segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

[Castle Fic] Baby Boom - Cap.19


Nota da Autora: Mais uma vez, obrigada pelos comentários adoráveis. Adoro! Quero que prestem atenção nesse capitulo, ele tem nuances para os próximos. Também referencias. Aos poucos, vemos os muros de Beckett se partirem, a razão começa a ter menos espaço em seus atos. O medo ainda persiste, assim como os conselhos (Maddie is back!). Mais longe já esteve e as milhas do caminho estão diminuindo. Trocadilho ou não, baby steps... 
PS.: Ainda nao é o capitulo da audiência. Enjoy the ride! 


Cap.19  


Chegaram no loft em trinta minutos cheios de sacolas com comida chinesa. Castle segurava as sacolas, Beckett, o bebê. Ao ver que a detetive voltara finalmente ao apartamento, Martha a cumprimentou com um beijo. 

— Katherine! Achei que não ia mais retornar para nos fazer uma visita. Como você está, querida? Aposto que se matando de trabalhar e morrendo de saudades dessa fofura. Acertei? 

— Um pouco de tudo, Martha. É bom vê-la outra vez. 

— Temos noticias importantes. A audiência de Dylan é na segunda. 

— Castle está empolgado. 

— E Beckett pensando demais. Eu já disse para ela que Dylan não vai a lugar algum. 

— Por que, Katherine? Você acha que a audiência pode ser contra vocês? 

— Eu só acho que precisamos ter prudência, não podemos assumir que ganhamos a guerra. 

— Desculpe discordar de você, querida, porém eu acredito que Richard tem razão. Eles seriam loucos se não concedessem a guarda de Dylan para vocês depois do que viram. Começar todo o processo outra vez após a criança estar acostumada com um lar? É cruel e insano. Seria muito estressante para o bebê. Estou indo para o meu quarto, vou deixa-los sozinhos para matar as saudades - ela sorria olhando diretamente para Beckett. 

— Não vai jantar conosco? 

— Não, querida. Eu já tomei um shake. Uma diva deve se cuidar. Boa diversão. E Richard comporte-se, seja um bom anfitrião. Deixe a garota à vontade. 

Assim que Martha subiu os dois começaram a rir. 

— Essa é a minha mãe. Ela tem razão em uma coisa. Vamos ficar à vontade e jantar - ele pegou o bebê do seu colo e colocou-o na cadeirinha próximo a mesa do jantar. Beckett tirou o casaco, jogou a bolsa no sofá. Tirou o paletó que vestia também colocando-o sobre a bolsa. Castle já abrira a maioria das embalagens, então ela se encarregou de pegar os pratos e talheres nos armários. Vivera ali por três semanas e certamente se habituara a rotina da casa. 

Sentados à mesa, ela serviu-se de um pouco de tudo em seu prato. Entregara uma garrafa de cerveja para Castle e abriu uma para si. Eles mal falaram durante a refeição, mas os sorrisos e os olhares eram suficientes para demonstrar que estavam se divertindo. 

Castle se levantou para pegar a sopinha de Dylan na geladeira, colocou-a para esquentar. 

— Acho que o garotão já topa comer também. 

— É, são quase sete da noite. 

— Então, Beckett. Como você acha que deve ser nossa postura no tribunal antes, durante e depois da audiência? - ela sabia que ele estava se referindo ao comportamento deles como um casal. Afinal, dessa vez não teriam Dylan para manter-los separados. Na segunda teriam que agir como um casal ansioso por uma resposta, pela oportunidade de ter um filho. Era óbvio que a parte da ansiedade e do nervosismo estaria na cara de ambos, porém ela não sabia como responder à pergunta dele. 

— Tem um plano, Castle? 

— Eu diria que sim. Se eu sugerir para agirmos naturalmente estaria causando problemas? 

— O que você quer dizer com “agir naturalmente”? 

— Você sabe, como somos no dia a dia. 

— Achei que era para agirmos como um casal. Não somos um diariamente, Castle. 

— Engraçado, as vezes tenho a sensação de que somos casados há anos. Você vive mandando em mim. Controladora, autoritária, quer ter sempre a ultima palavra e sequer admite  quando eu estou certo sobre algo como foi hoje com o caso. 

— Castle! - ela deu um murro nele. 

— Falei alguma mentira? - eles riram. Sabia que não. Ele tinha um bom ponto. 

— Certo. Eu reconheço que você estava certo hoje com o caso, você o resolveu. Satisfeito?   

— Talvez. Foi tão difícil admitir? 

— Não - ela disse e desviou o olhar sorrindo. 

— Admitir certas coisas é sempre o melhor. E não é, nem deveria ser difícil admitir a verdade, principalmente com quando estamos falando de como nos sentimos - ele percebeu que ela ficara tensa, mordiscou os lábios, então mudou o ângulo da conversa - É assim que agiremos na segunda, movidos por sentimentos. 

— E-eu… você quer dizer sobre Dylan - não era o que ele dissera mesmo, ela sabia. Castle escolheu a linha mais segura.  

— Teremos que agir como um casal. Chegaremos ao tribunal juntos, de mãos dadas ou posso abraça-la. O que prefere? - ele não esperou que ela respondesse, continuou falando - estaremos nervosos, sentaremos juntos. Eles fazem mais perguntas nessas audiências? Não sei… talvez devesse perguntar ao Andrew. É claro que fazem! Que besteira a minha! Será que insistirão no lance do casamento? Você vai chorar? E-eu acho que devia, não fingido mas… 

— Castle, quer parar? Desacelera! Está me deixando nervosa. Não quero falar desse assunto agora. Vou dar a sopa de Dylan. Quer comer, meu amor? Tem sopinha. 

