sábado, 14 de janeiro de 2017

[Castle Fic] A (Im)Perfect Love Story - Cap.3


Nota da Autora: Eu sei que muitos não estão acompanhando essa fic por varias razões, o angst, a saudade, a lembrança de que Castle acabou. Bem, foi o motivo porque quis escrever. Continuamos esperando as mudanças. Esse capitulo traz algumas coisas Casketts... também volto a ressaltar que Alexis ainda está no momento piti! Alguem mais shippando Johanna e Paul? Qual o nome do ship? Vou lembrar de novo, a minha S9 não é uma série de episódios, é a minha historia, "filling the blanks" para o nosso casal... não se preocupe, Castle terá a chance de teorizar...  Enjoy!  



Cap.3

Alexis e Martha chegam finalmente no hotel. O loft fora liberado naquela manhã pela policia e estava passando por uma faxina completa encomendada por Martha. Não trocaram uma palavra sequer no caminho. Martha ainda tentara comentar sobre assuntos triviais sem qualquer resposta da neta. A discussão seria difícil. Esperou a menina sair do banheiro após um banho, perguntou o que ela queria comer para pedir serviço de quarto. Não sairia outra vez do hotel. 
— Estou sem fome. 
— Alexis, querida. Você vai jantar. Não adianta querer fazer greve de fome porque não irá mudar a situação. Você é uma mulher adulta, inteligente. Bem mais sensata que seu pai em várias ocasiões. Deveria estar tendo outra reação ao que aconteceu. 
— Outra reação? Meu pai quase morreu por... por causa dela! A culpa é dela! 
— Culpa? Alexis, seu pai é casado com Katherine, a escolheu como esposa. Ele sempre soube que a vida dela era repleta de situações perigosas, ela nunca escondeu isso dele. Richard a escolheu. E quanto a esse caso que estavam investigando, ele optou por ajuda-la, foi por isso que se separaram, porque Katherine não queria colocar a vida dele em perigo. Ninguém o ludibriou para ir atrás do bandido, foi por conta própria, sabia dos riscos. Ele a seguiu como sempre fez, porque isso é amor. 
— Que fantástico! Agora são Romeu e Julieta? 
— Alexis, se você ainda não percebeu, seu pai despertou, está se recuperando. E Katherine? Você lembra do que os médicos disseram? Seu último gesto o salvou. Ela ainda corre perigo, ainda está entre a vida e a morte. E sim, você pode ser uma mulher agora, porém não tem ideia do que seja amor verdadeiro. Posso ser sua vó, mas não irei admitir que culpe Katherine ou que a odeie pelo que aconteceu. 
— Você ouviu o que ele disse! Ela é tudo! – as lágrimas de Alexis começavam a cair – e quanto a mim? Não interessa se eu fiquei apavorada achando que ele ia morrer? Não sou importante para a vida dele? Somente Kate? 
— Você sabe muito bem o que seu pai quis dizer sobre isso. Aprenda uma coisa, kiddo. Filhos são insubstituíveis. Estarão conosco para sempre, vivos ou mortos. Quando tiver os seus, entenderá o que digo. 
— Ele não quer voltar para casa. 
— Natural, não? Você realmente acha que ele gostaria de voltar ao cenário onde toda aquela desgraça aconteceu ainda mais sem ela? E o apartamento sequer está pronto! Você sabe muito bem disso – Martha se aproximou da neta sentando-se ao seu lado, colocou um dos braços ao redor dos ombros de Alexis para então completar seus pensamentos – quero que entenda algo muito importante e por favor me escute com os bons ouvidos da minha neta sensata e inteligente. Seu pai ama Katherine, morreria por ela. Da mesma forma que ela faria por ele. O seu último ato comprova isso. Eles não vivem um sem o outro e Alexis, se você ama seu pai, torça para que Katherine acorde, caso contrario perderemos Richard para sempre. Ele nunca será o mesmo. O contrario também é verdadeiro. 
Martha fitou os olhos da neta por mais uns segundos e levantou-se da cama dirigindo-se a uma pequena mesa na suíte que estavam. Pegou um cardápio e começou a folhea-lo, tornou a falar, dessa vez sem sequer olhar para ela. 
— Você pode ficar curtindo sua raiva dela pelo tempo que quiser, mas antes irá jantar comigo. E já vou avisando, estará apenas perdendo seu tempo, kiddo. Isso não diminuirá o amor de seu pai por Katherine. 
Alexis permaneceu calada. Enxugou as lágrimas e se dirigiu para onde a avó estava. Não ia discutir. 

