terça-feira, 6 de dezembro de 2016

[Castle Fic] Baby Boom - Cap.17


Nota da Autora: Então, chega ao fim os 21 dias no loft... o que posso dizer para vocês? Apenas uma frase: Momentos de tensão... ou não. Beckett aceitou o que sente, mas a racional detetive ainda reina ao menos na cabeça porque os gestos e a linguagem corporal falam por si só. Enjoy! 


Cap.17 


Na manhã de domingo, Beckett acordou e encontrou Castle na cozinha preparando um café da manhã de dar inveja a hotel. Dylan estava na cadeirinha brincando com uns bichinhos. Alexis sentada em um dos bancos preparando pão. 

— Bom dia. Todos acordaram cedo hoje? 

— Exceto minha mãe, não que isso seja novidade - Beckett se aproximou do pequeno para beijar-lhe a testa. 

— Bom dia, baby boy. Já tomou leitinho? Daddy cuidou disso para você? 

— Claro que sim, da mesma forma que cuidei do seu café - ele estendeu a caneca para ela que sorriu - quer pizza gelada? 

— Nem precisa perguntar. 

— Você também gosta, Kate? Achei que era apenas um mau hábito de estudante preguiçoso. 

— De onde você acha que vem essa mania, Alexis? Uma das refeições preferidas de qualquer universitário. Além do mais, sou policial. Quando era da patrulha era comum comprarmos pizza e comermos nos plantões de madrugada os restos da geladeira. 

— Nem só de donuts vivem os policiais - brincou Castle - você tem planos para hoje, Beckett? 

— Não realmente. Pensei em fazer o almoço para nós. 

— Quer cozinhar de novo? O que deu em você? 

— Qual o problema de eu cozinhar? Às vezes, serve como uma terapia, eu gosto. 

— O que foi, pai? Está com medo de perder a majestade na cozinha para a Kate? Porque depois daquele frango, hum dá agua na boca de pensar. Vai fazer o mesmo prato ou quer testar outra receita? 

— Na verdade, estava pensando em fazer o parmegiana. É simples, rápido e gostoso. Claro que tenho que checar o queijo, se depender do seu pai, ele usa uma miséria. 

— Hey! Estou bem aqui! - elas riram. 

— Sério, Castle, pode deixar que vou fazer o almoço hoje e você pode me ajudar se quiser, é isso ou voltarei para os livros de Eve e Roarke - ela sabia que tinha tocado no ponto fraco. 

— Ótimo! Pode cozinhar. Vou ter que sair para comprar queijo… algum outro pedido, madame?  

— Arroz, acabou lembra? Berinjela, pelo menos três. E talvez uma sobremesa gostosa e não estou falando de sorvete. 

— Berinjela? Ah não! É domingo, Kate. Esquece legumes, salada… 

— Você vai gostar do que vou fazer. Apenas me deixe cozinhar. Entenda como a retribuição pela aposta de CSI. 

— Mas você ganhou a aposta. Quem está devendo sou eu. 

— Eu sei, também disse que ia cozinhar mesmo assim. 

— É verdade. Tudo bem, enquanto você decide como vai dominar e mandar na minha cozinha, vou trocar de roupa e ir ao mercado. Quer saber? Vou levar o garotão comigo. Ele vai gostar de dar uma voltinha. 

— Pai, vocês estão acostumando Dylan mal. Ele vive na rua. Ontem passou a manhã e parte da tarde fora, quero ver quando a Kate se mudar. 

— Alguém está se recusando a levar o irmão para passear? - Alexis trocou um olhar com Kate, balançou a cabeça. 

— Não discuta, Alexis. Castle, você não disse que ia ao mercado? - ele pegou o menino do carrinho. 

— Eu não disse, garotão? Ela quer mandar em tudo! - as mulheres riam do jeito dele. Vinte minutos depois, ele retorna a sala todo arrumado e com Dylan no canguru - alguma recomendação a mais, Beckett? 

— Não, mas se as frutas tiverem bonitas pode trazer algumas. Dylan vai gostar. Não demore! Da última vez que você foi ao mercado levou mais de uma hora. 

— Sim, senhora - a porta se fechou atrás dele. De fato, elas estavam ainda em seus pijamas saboreando as delicias do café da manhã quando a campainha tocou. Beckett olhou intrigada para Alexis. 

— O que será que seu pai esqueceu agora? Só falta ser a carteira - ela se levantou e abriu a porta já falando - Castle não acredito… - mas o comentário morreu ao ver quem estava a sua frente - agente Wilson? 

— Bom dia, Kate. Desculpe estar chegando tão cedo no domingo, mas essa é a terceira visita. 

— Oh! Não, tudo bem. Pode entrar e… desculpe, acordamos há pouco, estávamos tomando café, eu e Alexis, porque… Castle saiu… com Dylan, foram comprar alguns ingredientes para eu fazer o almoço. Nossa! Eu ainda estou de pijamas!

— Está tudo bem, Kate. Como já afirmei para você, minhas visitas não devem mudar sua rotina. Imagino que Castle voltará logo. 

— Sim, apenas uma ida rápida ao mercado. Aceita um café? Temos panquecas, brioches. 

— Apenas o café, obrigada - ela serviu a agente e pediu licença para trocar de roupa. Não teve escapatória, seguiu para o quarto de Castle. Ela reparou que a cama estava desfeita. O elefante sobre o colchão sinal de que ele estava brincando com o menino logo cedo. Abriu a gaveta onde deixara algumas roupas. Encontrou uma calça jeans, uma blusa de botões, uma camiseta da NYPD e, suspirou aliviada, uma camiseta babylook. Isso ia ter que servir. Trocou de roupa, ajeitou os cabelos em um rabo de cavalo e decidiu ligar para Castle. Deixara o celular em seu quarto. Droga! Calma, Kate… - dizia para si mesma. Voltou a cozinha.  