E assim ela se concentrou em brincar e alimentar a criança. Não queria pensar sobre o que ia acontecer na segunda. Ela não tinha qualquer problema em representar um casal ao lado de Castle. Sim, ela sabia disso agora, porém se recusava a admitir para ele antes dessa situação estar completamente resolvida. Havia, contudo, outra enorme interrogação que estava deixando-a muito confusa. O que Dylan representava em sua vida.  

Castle continuava comendo observando a interação dela com Dylan. Ele percebera que ela estava à vontade ali. Como se tivesse sentido falta de estar com eles. Que besteira ele estava pensando? É claro que ela sentira falta. A pequena briga de hoje à tarde só comprovara isso.

— Eu vou recolhendo essas comidas. Você ainda quer comer, Beckett? 

— Talvez um pouco mais do porco. Eu já me sirvo, estamos quase acabando, não é, baby boy? - ela sorria para o menino. Cinco minutos depois, ela limpava a boca de Dylan com o guardanapo e depois com o babador - pronto! Acabamos, daddy. 

— Ótimo. Termine de comer, vou trocar o pijama dele. 

Sozinha, Beckett retornou o pensamento para sua grande dúvida. Dylan. Ela adorava o menino, se afeiçoara a sua historia, ao bebê, a aprovava a tentativa de Castle em dar um novo lar para ele. Era muito mais que isso. Com a resolução da adoção, ele poderia se tornar realmente filho de Castle. Qual seria o papel dela nessa historia se resolvesse assumir os seus sentimentos pelo escritor? Era tudo muito complicado. Uma situação na qual ela jamais teria se imaginado. Por mais que o bebê, em sua inocência, a visse como mãe, ela não era essa figura na vida dele. Não poderia ser. 

Nesse instante, Castle volta a sala com Dylan nos braços já de pijama. De um lado, ele segurava a tromba do Babar, a outra mãozinha segurava o cobertor de estrelas. Ao olhar para ela, outra vez o bebê fez valer sua vontade. 

— Mamamama… 

— Acho que alguém quer o seu colo, Beckett - ela lavou as mãos e pegou o menino do colo dele - pode ir para o quarto, vou arrumar a cozinha. Quer café? 

— Adoraria, mas acho que é melhor esperar o Dylan dormir. Não sei quanto tempo vou levar - sorriu, voltando sua atenção ao bebê, brincou - quer ouvir uma historia, baby boy

— Mamamama… 

— Acho que isso é um sim - disse Beckett seguindo para o quarto. Contra fatos e argumentos, restavam os sentimentos. Apesar da vozinha linda do bebê chamando-a de mãe, ela não era a dele. O problema era entender e justificar porque não poderia ser. 

Kate sentou-se na poltrona com um dos livros de Babar nas mãos. Ajeitou o menino em seu colo. Ele permanecia agarrado ao elefante. Ela acariciava os cabelinhos castanhos dele e começava a contar a historia. A voz suave de Kate parecia hipnotizar o bebê que não tirava os olhos dela. Ela sorria, brincava com ele, beijava-o. Aos poucos, o menino foi cedendo, fechando os olhinhos, o que fez ela suspirar. Assim que ele dormisse, não teria mais a chance de ficar com ele, talvez alguns minutos mais em seus braços, porém logo teria que ir embora. Voltar para a solidão que era seu apartamento. 

Dylan adormeceu, porém Beckett ainda ficou um bom tempo em sua companhia. Quando ela finalmente reapareceu na sala, Castle sorriu. 

— Ainda bem que não fiz o café, você ficou quase uma hora com ele. Demorou a dormir? Estava esperto? 

— Um pouco. Acabei perdendo a noção do tempo com ele nos meus braços. Aceito o café agora, Castle. 

— É para já. Pode ficar à vontade, se quiser ligar a televisão ou sentar-se no sofá… 

— Estou bem aqui - disse sentando em um dos bancos próximo ao balcão da cozinha americana. Ela fitava as mãos, receosa sobre como reiniciar a conversa sobre a audiência - Castle, sobre a conversa de antes… como devemos nos comportar diante do juiz. Teremos que tomar cuidado para não dar bandeira, seria terrível se a desconfiança de que nós não somos um casal fosse descoberta em pleno tribunal. 

— Desconfiança? Não existe nada disso, Beckett - ele entregou o café a ela que tomou um longo gole antes de continuar a expor seu raciocínio. 

— Depois da terceira visita e da pergunta da agente Wilson sobre casamento, eu não tenho mais certeza, com a resposta negativa, ela pode começar a juntar as peças e…

— Beckett, não houve resposta negativa. Em nenhum momento eu disse que não casaria com você, o que eu disse foi uma resposta clara de que conhecemos nossa realidade e nos adaptaremos a ela sem perder o que já construimos antes de Dylan. Além do mais, acredito que fui bem enfático quanto a minha demonstração de afeto ao nosso garoto quando disse que não desistiria de lutar pela guarda dele. Talvez tenha me excedido um pouco, mas Wilson pode ter considerado como um ato emocional. 

— E se refizerem a pergunta na frente do juiz? Ou outra ainda mais complicada? Eles podem fazer perguntas aos potenciais pais nesse tipo de processo, não? 

— Acho que sim. Se fizerem a mesma pergunta, terão a mesma resposta. E não importa o que questionarem, eu irei falar a verdade e lutarei até o fim - ele a viu suspirar, Beckett bebeu um pouco mais do café. Castle esperou que ela largasse a caneca para pegar sua mão - me escute, Beckett. Eu sei que você está preocupada, ansiosa, não pense que não percebo. Vai bem além de uma decisão de tribunal. É de Dylan que estamos falando, um bebê maravilhoso que apareceu de supetão nas nossas vidas e acabou nos escolhendo. Você vai dizer para mim que trata-se de sua lealdade e do que você prometeu a si mesma e a Anna quando cuidou do caso dela. Só que ambos sabemos ser bem mais que isso. Aceitando ou não, ele a vê como mãe. Você age como tal. Na verdade, está fazendo exatamente isso agora. Justamente por esse sentimento puro de amor, carinho e proteção é que reafirmo: nós iremos para a audiência e ganharemos a guarda de Dylan. Ele se tornará oficialmente um Castle. 

