terça-feira, 3 de janeiro de 2017

[Stanathan] Kiss and Don't Tell - Cap.98


Nota da Autora: Ok, vamos nos divertir! Rir, talvez se emocionar.... suspirar. Esses são todos os sentimentos envolvidos na maioria dos capítulos dessa fic. Hoje com participações mais que especiais. Anne, Cookie e Bob na área! O pequeno trecho em inglês é de uma musica chamada "Starving" de Hailee Steinfield. Se quiserem escuta-la na integra é só jogar no Youtube. Divirtam-se e mais uma vez: don't kill the messenger.... por qualquer motivo, choro, raiva e afins! 


Cap.98

Dois dias depois, Gigi olhava nervosa os números do display do elevador sendo trocados. 8…9…10… parecia uma eternidade até chegar ao 16o andar. Quando a porta do elevador finalmente se abriu, ela pisou firme no hall. A bolsa pendurada de um lado, um envelope nas mãos. Andava pelos corredores com determinação. Pediu informação a uma das assistentes e seguiu pelo corredor apontado. Então, ela encontrou um dos rapazes que estivera no happy hour uma vez. 
— Oi, Gigi. Tudo bem? Estou ansioso pelo casamento. O que você faz aqui? Acho que errou o andar. O escritório do Jeff fica no 15o andar. 
— Eu sei. Vim resolver um assunto. Até depois - ela seguiu até o fim do corredor. À direita, estava o biombo onde sua suposta rival ficava. A placa no canto do vidro indicava isso. Chegando mais perto, Gigi a viu. Estava de costas, ao telefone. A mesma voz irritante. Cruzou os braços e esperou ela terminar. Quando Linda virou a cadeira para botar o telefone no gancho, viu a mulher parada lhe olhando. Não teve tempo de sequer sorrir. Gigi jogou o envelope no peito dela. 
— Esse é oficialmente um aviso - disse colocando as mãos na cintura - Estou desconvidando-a do meu casamento. Fique longe do meu homem ou da próxima vez que a vir, não serei tão educada - ela pegou um copo com agua que estava sobre a mesa e jogou na cara da mulher. - Você foi avisada. 
Gigi virou-se e saiu andando na pose. Assim que chegou ao elevador, as pernas bambeavam, o coração disparado. Apertou o 15o. Com pressa, ela quase correu até o escritório de Jeff. Ao vê-la, ele abriu o sorriso. 
— Gi, oi amor. O que faz aqui? 
— Vim te levar para almoçar. Vem… - ela o puxou pela mão. 
— Calma, por que a pressa? Espera, minha carteira - ele pegou o objeto na gaveta, colocou o celular no bolso e a acompanhou - não precisa sair correndo, você quase não vem aqui e… 
— Estou com fome, e com saudades - no elevador sentindo-se mais segura, ela o beijou - Jeff, lembra daquela ordem de restrição? Acho bom você pensar em providenciar. 
— Gigi, o que você fez? - ele estava assustado. 
— Nada demais. Apenas reafirmei a quem você pertence. Ninguém mexe com o meu homem. 
— Oh, Deus. 
Quando chegou em casa naquela noite, ele estava louco para beija-la e ainda zonzo com tudo o que ouvira. Encontrou a noiva conversando ao telefone com a sua mãe. 
— Eu não sei realmente, a sis me informou que Katherine devia nascer na primeira semana de abril. Só que é uma estimativa. Bebês não seguem planejamento. Minha sobrinha já levou os pais à loucura duas vezes nesse último período. Quem sabe o que será capaz de aprontar? 
— Talvez devamos considerar a ideia de irmos antes para LA. O que acha, Cookie? O aniversario de Nathan está próximo. Podíamos ir antes. 
— Sim, gostei da ideia. Dia 25 de março me parece uma boa data. Tem algum problema para você e Jeff? 
— Nenhum. Aliás o único problema que tinha resolvi hoje. Cometi um erro em um convite.  Mulheres interesseiras e sem classe não merecem estar no meu casamento. Tive que agir para consertar. Mostrar quem manda. Não gosto de ninguém se insinuando para o meu homem. Sabe como é, nada está garantido. Só quis ter certeza que ela entendeu o recado. 
— Você está falando daquela moça, a tal Linda que estava na dúvida sobre convidar? - perguntou Bob. 
— Sim, mas já desconvidei. Pessoalmente para não restar dúvidas de que ela é persona non grata. 
— Minha filha, você tem coragem - disse Cookie. 
— Ele chegou. Oi… - Gigi falou desconfiada. Provavelmente ouvira sobre seu pequeno show. Jeff sentou-se ao lado dela no sofá. 
— Reconheço uma cara de culpada quando vejo uma, meu Deus, sua louca o que você foi fazer? 
— Ela estava sendo sua noiva, Jeff. Você deveria estar orgulhoso. 
— Pai, o senhor sabe o que ela fez? Ela jogou um copo com agua na cara de Linda no ambiente de trabalho. 
— E desconvidando a piriguete - Gigi acrescentou. 
— Até eu já sei que sua noiva não gosta de ser desafiada. Ainda não aprendeu? - Jeff sentou-se ao lado dela, Gigi olhava para ele esperando o próximo passo. Pronta para se defender do que ele diria.  
— Com licença, pai, mãe… - ele cortou o video, tirou o telefone da mão dela e puxou-a pela nuca devorando-lhe os lábios. Deslizava a boca pelo pescoço, o colo e voltou aos lábios - louca… minha louca. Quantas vezes terei que dizer que sou seu? E você não pertence a ninguém além de mim - ela riu, pegou o celular outra vez e comentou. 
— Desculpa, sogrinha, sogrão… vou precisar desligar. As cenas dos próximos capítulos serão proibidas para cardíacos - desligou o telefone quando Jeff já abria os botões da calça jeans que ela usava. 
XXXXX 
Stana consultava o calendário. Março. 23. Em quatro dias seria o aniversario de Nathan. Acariciava a barriga. 
— Hey, Katherine… papai faz aniversário logo. Ano passado, nós estávamos em Nova York. Eu prometi que daria um filho a ele. Você está quase chegando. Não vejo a hora de segura-la em meus braços, minha pequena - ela sentiu a filha se movendo.  
— Hey, o que você está fazendo? Olhando o calendário, Staninha? O que se passa nessa cabecinha,hum? 
— Seu aniversário está chegando. Vai comemorar?
