passeio lindo no parque, essa família linda brincando na neve (Castle, o mais criança de todos sempre hauahau), agora fofo mesmo foi o Dylan jogando neve nele também ❤❤❤
Confesso que fiquei alarmada com essa perna da Kate, poxa, um machucado justo no dia dos namorados não é legal eim, mas bem que o Castle conseguiu resolver a situação e eles tiveram a noite merecida, com foco especial nos presentes fofos e na zueira dá cueca do Batman hauahauahhauha, melhor casal ❤❤❤❤❤
E o pequeno Dylan quase andando?! É fofura demais pro meu coração ❤❤❤
Lá vem de novo a agente... Meu coração fica pequenininho com essa mulher por perto observando os dois desde o dia da última visita antes da audiência. Tomara que essa visita seja tranquila.

Obrigada por esse capítulo, Kah. Eu amei ❤❤❤

Pâmela Bueno disse...

aaaaaa eu não acredito que parou na parte da visita!!!! amei a cueca do batman, Dylan brincando na neve falando "gelado" kkk quase andando ta um fofo hahaa e Beckett pra variar sendo Beckett correndo atras do bandido e se machucando!

Vanessa Belarmino disse...

OMG! Que fofura a família na neve... Não sei lidar com as reações de Dylan e os papais babões... Castle sendo a criança grande que tanto amamos é tão bom... Baby boy dizendo mamama agora que a mamana se assumiu de fato como tal, é muito especial... Eu fico boba tipo Castle quando ela diz "meu filho" ou "nosso filho"... Ainda não me acostumei.
Kate me deu um susto com esse lance da perna, fiquei agoniada... Incrível que mesmo com os planos frustrados para o dia (ou seria noite?) dos namorados, Castle consegue fazer adaptações e tornar as coisas especiais... Adoro o jeito que ele cuida dela... Amei os presentes! Todos! E principalmente as histórias e os significados... Já deu pra perceber que sou meio Castle né, adoro historias?
Falando em coisas que ficaríamos chateadas, não vou mentir.. Gostaríamos de ler o primeiro aniversario de Dylan, mas concordo com o argumento... Agora não sei se vou perdoar não ver Castle com a cueca do Batman e Kate mordendo o Batman, essa doeu mesmo... Isso não se faz hahaha
Vou ficar extremamente chateada se não tivermos isso no futuro...
Dylan ensaiando os primeiros passos, não faça eles perderem isso... Please!
Acordar com Dylan, cheio de amor e energia... Que fofura! Adoro a manifestação de carinho que ele tem com ela... Não gostei dessa agente aparecer agora...
Karen por favor que essas suas "bombinhas" não tenham a ver com a guarda de Dylan... É tudo o que peço!
Fiquei tensa.