XXXXXXX

Jim costumava ir ao hospital a cada dois dias. Embora não houvesse mudança no quadro da filha, sentia a necessidade de vê-la. Naquela manhã, recebeu a noticia de que Castle acordara. Claro que ficara feliz ao saber do genro, porém isso o preocupava. Se Kate não reagia há cinco dias, o que isso significava? Os médicos insistiam na tecla de não desistir, de não perder as esperanças e como pai obviamente não faria isso. Precisava falar com Castle. Mas primeiro, sua menina. 
Assim como fazia todas as vezes, Jim caminhou até o lado da cama onde ficava uma cadeira. Sentou-se e pegou a mão de Kate nas suas. 
— Hey, Katie... sou eu, seu pai. Como você está, filha? Espero que lutando para voltar para nós – Jim calou-se por um pequeno intervalo de tempo – tenho uma noticia importante para lhe dar. É sobre Castle. Ele acordou, Katie. Seu marido está vivo, está bem, se recuperando segundo os médicos. Sabe o que isso quer dizer? Que você precisa acordar também. Ele vai querer vê-la. Ele precisa de você, filha. Mais do que eu. Por que você não faz uma forcinha e abre os olhos para ver Castle? Volte para ele. 
Ele sabia que era um monólogo para satisfazer apenas a sua própria vontade de manter uma conversa com a própria filha. Tinha esperança que se continuasse falando, ela o responderia. Ergueu-se da cadeira, beijou a testa da filha e despediu-se. 
— Vejo você daqui a dois dias, Katie. A menos que decida acordar para ver seu marido. Eu te amo. 
Ao deixar a ala da UTI, a Dr. Marshall esperava por ele. 
— Sr. Beckett, Paul o aguarda no quarto de Castle. A enfermeira me disse que o senhor queria vê-lo. 
— Sim, mas seria possível conversar com vocês antes? Castle é meu genro, sei que deve estar ainda debilitado e não sei o quanto sabe sobre Katie nem o que devo falar... 
— Entendo. Claro que podemos conversar. Na verdade, contamos tudo o que aconteceu e que sua esposa continua em coma. Falar de Kate com ele não será algo fácil – eles chegaram no quarto de Castle – um minuto. Vou chamar o Dr. Gray. Acredito que a mãe e a filha dele devem estar vindo visita-lo em breve também – não se demorou nem um minuto, Paul juntou-se a eles – estava explicando ao Sr. Beckett o que dissemos a Castle. Ele está receoso do que deve falar sobre a filha com o genro. 
— Sr. Beckett, dizemos toda a verdade e não escondemos os riscos do caso de Kate. Porém, apesar da insistência do meu paciente, eu não o autorizei a ver sua filha. Castle não está completamente curado física e emocionalmente falando. Para ser sincero, acredito que o dano psicológico ainda é muito grande. Ele se lembra do que aconteceu, sabe que ela o salvou. Tudo isso, está mexendo com a sua mente. Acredito que saber o real estado de Kate e principalmente vê-la pode fazer mal a ele, piorar sua recuperação. Exatamente por isso, eu e a Dr. Marshall concordamos em trazer uma psicóloga para conversar com Castle. Era para ter acontecido hoje, infelizmente a agenda dela não permitiu. Queremos a opinião de um profissional para sabermos se ele pode aguentar ver a esposa no estado em que ela se encontra. 
— Entendo, então o que devo dizer a ele? Sei que vai me perguntar. Ele deve saber que estou visitando a minha filha. 
— Sr, Beckett, a sua dúvida é a mesma de todos. Ao falar com os detetives Esposito e Ryan hoje sobre Castle ter acordado, eles ficaram felizes porém quando eu perguntei se gostariam de visita-lo no horário de visitas, eles me questionaram a mesma coisa. O que dizer sobre Kate. 
— Minha sugestão é que fale o básico – disse o Dr. Gray – não entre em detalhes sobre a sua aparência, diga que está lutando, que dorme, que tem o semblante sereno. Não precisamos pintar mais uma imagem ruim em sua mente agora, não antes dele conversar com a Dr. Mueller. 
— Tudo bem, tentarei ser o mais evasivo possível. 
— Venha comigo – assim que ele entrou no quarto com o médico, parou um instante para observar o genro. Apesar de possuir uma cor bem melhor no rosto que sua filha, estava abatido. Cansado. Havia tristeza em seu semblante. Quando seus olhares se encontraram, Jim sorriu timidamente. 
— Olá, Rick. Sei que essa deve ser a última pergunta que você quer responder, mas como está se sentindo? 
— Fraco. Sozinho. Triste. Você a viu, Jim? Kate. Como ela está? E-eles não me deixam vê-la. 
— Ela está em coma, Rick. Dormindo serenamente. Precisa do coma para seu corpo reagir, se fortalecer. Ela está lutando, sei que está. Nós a conhecemos bem, Castle. Katie não desiste de uma luta facilmente. Ela é forte, uma guerreira. Você a conhece, talvez até melhor que eu. Tem a tenacidade da mãe. 
— Sim, nunca duvidei que ela fosse como a mãe. Destemida. O problema é que isso sempre a leva... 