— Melhor não, mesmo que seja algo entre nós, somente família, talvez seja melhor deixar para depois. Katherine está chegando e você pode disfarçar o quanto quiser, mas está cansada. Está pesada o que é totalmente normal para o final da gravidez. Não se preocupe, amor. 
— Nate, não é apenas isso. Eu falei com a Gigi. Ela confirmou que seus pais estão vindo no dia 25, eles mencionaram de passar seu aniversario, se quiser mamãe pode fazer algo. Não precisa ser eu ou você, apenas um simples jantar. 
— Podemos pensar, não agora. Aliás, tenho outra coisa em mente nesse momento. Vem comigo - ele puxou-a pela mão levando-a ao quarto - sente-se na cama, Staninha. Hora da massagem. 
— Nate, não precisa…
— Claro que precisa. Pensa que não vi suas expressões? O jeito que movia as pernas trocando de posição, de um pé para outro? Quero fazer isso - ele pegou um dos pés dela em suas mãos e começou a massagea-lo. Stana fechou os olhos aproveitando o momento. Percebeu que ela sentia um arrepio - está com frio, amor? Posso pegar uma manta para você - prontamente Nathan se levantou. Jogou uma coberta sobre a esposa tomando cuidado para cobrir seus ombros. Ela segurou a mão dele. Sorriu. Estava de pé, de frente para ela. 
— Eu não tremi por frio, babe. Foi o seu toque. Vem, sente-se do meu lado.  
— Hum, Staninha, querendo um pouco de ação… - ele se sentou ao lado dela na cama, puxou-a escorando-a em seu peito, beijou-lhe o rosto - não sei se você deveria…
— Só quero uns beijinhos do meu marido, aqueles especiais que me tiram do sério, sabe? É algum crime isso? 
— Hum, como esse? - Nathan sorveu os lábios dela com vontade. Pode sentir os dentes da esposa mordiscando seus lábios, a língua pedindo passagem com urgência. Uma das mãos dele se perdeu moldando um dos seios de Stana que gemeu entre os beijos que recebia. Agora ele devorava seu pescoço. Stana mordiscava o lóbulo da orelha de Nathan. As mãos deslizavam por baixo da camiseta que ele usava tocando a pele quente. 
— Tire a camisa, babe…
— Amor, não acho que deveríamos…
— Quero sentir sua pele, toca-lo, por favor - ele obedeceu. Stana deitou a cabeça em seu peito, uma das mãos deslizavam sentindo o calor da pele. Cheirou-o, beijou-o - tão bom… - ela não parou. Brincava fazendo pequenos círculos em seu peito até chegar ao elástico da calça de moletom que usava. Quando ela agarrou o membro dele sobre a calça, Nathan deixou escapar um gemido. 
— Faz um tempinho, não? - ela sorria para ele mordiscando os próprios lábios. 
— Se por tempo você está se referindo a umas três semanas atrás. Está tudo bem, Staninha. 
— Mas eu ainda nem comecei a seduzi-lo para aceitar seu jantar de aniversario. Eu sou muito boa nisso. 
— Eu sei. Então essa foi a razão para eu tirar minha camisa. Chantagem, Staninha? Por um jantar? - ela riu - você não vai desistir, vai? 
— Você me diz, posso ser bastante teimosa as vezes. São seus pais, Nate. 
— Tudo bem, fale com a sua mãe. 
— Obrigada - beijou o peito dele outra vez - não mereço mais beijos? - rindo, Nathan acariciou o rosto dela, ajeitou uma mecha de cabelo que cobria teimosamente parte dos olhos.
— Eu te amo, sabia? 
— É, já percebi. Por que outro motivo você estaria aqui comigo? Especialmente com esse barrigão. 
— Boba… - ele sorveu seus lábios novamente em um beijo apaixonado.  
No dia seguinte, Stana conversou com a mãe que ficou radiante em poder oferecer um jantar para o genro ainda mais na presença dos pais dele. Embora Stana não percebesse, para Rada essa oportunidade era uma espécie de compensação pela forma que viu os sogros tratarem Gigi e o fato dela manter a intimidade com ambos se tornando importante na vida dos dois. Era como se Nathan fizesse a mesma coisa com ela ao pedir esse jantar. 
Na véspera da chegada dos sogros, Gigi resolveu dar uma geral na casa. Sim, sua mania de limpeza falara mais alto. Vestindo um shortinho e uma camiseta, tinha os headphones sem fio conectados ao seu iPhone. Usava o aspirador de pó para tirar a poeira do chão da sala. Quando Jeff chegou do trabalho, encontrou a noiva dançando e remexendo os quadris com o equipamento de limpeza ligado. Ela cantava e rebolava, alheia ao que acontecia ao seu redor. 
— You know just how to make my heart beat faster. Emotional earthquake,bring on disaster. You hit me head on, got me weak in my knees. Yeah, something inside me's changed I was so much younger yesterday, aye so much younger yesterday, oh, yeah. I didn't know that I was starving 'til I tasted you don't need no butterflies when you give me the whole damn zoo - Gigi rebolava descendo até o chão, empinando o bumbum - By the way, right away you do things to my body. I didn't know that I was starving 'til I tasted you - ela balançava a cabeça, erguia as mãos - By the way, by the way. You do things to my body. The more that I know you, the more I want to. Something inside me's changed I was so much younger yesterday. 
Jeff sorria ao se aproveitar do show que ela fazia. Começava a sentir as reações do seu próprio corpo. Ao virar-se, ela deu de cara com o noivo. Tirou os headphones. 
— É assim que você faz faxina? 
— Faz tempo que você está ai? 
— O suficiente para admirar o show - ele a abraçou colocando as mãos na cintura dela - o que era isso que você dizia? Faço coisas com seu corpo? 
— Isso, espertinho, era um verso da canção. Se bem que… - ela deslizou as mãos até o bumbum dele - acho que diz um pouco sobre você. 
— Mesmo? Por acaso está em busca da nossa musica? Essa seria uma candidata? Pode cantar mais um pouco para eu avaliar? De preferência, desfilando e dançando? 
— Sempre abusando - ela tirou o headphone, pegou o celular sobre a mesa e acionou a canção. 