— Alexis, será que pode ligar para o seu pai? Não sei onde deixei meu celular. 

— Claro! - disse a menina entendendo o que se passava. Nesse instante, Martha desce as escadas. 

— Bom dia! Oh, temos visitas! Olá, você é? 

— Agente Wilson. 

— Claro, o processo de adoção. Sou Martha Rodgers, mãe de Castle. É um prazer conhece-la. 

— O prazer é meu - a agente virou-se para Kate - você se importa que eu converse um pouco com Martha? Pode continuar seus preparativos para o almoço. Podemos ir a um lugar mais reservado? 

— Vamos ao escritório do meu filho - Martha a conduziu e piscou para Kate. No fundo, Beckett ficava um pouco apreensiva de deixar a mãe de Castle sozinha com a agente, mas não podia proibir. Esperava que não tivesse nada que os incriminasse no escritório de Castle. Respirou fundo. Melhor se concentrar no almoço. 

— Já falei com o papai, ele disse que volta em uns quinze minutos. 

— Vamos esperar. 

Martha ocupou boa parte do tempo da agente falando do filho, de como foi cria-lo, das dificuldades e também da semelhança de sua historia com a de Dylan. Claro que não poupou elogios a Kate. Disse que ela é a nora que qualquer mãe deseja para seu filho. Se revelou como mãe. Ela estava orgulhosa do que ambos estavam fazendo. 

Castle entra pela porta do loft com a sacola de compras em uma das mãos e o bebê na outra. Beckett deixou escapar um suspiro de alivio.  

— Kate, você pode pegar o Dylan? Ele precisa trocar a fralda. Vou deixar as compras no balcão. Eu achei que... - Kate fez sinal para ele não comentar, apontou para o escritório - o que ela está... 

— Martha. Hey, baby boy! Gostou do passeio? - ela o ergueu rindo e mordiscando a barriga do bebê. Dylan soltou um gritinho, Kate gargalhava - nossa! O perfume está uma beleza. Precisamos tirar essa fralda, Dylan - ela se encaminhava para o quarto quando Martha e a agente surgiram.  

— Eu não disse? Basta ouvir a gargalhada de Katherine para saber que Richard e Dylan estão por perto. Querido, a agente Wilson está aqui.  

— Olá, Castle.  

— Oh! Agente Wilson não a esperava no fim de semana.  

— Faz parte do processo. Como você está?  

— Muito bem. Fazendo umas compras para o almoço de domingo. Kate vai cozinhar.  

— Então, vocês realmente dividem as tarefas domésticas?  

— Sempre que possível. Claro que quando ambos estamos trabalhando juntos em um caso, temos que nos ajudar.  

— Você continua trabalhando com ela? - Kate chegou nessa hora com Dylan no colo.  

— Pronto, daddy. Agora assuma enquanto faço o almoço depois você cuida da sopinha dele - ela percebeu que ele estava nervoso, olhou para Martha que prontamente pegou o menino dizendo.  

— É nessas horas que as avós são requisitadas. Como adoramos ficar com essa fofura! - um pouco mais calmo diante da reação da mãe, Castle continuou.  

— Sim, eu continuo trabalhando com a NYPD. Claro que sou consultor e parceiro de Beckett o que me garante flexibilidade nos horários. Nós conversamos sobre isso. Nunca foi nossa intenção mudar nossa rotina. Eu quero estar ao lado dela, quero investigar e do nosso jeito conseguiremos cuidar de Dylan, ele é parte importante de nossas vidas e acreditamos que podemos ter o melhor dos dois mundos.  

Ao ouvir o relato de Castle, o coração de Beckett disparou. O melhor dos dois mundos. Não podia ser coincidência, podia?  

— Entendo, Martha estava me contando que Dylan passou uns dias com febre e vocês se saíram muito bem, especialmente Kate. 

— Era dentinho. Ele já tem dois - ela sorria.  

— Por favor, não fiquem parados. Podem fazer suas atividades. Eu vou me sentar na sala. Sou invisível, lembram?  

Exceto que não era e ambos sabiam disso. Alexis se juntou a avó, sentou-se no tapete e começou a distrair o bebê. Castle e Beckett foram para a cozinha. Ela revirava a sacola vendo o que Castle comprara.  

— Você trouxe as berinjelas?  

— Trouxe três. E também uma cheesecake para a sobremesa porque eu sei que adora - ela sorriu - e o queijo - Kate tirou o pacote enorme da sacola.  

— Quem é o exagerado agora? Você vai fazer a sopa?  

— Vou. Não exagerei no queijo, apenas quis ter certeza que sobraria para o café da manhã.  

— Isso desdenhe do meu parmegiana, aposto que vai ficar choramingando para eu fazer outra vez - ela bateu o cotovelo nele como já fizera tantas vezes, Castle sorriu para ela e se concentrou na sopa do bebê. A agente observava de longe a interação dos dois, com a sopa adiantada, Castle cortou algumas frutinhas para Dylan e as amassou. Kate pegou o pratinho e foi até o tapete. Pegou o garoto, colocou-o na cadeirinha e o alimentou. A agente sorria. De volta a cozinha, ela brigou com Castle por remexer nas panelas dela. Nada sério, as implicâncias comuns de Beckett. Ela se concentrou na berinjela. De repente, ela sentiu o corpo de Castle colado no dela. O nariz cheirando seus cabelos, ela o empurrou de leve, rindo. Sabia que não podia brigar ou gritar com ele por causa da agente, então tentava se esquivar do toque o suficiente para não se ver em maus lençóis.  