— Não pense dessa maneira. Katie não gostaria. E quanto a você? Precisa recuperar-se. Somente poderá ajuda-la concentrando-se em sua saúde. Em ficar bem a ponto de sair dessa cama, desse hospital. 
— Jim, não vou a lugar nenhum sem Kate. 
— Eu sei, Castle. Eu sei – um silêncio incômodo se instalou entre os dois até que Castle voltasse a falar. 
— Você me culpa? Pelo que aconteceu com ela? – a voz era branda, mas preocupada. 
— Não, Castle. Nem você deveria fazer isso. Chame de fatalidade, risco da profissão. Foram encurralados pelo inimigo. Não é sua culpa, nem dela. 
— Mas, Jim, ela me salvou e... ao fazer isso, ela pode... ela se sacrificou. 
— Não foi sacrifício, foi amor. Eu preciso ir agora – ele tocou o ombro do genro em sinal de compreensão e apoio. Suspirou – eu venho te ver outro dia – com um rápido sorriso para o genro, ele deixou o quarto. No corredor, encostou-se na parede recuperando-se do breve, porém difícil encontro. Somente então percebeu que Martha estava no corredor esperando por sua vez de ver o filho. 
— Olá, Martha. Estou feliz de ver que seu filho acordou. 
— Hey, Jim... – ela acariciou o ombro do homem a sua frente e puxou-o em um abraço – eu sei o quanto é difícil não poder ver o mesmo acontecer com sua filha. Acredite, parte da minha dor, como mãe e como sogra não foi embora. Katherine é como uma filha para mim também. 
— Obrigado, Martha. É melhor eu ir. Você tem pouco tempo, o horário de visitas está quase acabando. Até outro dia. 
— Se cuide, Jim – e com esse aviso, ela queria alerta-lo sutilmente para se manter forte. Martha sabia que ele era um ex-alcóolatra e a situação com a filha podia ser tentadora para faze-lo render-se ao vicio outra vez – por Katherine – ela acrescentou. 
Foi a sua vez de falar com o filho. Dr. Gray que estava ao lado de fora do quarto despediu-se do pai de Kate enquanto a doutora Marshall se aproximava. 
— Dr. Gray, tudo certo para amanhã. Às dez horas. 
— Ótimo. Sra. Rodgers, tem um minuto? Gostaríamos de compartilhar uma de nossas observações sobre seu filho e uma decisão que tomamos. 
— Claro, mas o horário de visitas...
— Não se preocupe. Iremos deixa-la vê-lo mesmo que o horário acabe. Tem nossa palavra – Martha assentiu – então, durante a sua visita de ontem e mesmo enquanto fazíamos todos os exames e checávamos as condições físicas e psicológicas do Sr. Castle, nos deparamos com um problema – ao ver os olhos da senhora arregalarem-se, tratou de acalma-la – não, pode ficar tranquila que não trata-se de uma sequela ou perda de movimentos, infecções. Fisicamente, ele está se recuperando bem. O que nos preocupou foi a cabeça. Em nosso primeiro contato, suspeitamos que tivesse perdido a memória ou afetado sua fala porque ele apenas conseguia dizer o nome da esposa e perguntar onde ela estava. Fizemos uma ressonância que provou estar tudo bem com ele, neurologicamente. Já psicologicamente, acreditamos que ele ainda está bastante afetado com o trauma. O cenário do atentado, do tiroteio propriamente dito. 
— Ele não estava realmente bem. Tem razão, doutor. Katherine, ela é a vida dele. A ideia de perde-la...
— Sabemos disso. Exatamente após observar sua reação foi que decidimos pedir a opinião de um profissional. Ela virá amanhã conversar com ele. Não iremos deixa-lo ver a esposa sem o aval da psicóloga. 
— Eu concordo com a decisão de vocês. 
— E cadê sua neta? – perguntou a doutora Marshall. 
— Ela está se recuperando da pequena crise do relacionamento pai e filha, não se preocupem. Ela logo cai em si. Sabe eu também sou ótimas com conselhos, acho que vou usa-los com o Richard. Se quiserem, conto como foi depois para vocês – antes de entrar no quarto, porém, Martha vira-se para os médicos e pergunta – queridos, seria possível depois que eu acabar aqui eu ver Katherine? Estou devendo uma visita para a minha nora. 
— Tudo bem, vou espera-la aqui, Sra. Rodgers. Levarei a senhora até a UTI para vê-la. 
— Obrigada, doutora. 
Martha entrou no quarto e encontrou o filho olhando para o nada. Certamente estava pensando na esposa ou revivendo a tragédia que se acometeu há dias com eles. Chegou de mansinho, algo que não é normal para Martha e pegou na mão dele. 
— Olá, Richard. Como você está? 
— Mãe, por que insiste em fazer essa pergunta se já sabe a resposta? Estou triste, mal, me sentindo impotente por não poder fazer nada por Kate... e-eu só queria poder vê-la. 
— Eu sei, filho. A pergunta foi retórica. Mas se você quiser ouvir os conselhos de sua mãe, eu diria que precisa de uma preparação antes de ver Katherine, 
— O que quer dizer com isso? Meu Deus! Quão grave ela está? 