Gigi começou a dançar na frente dele. Repetia a letra da música. Olhava maliciosamente para o noivo, ela rebolava sensualmente exibindo-se com o shortinho. Jeff estava boquiaberto diante da pequena dança que via a sua frente. Não podia esperar mais, queria tê-la agora. Ele a agarrou pela cintura devorando seus lábios. Suas mãos deslizavam por baixo da camiseta que Gigi usava. Quebrando o beijo, ela o fitou. Os olhos azuis sedentos de desejo. 
— O que aconteceu, Jeff? 
— Estou faminto. Por você - ele a carregou nos braços arrancando um gritinho de Gigi, colocou-a no sofá e deitou com todo o seu peso sobre ela tomando-lhe os lábios mais uma vez. 
— Quero você, demais Jeff… 
Mais tarde, na cama, ele acariciava os cabelos dela. Gigi estava deitada sobre o corpo dele. De vez em quando, ela beijava o peito dele ou pressionava sua pele com as unhas, provocando. 
— Gi, você acha que essa musica parece com a gente? 
— Um pouco. Tudo que ela diz acontece conosco, mas não é uma musica que representa o que somos, como nos vemos no relacionamento. 
— Eu gostei dela, mas acho que você tem razão. Quer mesmo encontrar uma musica, não? 
— Todo casal tem uma. 
— Eu adorei o fim da faxina - ele disse rindo, puxou-a para um beijo. 
— Ah, não…nem lembra! Seus pais chegam amanhã e não terminei… culpa sua! 
— Minha? Quem estava rebolando e se insinuando era você. 
— Porque você pediu, seu… seu… droga eu sou péssima nisso… gostoso abusado! - Jeff gargalhou. 
— Ah, Gi… eu prometo que ajudo você a terminar amanhã antes de ir busca-los no aeroporto. 
Os dois terminaram a faxina por volta de duas da tarde. O avião dos sogros chegava às três e ambos haviam decidido que iam fazer um jantar de boas vindas. Jeff persuadiu Gigi a fazer o bolo de carne prometendo pagar a divida com aquele tratamento especial que ela adorava. Por conta disso, ela preferiu ficar em casa para adiantar as coisas. Ele faria sua famosa lasanha. 
Quando Jeff entrou pela porta, ele trazia duas malas, os pais vinham logo atrás. Dona Cookie foi a primeira a cumprimentar a futura nora. 
— Gigi! Estava louca para te dar um abraço. 
— OI, sogrinha, seja bem-vinda ao nosso pequeno refúgio - Bob beijou a nora - olá, fã #2. Querem conhecer a casa? Vou fazer o tour. Jeff, pode levar as malas para o quarto. Vocês ficarão no fim do corredor, desculpe pelas escadas, mas parece que é mandatário ter quartos no segundo andar em Los Angeles. E se encontrarem qualquer bagunça pelo meio do caminho, saibam que é do filho de vocês. 
— Estamos acostumados - disse Cookie rindo. Gigi mostrou todos os cantos da casa, conversava com os sogros animada. Era possível perceber pequenas coisas que eram toques de Gigi. Ela explicou que sendo arquiteta, acabara mexendo um pouco no ambiente. Jeff não se importava. Claro que não, pensou a mãe. O lugar tinha a cara deles. 
— Vocês querem beber alguma coisa? Um chá gelado? Café? Se quiserem descansar, fiquem à vontade. Podem ir para o quarto. Eu e Jeff cuidaremos do jantar. 
— Eu aceito um cafezinho - disse Bob, ela apenas olha para Jeff que entende o recado. Vai para a cozinha. 
— Jantar? Ah, não. Filho, não queremos dar trabalho para você. 
— Trabalho nenhum. Eu já adiantei algumas coisas. 
— Você? Mas você não cozinha. Disse para mim, Gigi. 
— Ah, mãe… ela não cozinha, mas quando se arrisca faz maravilhas. Ela vai fazer o mesmo prato que serviu para mim. Vocês vão ficar impressionados - ele colocou a bandeja com o café sobre a mesa, entregou uma xícara ao pai e pegou uma para si. Gigi acabou se servindo também, após a sogra. 
— Jeff está exagerando, dona Cookie. Eu cozinhei para ele porque queria fazer algo especial, mas isso não me faz uma cozinheira. Nem quero! 
— Já estou curioso - disse Bob. 
— Acreditem, vocês vão amar. 
— Quero saber de outra coisa - disse Cookie - como vão os planos do casamento? - sorrindo, Gigi dividiu com a sogra o que já tinha organizado. Bob decidiu tirar uma soneca. Jeff estava na cozinha, mas observava de longe o jeito da mãe com a sua noiva. Elas riam, falavam e concordavam. Quer dizer, Gigi era quem comandava a conversa, aliás não podia ser diferente. Sorriu. Elas pareciam mãe e filha. 
Mais tarde, o casal estava na cozinha ajustando os últimos detalhes para o jantar. A mesa pronta, o vinho gelando. A carne no forno e Jeff montava a lasanha. Ela começava a cozinhar o molho da carne. Enchendo uma colher, ela ofereceu a ele. 
— Prove. Diga se está bom, igual ao outro. Acho que errei. 
— Duvido - ele provou - está bom. Só mais um pouco de pimenta do reino e ficará perfeito. 
— Tem certeza? - ela reparou na cara do noivo - está bem, já entendi - ela colocou mais um pouco de pimenta, misturou e provou - ah, está melhor. Sempre é bom ouvir o cliente - de repente, ela se lembra de algo, olha para o noivo um pouco alarmada - Jeff! Não acredito! Nós esquecemos a sobremesa. Que droga! Isso que dá não saber fazer doce… o que faremos? 
— Não se preocupe. Vou comprar uma torta de maçã, papai gosta. Eu já volto. 
Vinte minutos depois, ele retornava trazendo a torta. Foi direto para a cozinha colocar sua lasanha no forno. O bolo de carne e o molho estavam pronto. Assim que o timer do forno disparou, ele tirou a travessa do forno e chamou os pais para jantar. Sabendo que eles não bebiam constantemente, Jeff encheu uma jarra com ice tea, bastante gelo e rodelas de limão siciliano. O cheiro estava convidativo. 
Dona Cookie observou a mesa. Quatro lugares devidamente arrumados. Taças, copos, jogo americano. Tudo de muito bom gosto. 
— Que mesa linda. Vocês tem umas peças bonitas. 
— O Jeff tem. Eu vou me tornar dona depois que casar. Poupou bastante a lista de presentes, o que é bom porque não temos muitos convidados mesmo. Por favor, sem cerimônias. Sentem-se porque comer lasanha fria é terrível - ela mesma assumiu seu lugar ao lado do noivo, não tinha colocado pratos na cabeceira como geralmente fazia. A mesa de seis lugares fora arrumada apenas nas laterais. Ela ao lado de Jeff e os sogros na frente deles - Estava pensando, amor, podíamos pedir dinheiro de presente. Para gastarmos na lua de mel. O que acha? 