— Castle, pode me passar o queijo? - ele se afastou para pegar o ingrediente na geladeira.  

— Você vai botar queijo na berinjela? - ele perguntou não muito convencido entregando o pacote para ela.  

— Castle, pode confiar em mim? - ela o fitava com aquele olhar típico de Beckett quando estava irritada com ele, sorrindo ele segurou o queixo dela e a beijou.  

— Always... - ela sorria. Martha não perdeu tempo.  

— Eles não são lindos juntos? - Eles continuaram cozinhando. Dylan precisou de uma nova troca de fraldas que Kate fez questão de assumir. A agente observava o jeito dela com a criança. O que a mãe de Castle falara não era exagero, a detetive assumira o papel de mãe. Ela fez algumas anotações, quando Beckett retornou para a sala, avisou a agente que iria apenas fritar a carne e poderiam almoçar. Wilson, porém, já tinha decidido que vira tudo que precisava. Apenas queria uma última confirmação.  

— Obrigada detetive, não ficarei para almoçar. Vou deixá-los curtir o domingo. Quero fazer apenas uma pergunta. Vocês pretendem se casar no futuro? - sim, a pergunta pegou Castle e Beckett de surpresa. Ela sentiu as pernas fraquejarem, deu um passo para trás, quase em falso. Para sua sorte, ele a apoiou. Pousando as duas mãos nos ombros dela, sussurrou em seu ouvido. - Não se preocupe. Eu cuido disso - Ele foi quem primeiro se recuperou.  

— Depende de Kate - ela olhou para ele assustada. Ele estava jogando a responsabilidade para ela? Não disse que ia cuidar de tudo? 

— Achei que era papel do homem pedir a namorada em casamento - disse a agente.  

— Isso é impeditivo para...para Castle, para termos a guarda de Dylan? - ela teve dificuldade para formar a frase.  

— Não tanto para a provisória, mas a definitiva... pode vir a ser um problema. 

— Respondendo sua pergunta, agente Wilson. Sim, eu acredito totalmente nisso. Não me expressei direito. Beckett e eu temos um acordo. Veja bem, eu tenho uma carreira de sucesso, sou rico, conquistei muito na minha vida. Ela é a melhor detetive da NYPD e merece muito mais. Concordamos em esperar até o próximo exame de Lieutenant para, após ela conseguir a patente, conversarmos sobre isso. Não me entenda mal, agente Wilson, mas eu conheci e me apaixonei pela policial, não faria Kate desistir de seu sonho por nada nesse mundo, nem por Dylan. E se o status de casamento é mandatário para que eu consiga a guarda do bebê que ambos já tomamos como filho, então eu só posso dizer que sinto muito por ele, a criança não merece ser desprezada por conta de um papel, uma formalidade. É triste saber que certas convenções podem arruinar o futuro de alguém e... - Kate colocou o indicador nos lábios dele, os olhos imploravam para calá-lo.  

— Castle, por favor... - ela tinha medo que com esse discurso ele arruinasse sua chance com Dylan.  

— Não, amor. Não acho justo colocar esse peso nas suas costas, no seu futuro e no de Dylan - ele virou-se para a agente outra vez - eu estou 100% nesse relacionamento e se três anos colocando nossas vidas em risco um pelo outro não significa nada, talvez não exista mais nada para fazermos.  

— Não Castle, não fale assim. Você precisa de Dylan, ele precisa de nós e eu não quero que desista e…Rick…  

— Desculpe, eu acredito que criei uma confusão com a minha pergunta.  

— Não agente Wilson, independente do que queria ouvir, minha posição não mudará. Fiz uma promessa a Kate e pretendo cumpri-la. Não será um papel que nos tornará mais pais ou menos pais para essa criança. Um papel nunca substituirá o amor que sentimos por ele. Se não conseguirmos a guarda, eu terei o maior prazer em conversar sobre o ocorrido com a imprensa. Quem sabe um bom debate em um talk-show? Dylan é minha família, nosso bebê e não desistiremos fácil, não sem brigar.    

De repente, como se pressentisse a tensão na sala, Dylan começa a chorar. Alexis tenta acalma-lo, mas é uma missão impossível. Kate vai até o bebê e o coloca em seu colo. Acalenta tentando faze-lo parar de chorar. 

— Não chore, baby boy. Está tudo bem. Vai ficar tudo bem. Daddy também está aqui - ela balançava o menino, o semblante preocupado. 

— Agente Wilson, mais alguma pergunta ou colocação? 

— Não. Muito bem, eu entendo - ela vez umas anotações em seu caderno - eu estou de saída. Boa sorte, detetive, Castle.  

— Espere! - Kate quase gritou no desespero - Acabou? Quando ficaremos sabendo do resultado?  

— No máximo em uma semana, vocês serão chamados no tribunal da vara de família. Boa sorte aos dois.  

Assim que a agente saiu pela porta, um silêncio sepulcral se instalou na sala. Martha prevendo que o tempo ia fechar somente de ver o semblante de Kate, arrastou Alexis consigo para o andar de cima. Beckett andava de um lado para o outro, acalentando o bebê. Ainda estava pálida. Lançou um olhar fulminante para Castle e sumiu na direção do quarto de Dylan. Não conseguia encara-lo. Ela cantava baixinho para o menino na tentativa de também se acalmar. Era inútil, sua cabeça fervia com tantos pensamentos. Respirou fundo e voltou a cantar. Alguns minutos depois, ele se acalmou. Estava sonolento. Beckett colocou-o no berço entregando o Babar. O menino o abraçou e acabou fechando os olhos. Ela ainda ficou cantando. Ele adormeceu ao som de sua voz. 