— Não se trata dela, kiddo. Estou falando de você. Após acordar do coma, o que foi uma vitória, você não está bem. Você acordou, mas esse homem não é Richard Castle. Não é o homem por quem Katherine se apaixonou. Eu sei que após um trauma como aquele, a cena, é difícil enxergar algo além da tragédia especialmente com a vida de alguém que se ama em risco. Mas isso não é desculpa. 
— Não estou entendendo, mãe. 
— Você está apático. Vive com o olhar perdido. Ontem sequer deu atenção a sua filha. Você não é assim. Por mais que ame sua esposa, não pode se entregar. Você está parecendo um zumbi. Como espera ajuda-la desse jeito?
— E-eu não... – Castle olhou na direção da porta – Alexis, ela não veio com você? 
— Não. Ela está ocupada numa pequena crise de existência. 
— Deus! Eu a magoei, quando disse que não voltaria ao loft. Eu a feri. 
— De certa forma, mas ela está apenas tendo uma pequena crise de ciúmes porque você disse que Katherine era tudo. Não precisa explicar, como mãe entendo perfeitamente ao que você se referia. Eu conversei com ela. Não se preocupe, Alexis só precisa de tempo para digerir o que passamos nos últimos dias. 
— Eu não falei por mal, a última coisa que penso é voltar ao loft principalmente sem Kate. Foi ali que tudo aconteceu e se eu pisar naquele lugar sem ela, e-eu...
— Hey... – ela apertou a mão do filho – entendo perfeitamente. Também compreendo minha neta. Não foi fácil encarar a cena da tragédia, realmente impactante. Vocês, deitados um por cima do outro, um terceiro corpo e sangue, muito sangue. Dê um desconto a ela. 
— V-vocês estiveram no loft? 
— Por minha insistência. Alexis não queria ir porque não queria incomoda-los. Devia ter ouvido minha neta, mas era tarde demais. Para ela, naquele momento você estava morto. Culpar Katherine era natural, não se preocupe já provei que está errada. Logo ela virá lhe ver. 
— Terei que me desculpar. 
— Não faltará oportunidade, agora voltando a você. Precisa reagir, se cuidar. Como espera convencer sua esposa que ela lute se você parece não querer fazer o mesmo? Richard, eu sei o quanto ela significa para você. Não pode desistir, ela não faria isso. Lembra quando você desapareceu? Katherine não se deixou abater um segundo. Nunca a vi falar em culpa, ela apenas queria encontra-lo, era uma obsessão, mas eu ouvia seu choro todas as noites antes de dormir. Na minha frente, depois do dia do suposto casamento, ela não derramou uma lágrima porque entendia que precisava ser forte, porque se entrasse na paranoia poderia não vê-lo nunca mais.  
— Eles sequer me deixaram vê-la! 
— E por que você acha que fizeram isso? Você não irá fazer bem a ela. Melhore. Recupere o verdadeiro Richard Castle, aquele homem por quem ela se apaixonou. Quando isso acontecer, ai sim poderá dizer a Katherine que ela precisa lutar. Como sua mãe, sei que nenhum dos dois vive sem o outro. Esqueça o drama e vá a luta. A atriz aqui sou eu, kiddo. 
— Obrigada, mãe. Seu talento é inegável – ela inclinou-se fazendo uma referência  ao gesto do teatro agradecendo e isso trouxe um sorriso ao rosto de Castle, Martha sentiu o coração mais leve. Seu doce filho ainda estava ali. Finalmente. 
— Agora deixarei você descansar porque amanhã quero ouvir que você caminhou por todo esse hospital – beijou-lhe o rosto e dirigiu-se para a porta – e nada de brincar com as enfermeiras, não se esqueça que sua mulher tem um arma. Boa noite, kiddo. 
E saiu deixando um Castle sorrindo e balançando a cabeça. Martha Rodgers sempre tinha seu jeito próprio de fazer uma entrada ou uma saída. Atores, pensou lembrando que essa fora talvez a primeira conversa franca que tivera após toda essa loucura. 
Ele lutaria. Por Kate.       
Martha encontrou a médica esperando no corredor.
— Pronta para ver Kate? 
— Sim, devo acrescentar que depois dessa minha conversa com Richard, sua psicóloga não terá muito problema em coloca-lo na sua melhor forma – Marshall sorriu abrindo a porta da UTI para a senhora entrar. Chegando na área onde Beckett estava, ela apenas indicou com a cabeça que podia entrar. 
Martha se aproximou da nora. Ela continuava pálida. Indo para o lado da cama, tocou a mão dela ficando um pequeno intervalo de tempo observando-a. 
— Katherine, Katherine... não acha que já descansou demais? Veja você, seu marido está louco para vê-la, porém foi proibido pelos médicos porque eles acreditam que Richard ainda não se recuperou totalmente do trauma causado pelo tiroteio no apartamento. Ele está preocupado com você, apenas deseja ficar perto da pessoa que ama. Sinceramente, eu gostaria que você usasse toda a força que lhe é peculiar para lutar e voltar para o meu filho. Vocês se completam e não estou brincando ao dizer que vocês são almas gêmeas, merecem ficar juntos, somente funcionam juntos. Volte para ele, querida. O mais rápido possível. 
Ela saiu da ala de tratamento intensivo e agradeceu a médica. 