— Amor, não acho que seja legal pedir dinheiro das pessoas. 
— Por que não? Um monte de gente faz em Hollywood, inclusive seu irmão. 
— Ele faz por uma causa, Gi. 
— E a nossa lua de mel não é uma boa causa? - a sogra riu. 
— Ah, filho, prevejo difíceis argumentações para você em seu futuro. Sua noiva não aceita qualquer coisa. 
— Não mesmo. 
— Então escolheu o Fillion certo - disse o pai - imagina uma briga dela e de Nathan? 
— Eu sei que escolhi o certo, fiquei com o melhor - ela olha para Jeff - vou esquecer por hora o que estávamos discutindo. 
— Gigi, esse bolo de carne está uma delicia. Quando você me disse que não sabia cozinhar, eu imaginei que não sabia fazer nem um ovo frito. 
— E não sei. 
— E como conseguiu fazer um bolo de carne tão saboroso? - perguntou dona Cookie. 
— Segundo a sis deve ser duas coisas, ela me disse que a prática leva a perfeição. Esse é o quinto que faço e a outra coisa que ela me ensinou é que precisa ter amor. Isso tem de sobra para o Jeff e para vocês sogrinhos. Estou muito feliz que estejam aqui.  
— Sua irmã é uma mulher inteligente. Comida feita com amor é sempre deliciosa.  
— Falando nela… - Gigi mostrou a foto de Stana ligando - hey, sis! Você não morre esse ano. Estávamos falando de você. 
— Puxa! Fico feliz em saber disso. Não seria nada bom deixar minha filha órfã. Espero que não esteja reclamando de mim, Gigi. 
— Reclamar? Nem poderia. Estamos jantando. Fiz o bolo de carne, sis. Está delicioso. Espera, deixa eu acionar a câmera para você falar com todo mundo - ela mexe no telefone e logo a imagem de Stana aparece na tela - pronto! Pode cumprimentar todo mundo. 
— Oi, Jeff. O milagre anda se repetindo, não? Como você conseguiu que Gigi cozinhasse outra vez? 
— Ah, cunhada, se você soubesse o preço que tenho que pagar… 
— Como se fosse muito sacrifício! Safado! - Gigi retrucou, Stana riu. 
— Oi, dona Cookie, Sr. Bob. Como foi a viagem? 
— Ótima, Stana. Querida, afaste o celular um pouco mais, quero admirar como você está. Ver o barrigão com a minha neta - ela obedeceu a sogra - oh, você está linda! Não vejo a hora de segurar essa pequena nos braços. Vovó está ansiosa, Katherine. 
— Todos estamos. Desculpe atrapalhar o jantar de vocês. Eu não vou me demorar na ligação. Apenas quero convida-los para vir aqui em casa, conhecer como moramos, o cantinho da neta, minha mãe e aproveitar para comemorar o aniversario de Nathan em família. 
— Minha filha, não precisava ter trabalho por nossa causa. Você está no final da sua gravidez. Não é hora de se preocupar com essas coisas. 
— Não tive trabalho algum. Nem terei. Será a mamãe quem vai cozinhar. 
— Poxa, eu já ia começar a sonhar com a sua torta de limão - disse Jeff. 
— Hey! Você tem que gostar da minha comida - disse Gigi. 
— Eu gosto, Gi, mas você não faz torta de limão - ela revirou os olhos. 
— E nem adianta insinuar que não vou aprender. 
— O que eu disse, filho? Perdeu mais uma - Bob ria e comentou - Stana, adoraremos visita-los. Será um ótimo momento, mas cadê aquele bolha que faz aniversario? Nem vai dar as caras para pedir que nós apareçamos por ai? 
— Ah, pai! Sempre carinhoso. Tive que ceder, mas somente porque a Stana não vai cozinhar. Oi, mãe. 
— Oi, Nate. Ansioso pela espera por sua filha? 
— Nossa! Nem me fale. Katherine já nos deu dois sustos. Teste para cardíaco. Pelo menos, sei que meu coração está bom. 
— Já vi que essa menina vai herdar a teimosia e a mania do pai de querer tudo do jeito dela - disse Bob. 
— E, está por fora, sogrinho. Stana é tão teimosa quanto. Acho que os dois competem… - disse Gigi. 
— Tudo bem, não vamos atrapalhar mais vocês. Continuem o jantar. Aproveitem o privilegio de ter Gigi cozinhando. 
— Parece que o único que ainda não provou esse tal bolo de carne fui eu. 
— Você provou o rascunho, não a obra de arte. Stana levou para você. 
— Espera, não foi o meu irmão que fez aquilo? Foi você? - claro que ele sabia desde que Jeff o contara, mas era sempre bom implicar com a cunhada. Gigi confirmou com a cabeça - nossa! Estava gostoso. Imagino que o fez para ele tenha ficado melhor. 
— Muito - confirmou Jeff. 
— Vamos deixa-los em paz. Vejo vocês depois de amanhã. Beijos a todos - Gigi desligou e continuaram o jantar. Jeff se encarregou da louça enquanto Gigi se certificava de que os sogros tinham tudo que precisavam. Ela perguntou a sogra se pretendia acordar cedo, se fosse o caso, poderia ficar a vontade para fazer o café para o marido. Cookie agradeceu. Bob disse que ia assistir um jogo de futebol americano. Jeff ofereceu a sala para assistirem juntos. Aproveitando que os homens encontraram uma distração, Cookie perguntou se Gigi não queria um café. Ela aceitou. Na verdade, ela queria um tempo sozinha com a sua futura nora. Sentadas numa pequena varanda que dava para o quintal da casa, Cookie puxou a conversa. 
— Gigi, posso fazer uma pergunta? 
— Claro. Pode mandar, sogrinha. 
— Você confia no meu Jeff? Acha que ele é fiel? 
— Claro que sim. Eu o amo e ele me ama. Por que a pergunta? 
— Essa situação com essa moça que você fez questão de provocar. Fiquei com a sensação de que estava insegura. Tudo bem em sentir ciúmes, em brigar por coisas do dia a dia ou mesmo por algo mais sério, o que não pode acontecer em um relacionamento é a perda da confiança, caso contrario ele acaba. E-eu apenas gostaria de saber e se eu puder ajuda-la… 