Não aguentando mais ficar calada, ela deixou o quarto de Dylan. Não sabia explicar o que de fato estava sentindo, apenas que naquele instante ela temia que tudo o que fizeram naquelas três semanas tivesse sido em vão. Ele estava parado no meio da sala com um copo com agua nas mãos, parecia pensativo. Ela não se importou. Castle viu quando ela se aproximou. O que vira nos olhos de Beckett indicava que ela estava com raiva. De frente para Castle ,  esbravejou. 

— O que você pensa que está fazendo? Castle, você estragou tudo! De onde saiu essa ideia maluca de “não caso”, “depende da Kate” - ela imitava a voz dele - você acabou de botar tudo a perder! Você! - ela apontava o dedo na cara dele - Meu Deus! Por que você não mentiu? Podia dizer que casaríamos daqui a um ano, no próximo verão… sei lá! 

— Mentir? Beckett, eu não posso fazer isso. É um processo de adoção, há leis, regras. 

— Há! Então agora você se importa com as regras? Você mentiu para a justiça, Castle. Foi irresponsável desde o início! Você ameaçou a agente! 

— Eu menti com sua ajuda. E qual o problema de dizer que estamos em um relacionamento estável e mais tarde apenas confirmar que não deu certo. Não há nada de errado nisso, Dylan já seria meu. Não posso mentir sobre casamento. É serio demais. Por isso inventei a historia. Nada do que eu disse deixa de ser verdade, você quer mais da sua carreira, eu quero que cresça. E também bato o pé quanto ao fato do Estado ser conivente com princípios muitas vezes furados. Já parou para pensar no numero de divórcios que acontecem a cada ano? Desde quando um papel tem mais peso do que um lar? 

— Mas… Castle, você… - ela tinha lágrimas nos olhos - Dylan não pode ir embora. Ele está bem aqui. Você é o pai dele… se ele for para o sistema. Eu falhei com Anna, não posso falhar com ela, eu já fiz isso com a minha mãe. Dylan, ele era minha chance de… - ela calou-se, lutava para não deixar as lágrimas escaparem. Castle se aproximou dela. Beckett percebeu no olhar dele que, apesar do discurso, estava preocupado. Ele tocou a mão dela, não resistindo, Beckett o abraçou. Ambos precisavam desse conforto. 

— Eu sinto muito, Castle. Isso é tão injusto. Você, de todas as pessoas, merecia esse bebê, seu filho. Agora, o que vai ser de Dylan?  

— Agora, Dylan vai comer a sopinha dele - ela se afastou olhando para o escritor intrigada. 

— O que você disse? 

— Disse que Dylan vai comer, você irá terminar o almoço e curtiremos nosso domingo - ele segurou as mãos dela nas suas - Kate, nada dará errado. Dylan não vai a lugar algum. Ninguém falhou. Se o Estado me negar a guarda de Dylan, estarão cometendo não apenas uma injustiça, será um grande erro. A agente Wilson sabe disso. 

— Castle, ela fez anotações! Ela irá reportar sua possível situação futura. 

— Kate, ela fez várias anotações. Garanto que todas boas. Ela estava sorrindo ao observa-la cuidar de Dylan. Essa ultima pergunta foi uma pegadinha. Tudo o que ela queria saber era quão sério era nosso relacionamento. Era para constatar se podemos dar um lar para Dylan. Nós já provamos isso. 

— Como você pode ter tanta certeza? Não seria muito presunçoso de sua parte assumir isso? 

— Não se trata de presunção e sim de dedicação e amor. Faça a seguinte pergunta a si mesma, não precisa responder em voz alta se não quiser. Alguma vez demonstramos algum outro sentimento diferente de cuidado, zelo e amor com Dylan? Se sua resposta for não, então você sabe que estou certo. 

— Castle… a minha resposta é não.  

— Eu sei - ele sorriu. 

— Por que eu estou com medo? 

— Isso é uma pergunta retórica ou você quer que eu responda?  

— E-eu… voce sabe a resposta? 

— Claro que sim, você também. Está com medo porque se importa, porque se apegou a Dylan, Kate, você o ama. Quando se ama uma criança, o medo vai e vem em diferentes situações, é natural porque não queremos que sofram. Não negue o que sente, eu mesmo a ouvir dizer. Dylan não vai a lugar algum, continuará conosco. 

— Você ouviu? 

— Sim, não se preocupe. Tenho certeza que ele sabe o quanto você o quer bem - ele beijou-lhe a testa - sente-se melhor? 

— Um pouco. 

— O suficiente para continuar o almoço? Confesso que fiquei curioso com o lance da berinjela - ela sorriu. 

— Às vezes acho muito assustador o jeito que você parece me entender. 

— Hey… não sou nenhum louco ou psicopata. Eu sou um escritor, sou treinado para observar pessoas. Somos amigos, parceiros. Esses anos de convivência devem valer para alguma coisa. 

— Desculpe. Eu não devia ter gritado nem lhe chamado de irresponsável. Eu perdi o foco, deixei me levar pelo calor do momento. Droga! Eu não sou assim. 

— Beckett, tudo bem se quiser brigar, expor suas emoções. Isso não faz de você alguém fraca, apenas humana. 

— Obrigada, Castle - ela se aproximou dele beijando-lhe o rosto. 

— Always - retribuindo o sorriso, ele a seguiu com o olhar até a cozinha - é bom você caprichar nessa berinjela, sabe o quanto eu detesto legumes - ela deixou escapar um risinho. 