Na manhã seguinte, o Dr. Gray reservara um dia agitado para Castle. Ele queria tira-lo da cama e vê-lo movimentar-se pelos corredores do hospital. Após receber a confirmação de que o paciente já estava devidamente alimentado, ele apareceu no quarto. 
— Bom dia, Sr. Castle! Adivinha o que vai fazer hoje? Sair dessa cama e mexer esse corpo. Quero vê-lo andando e esticando essas pernas. Se pensa que vou deixa-lo deitado 24 horas por dia está enganado. Preciso que se movimente para eu saber como seu pulmão está reagindo após a cirurgia. Se terá dificuldade em respirar, sentirá muita dor, esse tipo de coisa que será decisiva para eu lhe dar alta. 
— Não tenho pressa alguma de sair desse hospital enquanto Kate estiver aqui, mas andar será bom. 
— Faremos assim, você irá levantar para começar a sentir como estão suas pernas. Pequenas caminhadas no quarto. Colocamos o sangue para circular. Depois, vai sentar-se na cadeira de rodas e a enfermeira o levará para uma ala do hospital onde poderá caminhar distâncias mais longas. Quero que avise se sentir falta de ar, dificuldades em respirar e informe também o nível de dor que está sentindo. Faremos pela manhã e outra rodada à tarde. Às dez horas, estarei de volta para conversar com você. Divirta-se! 
Castle fez o que o médico mandou. Era incrível como o ato de ficar deitado por muito tempo afetava sua mobilidade. Lembrou-se do que conversara com a mãe e esforçou-se para melhorar, era o único jeito de agradar o médico e poder ver Kate. 
Durante a caminhada mais longa, ele sentiu dores, não tanto quanto imaginara, porém a dificuldade em respirar obrigou-o a voltar para o quarto mais cedo. 
A Dr. Marshall encontrou o Dr. Gray a caminho do quarto de seu paciente. Estava com a psicóloga. 
— Paul, essa é Jessica. achei interessante conversarmos um pouco sobre o prognóstico do seu paciente e sobre a história deles, seja a questão médica, profissão, o atentado. Que tal tomarmos um café? – Paul concordou de imediato. Os três conversaram sobre tudo o que sabiam de seus pacientes, as reações e o fato de como o perigo era sempre uma constante na vida deles. 
— Devo dizer que são duas pessoas de vidas muito movimentadas e interessantes. Eu já havia ouvido falar do escritor. Mas essa história deles basear livros nela e de musa a esposa gera um elemento de sentimento e dependência que após um trauma como esse pode ser complicado se uma das partes se entregar. 
— Ela ainda está em coma e posso lhe garantir que não foi fácil encarar a reação dele ao receber a noticia. Essa não é a primeira vez que Kate Beckett esteve à beira da morte. Da outra vez, ela levou um tiro no coração. Segundo o relatório médico teve paradas a caminho do hospital, foi bem grave e o Sr. Castle presenciou tudo. Talvez por isso a necessidade de saber se ela está bem, ele somente acredita no que vê. 
— Entendo. Eles já eram casados quando o outro trauma aconteceu? 
— Não. Eram parceiros digamos assim, na policia. Ele servia como consultor. 
— Estou curiosa para falar com ele. 
— Venha comigo então. 
Conforme prometido, o Dr. Gray voltou ao seu quarto por volta das dez. não estava sozinho. Uma mulher bem simpática o acompanhava. Também vestia jaleco. Outra médica?
— Como foi a caminhada? Soube que sentiu algumas pontadas no peito e a dificuldade em respirar – ele disse já pegando o estetoscópio para auscultar o peito de seu paciente. E o nível da dor? Numa escala de 1 a 10 sendo 10 a nota para insuportável. 
— Diria uns sete. 
— Certo. Inspire. Expire. Repita outra vez, inspire, expire – ele escutava o reflexo da respiração de Castle – está bom, limpo. Acredito ser apenas uma questão de prática. Agora vamos falar de outro assunto, um que certamente interessa bastante a você. 
— Kate? 
— Sim. Essa é a Dr. Jessica Mueller. Ela é psicóloga. Eu e Johanna queremos que você converse com ela para sabermos se você está pronto e psicologicamente bem para ver sua esposa. Ficar calado não irá lhe ajudar. Vou deixa-los à vontade. 
— Olá, Sr. Castle. 
— Por favor, apenas Castle. 
— Tudo bem – disse ela sentando-se na cadeira ao lado da cama. Castle estava sentado em uma outra poltrona – os seus médicos me contaram o que aconteceu a você e a sua esposa. Porém, eu gostaria que relatasse para mim. 
— Você quer desde o começo ou apenas do momento que fomos atacados em nossa própria casa. 
— Talvez um resumo, o que achar melhor. 