— Dona Cookie… eu… - Gigi fitou as mãos admirando o anel de noivado - eu confio no seu filho. A verdade é que Linda foi um estopim para um momento que eu precisava ter. Um surto. Foi isso que aconteceu. A senhora me conhece há pouco tempo, mesmo assim minha afeição por vocês é imensa. E-eu sei que não sou uma pessoa fácil. Antes de conhecer o seu filho, todos os meus relacionamentos foram descartáveis, alguns relâmpagos, outros por comodidade. Nenhum durou mais que seis meses. Posso afirmar que não tive um relacionamento sério antes dele. Eram curtição. E foi assim que começamos ou eu pensei, uma curtição, um namorico. Jeff tinha uma ideia completamente diferente da minha. O interessante foi que eu senti algo diferente logo no começo. Havia uma ligação, foi tudo muito rápido. Nós namorávamos há somente três meses quando ele falou de casamento pela primeira vez. Fui pega de surpresa, ainda assim na época não me pareceu algo impossível. Porque eu me apaixonei, de verdade. Antes dele, isso nunca aconteceu. 
— Oh, filha… não sabia disso - ela apertou a mão de Gigi vendo as lagrimas rolarem pelo rosto da futura nora. 
— E-eu via minha irmã falar o quanto era maravilhoso e não entendia, achava que não era possível. Apaixonar, borboletas no estômago, para mim era coisa de filme. Quando eu ouvi a mensagem da piriguete no outro dia, a ficha caiu. Eu iria me casar. Ser de um único homem. Todo o nervosismo, o estresse, a pressão da organização de um casamento, de dizer o “sim” e da possibilidade do “até que a morte os separe” me atingiu como um raio. De repente, eu o estava xingando, querendo expulsa-lo da minha vida. Foi bem feio. Quase perdi o rumo. Então, minha irmã me acalmou. Aliás, acalmou os dois. Não sei como ela consegue. Enfim, fizemos as pazes e eu estou pronta para viver ao lado dele. Ser sua esposa. 
— E a tal Linda, não é mais uma ameaça? Devo dizer que a forma que você agiu é um tanto quanto extrema. 
— Ela é pagina virada. Agi como uma mulher apaixonada. A senhora sabe como elas são. 
— E não tem medo que ela seja uma delas? 
— Não. Simplesmente porque sei que Jeff só quer a mim. Desculpe, se a preocupei. Como mãe deve estar pensando que seu filho terá problemas no futuro. Deve estar inclusive se perguntando se sou a pessoa certa. 
— De modo algum. Você acabou de me provar o quanto é perfeita para ele, Gigi. E eu a amo um pouco mais por isso - ela abraçou a nora, beijou-lhe o rosto - você será muito feliz. 
Gigi retribuiu o abraço. Ela não sabia, mas Jeff acabou pegando o final da conversa. A cena entre sua mãe e a mulher que ama foi tocante. A intimidade das duas lembravam em muito uma relação de mãe e filha. Pela primeira vez, ele entendeu as palavras que a mãe dissera em Edmonton. Ela realmente ganhara uma filha. 
Deitada no sofá com as pernas para cima, Stana observava a mãe cozinhar. Dona Rada estava empolgada. A ideia de fazer um jantar para comemorar o aniversario do genro deu um novo estimulo para não apenas mante-la ocupada, porém Rada esperava impressionar os pais do genro e de certa forma provar que tinha uma ligação especial com Nathan a exemplo do que presenciara entre Gigi e os sogros. 
Claro que nem Nathan nem Stana desconfiavam disso. 
— Mãe, o que a senhora pretende fazer para o jantar? 
— Seu marido adora carne, você me disse que não era uma ocasião para pompa então pensei em fazer uma carne assada, não disse que é uma das comidas preferidas dele? Comida com gostinho da casa, família. 
— Sim, ele adora. E Jeff também. Pode fazer seus genros felizes. 
— Eu gostaria de fazer do modo croata, mas precisaria de forno a lenha e algumas ervas. Decidi fazer um risoto negro. Eles gostam de frutos do mar? Os pais de Nathan? 
— Sim, mesmo tendo a preferência por carne, eles apreciam. Bob é pescador. Aliás quando estivemos em Edmonton, dona Cookie preparou um delicioso salmão. Ela cozinha muito bem - o comentário da filha não agradou a mãe que viu nisso a chance de provar que era melhor que a sogra. Claro que já sabendo das preferências dos genros, ela optou por fazer um bolo de chocolate para o aniversariante e uma torta de limão. 
— Seremos apenas nós? Não irá chamar seu irmão? 
— Nathan não quer transformar isso numa festa, mãe. Ele nem queria esse jantar - então Stana ficou pensativa por alguns segundos - se bem que Anne nunca esquece o aniversário do tio. Não seria justo com minha pequena. Se ela sonhar que fizemos isso e não estava aqui… 
— Ela não precisa saber. 
— Mãe, Anne pode ser uma criança, porém ela faz parte dessa historia. Não quero que ela pense que estamos descartando-a. Eu prometi a minha sobrinha que não ia fazer isso mesmo com a chegada de Katherine. Acho que vou ligar para a Gigi e pedir para ela passar no Markus e trazer Anne amanhã. 
— Acho que você está exagerando, Stana. 
— A senhora fala isso porque não acompanhou a nossa trajetória de perto. Anne, sim. Eu não vou falhar com a minha menina. 
Nathan acordou com um beijo da esposa na manhã de seu aniversário. 
— Bom dia, Nate. Feliz aniversário, babe. 
— Ah, amor. Obrigado. 
— Acho que a Katie quer falar com você - ela estava de pé ao lado da cama. Nathan sentou-se de frente para a esposa. Acariciando a barriga, ele a beijou sentindo as mãos de Stana em seus cabelos. 
— Oi, Katherine. É o papai - as mãos circulavam a barriga de Stana como se fizesse carinho à filha. De repente, sente a pele elevar-se, era o pezinho da sua filha - ei, quer que o papai beije seu pezinho, filha? 
— Ela está se manifestando… dê parabéns ao papai, meu amor - a voz doce de Stana fez a menina se mexer outra vez - ela está quase chegando, babe. Posso sentir. Queria tanto dar esse presente para você, Nate - ele deu mais um beijo na barriga dela, levantou-se. Acariciou o rosto da esposa. 
— Você já me deu os maiores presentes, Staninha. Você, seu amor e a nossa filha. Eu te amo, amor. 