Beckett percebera que ele ainda não largara de sua mão. Também não queria. Era um conforto a mais para sua mente confusa. Ele a intitulara mãe de Dylan, por mais que não quisesse o titulo tudo parecia lhe mostrar o contrario. Uma criança, uma família, era muito para ela lidar de uma vez. 

— Eu preciso ir - disse tirando a mão da dele. 

— Pode dormir aqui se quiser, no quarto de hospedes. 

— E-eu não acho que isso seja uma boa ideia. 

— Sua escolha. Como já disse, a porta vai estar sempre aberta, Kate. 

— Eu sei - se levantou dirigindo-se a porta, ele a acompanhou - obrigada, Castle. 

— Apareça no fim de semana. Pode levar Dylan para passear se quiser. 

— Vou pensar sobre isso. Tchau, Castle - mas antes que ela pudesse evitar, ele avançou em sua direção beijando-lhe o rosto. 

— Até mais, detetive. 

Um pouco surpresa com o ultimo gesto dele, ela se encaminhou para o elevador. Um sorriso nos lábios a acompanhou até o instante em que abriu a porta de seu apartamento e se viu forçada a encarar outra vez a solidão.    

XXXXXX

Ela acordou no sábado por volta das nove da manhã. Como já era hábito, pegou o celular e checou as câmeras. Dylan não estava no berço. Certamente que não pela hora. Estava ponderando sobre o convite de Castle. Não tinha muito o que fazer, então porque não passar um tempo com o bebê? Podia ao menos leva-lo ao parque. Decidida, levantou-se da cama para se arrumar. 

Vestindo uma calça jeans, camisa de manga três quartos e a jaqueta de couro com as botas, ela deixou seu apartamento rumo ao loft. No caminho comprou café mesmo sabendo que seria a primeira coisa que Castle lhe ofereceria quando chegasse lá para pegar o menino. Portanto tratou de terminar o copo antes de entrar no prédio. 

— Olá, Beckett. Bom dia. Você não está indo trabalhar, certo? 

— Não. Resolvi passar aqui para pegar o Dylan para leva-lo ao parque, você disse que eu podia. 

— Claro! Entre. Quer café? - ela sorriu. 

— Sim…

— Ele está no tapetinho com Alexis. Pode apronta-lo se quiser - Beckett entrou no loft, ele seguiu para a cozinha. Ficou observando o jeito da filha de Castle com o futuro irmão. Ela cantava uma canção infantil para ele fazendo-o bater palmas. Ele ria e mostrava os dentinhos. Como ela era louca por aquele bebê. Quando estava com ele, Kate esquecia das maldades do mundo. 

— Hey, baby boy… está brincando com a sua irmã? Alexis está cantando para você? 

— Oi, Kate. Estamos nos divertindo um pouco para o papai fazer o almoço. Disse que não queria sair de casa. Ele sabia que você vinha? Porque isso explicaria muita coisa. 

— Não. Decidi essa manhã - ela se sentou no tapete de frente para o menino, mesmo sentado ele esticava as mãos para toca-la. Kate o levantou segurando em sua cintura. Dylan agarrou os cabelos sorrindo. Ela o atacou enchendo-o de beijos no pescoço e na barriguinha, a gargalhada do bebê era adorável - quer passear, meu amor? 

— Aposto que não recusaria uma ida ao parque - disse Alexis. 

— Vamos nos aprontar, meu amor? - Kate se levantou com ele no colo e ouviu o primeiro “mamama” do dia. Beijou a cabecinha do bebê. Dez minutos depois, Dylan voltava a sala vestindo uma calça jeans, uma botinha e o moletom. Ela já tinha a bolsa nas costas e o canguru arrumado com o bebê dentro. 

— Olha só, está todo bonito. Você quer levar a sopa dele? Ou vai voltar logo para ele comer? 

— Quando ele deve almoçar? 

— Dentro de duas horas. 

— Posso levar então - ele tentou disfarçar, porém Beckett percebeu a decepção - sabe, você poderia vir conosco. A menos que precise realmente fazer o almoço - os olhos azuis brilharam com o convite. 

— Claro que ele não precisa - se antecipou Alexis antes do pai. 

— É… acho que posso ir com vocês. 

— Vá se trocar e não demore! - ela gritou vendo-o desaparecer como um raio pelo escritório. 

— Eu vou ligar para o Ashley. Divirtam-se. 

Meia hora depois, eles finalmente saiam de casa. Beckett fizera questão de reclamar pela demora de Castle em se arrumar apenas para não perder a prática no quesito provocação. A verdade é que adorara saber que ele se arrumara para ela. Estava de jeans e jaqueta como ela, o perfume masculino presente e maravilhoso. Cheiro de Castle, ela pensou e se repreendeu no mesmo instante por incentivar a sua mente com essas ideias. 

Ao chegarem ao parque, perceberam que estavam atrasados. Havia muitas crianças naquela manhã. Beckett se contentou em passear lado a lado com Castle pelas trilhas, mostrando as plantas, as flores e as demais crianças para Dylan. Era bom fazer isso outra vez com Castle. Sorrateiramente, ela sentiu a mão dele deslizar por suas costas parando na parte inferior, o gesto que indicava sua preocupação e sua ligação, querendo guia-la. Não se incomodou. Ela pediu para Castle tirar o bebê do canguru a fim de coloca-lo debaixo de uma arvore, aproveitar o pouco sol e deixa-lo livre para brincar. Estirou uma toalha que trouxera e uma manta que pegara no quarto de Castle. Sentaram-se. Ela espalhou uns brinquedos do menino. Castle estava ao seu lado escorado no tronco da arvore. Ela do outro lado, de frente para ele certificando-se que Dylan não teria um lugar para fugir. Não que pudesse, ainda não engatinhava, porém ele movia-se rápido quando queria. 