— Estávamos investigando um caso grande que já matara vários agentes federais. Um caso de corrupção infiltrado em nosso sistema jurídico. Kate investigava Loksat há meses escondida. Tudo era muito perigoso e ela fora avisada que se fosse descoberta morreria assim como todos que amava. Ela descobriu um dos grandes bandidos, ele nos deu uma pista que acabou sendo uma armadilha. Nós quase morremos, porém achávamos que havíamos prendido o chefão, Loksat. Quando chegamos ao loft naquela manhã, umas sete talvez, eu me ofereci para preparar o café da manhã para ela. Ia fazer panquecas porque ela adora – ele suspirou desviando o olhar da psicóloga, lembrava do jeito que Kate sorria.   
— Quando estava acendendo o fogo um pensamento me ocorreu, chamei por ela, porém era tarde demais. O mesmo cara que armara para nós estava escondido na nossa casa. Ele atirou em mim. Eu lembro de ter caído. Ouvi mais tiros e a voz de Kate me chamando. Estávamos os dois no chão. Ela também fora atingida, rastejamos de modo a ficarmos próximos, demos as mãos. Muita dor e sangue. A última coisa que lembro é de Kate sobre mim e... – ele tinha a voz embargada, as lágrimas já rolavam pelo rosto – e-ela disse “eu te amo” e eu não pude responder. Tudo ficou negro. 
Castle tentava limpar as lágrimas. 
— Quando os médicos me disseram que a cirurgia dela foi difícil, que perdera muito sangue, e-eu achei... eu pensei que a perdera, eu não podia perder Beckett, não era justo. Então, soube que ela estava em coma. Deus! Eu só preciso vê-la, Kate é a minha vida. Ela me salvou... – ele respirou fundo tentado cessar o choro, algo que não estava conseguindo tão facilmente – olha, doutora, eu sei que seus colegas médicos acham que eu estou traumatizado. Não. Eu e Kate, nós já passamos por muitas situações de perigo, escapamos da morte várias vezes. Meu problema não é esse. Você já viu a vida de alguém que ama se esvair bem na sua frente, doutora? 
— Sim, meu pai teve um ataque cardíaco fulminante na minha frente. 
— Então é capaz de entender o que estou pedindo. Eu já vi Kate morrer duas vezes na minha frente, eu não podia fazer nada. Não basta que eles me digam que ela está em coma, eu preciso vê-la, olhar em seu rosto porque assim posso pensar que há esperança. Eu não posso viver sem ela. Eu a amo demais e não quero ter arrependimentos, se ela morrer, será minha culpa. Eu apenas preciso toca-la. Por favor... 
— O trauma, ele vem o impedindo de dormir? Tem pesadelos? 
— Não. Claro que a cena repassa várias vezes em minha mente. Não se esquece algo assim fácil. Mas esse não é meu problema. O trauma não me importa. Kate é o que importa, ela viva e bem. Perde-la sim, seria um trauma. Estamos acostumados com perigos. Faz parte da nossa vida, ela é capitã de um distrito de homicídios, eu sou investigador particular além de escritor. Já prendemos muitos inimigos juntos. 
— Há quanto tempo estão casados, Castle? 
— Um pouco mais de um ano. 
— Do jeito que fala, parece muito mais. 
— Nós nos conhecemos há oito anos. Eu a seguia para fazer pesquisa para a série que criei inspirada nela. Quatro anos depois, nós começamos a namorar. Depois eu a pedi em casamento. Tivemos que adiá-lo por uns meses. Nada na nossa vida foi fácil, doutora. Mas chegamos até aqui, porque somos parceiros, confiamos um no outro, amigos. Entendemos nossas falhas e nos amamos. Nossa história é complicada, mas cada momento valeu a pena. Ainda temos muito para viver, eu só preciso que Kate lute, que acorde. 
— Por isso quer vê-la? Acha que se falar com ela pode mudar a situação do coma? 
— Não custa nada ter esperança, ninguém sabe como o destino traçou nossos caminhos. Mas sou realista, preciso vê-la porque saberei se ela está lutando, é como a evidência de que ela pode voltar para mim. Eu nunca conheci uma mulher como Kate Beckett. Destemida, forte, justa. Aqueles olhos amendoados que mudam para um verde intenso dependendo da luz ou de seu estado de espirito. O olhar fuzilante, o sorriso. O jeito como ela mordisca o lábio inferior quando está pensando em besteiras ou nervosa com alguma coisa. Ela coloca seu coração, sua paixão e uma obsessão na sua luta por justiça. Ela é extraordinária e não admito que digam o contrário. Da mesma forma, que não admito que ela perca essa batalha.  
— Castle, isso foi bastante esclarecedor. Não tenho mais perguntas. Muito obrigada. Acho que nunca ouvi um homem falar com tanto amor e orgulho de sua esposa – ela sorriu – espero que saia logo dessa. 
A psicóloga deixou o quarto, Castle tinha em seu semblante, uma grande interrogação. Afinal, ele iria ver Kate ou não? Suspirando frustrado, ele limpou as últimas lágrimas de seu rosto. A pergunta de Castle não seria respondida até o fim do dia. 
A Dr. Mueller saiu convencida daquele quarto. Foi até a recepção e pediu para localizarem a Dr. Marshall e o Dr. Gray. Ela estaria esperando pelos dois na área dos consultórios do pronto-atendimento. Vinte minutos depois, eles apareceram. 
— Desculpe, estava dando uma consulta para um colega. 
— Tudo bem. Sentem-se. 