— O aniversário é seu e quem ganha a declaração sou eu? Está errado - ela sorriu envolvendo os braços no pescoço dele, Nathan estava meio de lado devido a barriga - você mudou minha vida. Nunca esquecerei disso. It had to be you… it had to be you, I wandered around and finally found the somebody who could make me be true, could make me be blue and even be glad just to be sad, thinking of you. For nobody else, gave a thrill with all your faults I love you still. It had to be you, wonderful you… it had to be you… 
Ela tinha a testa colada na dele. 
— Agora ficou perfeito - ele a beijou outra vez - vamos tomar café, Staninha.   
Por volta das sete da noite, Jeff e Gigi chegavam a casa dos Fillions trazendo Anne, Bob e Cookie. A menina, aliás já parecia bem intima dos pais de Nathan. A primeira pessoa que cumprimentou foi sua madrinha. Dando um beijo estalado no rosto de Stana, ela beijou a barriga e falou com Katherine. 
— OI, Kate… tudo bem? Tá apertado ai dentro? Você já deu parabéns para o seu pai? É aniversário dele hoje. 
— Ela já falou com o papai, acho que é a sua vez de falar com seu tio, Anne - Nathan estava a poucos metros da esposa. A menina saiu correndo se pendurando no pescoço do tio enchendo-o de beijos. Cookie se aproximou de Stana. 
— Olá, Stana. Sua sobrinha é uma graça. Parece até filha da Gigi. Oh, meu Deus! Como você está linda! - Cookie se afastou para admirar a nora - Katherine vai ser um bebezão. Você mal engordou exceto pelo crescimento dos seios e o rosto mais cheinho. Como anda esse coração? 
— Ansioso, animado, muito feliz. Por Katherine, por Nate, por vocês estarem aqui. Significa tanto para ele, dona Cookie. 
— Eu sei, minha filha. O pai também estava agoniado para chegar. Ele disfarça, mas morre de saudades do outro palhaço de casa. Preste atenção quando se cumprimentarem - beijou o rosto da nora - posso me apresentar para sua mãe? 
— Por favor, sem formalidades. Estamos em família - Bob foi o próximo a beija-la. 
— Ah, quem diria… o bolha do meu filho conseguiu me impressionar. Você está radiante, Stana. 
— Confessa, você está orgulhoso dele, não? 
— Muito - ele sussurrou no ouvido da nora - não conte para ele. Tem a péssima mania de se achar mais que o rei. 
— O rei do mundo, eu sei. Estou acostumada com o nível de modéstia. Vá falar com ele. 
A mãe de Nathan já tinha cumprimentado o filho e estava começando uma conversa com dona Rada. A principio, bem singela, com muitas formalidades. Jeff resolveu se aproximar para quebrar o gelo. Gigi finalmente falava com a irmã. 
— Vem cá, bolha. Feliz aniversario, filho - Bob abraçou Nathan com força. Deu safanão no pescoço dele - está ficando velho, hein, gostosão? - Stana ria do jeito do sogro. 
— Ele é o máximo, não sis? Morro de rir com o Bob - Gigi olhou para a mãe - como está a reação de dona Rada, ela parece meio estranha, não? 
— Eu não sei, sis. Com a mamãe as coisas são muito imprevisíveis. Eu sei que ela amou eu ter pedido para fazer o jantar, ao mesmo tempo parece que viu isso como uma competição, querendo mostrar superioridade. Só espero que não estrague a noite. Nate está tão feliz com a vinda dos pais. Acho melhor fazer alguma coisa. 
— Amor? Por que não leva seus pais para conhecer a casa? Leve-os ao quarto de Kate também. Eu faria isso, mas quero evitar subir escadas. 
— Ah, sim. Fique aqui, Staninha. Pai, mãe, está na hora do tour - com uma carinha de felicidade, ele acompanhou os pais comentando sobre o que fizera na casa, o que a esposa mudara, Anne acabou indo atrás. Jeff se aproximou sentando-se ao lado da noiva. 
— Jeff, você que estava lá perto, como foi a conversa das nossas mães? - perguntou Gigi.
— Civilizada, mas estranha. Não pela mamãe. 
— Claro que não. O problema aqui é dona Rada. 
— isso. Ela parecia disposta a manter a educação ao mesmo tempo que queria mostrar que conhecia bem o Nate. 
— Eu disse que ela estava chateada com você - disse Gigi acariciando a coxa dele - tudo porque foi me elogiar, me defender. 
— Sis, não é com Jeff o problema. Ela está com ciúmes de você. 
— De mim? - Gigi se espantou - eu não fiz nada… estou me comportando muito bem desde que ela chegou principalmente por causa de Jeff, meu fiancé maravilhoso colocou ordem na casa - ela olhou para ele. 
— Você não fez nada errado, Gi. Acho que sei o que a Stana quer dizer. É a proximidade com meus pais. O jeito fácil que você os conquistou, como fala com os dois. Eu pude perceber isso naquela noite que jantamos juntos. Você e mamãe foram para o quintal. Eu não escutei toda a conversa, mas a forma como vocês olhavam uma para outra, havia uma confiança, um laço forte como o de mãe e filha… 
— Oh… 
— Jeff acertou. A relação entre você e dona Cookie é muito natural. Não é assim com a mamãe. Talvez por isso ela esteja querendo agradar tanto o Nate hoje. Quer mostrar que tem o mesmo tipo de ligação com ele, entende? 
— Mas isso é besteira. Sempre foi ela quem brigou comigo, você sabe disso. 
— É claro que sei, Gigi. Você não fez nada errado. Nem ela, apenas não consegue entender como você é capaz de cativar as pessoas no primeiro contato, sem fazer esforço. 
— Isso é a mais pura verdade, funcionou exatamente assim comigo e com meus pais. 
— Eu não sei como faço isso… - ela parecia intrigada e também um pouco preocupada. Stana pegou a mão da irmã. 
— Hey… ninguém disse que é errado, pelo contrario. O fato de você ser verdadeira, direta faz toda a diferença. Não se preocupe com isso. Vai passar. 
Naquele momento o pequeno furacão Anne descia as escadas correndo. 
— Vó! Estou com fome! Não vamos comer? 
— Vamos, Anne. Está tudo pronto, estou esperando seu tio dizer que posso servir. 
— O que tem eu? - Nathan perguntou. 
— Tio, estou com fome. Vovó disse que é o tio que manda. 
— Calma, princesa. Já vamos comer. Vou apenas servir umas bebidas para os nossos convidados. Pai, quer cerveja? Comprei umas Guiness, sei que gosta. Quer também, bro? 