Aos poucos, o clima pesado se dissipava no ar. Dylan reclamou, na verdade ele não dormira realmente. Castle o trouxe para a sala. Beckett terminou de fritar os bifes em meio a brincadeiras e conversas com Dylan. No carrinho, o menino parecia se divertir com os gestos de Kate, sua “mamama”. O cheiro do almoço acabou atraindo Martha e Alexis de volta a sala. A mãe não disse nada concentrando-se em observar o ambiente, ao trocar um olhar com o filho, fez um gesto para que ele a acompanhasse até o escritório. 

— Está tudo bem? - perguntou Martha. 

— Está. Vai ficar... - Castle suspirou. 

— Richard, a cena foi bem complicada de se assistir. Você falando de casamento, apoiando-a, Katherine deve estar confusa. Eu não saberia o que fazer, você indiretamente se declara. Como espera que ela lide com isso? Você percebeu o desespero na voz dela ao se dirigir a agente?  

— É claro que sim, eu não inventei nada. Tudo o que disse, acredito e se tivesse em um relacionamento com ela, não mudaria minha posição. Só que... Dylan, eu não posso perdê-lo, mãe.  

— Não vai, kiddo. Vocês deram provas suficientes de que estão prontos. Independentemente do que aconteceu há algumas horas. Eu conversei com a agente, na minha opinião, ela já tinha um parecer formado antes dessa visita, era como se estivesse cumprindo tabela. Quando contei do episódio da febre, ela fez diversas anotações, porém tenho certeza que foram todas a favor de vocês. Ela sorria, Richard.  

— Talvez fosse bom dizer isso para  Kate.  

— Posso fazer isso. Mas você precisa resolver sua situação com Katherine, de uma vez por todas - Martha deixou-o sozinho e foi para a cozinha distrair e acalmar Kate.  

Deu certo, logo elas estavam conversando animadas. O almoço estava pronto faltando apenas esquentar o molho para jogar sobre os bifes. Foi quando ela reparou que a sopa de Dylan deveria ser amassada. Castle não fizera isso. Aliás, onde ele se metera? Decidiu ela mesma prepara-la. Ao terminar, se aproximou do bebê pegando-o em seu colo.  

— Cadê o daddy, baby boy? Cadê? Vamos procurá-lo? - Kate foi direto para o escritório. Apesar de estar de frente para o notebook, sabia que ele não estava escrevendo. Na verdade, pode reparar no semblante preocupado do escritor. Ele estava pensando no ocorrido aquela manhã. Ele quisera passar tranquilidade para ela, mas estava inseguro. Kate se aproximou.  

— Castle? O almoço está pronto - ele não olhava para ela. Beckett suspirou e esticou a mão para toca-lo - hey... - finalmente ele a fitou.  

— Eu estraguei tudo. Eu exagerei, me impus e posso perder Dylan. Fiz tudo errado.  

— Não... e-eu, ah... eu contaminei você. Castle, olhe para mim - ela ajeitou o bebê no seu corpo para que pudesse tocar seu ombro com a mão, mantendo o contato - você foi inspirador e mesmo sendo encenação, você me defendeu, me elogiou e deixou uma brecha para manter a história da adoção intacta. Foi o meu medo que atrapalhou tudo - a mão dela agora estava no pescoço dele, o polegar acariciava o rosto - você não pode pensar como eu, o Castle que eu conheço sempre tem palavras doces e positivas, mesmo nos piores momentos, diante de uma bomba. Você terá a guarda do Dylan, você é o daddy dele. Olhe para o garoto, é você. Castle, ele é seu filho e nada vai mudar isso. Nem a lei. Eu vi a justiça falhar comigo uma vez, com Anna, ela não falhará com você.  

Como um acalanto para o coração, Dylan começou a repetir "daadaddy" várias vezes. Kate sorria. Inclinou o corpo, acariciou os cabelos teimosos que caiam na testa de Castle, beijou-lhe a testa.  

— Vamos comer... - Ela o puxou pela mão. Quando estavam prestes a sair do escritório, ele a puxou fazendo-a parar no meio do caminho. Olhando intensamente para Beckett, ele falou.  

— Não era encenação. Tudo o que disse, cada palavra é verdadeira. E Kate? Eu sei que você acha que Dylan é meu filho. Você não guardaria uma foto minha bebê em sua carteira se não acreditasse nisso - ela se assustou com a colocação - significa muito para mim - finalmente ele sorriu. Beckett ainda estava pensando sobre as palavras dele. Estava se referindo a carreira dela ou ao relacionamento? "Depende de Kate"... o que isso significava afinal? - não era a hora de pensar nisso.  

— Vamos almoçar, Castle. Seu filho precisa comer.  

Beckett se concentrou em servir o almoço. Fez questão de mandar Castle alimentar Dylan, ele precisava de contato com a criança nesse momento. Não gostava de ver aquele homem triste, inseguro. Ele não merecia sofrer. Castle não era como ela, não estava acostumado a levar baques da vida. Era a inocência, a alegria dele que a ajudavam. Nessa parceria quem merecia sofrer, experimentar a solidão, era ela. Lidava com isso há quase quinze anos.  

Após os vários elogios, Inclusive de Castle que repetiu a berinjela, Beckett se concentrou em arrumar a cozinha porque queria deixar Castle curtir o bebê, era a forma que ela imaginava para ajudá-lo. Havia um outro motivo nisso também.  