— Então, o que achou do Sr. Castle? Quanto do trauma ainda o perturba? 
— Não. Apesar de ter me confessado que vê a cena várias vezes em sua mente, isso não o perturba como vocês imaginam. O que o perturba é a ideia de não ver a esposa. Saber como ela realmente está. Tivemos uma conversa muito interessante e posso dizer para vocês que Castle não se intimida com perigo, a menos que esse perigo envolva Kate. A forma como falou dela é estimulante. Apaixonante. 
— Então, você está dizendo que ele está bem psicologicamente falando? 
— Está. Não será fácil ver a pessoa que ama em coma. Porém, não vê-la pode lhe fazer ainda mais mal. Minha recomendação depois de tudo o que ouvi é que devem deixa-lo ver Kate. E após o primeiro encontro se ele quiser conversar outra vez comigo ou com um de vocês, ofereçam. Dividir o fardo também ajuda. 
— Quando faríamos isso, Paul? 
— Amanhã. Não quero ele ansioso para o encontro. Pode não ter uma boa noite de sono. 
— Ele vai perguntar, você sabe – disse Johanna. 
— Eu aconselharia dar uma certa esperança para ele hoje, sei que a ansiedade pode atrapalhar, porém ele também precisará se preparar para o que irá encontrar. Prometa, diga que você só receberá meu relatório pela manhã. Não o deixe sem resposta. 
— Tudo bem. Obrigado, Jessica - ele virou-se para Johanna - você está adorando isso, não? Sei porque está com esse sorrisinho bobo no rosto. Afinal, o que esse cara tem que a fascina tanto, Johanna? 
— Não é ele que me fascina, Paul… - ela fitou os olhos verdes do homem moreno, alto, de ombros largos - é a historia. 
— Um romance? Como os que ele escreve? 
— Não é apenas uma historia de amor, Paul. A deles tem imperfeições, ainda assim é grande historia que na minha opinião ainda merece muitos capítulos - dizendo isso, ela se afastou. Paul ficou observando a bela amiga se afastar. Os cabelos castanhos avermelhados em um perfeito rabo de cavalo e apesar do jaleco, ele podia ver as curvas do corpo esbelto com precisão.  
Pela parte da tarde, Castle voltou a fazer caminhada pelos corredores do hospital. Acompanhado da enfermeira, ele procurava conversar a fim de evitar ficar pensando sobre Kate e se de fato o médico o deixaria ver a esposa. Também se lembrou da filha. De alguma forma, ele teria que se desculpar por não ter lhe dado atenção. O exercício da tarde foi melhor, já não sentiu tanta dor e a respiração parecia estar melhorando. Ainda falhara, mas não tanto quanto de manhã. 
Ao retornar para o seu quarto, encontrou o jantar e os médicos esperando por eles. O Dr. Gray perguntou como ele se sentira após o exercício. Castle relatou sua melhora. Após uma nova verificação de seus pulmões, ele sentou-se na poltrona para jantar. Nem esperou o médico comentar, ele tinha que perguntar. 
— Dr. Gray, eu gostaria de saber qual foi o diagnóstico da psicóloga. Ela me liberou para ver Kate? 
— Ainda não sabemos, receberemos o relatório com o seu parecer amanhã pela manhã. 
— Mas eu pensei que ela ia sair daqui e já informa-los... 
— Não. Ela é muito ocupada. Não se preocupe, assim que recebermos viremos falar com você. Obviamente que independente do parecer, você precisa continuar com os exercícios, terá uma sessão com o pneumologista e fisioterapeuta respiratório amanhã. Dependendo da resposta dele, poderá até ser liberado. Também tirarei seus pontos amanhã. Se ganhar o direito de ver sua esposa, precisa se preparar também. Lembre-se que ela está em coma, não em sua saúde plena. 
— Eu sei, doutor. 
— Certo, vejo você amanhã cedo. Boa noite, Sr. Castle. Descanse.   
Castle e Beckett completavam sete dias no hospital. O Dr. Gray encaminhou Castle para as suas consultas enquanto a Dr. Marshall se encarregava de checar os curativos de Kate, retirar os pontos e fazer uma higiene para que Castle pudesse vir visita-la. Ainda não deram a noticia ao escritor. 
Quando retornou ao seu quarto, o Dr. Gray o esperava. Abriu o curativo, retirou os pontos, limpou o local. Havia cicatrizado muito bem. As respostas do teste respiratório também foram bem satisfatórias. Era o momento de contar a ele que finalmente veria a esposa. Paul bipou Johanna para que ela se reunisse a ele a fim de dar a notícia. A médica entrou no quarto com um envelope nas mãos, tudo parte da encenação. 
— Olá, Sr. Castle. Acabei de receber o relatório da Dr. Mueller – os olhos de Castle se arregalaram, será que finalmente iria ver Kate? – quer fazer as honras, Dr. Gray? – o médico abriu o envelope, fingiu examinar o papel por alguns segundos. 
— Então? – perguntou ansioso. 
— Você impressionou a psicóloga, Sr. Castle. Sim, você está apto a ver sua esposa – o alivio percorreu o corpo de Castle fazendo-o suspirar, um sorriso genuíno apareceu em seu rosto, bem como as lágrimas nos olhos. 