— Ele dormiu bem ontem depois que sai? 

— Sim, como um anjinho. Acordou umas três para mamar e depois somente as oito. Ele não dá trabalho especialmente após dormir com você. 

— Eu sei - ela ficou admirando Castle. O sol batia nos cabelos dele sobre a testa, os olhos azuis perdidos no bebê. Tinha tanta vontade de arrumar aqueles cabelos. Tinha vontade de tanta coisa… - você viu o carrinho de sorvete? Queria um… 

— Acho que está do outro lado. Vou pegar para você. Alguma preferência de sabor? 

— Pode ser chocolate mesmo - ele se afastou dela e Kate não perdeu a oportunidade de checar o traseiro dele. Deixou escapar um pensamento alto - por que você tem que ser tão irresistível? - olhou para o menino, Dylan segurava uma baleia na mão sacudindo olhando para ela. 

— Daaaddy… 

— É, meu amor, seu daddy. Falta pouco, bebê. Pouco para sabermos onde essa historia pode terminar. A sua e a minha. 

Castle voltou com o sorvete de chocolate num copinho. Não quis arriscar a casquinha porque sabia que poderia não terminar bem. Entregou a ela. 

— Cadê o seu? 

— Não estou com vontade. 

— Você recusando sorvete de chocolate? Essa é nova! Que bicho te mordeu? 

— Nenhum. Não estou a fim - rindo, Beckett provou a primeira colher do sorvete. Estava bom. Por que não provocar? Ela se arrastou mais para o lado dele. Colocou uma outra colher na boca. Viu o olhar comprido dele para si. Ele revezava entre o sorvete e ela. Era uma imagem perigosa, Castle pensou. Parecia que ela tinha lido a mente dele. Colocou uma nova colher na boca e passou a língua nos lábios. Olhou para ele. Sorriu - você estava com vontade mesmo, não? - a voz saiu um pouco rouca. Ele se recriminou por não conseguir se controlar.

Beckett pegou uma nova colher e ofereceu a ele. 

— Prove. 

Castle abriu a boca para ela lhe dar o sorvete. Dylan entendeu que era hora de comer, se manifestou. 

— Mamama… 

— Você quer, baby boy? - ela pegou um pouco do liquido derretido no copinho e colocou na colher, ofereceu ao bebê. Dylan lambeu a colher e bateu palmas - ele gostou! 

— Beckett, não é uma boa dar chocolate ao bebê. 

— Só um pouquinho. Tem mais para você - ela encheu a colher e deu o sorvete a ele na boca outra vez. O canto dos lábios e o queixo dele estavam sujos. Ela o olhou tentada. 

— O que foi? 

— Sua boca - ela suspirou - está suja - criando coragem ela usou o polegar para limpar o sorvete, mas o dedo não ficou somente nisso. Beckett se viu deslizando-o sobre os lábios de Castle, os olhares fixos um no outro. Ela ia e vinha com o dedo. Castle entreabriu-os beijando-lhe o polegar, embora disfarçava lambendo o sorvete que havia nele. Beckett sentiu o arrepio no corpo. Fechou os olhos. Com muito custo, ela tirou a mão do rosto dele bem devagar. 

— Kate? 

— Não fala nada, por favor… 

— Tudo bem - ele a viu se levantar rumo a lata de lixo. Jogou o sorvete, respirou fundo. Castle sorria quieto sobre o cobertor. Pequenos deslizes, ele adorava quando isso acontecia. Mal podia esperar para finalmente ter o resultado da adoção e pagar a aposta que estava devendo. 

— Acho que podemos ir. Está muito cheio aqui. E estou ficando com fome - ela pegou o bebê no colo. Castle se levantou, arrumou as coisas. Se prontificou a carregar a bolsa e o carrinho, deixando-a curtindo o bebê, afinal fora para isso que ela viera vê-lo naquele sábado que acabara sendo mais revelador que pensara. Ele não via a hora de passar pelo tribunal e resolver de vez sua situação com Kate. Estava ansioso com o jantar. 

— Tem alguma preferência de comida? 

— Não realmente, por que? 

— Que tal irmos no Q3? Fazer uma visita a Maddie? - ele fizera de propósito. Sabia que a amiga de Kate teria vários motivos para mexer com a cabeça da detetive especialmente agora que os 21 dias acabaram. 

— Pensei que podíamos esperar até sabermos o resultado - ela estava receosa de enfrentar Maddie. 

— Ah, eu acho que ela vai ficar feliz de ver o Dylan. O que acha, garotão? Quer ver a tia Maddie? - Beckett viu que não teria muita escapatória. 

— Ele nem se lembra dela. 

— Você é que pensa. Um bebê nunca esquece quem cuida bem dele. Ela trocou a fralda de Dylan. Isso é muito importante. 

— Agora você está inventando! Tudo bem, vamos ao Q3. 

— Vai aprendendo, garotão. Desafie a lógica e você será rei - ela revirou os olhos - mas estava falando sério sobre o bebê reconhecer quem tem carinho por ele. 


Q3


Maddie soltou um gritinho quando viu a amiga chegando com Dylan no colo. 

— Dylan! Meu príncipe de olhos azuis! Que bom ver você… - o bebê parecia concordar, foi logo abrindo um sorriso para Maddie que já segurava as duas pernas do menino escondendo o rosto nos pezinhos dele e aparecendo numa brincadeira boba. Dylan agarrou um tufo de cabelo e gritou excitado com a confusão. 

— Não, meu amor. Largue o cabelo da tia Maddie… desculpe! - Kate retirou o cabelo da amiga com todo o cuidado. 