— Claro - Jeff respondeu. 
— O que o casamento não faz com um homem. Nathan de bom anfitrião… - Bob comentou. 
— Eu não tive nada a ver com isso, nem sabia que ele tinha comprado bebida - disse Stana - e em matéria de agradar, ele é ótimo anfitrião, mesmo antes de mim. Lembro o quanto gostava de levar presentinhos para nós no set. 
— Porque queria te conquistar, sis. 
— Parem de implicar com o Nathan… ele sempre me recebeu muito bem - disse dona Rada saindo em defesa do genro - bem melhor que minhas filhas devo acrescentar. 
— Mãe… - Gigi revirou os olhos - ninguém está falando mal do Nathan, estamos provocando porque é assim que ele e o Bob são o tempo todo - Nathan entregou a cerveja para o pai, brindaram e beberam o primeiro gole. Ele sabia que deveria comentar algo porque conhecendo a sogra, ela era bem capaz de criar uma tempestade em copo d’agua. Dona Cookie sentou-se do lado de Stana. 
— Querida, você merece um prêmio. Está tudo tão lindo! O quarto de Katherine, as coisinhas dela, tudo de muito bom gosto. E devo acrescentar, a casa de vocês é linda. Jurava que ia encontrar um ambiente estilo solteiro, mas não. Há o toque feminino em tudo. Em se tratando do Nathan sei o quanto é difícil. Não vi um boneco ou pôster, o que você fez para ele desistir daqueles objetos? 
— Ah! E quem disse que desistiu? Obviamente ele não a levou na sala de video. As prateleiras estão cheias de bonecos, jogos, naves. E tem um cômodo da casa somente para esses brinquedos dele. Fizemos um acordo. 
— Que bom. Você tem muito bom gosto, como a sua irmã. Fiquei encantada com a casa das duas. Ah, minha filha… - ela pegou a mão de Stana na sua - eu estou tão feliz, não vejo a hora de segurar minha neta nos braços. Quem diria, Nathan acabou casado e me dando uma neta antes de você, Jeff. E nós acabamos acertando um pouco sobre Stana, não? 
— Como assim? - ela perguntou curiosa. 
— A fama de Nathan, de dormir com as atrizes que contracenava logo de cara, foi quebrada com você. Ele nunca se referiu a você como apenas mais uma atriz, aliás nunca mencionou nada pejorativamente sobre a sua pessoa. Elogiava seu talento, sua personalidade. Eu e Jeff achávamos que tinha algo errado. 
— E acertamos. Tinha sentimento - disse Jeff. 
— É engraçado porque você já fazia parte de nossas vidas mesmo antes de sabermos do casamento. Lembro de ter visto uma entrevista de vocês e pensado: essa é uma moça linda, inteligente e pé no chão. Custava o Nate se engraçar dela? - Cookie riu - quem diria… 
— Não sabia que pensava tudo isso de mim - disse Stana. 
— Ah, sim. Que nem sua irmã, cada dia me apaixono mais por essa mulher. Gigi é fora do comum. É um orgulho ter uma filha assim.  
— Ela é mesmo - concordou Stana. Nathan vendo que dona Rada estava totalmente de escanteio, resolveu quebrar a conversa. 
— Acho que já podemos jantar, não? Anne não pode comer tão tarde. 
— Sim! Adoro a ideia. Anne tem muita fome. O que vamos comer, vó? 
— Ah, eu fiz um dos pratos preferidos de seu tio. Carne assada com bastante molho, verduras e ervas. Também fiz um prato croata risoto negro, com frutos do mar. Para a sobremesa, tem bolo de chocolate e torta de limão porque sei que Jeff também adora. 
— Oba! Bolo de chocolate… Anne está feliz. 
— Rada, não precisava tanto trabalho. Pare de mimar esses dois - disse Cookie. 
— Trabalho nenhum. Meu genro pediu, eu fiz. Sei do que ele gosta - Stana trocou um olhar com Gigi, a irmã revirou os olhos. Não adiantava argumentar - vamos, vai ficar frio. Espero que gostem. 
Eles sentaram-se à mesa. Nathan serviu a esposa e a avó serviu a neta. Todos os demais fizeram o mesmo. Um silêncio se instalou por alguns instantes enquanto todos provavam a comida. Nathan foi o primeiro que falou. 
— Dona Rada, está muito bom. Bem suculento e saboroso. 
— Está mesmo, esse risoto também é muito bom - disse Cookie - agora sei porque Stana também cozinha bem. Nathan sempre a elogia. E Gigi não fica atrás. Aquele bolo de carne estava delicioso. 
— Gigi? Cozinhando para vocês? Desde quando? 
— Ah, mamãe, a Stana não é a única com segredos. Eu sei agradar meu homem. 
— E como sabe… minha Gi é a melhor. 
— Quanto amor desses dois, não dona Cookie? - disse Stana.
— Sim, eles são perfeitos juntos. Precisa ver o jeito deles em casa. Gigi é maravilhosa, entendo perfeitamente porque meu Jeff se apaixonou por ela. 
— Mas ela pode ser difícil também - comentou Rada. 
— Hey! A estrela da noite é o Nathan - disse Gigi. Estava vendo a hora de sua mãe brigar com a sogra. Porém, quem a socorreu foi o sogro. 
— E como acha que ela conquistou nosso filho, Rada? Exatamente por seu gênio, por saber o que quer e não levar desaforo para casa. Esse comportamento deixou Jeff com os quatro pneus arriados. Pode ter certeza. Mas, já que insistem, vamos falar do bolha que faz aniversario apesar de achar que falar da linda Gigi é bem mais interessante - Gigi estava vermelha - Sabe aquele seu jogo, Nate? 
— O que tem Con Man? 
— Anne gosta muito, mas só pode jogar com o tio Nathan. Tia Stana que disse. 
— Ela está certa, você tem que pegar as melhores dicas. 
— Você não respondeu, o que tem o jogo pai? 
— Eu já estou no nível 20. Não quer me dar umas dicas para subir, Anne? 
— Claro, o tio ensinou umas. 
— Ora, ora, não era o pai que reclamava quando a gente jogava, Jeff? Está viciado? 
— Não, Nate. Ele está orgulhoso do filho - disse Cookie. 
— Cookie, quer parar? 
— Nate, pode me servir de mais carne? E coloca verdura - pediu Stana. De repente, ela fez uma careta. Quando devolveu o prato para ela, Nathan percebeu. 
— Stana? Amor? Tudo bem? - ela mordiscou os lábios. Olhou para baixo da sua cadeira. 
— Na-nate? A minha bolsa… estourou… Katherine… - ele arregalou os olhos. 