Beckett estava num misto de nostalgia e dúvida. Deixar o loft, ficar longe de Dylan começava a mexer com a cabeça dela. Aliado a isso havia a constatação de seu sentimento por Castle e o impacto de suas palavras. Ele estava 100% nesse relacionamento. Do que ele estava falando? Não tinham um relacionamento além da parceria, tinham?  

Kate suspirou. Sacudiu a cabeça. Não devia estar fazendo isso. Prometera a si mesma que não iria pensar sobre o assunto em seus últimos dias. Ela serviu dois pedaços de torta e foi até o quarto de Dylan onde Castle brincava com o menino.  

Eles estavam sentados no chão. Ao redor do menino, uma série de brinquedos e Castle contava histórias de Babar fazendo vozes engraçadas. Kate sentiu o coração apertar.  

— Hey... quer torta? - ela entregou o prato a ele sentando-se ao seu lado - considere como uma extensão do meu pedido de desculpas pela forma que agi e... 

— Kate, você não...- mas ela o calou colocando os dedos sobre seus lábios.  

— Eu ainda não terminei. É a minha última noite aqui, não quero discutir ou pensar o pior. Vamos apenas aproveitar as últimas horas na companhia um do outro, nesse loft com Dylan. Sem argumentos ou convites futuros, por favor.  

— Tudo bem. Quer ir ao parque mais tarde, garotão? Aposto que tem alguém necessitando de um balanço - ele sorriu para ela.  

— Ah, o parque seria excelente. Mas preciso arrumar minhas coisas.  

— Pode fazer isso quando voltarmos, Dylan certamente precisará de um cochilo depois.  

— Com uma condição. Você terá que me deixar fazê-lo dormir.  

— Tudo que quiser, Kate.  

— Vou aprontar o Dylan - ela se levantou sorrindo. Queria passar o maior tempo possível com o bebê - baby boy, vamos passear? - ela o vestiu com o body handsome like daddy outra vez, uma forma de reforçar sua crença nele. Pai de Dylan. Deixaram o loft juntos. Dessa vez, não encontraram o parque cheio mesmo sendo um domingo. Poucas crianças brincavam na grama. Ela deixou o menino com ele por alguns minutos indo para o balanço, precisava de uns minutos sozinha. Cinco minutos depois, ela se juntava aos dois outra vez. Com Dylan em seu colo, ela sentou no escorregador descendo com o menino em meio a risos. Repetiu a dose. 

Castle admirava o momento deles, mas ainda podia ver uma nesga de tristeza naqueles olhos amendoados. Melancolia talvez? Ele segurou o menino após a terceira vez no escorregador para Beckett se ajeitar. Ela sugeriu uma caminhada antes de voltar para casa. No fundo, estava adiando o momento que se seguiria. Deixar o loft, deixar Dylan. Pelo menos não deixaria Castle, ele ainda era o seu parceiro, não? Tornou a olhar para ele que fazia caretas para o menino. Dylan tinha as mãozinhas no rosto dele. De repente, o garoto agarra o nariz dele com a mão na tentativa de beliscar.  

— Hey! O que você pensa que está fazendo? Au! Ela já ensinou isso para você também? Caramba, Beckett!  

— Eu não ensinei nada e pare de ser dramático. Ele nem tem força... acho que até Dylan entende que você merece uns beliscões de vez em quando. Ele será um bom substituto para quando eu não estiver por perto.  

— Não incentive... e você está se referindo apenas as noites que não estarei trabalhando em casos com você , ou pensou que ia se livrar do seu melhor parceiro, o mais valioso membro do seu distrito? - ela revirou os olhos, mas sorriu.  

— Menos Castle - porém diante da reafirmação dele sobre sua permanência ao seu lado, Beckett buscou sua mão e entrelaçou os dedos nos dele. Foi assim até chegarem ao loft.  

Conforme prometido, Castle a deixou levar Dylan para o quarto a fim de colocá-lo para dormir. Ele não conseguiu se manter longe, precisava observá-la. Não se arrependeu de fazê-lo, escorado na porta sem ela perceber, ele a ouviu cantar para o menino.  

— You are my sunshine, my only sunshine, you make happy when skies are gray. You'll never know, dear, how much I love you, so please don't take my sunshine away.  

Para ele soava como uma despedida. Não precisava ser. Não desse jeito. Porém, ele também sabia que não podia força-la nesse momento. Haveria tempo. Depois que a resposta da adoção acontecesse ou talvez antes se Beckett percebesse o que vinha ocorrendo nesses últimos dias deles juntos.  

Quando Dylan finalmente dormiu, ela o colocou no berço e foi recebida na sala por Castle com uma caneca de seu café preferido.  

— Obrigada. Você não se importa que eu suba para arrumar minhas coisas, certo?  

— Não, vá em frente. Se ele acordar eu assumo. Não precisa ter pressa, Beckett. Não é como se eu tivesse com uma arma na sua cabeça. Não estou expulsando-a do loft.  

— Eu sei, Castle. Eu somente quero estar preparada. É hora de voltar para a minha realidade, meu canto. Te vejo mais tarde, ok?  

— Claro, vou fazer o jantar para nós - ele a observou subir os degraus. Sabia exatamente qual seria o jantar. Uma bela despedida, por enquanto. Estava sendo honesto, ele esperava que uns dias longe daquela atmosfera a fizesse sentir saudades e entender que não podia mais lutar contra o próprio coração. Ele também fingira esquecer a aposta. Esperava fazer disso um momento realmente especial.  

Duas horas depois, ela voltara para a sala, Castle estava conversando com Dylan enquanto amassava a sopinha dele.  

— Hey, baby boy! Você está com fominha? Daddy está preparando a comidinha para o baby boy? Está sim - ela mordiscou os dedinhos dele de leve - hum, Castle? Você se importa que eu vá pegar as minhas coisas em seu quarto?  