— Deixa eu carregar essa fofura - ela retirou o bebê do canguru que Beckett carregava. Dylan se interessou pelo colar de pedras coloridas de Maddie - hey, Becks. Castle. Tudo bem? Isso é uma visita rápida ou vieram almoçar? 

— Viemos almoçar. 

— Ótimo. As coisas estão mais tranquilas hoje. Alguma relação com um jogo importante. Acho que todos preferiram os bares. Vem comigo, arrumo uma mesa para vocês - ela andava entre as mesas do salão escolhendo uma apropriada para colocar o carrinho do bebê se precisassem.  Devidamente acomodados, ela fez sinal para o garçom trazer os cardápios. Ainda com Dylan no colo, ela ria e fazia carinhos no bebé fazendo-o rir - meu Deus! Esses dentinhos. Você está tão lindo. Oh, a camiseta é bem a cara do seu pai. Handsome like Daddy? - Kate abrira o moletom do bebê assim que entrara no Q3. Maddie olhou para Castle. 

— Na verdade, foi Beckett quem deu esse body para ele. 

— Foi mesmo? - ela encarou a amiga - hum, baseada em fatos, claro. 

— Contaminada pela constante lembrança de que ele é bonitão. Castle não me deixa esquecer - ela deu de ombros - acho que nesse caso, ele tem razão. 

— Oh… revelações de Katherine Beckett - disse Maddie implicando. 

— Detetive… você está bem? Elogiando minha pessoa… posso esperar um puxão de orelha em seguida? 

— Se continuar se achando e agir como idiota posso providenciar - ela olhou para ele tentando manter-se séria, porém falhando terrivelmente. Ele riu. 

— Vamos nos concentrar na comida? Já sabe o que vai querer? - eles escolheram e Maddie esperou um tempo ainda com o bebê nos braços para perguntar sobre um determinado assunto. Estava gostando de ver a interação dois dois. Será que a amiga finalmente caíra em si? 

— Certo, estou curiosa. Vocês conseguiram a guarda dessa fofura? Os 21 dias já acabaram, não? Confesso que estou surpresa de vê-los juntos e com o Dylan a tiracolo. A fase do favor não acabou? - lá estava ela, a boa e direta Maddie. Kate suspirou, mas foi Castle quem respondeu. 

— A audiência será na segunda. Mas tenho certeza que nada de ruim acontecerá. Nós provamos que Dylan tem um lar. Alias ele deixou bem claro que não consegue ficar longe da Kate - reflexo ou não, o bebê se pronunciou. 

— Mamama… 

— Acho que ele está com fome - disfarçou Beckett.  

— Como assim? Deixou claro? 

— Só dorme bem se ouvir a voz dela, se ela cantar para ele. 

— Espera, então você ainda está no loft? - ela perguntou direto para a amiga, notando um certo desconforto. 

— Não! - ela tirou o bebê do colo de Maddie, colocou no carrinho - estou no meu apartamento. A farsa acabou. Castle é exagerado - Maddie riu. Virou-se para Castle. 

— Ela ainda não entendeu que o bebé a escolheu? - Castle apenas sorriu. Beckett escolheu não ligar para a insinuação da amiga. Concentrou-se em dar a comida de Dylan. Maddie pediu licença para checar a cozinha e seus pratos. A comida foi servida e ela deixou os dois aproveitarem o almoço com o bebê. Quando os viu comendo a sobremesa, ela retornou a mesa. 

— O almoço estava bom? 

— Maravilhoso como sempre - disse Castle. 

— Vejo que escolheram o Devil’s Cake de sobremesa. Adoro esse bolo. O chocolate amargo torna tudo especial. Vocês não estão nem um pouco preocupados com a audiência? Quer dizer,  vocês terão que atuar outra vez… 

— Claro que eu estou preocupada, não sei se a agente realmente gostou da ultima visita. 

— Por que? - Castle sabia que se falasse a verdade, Beckett além de morrer de vergonha, seria bombardeada de perguntas. Ele se antecipou. 

— Você sabe como é sua amiga, sempre racionalizando, revendo diálogos, buscando evidências e nem tudo é uma investigação com fatos e dados, existem sentimentos. 

— Com certeza, Sentimentos, nesse caso, são bem mais importante que condição social, dinheiro, essas coisas. Não sei quando ela vai parar com essa mania chata de usar a mente em vez de seguir o coração. Estamos falando de um bebê que precisa de mãe e pai. O juiz não quer ouvir se Castle tem dinheiro para pagar a escola ou se a Kate vai parar de trabalhar para cuidar do Dylan, ele quer saber se há carinho, devoção e amor. 

— Maddie, vocês insistem em me culpar por me preocupar. 

— Não estamos culpando você por se preocupar, estou pedindo para se preocupar com coração. Nem precisa. Amor é o que não falta aqui - ela fitava a amiga intensamente - tem muito amor. 

— E-eu acho que Dylan precisa de uma troca. Vou ao banheiro. Castle pode me dar a bolsa? - Maddie também se levantou. 

— Vou checar minha cozinha. Não vão embora sem falar comigo, vocês vão querer café, não? 

Obviamente, Maddie não tinha cozinha nenhuma para checar. Ela ia atrás de Beckett no banheiro. Encontrou a amiga trocando a fralda do menino. Era como ver mãe e filho. Beckett ria e sobrava na barriga do bebê, limpava o pequeno e falava um monte de bobagem. Era tão inspirador que Maddie suspirou. 

— Ah, baby boy… sua tia Maddie é doida. Mas você gosta dela, não? Eu também. 

— Ainda bem que ele gosta. 

— Você não ia checar a cozinha? 

— Não, quero checar uma coisinha com você. Aconteceu alguma coisa? Você está diferente. Está bem, preocupada, mas não é aquela nuvem negra. 

— Não aconteceu nada. 