— Oh meu Deus! 

Continua....

9 comentários:

Camila Lorrane disse...

OMG Kate ta vindo OMG que lindo Dona Rada com ciumes dos pais do Nathan. Stana toda melosa e apaixonada pelo seu homen. Gigi Dando banho na ta Linda e mostro que Jeff e seu Homen. Anne Quero ela pra mim. Dona Rada ta com ciumes das Filhas com a Sogra. 😍😍💖💖👶🏼👣👣👣

rita disse...

Beleza!! Já pensou todos juntos no hospital. Vai ser uma loucura!! Ansiosa para ler o próximo capítulo. Beijos Karen.

cleotavares disse...

Amei a Gigi, colocando a linda no lugar dela. haha! Eu já estou ficando com pena da d. Rada. E agora? a Kate vem ou não? Acho que agora vai.

cleotavares disse...

Amei a Gigi, colocando a linda no lugar dela. haha! Eu já estou ficando com pena da d. Rada. E agora? a Kate vem ou não? Acho que agora vai.

Géssica Nascimento disse...

Agora vai!! Que venha a nossa Kate!!
Tinha que ser no dia do aniversário do pai, é lógico que sim, ele merece!!
Já prevejo a confusão que vai ser, primeiro para levarem a Stana pro hospital e depois, quando estiverem esperando a bebê nascer, vai ser uma loucura!!!

Pâmela Bueno disse...

ahhhhhhhh eu quero me matar por vc ter parado o cap nessa parteeeee, agora eu acho que morro de curiosidade real!!!!!!!!!!!!! AMEI Gigi metendo água no rosto da Linda hahahaha e D.Rada nem preciso comentar que to morrendo de dó, como já tinha comentado antes, tava achando mesmo ela meio tristonha... mas maaaaaaano do ceu, e agora parando nessa parte, a bolsa da Stana estourando e eu aqui morrendo, to mal :( Necessito da continuação...

Vanessa Belarmino disse...

Eu amei esse capitulo. Alias com não amar? E milagrosamente não chorei... Evento raro ultimamente...
Minha bichinha ja chegou divando... hahaha Isso mesmo Gigi, mostra pra esse Linda quem manda.
Amo essa interação que Gigi tem com os sogros... Eu queria ter lido essa parte aí proibida para cardíacos, afinal vc tem provado a cada capitulo que meu coração ta ótimo.
SN aproveitando como podem, adoroooooo. Staninha sabe como convencer seu homem.
Gigi na faxina, essa musica é a cara dela e combina com eles, mas ainda não representa o que eles são.. Estou ansiosa para a musica Giff. O final de faxina foi muito bom
Gigi cozinhando para os sogros! E ainda tem ligação da sis!
Ai vem a parte mais emocionante... Essa conversa de Gigi com dona Cookie foi tudo! Eu amei a sinceridade e a forma emocionada como Gigi contou tudo... Essa relação mãe e filha é linda...
Alguém não está muito feliz com isso, mas fazer o que né? As pessoas colhem o que plantam, não adianta forçar algo... E é Claro que dona Rada ama Gigi e minha bichinha ama a mãe... Mas a relação delas não será como é com Dona Cookie, porque isso foi conquistado naturalmente...
Eu adorei a forma que Stana defendeu a presença de Anne no jantar... Com uma patadinha básica hahaha
Os sogros Fillions são tão agradáveis... Muito engraçada a maneira que Bob trata Nate (bolha) hahaha
Stana e Jeff super espertos já sacaram na hora o problema de dona Rada. Eu adorei a maneira como dona Cookie incluiu Stana, afinal tb é a outra filha. Ela sempre demonstra interesse pela nora e pela pequena Katherine... Tenho certeza que ajudará muito. E acho muito fofo como Stana é desencanada com o lance da Gigi e dos sogros, e que foca na felicidade de Nate com os pais perto. E Anne é cativante como Gigi, é certamente uma mistura das tias.
Vc pensando que as leitoras iria querer te matar pelo fim. Eu ja imaginava algo assim nesse ou no próximo cap... Então eu tô me matando de rir porque dona Rada quis causar no niver do genro e a Kate quem vai brilhar mais hahahahaha
Estou ansiosíssima para o próximo e tb para o #100 (vc sabe pq). ;)

Priscila Barros disse...

AGORA A KATE VEM NÉ?! ❤️❤️❤️❤️
HUAHUAHAUHAUAHUAHAUAHUAHUAHUAHAUHAUA, COMO EU AMO A GIGI!!!!!!!!! Ai como eu amei o que ela fez, ai que capítulo maravilhoso!
A Gigi tinha que fazer algo a respeito, se não fizesse não seria ela, mas eu bem que ameei! Gigi mostrou quem era a dona da parada, ta mais que certa. Duvido a zinha da Linda vir falar mais um a pro Jeff! Aliás, a reação dele a tudo quando chegou em casa foi a melhor ahuahuahauahuahuahua ❤️
Aiin, o momento Stanathan da massagem, que fofura, quanto amor. Esses dois me fazem ficar ainda mais trouxa do que é possível, imagina quando a Kate vier ao mundo?? eu vou morrer de fofura ❤️
E a escolha da música Giff??? Essa música é perfeita para eles!!!! Amei demais huahauhauahu ❤️❤️❤️❤️ E a parte da dancinha?! Ai esses dois me fazem ficar bem trouxa mesmo ❤️
Agora eu fiquei tensa com esse jantar, porque dona Rada tá bem louca da cabeça pra querer mostrar para dona Cookie e sr. Bob algo por pura birra, na verdade por ciúmes da relação deles com a Gi.
E eu espero que ela se controle, porque a minha pequena tá vindo aii ❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️ acho que agora ela vem de verdade né?! Sem alarme falso e tudo mais. Só vem Kate ❤️❤️❤️❤️❤️❤️

Obrigada pelo capítulo, kaah. amei amei amei ❤️❤️❤️❤️❤️

Gabriela Mendonça disse...

kkkk Gigi é a melhor pessoa desse mundo td... bem feito para Linda. Foi pouco... agora ela aprende a ficar longe do Jeff.
Stana, seduzindo o Nate para rolar comemoração de aniversário kkkk vale nada
Tão bom ver Giff fofinhos de nv... sem a sombra da otaria da Linda... E essa dancinha da Gigi? kkkkk
Ain é fofo demais essa interação dos pais do Jeff, com a Gigi... muito amor envolvido.
Dona Cookie, é muito fofolete. Td preocupada se a Gigi confia no Jeff e em que pé anda a relação. Lindonaaa.
Dona Rada ta focada na relação Fillion's e Gigi, não? daqui a pouco transforma isso em competição...
Katherine dando parabéns ao papai... que lindos... familia linda... so falta a pequena nascer...
E Dona Rada já transformou tudo em competição. Elegeu a Stana como filha suprema e agora vai reclamar da relação da Gigi com a Cookie?
Adoro as referencias ao jogo do Nate
eitaaa Geovannaaaaaa, agora a Kate nasce..