— Kate... – ele fechou os olhos - nem acredito que irei ver seu rosto outra vez... 

Continua...

6 comentários:

TheMikyMel disse...

Novamente ficou faltando um pedaço da fic, mas eu te perdoo... HUEUHHUAHUA

Castle, coitado, não sabendo o que está realmente se passando com a Kate. Obviamente ela escutará a voz dele e dará animo dela lutar esteja onde for.

Martha e seus "esculachos", sempre funcionam.

cleotavares disse...

Eu amo a Martha, sempre sábia. A Alexis sendo a Alexis e o Castle, tadinho, como está sofrendo esse bundudo lindo.
A Kate só dará sinal, quando ouvir a voz de seu amor, certo?

Volta Kate!

marta santos disse...

Sò quero dizer que quem não está lendo essa fic não sabe o que e stá perdendo ... cara isso está melhor que a encomenda , sério estou completamente apaixonada por essa fic ( ok , isso não é novidade kkk ) .
Uma pergunta , vai demorar muito pra Alexie sair de cena ? kkk , não consigo ler nem o nome dela , chatinha! Não que o que está escrevendo seja chato ( estou até me divertindo muito com as crises ) , não , é que essa personagem não desce na minha garaganta mais ,pegue um certo nojinho. Bom vamos falar de gente importante rs, cara estou chipando muito esses dois 😍😍😍😍 Paul e Johanna ja são meus xodozinhos, isso vai ficar muito bom , ele ja estava reparando nas curvinhas dela , hum... ai , aiaiaia crianças ... esperando ansiosa. E o que dizer de CASKETT ? Como a Dra. Joanna disse o lance não é Sò o romance e sim a história , eu concordo completamente , pq eles não são perfeitos , mas são perfeitos kkk , eu nunca antes de conhecer a série CASTLE tinha visto dois personagem se completar de uma forma que te deixa sem respirar por alguns segundos , eles nos tira o fôlego . A história deles é algo sem explicação, o amor que sentem um pelo outro chega até ser insano , eu sou muito grata por poder ver e ler histórias de amor assim na ficção ,pq isso não acontece na vida real , gostria de conhecer o Richard CASTLE na vida , iria prender e não largar nunca mais kkkk , ele falando dela é algo que sempre vai me comover e me fazer ficar ainda mais apaixonada por ele e por eles ( se é que ainda é possível ) . Eles não vivem um sem o outro , não mesmo . E o que mais me impressiona é que a história deles ja é tão boa , mas vc ainda consegue me tirar o chão completamente com as suas palavras . Você me inspira garota ! Vamos falar o pouquinho da protagonista Master kk , Dona Martha , melhor mãe , pessoa , sogra e conselheira do mundo . Nada como uma dose de Martha pra levantar qualquer defunto kkk, " Richard a atriz sou eu " , kkkkk ." E não vai ficar de gracinha com as enfermeiras , não se esqueça que sua esposa tem uma arma " ... Eu amo essa mulher . Martha é realmente incrível . Não quero que ela suma da Fic , please !
Por fim vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos , esse reencontro de Almas , de coração vai ser muito emocionante , ja prevejo muitos olhos nas minhas lágrimas . Não demore muito postar o próximo , plis .
Thx 💙

Mah😘

Priscila Barros disse...

Realmente quando falei que a raiva que to da Alexis só tava começando ela aumentou significativamente aqui! Que menina chata. O pai dela quase morreu e ela vem pagar de dramática, com ceninha de ciúmes, puts, ela já passou dessa fase de adolescente. Precisa de uns bons tapas para acordar pra vida e perceber que o que ela precisa é apoiar o pai.
Ainda bem que temos a Martha, diva maravilhosa, sempre disposta a jogar as verdades na cara dela.
Agora lindo mesmo é ver o Castle falando tudo aquilo da Kate pra psicológa ❤❤❤ o amor desses dois é lindo demais!!! ❤❤❤
Agora vamos falar do nosso novo ship, grayshall ❤ eles são tão fofinhos ❤❤❤ tomara que eles se acertem logo.
Agora com essa liberação do Castle pra visitar a Kate muda tudo no jogo, com a presença e a força desse amor vai ser bem mais rápido pra Kate ficar boa ❤❤❤❤
Obrigada por esse capítulo incrível, Kah ❤❤❤❤

Gabriela Mendonça disse...

Adorei o Vrau que a Martha deu na Alexys. Como sempre Martha tem os melhores conselhos. "Meu pai quase morreu por causa dela" ah claro pq a Kate nem tentou afastar ele da investigação, pior colocou a arma na cabeça dele e forçou ele a investigar... minha filhaa cresça e veja que seu pai só faz o que faz porque ama a Kate. Ninguém tem culpa de nada.
Isso lá é hora para ter ciúme? Vai morar com a Merdith, com a Hayley só suma...
A conversa do Jim com a Kate foi tão fofinha, ele avisando que o marido dela acordou e pedindo para que ela acorde para ficar com ele... tipo td mundo, menos a mongol, compreendem que o fato do Rick ter acordado e ela não é complicado, uma vez que eles são dependentes um do outro. E jamais vão ficar 100% bem enquanto o outro esta sofrendo.
E mais uma vez Martha vem com sua sabedoria... que mulher... tiro o chapéu para DOna Martha. Ela atrapalha os momentos Caskett mas a gente respeita kkkk
Essa conversa com a psicologa foi emocionante... abriu o coração total...
OMG que bunitinho ele vai poder ver a KAteeee. Agora ela acorda.

Vanessa Belarmino disse...

Martha sambando na cara dessa pirralha... WOW. Ameiiiiiii!
Jim falando com Katie... Dizendo que Castle está vivo, para incentiva-la a acordar... Esses pais lindos.
Jim todo preocupado com o que falar para Castle, eu achei fofinho.
E a conversa entre os dois foi emocionante. Rick pensando que ele o culpava pelo o que aconteceu. Jim e Martha são maravilhosos.♥♥
Martha apoiando Jim, que cena linda. Katherine tb é filha dela afinal.
OMG" Martha é ótima conselheira mesmo. Dando um puxão de orelha e entendendo o filho. Citar os meses de desparecimento dele foi golpe baixo.
E ela ainda guarda o bom humor hahaha
Hora de falar com a nora. Isso mesmo ja descansou demais, pode voltar...
Vamos andar Richard Castle. E me fazer chorar tb, contando para psicologa a historia deles... E ainda falando dela com tanta admiração e amor.
Nunca vi tanto amor assim. A psicóloga liberou. Eu vou ate beber mais água, porque vou desidratar nesse reencontro.
Johanna fascinada com a historia! Ai gente e quem não? Muito amor.
Castle se esforçando nas atividades. A carinha de felicidade ao saber que verá sua amada...
Não vai ser um passeio no parque, mas ele precisa disso e ela tb.