— A farsa se tornou verdade, Becks? Porque do meu ponto de vista é o que está parecendo. Você estava fazendo um favor ao Castle. Passou 21 dias no loft com ele. Sabe que está apaixonada e que esse garotinho te conquistou, menos de uma semana depois você aparece aqui com Castle e o bebê. O que está rolando porque essa não é a complicada Kate Beckett. 

Beckett terminou de vestir Dylan. Arrumou as coisas. Pegou o bebê no colo. 

— Estou esperando, Becks. 

— Tudo bem. Não tem farsa nenhuma. Eu sei que estou apaixonada por Castle, sei que ele gosta de mim. Eu não consegui ficar longe de Dylan, mas eu não sou a mãe dele e tem a audiência então… 

— Então… 

— Droga, Maddie! O que mais você quer ouvir? 

— Eu? Nada! Já o Castle… você não contou como se sente a ele… quando pretende fazer isso, Becks? 

— E-eu não posso fazer agora, eu preciso ter certeza de que a audiência será boa. Ele tem que ficar com Dylan. 

— Ele vai, Kate. Vocês vão. Dylan estará para sempre na sua vida, quer você aceite ou não o papel de mãe, se você ficar com Castle, ele estará lá. 

— Ele sofreu por minha causa, Maddie. Quando fui embora. Fiz meu baby boy sofrer. Eu sei que você e Castle dizem que ele me escolheu, mas eu não sou mãe não estou preparada para ter essa responsabilidade do titulo. 

— Com titulo ou não, você gosta dele. Vai dar carinho do mesmo jeito. 

— E-eu o amo, Maddie. Ele mudou minha vida. 

— Você está falando de Castle ou de Dylan? - a cara de temor de Kate a fez retroceder na conversa - Dylan, claro. Quem não amaria um bebê lindo, fofo e com um par de olhos azuis cativantes? Não tem nada de errado se você o amar, Becks. Será a tia babona, se quiser. Mesmo que ele a chame de “mamama” afinal ainda vai levar algum tempo até que ele entenda quem você é na vida dele, a tia, a namorada do pai. 

— Eu não sou namorada de Castle! 

— Ainda não… - Kate sorriu. 

— Eu demonstro algo? - Kate perguntou preocupada - ele percebe que eu… 

— Que você gosta dele? O que você acha? O homem lê você como ninguém. Ele a conhece tão bem que está esperando você criar coragem para falar sobre o assunto. Ele também sabe investir numa farsa. 

— Obrigada, Maddie. Eu estava precisando desabafar. 

— Sempre que quiser. Mas por favor, da próxima vez, traga algo picante para eu me divertir. 

— Maddie!!! 

Elas voltaram para a mesa. 

— Você demorou…

— Dose dupla…         

— Ah… vou pedir o café. 

— Sim, precisamos ir para casa. Ele está com sono. 

Tomaram o café, Castle pagou a conta, se despediram de Maddie. 

— Boa sorte na segunda, não que precisem. Tchau, Dylan. Cuide de sua “mamama” - o bebê deu tchauzinho para Maddie que encantada gritava e retribuía. Deixaram o Q3. A caminho do loft, eles acabaram descendo a quinta avenida. Ao passar na frente do Empire States, por impulso, Castle a puxou para o prédio. 

— Castle, o que você está fazendo? 

— Estou com vontade de subir. 

— Castle, Dylan ele… - não adiantava, eles já estavam dentro do elevador. Quando as portas abriram-se e saíram do elevador, Kate prendeu a respiração uns segundos diante da vista. 

— Faz muito tempo que não venho aqui… 

— É o mal dos nativos novaiorquinos, evitam lugares turísticos. Eu gosto daqui. Saber que um dia isso já foi considerado o topo do mundo. Hoje há tantos arranha-céus maiores, mas eu gosto desse.

— Nostálgico, Castle? 

— Não, voce não gosta? 

— Gosto - ela desviou o olhar contemplando a paisagem. Foi impossível não lembrar da mãe. 

— Você não pareceu me convencer… para alguém que chorou bastante vendo “An affair to Remember”, diria que sua reação foi pobre - ela se encaminhou para perto da beirada. Ainda tinha o bebê no colo, Dylan tinha se aconchegado com a cabecinha em seu ombro. Quase dormindo. 

— É belo, especial. E você tem razão, é um pedaço da velha Nova York esquecida pelos seus moradores, mas celebrada pelos turistas e por Hollywood. 

Eles ficaram alguns minutos observando o fascínio dos turistas tirando foto e conversando. Ela olhou para Castle. Ele tinha um olhar perdido no horizonte. Queria saber o que ele estava pensando, ao mesmo tempo, tinha medo de perguntar. Beckett olhou para Dylan sereno em seu colo. O melhor dos dois mundos. Ela tocou o solitário da mãe. Seria mesmo possível? 

— Castle… - ele não a ouviu. Beckett se aproximou dele, acariciou seu ombro - hey… tudo bem? - ele anuiu com a cabeça - vamos para casa. Dylan dormiu - entraram no elevador, como magnetismo, a mão dela achou a de Castle. 

— Você estava longe. Pensando na audiência? 

— Não, apenas pensando - ele sorriu - nada ruim, pelo contrario. 

Eles retornaram ao loft. Beckett colocou o bebê para dormir. Disse que precisava ir para casa. 

— É sábado. O que você vai fazer em casa? 

— Tenho coisas para fazer, roupas para lavar. Se ele acordar, você cuida dele. Se ele… se…. 

— Se ele chorar sentindo sua falta, eu ligo para você. Sabe, podia ficar por aqui. Assim não precisa se preocupar com Dylan, vai estar aqui para acalma-lo e faze-lo dormir mais tarde. 

— Castle, essa não é mais a realidade de Dylan. Ele tem que se acostumar com a minha ausência, em ficar com a avó, a irmã… - “depende da Kate”, ela podia ouvir a voz dele em sua mente - olha, eu prometo que não vou sumir. Vou ficar por perto. Quero estar por perto, desde que você também cumpra sua parte. 