— Claro que não, Beckett - ela estava tentando agir formalmente coisa que na visão de Castle era desnecessária, porém escolheu não contestar. Beckett desapareceu pelo escritório com uma pequena mala.  

De frente para o closet de Castle, ela abriu as gavetas onde colocara suas roupas, uma a uma ela as dobrava e enchia aos poucos a mala. As últimas peças foram os casacos. Então, ela notou uma camiseta de Castle no fundo da gaveta. Capitão América, típico Castle. Não resistindo, levou-a até o nariz. Cheirou-a. Inconfundivelmente Castle. Ela suspirou.  

Seria tão difícil sair daquele ambiente a ponto de fazê-la já sentir falta de tudo mesmo ainda estando ali? Sem ter cruzado a porta?  

Pare com isso, Beckett. Você está se deixando levar pelas emoções cedo demais, dizia para si mesma. Termine de arrumar suas coisas.  

Ela se levantou para pegar seus objetos pessoais no banheiro. Amanhã quando deixasse a casa de Castle, ela levaria tudo consigo, de uma única vez. Rápido e prático. Como se arranca um band-aid evitando prolongar o sofrimento.  

Ao retornar à sala, viu que Castle já acabara de alimentar Dylan.  

— Ótimo, Beckett. Você terminou de fazer as malas. O garotão está quase dormindo, mas acho que antes precisa de uma troca e uma mamadeira. Eu faria, mas estou cuidando do jantar são quase nove da noite. Não sabia que tinha tanta coisa no meu quarto.  

— Nem eu - ela desconversou sabendo que não fora a arrumação que a mantivera ocupada - vou fazer o leite - ao terminar, de mamadeira em punho ela pegou o bebê no colo.  

— Quando ele dormir, venha jantar. Estou quase terminando.  

— Tudo bem.  

Dylan foi trocado, mamou e não demorou a dormir, o que por um lado foi um pouco frustrante, ela queria ficar mais tempo com seu baby boy. Kate se demorou para colocar o menino no berço. Ficou olhando-o, cheirando a sua cabecinha. Então, lembrou-se de Castle. Ele a chamara para jantar. Cobrindo Dylan em seu berço, ela voltou a cozinha.  

— Estou aqui.  

— O carbonara está pronto. Vou colocar na travessa e podemos sentar e comer.  

— Que bom, estou com fome.  

Juntos, eles iniciaram a refeição. Logo Alexis se juntou a eles seguida minutos depois de Martha. A conversa tomou um rumo totalmente diferente de adoção, bebês ou despedida. Os adultos encontraram um terreno comum para conversar sem causar desconforto a ninguém. Apos o jantar, Castle avisou a mãe que não se incomodasse com as louças sujas, ele iria limpar depois. Convidou Beckett para ir a sala, guiando-a com sua mão em suas costas. Ofereceu café e um cálice de vinho do porto. Receosa, ela acabou criando coragem para perguntar. 

— Você irá comigo para o distrito amanhã? 

— Vou. Por que pergunta? 

— Tenho que levar todas as minhas coisas logo cedo. 

— Então, você não volta aqui à noite? 

— Não, vou direto do distrito para o meu apartamento. 

— Você sabe que não precisa sair correndo. Por que não deixa para se mudar a noite? Não é melhor? Assim poderia ver Dylan uma outra vez. 

— Não. Prefiro não voltar. Os 21 dias acabaram, Castle - ele suspirou. 

— Não precisa desaparecer. Eu e você sabemos que Dylan sentirá sua falta. Ele é apegado a você. Não negue a verdade. Kate, Dylan não apenas se acostumou a você, ele a escolheu - Castle sabia que não podia dizer a palavra - talvez devesse pensar nisso antes de sair de vez do loft. 

— Castle, eu sei o que você está tentando fazer. Eu não vou desaparecer completamente, mas a farsa acabou. 

— Farsa… sei. Quanto de tudo o que aconteceu nesses 21 dias você pode realmente considerar farsa? Pense nisso, Beckett. 

— E-eu preciso dormir. Amanhã começo cedo - levantou-se do sofá sem olhar para trás, no inicio da escada, ela falou - boa noite, Castle. 

— Até amanhã, Beckett. 

Por volta das seis e meia, ela descia as escadas trazendo a mala e as sacolas com suas coisas. Estava pronta para o novo dia de trabalho. A mente registrava a sala do loft vazia. Contemplando o ambiente, ela se tocou de que era sua ultima manhã naquele lugar, sua ultima chance de alimentar Dylan, dar a primeira mamadeira. Caminhou para o quarto do menino, ele estava acordado brincando com o elefante no berço. Imaginou que Castle estava dormindo. Pegou-o no colo e foi para a cozinha preparar a mamadeira. Quando voltava para o quarto do bebê, encontrou Castle saindo do escritório. 

— Bom dia, detetive. Hey, garotão. Já tomou café? 

— Ainda não. Dylan primeiro. 

— Certo. Vou preparar - Beckett entrou no quarto do bebê. Ele seguiu para a cozinha. Vinte minutos depois, ela retornara a sala com o bebê no colo. O café a aguardava. Colocou Dylan no carrinho e saboreou a refeição de frente para Castle.  

— Estava muito bom. Vou escovar os dentes. 