— Minha parte? 

— Sim, sua parte. Na parceria. 

— Ah… entendo. Tem minha palavra. Já disse que não vai se livrar de mim, fácil? Não? Então, você precisa de mim para destruir sua lógica e resolver seus casos, detetive. O quanto precisar. 

Ela sorriu lembrando do que Maddie disse sobre esperar. 

— Tchau, Castle. Vejo você na segunda. 

— Até amanhã, Beckett. 

Ela não aparecera realmente no domingo e voltar ao seu apartamento também não fora tão ruim após se convencer que ela poderia ficar com Dylan sempre que quisesse. Contudo, Castle tivera razão ao dizer “até amanhã” para ela. Na tarde de domingo, os três passaram quase duas horas numa ligação de FaceTime conversando e brincando com o seu baby boy


Segunda-feira 


Beckett estacionou o carro e mandou a mensagem para Castle. “Estou aqui. Desça.” ele retornou em cinco segundos. “Suba. Dylan quer você.RC”. Ela desligou o carro. Ela era muito fácil quando se tratava de Dylan. Assim que chegou a porta do loft já encontrou-a aberta. O menino estava no colo de Castle que também segurava uma mamadeira. Ela parou para admirar o homem a sua frente. Castle vestia um terno azul risca de giz, a camisa também azul e a gravata em tons de azul e roxo misturados. 

— Hey, baby boy… - o menino bateu palmas ao vê-la, Beckett se aproximou e Dylan se jogou para o seu colo. Devidamente acomodado no colo dela, ele segurou um cacho do cabelo com a mãozinha. 

— Mamama… 

— Você pode amamenta-lo. Eu vou esperar. Ainda temos uma hora antes da audiência - Beckett sentou no sofá. Dylan tomava o leite sem largar o cabelo dela. Não resistiu e deu um beijo na testa do bebê deixando a marca do batom em tom marrom. Castle a observava. Foram poucas vezes que vira Beckett usar saia ou vestido. Hoje, a detetive da NYPD escolhera um traje diferente para essa manhã. Ela colocara uma saia lápis preta na altura do joelho. Usava seus famosos saltos e uma blusa de gola canoa e manga comprida bege. Tinha um colar comprido com um losango em tom preto na ponta. Séria e feminina. Talvez ela tivesse tentado achar uma roupa que combinasse mais com o tribunal, com o tal papel que ela representaria. Castle gostou. 

Dylan terminou de mamar e olhava satisfeito para Kate. 

— Nossa! Ele parece extasiado. Será que você não exagerou na quantidade do leite, Castle? Olha a barriguinha até cresceu. 

— Ele está satisfeito. Talvez esteja hipnotizado com você - Kate ergueu os olhos para encarar o escritor - você está muito bonita, detetive. Caprichou por Dylan. 

— Obrigada, se ao menos eu soubesse que a roupa podia garantir algo, seria bem mais simples. A-acho melhor irmos andando. Não podemos chegar atrasados - ela começava a sentir as borboletas no estômago. Nervosa. 

— Vou chamar minha mãe - Martha tirou o menino dos braços de Kate. Estava sereno, ao contrario de seus pais postiços que estavam bem nervosos - vamos? 

— Boa sorte, meus queridos. Dará tudo certo - Castle esperou que Beckett passasse a sua frente para colocar a mão nas suas costas guiando-a até carro. 


Ao chegarem no tribunal, Beckett subiu as escadas e congelou antes de passar pela porta. Olhou para ele, mordiscou os lábios e suspirou. Sem dizer uma palavra, ele sorriu. Kate buscou a mão dele e finalmente entraram. De mãos dadas, seguiram pelo longo corredor. 



Continua...

10 comentários:

Bella Defreitas disse...

Aaaaah ... Poxa na audiência é sacanagem rs..
Que lindinho. Amei a parte do sorvete! Dylan com dentinhos.. E até Alexis está colaborando para Caskett... beija esse homem logo Beckett ...kkk
Ansiosa pelo próximo, acho que mais que a Kate 🤔 pelo resultado da audiência.. 👏👏👏 O Cap. Está show, Dylan cada vez mais fofo❤

Camila Lorrane disse...

OMG chegou a hora da decissão Dylan cada dia mais lindo e fofo Kate cada vez mais apaixonada. Maddie uma figura que so
Castle todo bobo como sempre e carinhoso
Dylan ja quero ele pra mim 😍👶🏼👣

cleotavares disse...

Ai ai Kate! Não sei como você consegue. É olho, é sorvete, é bunda, é muita tentação, mulher!
E o baby boy, é muito amor envolvido, meu Deus.
E o final, como assim, gente! acabou? O Castle põe a mão nas costas da Kate e quem se arrepia sou eu. ui ui ui!

Anna Krueskein disse...

A cada dia mais apaixonada por essa história! Socorro dá vontade de morder o Dylan aaaaa e como a Kate resiste a esse homem?? Maddie é muito sensacional mesmo hahahaha. Ansiosa pelo próximo!!! Agarra logo esse homem, Kate

marta santos disse...

Eu ainda fico chocada com a forma que vc escreve . Que capítulo maravilhoso ( essa palavra ainda é pequena , perto da grandeza que foi esse capítulo ) , eu sentir tudo em um Sò capítulo , raiva , medo , dor , emoção , fraqueza , tontura, coração apertado , as mãos trêmulas, os olhos cheios de lágrimas , alegria , compaixão , amor mutuo, amor incondicional . Esse se tornou um dos meus capítulos preferido , pra mim foi absolutamente completo .
Essa audiência foi terrível , que medo que sentir , chorei junto com a Kate 😢 , sentir a dor dela . CASTLE defendendo ela 😍😍😍 , que cara é esse ?OMG ... Que coisa linda de se ler , eu conseguir imaginar aqueles olhos azuis intensos e brilhantes . Quando Kate diz : Kick ... Salve Dylan !
Nossa meu core saltou ... Pq na verdade ela estava dizendo : Eu te amo , salve Dylan .
E ele diz : Always ... Foi aí que as torneiras se abriram de vez .
E chegou a parte que ela falou ... Nossa foi tão emocionante , vê -la falando de Dylan , vê -la escancarar o coração abertamente , e mostra o que sente por Dylan e mais lindo ainda é que era tudo pura verdade . Eu sou trouxa de mais por eles , eu sou feliz em ser trouxa por eles , eu sou extremamente trouxa por eles .
A Vitória 😍😍😍😍😍😍 mini CASTLE . Que alívio 😭😭😭😭 . Que sufoco . E aquele beijo no fim da audiência 😍😍😍😍😍 .
O amor deles é algo tão singelo , tão delicado e ao mesmo tempo de uma força tão absurda . Eu amo a simplicidade , eu amo esses abraços , esses beijos singelos .
Eu fiquei com a cara de boba, com olhos inchados e sorriso nos lábios .

Como fiz a Gigi ... você tirou o meu chão .

Mah 😘💙

Vanessa Belarmino disse...

Eu adoro esse ar doméstico deles. É tao natural, que parece q eles vivem juntos ha seculos. Amo ver a Kate assumindo o papel de mãe na prática, mas racionalizando hahaha
Passei no parque é tao fofinho. Eu não sei o que é melhor, ela admirar o traseiro dele ou comentar com Dylan... 😂😂😂 Provocação com sorvete, eles brincam com fogo haha
Maddie sempre incrível e sempre da aquela ajudinha hahaha
E la vamos nós para a audiência...

Silma disse...

Que capítulo família gente 😍
Esse jantar no loft mesmo que improvisado foi fofo.Martha e suas palavras na hora certa 😂😂👌🏽
Pó Kate,eu sei que você é a rainha dos medos e inseguranças,mais custa ceder só um pouquinho? 😬
Essa saída pro parque foi tão amorzinho 😍que vomitei arco-íris!!!!
"Ela ficou admirando Castle.O sol batia nos cabelos dele sobre a testa,os olhos azuis perdidos no bebê.Tinha tanta vontade de arrumar aqueles cabelos.Tinha vontade de tanta coisa" ô amiga e eu não sei dessas suas vontades 😏🔥
"Por que não provocar?" pra quê perder essa oportunidade né Kate?😌
"Kate não perdeu a oportunidade de checar o traseiro dele.Deixou escapar um pensamento alto - por que você tem que ser tão irresistível" 😏 esse pequeno/grande detalhe te incomoda detetive? 👌🏽
"Mamama" perco os sentidos quando o baby boy chama pela mamama dele 😍
Beckett estacionou o carro e mandou a mensagem para Castle.“Estou aqui.Desça.” ele retornou em cinco segundos."Suba" gente ô povo mandão ocês nãm 😂😂😂👌🏽

rita disse...

Estou amando essa fic! As vezes fico imaginando de onde tira textos, parágrafos tão lindos que expressam a situação real que está acontecendo naquele momento.Louca para ver esses três juntos como casal e pais do bebê e ouvir o Dylan chamar a Kate de mamãe. Vais ser lindo e muito emocionante. Abraços Karen.

Priscila Barros disse...

Ai que capítulo maravilhoso!!!
Esses dois ainda não entenderam que eles não precisam combinar como se portar no tribunal, porque as coisas entre eles flui de maneira tão natural, inconscientemente eles já são um casal ❤
O que falar desse passeio no parque? Cheio de fofura de família ❤❤❤ e ainda rendeu um bom almoço com a tia Maddie! Ai como é maravilhoso ver a Kate confessando estar apaixonada pelo Castle ❤
Não vou mentir, que eu tô ansiosa demais por essa audiência, vou voar pro próximo capítulo já!
Obrigada por esse capítulo lindo e cheio de amor, Kah ❤

Gabriela Mendonça disse...

Martha, melhor pessoa, já chega no vrau kkkkkkkk
"Katherine! Achei que não ia mais retornar para nos fazer uma visita. Como você está, querida? Aposto que se matando de trabalhar e morrendo de saudades dessa fofura. Acertei?"
"Eles mal falaram durante a refeição, mas os sorrisos e os olhares eram suficientes para demonstrar que estavam se divertindo." Para que palavras, se eles se comunicam só com o olhar...
Kate e suas ilusões, ou tentativas de iludir os outros... Miga, para, não faz a louca que não cola não. "Achei que era para agirmos como um casal. Não somos um diariamente, Castle. "
Ala, de nv... "E-eu… você quer dizer sobre Dylan - não era o que ele dissera mesmo, ela sabia. " Tu não te faz de doida, mulher...
"Apareça no fim de semana. Pode levar Dylan para passear se quiser. " Qual a chance dela não aparecer e digo mais é capaz de ficar o fim de semana todo...
"sabe, você poderia vir conosco. A menos que precise realmente fazer o almoço - os olhos azuis brilharam com o convite." Mas nem por decreto ele ficaria em casa kkkk
"Ele revezava entre o sorvete e ela. Era uma imagem perigosa, Castle pensou. " chocolate e Kate Beckett... é muita tentação kkkkk
"Não fala nada, por favor…" Falar não é exatamente o que ele queria não... mas ok... Kate, Kate... até quando vc vai resistir, mocinha?
As visitas a Maddie são sempre hilárias kkkk melhor pessoa da vidaa. E só ela para conseguir essas confissões da Kate: "Tudo bem. Não tem farsa nenhuma. Eu sei que estou apaixonada por Castle, sei que ele gosta de mim. Eu não consegui ficar longe de Dylan, mas eu não sou a mãe dele e tem a audiência então…"
"De mãos dadas, seguiram pelo longo corredor. " Já vi que esse vai ser um longo julgamento...