— Tudo bem, vou me arrumar - minutos depois, os dois estavam prontos para sair. Alexis apareceu sonolenta na sala e bebia uma caneca de café. Castle desceu carregando as malas dela e ao retornarem para o loft a fim de pegar os casacos, Dylan chorava insistentemente. Alexis dera a chupeta, o elefante, ninava-o em seu colo, mas nada parecia cala-lo. Beckett se aproximou e pegou-o em seu colo. Ao começar a conversar com o menino, o choro foi diminuindo. Ela entregou o bebê a Castle. 

— Melhor você ficar com ele. Pelo menos até se acalmar. Tudo bem, eu ligo se tivermos um caso ou assim que ele estiver melhor, você vai me encontrar no distrito - ela beijou a cabecinha do bebê. 

— Certo. Então, nos vemos mais tarde. 


— Isso - Kate deu uma ultima olhada na sala, suspirou - até depois, Castle - trocaram um olhar e ele percebeu a melancolia entre o tom amendoado. A porta se fechou atrás dela. 


Continua...

5 comentários:

cleotavares disse...

Gente! O que foi isso com a agente? Achei que a Kate ia ter um treco. E o passeio? muito lindos de mão dadas. Tenho um pressentimento que o Dylan não vai deixar ninguém dormir no Loft e nem tão pouco a Kate vai conseguir dormir.
Façam suas apostas, dou três dias ou o Dylan ficar com febre, para a Kate voltar. E aí?

Silma disse...

Como assim gente??? Não tenho mais estruturas pra essa lenga-lenga não. Dona Kate eu sei que a senhora é a rainha dos medos,mas,já está mais do que na hora de você tomar uma atitude.Ficar se escondendo e fugindo não vai resolver nada.
O Dylan é seu filho SIM e Castle é seu homem SIM!!!!Me entendeu ou quer que eu desenhe?!
Eu hein,povo pra gostar de brincadeiras!!
Mulher esses dois são seus grandes amores.
Não se prive de ser feliz por medo ou insegurança.Viva o agora!!! ❤️

Gabriela Mendonça disse...

E os 21 dias chegaram ao fim, e como já era de se esperar a Kate decidiu partir. Kate fazendo Katice, afinal n seria ela se a atitude fosse outra.
Ela ama Dylan e Castle? perdidamente. Reconhece isso? Jamais em voz alta. Porém as atitudes falam por si só, ela ama sim os dois; ela quer sim um relacionamento com Castle; ela quer sim ser mãe do Dylan; porém fazer com que a cabeça e o coração estejam na mesma página requer um pouco de tempo e de uma discussão interior. ENfim é a KAte ne? nunquinha que ela iria de primeira assim dizer "CAstle eu vou ficar aqui com vc e o Dylan e não pretendo sair mais"
Cara essa última visitinha da Agente deu e deixou, não? Martha já foi logo contando da febre do Dylan, mal sabe ela o que a KAte passou kkk; Eles cozinhando juntos é fofo de ver... juntos entre aspas kkk é mais o Rick controlando a Kate e querendo saber os segredinhos, mas ainda assim fofos e esse Always? ai ai; A parte do casamento foi tenso,tanto pela resposta do Rick quanto pela discussão CAskett. Mas se eu bem entendi, ele também quis dar uma sacudida na Kate, pq quando ele diz "depende de Kate" é dela assumir seus sentimentos de vez, afinal uma coisa é fingir por 21 dias agora fingir um casamento? por que sim, falando para agente que eles tem planos de casar uma hora ou outra eles seriam cobrados la na frente.
E acho tão fofo o Castelinho, ele acalma a Kate diz a ela que ninguém estragou nada porém por dentro ele estava com o coração tão desesperado quanto ela. E ai foi a vez dela acalmar ele. Caskett é lindo demais.
Essa despedida da Kate doeu viu... essa ida ao parque os balanços, a volta para casa de mãos dadas, a agonia dela em querer saber se Rick estaria com ela no 12th...alguém roubou uma camisa danadinhaaa... e tenho certeza que levou algo do Dylan tb.
caraca quase que eu esqueço, o Castle falando da ft dele baby na carteira dela, dando mais munição para a cabecinha da KAte tentar aceitar além da pergunta "Quanto de tudo o que aconteceu nesses 21 dias você pode realmente considerar farsa? Pense nisso, Beckett."
Baby Dylan parece que sentiu o clima de despedida...
Só queria dizer que essa frase acabou de trincar meu pobre coração " trocaram um olhar e ele percebeu a melancolia entre o tom amendoado. A porta se fechou atrás dela. "
Aguardando o próximo que vai ser sofrente... afinal Kate vai precisar se segurar para não correr para o Loft... ou não... Dylan pode precisar dela...

rita disse...

Amei o capítulo! Espero que aconteça algo bem louco e faça a Kate voltar para o loft do Castle e aí não resista mais ao sentimento que sente por Castle e pelo bebê. Abraços.

Priscila Barros disse...

Aiiii, chegou o fim dos 21 dias!!! Tô apreensiva pelos próximos passos de tudo. Fiquei com um frio na barriga gigante quando a agente apareceu, ai tudo foi fluindo tão naturalmente, os dois em sintonia na cozinha, com Dylan e tudo mais, ai pow! A agente joga aquela pergunta de casamento que fez meu coração parar! Ainda bem que o Castle conseguiu falar tudo aquilo, uma verdadeira declaração para a Kate (amiga acorda pra vida, olha o boy). Acredito que aquela agente viu e entendeu que o baby Dylan já adotou aqueles dois como pais, que ele precisa deles assim como os dois precisam daquela fofura ❤❤❤❤❤
Meu coração só tá apertado com a Kate indo embora do loft, mas algo me diz que essa saída não vai demorar muito hauahauaha ❤❤❤❤❤
Obrigada por esse capítulo lindo, Kah ❤